sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Bolo de nada, ou bolo da meia-noite

Quando mais nova, costumava ter insônia. Uma insônia auto-induzida. Gostava de esperar que todos fossem dormir para ter um espaço – físico e de tempo – apenas para mim. Gostava do silêncio que a noite trazia, da quietude, da solidão voluntária, um momento em que, se eu quisesse, poderia ficar sentada no sofá da sala, ouvindo apenas minha respiração. Ninguém perguntando, pedindo, ordenando, falando, pisando, mexericando em coisas.

Às vezes, aproveitava a noite para ligar a tv e assistir às reprises dos programas que não conseguira acompanhar durante a semana. Outras vezes, apanhava um caderno e começava a fazer contas malucas e planos bizarros, tentando descobrir se aquele mês eu já teria dinheiro suficiente para me alugar um apartamento, pois sempre tive uma espécie de ânsia por independência e auto-suficiência não muito compatível com o resto de minha família. As contas sempre me faziam concluir que eu moraria ainda alguns anos com meus pais.

Na maior parte das vezes, no entanto, eu preparava xícara após xícara de chá e, ou colocava minha leitura em dia, ou me sentava em frente ao computador e escrevia ininterruptamente, uma enxurrada de frases e palavras, trinta, cinqüenta, cem páginas, até o nascer do sol, que eu observava da janela da área de serviço; um braço repousando de forma pouco confortável sobre a esquadria de alumínio, a outra mão segurando uma xícara de café com leite, para a qual usava de apoio provisório meu próprio antebraço. Devagar, enquanto sentia a base quente da xícara começando a queimar a pele de meu braço, o silêncio ia embora, com os primeiros ônibus da avenida às 5 horas da manhã, e então, uma hora depois, minha mãe ou meu pai acordando. Sabia sempre quem levantara primeiro pelo som arrastado ou apressado dos passsos de um e de outro. Reconheceria o som dos chinelos de meu pai batendo em seus calcanhares em qualquer lugar.

Desde que me casei, perdi esse hábito. Talvez trabalhar em casa já satisfaça minha necessidade anti-social de ficar sozinha. Apesar de não ter o silêncio daquela época (nem de dia nem de noite), é a quietude interna que parece restaurar meu cérebro e meu espírito. Pode ser muito relaxante passar um dia inteiro sem abrir a boca ou sem ouvir outra voz humana. Em dias com menos trabalho, sinto-me incrivelmente grata por poder preparar meu chá, sentar-me no sofá com meu laptop e escrever até me esvaziar inteira. Ou talvez eu tenha apenas sido abençoada com um relacionamento saudável, em que nos damos espaço para sermos nós mesmos, individualmente, e não apenas um casal, uma unidade inseparável e mutante, um terceiro, esquizofrênico e interdependente ser, como muitos casais que já conheci.

De qualquer forma, quando cheguei em casa já tarde da noite, surpreendi-me por não ter sono nenhum. Havia muito tempo que isso não acontecia, principalmente depois de ter começado a correr cedo todos os dias. Sentia-me irremediavelmente alerta e desperta, de um modo tal que você sabe que se revirará entre os lençóis por horas até que consiga fechar os olhos. Parei e olhei em torno de mim. Escutei. Era aquele silêncio novamente, a certeza de que o mundo inteiro dormia profundamente menos você. Apenas as luzes coloridas de Natal piscavam na sala. A cidade, do outro lado da janela entreaberta, era em grande parte escura.

Caminhei até o quarto, fechando cuidadosamente a porta para não acordar meu marido, e então fui à cozinha e liguei o forno. Apanhei um livro de Alice Medrich e escolhi um bolo para levar à corrida na manhã seguinte. Um "bolo de nada", como chama meu treinador ao se referir a bolos brancos simples. Enquanto o bolo assava, preparei um chá e liguei a TV para ver as reprises dos seriados que perdera.

BOLO DE AZEITE E MARSALA
(adaptado do livro Pure Dessert, de Alice Medrich)
Tempo de preparo: 1h30m
Rendimento: 1 bolo de 21x10cm (8 porções)


Ingredientes:
  • 1 1/2 xíc. de farinha de trigo
  • 1 colh. (chá) de fermento químico em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xíc. de açúcar cristal orgânico
  • 1/2 xíc. de azeite de oliva extra-virgem
  • casca ralada de 1 laranja
  • 2 ovos extra-grandes
  • 1/2 xíc. vinho Marsala

