terça-feira, 17 de julho de 2012

Biscoitos recheados e pequenas gulodices

Um dia destes, dividindo com meu filho um prato de batatas fritas com alho e alecrim, apanhei sua mãozinha e ensinei-o a mergulhar a ponta da batata no ketchup Heinz antes de comer. Brincadiera que ele adorou e com a qual me diverti, mas que foi alvo de duras e imediatas críticas. Vindas de uma pessoa, inclusive, comedora de miojo e salgadinhos. 

Aquilo me deixou em choque, e me pus a pensar a respeito das expectativas e cobranças dos outros. Por que diabos eu não poderia colocar ketchup nas batatas do meu filho? Se fosse caseiro seria ok? Se eu comesse lasagne congelada seria ok? Provavelmente. Afinal, o crítico em questão (meu marido, aliás) é um grande viciado em ketchup Heinz. Mas assim como ele, outras pessoas esperam que eu simplesmente recuse qualquer coisa que não saia de minha cozinha e que não seja orgânico, natural, integral, etc. E que faça o mesmo com meu filho. Tanto, que me lembro de emails de reprovação quando publiquei um bolo que levava maionese industrial e outro com coca-cola, ou mesmo quando mencionei que havia comprado batata-palha pra comer com o estrogonofe de cogumelos.

A escolha entre comer miojo ou fazer a massa de macarrão às vezes parece ter tomado proporções de uma briga de gangues, em que o natureba gourmet passa seu tempo tentando convencer o miojeiro que seus hábitos são ruins (mea culpa) e o miojeiro fica esperando flagrar uma escorregada do natureba, num dia em que ele compra maionese. É um tal de apontar dedo na cara uns dos outros e ficar cobrando comportamentos radicais que não passa de um desserviço à humanidade e a qualquer movimento que esteja acontecendo de volta à cozinha e ao natural.

Porque quando se cobra e espera radicalismo, não se vê o meio termo da transição, e o miojeiro que até gostaria de fazer um molhinho de macarrão caseiro se sente intimidado, achando que de um dia para o outro precisará acordar às cinco da manhã para preparar o próprio pão e bater sua própria manteiga.

E as coisas não são bem assim. Apesar de já ter suficiente prática para saber que conseguiria continuar preparando o jantar todos os dias mesmo que trabalhasse num escritório do outro lado da cidade, tenho plena consciência de que toda vez que preparo geleia numa terça à tarde mais tranquila, ou sovo um pão enquanto espero um cliente responder um email, estou fazendo algo que só é possível porque minha profissão permite que eu trabalhe em casa e faça meus horários. Se eu estivesse em uma agência, faria como todo o resto e mataria tempo no Facebook entre um email e outro. Não faria biscoitos. E provavelmente não teria tanta vontade de fazer os biscoitos no fim de semana.

Por isso, quando li esse artigo no NY Times, sobre os "guilty pleasures" de chefs famosos, senti-me aliviada. Num primeiro momento, parecia que o artigo só se prestaria a "desmascarar" e desacreditar os chefs mais famosos por promoverem uma cozinha com ingredientes naturais, orgânicos e locais. Mas no fim ficou claro que o intuito era aliviar essa batalha alimentícia, e tornar o povo natureba e gourmet mais acessível, mais realista, e sim, menos pedante. Porque a gente que se acostuma a cacao belga e recusa o chocolate em pó nacional é pedante sim. Eu sei disso.

O artigo lembrou-me de todos os olhares tortos, comentários de reprovação e emails bizarros que já recebi por conta da imagem que acabo projetando no blog, e por isso resolvi fazer uma espécie de disclaimer. Para aliviar o meu lado e o de todo mundo. Porque outro tipo de email que recebo muito é o da pessoa quase que pedindo desculpas por "não conseguir fazer tudo em casa ainda".

