terça-feira, 29 de abril de 2014

Mingau de quinua, pacote-maternidade e cozinha esquizofrênica


Para ser mãe, antigamente, tecnicamente falando, bastava parir um bebê. Ou adotar um. Hoje em dia, ser mãe é como contratar TV à cabo. Acompanhe meu raciocínio...

Mulher resolve que quer ter um filho, e fala com o atendente:
"Oi, moço, bom dia."
"Bom dia, minha senhora. Em que posso estar te ajudando?"
"Então... eu quero ser mãe."
"Perfeito, minha senhora. Confirme alguns dados cadastrais, por favor."(...) "Perfeito. Então, estou vendo aqui no seu cadastro que você é vegetariana."
"Isso."
'Ok... então eu posso estar te oferecendo o pacote Natureba-Master."
"E o que vem nesse pacote?"
"Um momento... O pacote Natureba-Master inclui o vegetarianismo que a senhora quer... e fralda de pano, reciclagem, minhocário, roupinha de algodão orgânico de segunda mão, amamentação até os 3 anos em livre demanda, música de ninar no violão e pandeiro e nome de entidade hindu pra criança, com grafia em português."
"Putz... esse pacote é meio que muita coisa pra mim. Sabe o que é? Eu queria amamentar até 1 ano e meio, e tipo usar fralda descartável. E meu bebê vai ter o nome daquela princesa da..."
"Não, não, minha senhora. Disney não pode."
"Como assim?"
"No pacote Natureba-Master não tem TV nem Disney. Só trabalhos manuais com massinha feita em casa e papel reciclado. E precisa ser fralda de pano. O que eu posso fazer, é a senhora poder estar contratando a amamentação até os 3 anos mas depois dizer que a criança perdeu o interesse com um ano e meio, se quiser."
"Mas continua sendo muita coisa, moço. Não tem uma opção só de vegetariano, mesmo?"
"Um momento, minha senhora..." (...) "Olha, eu tenho aqui um pacote mais simples... o Mini-Hipster. É fralda de pano de noite, fralda descartável de dia... Mas o berço precisa ser de alguma loja de decoração moderna e obscura, o bebê tem que usar camisetas de referências a séries de cultura pop irônicas... ah, mas é vegan."
"Mas e se eu usar o berço que era da minha tia?"
"Não pode, senhora. A senhora precisa estar escolhendo um pacote fechado de estilo de maternidade."
"Mas não pode misturar?"
"Não, minha senhora. Nesse caso, se a senhora estiver tentando misturar, a senhora receberá avisos de que é uma mãe horrível."

...

Esse é o tipo de discussão sem pé nem cabeça entre mães ou entre mães e parentes, que tenho acompanhado na vida real e internet afora ultimamente. Conforme as mulheres que eu conheço vão ficando grávidas, vou proclamando: "Bem-vindas ao reino das mulheres eternamente erradas." ;)

É meio engraçada essa cobrança por uma consistência imaginária. E eu não sou só a vítima – já acusei os outros do mesmo jeito, mães ou não: achava absurdo meu marido vegetariano comer Cheetos e Miojo, como se vegetarianismo fosse sinônimo de naturebice. Povo xinga porque não gosto da onda das princesas, mas se minha filha calha de aparecer vestindo qualquer coisa rosa, xinga de novo porque rosa é coisa de princesa (hein??) e eu disse que não gostava. Xinga porque paro de comer carne, xinga porque volto a comer carne, xinga porque mesmo voltando a comer carne, ainda prefiro passar 90% do meu tempo como vegetariana. E quando digo que naquele dia prefiro não comer a carne, povo xinga porque não me decido. Povo xinga quando você veste camiseta de rock e te pega ouvindo MPB. Povo xinga porque porque saía com aquele short-queijo-suíço na rua, e depois zoa quando resolvo sair de maquiagem. Tem quem me xingasse quando eu tinha cabelo roxo, e teve quem me xingasse quando desencanei do cabelo roxo ("voltou a ser uma mãe 'tradicional'?", tive que ouvir).

Povo xinga. Ponto. Não importa o que você faça, você está sempre em desacordo com alguém. E, principalmente, em desacordo com a expectativa dos outros. Povo não consegue encaixá-la num perfil específico e fica louco porque não sabe o que esperar. Aí vêm as cobranças do que você deveria ou não fazer para voltar a se encaixar no perfilzinho pré-fabricado de mãe.

Vamos todas nos dar as mãos e combinar que isso é ridículo pra chuchu.

Que, no fim das contas, nós somos todos seres em constante mudança, principalmente depois que temos filhos. Pois antes deles chegarem, sempre temos firmes na cabeça todas as nossas regras pessoais. Aí as coisinhas vêm ao mundo com personalidades próprias, e nos vemos obrigadas a desviar daquele caminho rígido que criáramos na nossa imaginação. O que funciona com um, não funciona com o outro, e você mantém o objetivo em mente (seres humanos independentes, inteligentes e bons) e vai adaptando o processo como pode. E o mundo vai mudando em volta e obrigando você a adaptar ainda mais. Porque não dá pra viver numa bolha.

Assim vai sendo a vida e assim vai sendo a minha cozinha. Esquizofrênica, uma hora cheia de doces, outra hora cheia de frutas, uma hora com frango assado, outra hora com tofu, gourmet, natureba, carnívora, vegetariana, internacional, brasileira, complexa, simples, prato único, múltiplos pratos, faz queijo, compra cream cheese, faz ketchup, compra maionese, come ovo de páscoa, faz mingau de quinua.

Hein?

Min-gau-de-qui-nu-a.

Noutro dia eu comecei a assistir a episódios do Bela Cozinha, um programinha lindinho no GNT. E fiquei encantada, lembrando de uma fase "grãos integrais" pela qual passei na véspera de Thomas entrar no Não-Gosto-Não-Quero. E me deu uma saudade daquele tipo de comida, de grãos, de verdes, de frescor, daquela leveza que dá por dentro. Vontade de tomar leite amêndoas. E fazer ghee. Preparei as batatas-doces com o molhinho de coentro e castanha de caju germinada e pirei naquilo. Confesso que doce vegan não me apetece (ainda). Mas como ando com uma vontade quase nula de doce desde o natal passado [uma estranhice tão grande que cheguei a pensar que estava grávida de novo – o que não estou, by the way], achei que era uma boa hora de tentar reintroduzir a naturebice de volta à casa, depois de uma fase tão mortadela, queijo e arroz com ovo. Principalmente pós-Páscoa, com toda a avalanche de chocolate. Que, aliás, precisou ser devidamente escondido, pois pimpolho, se vê chocolate, não quer saber de fruta de sobremesa, o que me deixa louca: nas últimas férias escolares, ele ficava felicíssimo em comer pera e gorgonzola de sobremesa. Bastaram três meses de contato com criança que leva danete pra escola e uma relaxada da minha parte para tentar evitar brigas constantes com familiares, e pimba: criança desaprendeu tudo. ¬_¬

É assim? É assim? Roubando bolacha recheada do amiguinho? Então toma essa, que o cerco vai apertar aqui em casa. Há! Come porcaria na escola, que aqui em casa não tem mais disso não. ;)

Saí alucinada reestocando a despensa de painço, quinua, amaranto, linhaça, cevada, centeio, tudo o que gosto mas andava deixando de lado porque o mocinho andava enjoado para comer. Fiz leite de amêndoas. Aproveitei que o pimpolho gosta de quinua e gosta de mingau de aveia de manhã, e preparei junto com ele mingau de quinua, com leite de amêndoas e cranberries. Thomas comeu tudo. Laura repetiu. Achei estranho aquele gosto de quinua logo de manhã cedo, mas depois da primeira colherada, você se vê raspando a tigela. Café tão alternativo, que me deu vontade de vestir uma saia indiana e fazer trancinha no cabelo.

Thomas levou na lancheira queijinho, uva e água de coco. Quer comer, come, não quer, não come. Já se entupiu de quinua de manhã, então tá bom.