Preparo:
  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC e posicione a grade no terço inferior do forno. Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês de 21x10cm, mais ou menos.
  2. Misture a farinha, o fermento e o sal e peneire em uma tigela. Reserve.
  3. Na batedeira, bata o azeite, o açúcar e a casca de laranja até que esteja bem misturado. Adicione os ovos, um a um, batendo bem a cada adição, até que a mistura esteja espessa e clara, uns 5 minutos.
  4. Junte 1/3 da farinha, misturando devagar. Acrescente metade do vinho, misturando bem, e então continue intercalando, terminando com a farinha.
  5. Despeje a massa na forma e asse por 50 a 60 minutos, até que um palito saia limpo quando inserido no meio. Deixe esfriar na forma por 15 minutos antes de desenformar. Uma fatia desse bolo tostada na torradeira e com manteiga fica ótimo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pimentão amarelo recheado assim, de supetão


O que fazer com aquele último pimentão amarelo que sobrou na geladeira...? Se você almoça sozinho como eu, você o corta ao meio, retira as sementes e pica o pedaço de cima. O pedaço de baixo é colocado em uma travessinha refratária untada de azeite. Cozinha suficiente cevadinha para preencher o pimentão solitário, e então mistura o cereal com o pimentão em pedacinhos, um bom punhado de manjericão, um dente de alho picado bem miudinho, um pouco de queijo parmesão ralado, sal e pimenta-do-reino. Preenche o pimentão abandonado com a mistura, rega com mais um pouco de azeite, polvilha com parmesão e leva ao forno médio até que o cheiro esteja bom demais para resistir.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mais um domingo de comida... erh... quer dizer... advento!

Desta vez os sogros vieram em casa, e eu resolvi dar um tempo nas incursões na culinária alemã e fazer o que faço melhor: comida italiana. Mantendo ainda o espírito de praticidade e vida sem complicações e stress, mantive o cardápio tão simples e delicioso quanto me foi possível, tendo tido a cofirmação da vinda deles na noite anterior e sem sair correndo ao supermercado.

Acordei cedo para passear o cachorro, aproveitando para dar um pulo na padaria do Le Vin e comprar uma baguette de fermento natural, que iria muito bem com o patê de pimentão da Heloísa Bacellar, para o qual fiz a receita de cottage/ricotta caseira da Cris. Enquanto o queijo sorava na peneira, os pimentões enegreciam sob o grill do forno. Deixei que esfriassem em sacos plásticos, retirei-lhes as sementes e a pele chamuscada e reaqueci-os numa frigideira com um pouco de azeite, alho e tomilho fresco. Bati tudo no liqüidificador com o queijo pronto, temperei e levei à geladeira enquanto preparava a sobremesa.

Como tinha ainda amêndoas moídas e um punhado de ameixas muito maduras, resolvi testar uma receita de uma chef da qual já virei fã: Alice Medrich. Suas receitas são deliciosamente simples e saborosas, sem mascarar frutas ou chocolates com açúcar em demasia. Achei que teria dificuldades de preparar a massa da torta, uma vez que as instruções eram para um processador, que não tenho. Mas foi muito fácil usar a batedeira com a pá, principalmente porque não estava usando amêndoas inteiras. Uma pena que minha quantidade de ameixas era muito pouca. Apesar de ser exatamente o número requerido na receita, elas eram pequenas e não preencheram tanto o espaço da massa quanto eu gostaria. No entanto, a torta assou no tempo exato, e ficou crocante e dourada nas bordas, doce e macia no meio, com um agradável mas não dominante aroma de amêndoas, e pontuada pelas ameixas polpudas, molhadas, ácidas o bastante na casca para fazê-lo encolher os ombros, e melíferas no centro. Achei-a perfeita e servi-me de uma fatia acompanhada de sorvete de banana, feito no começo da semana.

Para o almoço em si, decidi homenagear minha sogra com um prato siciliano: Spaghetti alla Norma. Fatias finas de beringela, salgadas, lavadas e grelhadas em azeite, misturadas então a uma lata de tomates italianos inteiros, dois dentes de alho fatiados fino e um bom punhado de manjericão. Deixei cozinhar por uns 10 minutos, temperei com sal e pimenta-do-reino e juntei ao spaghetti recém-escorrido, com mais um generoso fio de azeite e um bom punhado de parmesão ralado na hora.

Tudo correu maravilhosamente bem, e ficamos aliviados em constatar que os dois cães juntos (Gnocchi e a cachorrinha dos meus sogros) não destruíram o apartamento, como imaginávamos. Estou pegando o jeito desses almoços sossegados.


