terça-feira, 11 de setembro de 2007

Polenta mais do que instantânea


Simplesmente adoro polenta. Mas o último pacote de polenta que havia em casa acabou cheio de bichos, porque a preguiça de fazer ou a falta de tempo falava mais alto, e (pecado!) deixei a farinha estragar.

Não vou mentir para ninguém: passei metade da minha vida comendo Polentina, a farinha de milho pré-cozida que transforma um árduo trabalho braçal de 40 minutos em 15 suaves minutos mexendo uma colher de vez em quando. Mas desde o dia em que comprei a danada da polenta Bramata, nunca mais consegui voltar atrás. Não sei qual a diferença técnica, se o tipo do milho, se o modo como é moído. Na embalagem, tanto um pacote italiano quanto um Yoki da vida diz o mesmo: farinha de milho. Mas a verdade é que, crua, a polenta italiana bramata se parece muito mais com sêmola de milho do que com a farinha em si. Ela é bastante granulosa e com cor de gema caipira, quase alaranjada, enquanto a farinha de milho comum é fininha e de um amarelinho suave. A diferença não pára por aí. Quando cozida, a polenta Bramata tem uma textura mais interessante e um sabor muito mais acentuado que a polenta feita com farinha de milho comum ou fubá, e é infinitamente superior a qualquer polenta instantânea.

Minha última incursão ao supermercado resultou em uma cena clássica: eu parada em frente à gôndola, olhando para meia dúzia de produtos como cães para frangos assados. E pega embalagem, e lê, e pensa, e bota de volta na gôndola, desiste, volta, pega, lê de novo, pensa mais um pouco, suspira, bota na cesta. O que me fez comprar a bramata desta vez (apesar do trauma de ver essa polenta nada barata cheia das mesmas), foi o modo de preparo especificado na embalagem. Normalmente, quando faço polenta, finalizo no forno. Mas sempre cozinhava, 40 minutos mexendo com colher de pau, depois derramava na travessa, polvilhava queijo e levava ao forno. Mas a embalagem dizia que, se quisesse fazê-la no forno, poderia pular a mexeção e ir direto ao forno por 1 hora. Ou seja, zero trabalho. Bom... testado e aprovadíssimo. A textura fica excelente, sem grumos, ela fica firme porém macia e com uma deliciosa crosta crocante por cima. Comi um pedaço grande com uma saladinha de tomates e agora dormirei feliz, contente e de barriga cheia, com certeza de que nunca mais deixarei minha polenta bramata estragar.

POLENTA MAIS FÁCIL QUE POLENTA INSTANTÂNEA
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções


Ingredientes:
  • 250g de polenta tipo Bramata (qualquer marca; eu usei Agnesi)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 litro de água
  • Azeite extra-virgem
  • Queijo para polvilhar
Preparo:
  1. Pré-aqueça o forno a 220ºC. Unte uma travessa refratária ou assadeira com azeite.
  2. Leve a água com o sal para ferver. Quando ferver, desligue o fogo e jogue aos poucos a polenta, mexendo rápido com um fouet ou garfo, para evitar grumos. Ela vai engrossar um pouquinho em 1 minuto, então derrame na travessa e leve ao forno por mais ou menos 1 hora. No final do cozimento, derrame por cima um fio de azeite e polvilhe o queijo ralado. Sirva quente.

2 comentários:

Dinha disse...

Ana, que legal essas dicas da pelenta. Nunca experimentei ao forno, ficou linda linda ;)
Ah, têm um convite esperando vc lá no meu cantinho, fique a vontade em responder! Bjs

iza disse...

oi, eu sou a izabel, estve a pouco tempo na italia e trouxe de la um pacote desta farinha de milho bronata, nunca mais foi a mesma sou tarada por esse produto, por favor me diga onde encontrar aqui em sp.
att.
izabel.
izalessa@aasp.org.br

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