quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bolo de chocolate com beterraba e a saga da gastança de dinheiro

Noutro dia, tendo chegado cedo demais a um curso e tendo comido praticamente nada no café, resolvi, de estômago roncando, parar num desses cafés franqueados para um belisquinho e um chocolate quente, que a manhã estava de gelar os ossos. Sento a busanfa na cadeira, fico rabiscando meu caderno e beberico – de fato beberico, pois "beber" inferiria um ato mais longo possibilitado por uma quantidade maior de líquido – meus... 90ml? É, 90 ml de chocolate quente. Como meu pão-de-batata mal recheado com gosto de fui-feito-há-dois-dias-atrás-e-requentado-no-microondas. Levanto para pagar a conta.
"13,90, senhora", diz a mocinha do caixa, sem me olhar nos olhos.
"Hein?"
"13,90", repete ela, no mesmo tom, agora me olhando com assombrosa inexpressividade.
Era de se esperar que alguém que me cobrasse catorze reais por um mini-chocolate e um pãozim de batata mequetrefe, no mínimo estivesse tão inconformada quanto eu, mas aparentemente aquilo era normal para ela.
"Mas foi só um chocolate e um pão de batata", explico, certa de que foi um engano.
"Ah, sim, mas é que tem serviço."
Minha cabeça faz um cálculo que não fecha e concluo que, além de estar sendo roubada, não sei fazer cálculo de porcentagem de gorjeta ao contrário.
"Ahn... mas isso ainda quer dizer que o chocolate e o salgado custam mais de dez reais", tentei confirmar, incrédula.
Veja bem: era um cafezinho de rede; não desses de cafés moídos por mãos calejadas de freiras cegas, onde se espera pagar 5 reais por um espresso vagabundo com gosto de queimado apenas pelo prazer de sentar na mesa e mostrar pro mundo que você é um ser privilegiado que pode pagar 5 reais num espresso.
 "Ahn... isso", assentiu a moça, já ficando ressabiada, sem entender o por quê do meu sobressalto.
Tive vontade de perguntar se o chocolate era belga e se o pão de batata fora sovado pelas mesmas freiras cegas do café chique, mas desisti. Paguei minha conta decidida a levar um sanduíche de casa no sábado seguinte.

Fiquei matutando. Aquele estabelecimento perdera a noção de valor... ou fui eu?

Daí, noutra semana, finalmente olhando no espelho e acreditando que o corpo pós-parto já estabilizara o bastante e não tendo mais calça para usar – na calça jeans comprada pós-parto do Thomas cabe duas Anas e a calça preta virou cinza, rasgou na barra de tanto pisar em cima e está toda manchada de tinta – resolvi me comprar uma legging, que julguei que seria prática, simples e mais barata que um jeans novo.

Sem opções por aqui, fui a São Paulo bater perna. E bater perna eu bati. Um bocado.

"Tem legging preta?"
"Tem sim, moça, tá aqui."
"Hmmm... mas tem com elastiquinho normal? Sem ser essa cintura larga? Porque... sabe o que é? No meu corpo essa cintura larga não funciona. Dou dois passos com criança no colo e a calça vem parar no joelho e fico de bunda de fora."
"Impossível, moça. Essa cintura foi feita pra não escorregar."
"Ahn... mas escorrega. No meu corpo escorrega. Não tem daquela basiquinha? Elastiquinho mequetrefe? Algodão? Sem estampa? Sem logotipo?"
"Ahn... bom, tem essa."
"Serve. Quanto é?"
"Cento e cinquenta."

Silêncio.

"Cento e cinquenta", repete, achando que não ouvi.
"Obrigada."

Saio sem legging, pensando que R$150,00 era o que eu pretendia gastar num jeans. Eventualmente, encontrei minha legging mequetrefe por 1/3 do preço, numa lojinha de lingerie, e comprei morrendo de medo de estar levando meia-calça no lugar de calça. Mas a bunda está devidamente coberta, então ok. Agora, em dia de frio, alterno entre minha calça-jeans-meio-que-boyfriend-só-que-não e minha legging-preta-talvez-meia-calça.