E essa mãe aqui está contente quebrando contrato, independente do revirar de olhos do povo em volta, e pula de galho em galho, conforme a coisa vai funcionando e conforme me dá vontade. Porque já tive muita insônia por tentar me encaixar cem por cento num retrato de perfeição de um estilo específico de uma pessoa que não sou eu. Tive uma epifania esses dias, lendo comentários de mães afoitas a respeito de estilos de ser mãe, o que era certo e o que era errado, todo mundo atacando todo mundo e se defendendo... e pensei: no fim, você cria o seu filho para que melhor se adapte à vida da família. Se você é super regradinha, cheia de horários, amamentação em livre demanda pode tornar sua vida miserável. Se você é tranquila de horários, provavelmente será uma delícia. Se você curte só viajar em família e não se imagina sem a pimpolhada do lado, não precisa se preocupar em acostumar a criança a ficar sem você. Mas se você trabalha fora ou quer viajar só com seu marido de vez em quando, consegue imaginar o sofrimento que vai ser para uma criança acostumada a dormir toda noite na sua cama? Enfim. Dar danete pra criança de três anos eu acho bizarro. Mas se é isso o que se come na sua casa, não adianta tentar dar pudim feito em casa pro bicho. Como aqui se come pudim feito em casa, estou afastando meu filho do danete. E eu sou carnívora, e vegetariana, e carnívora de novo, e dou doce e não dou doce, e faço muffin de painço e bolo de chocolate, e faço arroz integral e macarrão com farinha branca, e compro tomate orgânico, mas uso o cream cheese industrializado para o cheesecake, e a gente faz sanduíche de mortadela e mingau vegan. E é isso aí. A gente faz o que pode, e, principalmente, a gente faz o possível para educar os pimpolhos dentro do NOSSO estilo de vida. Não no dos outros. E o nosso estilo é o nosso e fim. Cheio de mudanças e incongruências, porque ninguém precisa fazer parte de clubinho nenhum. A gente faz o que faz enquanto funciona. E se pára de funcionar, a gente muda. E banca essa mudança.

Enquanto isso, mingau de quinua. Para quem gosta de quinua. E de mingau. E chega de reclamar de cyber-maternidade e afins.

MINGAU DE QUINUA COM LEITE DE AMÊNDOAS
(quase nada adaptada do livro Whole Grains for a New Generation, de Liana Krissoff)
Rendimento: o livro diz 2 porções, mas para minha fome de manhã, e das crianças, eu diria 3-4. 
Tempo de preparo: 20 minutos

Ingredientes:

  • 1 xic. de quinua, bem lavada para tirar o amargor
  • 2 xic. leite de amêndoas caseiro* 
  • 2 colh. (sopa) açúcar cristal orgânico (usei baunilhado)
  • 1 colh. (chá) extrato natural da baunilha
  • 1/4 xic. cranberries (ou cerejas secas, ou mesmo uvas passas)
  • 2 colh. (sopa) amêndoas picadas ou em lâminas

*Para o leite de amêndoas, deixe 1xic. de amêndoas de molho em água fria durante uma noite. Escorra, e bata no liquidificador com mais 4 xic. de água filtrada. Filtre em um pano limpo, apertando bem para retirar todo o leite. Guarde o leite na geladeira por até 5 dias. Não jogue fora o "bagaço" de amêndoas. Use para cozinhar. 

Preparo:

  1. Coloque a quinua, o açúcar e 2 xíc. de leite de amêndoas numa panela pequena de fundo grosso e leve à fervura. Abaixe o fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 15-20 minutos, até que a quinua esteja cozida.
  2. Junte a baunilha e as cranberries e cozinhe por mais uns 3 minutos, para terminar de engrossar.  
  3. Distribua entre as tigelinhas, polvilhe com as amêndoas picadas, e, se quiser, mais um pouco de açúcar e leite de amêndoas. 

71 comentários:

larissa disse...

Quer saber?Coitados dos seus filhos que vivem na corda bamba da mamãe:um dia pode e a mamãe não fala nada,noutro dia não pode e a mamãe grita....Mire-se no espelho,ao invés de se mirar nos outros,moça....

Ana E.G. Granziera disse...

Larissa,
acho que você não entendeu meu ponto. É justamente olhando no espelho que me permito mudar. Se eu fosse um ser engessado nos primeiros princípios alimentares que criei para mim, há sabe-se lá quantos quinze anos atrás, meus filhos comeriam toda sorte de coisas industrializadas e não saberiam o que é arroz integral. Se você tem um princípio que valeu para você há vinte anos atrás e continua valendo, você tem sorte. Eu ainda não consegui essa consistência. Tudo o que peço com esse texto é menos julgamento, e acho interessante ter sido justamente julgada logo no primeiro comentário.

Bjs

Julia B disse...

Texto sensacional, Ana!
E o primeiro comentário foi mais sensacional ainda. Ri alto. Povo sem noção haha

A Heidi tem uma receita de "Warm and Nutty Cinnamon Quinoa" que também deve ser ótima.

E viva a inconstância do ser humano :)
Beijos

Luciana Betenson disse...

HAHAHAHAHAAAA!

Ana, love you ;-)

beijos!

Rita de Cássia Santos disse...

Ana,
Ri muito com o texto e ainda mais da moça que no primeiro comentário vem te criticar....
Vamos todos aproveitar a fase alternativa, "vestir uma saia indiana e fazer trancinha no cabelo"....
Menos intransigência, mais compreensão!
Beijão!

Michele disse...

Ana!!
Nunca comento aqui, acabo lendo pelo feedly e nunca nem olho os comentários.. Hoje resolvi comentar e encontro uma pérola dessas!
Amei seu texto! Me identifiquei muito, e olha que nem filhos tenho ainda!! Mas estou cercada de amigas com filhos e cada vez mais vejo como é importante não julgar ou tomar as nossas opiniões como únicas..

Pergunta, a quinoa é em grãos certo??

Bjos
Michele

Thaty Corrêa disse...

Ana,

Sempre leio seu blog,adoro suas receitas, mas nunca comento por aqui. Sou mãe de uma pequena de 2 anos e me vi nesse último post. Acho que o esporte mais praticado no momento é o "critique uma mãe": não importa o motivo, sempre terá um indivíduo metendo o bedelho onde não foi chamado. Afinal, é mais fácil criticar a vida dos outros do que tomar conta da própria...

Beijos

Fernanda disse...

Hahahaha, adorei, Ana! Conheci seu blog muito tempo atrás e acompanhava sempre... Antes de vc se tornar mãe. E eu também. Soube que vc estava grávida pq li o post... E tempos depois eu tb engravidei, e porque mudei o foco da leitura para blogs de maternidade (oras), nunca mais tinha aparecido por aqui... até que recebi o link pra este texto por um grupo de maternidade no facebook. Amei! Concordo em gênero, número e grau, não compramos pacotes para nossas vidas, escolhemos o que nos cabe dentre uma lista imensa de opções que o mundo nos oferece... E quanto a crítica, é isso mesmo. Quando nos tornamos mães ficamos na berlinda total! E grupos de discussão virtual são ótimos e são terríveis, dependendo do momento, do grupo, da gente... Viva à constante renovação humana! Com rebentos e sem rebentos! E viva o respeito ao próximo, sem julgamento. (A propósito, parabéns pela resposta ao comentário da Larissa, foi muito elegante.) ;)
Beijos, vou voltar a frequentar para saber o que vc anda fazendo.

Magali na escuta disse...

Ana, vc se supera a cada post!

Este inicio está hilário!!! tem que virar viral na internet já! amei!!!

e vamos todas vestir saia indiana e fazer trancinhas no cabelo!!!
bjs

Thaty

Luciana disse...

Gostei muito do seu texto e justamente da proposta de não julgamento.
Até porque, este são os rumos que podemos controlar. E aqueles que a vida simplesmente nos coloca para lidármos com eles? Em uma guerra por exemplo, ou mesmo numa separação, com perda de toda sorte para as crianças...enfim, somos seres adaptáveis e em mudança constante mesmo!
Gostei da receita. Vou experimentar.
Em tempo, tenho uma filha de 13 que já viveu muita coisa nesta vida mas, por isso mesmo se tornou uma leitora voraz.

Sil disse...