Quando produzi meu primeiro ketchup, foi de fato um sucesso e meu marido viciado realmente anunciou que não precisaria mais comprar Heinz. No entanto, a pequena leva de ketchup caseiro acabou e eu não tinha mais miolos de maçã ou tempo para produzir mais, e simplesmente fui ao mercado e comprei mais uma garrafa do industrial. E a verdade é que desde então, não tive tempo ou maçãs ou paciência para fazer e engarrafar o ketchup novamente. Afinal, tenho um trabalho, uma casa, um filho e um cachorro, e quando tenho tempo de fazer ketchup, prefiro assar biscoitos ou tirar uma soneca. Como todo ser humano. Ketchup Heinz continua sendo um guilty pleasure, apesar do xarope de alta frutose e tudo o mais.

Perguntaram-me outro dia sobre pães de hambúrguer. Já fiz alguns sem muito sucesso, e uma receita específica que ficou excelente, mas sendo absolutamente sincera: a não ser que eu acorde num dia querendo fazer um hambúrguer totalmente caseiro, a situação mais comum será a de preguiça eterna, e eu vou ao mercado comprar um pacote de hambúrgueres de soja orgânica, um pacote de pão de hambúrguer, e uma bandeja de queijo prato. E pronto, jantar. E não preciso nem pegar nas panelas, pois o hamburgueiro oficial da casa é meu marido.

Outras coisas que adoro comprar prontas são molho pesto da Barilla (quando encontro mais barato), que eu sei que não tem gosto de pesto caseiro, mas gosto dele como se fosse outro tipo de pesto; pasta de curry tailandês (a vermelha fica ótima no hambúrguer, inclusive), picles, sauerkraut, doce-de-leite (sim, me dá preguiça de cozinhar a lata) e batata-palha, quando quero estrogonofe.

Agora guilty pleasure mesmo, do tipo vergonha, são as cerejas de coquetel. Durante a primeira gravidez fiquei viciada em Shirley Temples, uma vez que não podia beber. E noutro dia, dominada pela chata natureba em mim, resolvi comprar um vidro de cerejas alemãs, bem naturais. E fiquei profundamente decepcionada, pois elas tinham gosto de... cerejas. E tudo o que eu mais gosto é aquele gosto de Maraschino vagabundo, a cereja tão doce que não tem mais gosto de fruta, e a cor de rubi de plástico da 25 de março daquela bolinha quase artificial demais para ter sido uma cereja, boiando na minha bebida.

Guilty pleasure: cerejas de coquetel das mais fubangas.

Os guilty pleasures de infância, entretanto, são outra história. Porque, convenhamos, quem nunca ficou frustrado de comer aquele bolo ou biscoito glorificado pela memória e se sentiu frustrado porque o produto em questão simplesmente não tem mais o mesmo gosto? Costumava devorar pacotes de Goiabinha da Piraquê quando criança, mas quando fui comer uma há um ano atrás, quase engasguei com sua massa farinhenta e seu recheio sem gosto. Cansada de estragar minhas lembranças, simplesmente não compro mais meus favoritos de infância. Deixe aquele gosto no passado. Melhor fazê-los em casa e, se não reviver alguns sabores, criar alguns novos, com certeza melhores dos que os disponíveis na gôndola hoje. (Melhor flashback culinário foram aqueles biscotti de chocolate que ficaram com gosto de Foffy's!)

Esses biscoitos ficaram como eu me lembrava do gosto que tinham os biscoitos recheados há vinte anos atrás. Ou como minha memória os pintou. O preparo da massa é muito fácil, mas abrir com rolo, mesmo a massa estando gelada e minha cozinha estando a 13ºC, foi incrivelmente chato, e só depois me lembrei de que a Paula havia adaptado ligeiramente esses mesmos biscoitos e mudado o modo de preparo para algo muito mais simples. Então deixo aqui a mistureba de tudo: o link para a receita adaptada da Paula, os ingredientes originais que eu usei e o método dela, bem mais amigável e certeiro para essa consistência de massa. Para o recheio, usei açúcar cristal orgânico, que acaba não dissolvendo totalmente e tornando o creme um nadinha granulado, mas não menos gostoso. Deixo a opção para vocês. Também tenho substituído a gordura hidrogenada com sucesso por óleo de coco, que tem a mesma textura e um sabor bem suave. Recomendo.

