terça-feira, 6 de maio de 2014

Um mini post sobre a balbúrdia anterior

Que eu sabia que daria alguma zica o post anterior, eu sabia. O que me surpreendeu foi o motivo. Mas, vá lá, os comentários têm sido totalmente diferentes desde o dia em que comecei a falar de filho e de ser mãe por aqui. Parece que é mesmo um assunto que deixa o povo ensandecido. Porém, algumas coisas que li tanto nos comentários críticos quanto os de apoio, fizeram-me perceber que talvez seja preciso esclarecer alguns que podem ter ficado confusos ao longo desses anos todos...

Primeiro, nunca fui profissional da área. Nunca fiz gastronomia, nutrição nem nada parecido. Como muita gente dentro e fora da internet, sou apenas uma aficionada por cozinha, cheia de curiosidade. Curiosidade essa que me faz pesquisar um bocado e experimentar muitas coisas. Mas eu não sou nem nunca quis ser autoridade em coisa nenhuma. Aliás, o que é uma "autoridade na cozinha"? Nunca vi presidente do frango assado na vida. Considerando a cozinha essa atividade em constante evolução, indo e vindo da tradição, descobrindo e redescobrindo ingredientes, misturando culturas e novas tecnologias, seria estúpido presumir saber tudo. E eu com certeza não sei. Quando vi esse mês uma reportagem na revista Casa e Comida sobre tipos de creme de leite, corri para ver se havia alguma informação que eu não soubesse e que pudesse acrescentar ou corrigir naquele meu post antigo. Quando alguém me corrige, seja no português ou informação incorreta, eu tento consertar o erro no blog o quanto antes, desde que eu não esqueça de fazê-lo (às vezes acontece). Lembro-me de alguém ter comentado naquele caso da piadina, sobre eu ter dito que era toscana. Sem problemas, presumi que fosse toscana porque um livro meu toscano continha a receita. Me atira uma piadina na testa, então.

O que me leva ao segundo ponto. Durante todo esse processo de buscar informações e aprender a cozinhar, eu me tornei extremamente radical em alguns pontos. Fruto dos vinte e poucos egocêntricos anos, que fazem com que nos achemos donos do mundo e da verdade absoluta (coisa que parece passar conforme envelhecemos, graças aos céus) e fruto da ignorância. Era uma fase muito "quem foi que inventou a maionese? Ah, então essa é a única maionese CORRETA." Resumidamente: eu era uma idiota. E fui idiota com muita gente. E hoje agradeço aos leitores que suportaram toda essa fase, que foi e voltou algumas vezes, e continuaram por aqui. E peço desculpas ~aqueles com quem possa ter sido grosseira ao longo dos anos. De verdade.

Acho que todos nós, quando descobrimos algo novo de que gostamos, mergulhamos um pouco de cabeça. Às vezes nos empolgamos além da conta. Às vezes viramos militantes. Às vezes ficamos chatos. Então descobrimos que estamos chatos e tentamos amenizar um pouco as coisas. E mudamos de ideia.

E este é o terceiro ponto. Quando comecei esse blog, jurava que era a primeira pessoa do mundo a pensar num blog de culinária. Há! Pausa para as risadas. Era a única dentre todos os meus amigos que cozinhava alguma coisa, e realmente me julgava grande coisa. O bastante para ensinar os outros que sabiam menos do que eu. Como muitos outros blogueiros, caí na fantasia de ser "descoberta", publicar livro e virar a próxima Nigella. Coisa que, ainda bem, passou. Passou e o que ficou, quando parei de tentar produzir fotos ou maquiar minha vida, foi um blog extremamente pessoal. Quem lê desde o primeiro post pode identificar todos meus questionamentos e dificuldades, toda a insegurança da adolescente gordinha que a gente carrega dentro de si pelo resto da vida, toda a tentativa de me tornar alguém remotamente melhor do que eu era, todos os meus retumbantes fracassos nessas tentativas e alguns pequenos sucessos.

