Eu adoro o Tim Burton. Talvez seja meu passado pseudo-gótico que permanece mais enraizado do que eu gostaria de confessar. Adoro as histórias que ele escolhe filmar, adoro sua direção de arte, seu senso de humor bizarro, e seu talento para encontrar as pessoas perfeitas para seus papéis. Quando a parceria é com Johnny Depp, então, eu sou a primeira a comprar pipoca e esperar ansiosamente na fila do cinema. (Hmmm... pipoca...)
Ontem fui assistir ao filme Sweeny Todd. É claro. Não era tudo o que eu esperava, porque não é por ser fã que abdico de meu senso crítico. Mas adorei (como sempre) sua luz, sua cores (ou falta delas), a representação teatral, os ângulos de câmera, as roupas. Para um musical, as canções deixam a desejar. Já se foi o tempo de My Fair Lady. E Sasha Baron Cohen com certeza me impressionou mostrando que é mais do que um comediante sem um pingo de vergonha.
Agora, vocês me perguntam, por que demônios estou falando de cinema aqui?
Porque toda a história das "Meat Pies" me fez pensar... Acho que se existe uma vantagem em não consumir carne é que você nunca comerá uma torta de abobrinhas que tenha sido prévia e inadvertidamente um gato ou um ser humano. A não ser em outra vida. Mas se um ser humano renasceu como uma abobrinha, ele provavelmente fez por merecer ser comido de qualquer forma.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Delícia (queimada) de chocolate: Pierre Hermé 2x3 Ana Elisa



Meu lado masoquista estava dando pulinhos, pedindo para que eu desse mais uma chance ao livro amaldiçoado. A verdade é que continuo muito encasquetada, principalmente depois de ter nas mãos a versão original em francês e a traduzida para o português, uma ao lado da outra na livraria, e pude conferir todos os meus fracassos assim como Hermé as escreveu. O choque foi ver que o tal do Bolo Suzy não tem erros de tradução. É aquilo mesmo, com colher e tudo. A única diferença que havia em quase todas as receitas era no tipo de chocolate. Enquanto as brasileiras dizem "chocolate com tantos por cento de cacau ou meio amargo", as francesas especificam apenas a primeira opção. Sem substituições. O que para mim faz muito sentido, pois trocando um chocolate a 70% por um "tipo cobertura" da Nestlé, você está alterando a quantidade (e tipo) de gordura, quantidade de açúcar e quantidade de amido da receita, o que pode, dependendo da sensibilidade da mesma, provocar pequenas mas notáveis alterações no resultado.
De qualquer forma, continuo afirmando que não vou jogar o livro fora ainda. Se eu conseguir encontrar duas receitas "repetíveis", para mim está bom.
Apesar da estranheza que me causou o processo desta receita específica, resolvi levá-la a cabo, pois tinha um potinho de amêndoas moídas que logo sairia andando sozinho da geladeira. Eu nunca vi um bolo tão estranho. Bater gemas com açúcar. Ok. Derreter chocolate. Ok. Misturá-lo às gemas. Ok. Misturar a manteiga em temperatura ambiente às amêndoas e à farinha. O.. Hein? E quando virar uma massaroca com cara de marzipã, misturá-a ao reboco de chocolate e gemas (ficou mesmo parecendo reboco). Achei que a coisa toda viraria um tijolo, mas a manteiga acabou suavizando a mistura. Então, voltando à vida normal, bater claras em neve e misturá-las ao restante. Com cuidadinho.
Tudo para a forma milimetricamente untada e enfarinhada, e para o forno a exatos 200ºC. Vinte minutos?, pensei, lembrando do fiasco do bolo Suzy. O timer tilintou e lá fui eu com um palitinho. Porque dessa vez, pelo menos, Hermé avisa que o bolo tem que sair sequinho. Espeta. Ainda um tantinho úmido. Marquei mais cinco minutos. Incorri no erro fatal de ir responder a e-mail de cliente (ou você achava que eu passo o dia cozinhando? Fiz o bolo no meu horário de almoço, tá?!) , e, cinco minutos depois, o cheiro de queimado era inconfundível.
Desenformei a "delícia de chocolate", que mostrava para o mundo sua bunda tostada, e virei-o novamente na grade. Então eu vi. Vi aquele sorriso sarcástico para cima de mim, aquele bolo com cara de sapo rindo da minha cara. Ok, eu enlouqueci.