Aeeeee Ana, mandou bem na resposta!! A leitora não entendeu sua intenção, e julgou vc a queima-roupa!... Nota-se em seu texto a pouca capacidade de argumentação, soando mais como um desabafo, e não argumentos consistentes, que enriqueceriam uma discussão por aqui... Bom, cada um entende como consegue, não é? Sabe de nada, inocente!...
Bjs e, mais uma vez, parabéns pelo post!!
Sil

Anônimo disse...

Eu sigo o caminho do meio da maternidade, isto é, o caminho que é possível pra mim.
Aqui um dia pode chocolate, no outro não pode porque comeu demais no dia que podia, assim se aprende o meio termo, o limite.
Também acho um saco esse monte de julgamentos.
Já tive pediatra homeopata e minha filha mais velha só foi tomar antibiótico aos 4 anos. A mais nova tem bronquite, daí o coração da mamãe aqui não aguentou e agora vamos de alopatia também.
O caminho do meio, sempre. Sem radicalismo.
Boa Ana!
Daniela

Christyne disse...

Finalmente, alguém me entende. ;)
Parabéns pelo blog e pela franqueza!
Beijo!

Ana Cristina disse...

Acompanho o blog há anos e adoro, sempre! E este post está realmente sensacional! Vc consegue aliar bom humor, inteligência e bom senso. Parabéns!

Monica Becker disse...

Ana, pense assim: mesmo uma alimentação que acabe não sendo 100% natureba já é muito melhor do que aquela totalmente errada. E claramente essa mãe que dá danete e bolacha recheada pro filho não se preocupa com julgamentos alheios. Logo, você deveria se preocupar muito menos. Além disso, é melhor mesmo ser uma metamorfose ambulante, afinal é mudando que se evolui. :)

Anônimo disse...

Oi Ana,
acho maravilhoso essa possibilidade de ser multi-facetada, amo poder ter um novo eu a cada dia, experimentar, testar, descobrir o que funciona, outras vezes nem tanto. No fundo isso é sair da caixa. Até mesmo porque nao vivemos num mundo "ideal" . As demais criancas que os filhos interagem tem costumes diferentes, e nao podemos esquecer que os pimpolhos sao curiosos e querem provar o diferente, dessa forma nao podemos nos fechar ao resto do mundo, a palavra chave é adaptacao. Assim como você disse, cada faz o melhor que pode e como pode. Beijos. Elo

Anônimo disse...

Oi, Ana! Acompanho seu blog há bastante tempo e adoro, mas nunca comento. Hoje não pude deixar passar, porque me identifiquei demais com seu texto! Aqui em casa também é assim. Tenho duas filhas, de 17 e 12 anos. A mais velha é mais natureba, só come comida saudável, há 5 anos não toma mais refrigerante, nunca preciso me preocupar com sua alimentação, mesmo fora de casa. Já a caçula adora coca-cola e batata frita de pacote, então com ela tenho um acordo: durante a semana não pode, fim de semana eu libero (mas não muito). E às vezes eu também mudo, uma semana faço tudo em casa, na outra compro barrinha de cereal no supermercado porque não deu tempo de fazer... Já tenho 43 anos e ainda não achei a fórmula, aliás, acho que uma vida estática é muito chata! Há dois meses comecei a praticar yôga, estou numa fase de transição carnívoro-vegetariana e hoje de manhã tomei leite de amêndoas pela primeira vez (influência da Bela)! E vamo que vamo!
Beijos,
Adriana Mazzini

Unknown disse...

Oi Ana! Amo seu blog!
Esse foi um dos seus textos que mais gostei e me identifiquei. Tenho dois filhos, 4 e 7 anos, e também passo por muitos julgamentos (principalmente de familiares), e infelizmente a maternidade virou isso, um apontando o dedo para o outro, como se existisse jeito certo de fazer tudo.
Com relação ao leite de amendoas, como você faz para descascar as amendoas? Já compra descascada?

Obrigada pelas sempre ótimas receitas e textos

Beijos,
Jacqueline

Ana E.G. Granziera disse...

Jacqueline,
no caso do leite de amêndoas, bati com casca e tudo. Mas quando quiser descascar, basta mergulhá-las por um minutinho em água fervente, escorrer e esfregá-las em com um pano de prato. Sai tudinho. :)

bjs

Roberta Vasconcelos disse...

Oi Ana
Mesmo não tendo filhos, concordo em número, gênero e grau com você. Filho cada um cria para viver dentro da própria família e não na terra dos sonhos da regularidade e pacotes prontos.
Só acho que essa cobrança toda não é de hoje, sempre existiu! Porque mulher antigamente era tão neurada com limpeza, beirando o absurdo? Acho que é porque sempre tinha uma vizinha para conferir e meter o bedelho.... a diferença é que agora as vizinhas são também virtuais....
Beijo e viva a mãe livre!

Edu Piloni disse...

Belo post! Vou compartilhar meu ponto de vista a respeito disso, perante minha filosofia de vida e quiçá alguma experiência...

Faça o que é certo para você! Nossa vida, como ondas, passam por altos e baixos... viva a crista quando lá em cima e reme a marola para pegar a próxima onda quando lá em baixo estiver. O difícil é não se desesperar e nem se extasiar em ambos os extremos.

Nosso corpo físico necessita de cuidados, e a alimentação é uma grande parte deste cuidado que temos de ter com nosso instrumento material, e esta consciência você já tem. Mesmo que pra você em algumas fases a alimentação está um tanto "desleixada", tenho a certeza que é muito melhor que a maioria e suficiente para o crescimento e fortalecimento dos teus pimpolhos (e de vocês tbm, claro!). Como você diz, como o povo de hj se alimenta mal... tenho 6 sobrinhos em casa, e não consigo fazer minhas irmãs se aperceberem disso. Nuggets, apresuntado e hotdog... como isso me mata! E aí lhe digo: Parabéns por ter a consciência e principalmente a força de vontade de fazer tudo o que faz (incluindo seu blog, que muito ajuda e inspira tantas pessoas).

Outro cuidado que temos de dar ao nosso corpo vem da mente... e isso passa pelo leve julgar. Infelizmente (mais uma vez) isto não faz parte da nossa sociedade, e somos alvos de crítica de todos, por tudo! Elevamos nosso pensamento, e sejamos felizes com o que temos e fazemos, isto traz a serenidade para não sermos atingidos pela avalanche de opiniões malfazejas...

Afinal, os filhos são seus, a vida é sua, só quem tem a rédea é você... leve-a para seu coração guiar. Este é o caminho certo! :)

Anônimo disse...

Ana!
eu acho muito engraçada a conexão de acontecimentos das nossas vidas.
(calma!eu não sou cyberpsicopata!)
eu estou amando o Bela Gil, e fiz os mesmos pratos que vc!!!hahahaha!
e fiz tbm, o quibe!bom...
E acredito, (acho que já te disse isso) no respeito a liberdade de experiencia dos filhos. então aqui em casa é uma miscelanea mesmo, naturebissima de segunda a sexta e pé na jaca no finde.
e eu sou mãe em tempo integral, costumo ser prof de yoga, mas estou só com as crianças agora.
e as pessoas me julgam!é incrivel!
sabe o que eu tenho percebido, um recalque!Uma necessidade de depreciar o outro para se autoafirmar...
Bjs,
Dadi

larissa disse...

Então a blogueira do pretérito mais que perfeito usa seus heterônimos
para se defender de uma crítica.Feio isso.Mas,entendo,afinal este blog deve permanecer sendo o blog da unanimidade.

Ana E.G. Granziera disse...