O blog tornou-se um diário pontuado de receitas, mais do que qualquer coisa. E o que minha cabeça confusa produz às vezes não é consistente, às vezes é esquisito, às vezes não faz o menor sentido. Algumas outras vezes é uma versão romanceada dos fatos, para um efeito mais cômico. Mas com certeza me ajuda a colocar as ideias em ordem. Mesmo que seja para ler de novo um mês depois e me sentir estúpida.

Em suma, não levem muito a ferro e fogo o que escrevo aqui. São apenas crônicas. São apenas receitas. São apenas opiniões de alguém que, como muita gente por aí, não sabe tudo. É para ser divertido. Ligeiramente informativo. Mas não muito. Se deixar de ser divertido para quem lê ou para quem escreve, então acabou. (Só que ainda não acabou, não se preocupem.)

Noutro dia comentei com meu marido: "Às vezes me sinto completamente esmagada pela sensação de não fazer ideia do que estou fazendo."
"Em que sentido?", perguntou.
"Todos. Saber o que estou fazendo presume que tenho controle total sobre os resultados. E eu não tenho. Não faço ideia de que tipo de adultos meus filhos vão ser. Não faço ideia se minhas telas vão vender. Não faço ideia do por quê de continuar escrevendo o blog. Não sei qual vai ser o resultado de tudo isso. Às vezes isso me esmaga. Às vezes é libertador."

[Obs: e se você leu isso e imaginou um tom de voz mi-mi-mi, saiba que não foi com esse tom que escrevi. O próprio post anterior fora para inaugurar uma fase mais leve e despretenciosa no blog. Então leiamos com leveza e um sorrisinho maroto.] 

Obrigada a todos os leitores, críticos, fãs, que vão e voltam, que têm me feito sempre matutar bastante. Porque fica tudo muito chato quando todo mundo concorda em tudo absolutamente e é sempre bom ter o carinho de vocês e também os alertas que me fazem mudar ou reafirmar meu caminho. ;)

36 comentários:

Fulana disse...

A minha cara de perdida quando vejo que um texto que me parece uma síntese de diversos outros que você vinha ensaiando em posts anteriores gerou tudo isso...
Achei Larissa meio mimada, meio egoísta, diria que até meio machista. A mãe que é inconstante vai criar um psicopata que vai metralhar o cinema no futuro. Talk to my hand, Larissa: você idealiza uma mãe, uma cozinha, um estilo de escrita e até de blogar.
Eu coleciono ingredientes, livros de receita e muitas outras coisas. Mas na hora de almoçar e transformar meu chuchu em algo interessante, é no seu blogue que me baseio em primeiro lugar. Fiz um ou dois bolos, nunca fiz um pão postado aqui; não estou interessada nesse lado mais 'elaborado', digamos assim. Estou interessada nos triviais almoços que me ajudam a pensar os meus.
Tem gente que vem pelos textos, que vem pelos pães e há quem venha pelos desabafos maternos (honestamente? quando leio suas histórias tenho ainda menos vontade de ser mãe e imagino o Thomas um pentelhinho, sempre fazendo manha por algum motivo)...Mas jamais viria para buscar e poder apontar a contradição alheia, quando eu mesma não resolvi as minhas.
Espero que seu blogue tenha vida longa :)

Ana E.G. Granziera disse...

Fulana,
ô, tadinho... Thomas é muito fofo. Só passou pelos "terríveis dois anos". ;) Mas entendo seu ponto. Eu constantemente falo das manhas pelo efeito literário e por não querer fazer tudo parecer perfeitinho. Acho que está tendo o efeito contrário. o_O Vou tomar cuidado com isso.
bjs

Lari Ratis disse...

Ana, além de sua cliente (o quadrinho de maternidade do Miguel ficou lindo!) sou sua leitora do tipo que eu gostaria de ter para mim: leio tudo, guardo comigo o que me agrada e o que me ensina e esqueço o que não concordo. Disso tiro um saldo muito positivo: tenho muito seu guardado e agradeço todos os dias a sua coragem de expor um pedacinho da sua vida que é tão gostosa de ler, porque parece sempre tão verdadeira. Obrigada :)

Caroline disse...

