A perspectiva das mudanças por vir (físicas, emocionais, de rotina, de hábitos, de casa, talvez...) me trazem ao mesmo tempo prazer e ansiedade. Meu eu-metódico fica apavorado com a possibilidade de ter de mudar o horário do treino de corrida, por exemplo, ao mesmo tempo em que meu outro eu, o com bom senso, explica que a vida é assim mesmo, e que eu vou precisar me adaptar.
Enquanto isso, para não surtar muito, para não me ver planejando uma agenda virtual do futuro baseada em variáveis imprevisíveis, atenho-me ao prazer de saber que teremos um rapazote saudável, quiçá inteligente, e bonito não dói, então, por que não bonito também?! Grandes esperanças de que puxe o cabelo do pai, que é lisinho e sem mistério, porque se o moleque inventar de usar chapinha, vai apanhar de chapinha quente. ;) Emo não!
Para trazer o conforto daquilo que não muda, ontem preparei lentilhas do meu jeito. Não importa quantas receitas teste, volto sempre para essa, a melhor, mais saborosa, favorita de todos os tempos. Para duas pessoas, refoguei meia cebola média em uma colher de manteiga, até amaciar. Juntei alguns raminhos de tomilho, uma folha de louro e 1/2 xic. de lentilhas verdes e 1 xic. de água. Deixei levantar fervura e então cozinhei semitampado, em fogo baixo, por cerca de 20 minutos. O importante é o ponto da lentilha, que deve estar macia, mas ainda mantendo sua forma. Se já estiver pronta e ainda restar líquido na panela, é só escorrer. Se a água estiver quase no fim e elas ainda estiverem duras, junte mais água quente. Quando estão prontas, tempero com sal e pimenta-do-reino moída na hora, a gosto, um fio generoso de azeite, uma colherinha de vinagre (tinto, branco, tanto faz), 1/2 colh. (sopa) de mostarda de Dijon e um belo punhado de salsinha e cebolinha picados. Tãaao bom...
E para mudar um pouquinho, misturei as lentilhas a rabanetes pequenos fatiados, queijo feta esmigalhado e um maço de folhas de rabanete picadas grosseiramente e refogadas em alho e azeite. Caso seus rabanetes venham sem as folhas, ou elas estejam muito amarelas e murchas, substitua por folhas de nabo, espinafre, ou mesmo folhas de mostarda, que são uma delícia.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Só manteiga salva
No supermercado, cestinha de metal na mão, tomei uma decisão impulsiva. Consciente de que restava apenas um naco de manteiga na geladeira, suficiente para as torradas do dia seguinte, respirei fundo e apanhei uma garrafa de 1kg de creme de leite fresco. Imbuída de orgulho e expectativas, voltei para casa decidida a fazer manteiga.
Apesar de já ter visto uma centena de blogs falando a respeito e outra dezena de livros com instruções precisas, foi o Forgotten Skills of Cooking que abri para ser meu guia. Ando apaixonada por esse livro, suas histórias e suas preciosas informações a respeito de comida de verdade. Não apenas a autora nos fornece relatos apaixonados sobre uma vida mais natural – que vou começar a chamar de uma vida "normal", porque a vida que se têm hoje em dia simplesmente não é –, mas ela também se apoia em estudos recentes que corroboram com o retorno do leite cru, das gorduras naturais, dos orgânicos, do ritmo mais lento, do feito em casa, do artesanal. Não é apenas moda, é uma necessidade.
É claro que na minha cozinha pequena e ainda um pouco atrapalhada – a gravidez parece ter colocado alguns neurônios meus para dormir, e ando distraída e sem foco – acabei fazendo bagunça e sujando mais louça do que o necessário. O que tornou o processo de limpeza da bagunça, desengordurando todos os utensílios que usei sem precisar deles, um pouco chato. Fazer a manteiga, no entanto, é um prazer, e é tão fácil que me sinto tentada a nunca mais comprar os tabletes prontos. A única coisa de que você precisa se lembrar é de encher algumas garrafas com água e colocar para gelar no dia anterior. E comprar seu creme de leite fresco. O seu favorito. O mais saboroso. O que bate o melhor chantilly. Pois sua manteiga, obviamente, só será tão boa quanto o creme que você usar. Se puder, compre um que seja apenas pasteurizado, e não homogeneizado. Aliás, isso vale para seu leite também. A textura e o sabor são melhores. Se puder colocar suas patinhas em creme de leite fresco de verdade, ainda cru, melhor ainda. Mas, voltando a nós pobres mortais que vivemos em São Paulo e só temos o pasteurizado nas gôndolas do supermercado. CLARO: estou falando de creme de leite de garrafa, aquele que fica na geladeira. Pelamordedeus, não vá me tentar fazer manteiga com o creme de lata ou o de caixinha. Muito menos com aqueles de caixinha que dizem que são feitos para chantilly. Aquilo é um creme mequetrefe misturado a gomas para criar textura e não deve nunca entrar na sua cozinha. Eca... :P
Bom... a manteiga. Você só precisa de creme de leite. Com 1kg de creme, produzi 2 tabletes de 210g e cerca de 500ml de buttermilk. Mas isso, acredito, vai depender do teor de gordura do seu creme, assim como a cor do produto final. Se o dia estiver quente, coloque a tigela da batedeira para gelar um pouco antes de começar. Tenha à mão uma outra tigela de inox e uma peneira fina ou um escorredor forrado com um pano fino (cheesecloth). Tenha certeza de que há água gelada o bastante na geladeira (uns 3 litros) e mãos à obra.
Bata o creme de leite em velocidade média na batedeira. Dependendo da quantidade de creme e de sua batedeira, pode demorar um pouco, mas ele vai ficar com consistência de chantilly, vai começar a ficar granulado e, de repente, você verá que os glóbulos de gordura se separaram do líquido, parecendo ovos mexidos nadando em leite. Pare a batedeira. Esse líquido esbranquiçado é o buttermilk, e você quer retirá-lo da manteiga e guardá-lo. Passe todo o conteúdo da batedeira pela peneira e escorra bem, recolhendo o buttermilk na tigela. Volte a manteiga para tigela da batedeira e bata por mais 30-60 segundos, para ter certeza de que todo o buttermilk saiu. Se algum líquido se desprender, escorra novamente pela peneira e volte a manteiga para a tigela da batedeira. Pronto, você já tem seu buttermilk e pode guardá-lo numa garrafinha fechada na geladeira.
Cubra a manteiga com água gelada. Mergulhe suas mãos (limpas, claro) na água gelada, e amasse, sove a manteiga, para desprender qualquer buttermilk que tenha sobrado. Quando a água parecer um pouco turva, escorra (agora na pia! Essa água não deve ser acrescida ao buttermilk!) e coloque mais água gelada. Repita a sova – é mais uma massagem espremendo do que uma sova propriamente dita – e a troca de água até que a água permaneça cristalina. Tenha certeza de que a água e suas mãos, principalmente, estão bem geladas, ou a manteiga começará a se liquefazer.
Escorra a água e divida a manteiga em pedaços de 100g ou 200g, lembrando-se de que a manteiga fresca vai durar alguns dias apenas na sua geladeira, então é melhor deixar na mantegueira apenas o que conseguirá consumir rapidamente e embrulhar as porções restantes em papel-manteiga ou filme plástico e guardar no freezer. Se quiser salgar sua manteiga, preservando-a por 2 ou 3 semanas, espalhe-a numa camada fina e salpique 1/4 colh. (chá) de sal fino para cada 100g de manteiga. Misture "sovando" com as mãos molhadas e geladas e então divida nas porções desejadas.
Se você tiver daquelas espátulas de madeira com ranhuras, próprias para a produção de manteiga, deixe-as de molho em água gelada por meia hora antes de começar e use-as para moldar a manteiga em tabletes e misturar o sal. Eu não tenho. Meus tabletes ficaram tortos, mas quem se importa?!
O resultado, feito com um creme bastante gorduroso, foi uma manteiga muito clara, delicadamente amarelada, e muito doce, mesmo o tablete que salguei para deixar na mantegueira (o tablete sem sal foi para o freezer, para ser usado depois). Ficou deliciosa, e não vejo a hora de tentar variações sobre o tema, como a manteiga "azeda", estilo francês, feita com creme azedo, quase um crème fraîche.
Achara estranho ler no livro que eu poderia usar o buttermilk em receitas ou para beber. "Manias irlandesas estranhas", pensei. Mas ao prová-lo entendi. É delicioso. Guarde-o na geladeira e use em poucos dias. O meu provavelmente virará Irish Soda Bread, só para manter a linha do livro. ;)
Apesar de já ter visto uma centena de blogs falando a respeito e outra dezena de livros com instruções precisas, foi o Forgotten Skills of Cooking que abri para ser meu guia. Ando apaixonada por esse livro, suas histórias e suas preciosas informações a respeito de comida de verdade. Não apenas a autora nos fornece relatos apaixonados sobre uma vida mais natural – que vou começar a chamar de uma vida "normal", porque a vida que se têm hoje em dia simplesmente não é –, mas ela também se apoia em estudos recentes que corroboram com o retorno do leite cru, das gorduras naturais, dos orgânicos, do ritmo mais lento, do feito em casa, do artesanal. Não é apenas moda, é uma necessidade.