Larissa,
eu expus meu ponto de vista, você discordou, eu tentei validar novamente meu ponto. Se você não concorda, TUDO BEM. Eu não vejo nenhum problema nisso. Não, aqui não vale apenas a unanimidade. Em momento nenhum eu convoquei gente para me defender. Então não vejo porque você ficar enfurecida COMIGO pelo que OUTRAS pessoas escreveram. De novo: as regras aqui em casa sempre foram as mesmas: pode doce, com moderação, e de qualidade. E só se comer almoço e jantar direito. O que muda é que às vezes o arroz é integral, às vezes é branco, às vezes a comida é árabe, às vezes é chinesa, às vezes tem porco, às vezes tem tofu. Meus filhos são muito pequenos para entenderem rótulos de pessoas (vegetariano, carnívoro, gourmet, natureba, etc...). Tudo o que eles entendem é "é de comer", "não é de comer". Seja eu dando, seja roubando do coleguinha da escola, seja experimentando na casa da avó ou na festinha do amigo. Nunca os proibi de experimentar nada, a não ser em casos extremos de porcaria. Então não vejo como pode haver uma variação tão absurda que possa causar qualquer espécie de confusão na cabeça deles. Quando muito, eles são beneficiados por variedade. Você não precisa concordar comigo. Esse é o ponto. Ninguém aqui precisa. Nem comigo, nem com você. É isso o que funciona pra mim, e na minha casa. Não na dos outros. Quem concorda e quem discorda é sempre bem vindo para passar aqui e deixar sua opinião, desde que não apele para grosseria, como já aconteceu em comentários do passado. No mais, espero que você não leve os textos que escrevo como um ataque pessoal. São apenas crônicas romanceadas de uma realidade monótona. OK?

Abraços.Sem ressentimentos.
Ana.

Natalie disse...

Ana, primeira vez aqui, já compartilhando. Acho que é por aí mesmo. Cada um com seu estilo de vida. E acho gozadíssimo que as pessoas se abalem lá da sacrossanta paz de seus lares e de suas vidas certíssimas e venham se incomodar (aqui, no feice ou na vida real) com a gente, pobres mortais errantes e erráticas. Ainda tô pra descobrir porque as pessoas precisam validar suas certezas de felicidade na escolha dos outros... Bóra lá viver a maternidade intensamente e no processo, sem regrinhas pré-definidas. Como diz a Ana Thomaz, a vida acontece no encontro, e o encontro é fluxo, não cabe em caixinhas etiquetadas. ;) bjos e boa sorte aí com o pequeno chocólatra. tenho um, que "engano" dando só cacau em pó, às vezes. mas é fáceo não. e, a propósito, também sou a vegetariana que às vezes come carne, também faço leite em casa, mas não rola fralda de pano aqui nem por decreto!

Mariana disse...

Lindo texto!!! Acho fantástica a tua postura perante a vida. Parabéns. Ainda não tenho planos de ter filhos, mas se os tiver vou querer seguir este caminho. Obrigada por compartilhar teu aprendizado!! Beijos!!

Sil disse...

Sorry, Ana, but... não resisti:

Interessante observar como a Larissa (ou seu heterônimo, quem sabe?) procura criticá-la, mesmo diante de seus argumentos... Continua não entendendo o teor da discussão...
Isto sim é feio: ler as críticas à sua opinião e não saber aprender com elas... Críticas construtivas e sem visão deturpada, Larissa, please!...

Sil

Débora disse...

Oi Ana! Belo post!

Também estou gostando muito do programa da Bela Gil. E concordo em tudo o que vc falou. Essa Larissa do primeiro comentário é muito sem noção. Parece não saber interpretar texto. Mas tudo bem, vamos relevando!

Concordo com a Dadi do último comentário, acho que muitas mães estão recalcadas, precisando se autoafirmar, e daí é julgamento atrás de julgamento. A minha premissa é: primeiro lugar, amor de verdade pelos filhos, assim teremos disposição para nos informar (de verdade) sobre as opções que temos para então decidir o caminho a tomar, e esse caminho muda de acordo com as fases da vida. Mas se temos informação, podemos ter mais coerência para escolher e até permitir escapadas (no caso alimentar) sem culpa!!

E Larissa, procure uma leitura que te agrade mais. Abraços!

Bjs Ana!!!!

Maria Zamith disse...

Ana ,se nem Jesus sendo perfeito conseguiu agradar a todos,imagina nós que estamos tentando acertar.
Comigo acontece a mesma coisa,só que meu pimpolho já está com 20 e cursando universidade. Tenho amigas que dizem que é exagero continuar me preocupando com o que marido e o filho come.
Péra aí até onde sei,continuo esposa e mãe e quero ser avó com saúde pra curtir meus netos.
Então bora lá !!! Uns dias de acertos outros de estou tentando rsss
Você continua uma super mãe .
Vou fazer o mingau amanhã ,pois hoje final de tarde é dia de Costco( que esta com muitos alimentos orgânicos pra ajudar no meu pay check e whole food.
Fica com Deus.
Bj

Unknown disse...

Precisa ser a Ana pra achar feia sua maneira de se expressar, Larissa (#nãosomostodosAna, hehehe)?
Eu particularmente discordo (na teoria, pq na prática nem sou mãe) de algumas coisas do seu texto, Ana. Outras achei ótimas, principalmente a receita, hum...
E-da-í?
E bem engraçado é falar sobre rótulos e julgamentos e, de cara, ganhar uma carimbada pesada dessas... uhu!!! ou será q a Larissa seria vc, Ana, pra nos mostrar na prática do que tava falando??? Brincadeira, beijo!

Anônimo disse...

Já virou uma discussão boba, todo mundo criticando a Larissa e ninguém sabe por quê.
Ana, você acaba pisando no tomate, é a primeira a criticar quem fala "siabata" mas erra ao escrever "passata di verdure", está errado também, erra ao chamar a Holanda de país baixo e dizer que a Piadina é toscana, e se auto-afirma mãe italiana, você é brasileira, não italiana...por esses e outros equívocos.
A unanimidade sempre é burra, fato, tanto que quase ninguém te corrige, quando deveria.
Então você acha errado uma pessoa ter bolsinha de letras, dar danete para o filho, mas acha correto gastar um monte de dinheiro com tintas caras e cheesecake industrializado? Acha errado que o povo critique você porque o cabelo roxo não combina com você? Acha errado uma mulher gastar na produção pessoal enquanto você acha que fica bom colocar calças horríveis que não combinam com mais nada?
Eu entendo a Larissa, ser inconstante não é evoluir, é característica pessoal, num momento o blog não cabe na sua vida e no outro você não é foodie, depois você volta a ser carnívora e sua cozinha é esquizofrênica...Acho que o problema é com você mesma, grita com o filho birrento (que tem muito filho anjo por aí) e depois acha que relaxar é melhor, é ou não é ser inconstante, e isso é muito ruim, portanto a Larissa está coberta de razão, seus filhos dirão: Minha mãe é louca, sim, não sabe cozinhar sem olhar num livro e tem siricoticos esquizofrênicos porque não queríamos comer.

Eu, admiro minha mãe, ela sim evoluiu, não participou de fórum de maternidade e fazia bolos de "cabeça", inventava receitas e não tinha fórmulas mágicas, gastança de dinheiro com livros, etc. Sempre no mesmo ritmo, com personalidade forte e marcante...

Mas já que você escreve publicamente tem que se acostumar com a idéia de ser criticada, esse "Póvim" brasileiro adora criticar, fofocar mas nunca faz nada pelo bem do país, já percebeu? E tem mais, mulheres nunca foram unidas, se fossem as fofocas seriam banidas.
Chega de pieguice...

Ana E.G. Granziera disse...

Querido anônimo,
Você ou não leu o texto direito, ou acordou com a pá virada.
Antes de criticar alguém que expõe seus problemas e inseguranças com nome e sobrenome, tenha a decência de, no mínimo, assinar seu nome. Eu reviso todos os comentários antes de publicá-los, e se esse não fosse um espaço aberto à crítica, o seu não constaria aqui.
No mais, continuo na esperança de que as pessoas aprendam a levantar discussões sem serem ofensivas sem razão nenhuma.
Peço desculpas se meus eventuais erros, ocasionados por publicações revisadas às pressas, e se minha busca por novas soluções para minhas antigas questões não resolvidas (o que você chama de "inconstância"), causaram qualquer sofrimento à sua pessoa. Prometo ser um ser humano infinitamente melhor a partir de agora, depois de ter tido todos os meus terríveis defeitos iluminados por você. Obrigada.

Abraços,
Ana.

Cristina (cris.jouetsdudestin@gmail.com) disse...

