terça-feira, 8 de abril de 2014

Quitutes de aniversário corrido

O caderninho de onde vieram os quitutes.
O dia seguinte.
Semana passada foi aniversário do Matador de Dragões. Festa infantil definitivamente não é meu forte. Confesso que me sinto imensamente intimidada por todos os relatos de festas infantis que vejo por aí. Principalmente do povo empenhado, que de fato produz todos os enfeites manualmente e afins. Já disse isso uma vez: apesar de trabalhar com arte, trabalhos manuais não são meu maior talento.

Daí que decidi que, ainda tendo mais adultos que crianças na festa (há poucos amigos e familiares com filhos, e achei melhor não chamar ainda os colegas da escola, pois a festa ficaria grande demais para o tamanho da minha conta bancária), manteria as coisas simples. Brinquei com meu marido: é bom nivelar por baixo – no dia em que a festa tiver cupcakes e a gente ligar o video-game, Thomas e Laura vão achar que é festa de milionário. ;)

Resolvi que prepararia um bolinho simples de chocolate para que Thomas levasse na escola, para cantar parabéns com os amigos. Um fácil, de preparar numa tigela só e levar na assadeira, pra cortar em quadradinhos na hora. O bolo do livro Sticky Choowey Messy Gooey, da Jill O'Connor, que já fiz em vários momentos de desespero por chocolate e preguiça monumental de fazer bolo. Receita AQUI.  A cobertura, fudge, do livro de baking que mais tenho usado desde que tive filhos: Sinfully Easy Delicious Desserts, da Alice Medrich. Porque a cobertura original do bolo é doce DEMAIS. E essa, da Alice, é perfeita. E fácil. De novo, receita AQUI. Porque como o bolo e a cobertura usam unsweetened chocolate (chocolate a 99%), acho bobagem colocar aqui traduzido algo que muito pouca gente vai encontrar e as autoras não sugerem substituição.

Daí, que para o cardápio da festinha, decidi preparar tudo com antecedência, um quitute por dia, e congelar, para reaquecer no forno no dia da festa. Tudo simples: pão de queijo (receita que já faço de olhos fechados), pastelzinho de palmito, bolinho de mandioca (que acabou saindo de mandioquinha, pois confundi e comprei errado), sanduichinho de presunto cru, cream cheese e alface, e uns patezinhos comprados prontos, com torradinhas compradas prontas.

Faria o pão de queijo num dia, na batedeira, super rápido, e congelaria. A receita que costuma render uns 50 tamanho normal, rendeu o dobro em tamanho coquetel. No mesmo dia, cozinhei as mandioquinhas e fiz os bolinhos, que também foram para o freezer. Enquanto fazia tudo isso, a massa do pão de forma do bertinet crescia, massa sovada por dez minutos e facílima de moldar, e foi ao forno logo antes das crianças dormirem. Do forno para o freezer. Nesse dia, ter mãe aqui em casa pra olhar a pimpolhada ajudou, ainda que boa parte do processo tenha sido feito na hora da soneca.

Os pasteizinhos fiz num fim de semana, num dia em que o pimpolho queria atenção, então o coloquei para ajudar. Ele puxou a cadeira para perto da mesa, colocou os ingredientes na tigela e preparou a massa com minha supervisão. O recheio idem. Na frente do fogão, juntando tudo, mexendo com colher de pau. Agora, com três anos, ele recebe e respeita instruções melhor, e se orgulha do resultado e de ter feito sozinho. Também entende o perigo que é o fogo ou uma faca. Na hora de abrir a massa e rechear, ele ficava com algumas rebarbas e um cortador de biscoito, brincando de massinha enquanto mamãe preparava os pasteis de verdade. Isso foi muito, muito gostoso, e desde então ele tem estado louco de vontade de ajudar na cozinha. ^_^

Para a mãe, pedi que trouxesse seus bolinhos de arroz e os patês comprados.
Para a sogra, pedi que trouxesse brigadeiros e bicho-de-pé.
Minha irmã trouxe balas de coco. E bolinhas de sabão.

O bolo, fiz em ainda outro dia, zás-trás, no processador. Bolo de baunilha pau pra toda obra da Alice Medrich, daquele mesmo livro citado antes. Embalei e botei no freezer, e apenas na noite anterior à festa que abri, reguei com um xarope de açúcar a baunilha, recheei com doce-de-leite comprado e cobri com cobertura de chocolate feita com cacau em pó, também da dona Alice, mas do livro Bittersweet. Não foi o bolo mais bonito que já fiz, mas ficou bem gostoso. Tipo um alfajor gigante. ;)

O entretenimento foi a piscininha de montar que as crianças ganharam da Oma no Natal, cheia de bolinhas de plástico coloridas compradas pela internet. E as bolinhas de sabão da minha irmã. E as poucas bexigas que enchi e joguei dentro do chiqueirinho da Laura. E o excesso de energia de crianças com espaço para correr.

A decoração? Festa aqui em casa não costuma ter disso. Decoração, pra mim, é casa limpa. A mesma toalha xadrez vermelha e branca de sempre, que acho festiva. Algumas louças coloridas que tenho. Mas num momento de calmaria, lembrei-me do bloco de papel colorido que há 8 anos habitava minha gaveta. Empilhei tudo, cortei com estilete em triângulos e grampeei numa linha qualquer. Bingo: bandeirinhas coloridas. Um trabalho de meia hora para um visual festivo. Senti-me super orgulhosa do feito e meus filhos adoraram.