E fiquei matutando. Aquele estabelecimento perdera a noção de valor... ou fui eu?

Talvez tenha sido eu. Leio outro dia uma reportagem de uma revista mostrando uma moça que gasta 1000 reais a cada seis meses em roupa como um ser humano frugal, e achei que se isso era frugalidade, eu havia realmente me tornado ponto fora da curva.

Ficar muito tempo sem trabalhar depois do nascimento dos pimpolhos me tornou mais muquirana que o normal. Nada te mete mais medo de gastar dinheiro em sapato do que ver sua conta no vermelho e ter de comprar banana para as crianças. Sair de São Paulo e me mudar para um lugar com poucas opções de compra, e onde as lojas não estão imediatamente no meio do seu caminho para tudo, me arrancou à força o hábito de ficar fuçando em vitrine e me arrumando necessidades inventadas. Morar num lugar sem bons restaurantes tornou o comer fora tão raro que virou passeio em família, saindo da categoria "alimentação" e indo para "lazer". Ficar tanto tempo usando a mesma meia dúzia de roupas durante gravidez, pós-parto, gravidez, pós-parto, porque era o que cabia e o que era prático, me fez perceber o que eu de fato uso e o que de fato preciso. Estar em paz com minhas pelancas me fez perder a necessidade de me vestir para passar uma impressão X ou Y para os outros.

E assim, que de repente, percebo que perdi o HÁBITO de gastar dinheiro. O dinheiro que eu gastava em livros quando estava entediada. O dinheiro que eu gastava em ingredientes especiais para o dia em que o Papa viesse jantar em casa. O dinheiro que eu gastava em roupas quando minha auto-estima estava baixa. O dinheiro que eu gastava num cafezinho só para matar o tempo.

De repente estou em paz com a comida mais simples, com o queijo nacional, com a calça jeans que cai sem cinto, mas cujo tecido continua ótimo, com o usar saia florida e blusa listrada não porque é "crash" de estampas, mas porque é isso o que tem limpo no armário hoje. E definitivamente não estou em paz com pagar catorze reais num café e um salgado ou cento e cinquenta numa legging de algodão de uma loja meia-boca, que EU SEI que vai durar seis meses se eu usar dia sim, dia não. Ando muito velhaca nesse sentido, falando da época em que se pagava R$1,50 no pão-de-batata e R$30,00 numa blusa super chique, de tecido bom, em loja estrangeira do shopping.

E fico matutando. É impressionante como gastar dinheiro não passa de hábito. Lembro daquele mês que fiquei sem gastar, levando ao clube térmica com cerveja e sanduíche, programando passeios gratuitos. Impressionante como a gastança de dinheiro que se exige de um ser humano participante da economia de hoje parece absurdo uma vez que você larga o hábito e começa a parar e pensar antes.

Antes de comprar uma mochila e lancheira para meu filho, vou ver se tem algo em casa que possa usar. Antes de ir ao supermercado para comprar o ingrediente que falta, vou ver se consigo substituir por outra coisa da despensa. Antes de comprar uma roupa nova, vou esmiuçar o armário e rever o que está lá dentro, as combinações, ver se de fato preciso daquela peça ou se dá pra reformar e continuar usando o que eu tenho. Antes de sair para comprar uma treliça para o pé de maracujá, vou ver se minha sogra tem arame na garagem dela.

Antes de sair para comprar um queijo caro para usar numa salada com as beterrabas que já estavam assadas na geladeira, vou usá-las na sobremesa e fazer salada de cenoura mesmo. Antes de sair para comprar um bolo, vou fazer um. Um bolo de chocolate e beterraba. Do lindo livro Tender, do Nigel Slater, que anda me dando cada vez mais vontade de repensar meu jardim e montar uma horta que preste. Mas antes de sair para comprar vasos imensos para isso, ando matutando para descobrir como reaproveitar outra coisa como jardineira.

