
Olha só que surpresa gostosa para uma manhã de terça-feira! Através de um comentário da Sílvia, descobri que o Panelinha indicou La Cucinetta como o blog a ser visitado hoje! Quem sou eu prá discordar da Rita Lobo? Muito obrigada!
;)





Nada como começar o domingo com panquecas com manteiga e mapple syrup. A receita é de Nigella (com boas colheradas a mais de açúcar, que eu acrescento à massa indiscriminadamente), e elas nunca, nunca, ficaram lisinhas, mas ficam sempre, com certeza, saborosas e macias.
Oooops... que maldade esquecer-me de comentar sobre esse lugar. Já havia ido uma vez, com Allex e dois amigos, mas, um pouco tímidos, sem saber o que pedir num cardápio tão vasto, acabamos não sabendo escolher direito e terminei a noite não muito satisfeita. No entanto, nesta última quinta-feira de feriado, resolvi dar uma nova chance ao lugar. Ainda bem!
Sempre tive um preconceito contra o restaurante Quattrino que não sei muito bem explicar de onde veio. Não sei se por ter estado muito tempo ligado a celebridadezinhas, não sei se por ser famoso pelo tal "gnocchi da sorte" tradição muito mais argentina que italiana que, por algum inexplicável motivo, me irrita um bocado. De qualquer forma, ontem queríamos almoçar massa, queríamos comer fora, mas não queríamos pegar o carro para nada. Então, resolvi vencer meus preconceitos e ir ao Quattrino.
Eu não sou de ficar colecionando receitas que vêm em rótulos, como fazia minha avó. Na maior parte das vezes, sou muito desconfiada para dar atenção a elas, pois acredito que a maioria tenha aquele mesmo gosto apastelado e simplório, sem profundidade, sem textura. Ok, preconceito puro, mas é um julgamento empírico, eu juro. Porém, quando vi, no rótulo do vidrinho de leite de coco, uma receita de lasagne com frango e leite de coco, por algum motivo aquilo me apeteceu. Claro, sem o frango. Imediatamente pensei em substituir o frango por palmito, lembrando-me de uma receita de risotto de palmito e leite de coco que uma amiga do Allex mencionara certa vez. O resultado ficou com certeza interessante, ainda que eu não tenha conseguido livrar-me completamente da acidez do líquido em que estavam conservados os palmitos, o que me leva a crer que seja melhor comprar palmito pupunha fresco para cozinhar da próxima vez. Também não segui a receita a risca, porque qualquer coisa que leve margarina não merece 100% de minha atenção. Fiz meu molho branco como sempre faço, usei apenas metade do pote de requeijão (e da próxima vez pretendo usar ricotta fresca), omiti o caldo de legumes e acrescentei bons punhados de salsinha picada, para um toque refrescante e um pontilhado muito bem-vindo de verde.
Acordei descabelada, destrambelhada e decidida a fazer uma torta de maçã, que parece combinar perfeitamente com essa sexta-feira cinza sem nada para fazer. Tudo muito fácil, já que eu tirara do freezer um resto de massa de torta e deixara-a amolecendo na geladeira durante a noite para abri-la hoje; havia também o que sobrara do creme de confeiteiro das éclairs, e, obviamente, havia maçãs na geladeira. Lembrei-me do apfelkuchen que fizera certa vez, que levava allspice (pimenta-da-jamaica) ao invés da usual canela e fiquei muito interessada por uma torta de maçãs do FoodBeam, que usava pimenta-do-reino na massa. Coloquei todas essas informações no liqüidificador da minha cabeça e foi isso o que saiu dela.