De bebida, cerveja, suco de laranja e água de coco.

Parece muita coisa quando escrevo, mas considerando as festas a que eu tenho ido, ficava com a sensação de que era muito... pouco. Mas se eu tinha intenção de passar por esse processo com sossego ou mesmo fazer mais (juro que eu quis planejar lembrancinhas. Ou comprar guardanapos coloridos. No fim, quem comprou copinhos foi minha mãe), o universo foi muito sacana comigo. Primeiro, me deu um bom trabalho, mas com um prazo metade do prazo mínimo que costumo dar para esse tipo de projeto. Com ele, vieram as reuniões em São Paulo e até em Belém, ainda que o avião tenha pousado primeiro em São Luís por causa da chuva e por lá ficado por cinco horas, além da uma hora e meia de atraso que tivera para sair de Guarulhos.

E eventos na escola e reunião de pais, que me tomaram tempo de trabalho, que tive de compensar em horários em que pretendia cuidar da festa.

Daí que no meio da semana anterior à festa, Thomas pegou um febrão inexplicável, que só deu sossego no dia de seu aniversário, ainda que eu o tenha mandado à escola meio borocoxô, para cortar o bolo de chocolate que fiz com o coração na mão. Queria muito que ele se divertisse um pouco. E ele parou de comer. E de beber água. E eu comecei a ficar louca de preocupação. E depois de muita atenção e tentativa de traduzir o pouco que ele andava falando, pensamos: são os molares terminando de nascer. Aí vieram as aftas. E quando falei com o pediatra, ele explicou que era estomatite. Comum, aparentemente, principalmente quando nascem os dentes, pois a resistência baixa.

E quando vem a festinha, ele se diverte, mas não come. Passa o dia todo com o mesmo pão de queijo na mão, e mamãe de coração partido, vê quando ele distribui brigadeiros para a festa inteira mas não come nenhum. Mas me delicio com sua felicidade ao receber os presentes. Eu, tentando me distrair do fato de que todo aquele trabalho que eu tivera não estava beneficiando meu filhote, que estava doente e amuado, esqueci-me até mesmo de tirar fotos.

A festa é boa, a comida dá certo, povo parece se divertir. Eu, de coração partido por Thomas não ter comido dos pasteizinhos que ele mesmo fez, passei uma noite insone. E na noite insone, fiquei pensando nas conversas que tivera sobre festas feitas em casa, e decoração, e lembrancinhas, e toda a sorte de coisas que eu não fizera. E senti-me completamente inadequada. E me incomodou o fato de estar incomodada. Quando minha irmã me perguntou qual era o tema da festa, respondi: colorido. E qual o esquema de cores? Pra comprar os papeizinhos da bala de coco? Ahn... colorido. Cores. Sei lá. Festa de criança da nossa infância. E pensei que se meus pais alguma vez fizeram uma festa para mim com tema de qualquer coisa, eu não me lembro. A única lembrança forte de aniversários de infância que tenho é de uma amiga de minha mãe passar a tarde toda na cozinha batendo papo e ajudando a enrolar brigadeiros. E essa é uma lembrança muito querida, pois para mim queria dizer dia de festa. Como as frutas espalhadas pela casa no Natal.

E pensei que poderia ter feito muito mais pela festa do meu filho. Mas teria sido uma droga, pois ele estava dodói.

No dia seguinte, Thomas, Laura, papai e mamãe fazendo guerrinha de bolinhas na piscininha. O pequeno, enlouquecido com seus dragões novos. A pequena, no entanto, é quem se anima com o patinete, empurrada pelo papai. A futura skatista da família, minha Laura. Brinca-se horrores. Tiro todas as fotos que me esqueci de tirar na festa. Thomas de bom humor. Tasca remédio. Ele consegue comer alguma coisa. Prova um pastelzinho. "Delish!", diz, sem conseguir pronunciar "delícia". Passa patê nas torradinhas e distribui para papai e mamãe. Janta iogurte caseiro. Está radiante com o dia de brincadeiras.

Melhora mais um pouco no dia que se segue. Quer almoçar brigadeiro? Manda bala. Felicidade é vê-lo comer, graças a deus. Alívio.

As bandeirinhas continuam lá. Ainda não tive tempo de tirá-las. A piscininha de bolinhas ficou montada por três dias. Desde a festinha ele não quer ver desenhos, apenas brincar com os brinquedos novos. Fico orgulhosa de vê-lo emprestar alguns para a irmã.

Para sempre vou me lembrar desse aniversário corrido, feito às pressas, com aniversariante doentinho que me deu uma dor imensa no coração. Mais do que isso, no entanto, vou me lembrar das interjeições de alegria ao vê-lo abrindo os presentinhos e seu olhar de incredulidade ao perceber que aquilo era dele. Ou de sua alegria nas brincadeiras do dia seguinte, família toda junta.

Pergunto-me do quê ele vai se lembrar, se é que se lembrará de alguma coisa. Se vai ver o video do parabéns e se perguntar do por quê de estar chorando. Ou se vai lembrar do dia em que fez pasteizinhos. Ou da bandeirinha tosca da mamãe.

