terça-feira, 9 de outubro de 2007

Gnocchi de mandioca



Fazia tempo que queria testar essa versão brasileira de gnocchi. Apesar de gostosos e leves, entretanto, acho muito difícil qualquer transeunte conseguir diferenciá-los dos de batata, já que a mandioca, depois de cozida, adquiriu um gosto bastante suave, e o molho, confesso, encobria um pouco seu sabor.

Difícil deixar a receita, já que fui fazendo tudo um pouco a olho, não tendo encontrado nenhuma receita que me satisfizesse. Cozinhei a mandioca em pedaços pequenos (grande erro, pois depois não consegui cortar fora o centro fibroso, e tive problemas para transformá-la em purê), passei-a pelo amassador de batatas, juntei sal, pimenta-do-reino, queijo ralado, 1 ovo e farinha de trigo suficiente para dar liga. Cozinhei-os normalmente e cobri com um molho de Marcella Hazan, de tomate, cebola, cenoura e salsão com manteiga e creme de leite. Ficou com certeza saboroso, e me deixou a pensar que outras raízes e legumes poderiam ser usados da mesma forma, substituindo as batatas...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Testada e aprovada!

"Nunca mais vou comprar sorvete da Kibon", disse Allex hoje de manhã ao tirar uma colherada do sorvete de baunilha que fizemos ontem à noite na sorveteira nova.

Quem teve a coragem de dizer na Amazon que essa sorveteira não funciona, com certeza absoluta, não sabia o que estava fazendo. Quando coloquei o creme na sorveteira, confesso que fiquei bastante desconfiada. Isso não vai fazer sorvete nem aqui nem na China, pensei. Mas depois de uns 15 minutos, podíamos ver uma mudança significativa em sua consistência. Quarenta minutos foram suficientes para torná-lo incrivelmente fofo e cremoso, sem um único cristal de gelo. Mas como nunca tínhamos visto uma destas funcionar, resolvemos deixá-la ligada, esperando que firmasse como os sorvetes industriais, o que obviamente não aconteceu, nem depois de 1 hora após ligarmos a máquina. Ele era firme o suficiente para manter seu formato ao ser retirado com a colher, mas não tinha aquela característica quase "mastigável" do industrial, que Allex buscava.

Resolvi desligá-la e passar o sorvete para um pote com tampa, e deixei-o durante a noite no freezer. Na manhã seguinte, ele tinha a textura perfeita, cremoso mas firme, produzindo essas pequenas ranhuras ao lhe tirarmos bolas com a colher. O sabor ficou excelente, um exagero de baunilha, produzido por uma fava inteira (as vendidas no Bombay são as mais perfumadas e frescas que já encontrei) e um pouquinho de essência. A receita é do The Perfect Scoop, que tentei pela primeira vez. No entanto, ao contrário de outras receitas de sorvete de baunilha que eu testara, esse tem mais creme de leite fresco que leite, e talvez por isso — apesar de produzir apenas 750ml, podendo a máquina suportar até 1 litro — o creme tenha duplicado de tamanho e tentado fugir pela abertura superior. Sem problemas: nós nos divertimos recolhendo às colheradas o sorvete fugitivo. De qualquer forma, da próxima vez ficarei com minha receita tradicional, com mais leite que creme, pois o gosto do creme de leite ficou um pouco pronunciado demais no sorvete, e eu aprecio um sabor um pouco mais delicado.

Enfim, a sorveteira foi testada e aprovada com louvor. O sorvete produzido é macio e sem um único cristal de gelo, e virou um presente também para o Allex, que é viciado em sorvete. O balde foi da pia direto para o freezer, pois sei que o litro e meio de sorvete de baunilha não durará mais que alguns dias, e é bom estar preparada para a próxima batelada... Mais uma vez, obrigada, mamãe!

Desidratada, mas feliz!