Esse bolo está aqui a pedido da sogra, que adorou o bichinho. Eu teria deixado cinco minutos menos no forno, para que suas beiradas não tivessem ressecado e tivessem mantido a textura quase cremosa do centro. A beterraba nele é tão sutil que mal se sente, contribuindo mais para cor e textura e deixando uma mancha avermelhada no prato. O café serve apenas para ressaltar o sabor do chocolate. O chocolate, belga e chique, compro pela internet, em sacos grandes uma vez a cada ano e meio, saindo metade do preço do que se eu comprasse em pequenas quantidades no supermercado

[E se alguém ficar com dó da ilustradora que vos escreve e quiser colaborar com a compra de uma nova calça jeans, pode sempre ir na minha nova lojinha, dar vazão ao hábito de gastar dinheiro e comprar um de meus trabalhos. ;) A loja está em construção, estou colocando a venda mais originais, principalmente peças culinárias, e no próximo post falarei mais a respeito.]

BOLO DE CHOCOLATE E BETERRABA
Do lindo Tender, de Nigel Slater.
Tempo de preparo: 1h30, mais o tempo de cozinhar as beterrabas, se não estiverem prontas
Rendimento: 8-10 porções muito bem servidas, como sobremesa

Ingredientes:
  • 250g beterraba crua (usei duas médias que já estavam assadas e descascadas)
  • 200g chocolate amargo 70% de cacau
  • 4 colh. (sopa) café espresso ainda quente
  • 200g manteiga sem sal
  • 135g farinha de trigo
  • 1 colh. (chá) cheia de fermento químico em pó
  • 3 colh. (sopa) cacau em pó
  • 5 ovos, orgânicos
  • 190g açúcar cristal orgânico

Preparo:
  1. Unte uma forma de20cm com manteiga e forre o fundo com papel-manteiga. (Ele pede uma forma de fundo removível, mas usei uma comum e o bolo desenformou lindamente). Pré-aqueça o forno a 180ºC.
  2. Se não tiver beterrabas já cozidas ou assadas sobrando: cozinhe as beterrabas, inteiras e com casca em água fervente , até que estejam macias (cerca de 30-40 minutos). Escorra, deixe que esfriem um pouco, descasque e e transforme em um purê grosseiro no processador ou liquidificador.
  3. Coloque o chocolate numa tigela grande e coloque a tigela sobre uma panela com água em fervura branda e deixe derreter, sem mexer.
  4. Quando o chocolate estiver quase derretido, jogue o café quente sobre ele e mexa uma vez. Corte a manteiga em pedaços pequenos e misture ao chocolate e café. Deixe quieto, terminando de derreter enquanto você prossegue com o restante.
  5. Peneire numa tigela a farinha, o cacau e o fermento. Reserve.
  6. Remova a tigela de chocolate do fogo e misture bem com uma espátula, terminando de incorporar toda a manteiga. Deixe descansar por alguns minutos e enquanto isso, quebre os ovos, separando as claras das gemas. 
  7. Junte as gemas ao chocolate derretido, misturando rapidamente. Junte o purê de beterraba. 
  8. Bata as claras até obter picos firmes, e então incorpore o açúcar. Junte as claras ao chocolate, girando a tigela e movimentando a espátula do fundo para cima, tentando não perder muito o volume mas não deixando nenhum rastro de claras na mistura. Por último, fazendo o mesmo movimento, incorpore a mistura de farinha.
  9. Derrame a massa na forma e alise a superfície. Parece massa demais, mas não é. Leve ao forno e imediatamente abaixe a temperatura para 160ºC. Asse por 40 minutos, ou até que as laterais estejam firmes mas macias e o centro balance ligeiramente quando chacoalhado. 
  10. Retire do forno e deixe esfriar completamente sobre uma grade antes de desenformar (o centro vai afundar). Passe uma faca nas laterais e desenforme virando de ponta-cabeça numa grade, retirando o papel-manteiga e virando novamente no prato. Sirva com sour cream ou crème fraîche (faz diferença, vale a pena preparar uma porção de sour cream – creme de leite fresco com uma colher de vinagre, deixado por umas horas em temperatura ambiente – e deixar na geladeira enquanto ainda tiver bolo para comer) e, se tiver, sementes de papoula (as minhas ganhei de uma amiga que trouxe de fora).