TORTA DE AMÊNDOAS E AMEIXAS
Quase nada adaptado do livro Pure Dessert, de Alice Medrich)
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 8 porções


Ingredientes:
  • 70g de farinha de amêndoas ou amêndoas inteiras (com ou sem casca) e moídas em casa, no processador
  • 3/4 xíc. açúcar cristal orgânico
  • 1/4 colh. (chá) sal
  • 1/4 colh. (chá) essência de amêndoas
  • 100g (3/4 xíc.) farinha de trigo
  • 1/4 colh. (chá) bem rasa de fermento químico em pó
  • 1 ovo extra-grande orgânico
  • 3 colh.(sopa) manteiga sem sal não muito gelada, em pedaços menores
  • 4-8 ameixas maduras (dependendo do tamanho), de casca mais ácida
Preparo:
  1. Posicione a grade do forno no terço inferior e pré-aqueça o forno a 190ºC. Junte na batedeira a farinha, as amêndoas moídas, o açúcar, o sal e o fermento. Com a pá, misture um pouco em velocidade baixa. Junte a essência de amêndoas, o ovo e a manteiga e continue misturando até que toda a farinha esteja úmida e comece a formar pelotas em volta da pá da batedeira. Você pode fazer isso à mão, com um garfo, ou com o processador, se quiser.
  2. Unte generosamente com manteiga uma forma de torta com fundo removível de 24cm e despeje a massa nela. Aperte com as mãos até espalhá-la em todo o fundo, mas sem subi-la pelas bordas.
  3. Se as ameixas não tiverem mais de 5cm de diâmetro, apenas corte ao meio e retire os caroços. Se forem maiores, corte em quartos. Disponha as frutas sobre a massa, lado cortado para cima, pressionando-as ligeiramente na massa para que não tombem enquanto assam.
  4. Leve ao forno por 40-45 minutos, até que a massa tenha subido um pouco e esteja dourada nas bordas. Deixe esfriar por alguns minutos e então remova as laterais da forma com cuidado, para que termine de esfriar. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Por uma vida menos séria

Cansei de ser séria. Já há algum tempo eu cansei de ser séria. Salvo no quesito trabalho, onde a seriedade é fundamental, não vejo onde mais em minha vida essa qualidade me beneficiaria.

É fácil cair na armadilha de se levar muito a sério. Você começa a se cobrar mais do que deve e exigir resultados (de você e do mundo à sua volta) muitas vezes inatingíveis. Você pára de rir de si mesmo. E conseqüentemente, pára de rir e ponto.

Há já algum tempo aprendi a não me levar muito a sério. Não foi uma transformação fácil. Talvez tenha ocorrido ao longo dos anos, em doses homeopáticas, em diferentes áreas da minha vida. Primeiro, parei de me importar com o que os outros achavam das minhas roupas. Enquanto tem gente que passa maquiagem para ir ao supermercado, eu não me importo de passear o cachorro no meio da Oscar Freire de chinelo de dedo, bermudão e camiseta velha de faculdade. Aliás, a perda de peso me fez notar uma coisa triste e interessante: aos olhos dos outros, mulher gordinha vestida de saco de batata não se ama; mulher magrinha vestida de saco de batata é "estilosa". Dá vontade de dar um tiro na testa. Mundo idiota...

Depois, aprendi a passar vergonha. Ah, se tem uma coisa em que sou especialista é passar vergonha. Normalmente eu falo mais do que a boca, e é uma mera questão de tempo até que eu faça algum comentário... hmm... inapropriado. E eu não costumo guardar minhas opiniões para mim. Adoro discussão. Adoro polêmica. Discutir de forma inteligente exercita o cérebro. Mas tenho amigos e familiares que querem se esconder quando percebem que escolhi uma vítima despreparada para ser meu interlocutor da noite.

Eu sou do tipo que dá pulinhos de alegria (literalmente) em locais públicos, e que acha que o mundo é um enorme karaoke. Não basta cantar. O negócio é interpretar a música, de todo o coração. Eu rio alto. Do tipo "HÁ-HÁ-HÁ". E é garantido que no meio da risada vão surgir aqueles vergonhosos sons suínos de quando você tenta respirar durante um ataque de riso. Óinc-óinc. Eu não ligo.

[O que mais amo no meu marido é que ele não só não sente vergonha das bobagens que eu faço em público, como ele normalmente participa e dá risada.]

Não tenho a menor vergonha de dizer que fui bem gordinha, depois magrinha, depois gordinha, e agora magrinha de novo. Conheci uma menina na faculdade que me puxou de canto e me deu bronca, dizendo que nunca, NUNCA, se deve contar a um homem que você foi gordinha, ou ele pode achar que você voltará a sê-lo.

Pausa para se recuperar.

Eu quis bater na menina. Tadinha. Mas tudo bem, ela era cor-de-laranja de tanto bronzeador artificial, então não dava para esperar nada melhor.

Eu levava minha mente muito a sério. Talvez cursar faculdade de filosofia não tenha ajudado muito. Mas logo percebi que nada melhor que intercalar livros clássicos com algum grande best-seller porcaria. Nada como intercalar filmes iranianos com alguma comédia pastelão. Eu gostei do Virgem de 40 anos! Eu li Bridget Jones! Adorei Mamma Mia! E estou lendo Crepúsculo, que me leva completamente a minha adolescência gótica e anti-social!