Hahahahaha. Ana, você é um barato!
Mas eu te entendo totalmente... sou mãe de 3, tive 2 em parto domiciliar, entre outras locuras! Assim que uma mãe sempre ganha uns carimbos de esteriótipos na testa com as escolhas faz
Mas que venham no TEU BLOG e comecem a jogar pedra nos TEUS TEXTOS E DIVAGAÇÕES TUAS... é um grande convite à pessoa usar a porta X ali em cima e se retirar... sorry! Mas o blog é teu, a vida é tua, as divagações são tuas e ninguém tem nada que ver com isso!
Abraços...
Não deixe de escrever, mesmo com as idas e vindas da vida de mãe / mulher, se não seríamos máquinas e não serem humanos!

Caroline

nathalia disse...

Ana, as pessoas que levam tão a sério qualquer coisa, e criticam e humilham não valem a pena. Você escreve o que sente e pensa, sem ofender ninguem! Compartilha seus anseios conosco.
Eu leio sempre! Às vezes concordo, às vezes nao...mas AMO ler o que você acha de tudo. Respeito muito você e seu modo de vida!

A gente muda mesmo! Bobo é quem nao entende isso, e acha que é o dono da razão. (tem umas leitoras que ninguém merece, hein..aff)

Adoro seus posts. Me ajudam a refletir também para quando eu tiver minha própria família.

Beijos e apertos nas 2 forurinhas daí!










Roberta Mello disse...

Ana, te sigo há um tempão, e lendo sobre a evolução do blog, passou um filme na minha cabeça, de quando você era mesmo crica com umas coisas, mas é como disse, a gente amadurece, perde interesse, muda, faz outras coisas. E é assim que é a vida, não?
Hoje em dia, as pessoas andam muito xiítas, todos tem uma opinião e é só aquela como a história da maionese, adoro teus posts e sempre que abro o feedly, fico procurando um teu, um dos pouquíssimos blogs que me faz ler posts do começo ao fim.
Te dizer a verdade, acho que nunca fiz uma receita postada por você, por simplesmente não ter afinidade com elas, mas você me ajudou e muito em usar itens mais naturais, e abandonar de vez os industrializados.
A internet é legal, mas só se você souber filtrar muito, o fato de não ter a entonação do que você está falando, gera dúvidas, e eu acho que alguém com o humor tipo o seu, deixa alguém sem entender o que quis dizer e bombardeia.
Continue na sua busca de tentar entender o que quer da vida, assim como eu vou tentando também. A gente erra, mas acerta também!
Beijos

Unknown disse...

Oi Ana!
Me identifico muito com duas coisas no teu blog, a comida e a maternidade. Sempre que penso em cozinhar alguma coisa diferente do que já faço, venho buscar inspiração aqui, já fiz várias receitas e uso muitas dicas.
Além disso sou mãe de 2 meninos (4 e 7 anos) e as vezes quando você descreve alguma situação com o Thomas, me vejo na mesma situação com meu Antônio.
Ah, e não acho o Thomas manhoso não, hahaha. Faz parte da idade, logo passa! Acredite, sinto saudade dessa fase mais nova dos meus meninos.
Por favor, continue a dividir suas crônicas e as manhas dele com a gente!
Admiro sua coragem em dividir suas dúvidas e incertezas, ainda mais nesse mundo tão facebookzado, onde todo mundo é perfeito ;-)

Um grade beijo,
Jacqueline

Cd Paraná disse...

Aff...Apesar de não concordar com tudo, gosto do jeito que escreve e se posiciona, pois mostra justamente quanto humana, mulher e mãe vc é. Temos todos que aprender a lidar com a discordância, pois assim é que crescemos. Quando leio seus textos e suas receitas, tenho a impressão que estou numa cozinha conversando com uma amiga que passa por bom e maus bocados e disso tudo faz comidas deliciosas!

Camila disse...