Eu acompanho o blog já há bastante tempo, mas acredito que é a1a vez que eu opino aqui.
Deixa eu ver se consigo ser sucinta:
Quando eu li o post, imediatamente pensei: olha só como ela está amadurecendo. Por que? Na verdade, eu só posso opinar sobre a sua persona pública, então fica mais correto dizer que eu acho que essa persona está amadurecendo. Compara esse post com um em que voce parece ter uma crise de retenção anal, esbravejando contra seus pais e sogros que ousaram perguntar se voce comeria carne na Pascoa. Perdão, mas ali voce me passou a imagem de alguém que se achava superior a tudo e a todos, excretando regras. Esse post de agora não. Esse revela uma mulher que falha, aceita e tenta fazer o seu melhor. (Cont.)

Cristina (cris.jouetsdudestin@gmail.com) disse...

(Cont.)
Eu nem entro no mérito da questão, porque não tenho filhos. Aqui emcasa somos só eu, meu marido, Prozac e Pondera (respectivamente, um labrador preto e uma Jack Russel). O fato é que somos todos diferentes, cada um com sua história, seus valores, sua evolução. Foi isso que eu entendi do post, e com isso eu concordo.
Em relação à outra crítica, nem dá para comentar muita coisa. Parece mais cubitalgia do que qualquer outra coisa:))

Lia disse...

Oi Ana, tb sou uma leitora "antiga" de seu blog, principalmente pela seleção maravilhosa de receitas. Muitas delas publicadas aqui fazem parte de meu livro particular, que eu passarei para as próximas gerações como se fossem receitas secretas da família. Brincadeirinha, claro que seu nome/blog sempre é lembrado quando compartilho alguma das receitas publicadas aqui :)
Desculpe o comentário longo, mas quero contribuir (ou não?) com a discussão, com experiência própria: fui uma criança que, apesar da persistência da minha mãe pelo "natureba" (inclusive com medicações), comia toda noite bolacha passatempo e leite (muito feliz), comia escondido choco em pó com leite em pó e açúcar (e só) - e ainda levava minha irmã junto pelo lado negro (tb muito feliz), e assistia Planeta Xuxa todo sábado (mas tb Castelo Ra-Tim-Bum) - e insistia e brigava muito quando minha mãe vinha com aquele papo de "limitar o horário de TV" rs. Enfim, assistir Planeta Xuxa (ou TV em geral) ou fazer qualquer coisa "ruim" quando era criança não me deixou menos estudiosa, ou me moldou. Concordo que "manias" de nossos pais (como a "inconstância" citada em alguns comentários) podem sim influenciar muito seus filhos (pro bem ou pro "mal" ou pra qualquer lado que seja), mas no fim das contas @ filh@ se torna quem ele(a) quiser. A criança ficou com trauma? Ajude-a a se resolver/conhecer. Psicólogo, amizade, apoio, etc. Na adolescência já culpei muito meus pais pelas falhas deles (coitadinhos), e eles foram meio "doidinhos" em algumas posturas "maníacas". E hoje quem sou eu? Bióloga (ornitóloga), violinista (porque eu quis, e não porque meus pais quiseram), meio vegetariana (sou do seu time!) e estou prestes a fazer meu doutorado em Oxford. E muito feliz, claro.

Parabéns pela coragem de expor suas opiniões (e se expor) e levantar a discussão, Ana!
E aqui vai minha contribuição maior, uma receitinha de sobremesa vegan, que ainda não testei, mas que pela descrição parece ser deliciosa: http://www.papacapimveg.com/2013/03/18/a-sobremesa-que-mudou-a-minha-vida/

saudações!

Erika da Mata disse...

Na boa, eu acho que é da natureza do ser humano mudar (e ainda bem, senão ninguém evoluiria por aqui e tudo perderia o sentido), e justamente por isso, acho que mudar de idéia também o é. Po, agora tem que fazer tudo certinho (na opinião de quem, mesmo?), igualzinho toda vez? Se mudando constantemente a vida já fica monótona, imagine se fizer tudo igual sempre! A vida deve virar uma prisão de atender às expectativas alheias e àquelas alimentadas sobre si próprio, e, bom, dispenso. Eu acho muito legal a forma como vc se permite tentar o novo, ainda que esse novo já tenha existido em sua vida antes (pensando no caso da carne, por exemplo - e sim, eu sou vegetariana, e sim, eu acho legal vc estar comendo carne quando vc quer, 1) pq vc ta fazendo o que VOCÊ quer e 2) eu não tenho nada a ver com isso :p ). Quanto à maternidade, não posso opinar, já que não sou mãe ainda, mas gosto dessas discussões. Só que eu acho insano exigirem perfeição de alguém, isso não existe. Talvez as pessoas ainda façam isso porque consideram o seu ponto de vista como sendo o perfeito, como eu acredito ter entendido do texto. Enfim, só filosofando hehehe
Excelentes texto e receita! Vou testar agorinha mesmo, deve ser ótima pra servir de canja para uma vegetariana "dengosa" (pois é :/ )
Beijo!

Julice disse...

Boa noite, Ana.
Adorei a sinceridade e o texto.
Parabéns pela espontaneidade que me agradam tanto no seu blog. E pelas receitas que me inspiram a alimentar melhor minha família.
Abraço, Julice.

Alessandra Vasco Ribeiro disse...

Kkkkk bobeira, cada um com seu cada um! Quem lê aqui é porque gosta. O contrário não tem sentido.

Gabriele Oliveira disse...

Olá!

Tu já tentaste fazer essa receita com o grão germinado (não o broto comprido)? Fica muito mais nutritivo, mas needless to say que com quinoa Yoki não dá certo, só com a orgânica, ou alguma outra marca que garanta que o grão seja cru de fábrica. Só deixar de molho umas seis a doze horas, pode ser durante a noite. Vai brotar uma pontinha de dentro do grão, tipo experiência da segunda série.

Saudações gaudérias.

Gabriele

Anônimo disse...

Oi,Ana! La cucinetta está com a estrelinha dos favoritos no meu PC. Nem tanto pelas suas receitas, pois nas minhas bandas( moro num lugar meio subdesenvolvido), elas não são muito viáveis, rs! Mas sim porque rio muito com seus devaneios e divagações de mãe/mulher aflita e que ama a família e as coisas legais da vida! Seu bom humor e inteligência são contagiantes! Sua tranquilidade em expôr seus perrengues é de um alento profundo para nós seres imperfeitos...Por favor, não deixe que os comentários infelizes e sem propósito arranhem o perfil espontâneo, sincero e divertido que até aqui tem sido sua marca e motivo da minha admiração..Nunca comentei, mas achei que agora era a hora de uma palavra de ânimo. E para os irritadinhos de plantão, o xisinho ao lado superior da tela é a serventia da casa!! Bjinho no coração!!

Ana E.G. Granziera disse...

Cristina,
Ri alto com o "retenção anal", porque é isso mesmo. Sinto que há um tempo atras achava que tinha descoberto todas as respostas para a minha vida e a dos outros... só que nao. Continuo chata com algumas coisas, mas mais relaxada com coisas que me deixavam antes enfurecida à toa. É difícil, para quem nao me conhece na vida real, desde criança entender essa suposta inconstância. Quem me conhece entende o meu caminho, sabe o que estou buscando e por quê. :-)

Lia,
O que me fez relaxar a bisteca um pouco foi justo essa constataçåo: de q eu assistia à xuxa, bozo e mara maravilha, ouvia disco dos smurfs, comia danoninho, toddynho e cebolitos. E estou aqui, agora no mingau de quinua e lendo umberto eco. Meus pais me deram os principios, me ensinaram a ser civilizada, e estimularam minha curiosidade, alem de darem muito carinho. No fim, isso é o mais importante que tenhona oferecerna meus filhos.:-)

Bjs

Maria Zamith disse...

Oi Ana!!
Um complemento importante ao meu comentário acima . Aqui no Estados Unidos o índice de crianças com problema de colesterol alto e diabetes esta tão alarmante quanto ao de uma pessoa adulta. Aí no Brasil não deve estar muito diferente. Quando fui visitar minha família ano passado fiquei assustada com o que vi as pessoas comendo. Mais um pouquinho e estarão como os daqui.
Então se temos que recorrer a livros de receitas ou não ,ou se temos que um dia ser mais extremistas que outros,porque não . Vamos ao menos colaborando com uma nova geração mais saudável.
Beijo grande.