49 comentários:

Kati Monteiro disse...

Oi Ana!
Li o seu texto e me identifiquei bastante. Moro na França hà 6 anos, e a cada viagem ao Brasil eu tenho um ataque de susto como este seu com o preço das coisas. Mas eu percebo que não é somente o preço das coisas que aumentou, são os valores que damos às coisas que estão mudando. Ou então fui eu que mudei.
Lembro perfeitamente o dia em que fui com a minha familia jantar num restaurante tipico nordestino. Entramos, sentamos numa mesa e começamos a olhar o cardàpio com a ajuda de um celular para poder enxergar, porque a "decoração moderna" da sala impedia toda e qualquer leitura. E quando notamos que o preço de uma tapioca de manteiga, a mais simples possivel, era 5 reais e que os outros produtos tinham preços que subiam em uma curva exponencial, resolvemos ir embora. Encontramos na pracinha (mais iluminada, animada e com uma agradàvel brisa do mar) uma tapioqueira que nos fez a tapioca com goma fresquinha peneirada na hora, super incrementada, com queijo, charque e tudo mais, por 4 reais. Saimos de là felizes e sem a sensação de estar sendo roubados.
Mas este não é um caso isolado. Muitas vezes, as franquias de restaurantes ou lojas "de marca" abusam de verdade nos preço dos produtos. Os restaurantes mais caros são aqueles em que se come comida congelada e requentada no microondas, enquanto que a 5 passos de là encontramos um lugarzinho simples e sem muito luxo, mas com comida honesta e com preços pela metade.
A quem estamos querendo enganar? Ir num lugar "badalado" para comer porcarias requentadas, tirar uma foto e postar no Facebook para mostrar aos "amigos"? O mesmo com roupas caras e "de marca".

Sobre as jardineiras, eu e meu namorado fizemos um jardim na varanda do nosso apartamento. E quando procuramos saber o preço dos vasos e jardineiras, tomamos um susto. Resultado, fizemos nós mesmos as jardineiras sob medida com palets de recuperação. Passamos uma camada de um produto para proteger a madeira, montamos tudo com pregos e martelos, cobrimos o fundo com pedras (também recuperadas), colocamos uma proteção de tnt antes de colocar a terra. As plantas estão contentes, pelo menos até agora.

Beijos

DricaPeixoto disse...

Eu também compartilho desse sentimento. Ou virei uma mão de vaca, ou as lojas perderam a noção dos preços praticados.
Até bolo, tehnho feito ocmo você, vou para a cozinha e preparo o meu super bolo fofo que o marido come se fosse a última refeição da sua vida.
Fico feliz, a poupança também.

Adriana disse...

Ana, tenho essa sensação há muito tempo. Não creio que seja virar muquirana, é a nova perspectiva de vida e dar o devido valor a cada coisa. Quando se paga por sua vida (casa, comida, alimentação, plano de saúde) os valores já mudam, com filhos isso muda mais ainda. Já tentaram me convencer que tudo tem a ver o quanto vc ganha, mas eu continuo achando que tem coisas que são objetos de desejo e não necessidade e exatamente por isso não justifica o preço pedido. Há muito eu evito comer fora de casa pq acho tudo um despropósito, não me conformo em pagar R$ 5,00 em um brigadeirinho ou R$ 6,00 em um café nem sempre tão bom.. sábado paguei R$ 3,80 por um pão de queijo pequeno e nem tão bom... quanto às coisas dos filhos... tive que ceder,kkk. Quando seu filho é o único da classe que não tem mochila de personagem fica um pouco dificil lutar ou convencer a criatura que isso é puro consumismo... aproveita e conta como vc compra o chocolate?

thais disse...