Ana, aprendi - e ainda aprendo - muito com os teus posts culinários. Aposto que a maioria das visitas alemãs ao teu blog são minhas, às vezes procurando por receitas que você já testou e eu também, noutras, procurando por inspiração.
E, apesar de não ser mãe, gosto dos teus posts maternos, da simplicidade das receitas adaptadas à tua rotina mais corrida, das carinhas fofas das tuas crianças.
Deixo aqui o meu agradecimento pelas receitas tão detalhadas, com as quais aprendi muito, bem como a generosidade de falar um pouco sobre a sua vida, como se fosse o leitor fosse um amigo que está sentado na cozinha tomando um café enquanto você prepara alguma comida gostosa. :-)

Anônimo disse...

Ai, esse povo tem cada uma! Quem vier aqui dizer que nunca mudou de ideia na vida sobre alguma coisa está mentindo, assim como aqueles que nunca erraram. Parece que só vem aqui pelo prazer de encher a paciência.
Ana, você já sabe fazer isso melhor que eu (acho que nunca teria paciência para escrever um blog durante tanto tempo e ainda aturar todos esses haters e trolls), mas não liga pra eles, não. ;)
Obrigada por compartilhar suas receitas e pensamentos aqui. (Sua linda!)

Beijos,

Cris.

Mariana disse...

Adoro este blog, por justamente ser esta combinação de coisas que foi, é e será. Adoro que tem sim receitas e posturas de cozinheira pretensiosa, mas também tem comidinha simples para fazer em almoço de meia hora. O mais importante é que tem uma pessoa por trás.

Anna Flavia Ganut disse...

Olá Ana! Sou leitora antiga do seu blog e simplesmente amo a forma como você escreve. Olha, é impressionante como postar qualquer coisa sobre parto, gravidez, criação de filhos e afins causa verdadeiro furor. Tudo sobre maternidade é motivo para críticas e polêmicas e eu sinceramente nunca entendo. É a sua experiência, leia e compartilhe quem quiser. E sempre há a possibilidade de não se ver aquele conteúdo. É simples.
Bem, eu abandonei a comida pronta faz um tempo e hoje cozinho para a minha filha de 18 meses numa alegria imensa. Desde caldos caseiros de legumes até bolonhesa picada na faca, passando por gengibre em conserva, cenoura e kibe de bandeja, a bichinha traça tudo. Medo dos "terrible 2". Espero que ela goste do mingau de quinoa! Um beijão e continue escrevendo!

Toc de cuisine por Mônica C disse...

Genial! Adorei suas explicações e razões de ser do blog, e concordo que você nem teria que se explicar para nada. Adoro isso! Tenho meu blog e odeio quando ficam questionando com que autoridade eu digo alguma coisa. Respondo logo que com nenhuma autoridade porque nem é minha intenção. Apenas as vivências que compartilho! Bravo !!!!!

Camila disse...

Quer saber????? Me sinto muiito mais humana quando leio seus textos e percebo que não se vive de aparências.... Instabilidade? Simm. Dúvidas?Simmm... Mudanças? Quem não?
Somos inconstantes e mais, acho isso o máximo, afinal não me interessa ser um robô.
Obrigada por dividir seus pontos de vista conosco e se eu vou tomá-lo para a minha vida aí é outra discussão.
Gosto de conhecer pontos de vista diferentes e IGUAIS aos meus, só assim o raciocínio pode ser exercitado.
Ah e eu queria ser uma mãe assim! (Não tenho filhos ainda)
Afinal eu sei que fritura é ruim, nem por isso preciso jamais provar, nem só comer isso....
Ahh, e confesso que há dias em que sequer leio a receita (se não me interessou) mas jamais deixei de ler a "conversa" que vc tem com o leitor
Beijos

Angel disse...