PASTEIZINHOS DE PALMITO
(de uma edição antiga da Cláudia Cozinha)
Rendimento: cerca de 30 unidades

Ingredientes:
(massa)

  • 2 xic. farinha de trigo
  • 1 colh. (chá) sal
  • 1/2 xic. manteiga sem sal, gelada
  • 1/2 xic. água gelada

1 gema
(recheio)

  • 1 cebola picada
  • 2 colh. (sopa) azeite
  • 150g palmito em conserva escorrido e picado
  • 3 colh. (sopa) farinha de trigo
  • 3/4 xic. leite
  • sal a gosto
  • 3 colh. (sopa) salsinha picada
  • 2 gemas para pincelar


Preparo:
(massa)

  1. Misture a farinha, o sal e a manteiga em cubinhos e esfregue com a ponta dos dedos até obter uma farofa. Junte a água e a gema e misture com um garfo, até obter uma massa homogênea. Cubra com filme plástico e deixe descansar na geladeira enquanto faz o recheio.

(recheio)

  1. Numa panela, refogue a cebola no azeite por dois minutos. Acrescente o palmito e mexa bem. 
  2. Misture a farinha com o leite e junte à panela. Cozinhe, mexendo sempre, até engrossar ligeiramente. Tempere com sal e junte a salsa. Deixe esfriar.

(montagem)

  1. Aqueça o forno em temperatura média (180ºC). Abra a massa com um rolo até obter uma espessura de meio centímetro. Corte a massa com um cortador redondo de 9cm de diâmetro (você pode juntar as rebarbas e abrir de novo, para obter mais pastéis).
  2. Recheie cada roda de massa com 1 colh. (chá) da mistura de palmito. Pincele as bordas da massa com um pouquinho de água, e feche em formato de meia-lua. Pressione as bordas com um garfo e coloque o pastel na assadeira. 
  3. Pincele os pastéis com as gemas batidas e leve ao forno por 25 minutos, ou até que estejam levemente dourados. Sirva-os quentes ou deixe que esfriem completamente, guarde em um saco plástico e leve ao freezer por até 3 meses. Basta reaquecê-los em forno médio por alguns minutos.


BOLINHO DE MANDIOCA (ou mandioquinha)
(de uma edição antiga da revista Cláudia Cozinha)
Rendimento: cerca de 60 unidades

Ingredientes:

  • 1kg de mandioca limpa (ou mandioquinha)
  • 1 ovo
  • sal a gosto
  • 2 colh. (sopa) salsinha picada
  • 1 xic. farinha de trigo
  • 1 xic. queijo mussarela cortado em cubinhos
  • 2 ovos batidos ligeiramente, em uma tigela
  • 1 xic. farinha de rosca, em uma tigela
  • óleo para fritar


Preparo:

  1. Corte a mandioca em pedaços, descasque e cozinhe em água suficiente para cobri-la, até ficar macia. 
  2. Escorra e amasse ou esprema no espremedor de batata (ou passa-verdura) para obter um purê. 
  3. Misture ao purê o ovo, a salsinha, sal a gosto e a farinha de trigo. 
  4. Com mãos untadas, ou duas colherinhas de chá, faça bolinhas de meia colh. (sopa) da massa, coloque dentro um cubinho de queijo e feche bem. 
  5. Passe as bolinhas nos ovos batidos e em seguida na farinha de rosca. Reserve em uma assadeira as bolinhas prontas. (Se quiser congelar, leve a assadeira ao freezer por cerca de 2 horas, então retire e coloque as bolinhas congeladas num saco plástico fechado, no freezer, por até 3 meses. Frite-os ainda congelados.)
  6. Frite em óleo quente poucas unidades por vez, até que as bolinhas dourem por igual. Escorra em papel absorvente e sirva quente. 

43 comentários:

Unknown disse...

Relato lindo! Que comemoração singela e marcante... Creio que esse retorno às 'festas de antigamente' é muito positivo, por toda a questão moderna do evento-show em que se transformou o cantar de um parabéns. Quanto à escolha do cardápio, só você para dizer que é tudo muito simples, fácil, rápido...rs Mesmo assim, sendo total principiante em cozinha, vou me inspirar no seu texto para a festinha do meu mais velho, que completará três em maio.
Parabéns pelos seus lindos filhos. Espero que ele melhore rápido :) Abraços!

Ana E.G. Granziera disse...

"Unknown",
sei que parece complicado, mas é que no fim, cada uma das receitas tinha menos tempo ativo de preparo do que se eu pegasse o carro, fosse até SP encomendar e depois pegasse o carro de novo pra buscar. Fora que saiu 1/3 do preço de comprar pronto. O lance é que você pode fazer meses antes. Aí fica fácil. É que eu decidi tudo de última hora, pois não sabia como ia ser a semana do aniversário dele. O bolo de baunilha ainda vou postar (na verdade deve ter na net. Deixa eu procurar pra linkar no post). Porque é botar tudo no processador e pulsar por menos de dois minutos. Já usei váaaaaarias vezes. E sim, o pimpolho melhorou e já está comendo direitinho. Ufa. Alívio infinito. :) Bjs

Mi disse...