Gente! Eu estava pensando nisso esses dias, acho que os donos de estabelecimentos comercias piraram, qualquer prato de macarrão a bolonhesa dá custando R$ 45,00!O pior é você ter certeza que com esse dinheiro você faz uma pá de macarrão e ainda mais gostoso e com ingredientes que você confia. abaixo a gourmezisse das coisas, que na verdade se tornou uma desculpa para explorar as pessoas.
Abraços

Anônimo disse...

Ana, compartilho seus sentimentos. E, morando em SP e com duas crianças pra alimentar, fico chocada e ansiosa a cada ida ao supermercado e ao hortifruti, isso porque faço peregrinação e compro cada coisa em um lugar, procurando o melhor preço e qualidade. Enfim, tamo junto.
Agora, me permita te perguntar, onde vc compra o chocolate belga chique? Se puder me passar o link, te agradeço.
Um beijo,
Daniela

Luciana disse...

Post inspirativo mais uma vez e o bolo, tão lindo, que fiquei com conceira de fazê-lo. Conhecia a receita (ou melhor, a idéia do Slater de botar beterraba no bolo de chocolate), mas ficava com medo da combinação. Obrigada por dividir esta.

Érika Veiga disse...

Ana, como sempre, adorei seu post.

Me conta... em que site você compra o chocolate belga?
Andei pesquisando recentemente, mas achei absolutamente surreal o valor cobrado, ainda mais com adicional de frete.

Se tiver uma dica, nos conte.

Obrigada.

Érika

Fulana disse...

Ana, você é a pessoa que mais inspira meus atos de cozinhar. Esse seu texto era tudo que eu precisava ler hoje, gerou esse aqui http://bossabeat.blogspot.com.br/2013/09/im-trying-little-bit-harder.html

E gerou uma virada de chave incrível aqui dentro! Obrigada por isso e por tudo, sempre.

Beijos

Carolina Frîncu disse...

OI, Ana! falei sobre esse assunto hoje pela manhã com uma amiga. Rimos de nós mesmas e de como não conseguimos comprar um vestido lindo quando ele custa mais dinheiros do que cremos ser razoável pagar num pano de usar. Nunca comprei roupa de gestante. Fiz as minhas blusinhas, fiz um vestido de tecido mais fino para ocasiões especiais e usei na primeira, segunda e agora na terceira gestação. Ao perder o peso inicial, volto para minhas duas jeans de uns... 7 anos. Comer fora é algo que infelizmente precisamos fazer aqui e ali, mas quando o programa permite, prefiro levar uma torta de espinafre no carro, iogurte natural numa frasqueira e frutas. Não é só o preço, é o que ensino para meus filhos.
Quanto ao bolo, tá com cara ótima. Boa ideia para o lanchinho da tarde das crianças. Pena que meu estômago gravídico não aceite bolos. Bjo!

Sandra Peres disse...

Eu também acho tudo muito caro, o cinema, a pipoca do cinema, o refrigerante então...
Eu só vejo o povo todo reclamando e me pergunto pra onde vai essa dinheirama toda?

Adorei o texto, me encontro nessa situação, com pouca roupa, pensando várias vezes antes de comprar qualquer coisa.

Beijos

Ana E.G. Granziera disse...

Para quem perguntou do chocolate, compro no site da Central do Sabor. O preço é caro com frete se pensar em comprar chocolate assim de uma vez. Mas eu demoro 1 ano e meio ou 2 para gastar tudo, já peço 70%, 53% e cacau tudo junto pra diluir o frete, e, se fizer o cálculo por peso, mesmo com o frete, sai metade do que se comprasse em barrinhas no supermercado. Bjs

Fernanda Amarante disse...

Querida,
Amei seu texto. As coisas estão ridiculamente caras mesmo. Especialmente a comida, e aí em Sampa tenho medo de imaginar. Quando quiser uma legging boa de novo, me fale que te mando, que aqui perto de casa compro uma que adoro, não entendi exatamente como é o elástico q você gosta, mas ela segura muito bem o excesso de pele que ainda tenho e é de cintura mais alta!

E amei o bolo de beterraba. Sabe qual é meu bolo preferido ever? Um de abobrinha, azeite, rúcula e macadâmias. Fenomenal!

Alice ] disse...