Voltei de minha estréia no mundinho da corrida com sorriso de orelha a orelha. A corrida foi uma delícia, meu trecho (de 6,8km) era em Guaratuba, uma praia onde eu costumava ir quando criança, e da qual tinha lembranças maravilhosas. A sensação de correr assim, do ladinho das ondas, é muito calmante, apesar do cansaço pelo calor e pelo vento contra, que ao invés de refrescar, ressecava mais, morno e carregando areia e sal. Calculei errado o término do meu trecho, sendo pega de surpresa por uma curva escondida no fim da praia, ao lado do rio, e quando ainda faltavam uns 5 minutos eu já estava exaurida e sedenta. O Valmiro foi um doce de entrar uns 300m no meu trecho e trazer-me um Gatorade, providencial, que me fez continuar correndo até o fim. "Não vou andar! Não vou andar! Posso me estatelar no final, mas vou terminar essa joça correndo!", pensei. Terminei meus quilômetros vermelha como um pimentão, de pernas trêmulas e completamente afônica, por causa da garganta seca. Bebi uns 3 Gatorades, um em seguida do outro, comi meu sanduíche, troquei o par de tênis por chinelos e desabei no carro com a melhor sensação de missão cumprida do mundo. Sei que dei tudo de mim para fazer o melhor tempo que minhas pernas permitiram. Dez minutos depois estava completamente recuperada, contente porque agora era só relaxar e torcer pelos outros.

Também fiquei muito contente porque o lanche fez muito sucesso. Os sanduíches e os brownies foram aprovados e elogiados, o que me dá um alívio imenso. A Bia comeu 3 brownies, um depois do outro (você disse que era para escrever, então escrevi! hehehe...). Após a prova fomos para um churrasco na casa de um dos membros das equipes do clube, e as caipirinhas estavam de morrer. Uma pena que eu estava já cansada demais, pois dormira muito pouco na noite anterior, e acabamos indo embora cedo.

Resta a vontade de participar da próxima, uma prova individual que seja. Tudo isso lembrou-me muito da minha época de natação, em que passava sábados inteiros em competições. Com a diferença de que ninguém da equipe ficou estressado para vencer: o objetivo era se divertir. Enquanto eu escrevia isso, acabou de sair o resultado: nossa equipe ficou em 207º lugar, dentre 311 equipes, fazendo 75km em 7h 11min e 46seg! Meus 6,8km eu fiz em 43min e 37 seg, num ritmo de 6min e 25seg por km. Para a primeira corrida, está ótimo! Minha colocação individual em meu trecho foi de 255ª; ou seja, havia 56 pessoas mais lentas do que eu! hahaha...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Comendo correndo



Como eu disse, este fim de semana estarei fora, participando de uma corrida de revezamento. Há nove pessoas na equipe (e não se engane, estamos indo pela farra, sem chances de ganhar), e acabaram me encarregando dos comes e bebes. Acabamos conseguindo um patrocínio do clube e não precisamos comprar as bebidas (muita água e Gatorade). Mas a escolha do cardápio continuou por minha conta. Já logo imaginei uma infinidade de pratos de piquenique, legumes em espeto, sanduichinhos disso e daquilo, pastinhas, docinhos, coisa e tal. E é claro que levei um balde de água fria do treinador, que me proibiu de superalimentar a equipe, sob o risco de todo mundo rolar na praia ao invés de correr. Ok, ok, keep it simple.

Segundo requisitado pela própria equipe, preparei sanduíches de queijo e peito de peru e comprei maçãs da Mônica. Peraí: Ana Elisa simplificando??? Não... eu tenho que botar meu dedo no meio. Aaaaah! Botei meu dedo no sanduíche de todo mundo!!!! hehehe...

Calma, calma. Como a largada é amanhã às 7h e comeremos no carro, enquanto deixamos os membros da equipe em seus devidos pontos de saída, tive de preparar tudo hoje. Sempre que tenho de fazer sanduíches de véspera, uso pão ciabatta pequeno em lugar do pão de forma, pois ele suporta um recheio mais úmido sem desmontar. Mesmo quando comia peito de peru, sempre detestei sanduíches só queijo e proteína, pois ficam secos e sem graça. Apanhei vários tomates e tirei-lhes as sementes (cuja umidade encharcaria o pão), cortando-os em pedaços pequenos. Marinei-os em azeite, sal, pimenta-do-reino e manjericão colhido da minha janela. Enquanto isso, no melhor estilo linha-de-produção, alinhei os 20 pãezinhos já cortados e grelhei-os levemente, um a um, para que aquecessem. Esfreguei-lhes um dente de alho, para que o sabor e o aroma ficassem suaves, apenas aquele gostinho "o que é isso, que ficou tão gostoso?". Coloquei uma colher de tomates marinados em cada pão, e só então o queijo mussarela (desta vez escrevo "mussarela" e não "mozzarella" como sempre faço, pois trata-se da versão brasileira, amarela) e peito de peru. Reservei dois só de queijo para mim, que salpiquei de Tabasco defumado e espalhei algumas azeitonas Kalamata.