E enfim, o propósito desse blog não é transformar todo mundo em gente auto-suficiente. É, de repente, estimular você a, num sábado à tarde, preparar seu próprio ketchup. Para colocar no seu miojo. Que seja. O objetivo é mostrar que há opções, que nem tudo precisa vir de uma multinacional. Você pode comprar o pão mas fazer seu próprio hambúrguer. Pode comprar won tons congelados na Liberdade mas fazer o caldo da sopa onde vai colocá-los. Alguma coisa caseira é melhor que nenhuma, e seu paladar vai mudando e você vai descobrindo mais camadas de sabor, mais possibilidades, e começa a se divertir com o processo. Quem sabe um dia, larga o miojo. Mas não precisa. Ok?

No pressure.

BISCOITO DE CHOCOLATE E BAUNILHA
(Ligeiramente adaptado do livro Martha Stewart's Baking HandBook)
Rendimento: cerca de 24 biscoitos recheados

Ingredientes
(biscoitos)
  • 1 1/4 xic. farinha de trigo
  • 1/4 xic. + 2 colh. (sopa) cacau em pó
  • 1/2 colh. (chá) fermento químico em pó
  • 1/2 colh. (chá) bicarbonato de sódio
  • 1/4 colh. (chá) sal
  • 1/2 xic. (120g) manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 2/3 xic. açúcar mascavo
  • 1/3 xic. açúcar cristal orgânico
  • 1 ovo grande, orgânico, em temp. ambiente
  • 1 colh. (chá) extrato natural de baunilha
(recheio)
  • 1 1/3 xic. açúcar de confeiteiro (usei cristal orgânico, mas o de confeiteiro fica mais homogêneo)
  • 1/3 xic. óleo de coco em temperatura ambiente
  • 1/3 xic. manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 1/2 colh. (chá) extrato natural de baunilha
  • 1 pitada de sal

Preparo:
  1. Forre duas assadeiras grandes com papel-manteiga ou silpats. Pré-aqueça o forno a 180ºC, deixando as grades posicionadas no terço inferior e superior do forno. 
  2. Numa tigela, misture com o fouet a farinha, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal. Reserve.
  3. Na tigela da batedeira (com a pá, se for planetária), bata a manteiga e os dois açúcares em velocidade média até que fique pálida e fofa, cerca de 2-3 minutos. Junte o ovo e a baunilha e bata para incorporar. 
  4. Diminua a velocidade da batedeira e e junte a farinha, batendo em velocidade baixa apenas até que não se veja mais farinha na massa, raspando as laterais com uma espátula conforme necessário.
  5. (Aqui entra o método da Paula.) Com a ajuda de colheres de chá, faça bolinhas com a massa e distribua nas assadeiras, deixando cerca de 3cm entre elas (haverá cerca de 48 delas). Com o fundo de um copo enfarinhado ou passado no açúcar, achate as bolinhas até que fiquem com meio centímetro de altura. Leve as duas assadeiras ao forno por cerca de 10 minutos, alternando a posição delas na metade do tempo, ou até que pareçam firmes quando ligeiramente pressionados no centro. Com uma espátula, transfira os biscoitos para uma grade e deixe que esfriem completamente.
  6. Enquanto isso, prepare o recheio: coloque todos os ingredientes na tigela da batedeira e bata em velocidade médio-alta até que esteja leve e fofo, cerca de 3-4 minutos. Use imediatamente ou refrigere em pote fechado por até 3 dias antes de usar (deixe fora da geladeira um pouco para amolecer). Distribua o recheio sobre metade dos biscoitos. Cubra com a outra metade dos biscoitos, pressionando ligeiramente e guarde na geladeira em pote fechado. Tecnicamente, são melhores no mesmo dia em que são feitos, mas eu adoro biscoito gelado de porta de geladeira, e os meus continuam uma delícia e ainda crocantes mesmo depois de 4 dias.

41 comentários:

Junji Takeda disse...