É claro que na minha cozinha pequena e ainda um pouco atrapalhada – a gravidez parece ter colocado alguns neurônios meus para dormir, e ando distraída e sem foco – acabei fazendo bagunça e sujando mais louça do que o necessário. O que tornou o processo de limpeza da bagunça, desengordurando todos os utensílios que usei sem precisar deles, um pouco chato. Fazer a manteiga, no entanto, é um prazer, e é tão fácil que me sinto tentada a nunca mais comprar os tabletes prontos. A única coisa de que você precisa se lembrar é de encher algumas garrafas com água e colocar para gelar no dia anterior. E comprar seu creme de leite fresco. O seu favorito. O mais saboroso. O que bate o melhor chantilly. Pois sua manteiga, obviamente, só será tão boa quanto o creme que você usar. Se puder, compre um que seja apenas pasteurizado, e não homogeneizado. Aliás, isso vale para seu leite também. A textura e o sabor são melhores. Se puder colocar suas patinhas em creme de leite fresco de verdade, ainda cru, melhor ainda. Mas, voltando a nós pobres mortais que vivemos em São Paulo e só temos o pasteurizado nas gôndolas do supermercado. CLARO: estou falando de creme de leite de garrafa, aquele que fica na geladeira. Pelamordedeus, não vá me tentar fazer manteiga com o creme de lata ou o de caixinha. Muito menos com aqueles de caixinha que dizem que são feitos para chantilly. Aquilo é um creme mequetrefe misturado a gomas para criar textura e não deve nunca entrar na sua cozinha. Eca... :P
Bom... a manteiga. Você só precisa de creme de leite. Com 1kg de creme, produzi 2 tabletes de 210g e cerca de 500ml de buttermilk. Mas isso, acredito, vai depender do teor de gordura do seu creme, assim como a cor do produto final. Se o dia estiver quente, coloque a tigela da batedeira para gelar um pouco antes de começar. Tenha à mão uma outra tigela de inox e uma peneira fina ou um escorredor forrado com um pano fino (cheesecloth). Tenha certeza de que há água gelada o bastante na geladeira (uns 3 litros) e mãos à obra.
Bata o creme de leite em velocidade média na batedeira. Dependendo da quantidade de creme e de sua batedeira, pode demorar um pouco, mas ele vai ficar com consistência de chantilly, vai começar a ficar granulado e, de repente, você verá que os glóbulos de gordura se separaram do líquido, parecendo ovos mexidos nadando em leite. Pare a batedeira. Esse líquido esbranquiçado é o buttermilk, e você quer retirá-lo da manteiga e guardá-lo. Passe todo o conteúdo da batedeira pela peneira e escorra bem, recolhendo o buttermilk na tigela. Volte a manteiga para tigela da batedeira e bata por mais 30-60 segundos, para ter certeza de que todo o buttermilk saiu. Se algum líquido se desprender, escorra novamente pela peneira e volte a manteiga para a tigela da batedeira. Pronto, você já tem seu buttermilk e pode guardá-lo numa garrafinha fechada na geladeira.
Cubra a manteiga com água gelada. Mergulhe suas mãos (limpas, claro) na água gelada, e amasse, sove a manteiga, para desprender qualquer buttermilk que tenha sobrado. Quando a água parecer um pouco turva, escorra (agora na pia! Essa água não deve ser acrescida ao buttermilk!) e coloque mais água gelada. Repita a sova – é mais uma massagem espremendo do que uma sova propriamente dita – e a troca de água até que a água permaneça cristalina. Tenha certeza de que a água e suas mãos, principalmente, estão bem geladas, ou a manteiga começará a se liquefazer.
Escorra a água e divida a manteiga em pedaços de 100g ou 200g, lembrando-se de que a manteiga fresca vai durar alguns dias apenas na sua geladeira, então é melhor deixar na mantegueira apenas o que conseguirá consumir rapidamente e embrulhar as porções restantes em papel-manteiga ou filme plástico e guardar no freezer. Se quiser salgar sua manteiga, preservando-a por 2 ou 3 semanas, espalhe-a numa camada fina e salpique 1/4 colh. (chá) de sal fino para cada 100g de manteiga. Misture "sovando" com as mãos molhadas e geladas e então divida nas porções desejadas.
Se você tiver daquelas espátulas de madeira com ranhuras, próprias para a produção de manteiga, deixe-as de molho em água gelada por meia hora antes de começar e use-as para moldar a manteiga em tabletes e misturar o sal. Eu não tenho. Meus tabletes ficaram tortos, mas quem se importa?!
O resultado, feito com um creme bastante gorduroso, foi uma manteiga muito clara, delicadamente amarelada, e muito doce, mesmo o tablete que salguei para deixar na mantegueira (o tablete sem sal foi para o freezer, para ser usado depois). Ficou deliciosa, e não vejo a hora de tentar variações sobre o tema, como a manteiga "azeda", estilo francês, feita com creme azedo, quase um crème fraîche.
Achara estranho ler no livro que eu poderia usar o buttermilk em receitas ou para beber. "Manias irlandesas estranhas", pensei. Mas ao prová-lo entendi. É delicioso. Guarde-o na geladeira e use em poucos dias. O meu provavelmente virará Irish Soda Bread, só para manter a linha do livro. ;)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bolo de carne sem carne num belo de um sanduíche
Para ser sincera, não me lembro de minha própria mãe preparando bolo de carne com muita frequência. Carne moída, em casa, tinha quase sempre outros destinos: lasagne, polpette, e, principalmente, aquela "torta" de carne moída e purê de batatas, que muitos anos depois, quando minha mãe se lamentava que sua comida não era "sofisticada" como a minha (até parece!), contei-lhe que se tratava de Hachis Parmentier, o que a deixou muito contente e orgulhosa. ;)
O caso é que desde que comprei esse livro da Deborah Madison, que apesar de trabalhoso é um dos melhores que tenho, estava de olho nessa receita de "Cheese and Nut Loaf", uma versão vegetariana do bolo de carne, que prometia ser tão "meaty" e satisfatória quanto o original. Mas eu nunca tinha todos os ingredientes em casa, e eu sempre arranjava uma desculpa para não prepará-lo.
Até ontem.
Se arrependimento matasse... como é que eu não fiz esse prato no dia em que comprei o livro?? Ele é de preparo fácil, principalmente se você tiver sobras de arroz integral. E a única parte chatinha é picar as nozes, mas isso você pode fazer num processador, com cuidado para não transformá-las em farinha: você quer pedaços irregulares para conferir textura ao bolo.
Além do fato de ele ficar a cara de um meatloaf de verdade (inclusive mesma textura), fica absolutamente delicioso. E eu me diverti com a carinha caseira dele e o fato de seus ingredientes serem tão naturebas: parece o tipo de prato que uma mãezona "hipponga", de saia indiana e lenço na cabeça, faria. Imagino que seja uma receita dada a adaptações, também, trocando-se os tipos de nozes (com castanha-do-Pará deve ficar bom!), variando os tipos de queijo ralado, as ervas (acho que dá pra simplificar), os cogumelos... Se duvidar, deve continuar gostoso mesmo sem o gosto forte dos cogumelos secos. Ah, e funciona mesmo quando o arroz fica empapado. :D
O resultado é um bolo de queijo e nozes bastante substancial, então uma saladinha basta para acompanhá-lo. Deborah Madison sugere servi-lo com molho branco com ervas, mas eu sabia que o condimento principal aqui em casa estava fadado a ser o ketchup. O melhor de tudo, ele é facilmente "requentável", e fica ótimo dentro de um belo sanduíche com alface, tomate, mostarda e maionese, que foi, por acaso, meu almoço. :)
BOLO DE QUEIJO E NOZES (bolo de carne vegetariano)
(do livro The Greens Cookbook, de Deborah Madison)
Tempo de preparo: 40 min + 1h15min de forno
Rendimento: 1 bolo de cerca de 21x10cm
Ingredientes:
- 1 1/2 xic. de arroz integral (orgânico) já cozido (Cerca de 1/2 xic. de arroz integral cru rendem o suficiente para a receita)
- 1 1/2 xic. nozes
- 1/2 xic. castanhas de caju
- 1 cebola média, picada
- 2 colh. (sopa) manteiga
- sal
- 2 dentes de alho, picados
- 1/2 xic. cogumelos (à sua escolha), limpos e picados
- 15-30g cogumelos shiitake ou porcini secos
- 2 colh. (sopa) salsinha picada
- 2 colh. (chá) folhas de tomilho, ou 1/2 colh. (chá) tomilho seco
- 1 colh. (sopa) manjerona fresca, ou 1 colh. (chá) manjerona seca
- 1 colh. (chá) sálvia fresca picada, ou 1/2 colh. (chá) sálvia seca
- 4 ovos orgânicos
- 1 xic. queijo cottage (caseiro ou comprado pronto, sem gomas)
- 250-350g queijo ralado grosso que derreta bem (como Parmesão ralado na hora, Gruyère, Ementhal, Fontina, Prato, Mussarela, Cheddar... dependendo do que você tiver à mão)
- Pimenta-do-reino moída na hora
Preparo:
- Comece cozinhando o arroz, caso você não o tenha pronto. Enquanto o arroz cozinha, deixe os cogumelos secos de molho em água quente. Toste as nozes e castanhas numa frigideira grande e quente, até que fiquem perfumadas, sem deixar queimar. Pique e reserve.
- Pré-aqueça o forno a 190ºC.
- Limpe os resquícios de nozes da frigideira e derreta a manteiga em fogo moderado. Junte a cebola, uma pitada de sal, e cozinhe até amaciá-la. Enquanto isso, rapidamente escorra os cogumelos secos e pique-os grosseiramente. Junte-os à cebola com o alho, os cogumelos frescos e as ervas. Cozinhe até que todo o líquido liberado pelos cogumelos se evapore.
- Bata ligeiramente os ovos numa tigela grande. Junte o arroz cozido, os cogumelos refogados, as nozes, os queijos e misture muito bem. Experimente, tempere com pimenta e acerte o sal se necessário.
