O nome "couve-flor" costuma evocar caretas quando o digo em voz alta. Pessoalmente, eu adoro; mas acabo não comprando porque sei que comerei sozinha. Mas como ela veio na cesta orgânica, tinha de arranjar um modo menos "couve-flor" de comer couve-flor. Esse risotto, de um dos livros do Jamie Oliver, é tiro e queda: o único meio de fazer um homem que detesta couve-flor repetir o prato duas vezes.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Risotto de couve-flor
O nome "couve-flor" costuma evocar caretas quando o digo em voz alta. Pessoalmente, eu adoro; mas acabo não comprando porque sei que comerei sozinha. Mas como ela veio na cesta orgânica, tinha de arranjar um modo menos "couve-flor" de comer couve-flor. Esse risotto, de um dos livros do Jamie Oliver, é tiro e queda: o único meio de fazer um homem que detesta couve-flor repetir o prato duas vezes.
Nós temos bananas
Estava um calor danado e por isso mesmo minhas pobres bananas estavam indo para o saco... Como ainda tinha muffins, um bolo de banana me parecia um pouco inapropriado. Então olhei para o lado e vi meu livro novo, The Perfect Scoop. Procura, procura, procura, acha: sorvete de banana assada. Tchanans! Esse é MUITO fácil, pois não exige a etapa de cozinhar o creme de ovos primeiro: é só bater tudo no liqüidificador e depois ter a paciência de bater com o fouet umas 3 ou 4 vezes, de hora em hora. Apesar da ausência da sorveteira, a textura deste ficou excelente, até para o criterioso do meu marido. O sabor, no entanto, não fez sucesso com ele: talvez se a banana não tivesse sido assada antes, ou talvez a banana prata não se preste muito a isso, pois há qualquer coisa de azedinha no retrogosto. Eu, no entanto, adorei a intensidade da banana e do caramelo, e não consigo parar de comer sorvete. Estou louca para testar outras receitas do livro, apesar de Allex ficar me pedindo para fazer apenas sorvete de baunilha (não é para menos, depois de ele bater os olhos nas favas gordas e perfumadas que comprei).
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Muffins de manteiga de amendoim e geléia
Hoje é dia de porcaria. Juro que janto uma salada.Fui feliz e contente fazer os Peanut Butter Muffins da Nigella, quando me dei conta de que ela usava, além da manteiga de amendoim, Snickers em pedaços: aqueles chocolates BEM meleta, MUITO industrializados e artificiais, que sequer mereceriam o título de Chocolate, com pedaços de amendoim. Como não chego nem perto dessas porcarias, resolvi seguir a receita sem os Snickers, recheando-os com geléia de amoras, lebrando os Peanut-Butter-&-Jelly Sandwiches.
Quando estavam quase prontos, os bolinhos exalaram o mais delicioso perfume de amendoim, fazendo-me lembrar daquelas paçoquinhas de infância, que na memória têm gosto melhor que as de hoje em dia.
Croissants: o resultado
Nem posso acreditar que no fim os croissants deram certo! Ficaram um pouco massudinhos por causa dos problemas que tive com a massa, e uns mais bonitinhos e outros mais feiosos; mas ainda assim, gostosos. Acabei cortando os triângulos no tamanho errado, e o resultado foram mini-croissants, daqueles de couvert, ao invés dos convencionais.O importante é que o medo de tentá-los passou, e agora que vi onde errei, posso corrigir as falhas e fazê-los novamente, mais delicados e maiores. E quem sabe, eventualmente, recheá-los com crème pâtissière, para finalmente saborear meu café-da-manhã favorito quando estava na Itália: uma xícara de cappuccino e um "cornetto con crema".