Não sou fã de ketchup, mas sou viciado em maionese. Poderia acabar com um pote sozinho aqui no Japão (uma vez que a maionese japonesa tem um sabor totalmente diferente das nacionais brasileiras, não me pergunte o motivo, só sei que já sou viciado nelas), porém não faço porque, né. É a única coisa que devoro sem controle :P E por isso não chego perto, haha.

Sobre guilty pleasures, AMO a receita de brownie que fiz e adotei como favorita. Mas confesso que já comprei umas duas vezes umas importadas da Coréia, se não me engano. Os doces japoneses são delicados demais e suaves...

Acho que é bom preparar comida caseira, mas mesmo que a gente tente, às vezes a gente acaba dando uma escorregada. Nem culpo ninguém, haha. Quero dizer... Só me recuso que comprem os "macarons" do Starbucks (entre aspas porque é isso o que tá escrito na embalagem, o conteúdo é duvidoso).

Ah, e os biscoitos recheados. Nunca fui muito fã. Será que se eu tentar esses eu consigo gostar? :D Tentarei!

Abraços,

Junji

Fulana disse...

Ana, preciso te perguntar uma coisa, que sempre me perguntei quando lia seus posts: você compra produtos de limpeza "normais", assim, do mercado? E o que seu cachorro come? A ração industrializada como o meu?
rs
Entendi seu ponto, mas sempre quis saber se toda essa preocupação era extensiva às outras áreas de consumo nossas!

Ana E.G. Granziera disse...

"Fulana",
sou mais chata com produto de limpeza do que com comida. Uso multiuso orgânico, detergente orgânico, sabão em pó orgânico, limpo meu fogão com vinagre de maçã, uso shampoo vegan, etc. Com o cão é mais complicado, porque ele comeu ração por muito tempo, e nem sempre aceita comida, que tenho tentado dar mais para eliminar a ração. Tento, no entanto, comprar uma ração que tenha menos porcarias (leio rótulo que nem comida de gente). E quando tenho tempo, faço os biscoitos dele, mas na maioria das vezes é biscoito comprado mesmo.

bj

dri disse...

Ana Cada Post Seu Fico Mais Fã . Continue Assim.
Fica Com Deus. Bj

Silvana disse...

Adorei, como sempre, o post.

Como em tudo na vida, há que se ter equilíbrio e paciência, não é?

Gde abraço!

Silvana

PS - Aguardando as novas do novo bebê.

Patricia Scarpin disse...

Melhor. Post. Ever.

A biscoiteira em mim não vê a hora de fazer algo assim lá em casa - coisa linda foi ver os amigos de Pichu devorarem biscoitos recheados caseiros, e tenho certeza de que ela vai adorar estes aqui.

Mirella disse...

Ana,

Você mudou!! Continuo adorando tudo por aqui, mas você mudou.
Bjus.

Fatima disse...

Ana, concordo plenamente: a sabedoria está no equilíbrio. Tenho adotado a filosofia " quanto menos industrializado melhor", mas sem neuroses nem cobranças. Afinal nem sempre é possível.

Beta, a mãe disse...

Ana, adoro teu jeito e um dia chego lá na sua chatisse. Já provou ketchup Hunts? Não tem o tal high frutose syrup, e o sabor é bem mais gostoso que o Heinz. E o melhor, é um pouco mais barato.
Os biscoitos estão com uma cara ótima!
Beijos

thecookieshop disse...

Ana, tenho feito o recheio desses biscoitos só com a manteiga, tirei a gordura vegetal da jogada, e eles ficam ótimos também. Só não sei se o recheio ficaria muito molenga em dias muito quentes, mas testarei quando o calor chegar.
Bjs em todos os nenês!

Temperaria - Vivian Luiz disse...

Ana, vou te dizer uma coisa de todo coração: não costumo comentar muito por aqui (nem em outros lugares) pois infelizmente fui acometida pela doença da modernidade, a falta de tempo. Mas faço questão de escrever hoje, porque é o melhor post de blog de culinária/gastronomia/whatever que eu já li até hoje.

Parabéns! Nossa, que alívio na minya vida, ufa! Vou fazer propaganda, vou dormir melhor. Que delícia.