Mais recentemente, aprendi a não levar o blog tão a sério. Andava muito estressada com a quantidade de cópias fajutas que estava encontrando por aí, com a quantidade de textos meus surrupiados e até mesmo publicados em "comunidades" de sites conhecidos... até que resolvi respirar fundo e mandar às favas. Quer saber? Eu tenho de me divertir com essa joça, senão é mais fácil apagar tudo e desistir. Quer dar copy-paste no texto? Copia aê. Quem gosta do La Cucinetta vai descobrir e vai pegar mal... hmmm...prá você que copia! Quer roubar foto? Tadinho de você que não sabe tirar foto. Falta de talento dá nisso mesmo. A única coisa que eu bato o pé e levo a sério sim é ilustração. Porque é isso que paga meu aluguel. Então, se roubar ilustração, aí vai ter advogado no meio. DE VERDADE. O mais engraçado é ver que tem gente que me lê e que me leva muito a sério. Pessoas, às vezes é só piada. Dá risada, relaxa a bisteca, e deixa passar.

E, por fim, aprendi a não levar a cozinha tão a sério. Ás vezes tudo o que você quer é uma bela gororoba. Dia desses, preguiçosa, cortei alguns tomates frescos e misturei-os a um dente de alho pequeno bem picado, um bom punhado de salsinha, sal, pimenta, azeite, vinagre, misturei a um pouco de cevadinha cozida e fria, um belo chumaço de brotos de trevo, queijo branco em cubinhos e... caramba! Ficou muito bom! Então toma. Uma salada nem um pouco séria.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Bolo de maçãs e cramberries da Joy e uma mente sem sossego


Fazia tempo que não me sentia tão exausta. Por um lado, ando completamente elétrica: tenho tido dificuldades de parar, sinto que preciso estar fazendo alguma coisa o tempo todo. [Ayurveda explica: a perda de peso tornou-me uma pessoa menos letárgica, mais bem disposta e enérgica.] Isso tem sido muito conveniente para mim, uma vez que ando com mais tarefas, compromissos e atividades do que meu pobre dia de 24 horas comporta. O que é estranho para uma freelancer como eu, que costumo ter um bocado de tempo livre em relação a meus coleguinhas que trabalham em agências e escritórios. Por outro lado, tanta agitação tem tornado cada vez mais difícil encontrar cinco minutos (quanto mais 45) para meditar direito. E a falta da meditação parece tornar minha mente e meu corpo ainda mais elétricos, mas agora não de um jeito bom [Ayurveda também explica isso. Ayurveda rocks!].

Ontem foi um daqueles dias em que, apesar do cansaço, você se sente muito produtivo. Consegui correr, passear o cachorro, arrumar a casa, fazer pão (que não deu tempo no domingo), pagar minhas contas e trabalhar um bocado. Quando o dia terminou, estava orgulhosa por ter conseguido encaixar todos os trabalhos na semana e ter finalizado tudo dentro do prazo. Foi quando descobri que o arquivo no qual passara boa parte do meu dia trabalhando havia dado pau. Por algum motivo, ele não salvara. Eram nove horas da noite, e eu precisava sentar-me ao computador... e começar tudo de novo.

Como, no entanto, os deuses sabem o que fazem, identifiquei alguns erros que cometera no arquivo com pau e pude pacientemente corrigi-los em sua segunda versão, coisa que não teria dado tempo de fazer hoje. Fui dormir tarde e de mente agitada pela falta do período de desaceleração (aquela tv preguiçosa que você assite após o jantar), para acordar às 5h30 da manhã para meu treino pancada de quarta-feira.

Então, depois do treino, suada e ainda com sono, passeando o cãozinho, comecei a sentir meu corpo e minha mente desligando. Eu estava (estou) exausta. Voltei para casa e, apenas para provar a mim mesma o quanto ando tantan, liguei o computador para passar os arquivos da noite anterior para o lap que vai para o cliente à tarde. Enquanto isso, fui à cozinha, lavei a louça do café e comecei a preparar uma deliciosa receita de chá de Heidi Swanson para que gelasse durante o dia e eu tivesse algo gostoso para beber à noite.

E eu parei. Me vi em pé na cozinha, faca na mão abrindo um melão maduro para a sobremesa do almoço (às 10h da manhã!), e cansada demais para descansar. Eu entrara em um ritmo enlouquecidamente automático, e meu cérebro parecia ter desistido de formar qualquer pensamento contra.

Larguei tudo.

Caminhei até a sala.

Tirei as meias, sentindo a sola do pé no assoalho velho de madeira. Mais fresquinho.

Apanhei a faca, cortei um belo pedaço do bolo de maçãs e cramberries que fizera na segunda de manhã e mordi um pedaço. Hmmmmm...

Levei meu pedaço de bolo para o sofá, sentei e descansei.

Por cinco minutos, até resolver levantar e vir ao computador para escrever esse post.