Deixei que esfriasse para experimentá-lo e... ok. Gostei. Deu certo. Não é demasiado rico para meu paladar, como fora o Suzy, mas suave, muito macio e úmido. Dá até para passar por cima do queimado e dizer que sim, deu certo. Sem adaptações. Eu faria de novo.
Mas antes... compraria uma tigela extra da batedeira. Afe, que dor no braço! Se você tem o livro e resolver fazer o bolo, faça um favor a você mesmo e compre uma tigela extra para sua batedeira. Ou escolha sabiamente suas batalhas. Bata as gemas e o açúcar na mão, e deixe as claras para a batedeira. Não o contrário, como eu fiz. Ê, antebraço fora de forma...
Eu só sei receber presentes quando eles vêm de longe...
Tenho de confessar uma coisa: eu não sei receber presente. Sempre gostei muito mais de dar presentes do que de receber, porque EU NÃO SEI RECEBER PRESENTES. Fico vermelha, sem graça, não sei se agradeço efusivamente ou se apenas um "obrigada" educado basta. E quanto maior a expectativa do presenteador, pior me sinto. Já houve terríveis mal-entendidos por causa disso, inclusive com meu marido, que já me deu presentes acreditando que eu pularia de alegria e, embora pulasse de alegria por dentro, teve de se contentr com minha cara desconfortavelmente constrangida. Não sei por que sou assim. Simplesmente sou. Não sei reagir, e por isso acabo ofendendo muita gente.Por isso achei fantástico isso de receber presente pelo correio. É outra coisa poder abrir a caixa com calma, sem o presenteador em cima do seu pescoço aguardando ansiosamente. Porque mesmo eu avisando para os presenteadores que EU NÃO SEI RECEBER PRESENTES, ainda assim eu arrumo problemas quando não reajo do jeito que eles esperam.
Dessa forma, não. Eu relaxo, gosto do presente e posso pensar numa forma adequada de agradecer. Com calma.
Chegou hoje esse pacote de Recife, trazendo castanhas de caju, rosquinhas de bolo de rolo e rapadura. Quitutes enviados por Fernanda, que começou seu blog há pouco tempo. Se existe uma coisa de que estou gostando (sim, eu mesma, serzinho notoriamente anti-social) é essa interação com pessoas que, de outra forma, jamais teria a oportunidade de conhecer.
Obrigada, Fer! Adorei os quitutes e sua delicadeza!
A estréia da panela de barro não poderia ser mais simples: feijões
Dizer que a receita é de Jamie Oliver seria uma afronta a todos os cozinheiros do mundo que fazem feijão; principalmente os toscanos. Não há nada de novo na mistura de feijões, tomates, alho e ervas, principalmente quando você encontra a mesma receita em todos os seus livros.No entanto, desde que comi meu primeiro prato de feijões na Toscana, é assim que os preparo sempre, e só cito J.O. para não ter de ouvir depois que peguei a receita de algum lugar e não dei crédito.
Deixei os feijões brancos de molho durante a noite e cozinhei-os na minha panela de barro, com três dentes gordos de alho com casca, um ramo de alecrim e um de tomilho colhidos da janela, um tomate cortado ao meio e algumas folhas de louro. Desliguei o fogo, retirei metade do líquido, amassei o tomate e o alho descascados e voltei-os à panela, retirando os galhos desfolhados das ervas. Temperei com sal, pimenta-do-reino, azeite extra-virgem e vinagre de champagne, acrescentando um punhado generoso de salsinha fresca picada.
Comi esses feijões no almoço, sobre duas grossas fatias de pão rústico integral grelhadas.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Aaaaah, polenta quentinha...
Não sou muito fã de polenta instantânea. Normalmente prefiro reclamar durante os 40 minutos que fico em frente à panela, mexendo a bendita da polenta de verdade, do que reclamar depois, com o gosto e a textura da polenta instantânea no meu prato. No entanto, quando a cunhada me deu um pacote da instantânea, quem sou eu para fazer desfeita?A primeira coisa que notei foi o número de ingredientes da polenta: um. Pois é, 100% farinha di mais, dizia. Lembrei-me da Polentina e outras calamidades que já passaram por minhas mãos. Não gosto de Polentina porque ela já vem salgada, e acho o uso de sal em processos industriais sempre muito além do necessário, e acabo, após a refeição, bebendo água como se tivesse atravessado um deserto.