- Unte uma forma de bolo inglês com manteiga. (A receita original pede para forrar com papel-manteiga untado, mas ele grudou no bolo. Eu faria novamente sem o papel, pois fica mais fácil de apenas passar uma faquinha nas laterais e desenformar. Só fique de olho para não queimar.) Espalhe uniformemente a mistura na forma, preenchendo bem e alisando a superfície com uma colher.
- Asse por 1h-1h15m, ou até que o bolo esteja inflado, bem dourado e pareça firme ao balançar a forma. Retire do forno e deixe descansar por 10 minutos antes de desenformar e servir. Para reaquecer as sobras, pegue a fatia que você quer, embrulhe em papel alumínio e leve ao forno médio por uns 15 minutos.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Torradas de Endívia e Gruyère: quando o pouco promissor fica fantástico
É ligeiramente irritante quando o que há na cozinha são apenas sobras desparelhadas: uma endívia já não tão crocante para uma salada, um pedaço de queijo que não dá pra muita coisa, um pãozinho meio amanhecido, e coisinhas deprimentes do gênero. E bate uma preguiça fenomenal de ir ao mercado para se abastecer de qualquer coisa fresca que possa complementar essa refeição tristinha. Então, fuçando em livros como quem não quer nada, você dá de cara com uma receita que usa absolutamente todos aqueles seus restos de forma gloriosa, sem que você precise sequer pensar em tirar o pé de casa para comprar ingredientes extras. E você volta a se empolgar com as perspectivas do almoço.
O pãozinho foi fatiado e disposto numa assadeira. Liguei o grill do forno (mas poderia tê-lo pré-aquecido em temperatura média caso não tivesse o grill). Cortei a endívia triste em quartos, no sentido do comprimento, e então cortei-a em pedaços de 1cm. Aqueci um pouco de manteiga numa frigideira em fogo alto e refoguei a endívia até que estivesse macia e ligeiramente dourada em alguns pontos. Desliguei o fogo e temperei com sal, pimenta-do-reino moída na hora e uma espremidinha de limão. Ralei tanto queijo Gruyère quanto as fatias de pão contivessem de forma segura e levei os pãezinhos ao forno, até que suas beiradas estivessem douradas e o queijo estivesse muito bem derretido. Retirei do forno, espalhei colheradas de endívia sobre as torradas quentes e salpiquei nozes picadas, um toque meu, que não estava na receita de Deborah Madison (do livro Local Flavors).
Tão bom... pode virar fácil o antepasto da próxima reunião de amigos, ou mesmo prato principal bem leve, com uma saladinha verde com molho de mostarda. Para acompanhar, suco de uva isabel orgânico e de sobremesa, fatias de abacaxi salpicadas de manjericão roxo.
O pãozinho foi fatiado e disposto numa assadeira. Liguei o grill do forno (mas poderia tê-lo pré-aquecido em temperatura média caso não tivesse o grill). Cortei a endívia triste em quartos, no sentido do comprimento, e então cortei-a em pedaços de 1cm. Aqueci um pouco de manteiga numa frigideira em fogo alto e refoguei a endívia até que estivesse macia e ligeiramente dourada em alguns pontos. Desliguei o fogo e temperei com sal, pimenta-do-reino moída na hora e uma espremidinha de limão. Ralei tanto queijo Gruyère quanto as fatias de pão contivessem de forma segura e levei os pãezinhos ao forno, até que suas beiradas estivessem douradas e o queijo estivesse muito bem derretido. Retirei do forno, espalhei colheradas de endívia sobre as torradas quentes e salpiquei nozes picadas, um toque meu, que não estava na receita de Deborah Madison (do livro Local Flavors).
Tão bom... pode virar fácil o antepasto da próxima reunião de amigos, ou mesmo prato principal bem leve, com uma saladinha verde com molho de mostarda. Para acompanhar, suco de uva isabel orgânico e de sobremesa, fatias de abacaxi salpicadas de manjericão roxo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Waffles de banana para a fase 2
A Fase 1 parece ter acabado. O que havia de azia das cinco da tarde e "apetite seletivo" – ainda que não tenha havido enjôos – parece ter ficado para trás. O sono monstruoso, que me colocava na cama, derrubada, impreterivelmente às sete da noite, também foi embora, ainda que eu tenha algumas recaídas que me deixam pescando nos fins de tarde em frente ao computador.
Agora, conforme uma inconfundível protuberância arredondada começa a aparecer cercando meu umbigo (finalmente!), pareço ter entrado definitivamente na Fase 2. Ah, Fase 2. Quando choro vendo desenhos animados, choro porque o pão de queijo acabou, choro porque... é terça-feira. O marido assiste inconformado, enquanto tento, soluçando, explicar o novo motivo esdrúxulo que me leva às lágrimas. Às vezes minha mente deturpada inventa que a culpa é dele. E mesmo enquanto o acuso me dou conta de que o fato de ele não ter levado a xícara de café para a cozinha não é motivo grande o bastante para 35 minutos de choro barulhento e ininterrupto. Então choro porque me dou conta de que estou à mercê dos hormônios e choro por me sentir ridícula.
Para aplacar toda essa choradeira, lambida de cachorro, abraço de marido e waffles de banana com nozes. Ah, waffles de banana. Se me dissessem que nunca mais poderia comê-los, choraria por isso também, mas o motivo seria mais do que justo. Porque eles são de fato uma delícia, fofos e com aquele delicioso perfume de bolo de banana. Feitos para uma manhã sossegada de fim de semana, pés cruzados em cima da mesinha, uma xícara de café quente, nenhuma pressa de tirar o pijama. De chorar, de tão bom.
Agora, conforme uma inconfundível protuberância arredondada começa a aparecer cercando meu umbigo (finalmente!), pareço ter entrado definitivamente na Fase 2. Ah, Fase 2. Quando choro vendo desenhos animados, choro porque o pão de queijo acabou, choro porque... é terça-feira. O marido assiste inconformado, enquanto tento, soluçando, explicar o novo motivo esdrúxulo que me leva às lágrimas. Às vezes minha mente deturpada inventa que a culpa é dele. E mesmo enquanto o acuso me dou conta de que o fato de ele não ter levado a xícara de café para a cozinha não é motivo grande o bastante para 35 minutos de choro barulhento e ininterrupto. Então choro porque me dou conta de que estou à mercê dos hormônios e choro por me sentir ridícula.
Para aplacar toda essa choradeira, lambida de cachorro, abraço de marido e waffles de banana com nozes. Ah, waffles de banana. Se me dissessem que nunca mais poderia comê-los, choraria por isso também, mas o motivo seria mais do que justo. Porque eles são de fato uma delícia, fofos e com aquele delicioso perfume de bolo de banana. Feitos para uma manhã sossegada de fim de semana, pés cruzados em cima da mesinha, uma xícara de café quente, nenhuma pressa de tirar o pijama. De chorar, de tão bom.
WAFFLES DE BANANA E NOZES
(do livro KitchenAid - Best Loved Recipes)
Tempo de preparo: 25 minutos
Rendimento: 4 porções
Ingredientes:
- 3/4 xic. nozes ou pecãs
- 2 xíc. farinha de trigo
- 1/4 xic. de açúcar cristal orgânico
- 2 colh. (chá) fermento químico em pó
- 1 colh. (chá) sal
- 2 ovos, clara e gemas separadas
- 2 xic. buttermilk
- 2 bananas médias, bem maduras, amassadas (cerca de 1 xíc.)
- 4 colh. (sopa) manteiga, derretida
- 1 colh. (chá) extrato de baunilha
Preparo:
- Toste as nozes em fogo baixo numa frigideira, até que fiquem perfumadas, com cuidado para não queimá-las. Pique-as e reserve.
- Pincele um ferro de waffles com manteiga e aqueça-o (ou siga as instruções do fabricante, no caso dos elétricos).
- Enquanto isso, misture a farinha, o açúcar, fermento e sal numa tigela grande e reserve. Bata as gemas em outra tigela e adicione o buttermilk, bananas amassadas, baunilha e nozes picadas, misturando bem. Junte a mistura líquida à seca, mexendo com uma espátula apenas até não haver mais pontos de farinha.
- Bata as claras na batedeira em velocidade alta, até que forme picos firmes, mas não ressecados. Misture as claras ao restante da massa, aos poucos, em movimentos de baixo para cima, girando a tigela, rapidamente.
- Cozinhe os waffles até que fiquem dourados, com cuidado para não queimá-los. Sirva-os quentes, com maple syrup ou mel, e, se quiser, fatias extras de banana e nozes picadas.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Microtortinhazinhas bonitinhas de cogumelos ou do que você quiser
E resolvi fazer meu bolo de aniversário [31 anos, para quem estiver curioso]. E resolvi que seria um bolo de chocolate com recheio e cobertura de marshmallow e uma "pintura" de chocolate ao leite. Receita de um livro que jamais me decepcionou.
No entanto, algo deu errado.
A receita citava o chocolate, mandava derretê-lo, mas não dizia quando incorporá-lo à massa. Sem pânico, tendo já feito muitos bolos, misturei-o à massa junto com o café, no final do processo. Bolos no forno, muitos minutos passados. Eles estão sequinhos, palitos saindo limpos, mas suas superfícies não estão tão firmes quanto a receita sugere. Estão fofos. Perigosamente fofos. Longe de mim reclamar de um bolo fofo, mas quando estamos pensando em camadas, pensamos em bolos firmes o bastante para suportarem a manipulação e empilhamento sem grandes problemas. Bem... problemas. Os bolos são tão fofos que ameaçam partirem-se ao meio quando tento levantá-los da grade para empilhá-los. Foi uma lambança movê-los sem maiores prejuízos.