CRISTIANE LARA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
CRISTIANE LARA disse...

Bom dia Ana, tudo bem ? Sempre leio seus posts e gosto muito. E esse foi mais um também que curti, refleti e dei boas risadas. Ri também dos comentários. Meu Deus algumas pessoas aqui levam TUDO para o lado pessoal. Caramba ! E como você disse as pessoas não tem a decência de colocar o próprio nome no comentário. Então, porque escrevem, não é mesmo ? Ah... tenham a Santa Paciência, né ?
Ana, eu não tenho filhos, mas só sei de uma coisa : Você é quem sabe o que deve dar ou não aos seus filhos. Você nos escreve contando suas experiências, medos, dúvidas, coisas que deram certo ou não, e acho que algumas pessoas ainda não entenderam. Acorda "povim" ! Ninguém precisa ficar criticando,julgando, dizendo se você está certa ou não. É fim-da-picada !
Que venham muitos outros posts, Ana !
Adorei o mingau ! Bjs e ótimo feriado pra vocês !

Anônimo disse...

Não causou nenhum sofrimento, não, Ana, apenas tenho brotoejas leves a moderadas quando uma pessoa julga algo e está errada e recebe Amém por isso. Na verdade me parece que as pessoas acham que você sabe mais do que realmente sabe, pois essa conversa de revisão apressada tem outro nome: um pouquinho falta de CONHECIMENTO, mas isso não é um defeito, vivendo e aprendendo estamos todos os dias, falo isso pois já corrigi alguns cardápios que vc andou passando internet afora e essas pessoas estão escrevendo coisas erradas sem questionarem por ter sido você a fonte, indubitável.

Caso você mude vai ser ótimo, mas para você, não pra mim.Tudo o que você faz é para você, o mundo ao seu redor colhe essa consequência.
Quanto ao seu texto: Está claro o seu ponto de vista e meu comentário resume-se em dizer o quanto tempo você levou para ver que as coisas se encaixam sem moldes pré-fabricados, aliás nunca houve um ataque ao texto apenas que ninguém aqui entendeu o ponto de vista da Larissa.
O começo do texto é que está muito exagerado, parece um comediante em pé no palco fazendo a primeira piada de maternidade soar tão engraçada que ele arrasta o tema até provocar sono na platéia.
Eu até gosto de ler suas historinhas, quando dá tempo, e acho bacana essa iniciativa de comunicar os acertos e erros dentro da cozinha, para o público que segue e faz infinitamente menos que você, está ótimo, mas existe um outro público que talvez faça bem mais que você e exija igualmente, funciona mais ou menos como um artista (anônimo) de feira de domingo, ele consegue vender seus quadros para um certo público, talvez um especialista não goste do traço do artista anônimo, ou falte muito para ele chegar num público mais exigente, assim eu vejo você.
Eu divido meu tempo em pilotar um A340-300 e toda a sobrecarga de atenção que isso envolve+cuidar de um filho de 5 anos+um marido+uma casa sem empregada+ilustrações em aquarela+cozinhar confit de canard e assar pão uma vez na semana. A cada pouso e decolagem bem sucedidos eu acredito que tudo vale mais que a pena por ter saído corretamente e não há tempo para pensar em ir ao banheiro pois tem gente que me espera para fazer o jantar em casa.

Mas às vezes eu deixo a coisa desandar dentro de uma disciplina invisível, pois não há regra de como ser mãe. Mas ninguém me xinga ou me questiona coisa alguma, talvez por eu não ter tempo de tricotar com outras mulheres a respeito de coisas como maternidade.Apenas sou mãe aos 33 anos e ponto.
E, por último...
Se para você decência tem que ter nome e sobrenome tire a opção "Anônimo" do seu cardápio, mesmo porque um nome na internet não linka à coisa alguma a não ser um nome.

um abraço
cmdte. Schier
PS: está melhor assim?

Sabrina disse...

Oi, Ana!
Gosto tanto dos teus textos e tuas receitas que sou fiel seguidora há tempos. Não concordo com as críticas e sinceramente não entendo pq as pessoas vem até o teu espaço só para criticar. Se não se identificam, vão fazer outra coisa! Tenho um filho de três anos e muito do que compartilhas faz muito sentido para mim. O penúltimo post sobre crianças na cozinha me fez rir muito e aliviar a culpa de não ser mãe comercial de margarina.
Obrigada!

disse...

Dei tanta risada com o texto que fiquei perplexa ao abrir os comentário e descobrir todo o bafafa. Tava achando tudo divertido, leve e me sentindo compreendida "poutz, é tão normal a gente mudar de opinião, que legal isso aqui" Aí eu vejo essa discussão doida de povo exigindo que uma pessoa (desconhecida minha gente) escolha um estilo pra ser, não saia da linha, e não mude, em hipótese alguma, de opinião. Ah vá, que chatice ser sempre igual.
Vou de tofu com bacon.
Beijo Ana.

Lucineide disse...

Olá, Ana (e demais leitores, já que há um diálogo também entre nós)!
Texto lindo, mais uma vez!

Pois é: expor-se é sempre arriscado, mas te desejo coragem para manter seu jeito de se manifestar, pois leio seus relatos e tento aprender com eles (também tenho dois pequeninos). Procuro aprender com os outros: não quero errar em tudo, sofrer na pele e depois aprender. Leio suas experiências culinárias e, na hora de salvar a receita, preciso salvar junto seus comentários no texto! Essa parte real do fazer é muito importante! Quanto às crianças: também leio, analiso, e vejo o que me serve. Escrevi no post anterior: "cada um sabe o que é bom para sua prole". Então, ratifico: continue compartilhando suas experiências! :)
Outra coisa, a inconstância, esse pretenso traço de personalidade tão amaldiçoado por tantos, é tão humano!!! Apesar de haver quem creia que "ser inconstante não é evoluir", guardo sempre uma frase mais ou menos assim: "não me envergonho de mudar de ideia/ opinião porque não me envergonho de pensar".
Linda Ana, com seus filhotes tão lindos, você é tão querida pelos seus leitores (falo por mim e baseada nos comentários) que, definitivamente, não deve tirar seu precioso tempo para réplicas e tréplicas de quem não compreende um ponto de vista.
Acho até que podemos dizer: "Ana, eu fiz assim e deu certo; você não acha que fazendo assado pode acontecer algo ruim?". Mas daí a dizer que VOCÊ está errada (como uma característica pessoal, permanente, em vez de comentar um fato circunstancial da sua vida), enumerar defeitos... Que feio...rs [A propósito, sempre achei que apontar erros de natureza ortográfica/ gramatical revela argumentos fracos... mas vá lá, é o que a pessoa pode usar como arma...].

Li seu blog quase todo, percebo nitidamente o quanto você mudou e como as crianças foram uma luz na sua maneira de viver o mundo. Sinto-me assim também e essa percepção de que sou normal, de que há alguém com as mesmas inseguranças sempre me traz de volta ao seu blog. Por isso, seja constante na "inconstância"! rsrs

Quanto ao bagaço das amêndoas: já fiz leite de castanha e não soube como aproveitar o bagaço (colocava no iogurte [caseiro, rs] com mel). Como assim, você sugere cozinhar? Engrossa caldos? Em ensopados?

Abraços!
Lucineide

Beth Lourenço disse...

Ana, leio sempre seu blog mas raramente comento. Mas estou tão chocada com esses ataques à sua doce pessoa que tive que me manifestar. Você nos presenteia com receitas maravilhosas e compartilha conosco momentos pessoais, divertidos, dicas de culinária, fofurice dos filhos, questionamentos, angústias...Considero totalmente desrespeitoso fazer comentários tão agressivos, preconceituosos e maldosos. Você não é uma pessoa pública, não ganha a vida com esse blog; se alguem se sentir incomodado com seus posts pare de acessar, vá fazer algo de útil com o próprio tempo. Sou mãe de duas e quando elas nasceram eu queria ser a melhor mãe possível, dar a melhor alimentação possível, a melhor educação possível. Hoje vejo que às vezes fui um pouco radical e às vezes até um pouco arrogante com familiares que pensavam diferente de mim. O tempo foi passando, elas foram crescendo, eu fui amadurecendo como mãe e os familiares passaram a entender algumas posições minhas. Eu te entendo totalmente e achei esse último post fantástico!
Bjs carinhosos
Beth

Renata Gonçalves disse...