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Croissants
Durante mais uma tarde entediada (estou bastante cansada disso), resolvi tentar preparar algo mais difícil e que eu adoro: croissants. É minha primeira incursão no mundinho da massa folhada, então fui já com um certo espírito de "deu certo, deu; não deu, não deu". A receita pedia para misturar os ingredientes sem desenvolver muito o glúten, pois ele seria "estressado" na hora de estender a massa e incorporar a manteiga. Ok. Mas após a fermentação, na hora de abrir a bendita, não pude deixar de notar que na foto do livro a massa parecia lisinha, lisinha, muito bem trabalhada, enquanto a minha tinha textura de massa de torta, por não ter sido bem misturada. Na mesma hora pensei na minha burrice em juntar a primeira parte da manteiga amolecida junto à farinha, ao invés de misturá-la ao leite primeiro para que se espalhasse por igual. Ok, sem problemas, talvez ela fique apenas mais flocosa. Incorporemos o resto da manteiga.
Abri a massa e passei a manteiga amolecida. Fechei como indicado e, antes de passar-lhe o rolo por cima, pensei: "hum... acho que vai vazar manteiga por todos os lados". Ah, se intuição desse dinheiro... Ainda bem que tenho meu móvel com tampo de granito, pois se estivesse rolando a massa na mesa de madeira, teria tido uma síncope ao constatar os montes molengas de manteiga espalhados por todos os lados.
Ignorei a sujeirada e continuei trabalhando a massa, como indicado. Fechei-a, embalei em filme plástico e levei à geladeira por mais meia hora, tempo que está prestes a expirar. Parecia tão fácil nas fotos... Resolvi escrever esse post enquanto esperava. Daqui a pouco repetirei o processo de rola-dobra-dobra-de-novo-guarda-na-geladeira, na esperança de que o tempinho no frio tenha estabilizado a manteiga o suficiente para que ela não queira fugir da massa novamente. Por enquanto, os resultados não me parecem promissores. Mas eu sou chata. Detesto parar receita no meio. Não me dou por vencida até tirar uma gororoba incomível do forno.
De qualquer forma, preciso repetir mais duas vezes o processo e depois deixar a massa por várias horas na geladeira, o que quer dizer que o resultado final (croissants ou gororoba) serão vistos, provavelmente, só amanhã de manhã.
Deixo aqui, então, um pouco de expectativa... hehehe...
Abri a massa e passei a manteiga amolecida. Fechei como indicado e, antes de passar-lhe o rolo por cima, pensei: "hum... acho que vai vazar manteiga por todos os lados". Ah, se intuição desse dinheiro... Ainda bem que tenho meu móvel com tampo de granito, pois se estivesse rolando a massa na mesa de madeira, teria tido uma síncope ao constatar os montes molengas de manteiga espalhados por todos os lados.
Ignorei a sujeirada e continuei trabalhando a massa, como indicado. Fechei-a, embalei em filme plástico e levei à geladeira por mais meia hora, tempo que está prestes a expirar. Parecia tão fácil nas fotos... Resolvi escrever esse post enquanto esperava. Daqui a pouco repetirei o processo de rola-dobra-dobra-de-novo-guarda-na-geladeira, na esperança de que o tempinho no frio tenha estabilizado a manteiga o suficiente para que ela não queira fugir da massa novamente. Por enquanto, os resultados não me parecem promissores. Mas eu sou chata. Detesto parar receita no meio. Não me dou por vencida até tirar uma gororoba incomível do forno.
De qualquer forma, preciso repetir mais duas vezes o processo e depois deixar a massa por várias horas na geladeira, o que quer dizer que o resultado final (croissants ou gororoba) serão vistos, provavelmente, só amanhã de manhã.
Deixo aqui, então, um pouco de expectativa... hehehe...
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Polenta mais do que instantânea

Simplesmente adoro polenta. Mas o último pacote de polenta que havia em casa acabou cheio de bichos, porque a preguiça de fazer ou a falta de tempo falava mais alto, e (pecado!) deixei a farinha estragar.