Hora da cobertura. O marshmallow vai bem, lindo, branco e fofo. Mas a receita pede para batê-lo por 2-3 minutos para esfriá-lo até determinada temperatura. Tenho de ficar parando a batedeira para inserir o termômetro eletrônico e checar. Desastre: não se passaram 2 minutos e o marshmallow já está mais frio do que deveria. Corro para espalhá-lo no primeiro bolo. Tudo ok. Atrapalhada, posiciono o segundo bolo em cima do recheio. Começo a espalhar a cobertura. O bolo é macio demais. A espátula cheia de marshmallow quase frio e não tão cremoso começa a arrastar migalhas e verdadeiros pedacinhos de bolo junto, arruinando a alvura angelical que eu almejava e transformando o bolo num pequeno dálmata circular. Não consigo alisar a cobertura sem correr o risco de desmontar todo o bolo. Ele fica assim, rebarbento, pontilhado. Nhé.
Suspiro. Fazer o quê? Agora é deixá-lo secar umas duas horas para pincelar o chocolate ao leite. Passam-se duas horas e o marshmallow continua mole. Passam-se três. Quatro. Apanho o secador de cabelos e ligo o botão de ar frio para ver se resolve alguma coisa. Nada. O vento move a cobertura mas ela não resseca. Coloco o bolo na geladeira. E devagar, muito devagarinho, ele começa a secar. Mas não o suficiente. Não vai dar tempo. Apanho o pincel e o chocolate derretido e faço minha arte. Arte de criança de 3 anos, que pinta fora da linha. O chocolate claro, mal pincelado sobre uma cobertura branca, irregular e grudenta, faz o bolo parecer feito de neve suja. Manchas marrons pouco atraentes num solo branco mal acabado e pontilhado.
Feio. Muito feio. Nem fotografo. Vocês me matam se precisarem passar pelo que passei para provarem um bolo que ficou gostoso, mas não vale tanto esforço e stress.
No fim, olho minhas tortinhas. Lindas, perfeitas, simples. Diferentes do bolo. Receita tirada de um livro que ganhei na quinta-feira meio que de surpresa, de uma boa amiga da corrida, incrivelmente doce e gentil. As tortinhas foram tão fáceis de fazer que achei que não dariam certo. Vão grudar na forma. Nunca mais vou tirá-las daí. Não vão ficar gostosas. Mas ficaram tão boas que minha irmã, famigerada "detestadora" de cogumelos, comeu, gostou e repetiu.
Tão poucos ingredientes rendem uma fornada inteira de microtortinhas. Fica fácil e em conta fazer mais fornadas e servir as delicadezas numa festa, e elas têm carinha de comida de buffet, de cocktail party. Mas não foram bandejas prateadas que me vieram à mente. Meu cérebro, que anda muito focado em uma coisa e uma coisa apenas, imediatamente transportou as tortinhas para o futuro, para as festinhas infantis, e fiquei cogitando recheios que as outras crianças comeriam. [Por que afinal, sonho meu, meus filhos vão comer cogumelos; mas filho dos outros, já não sei não... ;) ]
Quando digo fácil, digo fácil mesmo. A massa fica pronta em instantes e você não precisa sequer abri-la com rolo. Basta separar em bolinhas e pressioná-las com os dedos diretamente na forma de minimuffins (ou forminhas pequenas de empada) sem sequer untar. Distribuir o recheio causa pânico. Você não acredita que seja o bastante. Mas milagrosamente aquelas poucas gotas de creme de ovo em volta dos cogumelos de fato infla, e as tortinhas saem lindas, douradas, recheadas, com um cheiro maravilhoso.
Se é para dividir algo com vocês, uma receita de aniversário, prefiro que seja algo que deu certo de primeira e que pretendo repetir à exaustão. Essas prometem virarem um clássico. :)
Obs: eu dobrei a receita para servir em casa, fazendo 48 tortinhas. Fiz toda a massa (o dobro) de uma vez, colocando para gelar apenas uma vez, e dividindo ao meio na hora de fazer as tortas. Metade da massa ficou na geladeira enquanto dividia e assava a primeira fornada. Assim que a forma esfriou (rapidamente), preparei a segunda fornada.
No entanto, algo deu errado.
A receita citava o chocolate, mandava derretê-lo, mas não dizia quando incorporá-lo à massa. Sem pânico, tendo já feito muitos bolos, misturei-o à massa junto com o café, no final do processo. Bolos no forno, muitos minutos passados. Eles estão sequinhos, palitos saindo limpos, mas suas superfícies não estão tão firmes quanto a receita sugere. Estão fofos. Perigosamente fofos. Longe de mim reclamar de um bolo fofo, mas quando estamos pensando em camadas, pensamos em bolos firmes o bastante para suportarem a manipulação e empilhamento sem grandes problemas. Bem... problemas. Os bolos são tão fofos que ameaçam partirem-se ao meio quando tento levantá-los da grade para empilhá-los. Foi uma lambança movê-los sem maiores prejuízos.
Hora da cobertura. O marshmallow vai bem, lindo, branco e fofo. Mas a receita pede para batê-lo por 2-3 minutos para esfriá-lo até determinada temperatura. Tenho de ficar parando a batedeira para inserir o termômetro eletrônico e checar. Desastre: não se passaram 2 minutos e o marshmallow já está mais frio do que deveria. Corro para espalhá-lo no primeiro bolo. Tudo ok. Atrapalhada, posiciono o segundo bolo em cima do recheio. Começo a espalhar a cobertura. O bolo é macio demais. A espátula cheia de marshmallow quase frio e não tão cremoso começa a arrastar migalhas e verdadeiros pedacinhos de bolo junto, arruinando a alvura angelical que eu almejava e transformando o bolo num pequeno dálmata circular. Não consigo alisar a cobertura sem correr o risco de desmontar todo o bolo. Ele fica assim, rebarbento, pontilhado. Nhé.
Suspiro. Fazer o quê? Agora é deixá-lo secar umas duas horas para pincelar o chocolate ao leite. Passam-se duas horas e o marshmallow continua mole. Passam-se três. Quatro. Apanho o secador de cabelos e ligo o botão de ar frio para ver se resolve alguma coisa. Nada. O vento move a cobertura mas ela não resseca. Coloco o bolo na geladeira. E devagar, muito devagarinho, ele começa a secar. Mas não o suficiente. Não vai dar tempo. Apanho o pincel e o chocolate derretido e faço minha arte. Arte de criança de 3 anos, que pinta fora da linha. O chocolate claro, mal pincelado sobre uma cobertura branca, irregular e grudenta, faz o bolo parecer feito de neve suja. Manchas marrons pouco atraentes num solo branco mal acabado e pontilhado.
Feio. Muito feio. Nem fotografo. Vocês me matam se precisarem passar pelo que passei para provarem um bolo que ficou gostoso, mas não vale tanto esforço e stress.
No fim, olho minhas tortinhas. Lindas, perfeitas, simples. Diferentes do bolo. Receita tirada de um livro que ganhei na quinta-feira meio que de surpresa, de uma boa amiga da corrida, incrivelmente doce e gentil. As tortinhas foram tão fáceis de fazer que achei que não dariam certo. Vão grudar na forma. Nunca mais vou tirá-las daí. Não vão ficar gostosas. Mas ficaram tão boas que minha irmã, famigerada "detestadora" de cogumelos, comeu, gostou e repetiu.
Tão poucos ingredientes rendem uma fornada inteira de microtortinhas. Fica fácil e em conta fazer mais fornadas e servir as delicadezas numa festa, e elas têm carinha de comida de buffet, de cocktail party. Mas não foram bandejas prateadas que me vieram à mente. Meu cérebro, que anda muito focado em uma coisa e uma coisa apenas, imediatamente transportou as tortinhas para o futuro, para as festinhas infantis, e fiquei cogitando recheios que as outras crianças comeriam. [Por que afinal, sonho meu, meus filhos vão comer cogumelos; mas filho dos outros, já não sei não... ;) ]
Quando digo fácil, digo fácil mesmo. A massa fica pronta em instantes e você não precisa sequer abri-la com rolo. Basta separar em bolinhas e pressioná-las com os dedos diretamente na forma de minimuffins (ou forminhas pequenas de empada) sem sequer untar. Distribuir o recheio causa pânico. Você não acredita que seja o bastante. Mas milagrosamente aquelas poucas gotas de creme de ovo em volta dos cogumelos de fato infla, e as tortinhas saem lindas, douradas, recheadas, com um cheiro maravilhoso.
Se é para dividir algo com vocês, uma receita de aniversário, prefiro que seja algo que deu certo de primeira e que pretendo repetir à exaustão. Essas prometem virarem um clássico. :)
MICROTORTINHAS DE COGUMELOS
(do livro KitchenAid Best Loved Recipes)
Tempo de preparo: 5 minutos + 1 hora de descanso + 20 minutos de forno
Rendimento: 24 tortinhas
Ingredientes:
(massa)
- 115g cream cheese
- 3 colh. (sopa) manteiga em temperatura ambiente
- 3/4 xic. + 1 colh. (chá) farinha de trigo
(recheio)
- 250g cogumelos, picados grosseiramente
- 1/2 xic. cebolinha picada
- 1 ovo grande, orgânico
- 1/4 xic. tomilho seco
- 1/2 xic. queijo suiço ralado grosso (Gruyère, Ementhal, etc...)
Preparo:
- Coloque o cream cheese e 2 colh. (sopa) da manteiga na tigela da batedeira e bata em velocidade médio-baixa por 1 minuto. Pare, raspe com uma espátula e adicione 3/4 xic. da farinha. Reduza a velocidade para baixa e bata por 1 minuto, ou até que a massa esteja bem misturada. Forme uma bola, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora. Enquanto isso, faça o recheio.