Adorei seu post, Ana! Porque já tive diferentes fases no encarar aniversários de filhos, de festas grandes e cheias de detalhes a bolinho na sala de casa com 3 adultos a cantar parabéns para ela. Em comum, o meu "meter a mão na massa", na decoração (em todas) e no cardápio (nas pequenas, claro). Mas também porque tantas vezes me pergunto se fazer assim ou assado foi o melhor, se não devia ter feito diferente... eterno dilema materno. Mas principalmente porque hoje estou me convencendo cada vez mais de que tudo ficará gravado em algum lugar dela, mesmo que não seja na memória - os meus erros, os meus acertos, e as minhas intenções. Além do meu amor, claro. E é nisso que reside boa parte da beleza de ser mãe. bjs

kalina morena disse...

que legal esse seu post! obrigada por compartilhar tanta coisa que eh de forma pratica um monte de dicas pra gente. congelar tudo??? que show! fiquei encantada. assim da mesmo para preparar muita coisa com antecedencia. to pensando na festa do meu sobrinho neto, de 3 anos, em julho. vou ver se faco docinhos e alguns salgados, pelo menos, e congelo. a economia eh gigante, e o sabor eh superior.
a gente encomenda comida e vem salgada DEMAIS. parece que o povo da um banho de sal em cima de tudo pronto. um horror. depois vou ver mais direitinho porque quero fazer tambem alguns salgados para congelar. voce acha que da pra congelar sanduiches? de que tipo?
parabens pela festa feliz do seu filhinho lindo.

Paula disse...

Ana você é uma mãe a sério! Adorei o relato da festinha, que deve ter sido linda e autêntica. Felicidades para os seus filhotes :)

Paula
(Portugal)

Maria Zamith disse...

Oi Ana!
Os quitutes parecem deliciosos como sempre.
Meu filho vai completar 21 anos e outro dia estava pensando o mesmo que você . Ele nunca teve uma festa destas que custam horrores e tudo tem que estar altamente combinando desde enfeites até pratinhos e guardanapos.Tenho uma foto do primeiro aniversário dele que foi na casa de minha mãe bem simples diga-se de passagem. outro dia voltando ao passado com álbuns de fotografia mostrei a ele a tal festa.
Ele me disse,não me lembro,mas de fato deve ter sido um dia muito feliz pra todos nós,principalmente por ter sido o dia que começou a dar os primeiros passos.
Tudo o que fazemos com amor não importa se simples ou sofisticado pode ter certeza será um dia lembrado como um dia especial.
Que Deus guarde os teus filhotes lindos e que Ele coloque no teu coração a alegria de se lembrar que foi tudo corrido,mas foi feito tudo com amor.
Bj querida

la doña sombra disse...

Nossa Ana, chorei aqui.
E só quero te dizer uma coisa. Se ele vai lembrar da festa não sei, mas certamente vai se lembrar de se sentir amado.
E quando vocês virem juntos o vídeo do parabéns, vais poder construir outra memória com ele: a de contar como foi esse dia.
Inadequado é esse mundo em que as pessoas se preocupam mais com o que os outros vão achar do que com como vão se sentir.

Ana E.G. Granziera disse...

Kalina,
os sanduíches não se congelam, porque acho que estragaria a textura do recheio. Mas o pão, sim. Deixei descongelando durante a noite no dia anterior e no dia, fatiei, recheei e fiz uma pilha bonitinha num prato, que deixei coberta com filme plástico até a hora da festa, para que não ressecassem. Foi esquema linha de produção, então foi super rápido. :)

bjs

Quéroul disse...

parabéns pro Thomas. que lindeza de texto, rolou até umas lagriminhas aqui. :)

Laura Bicas disse...

Oi Ana, Concordo que as festas ultimamente são super exageradas. Eu gosto de pensar em um "tema" para fazer as coisas meio combinando. Mas, também fiz tudo em casa, tudo eu, só para família. Aqui na Holanda, não tem estes exageros como no Brasil, é mais neste estilo da sua festa mesmo, e vc sabia que as crianças holandesas foram consideradas as mais felizes do mundo? (pesquisa da Universidade de Nova Iorque, outra da Unesco e várias outras fontes). Menos consumismo, mais brincadeiras, mais família!
14
Só senti falta da receita do pão de queijo...

Parabéns por ser como você é!
Laura

Elciene Azevedo disse...

Ana,
faz tempo que sigo seu blog, embora nunca tenha me manifestado, mas hoje me deu uma vontade imensa de compartilhar minhas impressões do seu post. Acompanhei sua gravidez de Thomas, e meu filho nasceu com a diferença de um ano do seu. Acaba que são tantas experiências em comum, e percepções em comum, que hoje imaginei que teria longas conversas com vc se por acaso nos encontrássemos em um café com uma bela xícara de capuccino na mesa. Passei pelo mesmo recentemente, angústia de uma estomatite que meu filho ao hospital depois de 4 dias sem ingerir nada, angústia de me sentir "inadequada" ao preparar o aniversário de 2 anos dele, no qual o tema foi, advinha? cores! rs... Tenho 40 anos, não vivi esse boom dos aniversários shows, não sei até que ponto isso agrada as crianças, ou serve à ostentação dos adultos. Tive uma longa conversa sobre isso com a minha mãe, e cheguei à conclusão que minhas melhores lembranças de infância não são os aniversários em si, mas os preparativos, a casa cheia de tias e primos, cada qual fazendo um prato para ajudar, a bagunça, o cheiro de brigadeiro no ar. O que mesmo que é importante num dia como esse? Parabéns pela família. Elciene

caderninho disse...