Além das maçãs, para os mais saudáveis, preparei aqueles famosos brownies que meus amigos tanto gostam. Apenas porque sempre fazem sucesso e porque parecem ficar mais gostosos de um dia para o outro. Mas estes, ah, só para quem já tiver corrido seu trecho! hehehe...

Levo tudo na esperança de que todos gostem. Sei que deveria ter passado pelo crivo de toda a equipe antes, pois sempre tem um chato que não gosta de manjericão. Mas minha experiência diz que quanto mais solícita você tenta ser nesses casos, mais problema acaba arranjando. Então, quem não gostar de manjericão, come maçã. Se não gostar de maçã, come brownie. Se não gostar de brownie, chupa o dedo e espera o churrasco no fim do dia.

Fettuccine de abobrinha

É muito bom quando invencionisses não apenas dão certo, mas ficam também muito boas. Traumatizada pelas abobrinhas que deixara estragar no mês passado, resolvi usar as novas rapidinho, sem dó. O plano inicial era fazer bolinhos de abobrinha, mas tive uma preguiça imensa de preparar todos os outros pratos de arroz, salada, etc, e eu tinha um resto de ricotta que sobrara do preparo da última polenta, que estava para vencer. Como amanhã, também, vou viajar para uma prova de revezamento em Bertioga (minha primeira prova de corrida!!), não queria nada que me deixasse restos até segunda-feira.

Refoguei a abobrinha fatiada (2 grandes e uma pequenininha) em um dente de alho do tamanho do meu dedão (fico sempre impressionada com esses alhos super desenvolvidos), uma pitada de pimenta calabresa seca, pimenta-do-reino preta e branca, menta seca e sal. Deixei ficar bastante macia, mas sem perder o verde vivo da casca. Desliguei o fogo, e triturei em meu mini-processador metade das abobrinhas com cerca de 100g de ricotta de búfala e um punhado de parmesão, até que virasse uma pasta densa e verde-clara. Acertei sal e pimenta e deixei de lado enquanto cozinhava a massa. Depois de escorrer o fettuccine, misturei a pasta de ricotta, as abobrinhas refogadas, um fio de azeite e um punhado generoso de salsinha picada. Fiz questão de anotar a receita para repeti-la depois. Use quantidades moderadas de menta seca (uma pitada basta), ou o sabor anisado ficará forte demais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Grazie mille!

Gostaria apenas de agradecer a todos que me ligaram, mandaram e-mail, deixaram recados, pela força, pelo estímulo e pelo carinho! Foi muito gostoso receber parabéns de vocês e saber que vocês gostam das minhas lambanças culinárias! Esse aniversário foi excelente para minha lombriga, e deixou-me bastante equipada para continuar escondida na cozinha, aprontando das minhas. Muito obrigada mesmo! Um abraço a todos!

Os seus problemas acabaram!

Cansada de ficar quatro horas em casa para bater seu sorvete? Cansada de marido reclamando que o sorvete porcaria da Nestlé, que nem leite tem, tem textura melhor do que o seu? Os seus problemas acabaram! Chegou a incrível, fantástica, sensacional Hamilton Beach Ice Cream Maker!!!