- Derreta a colher (sopa) restante de manteiga numa frigideira grande, em fogo médioo. Junte os cogumelos e a cebolinha. Tempere com sal e pimenta e cozinhe, mexendo de vez em quando, até que os cogumelos estejam macios, ligeiramente dourados e toda a água que eles liberarem tiver evaporado. Remova do fogo e deixe esfriar um pouco.
- Coloque o ovo, a colher (chá) restante de farinha e o tomilho na tigela da batedeira e bata em velocidade média por 30 segundos. Com uma colher, misture o queijo e os cogumelos.
- Pré-aqueça o forno a 190ºC. Retire a massa da geladeira e divida-a em 24 pedaços iguais. Pressione cada pedaço em uma cavidade da forma de minimuffins, formando cestinhas, e divida o recheio entre elas, com a ajuda de uma colherzinha de chá ou café. Asse por 15-20 minutos, até que o recheio tenha inflado e dourado. Desenforme imediatamente com a ajuda de uma colher e sirva morno.
Obs: eu dobrei a receita para servir em casa, fazendo 48 tortinhas. Fiz toda a massa (o dobro) de uma vez, colocando para gelar apenas uma vez, e dividindo ao meio na hora de fazer as tortas. Metade da massa ficou na geladeira enquanto dividia e assava a primeira fornada. Assim que a forma esfriou (rapidamente), preparei a segunda fornada.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
I'm-having-a-baby pie
Lá estava eu numa sexta-feira com pouco trabalho, quando resolvo ligar a tv e pego The Waitress no comecinho, no canal da Fox. Aninhei-me no sofá com o cachorro, fiz um chá e me dei o direito de passar a tarde vendo um filme que eu adoro. É claro que as consequências de se assistir um filme tão ligado à comida são óbvias: saí desesperada atrás de uma torta para fazer.
Bananas são frutas que sempre me pareceram meio obrigatórias numa casa brasileira, e elas sempre estão lá, mesmo quando eu não sei bem o que fazer com elas, mesmo quando só servem de acompanhamento para uma fruta "mais interessante". No último mês, no entanto, ao invés de serem apenas a fruta-obrigação do lado da fruta-especial-da-estação, elas andam com status de estrela. Ando comendo muitas bananas, em vitaminas, com iogurte e granola, de qualquer jeito. Talvez por isso tenha decidido fazer uma torta que sempre me despertou curiosidade: Banoffee Pie.
Banoffee Pie nasceu na Inglaterra, na verdade, e não nos Estados Unidos, e é uma torta de banana e caramelo (toffee) coberta de chantilly. Apanhei a receita do livro Sticky, Chewy, Messy, Gooey, que sempre entrega o que o título promete. De modo geral, suas receitas são bastante doces, mas sempre saborosas. Apenas fico atenta às coberturas de bolo. Qualquer calda ou buttercream que leve mais açúcar do que o próprio bolo is a no-no. Aprendi isso ao fazer um delicioso bolo de chocolate e estragá-lo com uma calda de chocolate tão doce que me lembrou as dores de dente que tinha quando criança ao mastigar aquele chiclete Pong. :P
De qualquer forma, era essa torta que eu queria. Na intenção de permanecer fiel às raízes da receita, a autora sugere o uso de Digestive Biscuits no lugar de Graham Crackers para a base da torta. Eu já aprendera que as Graham Crackers na verdade nada têm a ver com as bolachas Maria que usamos por aqui para bases de cheesecake, uma vez que a tal Graham Flour, usada nos biscoitos, aparentemente é farinha de trigo integral grossa. Noutro dia, vendo um episódio antigo de Nigella preparando cheesecake, num close da câmera, consegui ver impresso no biscoito o nome da marca de Digestive Biscuits que ela estava usando. E aquilo para mim foi uma revelação, pois me dei conta de que o Santa Luzia tinha aqueles biscoitos sempre. Corri para o mercado e comprei-os.
São definitivamente mais caros que a bolacha Maria, mas o lado bom é não ter nenhum ingrediente bizarro ou conservante. Se você tem acesso a esses biscoitos, vale a pena comprá-los uma vez, ao menos para ter uma base de comparação e poder buscar opções semelhantes nacionais. De qualquer forma, um pacote grande rende 2 ou 3 bases de torta.
Ao experimentá-los, percebi que sua textura de fato é mais grosseira, por conta do farelo de trigo, e seu sabor, ainda que suavemente adocicado, é definitivamente salgado. Logo, em seu próximo cheesecake ou torta, experimente usar algum biscoito de farinha integral de sabor neutro.
Bom, comprei logo um pacote grande e já deixei-o totalmente moído num vidro na geladeira.
Quanto ao recheio... ao ver a pataquada de cozinhar o leite condensado no forno, meu primeiro impulso foi comprar doce de leite e pronto. Mas confesso que fiquei curiosa ao ver a manteiga, baunilha e o dark brown sugar no meio. E fiz a receita ipsis literis. Acabei usando o açúcar demerara no lugar do mascavo, pois fiquei com receio de que o mascavo fosse forte demais. Mas você pode fazer seu próprio light brown sugar ou dark brown sugar, apenas misturando melado a um pouco de açúcar cristal, segundo a Joy ensina aqui. Também, depois de 2 horas, o caramelo não estava tão "tostadinho" quanto deveria, mas fiquei com muito receio de que ele endurecesse demais na geladeira caso cozinhasse mais, e preferi-o mais claro.
De qualquer forma, na pressa, acho que doce de leite claro e cremoso é uma opção totalmente válida para substituir o caramelo.
O chantilly. Da próxima vez, faria metade da quantidade ou apenas 3/4 dela. Conforme fui empilhando o creme em cima da torta, comecei a entrar em pânico, acreditando que ele transbordaria. De fato, é uma enorme quantidade de chantilly, que é puxado para baixo pela faca na hora de cortar a fatia, escondendo as camadas de caramelo e banana que eu tanto queria fotografar. Tanto que essa foto foi tirada dois dias depois, quando FINALMENTE consegui tirar uma fatia limpa. Daí o fato de o chantilly estar meio caidinho. Mas a boa notícia é que a torta de mantém super bem na geladeira por alguns dias, e o gostinho da banana só vai intensificando. A crosta não perde a crocância e o caramelo não endurece.
Veredito final: super doce, faz sujeira, mas é uma delícia! Matou completamente a minha vontade por uma torta melequenta. :)
E para quem ficou curioso com o título do post, tenho mais uma coisa em comum com Jenna além do gosto por tortas. E não é o marido patife, porque, graças a Deus, o meu marido é o melhor do mundo.
Pirulito de nabo pra quem acertar. ;)
Obs: Para quem acertou, fica a dica... já aprendi que gravidez é pior que futebol: todo mundo tem uma opinião. Quem já teve filhos se lembra de todas as histórias terroristas que gostaria de não ter ouvido. Então sejam solidárias e não as passem para frente. Tenho de ler todos os comentários para decidir se são ou não publicáveis. Mas se sentir que vem história terrorista pela frente, vou apagar, estando certa ou não, sem nem terminar de ler. Ok? Espero que gostem da notícia. Papinhas, aqui vou eu.
Bananas são frutas que sempre me pareceram meio obrigatórias numa casa brasileira, e elas sempre estão lá, mesmo quando eu não sei bem o que fazer com elas, mesmo quando só servem de acompanhamento para uma fruta "mais interessante". No último mês, no entanto, ao invés de serem apenas a fruta-obrigação do lado da fruta-especial-da-estação, elas andam com status de estrela. Ando comendo muitas bananas, em vitaminas, com iogurte e granola, de qualquer jeito. Talvez por isso tenha decidido fazer uma torta que sempre me despertou curiosidade: Banoffee Pie.
Banoffee Pie nasceu na Inglaterra, na verdade, e não nos Estados Unidos, e é uma torta de banana e caramelo (toffee) coberta de chantilly. Apanhei a receita do livro Sticky, Chewy, Messy, Gooey, que sempre entrega o que o título promete. De modo geral, suas receitas são bastante doces, mas sempre saborosas. Apenas fico atenta às coberturas de bolo. Qualquer calda ou buttercream que leve mais açúcar do que o próprio bolo is a no-no. Aprendi isso ao fazer um delicioso bolo de chocolate e estragá-lo com uma calda de chocolate tão doce que me lembrou as dores de dente que tinha quando criança ao mastigar aquele chiclete Pong. :P
De qualquer forma, era essa torta que eu queria. Na intenção de permanecer fiel às raízes da receita, a autora sugere o uso de Digestive Biscuits no lugar de Graham Crackers para a base da torta. Eu já aprendera que as Graham Crackers na verdade nada têm a ver com as bolachas Maria que usamos por aqui para bases de cheesecake, uma vez que a tal Graham Flour, usada nos biscoitos, aparentemente é farinha de trigo integral grossa. Noutro dia, vendo um episódio antigo de Nigella preparando cheesecake, num close da câmera, consegui ver impresso no biscoito o nome da marca de Digestive Biscuits que ela estava usando. E aquilo para mim foi uma revelação, pois me dei conta de que o Santa Luzia tinha aqueles biscoitos sempre. Corri para o mercado e comprei-os.
São definitivamente mais caros que a bolacha Maria, mas o lado bom é não ter nenhum ingrediente bizarro ou conservante. Se você tem acesso a esses biscoitos, vale a pena comprá-los uma vez, ao menos para ter uma base de comparação e poder buscar opções semelhantes nacionais. De qualquer forma, um pacote grande rende 2 ou 3 bases de torta.