Ah Ana, que satisfação tão grande ter amadurecido com você durante os últimos 8 anos. Naquela época eu era viciada no seu site e tentava sem sucesso cozinhar, me identificava com voce porque tinha um Golden Retriever em um apartamento e minha filha era da sua idade. Tentava fazer com que ela se interessasse por cozinha através do seu interessantíssimo site. E...consegui! Hoje tenho um neto de 2 anos e meio, minha filha nao vive sem você e todos nós evoluímos juntos!!! Cade o Nhoque? Caique ja está com 9 anos.. Beijos e VIDA LONGA AO SEU site ele faz parte da minha família!! beijos

Anônimo disse...

Oi Ana!
sabe o que eu estou achando muito chato no mundo virtual?
ter que dar explicação.
Não se preocupe com isso.
A escrita tem o desafio da interpretação.
Por isso um livro normalmente não rende um bom filme...
bjs
Dadi

Carol MM disse...

Ana, sério, sempre leio seu blog, adoro, sigo as receitas, mas raramente comento. Só que hoje não resisti, adorei seu post. Acho incrível o quanto você é sincera e coerente.
Quando descobri seu blog passei dias lendo sem parar, percorri todos os anos e é muito legal ver o quanto você foi mudando e todo esse processo que agora você está descrevendo.
Entendo a sua sensação de se sentir esmagada, mas acho que você está fazendo um excelente trabalho em todos os sentidos, seus filhos são lindos (o que são essas bochechas da Madame Bochechas?!!!), saudáveis e têm uma mãe que se preocupa em como criá-los da melhor forma que acredita (e hoje em dia isso já é muita coisa), você é super talentosa e seu blog é uma delícia de ler. Espero realmente que você nunca se sinta esmagada o suficiente para abandoná-lo.
Eu sempre digo que queria ser sua amiga de verdade, porque gosto muito de como você lida com tudo e tenho achado o máximo suas "crônicas" sobre como ser mãe.
Bjos

Maria Beatrix disse...

10 pro post anterior e 10 pra esse aqui também. "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do ter aquela velha opinião formada sobre tudo" No ritmo da música, por favor ;P

Rebeca Jacuniak Bucholtz disse...

Ana querida! Quase não comento por aqui mas leio toda semana! Acompanho suas receitas e o que você nos permite ver do seu dia a dia!
Apesar de não ser mãe, concordei tanto com seu texto anterior! Porque já ouvi esse tipo de coisa de amigas que tem filho e tal!
E sinceramente... sobre os comentários polêmicos... sério... tive que ler pro meu marido, porque ele chegou a perguntar o porquê da minha indignação olhando a tela do pc! hahaahah!! Genteeee! Não dá pra entender!
E ah... eu já testei muitas receitas suas, e todas, TODAS deram certo! Amo cozinhar e tenho um pequeno negócio de coisas por encomenda e sim... faço quase tudo por receita! Tenho péssima memória para elas e muitos, muitos livros que compro compulsivamente por simplesmente amar conhecer novos sabores e receitas! Me crucifiquem por isso!
Portanto... por favor, continue... Porque o La Cucinetta faz parte da minha vida já! E olha que temos pontos de vista muito diferentes em vários sentidos, mas é isso que é legal no mundo né!?
Um bjo enorme!!

Gilda disse...

Ana, por favor, faça tudo, mas não deixe de escrever seu blog.

Kátia Muniz disse...

Você não faz idéia do quanto dou risada das suas "aventuras" como mãe e dona de casa, esse malabarismo que imagino que aconteça com todas e que vc descreve de forma engraçadíssima e que traz um certo "conforto" a mim, pois vejo que não sou a unica a rir de mim mesma e continuar tentando todos os dias...seu blog é fantástico!!!! RS..FORÇA NA PERUCA E UMA ÓTIMA SEMANA PRA VC!!

Luciana Betenson disse...

Ana, sem palavras :-) Love you!

Anônimo disse...

Duas vezes,lá atrás nos teus posts,já me emocionei com teus textos de "resoluções",cheio de "de verdade" e de desculpas.E vejo enfim,que nada muda ou mudou na tua postura.Tudo é só discurso pra platéia."Se vc me engana uma vez,a culpa é sua.Se vc me engana pela segunda vez,a culpa ainda é sua. Mas se vc me engana pela terceira vez,a culpa é minha".
Não gosto que manipulem a minha emoção.Há quem goste.