Oi Ana,

Abaixo link que acho que vai ser útil pra sua próxima legging, eu tenho e recomendo, e a loja é de confiança, com frete baixo. Bjs.
http://www.malweelojavirtual.com.br/malwee/produtos/calca-capri-em-cotton.html

Anônimo disse...

Ana, hoje, tendo passado dos 'enta' e me preocupando infinitamente menos com a opinião alheia, compartilho do seu pensamento de gastar apenas com o que é necessário. Não abri mão dos meus livros e de viajar, mas abro mão do resto com facilidade, o que torna a vida muito mais simples.
Comentário...entre a legging e o jeans, teria investido no jeans, que apesar de bem mais caro, é dono de longevidade, o que não é o caso das práticas e confortáveis leggins, que esgotam seu potencial em poquíssimo tempo. Seria pensamento de muquirana? rsrsrs
Abraços,
Cláudia Takano

baudavoeli disse...

Ana, se morássemos perto uma da outra eu faria uma legging sob medida prá vc enquanto conversávamos sobre consumir... Entendo vc... como entendo...

Anônimo disse...

Ana,
Totalmente a favor!Passei pelo mesmo no domingo, moro em Recife, comemos 4 tapiocas e 4 cafés, família reunida e a conta....R$ 60,00.O fim, marido revoltado, lugar bacaninha, mas nada justifica esse preço, que isso?Achei que só eu tinha roupas de 5, 10, 12 anos atrás...ainda bem!A calça que uso para caminhar na orla é da gestação do meu filho menor, hj com 11 anos...As camisetas, affff, mais de 8,10 anos.Não me incomodo.Tenho amigas que tem 15, 20 pares de sapatos e bolsas cada.Tenho 2 pares de trabalho e 1 de sair e 02 bolsas, mesma coisa.Não consigo ser esbanjadora assim.Obrigada por me fazer sentir normalzinha!

Anônimo disse...

Ana, tem legging à $10 na Faria Lima, acho que vc foi ao lugar errado, e dura mais de 6 meses, usando dia sim dia não, pode apostar!

Patricia Mel disse...

uau!!! que texto incrível!! Parabéns!!! Tenho me treinado para ver "o gastar" com outros olhos, e tenho gostado muito mais assim!!!

Patricia Reis disse...

Ana, conheci seu blog há uns dois ou três anos e me encantei com o que você escreve. Apesar de estar muito longe do seu jeito de viver e ideologias, sinto desejo de caminhar nessa direção: uma vida com menos, mas com mais qualidade.
Seu espanto com os preços é mais do que legítimo. Até para mim que vivo neste ambiente urbano e que nao me considero consumista (tenho culpa de gastar), tenho me assustado com os precos de tudo e da naturalidade diante deles. Você ja precisou fazer um lanche num aeroporto?
Voltando ao seu blog e ao desejo de uma vida mais tranqüila: voltei ontem a ele na busca de uma receita de sopa , ja que ás vezes tento vencer o cansaço do trabalho do dia todo e ir para a cozinha às 9 da noite. Me assustei ao perceber que a bebe ja esta com 7 meses!! Me lembro do nascimento do Thomas, e até do anuncio da primeira gravidez, me lembro da mudança de São Paulo, mas agora percebo que o ano voou com a cara enfiada no trabalho...e nem acompanhei os possíveis lindos depoimentos sobre a sua filhota. Ou seja .... Correria pura! Ainda vou criar a coragem e as condições para desacelerar. Ah, a sopa só ficou pronta hoje...ficou ótima e me deu mais animo para acompanhar seus conselhos! Abraço

Maria de Lourdes Ruiz disse...

Olá Ana, sou sua leitora já faz tempo, mas nunca comentei pelo fato que recebo seus post pelo e-mail, mas hoje me deu vontade de comentar. Me identifiquei com o seu texto, ri muito porque parecia que era eu a muquirana desatualizada rsrsrs. Também moro em uma cidade bem pequena e estou aqui a 7 anos vindo da capital SP e me acostumei com a falta de muita coisa que só encontramos em cidades grandes, vivo muito bem ou me acomodei muito bem na vida simples que aqui eu tenho, sempre estou às voltas com minha horta, pomar e meu jardim. Estou feliz mesmo a despeito dos sustos que levo toda vez que vou a São Paulo,eu também me tornei um pontinho fora da curva, mas enfim "quá!" é isso ai!
bjs e boa sorte com sua legging!