A festa pareceu ótima, e mãe que cozinha bem é lembrança boa para vida toda :-)
Meus filhos só tiveram festa em casa, com mais ou menos gente, decoração feita com eles, comidas idem. Sempre adorei, não tenho a menor paciência com festas gigantes em buffets, na verdade, com 2 filhos na escola e tantas festas acontecendo, quando posso escolher, só vou em festa caseira. Dá para conversar, geralmente a comida é melhor e as crianças se divertem sem ensurdecer ;-)
que bom que a estomatite passou, meus dois tiveram ao mesmo tempo, eu lembro bem como é ruim!
Obrigada pelas receitas, já fiz algumas que você publicou e adorei.

Juliana disse...

oi, Ana Elisa

você é uma mãe maravilhosa!
ler você aumenta em muito minha vontade de ter filhos. (isto é um elogio!)

me ocorreu hoje em te mostrar isto:
http://notasobreumaescolha.wordpress.com
é de uma amiga que mora no mato com a família, e na verdade vocês não têm nada a ver, mas tem muito em comum.
duas pessoas maravilhosas, criativas e amorosas!

um beijo,
obrigada, eu adoro te ler, sempre

Ju

caderninho disse...

A festa pareceu ótima, e mãe que cozinha bem é lembrança boa para vida toda :-)
Meus filhos só tiveram festa em casa, com mais ou menos gente, decoração feita com eles, comidas idem. Sempre adorei, não tenho a menor paciência com festas gigantes em buffets, na verdade, com 2 filhos na escola e tantas festas acontecendo, quando posso escolher, só vou em festa caseira. Dá para conversar, geralmente a comida é melhor e as crianças se divertem sem ensurdecer ;-)
que bom que a estomatite passou, meus dois tiveram ao mesmo tempo, eu lembro bem como é ruim!
Obrigada pelas receitas, já fiz algumas que você publicou e adorei.

Anônimo disse...

Sei que é difícil pra você vir aqui, afinal, todos estamos meio sem tempo... Mas quando tem post novo é tãão bom! Gostei especialmente desse de hoje! :)
Eu acho que não tem nenhum problema em fazer uma comemoração simples pras crianças. Nem pra adultos. Enfim, o que vale mais é a intenção, já disseram, e é puramente verdade!
Ultimamente essa mania do povo de fazer uma festa de arromba e passar o ano inteiro preparando coisinha tem me incomodado. Não que eu não ache legal fazer alguma coisa, mas quando eu era criança, nunca tive esses excessos e era muito feliz também.
Pessoalmente, acho que não é legal ficar enchendo crianças tão pequenas com hábitos muito pomposos, elas podem se tornar adultos "esquisitos". Ou não.
Enfim, Ana, linda festa! Não se sinta inadequada, o mais importante seus pimpolhos têm! ;)
Beijos!

Cris

Roberta Vasconcelos disse...

Ana,
Você é minha inspiração! Não tenho filhos ainda, mas fico pensando no tema das festinhas que farei: aniversário! Claro que quando eles crescem podem querer este ou aquele tema, mas quando são tão pequenos, mal sabem o que está acontecendo...
Ao contrário de você, sei que meus pais sempre fizeram festas temáticas para nós, passavam meses preparando tudo. Mas como você, não lembro de quase nada. Só sei que sempre fui muito amada e isso só é possível com cada mãe e pai dando aquilo que é e não o que a moda diz que deve ser...
Continue firme no seu rumo, como disse, você nos inspira de verdade!
Abraços

norma disse...

Com certeza, o afeto existente no 'pós-festa', já se constituiu em matéria da memória afetiva do seu 'cavaleiro andante', a quem desejo anos de vida feliz e venturosa.
Sinta-se fortemente abraçada (solitária com as alegrias/desespero de ser uma mãe emocional conectada) :)
Norma

Mari disse...

Ana, se morasse numa casa, acho que também optaria por uma festinha assim! quem não tem um espaço próprio para festinhas fica à mercê de buffets infantis e afins!
Mas na verdade, passei só pra dizer que seu site continua sendo minha primeira referência quando procura alguma receita!
E também pra dizer que seus filhos são lindossssss!!!!! Que pernocas são essas da Madame Bochechas?!
O meu filho está com 2 anos e 2 meses e nasceu entre os seus dois filhos!
Beijos!!!

Anônimo disse...

Comemoração melhor que essa, somente se Thomas estivesse 100% no dia! Gosto de festa feita em casa com amor e cuidado. Gosto de bolo de antigamente (sem pasta americana e sem decoração sofisticada). Amo pastel, coxinha e brigadeiro!
Ana, como vc congelou os pastéis? Assou um pouco ou congelou sem assar? Abraços, Michela

Mariana Rosa disse...

Ana,

Que texto lindo. Eu tenho muitas lembranças boas das minhas festinhas de criança, e todas tem a ver com o carinho da minha mãe, que não se media na quantidade de isopor usada na decoração.

Tenha certeza que esse dia foi muito especial para ele.

Eu tenho essa receita guardada também, mas nunca testei. Obrigada por lembrá-la.

<3

CRISTIANE LARA disse...