Ao contrário da Polentina, entretanto, essa polenta ficava pronta em menos de 2 minutos após ser acrescentada à água, um milagre conseguido por um processo misterioso de pré-cozimento, segundo a embalagem. No fim das contas, a danada ficou muito boa para uma polenta instantânea. Se conseguirem encontrá-la em algum empório por aqui, recomendo àqueles que têm medo da polenta tradicional: Molino di Ferro, chama-se.
Servi-a com lentilhas verdes cozidas com cebola, alho e ervas provençais, e temperadas com tomates, salsinha fresca e um vinaigrette de azeite, vinagre balsâmico e mostarda de Dijon.
Aliás, obrigada novamente à cunhada, que foi responsável, com seus presentes, por todas as nossas refeições desde sua chegada: tortellini di radicchio num dia, piadina com queijo e tomates no outro, polenta com lentilhas, sopa de cogumelos porcini, e spaghetti al pesto. Supermercado para quê?
PADARIA DE DOMINGO 5: quando a vida te dá limões, faça limonada; mas não reclame se estiver azeda demais.
Ou, traduzindo: se a vida der a você mofo no armário, goteira no quarto e um modem queimado (é, teve dessas também), faça um pão francês "country-style", mas evite ficar ainda mais estressado se o pão não sair exatamente como você esperava...O humor aqui em casa até que está muito bom para duas pessoas que dormiram na sala (o pobre marido que dormiu no chão com o cachorro merece um prêmio) por duas noites e passaram os últimos dois dias plantados em casa fedendo a Lysoform e esperando pelo técnico da Net. Modem arrumado, armário limpo, uma tarde descabelada de arrumação de roupas com o cachorro pulando entre os cabides (aproveitando para separar boa parte para doação), e finalmente posso sentar ao computador e escrever um pouco.
Ontem, no auge de um surto psicótico, resolvi arregaçar as mangas, esquecer a dor de cabeça causada pelo spray fungicida e preparar esse pão francês. Não é um pão FRANCÊS, mas um pão que é DA França. Feito em parte com farinha integral e com uma esponja que demora cerca de 4 horas para fermentar. O processo foi todo muito fácil, mas talvez por causa da temperatura baixa na cozinha, da umidade do ar, do fato de haver instruções conflitantes no livro e eu ter decidido por uma delas (aparentemente a errada) e ter assado o pão sem vapor, ele não ficou tão interessante quanto eu gostaria. Apesar de charmoso, seu miolo ficou denso e sua crosta não ficou nem leve e quebradiça nem robusta e crocante, mas apenas borrachuda, como pão italiano amanhecido. O gosto ficou ok.
Em parte culpo a farinha, para falar a verdade. Costumo usar a farinha integral orgânica da Cotrimaio, que, em relação a esta que comprei dessa vez (Jasmine, também orgânica) é mais fina e mais clara. Como guardo farinhas em potes de vidro assim que as compro, não tenho as duas embalagens à mão para comparar seus nutrientes e propriedades, mas fiquei com essa impressão estranha de que a farinha da Jasmine é mais "pesada", e talvez isso tenha influenciado na textura do pão. Pelo menos foi divertido moldá-lo dessa forma.Acho que fico devendo uma receita mais satisfatória para o domingo que vem. E prometo que será domingo mesmo, e não terça-feira...
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Vou passar esse mofo no leite e ver se faço gorgonzola
Calor. Muito calor. Ainda mais no seu "apertamento" cujo teto é a laje do prédio, sem cobertura. Forno. Ventilador não faz nem cócegas. Então chove. Chove a cântaros. Chove o suficiente para seu cachorro entrar em desespero por não poder sair de casa. E quando você o leva para passear debaixo de chuva, ele faz cara de coitado e o arrasta de volta para casa sem ter feito suas necessidades básicas.
Então sua cunhada chega do exterior para uma visita que durará um mês. O que é muito bom, porque você a adora, mas o primeiro fim de semana consome um pouco seu tempo. E chove. E faz calor.