Isadora disse...

abaixo o radicalismo! amei seu post! sensacional!

http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

Livia Luzete disse...

Também concordo com o equilíbrio nas coisas. Vivemos num mundo industrializado e pior para quem vive na cidade grande que vai tirando oportunidades como a que tenho hoje. Leite do que chamo de "vaquinha feliz". São vacas que vivem livres e não nas leiterias sofrendo todo aqueles sofrimento que os vegans propagam.Tem que ver o tempo também. Eu quando trabalhava na hotelaria no litoral cearense,de 12 a 16 horas por dia/7dias/semana (oi??sim é verdade!) eu fechava os olhos para as bandejas de iogurtes que minha mãe comprava para minha filha pequena.Fazendo essa jornada de trabalho eu não tinha a menor condição física de preparar o que preparo hoje.Lendo seu blog aprendi muito, e daí ampliei os conhecimentos. Tb acho super chato essas caras de cobrança quando me veem bebendo coca-cola.Sim,ainda bem. Não tanto quanto antes,mas ainda consumo. Tudo é questão de transição.

E como estamos de barriga?

kalina morena disse...

excelente post.
tudo verdade. abraco e a receita eh tentacao hein!

Juliana disse...

ana,
adoro adoro adoro ter descoberto este seu canto.
concordamos em muito, me percebo muito parecida(apesar de não ter marido nem filhos nem cachorro), respeito muito suas posições no mundo...
e adoro o jeito como escreve.!

um beijão

Ju

Patricia disse...

Ana,

Que delicia de post!!! Te admiro por demais e, confesso que me senti mais livre, eu era uma das que me cobrava por não fazer tudo em casa e, me penitenciava no consumo de "guilty pleasures". O não radicalismo liberta. bj grande

Marcia disse...

Nossa, excelente post!
Essa é a segunda vez que venho aqui, te achei por conta de um search que fiz sobre molho pesto e no dia, dei uma "sapeada", mas te favoritei :-)
Hoje voltei e adorei teu post... afinal, não podemos ser radicais em nada nessa vida... devemos ter nossa tendência e nossos valores... mas, moderação, certo? :-)
Eu faço muita coisa em casa, mas não dá prá fazer tudo. Tenho dois meninos e cuido da alimentação deles. Mas não sou radical.
Abraços,
Marcia

Léia disse...

Ficaram lindos (profissionais), sem dizer que o recheio não é feito com gordura hidrogenada como os industrializados.Gostei muito.Bjos.

Stéphanie disse...

Oi Ana!
Frequento seu blog desde o post "i'm having a baby pie", mas não sei se já havia comentado antes... As suas receitas são sensacionais, sempre que eu cismo de fazer alguma coisa, eu primeiro venho aqui no seu blog checar a sua receita, depois leio outras (quase sempre acabo fazendo a sua). Seus textos são ótimos, mas um dos motivos de eu não comentar muito também, é que quando a "chata natureba" aparece, eu não concordo com o extremismo em alguns casos - apóio no caso do sorvete (realmente sorvete industrializado é uma m*), mas discordo no caso do Chocotone... haha :) mas eu entendo o que você sempre falou e tal, uma das coisas que seu blog me ajudou foi a emagrecer, porque me baseei em muitas das suas receitas naturebas pra mudar meus hábitos alimentares, e até a tentar fazer as coisas em casa - realmente é sempre mais gostoso.
Mas é bom, pra variar, perceber que você não é tão extremista assim quanto deixa passar em algumas postagens, afinal, também compra ketchup Heinz! haha :) eu sei que a parte do extremismo talvez nem seja o que você quer passar de verdade, eu sofro com interpretações erradas porque falo tudo com muita paixão... aí as pessoas muitas vezes me acham extremista XD
Enfim, eu adoro seu blog e desejo tudo de bom pra você e sua família, que está crescendo lindamente :)

Denise disse...

Fiz ontem assim que abri o email com o post! Ficou uma delicia e meus dois bebes (3 e 1.5 anos) adoraram!
Beijos!

Laís Fraga disse...