Oi Ana, tudo bem ? Que comemoração mais linda e emocionante que vocês todos tiveram ! O importante é isso: a família reunida, comida feita em casa com amor e as lembranças que ficarão para sempre em suas vidas. Muito lindo mesmo ! Parabéns ao pimpolho e muitas felicidades. E que venham outras festinhas com muitos quitutes...rs. Ana você se importaria de passar a receita do pão de queijo ? É que até hoje não achei uma saborosa. Se não quiser, não tem problemas, entenderei...rs Bjs e ótima semana para vocês.

Amanda Seehausen disse...

Ana,
eu acho que ele se lembrará da sensação feliz de comemorar o aniversário em casa com a família dele. Provavelmente não se lembrará de algum momento especifico por que ele ainda é pequeno para isso, mas fica o sentimento de que o dia do aniversário (ou o dia seguinte) é um dia feliz e de família.
Eu que estou aqui a esperar minha Gabi chegar, espero muito que ela entenda esses dias assim tb. Como minha mãe fazia para mim.

Andreia T. Farias Britez disse...

Oi Ana,
Adorei seu relato, adoro essas festinhas "faça vc mesmo" e as receitas estão devidamente anotadas... Só gostaria que vc postasse a receita do pão de queijo porque essa ajuda festas e lancheiras escolares, né? E minha receita não congela legal... Vc pode me ajudar? Obrigada, Andreia

Dani disse...

Ana,
Parabéns ao Thomas! (e à mãe dele por colocá-lo à frente das expectativas dos outros).
Eu também só me lembro das minhas festas de aniversário como época de casa cheia, todo mundo ajudando a fazer alguma coisa, enrolando brigadeiro, fazendo cartaz pra colar na parede, enchendo balão na boca. Eu gosto de brincar com decoração e escolher tema porque é divertido - mas tema que a criança escolhe, e não desses premoldados, só pra pagar licenciamento de personagem. Aqui já teve festa de catavento, festa de letras e números (paixão dos dois anos do mais velho), festa de passarinho, festa de rock-'n-roll com guitarrinha pintada à mão pra menino brincar de air guitar sem o air... Acho que o mais legal é a bagunça de antes, incluindo as crianças - foi a pincelada torta na guitarrinha, o biscoito meio esquisito, a ajuda pra fazer cupcakes (a sua receita de chocolate já foi muuuuuuito repetida aqui em casa). E é isso que eles vão lembrar...
Brigada pelas receitas salgadas (até agora, só me aventurava nos doces...).

Diogo Duarte disse...

Ana, adorei a história e as receitas (acompanho seu blog direto!) mas fiquei curioso: qual seria a receita do pão de queijo?? Abraços!

Lucineide disse...

Oi, Ana! Olhe, o primeiro comentário foi meu (errei alguma coisa nesse login... desculpe-me pela bagunça...rs). Duas perguntas: a consistência da mandioca não é um pouco mais grudenta para se trabalhar do que a mandioquinha? E gostaria de perguntar também pela sua receita de pão de queijo... Não a achei em suas outras postagens...
(E obrigada por linkar a receita do bolo)
Abraços, Lucineide :)

Lílian disse...

Ainda não tenho filhos, mas tenho uma família enorme e cresci cercada de primos, minhas melhores lembranças são de toda bagunça do antes e depois da criançada reunida. Agora meio que me tornei a responsável por elaborar as festinhas em casa das pequenas e não tão pequenas primas, e garanto: não existem melhores, cansam, mas a alegria delas é o melhor de tudo. Quando os meus vierem, os aniversários serão para eles, em casa, com a família e amiguinhos. Continue assim, seus pequenos com certeza terão lembranças incríveis da infância e amarão e agradecerão muito a você por isso.

Ana E.G. Granziera disse...

A pedido do povo, o pão de queijo.

É uma receita que já adaptei horrores, pois seguida à risca, ficava muito mole e difícil (impossível) de moldar. É feita na batedeira planetária, e, na verdade, as quantidades de polvilho dependem do tamanho dos ovos usados. Porque como ficava muito mole, eu acabava acrescentando mais um pouco no final. (Se colocar tudo no começo, nem a batedeira aguenta misturar, de duro que fica.)
Na tigela da batedeira, misture 410g de polvilho (uma mistura de doce e azedo na proporção que preferir, já fiz de tudo quanto é jeito) e 1/2 colh. (sopa) de sal.
Numa panela pequena, misture 90ml de óleo vegetal e 320ml de leite integral e leve à fervura branda. Junte isso à tigela da batedeira com a pá e bata em velocidade média por 10 minutos, ou até que esfrie. Pode ser feito com colher de pau, mas nunca fiz. Pelo menos dizia na receita original.
Junte 3 ovos, um a um, batendo bem a cada adição. (Aí que pega – 2 ovos não dava o ponto. 3, ficava muito mole. Os ovos que uso são sempre extragrandes.) Junte 500g de queijo meia-cura ralado grosso. Experimente várias marcas, pois elas têm sabor, sal e umidade diferentes. A massa tem que ficar úmida, meio mole, mas se você retirar uma colherada e jogar numa assadeira, tem que formar um montinho grudento, que não espalhe. Aí é o pulo do gato. Se não estiver no ponto, acrescente mais polvilho, aos pouquinhos, até no máximo 90g, se for preciso, e bata até incorporar. Forme bolinhas (aquelas colheres de sorvete que liberam as bolinhas, que se usa muito para moldar biscoitos, são fantásticas para isso. Mais ou menos 1/2 colh. (sopa) para coquetel, 1 1/2 colh. (sopa) para os comuns. Molde as bolinhas, coloque numa assadeira, bem juntinhos, e leve ao freezer. Quando estiverem duros, retire da assadeira e jogue num saco fechado. Duram meses. Asse ainda congelado, com alguns cm entre eles para expandirem, em forno a 180ºC, por 20-25 min os coquetel e 40 min os comuns. Lembre-se de não abrir o forno antes de 20 minutos, para que os pães não desinflem. Pela confusão, dá pra ver por que não tinha colocado a receita logo de cara. ;) A original era de uma coleção de culnária da Publifolha, de uns 10 anos atrás.

bjs e boa sorte

Ana E.G. Granziera disse...