Tantan. Tantan da silva.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sopa de cenouras e funcho para enganar o olho gordo

Mas nem começou Dezembro direito, e já estou me sentindo empapuçada. Mal sinal, mal sinal... Olhar minha agenda para esse mês, pela primeira vez em minha vida, me deixa desnorteada. Além da quantidade cavalar de trabalho [Benza Deus, obrigada Senhor, estou um caco assim, mas estaria pior sem trabalho nenhum!], tenho tantos compromissos familiares, happy hours com amigos e colegas de diferentes lugares, amigo secreto, eventos tchanchantrans, coisas de corrida e almoços de domingo, que não consigo imaginar onde conseguirei tempo para preparar o almoço do dia 25.

E é claro que a porcaria da dieta não me sai da cabeça. "Você pode beber moderadamente uma vez por semana", proferiu a nutri. Ahn-rã. Até parece. Quinta-feira, happy hour da corrida. Sábado de manhã, churrasco dos atletas do clube. Sábado à noite, aniversário de um amigão. Domingo, almoço de advento nos sogros. E esse ritmo tende a se repetir até o fim do mês.

Dancei nessa.

Pior, a nutri pediu para que eu desse um pulo lá logo antes do Natal para uma "pesagem" antes das festas. Ahhhnnn... isso faz com que eu me sinta um peru indo para o abate. Quem é que agüenta três cookies por semana com taaaaantas receitas de fim de ano alinhadas em fila para serem feitas???

O jeito é (tentar) manter a linha em outras áreas mais fáceis. O que para mim não é problema. Falei para a nutri que poderia passar o resto da vida comendo saladas e legumes do jeito como estou comendo, pois estou adorando a sensação de leveza pós-refeição que a dieta me tem proporcionado. Porém, eu quero, QUERO, meu docinho dia sim, dia não, e eu quero, PRECISO, da minha cervejinha em dias estressantes. Eu passo sem macarrão, mas não sem um pedaço de bolo e uma taça de vinho.

Vê-se então que não é nenhuma dificuldade jantar uma sopinha de legumes. Principalmente se ela é saborosa como essa receita da revista Gourmet, pela qual sou apaixonada. Corte 300g de cenouras em quartos, no sentido do comprimento, e junte com 1 bulbo de funcho pequeno fatiado, 1/2 cebola sem casca e 1 dente de alho em uma assadeira. Tempere com 2 colh. (sopa) de azeite, 1 pitada de açúcar, sal e pimenta-do-reino a gosto e leve ao forno pré-aquecido a 230ºC por 25-30 minutos, mexendo uma ou duas vezes no meio do cozimento, até que os legumes estejam assados e caramelizados. Bata no liqüidificador com 2 xícaras de caldo de legumes e leve à panela para reaquecer. Levante fervura e e deixe em fogo baixo por alguns minutos. Acerte o tempero e afine a sopa com mais uma xícara de água ou a gosto. Moa em um pilão 1/4 colh. (chá) de sementes de erva doce, até virarem um pó fino e junte a 1 colh. (sopa) de azeite. Sirva a sopa nos pratos, derrame um fio do azeite aromatizado, e guarneça com cubos de queijo feta e folhas frescas de funcho. Delícia!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Financiers aux framboises

Conversando com minha irmã outro dia, concluímos que vida saudável vicia. Você começa grunhindo para acordar cedo e fazer esporte, torce o nariz para o arroz integral e sente falta de um monte de fritura aqui e ali. Mas, um dia, como se seu universo de repente fosse alterado, percebe que não consegue mais ficar acordada na balada até tarde, não gosta de acordar às 10h da manhã com gosto de cabo de guarda-chuva na boca, e se sente desagradavelmente letárgica o dia todo quando falta ao treino.

Ainda há gente que não me entende direito, e acha que sou louca por levantar num domingo às 6h30 da manhã. Meu relógio biológico é praticamente britânico, no entanto, e mesmo que eu queira dormir até tarde, não consigo. Acostumei-me a acordar às 6h todo dia para correr, e por isso sinto um sono atroz logo às 10 da noite. Ainda bem que pelo menos na minha idade meus amigos estão começando a ir aos bares mais cedo, e não à meia-noite, como quando tinha 18 anos. Meu corpo já não sustentaria aquele estilo de vida.

A questão é... não sei se Deus ajuda quem cedo madruga, mas quem o faz com certeza aproveita melhor o dia.

Às 9h da manhã de hoje, já tínhamos tomado um café da manhã com panquecas, maple syrup, ovos mexidos, café preto e suco de abacaxi feito na hora, o cachorro já estava devidamente passeado e os financiers de framboesa esfriavam na grade, esperando para serem embalados e levados para o almoço de advento na casa dos meus sogros.

Nunca fizera financiers e nem tinha idéia de como deveriam ficar. Mas dada sua facilidade de preparo, já os considero imediatamente incorporados ao meu repertório culinário.