Ana, leio seu blog ha um bom tempo e sempre compartilho com amigos. Sou estudante em tecniconem nutricao e gastronomia e tenho admiracao pela sua visao culinaria saudavel. Gente q mete o bedelho existe aos montes...por isso q o mundo è o q è (se è q vc me entende). Mas saiba que sua visao è inovadora, atualne acertada. Chega desse mundo industrializado e maes aterrorizadas. Em tempo, escreva um livro..seus textos sao fantasticos. Bjo

Poliana disse...

Oi, Ana!

Achei suas colocações muito interessantes. Nem precisa ser mãe pra passar por isso: sempre que você decide viver sua vida do seu jeito (do jeito que você considera mais adequado naquele momento), e não do jeito que outros consideram o certo, você será alvo de críticas. Se a criatura fosse viver preocupada com isso, iria surtar, né?

Parece-me que julgamentos assim são sempre uma tentativa de auto-afirmação por parte de quem os tece, é a impressão que tenho.

Ainda bem que você não liga a mínima, e ainda vem aqui compartilhar suas histórias, "esquizofrenias" e receitas com a gente!

Costumo me divertir bastante com seus relatos! E também tenho aprendido muito com suas receitas, eu que comecei a desbravar o maravilhoso mundo das panelas não tem muito tempo.

Amo suas receitas bem explicadinhas e confiáveis, ajudam demais a quem, como eu, ainda tá pegando o jeito da coisa. Obrigada!

larissa disse...

Quanta polêmica por causa do meu comentário e tudo que te disse foi:olhe pra vc mesma,ao invés de se mirar nos outros.INTERPRETAÇÂO DE TEXTO:olha (e avalia a vc mesma) sem dar toda a excessiva importância que vc dá a opinião dos outros("o povo fala,critica...e daí???)Ou vc acredita no que faz,ou vai viver
oscilando,dependendo da aprovação dos outros.E as maiores vítimas disso tudo são seus filhos,que funcionam como tua área de manobra.E eu não fiz um julgamento,fiz um comentário crítico,pois se fizesse realmente um julgamento,não seria este.
No dia que vc começar a cozinhar de verdade e ter suas próprias experiências para relatar,volto pra cá.Receitas de livrinho traduzido a blogosfera está abarrotada.
FAÇA A DIFERENÇA,moça!!!!!

Jac disse...

Nao vou entrar no merito da discussao maternidade e escolhas, conscientes ou nao.
Quero soh dar um pitaquinho a respeito de sobremesas vegan! Fiz esse bolo de cenoura e eh simplemente divino! Raw, vegan, sem acucar, delicia! E as outras sobremesas sa Emily von Euwf sao apaixonantes!
bjo bjo

http://www.thisrawsomeveganlife.com/2013/03/raw-carrot-cake-with-cashew-cream.html

Anônimo disse...

Sempre visito o seu blog, não para procurar receitas, porque nunca cozinhei nada do que vc já postou aqui. Apenas acho gostoso e leve a forma como vc escreve e muitas vezes dou boas risadas. Me identifico com muitas situações da maternidade, embora muitas vezes não concorde com algumas opiniões, o que é absolutamente normal para pessoas com o mínimo de equilíbrio mental e emocional. Um ponto em comum entre nós é que após ser mãe não levo tudo a ferro e fogo. Acredito que ser flexível nos ajuda escolher o melhor para nossos filhos e nos poupa estresses desnecessários.
Continue escrevendo desse jeito tão gostoso...
Abraços. Bia Lima.

Cristina (cris.jouetsdudestin@gmail.com) disse...

Dio mio, acho que nunca comentei em blog/forum algum duas vezes na mesma semana:))
Tem coisas que, quando eu leio, ouço, vejo, me impelem a opinar. Infelizmente, é mais forte que eu.
Interessante alguém te 'acusar' de ser brasileira, corrigir o teu italiano, mas desconhecer regras básicas do uso das preposições e da crase no portugues basiquinho.
A parte do 'artista importante desprezando artesanato da feira da praça' é espantosa. Só é menos espantosa do que o fato de alguém precisar de se auto-afirmar anonimamente tentando desqualificar uma desconhecida por intermédio de um blog pessoal. Eu, certamente, não diagnosticarei desconhecidos via internet (aliás, eu pouco diagnostico pessoalmente; odeio clinicar, prefiro o ensino e a pesquisa), mas 'presenciar' um cabo de guerra entre narcisismo e complexo de inferioridade, temperados com uma dose imensa de insegurança.
Deprimente.
Ana, por favor, não deixe de compartilhar seus acertos, erros, dúvidas, falhas. Sua humanidade. Afinal, este é um blog pessoal, não master class com o Ferran Adria.
Beijos:))
Kate Middleton (melhor assim?)

Cristina (cris.jouetsdudestin@gmail.com) disse...

Ah, erros de ortografia em italiano me fizeram lembrar de um perrengue que passei em Milão. Minha mãe era secretária executiva trilingue (ingles e italiano) e, por ser filha de italianos, era fluente no idioma desde pequena. Por isso, eu também fui acostumada a falar italiano em casa e na casa dos meus avós desde sempre. Entretanto, apesar de ser fluente, eu era analfabeta no idioma. Italiano foi o último idioma que eu estudei, já adulta. Então, estava eu em Milão, ainda analfabeta e sozinha, esperando por um trem. Apertadíssima, procurei os banheiros. Encontrei-os: um, com a plaquinha 'signore', o outro, com a plaquinha 'signori'. E sem desenhinhos para ajudar. Esperei um pouco para ver se alguém entrava/saía, para me dar uma pista. Nada. Aí, um senhor, me vendo em desespero, aproximou-se e disse: 'qui siamo tutti angeli. dai!'
Depois dessa, assim que voltei para cá, fui direto ao Circolo Italiano e aprendi a ler e a escrever:))

Sil disse...

Novamente:
Ana, sorry, but... Não resisti:

Larissa, please, é melhor mesmo que vc dê um tempo e amadureça suas ideias, constatações... Comentários maldosos com relação às receitas da Ana, que tão generosamente as compartilha conosco, do tipo - "No dia que vc começar a cozinhar de verdade e ter suas próprias experiências para relatar,volto pra cá.Receitas de livrinho traduzido a blogosfera está abarrotada.
FAÇA A DIFERENÇA,moça!!!!!" - não têm o menor sentido.
Faça a diferença voce, Larissa!!! Cresça e apareça, moça!!! (Ana, é bem capaz de ela pensar que foi seu heterônimo que escreveu aqui!... Não me surpreenderia se isto ocorresse...)

Bjs Ana, e super obrigada por sua honestidade, originalidade e generosidade em compartilhar sua vida e experiências conosco!!

Sil

Unknown disse...

Levei uns 20 minutos só lendo os comentários e dando risada... Ana querida, se me permite dar minha opinião, te peço que continue escrevendo e nos deleitando com seus textos ÓÓÓTIMOS, gosto quando você consegue tirar sarro das coisas que acontecem na sua vida e a-do-ro quando você nos presenteia com as receitas e dicas, não importa que sejam de outras pessoas. O que a gente ama é o seu jeito de escrever... tem muitos outros blogs por aí, mas ninguém igual a você!! Continue divertida!! Beijo grande! :) Louise

Karin disse...

Nossa, como cheguei tarde nessa discussão… E eu estou me sentindo pinball, saca? Com a cabeça quicando em cada comentário.