Infelizmente, remar contra a maré vem acompanhado desse "fardo".
Eu, por exemplo, estou planejando um parto natural, sem anestesia, sem intervenções...
Aí se eu tô com dor de garganta e tomo um comprimido, sempre ouço algum comentário, como se fosse uma atitude hipócrita minha.
Parece que ou você é 100%, ou você não é nada.
Preguicinha...

Lais Berriel disse...

Com relação ao ketchup, outro dia comprei o Heinz sem açucar que estava em promoção, e achei até mais gostoso que o normal, tinha um azedinho mais saboroso.
Agora só compro desse =)

Lais Berriel disse...

Com relação ao ketchup, outro dia comprei o Heinz sem açucar que estava em promoção, e achei até mais gostoso que o normal, tinha um azedinho mais saboroso.
Agora só compro desse =)

Cynthia Nogueira disse...

Olá Ana,

Gostaria de saber se o receheio destes biscoitos derretem muito fácil. É que estou preparando uma caixa de gulodices para mandar pra uma amiga que mora em São Paulo e sempre mando coookies. Desta vez eu queria variar. Como nunca mando nada idustrializado, achei que os seus biscoitos seriam uma boa mudança.

Abs.

Ana E.G. Granziera disse...

Cynthia,
sim, o recheio fica bem molinho em temperatura ambiente, e lembre-se de que é manteiga; não é bom deixar muito tempo fora da geladeira não.

abs

Liana disse...

Como uma colega disse em outro comentario , eu experimentei o ketchup Hunts. Tem menos frutose e outros condimentos. E como já mencionado é mais barato e gostoso.

Camila disse...

Gostei muito da dica do óleo de coco, vou testar. Eu já tinha feito uma receita de biscoitos tipo Oreo, o biscoito em si ficou muito bom, mas o recheio, só com manteiga, ficou meio mole. Eu não quis usar gordura hidrogenada.

Também não vejo paradoxo nenhum em usar alguns industrializados, já de poder trocar muitos produtos é um avanço para os dias de hoje. Sonho em, pelo menos, fazer sempre meu molho de tomate e meu pão. Já ficaria feliz. Bjs

Lia disse...

Estive pensando , e acho que um bom substituto para o óleo de coco (que por causa do modismo 'que é bom pra emagrecer' é vendido por uma fortuna na maioria dos lugares) ou até mesmo para a própria gordura vegetal hidrogenada, é o óleo de palma refinado (azeite de dende é o óleo de palma não refinado). É uma gordura saturada e como o óleo de coco é sólida em temperatura ambiente.

E pra Laís, é por isso que eu não falo pras pessoas que eu também pretendo ter um parto normal. Sou médica, e se minhas próprias colegas me acham louca (com exceção da minha irmã, que é ginecologista e gosta de parto normal), o que eu posso esperar dos outros?

Mas isso é ouuutra história. Pensemos nos biscoitos :D

Cecília disse...

Post maravilhoso!!

Ana, fugindo um pouco do assunto, gostaria de saber o modelo do seu processador de alimentos. Preciso de um e há tantos no mercado!

Agradeço desde já!
Cecília

Marina disse...

Ana, tô bem cansada dessas guerras pequenas que se estabelecem, galmente na interne, quando as pessoas veem as outras abracando bandeiras. Isso me lembrou a questão, na blogosfera materna, do parto normal x cesarea; maes que trabalham fora x maes que trabalham de casa e por ai vai...

Acho que as pessoas tem muita dificuldade de abracar novas rotinas, mudancas e transformacoes e acabam preferindo apontar a dedo a tentar coisas novas...

Sem duvida seu blog, e outros que testemunham das possibilidadesde uma vida menos industrial, em todoa os sentidos, nao só no gastronomico, me ajudaram mt! Minha alimentacao nao é natireba, mas melhorou muuuuuuuuuito depois que descobri "vocês"!

Beijocas,

Marina

Ana Melaragni disse...