Hehehe... Brincadeiras à parte, os MEUS problemas acabaram: ontem ganhei de minha mãe essa sorveteira, da Hamilton Beach. Originalmente eu queria uma da Cuisinart, mas minha mãe não conseguiu encontrá-la e acabou comprando essa. No entanto, após ler algumas opiniões de compradores na Amazon, acredito que ela tenha feito uma boa compra. Algumas críticas feitas à sorveteira mais simples da Cuisinart diziam que o balde térmico rachara e vazara depois de um tempo de uso, o que me pareceu defeito de fabricação quando vi que a Cuisinart vende o balde à parte para substituição... Hum... Enquanto isso, as críticas do Hamilton limitavam-se a reclamações de que o produto não fazia o sorvete direito ou era difícil de montar, coisa que logo constatei ser crítica de gente que não lê o manual de instruções antes de usar o brinquedo. Ele é na verdade bastante fácil de montar e usar, e se 50 pessoas dizem que funciona, é mais provável que o 1 que diz que não funciona esteja fazendo algo errado. De resto, as críticas positivas eram parecidas e os dois produtos tinham de 4 a 5 estrelas como avaliação. Com o diferencial de que a Hamilton é mais barata. Claro, pode ser tudo intriga da oposição, e eu teria ficado contente com uma Cuisinart ou qualquer outra, desde que façam sorvete gostoso, e, no fim, à parte o design, todas as sorveteiras são iguais.

Achei interessante o fabricante recomendar que se deixe o balde no freezer ad infinitum, para que se possa fazer o sorvete (demora de 20 a 40 minutos, dependendo da mistura) a qualquer momento. Também sugere que se use o balde térmico para gelar vinho ou servir cubos de gelo, já que ele é de fato um BALDE, com alça e tudo, que pode ir à mesa. O bom de deixar o baldão no freezer é que só preciso guardar o motor (que é pequenininho) no armário já lotado.

Tanta receita interessante para fazer, e o Allex quer que eu faça um simples sorvete de creme. Ok, fazer o quê... O baldinho ficará no freezer a partir de hoje e será testado no fim de semana. Prevejo muitas aventuras sorveteiras pela frente e um adeus definitivo ao sorvete industrializado cheio de conservantes! Obrigada, mamãe!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Bolo de aniversário lambança

Só porque eu não chamei ninguém em casa, não quer dizer que eu não possa ter um bolo de aniversário. Lá fui eu, feliz e saltitante, fazer um bolo só com o que tinha na despensa.

Peguei uma receita que eu já fizera antes, de um bolo de brigadeiro da revista Gula. Ih, não tem granulado. Sem problemas, substituo por raspas. Ih, não tem creme de leite para diluir o brigadeiro. Não tem problema, uso leite e fico de olho na consistência, afinal já fiz cobertura assim sem maiores apuros.

Começou que eu devo ter me apressado na hora de misturar a farinha aos ovos batidos, e a massa acabou perdendo muito volume, o que é um grande problema num bolo que não leva fermento. Resultado: o bolo não cresceu por igual, ficando abaulado demais no centro. Dou um jeito nisso depois, pensei. Desenformei o danado depois de muito esforço, pois, apesar de ter ficado o tempo certo, na temperatura certa, na forma certa não untada, segundo instruções, o bolo grudou no fundo. Lá vou eu com uma faquinha, bem devagar, tirando o maledetto da base da forma.

Aí eu tinha a opção de cortar o bolo em dois, rechear e desencanar do fato de ele parecer um cogumelo, ou fazer o que muito confeiteiro faz e cortar fora o topo abaulado e aí dividir ao meio o bolo, tornando-o reto e liso como deveria. Por algum motivo que me foge à mente agora, eu resolvi (pasme!) inverter a parte de cima do bolo, afundando o lado arredondado no recheio e deixando a parte reta para cima. Lá fui eu: fiz o xarope de açúcar e derramei sobre a base, que estava muito bem posicionada e presa por um aro de metal, para que o bolo montado ficasse no lugar. Derramei uma parte do brigadeiro (que ficou, é claro, muito mole) e resolvi colocar um pouco de morangos fatiados (que não constavam na receita) por cima, para cortar o doce (apesar de esses serem os morangos mais doces, perfumados e melíferos que provei desde minha infância). Peguei a parte de cima do bolo, inverti e "tchuff" no recheio, apertando bem. Mais xarope por cima, e chegou a hora da cobertura. Outra idéia estúpida: ao invés de deixar a cobertura bonitinha em cima do bolo, gelá-la e depois aplicar as laterais com o brigadeiro mais firme, resolvi tirar o aro de metal e derramar o brigadeiro, que — óbvio — escorreu feito lava pelas laterais do bolo, desequilibrando-o e entortando-o totalmente, pois — mais uma vez, óbvio — a parte de cima não ficara bem assentada.