FINANCIERS AUX FRAMBOISES
(da revista francesa Saveurs)
Tempo de preparo: 35 minutos
Rendimento: 24 financiers


Ingredientes:
  • 150g de manteiga sem sal
  • 50g de farinha
  • 80g de farinha de amêndoas
  • 140g de açúcar
  • 10g de açúcar baunilhado
  • 1 pitada de sal
  • 4 claras de ovos
  • um punhado e framboesas frescas ou congeladas

Preparo:
  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Derreta a manteiga e deixe esfriar.
  2. Em uma tigela, misture a farinha, a farinha de amêndoas, os açúcares e o sal. Junte as claras de ovos e misture até formar uma pasta. Derrame a manteiga derretida e fria e e misture bem.
  3. Despeje a mistura nas forminhas de mini-muffins ou mini-empadas (não precisa untar), até 3/4 da capacidade. Posicione uma framboesa no centro de cada forminha e afunde ligeiramente com o dedo. Leve ao forno por 15-18 minutos, observando sempre. Um palito deve sair limpo quando inserido, mas eles devem manter-se macios e úmidos. Retire com cuidado e esfrie sobre uma grade.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cookies para acalmar do pesadelo

Outra noite sonhei que conseguia um estágio na cozinha de Alex Atala. Sonho de louco. Nem Gastronomia eu faço. Estava lá eu, toda serelepe na cozinha, quando fui encarregada de finalizar as sobremesas. Uma mulher me deu um saco de confeitar na mão e disse: "bota cobertura nesses bolinhos". Pego o saco de confeitar com facilidade e começo a apertá-lo sobre os bolos. E vejo, desesperada, que não tenho o menor jeito para a coisa. A cobertura explode sobre os bolinhos, esparramando-se sobre a bancada de inox, fazendo-me corar e desejar nunca ter nascido. Tudo sob os olhos atentos e julgadores de Alex Atala. "Eu sei fazer isso!", pensei comigo mesma, insistente, orgulhosa, e tentei mais uma vez. Novo fracasso retumbante.

Acordei exasperada.

Pesadelo culinário. Bem pior que sonhar que se vai à escola sem calças.

COOKIES DE CRAMBERRY, CHOCOLATE BRANCO E CASTANHAS DE CAJU
(Quase nada adaptado do livro Feast, de Nigella Lawson)
Tempo de preparo: 40 minutos
Rendimento: 3o cookies


Ingredientes:
  • 140g farinha
  • 1/2 colh. (chá) fermento químico em pó
  • 1/2 colh. (chá) sal
  • 75g aveia em flocos
  • 125g manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 75g açúcar mascavo
  • 100g açúcar cristal orgânico
  • 1 ovo
  • 1/2 colh. (chá) baunilha
  • 75g cramberries secas (ou passas, ou damascos picadinhos)
  • 50g de castanhas de caju picadas
  • 140g chocolate branco picado

Preparo:
  1. Pré-aqueça o forno 180ºC. Junte a farinham o fermento, o sal e a aveia em uma tigela.
  2. Coloque a manteiga e os açúcares na tigela da batedeira e bata até ficar fofo e cremoso. Junte o ovo e a baunilha e bata mais um pouco.
  3. Junte a mistura de farinha aos poucos, incorporando bem, batendo em velocidade mais baixa. Junte as cramberries, o chocolate e as castanhas e misture bem. Leve a massa à geladeira por 10-15 minutos.
  4. Retire bolas do tamanho de colheres de sopa, e coloque na assadeira forrada com papel-manteiga. Pressione com um garfo para que se achatem um pouco. Leve ao forno por 15 minutos, até que estejam ligeiramente dourados. Deixe esfriar por 5 minutos na assadeira antes de retirá-los para esfriar sobre uma grade. Asse os biscoitos em 2 ou três bateladas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Spätzle Grundrezept (alguém sabe pronunciar isso???)

Alemães adoram natal. Tanto, que eles dão um jeito de comemorar mais de uma vez. Aprendi sobre os domingos de advento com a família luterana de meu marido. Nos quatro domingos anteriores ao natal, acendem-se as velas do Adventskranz, uma por uma, simbolizando a chegada de luz na sua vida. [O nosso ganhamos dos meus sogros quando nos mudamos — a foto é velha, de quando as velas ainda estavam novas.] Apesar de não ser parte da minha religião, acho bonito e acho importante manter esse tipo de tradição, principalmente pensando nos pimpolhos por vir.


Já que o domingo seria já "temático", perguntei ao Allex se ele queria que eu preparasse algo alemão para o almoço. Achei que ele titubearia, mas sua resposta estava na ponta da língua: "Spätzle!", que ele comia sempre quando criança, tomando bronca por cobrir o Spätzle de mostarda escura.