Não vou mentir para ninguém: passei metade da minha vida comendo Polentina, a farinha de milho pré-cozida que transforma um árduo trabalho braçal de 40 minutos em 15 suaves minutos mexendo uma colher de vez em quando. Mas desde o dia em que comprei a danada da polenta Bramata, nunca mais consegui voltar atrás. Não sei qual a diferença técnica, se o tipo do milho, se o modo como é moído. Na embalagem, tanto um pacote italiano quanto um Yoki da vida diz o mesmo: farinha de milho. Mas a verdade é que, crua, a polenta italiana bramata se parece muito mais com sêmola de milho do que com a farinha em si. Ela é bastante granulosa e com cor de gema caipira, quase alaranjada, enquanto a farinha de milho comum é fininha e de um amarelinho suave. A diferença não pára por aí. Quando cozida, a polenta Bramata tem uma textura mais interessante e um sabor muito mais acentuado que a polenta feita com farinha de milho comum ou fubá, e é infinitamente superior a qualquer polenta instantânea.
Minha última incursão ao supermercado resultou em uma cena clássica: eu parada em frente à gôndola, olhando para meia dúzia de produtos como cães para frangos assados. E pega embalagem, e lê, e pensa, e bota de volta na gôndola, desiste, volta, pega, lê de novo, pensa mais um pouco, suspira, bota na cesta. O que me fez comprar a bramata desta vez (apesar do trauma de ver essa polenta nada barata cheia das mesmas), foi o modo de preparo especificado na embalagem. Normalmente, quando faço polenta, finalizo no forno. Mas sempre cozinhava, 40 minutos mexendo com colher de pau, depois derramava na travessa, polvilhava queijo e levava ao forno. Mas a embalagem dizia que, se quisesse fazê-la no forno, poderia pular a mexeção e ir direto ao forno por 1 hora. Ou seja, zero trabalho. Bom... testado e aprovadíssimo. A textura fica excelente, sem grumos, ela fica firme porém macia e com uma deliciosa crosta crocante por cima. Comi um pedaço grande com uma saladinha de tomates e agora dormirei feliz, contente e de barriga cheia, com certeza de que nunca mais deixarei minha polenta bramata estragar.
POLENTA MAIS FÁCIL QUE POLENTA INSTANTÂNEA
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções
Ingredientes:
- 250g de polenta tipo Bramata (qualquer marca; eu usei Agnesi)
- 1 colher (chá) de sal
- 1 litro de água
- Azeite extra-virgem
- Queijo para polvilhar
- Pré-aqueça o forno a 220ºC. Unte uma travessa refratária ou assadeira com azeite.
- Leve a água com o sal para ferver. Quando ferver, desligue o fogo e jogue aos poucos a polenta, mexendo rápido com um fouet ou garfo, para evitar grumos. Ela vai engrossar um pouquinho em 1 minuto, então derrame na travessa e leve ao forno por mais ou menos 1 hora. No final do cozimento, derrame por cima um fio de azeite e polvilhe o queijo ralado. Sirva quente.
Couve-flor
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Meu primeiro pão integral
Li o livro da Heidi Swanson numa sentada só, receitas inclusas, e fiquei babando de vontade de usar um montaréu de grãos integrais em saladas, pães, sopas e tudo o mais. O pão acabou hoje, e resolvi preparar outro; e, aproveitando a deixa de Allex, pedindo um integral, fui ao mercado comprar a bendita farinha que eu não tinha em casa, e eccolo: meu primeiro pão de forma integral!Tive de fazer alguns cálculos para diminuir a receita, que pedia por 750g de farinha, quando eu só comprara 500g. Mas ele ficou de um bom tamanho e com uma cara ótima (e um perfume sensacional) apesar das rachadurazinhas por ter deixado o forno (de novo) aquecer em excesso. Segue a receita do bonitinho, também do Professional Baking:
PÃO DE FORMA 100% INTEGRAL
Tempo de preparo: 10 min. + 2h de fermentação + 20 min. de forno
Rendimento: 1 pão de 22cm
Ingredientes:
- 350g de água morna
- 15g de fermento fresco ou 5g de fermento ativo seco instantâneo
- 500g de farinha de trigo integral
- 20g de açúcar orgânico
- 15g de leite em pó desnatado
- 20g de manteiga sem sal
- 10g de sal
Preparo:
O mesmo do pão anterior.