Ao experimentá-los, percebi que sua textura de fato é mais grosseira, por conta do farelo de trigo, e seu sabor, ainda que suavemente adocicado, é definitivamente salgado. Logo, em seu próximo cheesecake ou torta, experimente usar algum biscoito de farinha integral de sabor neutro.
Bom, comprei logo um pacote grande e já deixei-o totalmente moído num vidro na geladeira.
Quanto ao recheio... ao ver a pataquada de cozinhar o leite condensado no forno, meu primeiro impulso foi comprar doce de leite e pronto. Mas confesso que fiquei curiosa ao ver a manteiga, baunilha e o dark brown sugar no meio. E fiz a receita ipsis literis. Acabei usando o açúcar demerara no lugar do mascavo, pois fiquei com receio de que o mascavo fosse forte demais. Mas você pode fazer seu próprio light brown sugar ou dark brown sugar, apenas misturando melado a um pouco de açúcar cristal, segundo a Joy ensina aqui. Também, depois de 2 horas, o caramelo não estava tão "tostadinho" quanto deveria, mas fiquei com muito receio de que ele endurecesse demais na geladeira caso cozinhasse mais, e preferi-o mais claro.
De qualquer forma, na pressa, acho que doce de leite claro e cremoso é uma opção totalmente válida para substituir o caramelo.
O chantilly. Da próxima vez, faria metade da quantidade ou apenas 3/4 dela. Conforme fui empilhando o creme em cima da torta, comecei a entrar em pânico, acreditando que ele transbordaria. De fato, é uma enorme quantidade de chantilly, que é puxado para baixo pela faca na hora de cortar a fatia, escondendo as camadas de caramelo e banana que eu tanto queria fotografar. Tanto que essa foto foi tirada dois dias depois, quando FINALMENTE consegui tirar uma fatia limpa. Daí o fato de o chantilly estar meio caidinho. Mas a boa notícia é que a torta de mantém super bem na geladeira por alguns dias, e o gostinho da banana só vai intensificando. A crosta não perde a crocância e o caramelo não endurece.
Veredito final: super doce, faz sujeira, mas é uma delícia! Matou completamente a minha vontade por uma torta melequenta. :)
E para quem ficou curioso com o título do post, tenho mais uma coisa em comum com Jenna além do gosto por tortas. E não é o marido patife, porque, graças a Deus, o meu marido é o melhor do mundo.
Pirulito de nabo pra quem acertar. ;)
Obs: Para quem acertou, fica a dica... já aprendi que gravidez é pior que futebol: todo mundo tem uma opinião. Quem já teve filhos se lembra de todas as histórias terroristas que gostaria de não ter ouvido. Então sejam solidárias e não as passem para frente. Tenho de ler todos os comentários para decidir se são ou não publicáveis. Mas se sentir que vem história terrorista pela frente, vou apagar, estando certa ou não, sem nem terminar de ler. Ok? Espero que gostem da notícia. Papinhas, aqui vou eu.
BANOFFEE PIE
(do livro Sticky, Chewy, Messy, Gooey, de Jill O'Connor)
Tempo de preparo: 3 horas
Rendimento: a autora diz 6-8, mas eu arriscaria uns 10 pedaços, pela torta ser bem doce
Ingredientes:
(recheio)
- 2 latas de leite condensado (395g cada)
- 1 colh. (chá) extrato de baunilha
- 1/4 xic. açúcar demerara ou mascavo orgânicos(o mascavo fica mais forte e mais escuro)
- 4 colh. (sopa) manteiga sem sal derretida
- 1/4 colh. (chá) sal
(base)
- 2 1/2 xic. de Digestive Biscuits ou Graham Crackers (algum biscoito de farinha integral de sabor neutro, nem excessivamente doce nem com grãos de sal)
- 1/4 xic. açúcar cristal orgânico
- 1/2 xic. (120g) manteiga sem sal derretida
(cobertura)
- 3 bananas médias, maduras mas firmes (ou o bastante p/ uma camada única)
- 2 xic. creme de leite fresco
- 1/3 xic. açúcar cristal orgânico
- 1/4 colh. (chá) de grânulos de café instantâneo dissolvido em 1 colh. (chá) extrato de baunilha
Preparo:
- Posicione uma grade no meio do forno e pré-aqueça a 205ºC.
- Para fazer o recheio, misture todos os ingredientes numa tigela refratária com capacidade para 6 xícaras, cubra a tigela com papel alumínio e coloque-a em uma assadeira média (20x30cm, mais ou menos). Preencha a assadeira com água fervente até metade da altura da tigela e leve ao forno com cuidado, e asse por 1h30 a 2h, mexendo com uma colher de pau a cada 15 minutos, até que esteja reduzido e caramelado. Retire do forno, retire a tigela da água e deixe esfriar.
- Abaixe a temperatura do forno para 180ºC. Enquanto o caramelo esfria, faça a base. Misture numa tigela o biscoito moído, o açúcar e a manteiga derretida, até que todo o farelo pareça úmido. Despeje numa forma de torta ou de bolo, de fundo removível, de cerca de 23cm de diâmetro e 7cm de altura. Aperte contra o fundo e as laterais (é mais fácil usando um copo de laterais retas) de forma uniforme. Leve ao forno por 5-7 minutos, ou até que os farelos pareçam secos e dourado-escuros. Retire e deixe esfriar.
- Quando a base estiver fria, espalhe o caramelo numa camada uniforme. Nesse ponto, você pode cobrir com filme plástico e levar à geladeira por até 24h para terminar depois. Senão, apenas leve à geladeira o suficiente para o caramelo terminar de esfriar.
- Corte as bananas em rodelas de cerca de 0,5mm e arranje-as sobre o caramelo, formando uma camada única. Parece pouca banana, mas é o suficiente para um sabor acentuado.
- Na batedeira, bata o creme de leite, o açúcar e o café dissolvido na baunilha, até obter picos firmes. Espalhe o chantilly sobre as bananas, cobrindo-as totalmente, para evitar que escureçam. Refrigere a torta até a hora de servir.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Um bolo de maracujá e uma homenagem aos blogueiros sem criatividade
Havia um maracujá de tempos imemoriais na minha geladeira. Eu lhe lançava um olhar de soslaio, esperando que ele me soprasse alguma ideia, uma inspiração, e nada. Uma andorinha não faz verão, ou, na versão frutífera, um maracujá não faz mousse. Mas ele estava me irritando ali, me olhando da prateleira de acrílico. Cada vez que abria a geladeira, aquela fruta amassada era um tapa na cara, um atestado de incompetência. Vai me deixar estragar? Vai? Pecado, viu?
Até que me lembrei de um conselho que dera há muito tempo atrás, talvez nos comentários do blog, talvez no Formspring. Sobre usar maracujá no lugar do limão em um bolo. E pensei imediatamente no meu bolo de limão siciliano favorito, receita da Nigella que fora minha nêmesis até me dar conta de que bastava deixar a manteiga em temperatura ambiente. De verdade. Não "meio" geladinha. E o bolo foi um sucesso todas as vezes que o preparei desde que aprendi a ser paciente e tirar a manteiga da geladeira com uma hora de antecedência.
Apanhei o livro. Preparei a receita ipsis literis, substituindo as raspas de limão por um nadinha de baunilha. Abri o maracujá quase maduro demais, raspei-lhe a polpa e passei por uma peneira, obtendo exatamente a quantidade de suco de que precisava, nem uma gota a mais, nem uma a menos. Fiz a calda. Hummm... o cheirinho da calda... Despejei no bolo quente e fiquei impacientemente voltando à cozinha por mais de uma hora para ver se o bolo estava completamente frio. O primeiro pedaço foi cheio de expectativa.
Expectativa correspondida. :) O bolo ficou bem molhadinho, perfumadíssimo de maracujá e encharcado aqui e ali de calda amarelo-forte, aromática e doce. Tão bom quanto a versão original, de limão siciliano, e assim como o o original esse foi comido quase que de um dia para o outro, apenas por esta gulosa que lhes escreve. Não podia deixar de dividi-lo aqui.
Agora que o post está escrito, com todas as minhas impressões a respeito do processo da receita, da experiência, do teste... uma pergunta: como alguém pode achar interessante copiar e colar esse texto inteiro em seu próprio blog e deixar passá-lo como seu? Exatamente qual é a vantagem? Pegar foto dos outros, eu até entendo: a pessoa não é boa com a câmera, gostou da foto, às vezes achou no Google Images (a maldição) e o mundo está tão cheio de espertalhões quanto de pessoas que ignoram que direitos autorais vigoram também na Internet, e que nenhuma imagem surgiu por combustão espontânea, elas foram criadas por alguém.
Agora... texto??? Já vi muito passo-a-passo meu (e de outros blogs) espalhados por aí. Com créditos (thank you!) e sem créditos (go f*ck yourself!). Mas quando você copia um texto que diz "eu e meu marido...", "meu cachorro Gnocchi...", "porque eu estava fazendo uma ilustração pra um cliente...", ou mesmo falando sobre experiências pessoais com uma receita, memórias gustativas, livros favoritos e afins... que diabos??? Alguém me explica qual é a vantagem de se roubar o "diário" de outra pessoa?
Até que ponto essa coisa de "ter um blog" chegou? O importante é TER o blog. Gastar meio neurônio e cinco minutos para produzir conteúdo, aí é outra história, acho que é difícil para quem não tem meio neurônio sobrando. Se o seu blog inteiro é feito de conteúdo de terceiros, sem nem mesmo uma opiniãozinha sua a respeito, então, cara, por que diabos você está perdendo seu tempo? Vai fazer outra coisa, vai ler um livro, ver um filme, trabalhar, brincar com o cachorro... ou melhor: que tal começar a de fato cozinhar e criar suas próprias experiências??? Hein?