Lucineide,
a receita do pão de queijo já tá aqui nos comentários. Eu tinha feito os bolinhos de mandioca havia muitos anos, e anotado "ótimo" do lado. Com a mandioquinha me pareceu sim mais molinha, mais difícil de moldar, e o gosto fica mais adocicado, mas é difícil de dizer com certeza, já que não me lembro se foi mais fácil fazer com mandioca. O caso é que ficou gostoso, e achei que valia a pena mencionar. :) Ótimo com uma pimentinha caseira. :D

bjs

Bruna Betamin disse...

Fiquei emocionada com o relato da festinha.
Muitas vezes me pego pensando em exemplos teus, como o de aproveitar as comidas ao máximo reinventado-as, no modo como tu crias os teus kids - mesmo que eu não tenha filhos e não os deseje tão cedo. Mas o que quero dizer, é que é inspirador: me pego pensando que tu consegue fazer, que tu já fizeste, logo eu tbm posso (e devo) tentar.
Obrigada por compartilhar receitas e vida.
:)

Anônimo disse...

q lindo! lágrima nos olhos. obrigada pela inspiração. Luciana R - RJ

Anônimo disse...

Ana, belo post. Eu, marmanjo de 26 anos, fiquei emocionado pelo relato. Ainda mais porque passei por esses anos (todos) de festas de maneira simples, sem muito "tchururu". Minha mãe sempre manteve isso simples, fazia uma torta, um mousse, às vezes era só um hot dog! Passei uma fase sem entender isso, pensando no porque dos outros terem e eu não. Passou,tenho boas lembranças dos campeonatos de video-game, dos jogos de tabuleiro ou até mesmo de uma "sessão cinema caseira" que fazíamos com os amiguinhos mais chegados. E, honestamente, hoje não faria diferente com meus filhos. Repare bem, nessas festas exageradas, hiper barulhentas, super cheias: muita informação, a criança não dá nem conta de apreciar um presente por vez, abria todos, jogava no chão sem dar muita atenção. Muita gente, barulho, confusão mental.... Suas bandeirolas com certeza marcarão muito mais do que milhares de itens de decoração, que ao meio da confusão não serão individualmente apreciados! Li esse artigo interessante esses dias, tem alguma conexão. http://m.mdemulher.abril.com.br/familia/modo-frances-educar-filhos-revela-preciso-preservar-direitos-pais-778030

Márcia Amaral (eme.amaral) disse...

Olá Ana Elisa,
Tu falaste rapidamente da passagem por Belém. Que tal, tiveste oportunidade de tomar um tacacá, comer uma tapioquinha ou uma maniçoba por aqui? Tiveste um tempinho para visitar o mercado do Ver-o-peso? Acho que irias adorar a variedade de frutas.
Parabéns pela festinha do pimpolho!
Um abraço! ;)

Luciana Betenson disse...

<3 <3 <3

Ana, tem uma fase que eles encasquetam com os aniversários. E perguntam como foi, "qual era o personagem da minha festa de x anos?" E querem ver filmes, fotos.

Assim como você, sou da opinião que superprodução em festinha infantil não vale a pena. Lembro uma vez que pirei com uns convites em forma de quebra-cabeça e a minha irmã me deu uma bronca "se não agrega valor para as crianças, não faça!"

Mas é importante marcar a data. Tirar fotos. Filmar. E o "personagem" podem ser tantas coisas... aqui em casa é junho e outubro e já rolou muita Festa Junina, turma do Chico Bento e Halloween rsrs... Até Arco-Íris pode ser personagem ;-)

Beijos!

carol vannier disse...

Oi Ana,
como sempre, ótimo texto! :)
Com certeza seus filhotes vão ter boas lembranças das suas festinhas, com esquema de cores ou não hehehe.

Eu também adoro fazer pão de queijo em casa, mas nunca fiz na batedeira! Eu não tenho a planetária, e na comum com certeza não vai rolar... Faço na mão mesmo, mas é um grude só! Agora, esse lance da consistência, do jeito que eu faço nunca tive problema. Eu escaldo o polvilho com uma mistura de óleo, leite e água bem quentes, então ele logo aglutina. Depois vou incorporando os ovos e aí que ele amolece o suficiente pra enrolar. Se quiser dar uma olhada só por curiosidade eu coloquei aqui:
http://www.salinhadeestar.com/search?q=p%C3%A3o+de+queijo

beijos!

Amanda disse...