Lá fui eu à feira comprar batatas. Porque, por algum motivo, em minha cabeça, Spätzle levavam batatas. Já que estava por lá mesmo, comprei repolho para fazer Sauerkraut. Afinal, quão difícil podia ser fazer Sauerkraut?

Pausa para os descendentes de alemães pararem de rir da minha cara.

Chegou o domingo, e hora de fazer o almoço. No entanto, eu acordara cedo àquele dia para participar de uma prova de 10km. Fiz meu melhor tempo até hoje (56'06"), e por isso cheguei em casa exausta.

"Chuchu? Pode ser jantar de advento, ao invés de almoço de advento?"

Pausa para todo mundo parar de rir da minha cara por eu chamá-lo de "chuchu". Começou como piada e acabou pegando. Vou fazer o quê? Amar é... chamar seu marido de apelidos humilhantes. E cozinhar comida alemã.

Lá pelas quatro horas da tarde, quando finalmente cansara de descansar, resolvi apanhar o livro de cozinha alemã e fazer o Sauerkraut. No entanto, a única receita existente era a tradicional, em que se deixa o repolho fermentando por dias a fio. Eu tinha certeza de que existia uma versão mais moderninha, e, sem querer passar sem o prato de que também gosto, saí à caça de receitas.

No fim das contas, encontrei a mesma receita em vários sites e blogs diferentes, todos sem menção de fonte, o que me deixou muito irritada. Não dá nem prá saber quem roubou a receita de quem primeiro. Mas ladrão que rouba ladrão... Bem... logo entendi os estranhos ingredientes. Obviamente a farinha, o sour cream e o vinagre ajudariam a fingir a consistência cremosa e o sabor ácido do verdadeiro Sauerkraut. Ok, ok, não era perfeito, mas seria uma boa experiência. Preparei 1/4 da receita, que me pareceu mais do que suficiente, e ajustei os temperos para coisas mais tradicionais, eliminando coisas como cravo e gengibre e usando bagas de zimbro e louro. O resultado ficou muito gostoso. Como "repolho cozido com molho". Não como Sauerkraut. Como disse meu marido, chamar aquilo de Sauerkraut seria como colocar Catupiry no tiramisù.

Então chegou a hora do Spätzle. Pego a receita. Farinha, ovo, sal, noz moscada e água.

"Cadê as batatas?"
"Não vai batata?"
"Não, não vai."
"Eu jurava que ia batata."
"Pois é, eu também. O que que eu vou fazer com as batatas, agora?"
"Batata cozida com mostarda escura."
"Spätzle com batatas? Minha nutricionista vai ter um colapso nervoso..."

Botei as batatas para cozinhar e comecei os Spätzle. A pouca familiaridade com o prato que eu comera não mais que 8 vezes em minha vida me fez sentir um pouco mais intimidada do que o necessário. No fim das contas, porém, ele é incrivelmente fácil. Em pouco tempo, peguei o jeitinho de raspar a massa melequenta para dentro da água fervente. Apanhei os Spätzle que estavam prontos com uma escumadeira, passei em baixo de água fria e escorri. Depois, reaqueci-os em um bom punhado de manteiga, até que ficassem dourados, acertei o sal e servi, com o Sauerkraut fajuto, as batatas cozidas e muita mostarda escura alemã. Só faltou uma Erdinger para acompanhar.

"Então é fácil fazer Spätzle?"
"Sim, muito fácil."
"Ah, então vai ter que fazer sempre."
"Sem problemas, mas quero achar algum prato de legumes alemão para acompanhar. Porque com batatas não vai."
"Mas legume alemão é isso: batata e repolho."
"Não é possível. A Alemanha fica do lado da Itália. Como é que pode ter tanta salada num país e nada no outro???"
"Batata e repolho."
"Não acredito. Vou pesquisar."
"Boa sorte... hehehe..."
[Piada feita por um descendente de alemães e austríacos; eu não tenho nada a ver com isso! heheh...]

SPÄTZLE GRUNDREZEPT (ou "receita básica de Spätzle")
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 2 porções como principal, 3 como acompanhamento

Ingredientes:
  • 200g de farinha de trigo
  • 2 ovos extra-grandes
  • 100ml de água
  • 1/4 colh. (chá) sal
  • noz moscada a gosto
  • 2 colh. (sopa) manteiga para a frigideira
Preparo:
  1. Misture numa tigela a farinha, os ovos, o sal, a noz moscada e a água e mexa vigorosamente com uma colher de pau até obter uma massa com cara de massa grossa de panqueca e ela começar a produzir bolhas de ar. Deixe descansar por 10 minutos e bata novamente.
  2. Coloque bastante água para ferver em uma panela larga. Molhe uma tábua de madeira e despeje 1/3 da massa sobre ela, alisando com uma espátula de metal molhada para que fique com uma espessura mais fina. Segure a tábua sobre a panela e, com a espátula molhada, raspe filetes de 0,5cm de largura em direção à água fervente. Quando os filetes subirem à superfície, estão cozidos. Retire com uma escumadeira, passe sob água fria para parar o cozimento e deixe escorrer numa peneira ou algo parecido. Repita o processo até acabar a massa.
  3. Derreta a manteiga numa frigideira grande e derrame os Spätzle escorridos nela. Mexa com cuidado, para recobrir toda a massa com a manteiga e cozinhe em fogo médio-baixo até que esteja quente novamente e ligeiramente dourado, com casquinhas secas e quebradiças em volta. Sirva imediatamente.