É uma questão de ego? Você quer falar pros outros que você tem X mil acessos? Uau! Você tem sérios problemas. Do que mais você leva crédito sem merecer?
Crédito. Palavrinha hoje que parece estar associada só a um pedaço de plástico com chip. Que você usa para comprar coisas de que não precisa, para parecer o que você não é. Coisa mais importante do mundo hoje em dia: parecer alguma coisa. Parecer inteligente, parecer bom fotógrafo, parecer bonito, parecer rico. Mas ai de quem de fato se esforça para aprender alguma coisa, fazer um curso, cuidar da alimentação, ganhar dinheiro trabalhando. Mais fácil repetir citações da Veja, usar foto dos outros no seu blog, fazer lipo de vez em quando e comprar bolsa falsificada pra parecer de grife. Coisinha irritante.
O que me impede de ficar de mal humor pelo resto do dia é saber que não importa quantos textos ou imagens você roube. Haverá sempre gente genuinamente inteligente e capaz produzindo mais. E ao produzirem mais, essas pessoas pesquisam mais, experimentam mais e aprendem mais. E apenas por isso estão destinadas a serem seres humanos muito melhores do que você, tadinho, incapaz de escrever uma linha coesa do próprio punho, incapaz de expressar uma opinião que seja verdadeiramente sua, incapaz de criar. Qualquer coisa.
Vocês não precisam ir lá no site da pessoa. Mas esse post é em homenagem a todos os blogueiros (e seres humanos) sem criatividade e vontade de auto-aprimoramento por aí. De culinária ou não.
Agora vamos fazer bolo de maracujá e ficar calminhos, porque stress não leva a nada e o dia está bonito.
Até que me lembrei de um conselho que dera há muito tempo atrás, talvez nos comentários do blog, talvez no Formspring. Sobre usar maracujá no lugar do limão em um bolo. E pensei imediatamente no meu bolo de limão siciliano favorito, receita da Nigella que fora minha nêmesis até me dar conta de que bastava deixar a manteiga em temperatura ambiente. De verdade. Não "meio" geladinha. E o bolo foi um sucesso todas as vezes que o preparei desde que aprendi a ser paciente e tirar a manteiga da geladeira com uma hora de antecedência.
Apanhei o livro. Preparei a receita ipsis literis, substituindo as raspas de limão por um nadinha de baunilha. Abri o maracujá quase maduro demais, raspei-lhe a polpa e passei por uma peneira, obtendo exatamente a quantidade de suco de que precisava, nem uma gota a mais, nem uma a menos. Fiz a calda. Hummm... o cheirinho da calda... Despejei no bolo quente e fiquei impacientemente voltando à cozinha por mais de uma hora para ver se o bolo estava completamente frio. O primeiro pedaço foi cheio de expectativa.
Expectativa correspondida. :) O bolo ficou bem molhadinho, perfumadíssimo de maracujá e encharcado aqui e ali de calda amarelo-forte, aromática e doce. Tão bom quanto a versão original, de limão siciliano, e assim como o o original esse foi comido quase que de um dia para o outro, apenas por esta gulosa que lhes escreve. Não podia deixar de dividi-lo aqui.
Agora que o post está escrito, com todas as minhas impressões a respeito do processo da receita, da experiência, do teste... uma pergunta: como alguém pode achar interessante copiar e colar esse texto inteiro em seu próprio blog e deixar passá-lo como seu? Exatamente qual é a vantagem? Pegar foto dos outros, eu até entendo: a pessoa não é boa com a câmera, gostou da foto, às vezes achou no Google Images (a maldição) e o mundo está tão cheio de espertalhões quanto de pessoas que ignoram que direitos autorais vigoram também na Internet, e que nenhuma imagem surgiu por combustão espontânea, elas foram criadas por alguém.
Agora... texto??? Já vi muito passo-a-passo meu (e de outros blogs) espalhados por aí. Com créditos (thank you!) e sem créditos (go f*ck yourself!). Mas quando você copia um texto que diz "eu e meu marido...", "meu cachorro Gnocchi...", "porque eu estava fazendo uma ilustração pra um cliente...", ou mesmo falando sobre experiências pessoais com uma receita, memórias gustativas, livros favoritos e afins... que diabos??? Alguém me explica qual é a vantagem de se roubar o "diário" de outra pessoa?
Até que ponto essa coisa de "ter um blog" chegou? O importante é TER o blog. Gastar meio neurônio e cinco minutos para produzir conteúdo, aí é outra história, acho que é difícil para quem não tem meio neurônio sobrando. Se o seu blog inteiro é feito de conteúdo de terceiros, sem nem mesmo uma opiniãozinha sua a respeito, então, cara, por que diabos você está perdendo seu tempo? Vai fazer outra coisa, vai ler um livro, ver um filme, trabalhar, brincar com o cachorro... ou melhor: que tal começar a de fato cozinhar e criar suas próprias experiências??? Hein?
É uma questão de ego? Você quer falar pros outros que você tem X mil acessos? Uau! Você tem sérios problemas. Do que mais você leva crédito sem merecer?
Crédito. Palavrinha hoje que parece estar associada só a um pedaço de plástico com chip. Que você usa para comprar coisas de que não precisa, para parecer o que você não é. Coisa mais importante do mundo hoje em dia: parecer alguma coisa. Parecer inteligente, parecer bom fotógrafo, parecer bonito, parecer rico. Mas ai de quem de fato se esforça para aprender alguma coisa, fazer um curso, cuidar da alimentação, ganhar dinheiro trabalhando. Mais fácil repetir citações da Veja, usar foto dos outros no seu blog, fazer lipo de vez em quando e comprar bolsa falsificada pra parecer de grife. Coisinha irritante.
O que me impede de ficar de mal humor pelo resto do dia é saber que não importa quantos textos ou imagens você roube. Haverá sempre gente genuinamente inteligente e capaz produzindo mais. E ao produzirem mais, essas pessoas pesquisam mais, experimentam mais e aprendem mais. E apenas por isso estão destinadas a serem seres humanos muito melhores do que você, tadinho, incapaz de escrever uma linha coesa do próprio punho, incapaz de expressar uma opinião que seja verdadeiramente sua, incapaz de criar. Qualquer coisa.
Vocês não precisam ir lá no site da pessoa. Mas esse post é em homenagem a todos os blogueiros (e seres humanos) sem criatividade e vontade de auto-aprimoramento por aí. De culinária ou não.
Agora vamos fazer bolo de maracujá e ficar calminhos, porque stress não leva a nada e o dia está bonito.
BOLO DE MARACUJÁ
(adaptado do livro How to be a Domestic Goddess, de Nigella Lawson)
Tempo de preparo: 1 hora + tempo para o bolo esfriar
Rendimento: 1 bolo inglês (cerca de 8 porções)
Ingredientes:
- 1/2 xic. manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 1/2 xic. + 1 colh. (sopa) açúcar cristal orgânico
- 2 ovos grandes, orgânicos
- 1/2 colh. (chá) extrato de baunilha
- 1 xic. + 1 colh. (sopa) farinha de trigo
- 1 colh. (chá) de fermento
- 1/8 colh. (chá) bicarbonato de sódio
- 1 pitada de sal
- 4 colh. (sopa) leite integral
- 4-5 colh. (sopa) de polpa de maracujá, sem as sementes (1-2 maracujás, dependendo do tamanho)
- 1/2 xic. açúcar cristal orgânico
Preparo:
- Pré-aqueça o forno a 180ºC, unte uma forma de bolo inglês padrão (cerca de 10x21cm), e forre o fundo e as laterais com papel-manteiga, deixando uma boa beirada de papel para facilitar na hora de desenformar.
- Bata a manteiga e o açúcar na batedeira em velocidade média, por alguns minutos, até que fique claro e cremoso. Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Junte a baunilha.
- Junte aos poucos a farinha, então o sal, o fermento e o bicarbonato, até ficar homogêneo. Junte o leite e bata apenas até que fique homogêneo.
- Despeje na forma, alise a superfície e leve ao forno por 45 minutos, ou até que esteja dourado (o bolo pode afundar ligeiramente no centro) e um palito inserido no meio saia limpo. Enquanto o bolo assa, coloque a polpa de maracujá e o açúcar numa panela e leve ao fogo baixo, até que o açúcar esteja completamente dissolvido.
- Retire o bolo do forno e espete toda a superfície com o palito, sem dó, até o fundo. Despeje a calda de maracujá de modo uniforme, inclusive nos cantos e laterais (deixe as abas de papel p/ cima, para impedir que escorra p/ fora) e deixe o bolo esfriar completamente e absorver a calda.
- Quando estiver totalmente frio, puxe o bolo para fora pelas abas de papel e descole-o com cuidado, pois o bolo é macio e quebradiço.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Salada Waldorf com atum, ou sem, ou com frango, ou peça uma pizza
Para quem anda achando meus posts um pouco esporádicos demais, uma "explicação": nóis é fia de deus e de vez em quando dá uma canseira de cozinhar.
Óh!
O choque.
E por que não, afinal? Por que não, de vez em quando, se dar umas férias das panelas e pedir uma pizza? Ir até um árabe/libanês e comprar excelentes esfihas de verdura? Dar um pulo numa rotisserie de bairro, sair para almoçar fora ou simplesmente comer um sanduíche despretencioso e fácil de preparar? No pressure. Cozinhar deve ser um prazer, não uma obrigação. Principalmente porque, se você for como eu, cozinhar sem vontade é garantia de comida queimada, sem gosto, esquisita.