Ana, suas receitas e narrativas são sempre tão boas!! Adorei as ideias de salgados e doces da festa do seu filho. As bebidas que você ofereceu coincidem com as bebidas que eu costumo oferecer nas festinhas aqui em casa. O meu marido vai à região do Mercadão e compra um monte coco fresco e eu nunca sei bem onde guardar... Acabei de fazer a receita de pão de queijo e ficou uma delícia!! Comecei a bater a massa na batedeira (normal) e acabou enroscando nos ganchos da coitada, aí tive que finalizar (o último ovo e o queijo) com a colher de pau. Um abraço!

Socorro Fonteles disse...

Querida Ana (o "querida" é pelo tempo que visito e aprecio muitíssimo o seu blog), seu post me fez recordar das noites (pois trabalhava durante o dia) a preparar brigadeiros, docinhos de côco queimado e beijinhos de côco (explicação para tanto côco: sou de Fortaleza); e de me sentir inadequada em relação às outras mães, e de achar que não tinha feito coisas o suficiente... Minhas duas filhas hoje têm 28 e 23 anos, já advogada e arquiteta. Duas criaturas lindas, gente de verdade... E vejo emocionada que eu não estava equivocada e nem você está, tenha certeza disso. Beijo grande! Socorro Fonteles.

Ana E.G. Granziera disse...

Lu B.,
A cada festinha que eu faço eu me aventuro mais um pouquinho. É claro que eu pensei em fazer uma festa toda de dragões pro pequeno, e eu sei que ele teria adorado. Mas não deu tempo nem pra planejar, quanto mais fazer. Quando eles começarem a pedir por essas coisinhas, vou adorar atendê-los. Sem excessos. :D Me martirizei por não ter fotografado mais. Mas a festinha da Laura foi igual: mega simples, tudo feito em casa, e a gente se divertiu tanto com os amigos, que esquecemos de ficar fotografando tudo. Aliás, isso tem acontecido muito em várias reuniões de amigos também. Tá tão bom, que ninguém pega a câmera. Acho isso sempre bom sinal. :D Mas preciso me policiar pras próximas. ;)

Carol,
estou sempre em busca de novas receitas de pão de queijo. Acabo fazendo essa porque faço meio no olho e sempre dá certo. Mas vou ver a sua sim!

Márcia Amaral,
viagem de trabalho é sempre correria. Consegui comer filhote no tucupi e raspei a panela. Delícia! :D Mas em restaurante de shopping center, que não dava tempo de outra coisa e o povo que estava comigo não estava a afim de turismo. Vou de novo nessa terça. Desta vez vou ver se dá tempo de pelo menos ir ao mercado. :)

bjs a todos e obrigada pelo apoio. Me dá uma alegria imensa saber da experiência de vocês com festinhas, e com certeza me sinto bem menos alien. ^_^

Marcella Preta ;) disse...

Que delícia de texto, Ana!
Se o Thomas não lembrar, terá o blog para ler e pensar 'puts, minha mãe é fod*!'...
E não há nada melhor no mundo do que quitutes feitos em casa, não adianta. Além do sabor, ele transmite um carinho muito grande!
E pode ter certeza que festas assim são muito marcantes do que as festas caras de buffets em que sua única função é pagar e posar para as fotos!
Parabéns por ser essa super mãe :D

renatolordes disse...

Olá Ana. Se o Thomas vai lembrar da festa não sei,mas como foi dito aqui, ele lembrará com certeza dos momentos e brincadeiras passados com sua família.
E a frase "Brinquei com meu marido: é bom nivelar por baixo – no dia em que a festa tiver cupcakes e a gente ligar o video-game, Thomas e Laura vão achar que é festa de milionário. ;)" foi sensacional.
Parabéns pela família e que cada dia seja repleto de felicidades.

Andreia T. Farias Britez disse...

Oi Ana,
Voltei aqui para deixar registrado que essa receita de pão de queijo é deliciosa!!! E como congela bem... O meu pão ficou melhor congelado do que com a massa direto pro forno. Sucesso com maridão e filhotas... Obrigada mais uma vez por compartilhar essas receitas com a gente. Bjs!

Claudia Amaral disse...

Ola! Acabo de descobrir seu blog pesquisando sobre a diferença entre creme de leite e "crème fraîche" pra mandar e adaptar uma receita de sopa de cenoura com leite de coco pra uma prima... E ai fui navegando por ele, descobrindo receitas, seu universo, seus desenhos, suas dicas e me deparei com esse relato de aniversario que é simplesmente delicioso! Morando ha alguns anos na França, onde as noçoes de festinha de aniversario são bem diferentes das superproduções brasileiras, sempre me questionei sobre a minha propria interpretação da coisa pros meus filhos. E como vc, acho que o melhor mesmo é essa simplicidade gostosa da brincadeira que é preparar a festinha, brigadeiro, bandeirinhas coloridas e um bolinho pra receber os convidados e viver intensamente a felicidade que é ser criança, sem subterfugios ou acessorios desproporcionais. Viva a simplicidade!!

Andreza disse...

Já há algum tempo li o blog todo, e as vezes volto pq gosto do como me faz sentir.
Imagino q seja estranho se identificar tanto, mas andamos num mundo hoje em que as pessoas parecem dar importância a coisas tão estranhas, que alguém que consegue ter essa leveza que eu tanto busca não pode passar batido.

Eu já disse isso em outras ocasiões e pode parecer exagero, mas ler seu blog todo mudou minha vida, me moveu de alguma forma. E volto sempre aqui, e sou sempre grata.

=*

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