domingo, 30 de novembro de 2008

PADARIA DE DOMINGO 28: Pão de leite


Um dia, ah! um dia eu alcanço meu sonho de auto-suficiência.

Minhas neuroses não são à toa. Elas vêm de algum lugar. Quando era criança, tínhamos uma chácara no interior de São Paulo. Lá meu pai exercitava seu lado "a sociedade que se lasque, eu me viro sozinho", e colocava a mão na massa para construir um lugar onde não precisássemos de nada nem ninguém de fora. Tudo o que ele fez, dos terraços no terreno em declive, à plantação das parreiras e do milharal, passando pelo galinheiro amplo, foi feito seguindo uma coleção de livros da época, que tinha como subtítulo, se não me engano, "guia da auto-suficiência".

De fato, aqueles livros ensinavam de tudo: da construção de um forno de pizza à criação de cavalos puro-sangue. Mas o que mais me encantava naquelas páginas eram as ilustrações. Passava minhas tardes, quando não estava brincando por aí, sentada na varanda da pequena casa da chácara, bebendo chá de erva-cidreira gelado e folheando os livros. Ficava fascinada (tanto quanto uma criança de 9 anos pode ficar) com tanta informação: eu podia criar minhocas; podia construir um poço; podia plantar lichias; fazer meu próprio requeijão.

Aos poucos, o bicho do "faça você mesmo" incutido por meu pai foi pegando, pegando, pegando... e hoje posso dizer que ele está confortavelmente instalado em mim. Praticamente construindo um condomínio na minha cabeça e criando netos.


Fazer pão, iogurte e sorvete toda semana já virou um hábito e satisfez meu ímpeto "deixa que eu faço" por algum tempo. Agora quero mais. Quero fazer manteiga, geléia, moer minha própria polenta, quero fazer queijo! Por isso, quando vi um post antigo (com receita) do From my home to yours sobre queijo cottage caseiro, fiquei alucinada. Além de alimentar minha loucura, posso ainda usar a desculpa da economia no supermercado, uma vez que como queijo cottage todo dia no café da manhã.

Achei incrivelmente fácil, e o queijo fica muito gostoso. No entanto, meu queijo não formou as pelotinhas maiores, típicas do cottage. Sua textura ficou muito mais para ricotta. Sem problemas: adoro ricotta, e vou continuar fazendo queijinho em casa, sim, senhora. Esse cottage/ricotta ficou ótimo com o pãozinho de leite e azeite da semana, tostadinho na torradeira...

PÃO DE LEITE E AZEITE (adaptado do livro Professional Baking)
Tempo de preparo: 2h30
Rendimento: 1 pão grande
Ingredientes:
  • 400g farinha de trigo para pães
  • 40g cristal açúcar orgânico
  • 8g sal
  • 12g fermento ativo fresco
  • 1 ovo
  • 200ml de leite integral
  • 30g azeite extra-virgem
  • 6g extrato de malte
  • 1 ovo para pincelar
Preparo:
  1. Esfregue o fermento entre os dedos, junto com a farinha, até que ele esteja bem esmigalhado. Junte o restante dos ingredientes e mexa com uma colher até começar a formar uma massa. Sove por cerca de 10 minutos, evitando acrescentar mais farinha. A massa é grudenta.
  2. Forme uma bola e deixe fermentando em local morno (25ºC) por 1 hora a 1 hora e meia.
  3. Devolva a massa fermentada para uma superfície ligeiramente enfarinhada e abra-a como um retângulo, amassando-a para retirar-lhe o ar. Dobre um lado em direção ao meio, como quem faz um avião de papel, repita com o outro lado e dobre uma aba sobre a outra, sempre selando bem as bordas. Role a massa sob as palmas das mãos para arredondá-la e dar-lhe o comprimento desejado. Coloque o pão em uma assadeira polvilhada com farinha de milho, cubra com um pano e deixe fermentar novamente, por cerca de meia hora.
  4. Pincele com o ovo e faça um talho com uma faca afiada. Leve ao forno pré-aquecido a 220ºC até que esteja bem dourado e emita um som oco ao bater-lhe em baixo com os nós dos dedos.

Cozinhe isso também!

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