Não sei se acrescento, mas:
1) Em relação à postagem: povo é desocupado, Ana! Juro que fico surpresa ao perceber quanto tempo as pessoas têm livre para usar analisando nossa vida e fazendo recomendações não solicitadas. Eu não sofro com críticas ao meu estilo de mãe - como decidir não ser uma, sofro então julgamentos diários a respeito da minha opção (sou egoísta, só penso em sexo, terei câncer de mama, não serei uma mulher "completa" - seja lá o que isso queira dizer, sou fútil porque gosto de viajar, se meu marido me largar não terei ninguém, quem vai cuidar de mim quando eu ficar velha e por aí vai...).
2) Em relação aos comentários: seu blog é uma extensão de um diário pessoal. Não é empresa, não tem compromisso com uma posição definida, não é jornalismo, não é manual de receita. Espantam-me, portanto, as cobranças. Leio há alguns anos, não concordo com várias coisas que você escreve/ pensa e seguramente você também não concordaria com as minhas coisas. Mas isso não me impede de ler, me divertir com os acertos e com os erros (nas receitas, na vida, na escrita), admirar suas qualidades, acompanhar a sua (e a minha) evolução no decorrer do tempo. Sou professora e o que os estudantes sempre querem é UMA resposta, apenas uma, a correta, a certeira, a que não deixa dúvidas. E eles ficam surpresos ao perceberem que isso dificilmente existe. Para a matemática, 2 + 2 = 4. Para a estatística, 2 + 2 é algo entre 3 e 5, com 95% de confiança.

Um abraço grande.

Celine Bourdon disse...

Ana,
Amei seu texto. Parabéns e, principalmente, obrigada, por expor suas "inconsistências" de forma tão sincera e corajosa.
E como ja dizia Raulzito " eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Bjsss
Céline.

Carol disse...

Oi, Ana!
As pessoas são mesmo meio loucas, não?
Conheci seu blog em 2012, e o li de cabo a rabo. Eu tinha tido minha filha há alguns meses, e estava naquele momento delicado em que a maternidade vai fazendo a gente se redefinir em tantos sentidos, e de certa forma seu blog fez parte disso. E uma das coisas que eu achei mais interessantes em lê-lo todo foi a sensação de acompanhar uma pessoa envelhecendo, uma garota virando uma mulher. Tenho sua idade e alguns pontos semelhantes de suas circunstâncias de vida, e acho que de alguma forma ficava me entendendo ao te ler. Claro que isso não fez de você meu ídolo: tenho discordâncias e até antipatias com algumas coisas do blog, mas gostei dele o suficiente para ter vontade de lê-lo todo. As pessoas ficam procurando ídolos e modelos e se emputecem com quem não corresponde, pode isso?... Mas o que me parece bizarro é que de vez em quando pipocam aqui uns comentários raivosos de gente que parece conhecer o blog todo – e por que alguém acompanha um blog que detesta?!...
Detesto mingau...
Beijo!
Carol

Anônimo disse...

Ana querida, para variar seus posts são sempre incríveis! Me vejo muitas vezes como vc! Amo mudar de opnião conforme o meu momento, afinal, o mundo seria muito, mas muito mais chato com pessoas 100% constantes e de pensamentos tão focados em uma coisa só, que poderiam perder a oportunidade de comer um delicioso mingau de quinua, seguido de um almoço com frango assado da Alice waters (já que seguimos receitas)! bjos sua fã!

Anônimo disse...

Tempão que eu não passava por aqui.Lí o post(o mesmo discurso repetitivo de sempre ...)e já ia embora quando vi os 62 comentários e resolvi ler.Lí todos.
Incrível :apenas 2 comentários críticos ,alguns poucos comentários sensatos e um exército de “ANETES”saindo em defesa da Ana,apoio incondicional e irrestrito,verdadeiras almas gêmeas.
Porque vc pode achar bizarro dar danette pra criança de 3 anos,mas não acha bizarro colocar PIMENTA CALABRESA na comida de bebê.
Porque vc pode publicar uma receita de bolinho de titica de galinha orgânica e se alguém ousar criticar,as “ANETES” te defenderão com unhas,dentes e sarcasmo.
Ana,você pode tudo!!!!
Seu post,seu blog estará salvo para sempre no reino dos céus!

Anônimo disse...

Primeiramente, Cláudia...rs.
Fiquei perplexa com a repercussão do texto.
Meu raciocínio é o mais simples possível: escreve quem quer, lê quem aprecia.
Eu leio porque curto, tanto as dicas, como os textos. Se deixar de curtir, deixo de 'aparecer'.
Me enquadro na turma dos que sabem menos, porque aprendi muitas técnicas por aqui.
Isso me diz que o saber é relativo...prá mim, a Ana é expert...pode não ser para outros, que podem buscar, com total liberdade, outras fontes.
À propósito, tenho uma filha de 14 anos. Acredito ter acertado muitas vezes, tantas quanto devo ter errado. O que fica? o caráter aprendido com uma educação onde reine a sinceridade. Em miúdos, não precisamos ser perfeitos para nosso filhos, precisamos oferecer a eles o NOSSO melhor.
Parabéns por ter a paciência de deixar as crianças experimentarem a cozinha, ainda não consegui 'desapegar'.
Abraços.
P.S., não mencionei meu título porque, embora o tenha, ele não diz respeito a nada que seria relevante a esta discussão. (Então, cada um tem a sua opinião e esta é a minha)

Anônimo disse...

larissa? cmdte. Schier???

Faz-me rir!

Se isto não for inveja dos dois seres, a única alternativa restante é falta do que fazer!!!

Ah vá!

Juliana Santos

Anônimo disse...

Pausa para este comentário:

Anônimo disse...
Tempão que eu não passava por aqui.Lí o post(o mesmo discurso repetitivo de sempre ...)e já ia embora quando vi os 62 comentários e resolvi ler.Lí todos.
Incrível :apenas 2 comentários críticos ,alguns poucos comentários sensatos e um exército de “ANETES”saindo em defesa da Ana,apoio incondicional e irrestrito,verdadeiras almas gêmeas.
Porque vc pode achar bizarro dar danette pra criança de 3 anos,mas não acha bizarro colocar PIMENTA CALABRESA na comida de bebê.
Porque vc pode publicar uma receita de bolinho de titica de galinha orgânica e se alguém ousar criticar,as “ANETES” te defenderão com unhas,dentes e sarcasmo.
Ana,você pode tudo!!!!
Seu post,seu blog estará salvo para sempre no reino dos céus

HI-LÁ-RIO!!!

Cara, na boa, ainda bem que é a minoria, SIM, de comentários e pessoas que expõem mais que críticas, mas maldade mesmo, inveja... Que asco!!!

Já tentaram fazer um blog, ou qualquer outra coisa??? O sol nasce para todos!!!

Argh!

Juliana Santos

Camila disse...

Adoro seu ponto de vista! Só não erra e não muda quem não tenta. E flexibilidade é uma virtude que poucos tem.
E acho generoso da sua parte dividir o que pensa conosco.
Se eu não concordasse apenas não leria e PONTO.
Parabéns Ana!!!!!!!!!!
Beijos

Dani disse...

MUITO bom! Adoro o teu blog, tanto pelas receitas quanto pelos textos deliciosos. É um bom antídoto para este mundo em que as pessoas cuidam mais da vida dos outros do que das próprias. Parabéns!

Gourmandise Brasil disse...

não tenho filho, mas adorei.

Ronni Anderson disse...

Ana, acho que sou um dos "Anetes"!
...Pra fazer uso do neologismo excelente criado pelo Anônimo. rs!
Olha, por falar em excelente, seu blog sim que é excelente.
Erros? Que não os comete?
Viu um erro, gente? Com simpatia você pode reportar à Ana. Ela já mostrou abertura o suficiente!
Agora, que isso agora de classificar ofensa gratuita como comentário crítico? Não, comentário crítico passa longe de ter um tom tão pessoal.
Mais respeito, por favor.

No mais, admiro você, Ana, por compartilhar, interagir e se permitir!

Estou sempre indo e vindo procurar novos textos seus para ler.
Vamos avante!

Juliana disse...

Ana, lembrei de uma charge muito engraçada, dizia:

"Todo mundo só quer ser aceito e popular,

menos o Vitor.

O Vitor quer que vcs se fodam"

Pra mim tá servindo muito essa frase!!!

http://ask.fm/apitamil/answer/47489125495

Cozinhe isso também!

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