Então você resolve pegar uma bolsa no fundo do armário e... surpresa: a bolsa está peluda. Peluda? É. Mofo. Começa a tirar do armário sapatos, agasalhos, casacos, pijamas e uma série de envelopes com seus mais recentes trabalhos de design, só para descobrir que o fundo do armário está úmido, mofado e repleto de bichos. Assim como muitas de suas coisas. Nojo. Você tira tudo, TUDO, do armário. Joga fora quatro pares de sapatos e uma bolsa, todos suficientemente peludos de mofo para que você não tenha vontade de salvá-los. Coloca todas as roupas que entraram em contato direto com o mofo na máquina de lavar e exagera no sabão em pó.
Fica enfurecido porque há 1 ano atrás avisara síndico e zelador da infiltração que começara em seu apartamento e fora desacreditado. Agora tem um armário mofado e uma goteira no quarto para provar sua tese.
Sai correndo para o churrasco de boas vindas da cunhada. Bebe um pouco e ri um monte. Esquece dos problemas por um tempo. Volta e passa na farmácia para comprar um spray antifúngico. De volta à realidade. Tudo o que você tem está espalhado pelo seu quarto, que está fedido de mofo e spray, e onde você não vai dormir hoje à noite. Não, hoje você dormirá na sala, no sofá. Marido no chão, porque ele foi gentil e cedeu o sofá para você.
Você tem vontade de cozinhar? Tem vontade de fazer pão? Tem vontade de fazer sobremesas elaboradas?
É.
Eu também não.
Desculpem-me os que aguardaram pelo Vítimas Culinárias ou pelo Padaria de Domingo essa semana. Vou ver se compenso essa falta ainda durante o carnaval. Mas não hoje. Hoje quero arrancar a cabeça de alguém.
Então sua cunhada chega do exterior para uma visita que durará um mês. O que é muito bom, porque você a adora, mas o primeiro fim de semana consome um pouco seu tempo. E chove. E faz calor.
Então você resolve pegar uma bolsa no fundo do armário e... surpresa: a bolsa está peluda. Peluda? É. Mofo. Começa a tirar do armário sapatos, agasalhos, casacos, pijamas e uma série de envelopes com seus mais recentes trabalhos de design, só para descobrir que o fundo do armário está úmido, mofado e repleto de bichos. Assim como muitas de suas coisas. Nojo. Você tira tudo, TUDO, do armário. Joga fora quatro pares de sapatos e uma bolsa, todos suficientemente peludos de mofo para que você não tenha vontade de salvá-los. Coloca todas as roupas que entraram em contato direto com o mofo na máquina de lavar e exagera no sabão em pó.
Fica enfurecido porque há 1 ano atrás avisara síndico e zelador da infiltração que começara em seu apartamento e fora desacreditado. Agora tem um armário mofado e uma goteira no quarto para provar sua tese.
Sai correndo para o churrasco de boas vindas da cunhada. Bebe um pouco e ri um monte. Esquece dos problemas por um tempo. Volta e passa na farmácia para comprar um spray antifúngico. De volta à realidade. Tudo o que você tem está espalhado pelo seu quarto, que está fedido de mofo e spray, e onde você não vai dormir hoje à noite. Não, hoje você dormirá na sala, no sofá. Marido no chão, porque ele foi gentil e cedeu o sofá para você.
Você tem vontade de cozinhar? Tem vontade de fazer pão? Tem vontade de fazer sobremesas elaboradas?
É.
Eu também não.
Desculpem-me os que aguardaram pelo Vítimas Culinárias ou pelo Padaria de Domingo essa semana. Vou ver se compenso essa falta ainda durante o carnaval. Mas não hoje. Hoje quero arrancar a cabeça de alguém.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Gostosuras da Itália
Minha cunhada chegou hoje da Itália para visitar a família e nos trouxe essas gostosuras que fazem parte de seu dia-a-dia. Metade da mala era de suas roupas, a outra metade, de comida para todo mundo, incluindo um enorme speck para seus pais. Afinal, o que há de melhor para se trazer da Itália que comida??A lista inclui um pacote de polenta, um vidro de pesto alla genovese (o mesmo que ela nos enviara uma vez, muito gostoso), um de pesto alla siciliana (feito de ricotta e nozes), um pote de queijo mascarpone, um pacote de sopa de cogumelos porcini, piadelle da Barilla (a mesma também da outra vez), um pacote de tortellini de radicchio di Verona, e meu favorito e que estou louca para experimentar: um panettone de limoncello!