Oi,
Desculpe, mas meu comentário não tem a ver com o post...
Leio seu blog faz tempo, mas nunca comentei. Fiquei muito feliz quando você voltou (ficava entrando de vez em quando para ver se você havia mudado de idéia e voltava a escrever).
Faço sempre a sua sopa de abóboras e sempre passo a receita com o crédito do blog, justo.
Nossas histórias - pelo menos superficialmente - são parecidas: meu nome é Ana, sou filha de italiano, também sou publicitária, também tenho um baby pequeno e adoro cozinhar. Também morava nos Jardins, na Lorena com a Casabranca, para ser mais exata, e compartilho 100% da sua tristeza com o bairro. E concordo 200% com você sobre a decisão de não comprar produtos que não sejam aquilo que seus nomes indicam na embalagem (requeijão, leite de coco etc).
Recentemente, fiz uma mudança radical. Algumas na verdade.
Nos mudamos do Brasil para o Canadá, um país onde as coisas funcionam mais em linha com o que queremos para o baby: mais segurança, mais espírito coletivo e seriedade nos rótulos dos produtos do supermercado!
E larguei a publicidade! Em setembro inicio meu curso de Bakery ans Pastry Arts Management.
E você? Já considerou dar uma guinada na sua vida???
Enfim, desejo tudo de bom para você e famiglia. E por favor continue com seu blog, é incrível!!! Grande beijo, Ana Melaragni

talkingtata.com disse...

Ana, domingo o Alex foi tocar na casa do meu namorado em Atibaia, no almoco ele comentou sobre o seu blog, fiquei curiosa e vim conhecer! Incrivel!! De domingo ate hoje ja li quase tudo rsrs! Ahh e acabei de pedir minha primeira cesta organica, do fornecedor que voce indicou! Ela chega sexta!
Parabens pelo trabalho, vc escreve super bem! Inspira a levar uma vida mais saudavel, mais faça voce mesmo, mais ligada ao que a natureza proporciona!

Caroline disse...

Adoro o seu blog!
Não são simplesmente receitas, é uma história do viver diário atrás de cada uma.
Me encanta seus textos. Semana passada fiz a receita do iogurte caseiro... hum, foi uma loucura, meu filho pedia para comer iogurte com mel até na hora do almoço!

Obrigada por compartir um pouco da sua vida e experiencias culinárias!

Caroline

Valéria disse...

Cara Ana,

EStou relendo seu blog e aproveitando para fazer algumas receitas. Fiz a sopa da abobora com as madeleines de alho-poró e nham, nham! Obrigada!

Quero aproveitar para pedir, se você puder, o contato da sua peixaria e o link para uma receita de lasanha de cogumelos que não acho de jeito nenhum... Meu e-mail é valeriagferreira@gmail.com

obrigada!

Anônimo disse...

Cara Ana, acompanho seu blog há poucos meses. Sobre a questão do "radicalismo" tenho a dizer que as pessoas que a criticaram por, segundo você diz, "mergulhar as batatas fritas de meu filho em ketchup industrializado" não estão sendo radicais. Estão simplesmente preocupadas com saúde infantil de um modo geral. No fundo, você sabe que não está certa. O ketchup, na verdade, não é o problema maior e sim as batatas fritas. A sua própria resposta demonstra que você sabe que não está certa, mas não quer admitir o fato. Vê-se isso quando você, em seu "desabafo", foge do assunto imediatamente depois de tê-lo iniciado, passando a falar de suas preferências caseiras e industrializadas. É só ler de novo para ver. Criança nenhuma deve ser ensinada a comer batatas fritas nessa idade, ainda mais com ketchup. Agindo assim, você abre caminho para que ele se torne um adulto comedor de batatas fritas e ketchup. É diferente de você, adulta, escolher entre uma coisa e outra. Ele está aprendendo! É o seu outro lado! Num post bem anterior, me espantei de você dar a ele como almoço algo feito de improviso,não me lembro bem o que foi, não muito nutritivo. Não se deve opinar sobre a criação de filhos alheio, mas só me animei porque outros o fizeram antes de mim. Eu também desabafei! Desculpe. Neiva

Ana E.G. Granziera disse...