Ai, ai... Pego a espátula comprida e começo a puxar a cobertura para cima, tentando espalhá-la nas laterais do bolo de modo (ha-ha-ha) uniforme. Tudo bem, tudo bem. A gente coloca raspas de chocolate por cima e tudo fica lindo. Até parece. Aquelas raspas lindas e compridas, que o Jamie Oliver consegue no programa dele em que fez o Tiramisù de chocolate, não consegui imitar nem de longe. Viraram serragem em cima da lambança.

Daqui a pouco minha irmã e minha mãe vêm em casa comer o tal bolo e tomar um café. Prevejo muitas risadas ao ver esse que deve ser meu bolo mais tranqueira desde que comecei a cozinhar, parecendo que foi montado por uma criança de 3 anos. Dá até vergonha de tirar foto, daí a macro. Está, no entanto, com cara daqueles bolos muito muito caseiros, bem doces, que nossas mães (aquelas que não tinham mão de confeiteira) faziam para nós. E pelo saudosismo vale, sem contar que, apesar de feinho, deve ter ficado gostoso... É preciso rir, às vezes, da própria idiotice...

A primeira Le Creuset a gente nunca esquece

Vamos por partes: hoje é meu aniversário. Esse aí em cima é meu maravilhoso, sensacional, fantástico presente de aniversário, dado por meu maravilhoso, sensacional, fantástico marido: lindinha, lindinha, minha primeira panela Le Creuset, vermelha como um pimentão! Allex veio todo feliz e contente dizer-me que quis comprá-la porque era uma panela dois em um: posso usá-la normalmente ou como o Doufeu que de fato é: você coloca água gelada sobre a tampa, impedindo que os vapores cheios de sabor e aroma de seu cozido ou assado escapem, aumentando o sabor do seu preparado que fica horas no fogo. Estou louca para usá-la logo, mas como ela é imensa (minha maior panela até agora), tenho que chamar uma cambada aqui em casa para encher a pança.
Ainda quero sentar com calma e ler todo o manual, para ter certeza de como cuidar do bichinho para ele fazer jus à sua garantia vitalícia.

É engraçado isso de gostar de cozinhar: sou uma das poucas mulheres que não pedem o divórcio ao ganhar uma panela de presente de aniversário do marido! hehehe...

Polenta com ricotta e espinafre


Essa é uma receita tirada de uma revista Gula antiga, e foi nosso jantar de ontem. Já tentara prepará-la antes, usando espinafre congelado, mas o resultado fora uma polenta ensopada e sem gosto muito aquém de nossas expectativas.

Munida agora de um lindo maço de espinafres orgânicos (onde encontrei uma joaninha, que já foi devidamente transportada para meu vaso de manjericão, para que coma os pulgões), resolvi dar uma segunda chance ao prato, que não poderia ter dado mais certo!

Tudo o que fiz foi cozinhar durante meia hora 250g de polenta Bramata em 500ml de água e 500ml de caldo de legumes (a receita original pedia caldo de carne), com um pouco de azeite, sal e boas colheradas de manteiga. Allex só dava risada: "você vai ficar mexendo isso por 30 minutos???" Isso é que é amor, respondi. Enquanto isso, refoguei 500g de folhas de espinafre e uma cebola pequena em um pouco de azeite, até murchar bem, e, depois de escorrê-lo, misturei-o a 400g de ricotta de búfala, cerca de 150g de parmesão ralado, sal e pimenta-do-reino. Untei uma travessa pequena com manteiga, polvilhei queijo ralado e intercalei duas camadas de polenta com uma de ricotta. Coloquei no forno a 180ºC por cerca de 20 minutos e servi. Delicioso. O recheio de ricotta não encharcou a camada debaixo da polenta, ficando macia e elástica, e o sabor ligeiramente picante do espinafre casou perfeitamente com a polenta adocicada.

Cozinhe isso também!

Related Posts with Thumbnails