Grazie mille, Wenddi! Nossas barrigas agradecem!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Chuva das 18h
Depois de um dia inteiro de calor sufocante, a chuva das seis horas desceu como uma bênção. Estiquei minha cabeça para fora da janela do quarto e inspirei fundo seu cheiro. Um cheiro verde de mato molhado que não sei bem de onde veio, mas que me levou às épocas em que ia à chácara aos fins-de-semana, e a chuva refrescava mas também nos deixava, seis pessoas, trancafiadas dentro de uma casinha pequena de tijolos, sem muito mais do que fazer além de jogar rouba-monte e tomar sorvete de limão da minha avó.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Mais caseiro impossível: torta coringa da Sra. Minha Mãe
Há determinados pratos que, só de sentir o cheiro, transportam-nos imeditatamente à casa de nossos pais. Essa torta é um deles. Passei toda a minha vida comendo dela, cada vez com um recheio diferente, pois seu sabor dependia exclusivamente das sobras que havia na geladeira. Frango desfiado, batatas, ervilhas, milho, atum, vagens, cenouras, o que fosse. Sobrou, faz torta.Aqui em casa, entretanto, como raramente há sobras de qualquer coisa (porque o que sobra de um jantar para dois eu costumo comer no meu almoço solitário), quase sempre saio para comprar ingredientes exclusivamente para a produção da mesma, quando bate o saudosismo. Adorava comê-la fria direto da geladeira, o que a torna uma excelente opção para ser assada numa assadeira retangular e cortada em quadradinhos, para ser servida fria, como aperitivo, acompanhando uma cervejinha de uma forma mais saudável. Só não façam como eu, que, contrariando as recomendações maternas, insisto em usar tomates. Eles são úmidos demais e deixam a massa muito molinha (como se vê na foto), quando, na verdade, ela deve sair bem sequinha do forno.
Divido aqui com vocês uma de minhas melhores lembranças de infância e uma ótima receita de sobras para começar minha campanha "JOGA FORA NÃO!", já que teve gente que me escreveu dizendo que não conhecia muitas receitas para aproveitar sobras de alimentos. Por enquanto, o Joga Fora Não vira só uma categoria no blog. Mas, como tempo, farei uma página específica para essa área, com dicas para aproveitar ingredientes específicos que andaram dando bobeira na despensa. Esperem só!
TORTA CORINGA DA SRA. MINHA MÃE
Tempo de preparo: 10min. + 45-60min. de forno
Rendimento: 6 porções
Ingredientes:
- 9 colh. (sopa) de farinha de trigo
- 3 ovos pequenos ou 2 extra-grandes
- 3 colh. (sopa) de parmesão ralado
- 1/2 xíc. de azeite (ou óleo vegetal)
- 1 copo americano de leite (interpreto isso como sendo 200ml)
- 1 colh. (sopa) de fermento químico em pó
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- 3-4 xíc. de vegetais já cozidos (e carnes para quem come) em pedaços que sobraram na geladeira, mais ervas e temperos a gosto
- Bata todos os ingredientes menos o recheio num liqüidificador ou batedeira até ficar homogêneo.
- Unte uma travessa média (de uns 30cm) com manteiga e despeje metade da massa (bem líquida), inclinando a travessa para que a massa cubra o fundo. Parece nada, terá apenas 0,5cm de altura de massa. Espalhe o recheio por cima e cubra com o resto da massa, preenchendo os espaços da forma mais uniforme possível.
- Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC até que a superficie esteja bem dourada e uma faquinha saia completamente seca ao ser espetada em seu interior. Sirva quente ou fria. A torta fica sensacional de um dia para o outro.
A torta da foto teve como recheio tomates sem sementes em pedaços (grande erro), queijo branco, milho, grão-de-bico e salsinha, temperados com sal e pimenta. Mas minha mistura favorita na época que morava com meus pais e comia carne era de peito de frango desfiadinho (ou atum), batatas cozidas cortadas em cubos, ervilhas e milho em lata.
Assinar:
Postagens (Atom)