sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Creme de couve-de-bruxelas

Havia uma eternidade que eu abria a porta do freezer e as via ali, sentadas, olhando para mim com ares de julgamento, perguntando-se porque diabos eu não as usava para nada, enquanto tantos outros vegetais haviam chegado e ido embora tão rapidamente. Não me animava a fazer nada com aquelas couves-de-bruxelas (apesar de gostar delas), porque Allex sempre torcia o nariz quando as mencionava. Então, fuçando por aí, encontrei esse blog fantástico, The Traveler´s Lunchbox, com fotos lindíssimas e um texto que falava a respeito de sopas de vegetais. Inspirada pelo blog, criei essa sopa, muito simples, que ficou de lamber a tigela, mesmo para quem não gosta de couve-de-bruxelas.

CREME DE COUVE-DE-BRUXELAS
Tempo de preparo: 40 minutos
Rendimento: 1 porção


Ingredientes:
  • 2 xícaras de couve-de-bruxelas fresca ou congelada
  • 2 dentes de alho pequenos ou 1 grande
  • 2 ramos grandes de tomilho
  • 1 1/2 xic. de caldo de legumes
  • 1/4 xic. de leite ou creme de leite
  • 1 punhado de nozes
  • azeite extra-virgem trufado ou comum
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora
Preparo:
  1. Coloque as couves numa assadeira, com o alho com casca, um fio de azeite, sal e pimenta e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC até que dourem ligeiramente e o alho esteja macio (cerca de 15 minutos).
  2. Junte em uma panela pequena as couves assadas, o caldo e o tomilho. Esprema o alho para fora da casca e junte-o ao caldo. Leve à fervura, abaixe o fogo e deixe cozinhando por 5-10 minutos.
  3. Bata tudo no liqüidificador e volte à panela para aquecer. Junte o leite ou creme de leite e acerte o tempero. Desligue o fogo e reserve.
  4. Quebre as nozes nas mãos sobre uma frigideira quente e toste-as ligeiramente, sem deixar queimar.
  5. Sirva o creme com as nozes salpicadas por cima e um fio de azeite trufado.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Lembranças de uma bruschetta perfeita

Estava completamente perdida em Roma quando, com fome, resolvi sentar-me em qualquer boteco com mesas ao ar livre que encontrasse. Esta era a vista que eu tinha de minha pequena mesa de madeira escura. Pedi uma caneca de cerveja, pois fazia calor, e duas bruschette: uma de tomates e outra de pimentões. Mal tinha idéia da explosão de sabores que seria, e como, até hoje, eu me lembraria deste lugar, ainda que não saiba apontá-lo num mapa. A bruschetta de tomates era um frescor só; equilíbrio perfeito entre os tomates muito maduros, o manjericão genovês, o alho e o azeite frutado. A outra era feita de pimentões amarelos chamuscados no forno, descascados, quase derretidos sobre uma passadela comedida mas suficiente de queijo de ovelha fresco e macio como um cream cheese, ácido, salgado, um excelente contraponto ao pimentão doce e quente e ao fio de azeite que escorria sobre ambos, amalgamando os sabores. Hmmm... Excelentes lembranças...

Cozinhe isso também!

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