Valentina disse...

Ana, ja ri tanto. vc eh engracadissima. a tua autenticidade he adorable. um dia ainda quero te encontrar e tomar um cafe. and meet this gutsy girl who's just very adorable.

sol disse...

Desde que li teu mini post,fiquei pensando nele.Nem ia escrever nem nada,resolvi aproveitar esta minha madrugada insone.Faz tempo que deixei de frequentar teu blog assiduamente,desde muitos posts atrás, mas nestes dias acompanhei o que vc chamou de “balburdia”.
Não sei onde vc viu balburdia.Só vi pessoas te defendendo sem nenhuma argumentação real ,que não fosse desmerecer quem te criticou e vi algumas críticas, que na minha opinião,não eram nem críticas, e sim questionamentos,dos quais vc se esquivou com educadas palavras irônicas, repetindo exaustivamente teus argumentos,sem minimamente ouvir ou interpretar corretamente o que estavam te dizendo.
Nem considero o mérito das críticas/ questionamentos ,se foram justos, verdadeiros,ou apenas ofensivos, maledicentes, e invejosos,como a maioria das pessoas achou.
Se vc publica um texto na web,sabe que será público e milhares
de pessoas poderão ler aquele texto,comentar,elogiar,questionar,
criticar,e que não basta simplificar e dizer que “o texto é meu e ninguém tem nada a ver com isso”.
Uma pessoa comentou (acho que neste post mesmo) que estava achando muito chato ter que ficar dando explicações no mundo virtual.
E esse é ponto. Quem publica não deve assumir a responsabilidade pelo que escreve? Atrás das palavras digitadas e textos virtuais não estamos todos nós,pessoas reais?
Se vc se incomoda tanto com as mínimas críticas/questionamentos que recebe,não dá pra entender porque continua blogando. Um “querido diário”com chave dourada presa com alfinete na calcinha talvez te coubesse melhor.
Me lembrei de uma fisioterapeuta,super educada e com a melhor das intenções, que te sugeriu que vc procurasse se aprofundar nos problemas de fala(era a especialidade dela) que seu filho apresentava naquela época,(coisa que vc mesma comentou) e da tua resposta ,que vc deve se lembrar qual foi.
Se vc compartilha tua vida e tuas experiências na cozinha ,mas não quer que ninguém se envolva com elas, feche os comentários, ou estará reduzindo,todos os teus leitores, a amebas.
Acredite ,Ana,a gente só se aprende através de quem pensa o contrário do que pensamos,são estas as pessoas que poderão nos despertar um outro olhar,um novo olhar...
Te desejo imensa boa sorte.

Ana E.G. Granziera disse...