A primeira vez em que ouvi falar de Salada Waldorf foi com uns 19 anos, quando queria muito emagrecer uns vários quilos e comprei um livrinho de receitas light.
Óh!
Mais um choque.
É, meus amores, também padeci desse mal um dia. Mas vou dizer que muito do que sou hoje devo a esse livrinho nada a ver. Pois na época minha mãe deixara bem claro que não faria refeições especiais para ninguém, e que se eu quisesse comer diferente, teria de cozinhar eu mesma. Dito e feito. De repente lá estava eu preparando peito de frango grelhado com molho de laranja, salada de qualquer coisa com algum molho de iogurte desnatado, gazpacho, etc e tal. Minha mãe ficou ligeiramente impressionada. Mais ainda porque eu limpava a bagunça que fazia na cozinha depois. ;)
O livro tinha bem seus méritos: os diferentes molhos para o danado do frango grelhado de fato tornavam a dieta bem menos tediosa. E aquela variedade dentro do mundinho restrito da dieta me atiçou um pouco mais a curiosidade pela cozinha e a vontade de comer pratos diferentes todos os dias, sem cair na rotina do arroz e feijão.
Eventualmente acabei mandando o livro embora, uma vez que se tratava apenas de receitas clássicas exageradamente simplificadas e com pouca gordura. O que hoje, convenhamos, não faz sentido nenhum na minha cabeça.
E lá estava a salada Waldorf. Na sua versão que conheci pela primeira vez e que passei a acreditar que era a única e original: alface, maçã, aipo, nozes, frango e maionese. (Acho que no livro era iogurte, mas a memória me falha agora.) De modo que todas as vezes, depois disso, em que me deparei com uma Salada Waldorf num livro ou num cardápio, passei reto sem nem uma segunda olhadela, uma vez que não como mais frango.
Então, num belo dia, abro uma revista do Jamie Oliver e me deparo com uma salada Waldorf em formato de wrap... com atum no lugar do frango. Claro! Como não havia pensado nisso antes? E então, querendo ver se a versão mais "clássica" continha mais ingredientes do que apenas aqueles cinco citados na revista, abri meu Professional Chef e surpresa! Salada Waldorf não leva frango coisa nenhuma. :P
E eu ignorando a coitada ate´ hoje.
Para esse almoço sossegado, rasgue algumas folhas de alface e misture a 1/2 maçã verde em cubinhos, 1 talo pequeno de salsão em cubinhos, um punhado de nozes ligeiramente tostadas e picadas, 1 colh. (sopa) de maionese (caseira, de preferência, mas se não for, não conto prá ninguém), e 1/2 lata de atum escorrido. Tempere com sal e pimenta-do-reino e misture muito bem. Com as mãos é bem mais fácil, para que tudo fique muito bem coberto pela pequena quantidade de maionese, e se você só estiver fazendo essa porção para seu almoço solitário, ninguém vai ver se você lamber os dedos. ;)
Claro, sinta-se à vontade para omitir o atum ou mesmo trocá-lo por peito de frango (orgânico, please!) grelhadinho e cortado em cubos. Ou faça como o Jamie diz e embrulhe em pão pita ou pão-folha e leve para o almoço.
Para acompanhar, suco de uva concord orgânico, que descobri que produz um excelente picolé. Só o suco direto na forminha e bum! no freezer. Delícia. Dá um couro nos Frutare da vida.
Óh!
O choque.
E por que não, afinal? Por que não, de vez em quando, se dar umas férias das panelas e pedir uma pizza? Ir até um árabe/libanês e comprar excelentes esfihas de verdura? Dar um pulo numa rotisserie de bairro, sair para almoçar fora ou simplesmente comer um sanduíche despretencioso e fácil de preparar? No pressure. Cozinhar deve ser um prazer, não uma obrigação. Principalmente porque, se você for como eu, cozinhar sem vontade é garantia de comida queimada, sem gosto, esquisita.
A primeira vez em que ouvi falar de Salada Waldorf foi com uns 19 anos, quando queria muito emagrecer uns vários quilos e comprei um livrinho de receitas light.
Óh!
Mais um choque.
É, meus amores, também padeci desse mal um dia. Mas vou dizer que muito do que sou hoje devo a esse livrinho nada a ver. Pois na época minha mãe deixara bem claro que não faria refeições especiais para ninguém, e que se eu quisesse comer diferente, teria de cozinhar eu mesma. Dito e feito. De repente lá estava eu preparando peito de frango grelhado com molho de laranja, salada de qualquer coisa com algum molho de iogurte desnatado, gazpacho, etc e tal. Minha mãe ficou ligeiramente impressionada. Mais ainda porque eu limpava a bagunça que fazia na cozinha depois. ;)
O livro tinha bem seus méritos: os diferentes molhos para o danado do frango grelhado de fato tornavam a dieta bem menos tediosa. E aquela variedade dentro do mundinho restrito da dieta me atiçou um pouco mais a curiosidade pela cozinha e a vontade de comer pratos diferentes todos os dias, sem cair na rotina do arroz e feijão.
Eventualmente acabei mandando o livro embora, uma vez que se tratava apenas de receitas clássicas exageradamente simplificadas e com pouca gordura. O que hoje, convenhamos, não faz sentido nenhum na minha cabeça.
E lá estava a salada Waldorf. Na sua versão que conheci pela primeira vez e que passei a acreditar que era a única e original: alface, maçã, aipo, nozes, frango e maionese. (Acho que no livro era iogurte, mas a memória me falha agora.) De modo que todas as vezes, depois disso, em que me deparei com uma Salada Waldorf num livro ou num cardápio, passei reto sem nem uma segunda olhadela, uma vez que não como mais frango.
Então, num belo dia, abro uma revista do Jamie Oliver e me deparo com uma salada Waldorf em formato de wrap... com atum no lugar do frango. Claro! Como não havia pensado nisso antes? E então, querendo ver se a versão mais "clássica" continha mais ingredientes do que apenas aqueles cinco citados na revista, abri meu Professional Chef e surpresa! Salada Waldorf não leva frango coisa nenhuma. :P
E eu ignorando a coitada ate´ hoje.
Para esse almoço sossegado, rasgue algumas folhas de alface e misture a 1/2 maçã verde em cubinhos, 1 talo pequeno de salsão em cubinhos, um punhado de nozes ligeiramente tostadas e picadas, 1 colh. (sopa) de maionese (caseira, de preferência, mas se não for, não conto prá ninguém), e 1/2 lata de atum escorrido. Tempere com sal e pimenta-do-reino e misture muito bem. Com as mãos é bem mais fácil, para que tudo fique muito bem coberto pela pequena quantidade de maionese, e se você só estiver fazendo essa porção para seu almoço solitário, ninguém vai ver se você lamber os dedos. ;)
Claro, sinta-se à vontade para omitir o atum ou mesmo trocá-lo por peito de frango (orgânico, please!) grelhadinho e cortado em cubos. Ou faça como o Jamie diz e embrulhe em pão pita ou pão-folha e leve para o almoço.
Para acompanhar, suco de uva concord orgânico, que descobri que produz um excelente picolé. Só o suco direto na forminha e bum! no freezer. Delícia. Dá um couro nos Frutare da vida.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Salada de escarola, funcho, maçã verde e queijo coalho
Para que ninguém acredite que ando vivendo à base de bolo, pão e pudim, essa é uma de minhas novas saladas favoritas. Na hora do almoço, a não ser que esteja um frio de rachar nariz, nada me apetece mais do que uma salada. Um hábito que tinha na época em que morava com meus pais e que retornou com força na época da dieta. Só uma refeição leve impede meu cérebro de desligar completamente após o almoço e me permite trabalhar, tranquila porém alerta.
Trata-se de uma mistureba de outras várias saladas de escarola que já comi. Apenas algumas folhas de escarola rasgadinhas, um talo bonito de funcho fatiado fino, meia maçã verde picada grosseiramente, cebolinha, salsinha e estragão frescos picados, tudo temperado com azeite de oliva extra-virgem, um pouco de vinagre de sidra, sal e pimenta-do-reino. A graça fica por conta do bastão de queijo coalho, desses de churrasco, cortado em cubos e dourado em um fiozinho de azeite em uma frigideira bem quente, até que quase todos os lados dos cubos estejam bem dourados e ligeiramente crocantes.
Essa salada ficou tão boa, que a comi durante quase a semana toda, apenas acompanhada de um belo suco de laranja feito na hora. As laranjas orgânicas estão feias de dar dó, mas incrivelmente doces e suculentas, e apenas duas delas renderam mais de meio copo de suco. Mesmo completando o copo com água o suco continua denso e doce como se fosse apenas fruta. Felicidade total!
De sobremesa, jabuticabas. ;)
Trata-se de uma mistureba de outras várias saladas de escarola que já comi. Apenas algumas folhas de escarola rasgadinhas, um talo bonito de funcho fatiado fino, meia maçã verde picada grosseiramente, cebolinha, salsinha e estragão frescos picados, tudo temperado com azeite de oliva extra-virgem, um pouco de vinagre de sidra, sal e pimenta-do-reino. A graça fica por conta do bastão de queijo coalho, desses de churrasco, cortado em cubos e dourado em um fiozinho de azeite em uma frigideira bem quente, até que quase todos os lados dos cubos estejam bem dourados e ligeiramente crocantes.
Essa salada ficou tão boa, que a comi durante quase a semana toda, apenas acompanhada de um belo suco de laranja feito na hora. As laranjas orgânicas estão feias de dar dó, mas incrivelmente doces e suculentas, e apenas duas delas renderam mais de meio copo de suco. Mesmo completando o copo com água o suco continua denso e doce como se fosse apenas fruta. Felicidade total!
De sobremesa, jabuticabas. ;)
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