Caro Anônimo,
Obrigada por ser o EXATO exemplo daquilo que eu critiquei no meu post.
Nestas horas eu detesto a internet: porque pelo menos antigamente a pessoa precisava olhar na sua cara para apontar o dedo no seu nariz e criticar o modo como você cria seus filhos. Hoje em dia todo crítico é anônimo.
Vá pastar.

Liv Baum disse...

Só me lembro desses gostos da infância qdo Bono não chamava Bono (não me lembro o nome antigo!) e tinha um gosto menos pior do q era hj - e muito mais recheio. Tb fiz a troca de conseguir fazer isso em casa pelo menos. Delícia de biscoitos! Louca pra testar a receita! Beijo pra vc querida!

Alexander Van Parys disse...

Ana!

Excelente texto; fantástico desabafo.

Aqui no sítio, acontece exatamente o mesmo; e em escala proporcional. Cansei de ouvir: "ah, mas você usa cimento! Por que fez um corte no terreno? Olha! Aqui o solo está descoberto! O quêêê! Você come Nutella!" e por ai vai.

Fato é que esse é um resultado de estarmos expostos.

Atualmente, acho graça, e cometo diversos desses pleasures, sem guilty. Exerço esse o maravilhoso livre-arbítrio, e dou risada de quem faz qualquer tipo de julgamento raso. Críticas construtivas aceito só de quem está no roll de amigos.

O resto...Vai pastar!

By the way, estamos com uma fabulosa colheita de batatas orgânicas por aqui. Quando for para Sampa te aviso; e levo um tanto.

Mas só se tiver Ketchup, melhor ainda mayonese, para saborearmos delas como deve ser; com as crianças ao redor!

Roberta Vasconcelos disse...

Oi Ana,
Faço parte da legião dos que aportaram por aqui em busca de uma receita, encontraram inspiração em seus textos e estilo de vida, não resistiram à tentação de ler todos os posts e realizar novas aventuras culinárias, e hoje esperam ansiosamente por cada novidade do blog. Ao ler seu desabafo, comecei a me perguntar a razão do meu encanto. A volta ao natural e os alertas sobre a indústria alimentícia são realmente contudentes, mas, para mim, o que emerge como essencial é uma outra coisa: o apelo ao sabor! Depois de ter feito caldo caseiro, meu risotto nunca mais se “conformou” com tabletes prontos (ainda que orgânicos). E o seu texto exala tanta sinceridade, que somos todos convocados a experimentar suas receitas, mesmo que seja para descobrir que temos paladares diversos (detestei radicchio!). Enfim, ainda que seja recorrente, não consigo ver a questão ecológica como uma bandeira que você aponta para os outros. Exatamente como você descreveu uma vez seu modo de ser vegetariana (sem tentar substituir a carne, faz pratos maravilhosos e, surpresa! sem carne), minha experiência com o blog é de ser provocada a me deliciar com comida bem feita e, surpresa! o caseiro e o natural são mais saborosos.
Cheguei à Itália há poucas semanas para um período de seis meses. E preciso te agradecer, pois tendo descoberto o La Cucinetta antes de vir, estou mais preparada para apreciar todos os novos sabores e me aventurar com ingredientes de tamanha qualidade. E, aliás, dicas do tipo “não deixe de provar...” são muito bem vindas!
Um abraço, Roberta

Anônimo disse...

Experimentei a receite e não gostei. É extremamente doce e gordurosa, tanto o recheio quanto a massa da bolacha.

Anônimo disse...

Ana, eu amei seu blog. Eu também estou tentando esse caminho na alimentação. Tudo la em casa eu procuro que seja organico menos quantidade, mais qualidade.
Minha dispensa tem temperos e especiarias que eu amo, mas ja esta ficando muito apertadinha..gostei da ideia das prateleiras!
Vou fazer o macarrão e os biscoitinhos com doce de buriti!
Sempre que venho aqui encontro uma deliciosa receita e uma historia.
Obrigada ahhh também tenho uma cadelinha adotada, que faz parte da familia, mas ela come ração..e seus biscoitos, gostaria que fossem caseiros. Poderia publicar a sua receita?
Abraços

Cozinhe isso também!

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