Sol,
a balbúrdia a que me referi não foram apenas dos poucos comentários negativos. Mas da discussão toda, mesmo quem veio atacar quem criticou, e aí quem criticou voltou pra me culpar de ter gente me defendendo, e afins. Foi uma discussão que me surpreendeu um bocado. Mesmo. A necessidade de me explicar vem justamente porque eu sei que fui muito radical em outras épocas, e que tive posturas que hoje eu mesma acho toscas, e a internet deixa tudo em cache pelo resto da vida (digamos assim) e as pessoas voltam para cobrar você de coisas que você disse há 6 anos atrás. E sim, eu concordo que um jeito de aprender é com as críticas. Mas algumas eu realmente não entendo o ponto. A pessoa leu, não concordou, tem todo o direito de, num espaço público, dizer "não concordo, não gosto disso". E tanto estou aberta a esse tipo de coisa, que eu publico os comentários. Nada, no entanto, me obriga a concordar com eles. E eu não concordo com comentários que criticam essa pequena parcela da minha personalidade que aparece no blog. Já escrevi isso: eu ouço críticas à minha personalidade de gente que me conhece por inteiro, que sabe como são as outras áreas da minha vida que não aparecem por aqui. E daí que eu não sei exatamente o que essas pessoas esperam quando vem fazer esse tipo de crítica: se elas querem que eu fique quieta, para que acreditem que "me botaram no meu lugar", se elas querem que eu concorde e mude em função do que um estranho me disse (daí a ironia da resposta) ou se elas esperam que eu perca a compostura e mande todo mundo pro inferno. O que me dá vontade às vezes. Pessoa pode vir aqui e ser grossa comigo e eu não posso ser grossa de volta? Me pergunto se essas mesmas pessoas, quando confrontadas diariamente com pessoas com as quais elas não concordam (gente do trabalho, por exemplo), saem por aí declarando aos quatro ventos "não gosto de você, acho que você deveria repensar o que faz da sua vida". Percebe como isso não faz sentido? Na vida real, quando alguma pessoa te incomoda, você se afasta dela. Na virtual, não. Obrigada a ler críticas, eu sou, pois modero os comentários. Mas a concordar, não, não sou. Aceitar, também não. Onde que "coitados dos seus filhos" foi um comentário construtivo? E onde que vir me xingar porque tem gente que gosta do blog ajuda? No caso da fisioterapeuta, o post falava sobre isso de a gente entrar em pânico achando que qualquer coisa nos filhos é coisa grave, e eu sei que ela quis ajudar, mas o comentário dela justamente falava que meu filho poderia ter algo grave. É chato sim isso da internet de ficar se explicando, mas isso só acontece porque a internet tá chata pra dedéu, que parece que, se você escreve, tem que agradar todo mundo o tempo todo e baixar a cabeça se alguém não gosta. Eu não gosto de um MONTE de gente que escreve. Blog, livro, jornal. Eu não passo meu dia mandando email pra esse povo dizendo que eles são uns idiotas. Adoraria. Mas não faço. Porque eu sei que é uma enorme perda de tempo. Minto: fiz isso uma vez, aos 18 anos, e escrevi um email imenso para uma revista, xingando de fio a pavio toda a editora que publicava aquele lixo. Sabe o que aconteceu? A revista continua circulando e eu parei de comprar.
Eu realmente sinto muito se há gente que odeia o blog (e que me odeia). Eu odeio a Ana Maria Braga e tenho um milhão de sugestões para a vida dela. Tem gente que ama a mulher de paixão. Eu simplesmente não assisto ao programa dela. Há discussões que levam a alguma coisa, e outras que não. Meus esclarecimentos foram a quem continua seguindo o blog, pois eu sinto que devo algo a quem me deu carinho por todos esses anos. Pois ao meu ver, quem me xingou tanto, obviamente parou de ler naquele post.
Espero que você entenda meu ponto e possa passar por cima dessa discussão bizarra e sem sentido e que continue aparecendo por aqui, concordando ou não comigo.
abs

sol disse...

Ana,compreendo seu ponto de vista,mas,não concordo com ele. Ou vc tem dupla personalidade,ou é completamente fake no teu blog.Não vou rebater tua argumentação,vou embora.Com uma pessoa tão desesperadamente defensiva como vc,não tem conversa.

Ju e Júlio disse...

Ana, tem um livro chamado Eu era uma ótima mãe até ter filhos. Muito engracado.
Que bom que você mudou. É direito seu.
Eu fui vegetariana 3 anos e depois que pari voltei a comer carne. Me pareceu difícil exigir que pessoas fizessem dois tipos de comida por minha causa. E depois aquela fome de matar na amamentacao. ..

E aprendi tantas coisas no seu blog.

Edna Melo disse...

Sou leitora assídua do seu blog e me identifico tanto com você! Também penso que não dá pra ser radical com nada, uma hora a gente quer uma comidinha vegetariana, vegana até, de repente A-DO-RO queijos, hummm, A-MO comida natural, mas também A-MO comer peixe, nas mais variadas formas de preparo, só não como peixe cru rs. Carne e frango vão bem no cardápio, apesar de não gostar muito de carne de porco em geral, acho que bacon dá um sabor todo especial a qualquer massa... enfim, é viver da melhor maneira, né? beijos.