E para quem quiser adaptar qualquer receita de pão, bolo ou doce que tenha farinha como elemento principal (se houver duas farinhas, a principal é a de maior quantidade), vai a dica:
- Converta todas as medidas da receita para gramas.
- Considere a quantidade de farinha da receita como 100%. A partir disso, calcule a porcentagem das quantidades dos outros ingredientes em relação à farinha. Isso dará a você a relação invariável entre os ingredientes. São apenas regras de 3. A partir disso, você pode diminuir ou aumentar a receita na proporção que quiser, de acordo com sua forma ou sua necessidade.
- Exemplo: se sua forma é de 20cm e a receita pede por uma de 25cm, você precisa reduzir a receita original em 20%. Comece calculando quanto é 80% da quantidade original da farinha, e esse novo valor passará a ser o 100% da receita. Recalcule o restante dos ingredientes de acordo com as porcentagens que você estabeleceu anteriormente: se sua farinha era 100g, passou para 80g; e o açúcar era 50% da farinha, continua sendo, e passa de 50g para 40g, e assim por diante. Se necessário, aumente ou diminua um pouco o tempo de forno.
- Para uma conversão mais fácil para quem não tem balança: 1 ovo grande costuma pesar 47g, sua clara, 28g e sua gema, 19g; um ovos extra-grande (que eu sempre uso) costuma pesar 65g; 1 xícara de farinha pesa aproximadamente 120g; 1 xícara de manteiga, mais ou menos 200g e 1 colher (sopa), 20g; 1 xícara de açúcar, 150g; se for mascavo, 180g; de fubá, 150g; 1 xícara de mel, 300g.
Alcachofras de infância
Conheço gente que não gosta de alcachofra. Mas sempre que pergunto por quê, me respondem "ah, tem gosto de vinagre". Ninguém merece alcachofras em conserva! Quando não há alcachofras frescas, fundos congelados (Bonduelle) são a melhor opção para mim; também para quem não tem paciência de limpar o trambolho para usar apenas os fundos para risotti ou lasagne, são uma mão na roda.Gosto das minhas frescas, desde criança. Esperava ansiosa sua temporada para saboreá-la, e minha mãe sempre preparou exatamente do mesmo jeito: cozida. Assim, sem nada, nem sal, nem limão, nem coisa nenhuma, apenas aparada, em pé na panela tampada, com água até a metade, até que você conseguisse arrancar uma pétala sem esforço. Então ela ia inteira para o prato, para ter suas pétalas arrancadas uma a uma, mergulhadas em azeite com um nadinha de sal, e ter sua carne suculenta raspada entre os dentes. Até hoje esse é meu jeito favorito de comê-las, pois parece-me que é como melhor sinto o gosto da alcachofra pura, sem firulas, em sua melhor forma.
É engraçado pensar nisso como prato favorito de uma criança, esse monstrengo estranho e espinhudo... Mas a verdade é que eu achava uma delícia poder comer com os dedos, e ir depenando a pobre flor, até chegar àquelas petalazinhas translúcidas cobrindo um tufo de espinhos branquinhos, que arrancávamos com cuidado para não deixar rastros, revelando aquele disco cinzento e carnudo, esperando por um fiozinho de azeite e uma bela garfada.
Quando mudamos, Allex não era fã de alcachofras, mas hoje é um convertido. A falta de prática ainda lhe confere pouca elegância na hora de arrancar os espinhos do fundo da flor, mas quem se importa...? Hoje posso preparar alcachofras de qualquer maneira, frescas ou congeladas, que sei que serão sempre sucesso na minha casa.
Assinar:
Postagens (Atom)