Laís de Gênova Claudino disse...

Ana, assino embaixo de tudo que vc falou. As pessoas hj em dia têm um costume MTO feio de dizerem grosserias simplesmente pq estão atrás da tela de um computador. As regras da vida real tbm valem aqui no mundo virtual e educação nunca matou ninguém.
Nunca achei q vc foi defensiva, mto pelo contrário, sempre te achei mt sensata nas respostas.
Como vc mesmo disse, vc libera os comentários aqui mas não eh obrigada a concordar com eles. NINGUEM É.
A vida eh sua, a inconstância faz parte de nós e ainda bem que faz parte.
Quem nunca errou (seja como mãe, seja na grafia, seja nos julgamentos da vida) que atire a primeira pedra.
Acho que ninguém aqui vai atirar.
Quem não está satisfeito com o blog sempre pode dar um google e achar outros. Mas tenham educação pelo menos.
Ana, continue escrevendo pq seus textos são ótimos. Aprendi mtas coisas aqui. ;)

Bjs,
Laís

Paul disse...

Ana, mil perdões, mas após ler TODOS os comentários da postagem anterior e os desta aqui também, serei obrigado a fazer uma crítica dura, assim ninguém poderá me chamar de ANETE:

Não alimente os trolls guria.

:-)

Leio faz anos, volto sempre.

Erika Fernanda disse...

Ana,

Acompanho seu blog há uns 4 anos, adoro demais ler seus posts.
Adorei o post anterior ri demais, e achei que não precisava se dar ao trabalho de escrever este.
As pessoas perderam o bom senso,infelizmente não sabem interpretar textos, e pior de tudo não sabem a diferença de crítica e ataques.
Continue a escrever e como dizem por aí a porta é a serventia da casa, o que a gente não gosta não curte, não segue certo?

Abraços
Erika

Anônimo disse...

Ana, fiquei super feliz de entrar no teu blog depois de um tempo e achar vários novos posts e receitinhas (fiquei louca com o pão de cenoura e o naan)! Até que achei esse post aqui e o anterior. Concordo plenamente com o Paul: não alimente os trolls!! Abs! Luciana R., RJ

Marcos Alvarenga disse...

Se alguém não entende que seus textos têm uma grande vertente pessoal, é problema de interpretação de texto de quem está lendo. Isso fica muito claro na forma como você escreve (e ao mesmo tempo questiona muito do que escreveu, quase em tempo real).
Se alguém que algo com tom de verdade absoluta (mas nem por isso mais verdadeiro), que vá ler a Veja ou assistir um documentário do Discovery.

Abraços e parabéns. Você é uma das minhas referências pessoais de como escrever bem e corretamente.

Marilene disse...

Oi Ana,
encontrei seu blog alguns anos atrás, procurando uma receita fácil de fazer com meus alunos de pré-escola, numa aulinha de culinária. Achei a sua receita de requeijão cremoso e me diverti com o blog. Ontem resolvi dar uma espiada depois de muito tempo, e resolvi ir lendo de trás para a frente, até chegar no último post que tinha lido, meses atrás. Lia feliz da vida, quando cheguei neste post e no anterior. Fico assustada com a agressividade com que as pessoas que se escondem por trás de um "anônimo" se expressam. Não entendo o porquê de se alterarem tanto, afinal se eu não gosto, simplesmente não valorizo, vou embora. Enfim, só pra deixar o meu "pitaco", deixo uma frase de Skinner: “Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja disposto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.”

tati disse...

Oiiiiesss, sou uma pessoa q curte comida NADASAUDAVEL, mas sempre estou por aqui, pois seus textos são fantásticos ao ponto de "eu" testar comidas estranhas ou só aliviar a mente lendo textos bem escritos sobre comidas ou qq coisa, hj em dia isso é raro, obrigada e bjks mil em td família.

Cozinhe isso também!

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