Patricia disse...

Ana,
Excelente post. Assim como vc, eu e toda essa gente que comentou aqui, e outras centenas de milhares, compartilham da mesma opinião: a vida está cara, as pessoas perderam a noção, eu empobreci, virei muquirana ou finalmente ganhei a noção de que dinheiro é difícil de ganhar e fácil de gastar?
Parabéns,
Beijos,
Patricia

Giuliana disse...

eh Ana... um dia em Fortaleza comendo um prato gigante de camarão e peixe muito bom pra 03 pessoas por R$90, saio satisfeita e rolando! No fds seguinte, numa fazenda de bichinhos perto de SP pasme: Os mesmos R$90 pra comer bife máomeno, arroz, feijão e salada (sem tempero) pra 2 adultos e uma criança. R$30 pra comer PF! fiquei chocada. Me roubar na comida elaborada vá lá, mas roubar no arroz e feijão é demais! Mas só eu reclamei... triste né? Bj

Sabrina disse...

Gostei muito do seu texto...realmente todos perderam a noção do dinheiro....quem compra e quem vende....
O que a gente faz com isso. Consciência! Sempre! Estar no momento presente.
Mudando totalmente de assunto.....vc pode me dizer o site onde compra o chocolate belga em sacos e mais barato?
Adoro suas receitas e me inspiro com elas aqui no meu restaurante que é vegetariano! Parabéns!
Beijo
Sabrina

Anônimo disse...

Oi Ana, pode ter certeza que este sentimento é mútuo! Provavelmente a indignação que sinto com o alto preço das coisas e a baixa qualidade que elas apresentam é um dos motivos que me faz aprender a cozinhar, costurar, tricotar entre outras, ou seja, tempo livre, sendo dedicado a alguns hobbies antigos, que mulher moderna quase nenhuma conhece ou sabe, mas que a cada bolo preparado, camisa feita, vejo que valem a pena, afinal a individualidade que isto provoca não tem preço! JU

Camila disse...

Só posso te dizer uma coisa: "obrigada". E agradeço por você me fazer sentir que não sou a única no mundo que acha um absurdo o preço das coisas bestas, que no fim das contas, não tem valor assim(e vejo que há muitas outras pessoas assim pelos comentários).

Anônimo disse...

Compartilho totalmente!!! Tá tudo extremamente caro e não temos para onde fugir.

Parece que a moda de roupas, comidas e dietas fazem as pessoas aceitarem o preço absurdo das coisas, só pra fazer parte dessa "modinha".

Acredito que tudo está tão caro, pq tem gente que aceita pagar R$ 5,00 num pãozinho de queijo.

Priscila disse...

Ana, me sinto como tu!
Ando me sentindo aviltada com alguns preços e algumas necessidades que hoje são imprescindíveis pra vida de alguns... e tão sem razão pra mim...

Léia disse...

Oi Ana, me desculpe mas não senti pena da escritora do blog.Ao contrário estou admirada com você.Pois esta conhecendo os verdadeiros valores da vida e dando atenção ao que realmente importa estar em paz consigo mesma e com a família.Também acho muito caro 14 reais em um pão de batata ruim e uma meia xícara de café ou chocolate quente.Você deveria divulgar o lugar para que as pessoas pensem um pouco antes de fequentá-lo se é que alguem volte la com esse atendimento horroroso.
Agora falando do seu lindo e apetitoso bolo.Ja fiz bolo de chocolate com beterraba e adorei o resultado.Só achei que o sabor da beterraba fica mais acentuado no dia seguinte.Adorei e anotei sua receita para experimentar.Parabéns pelo seu novo estilo de vida, espero que consiga idealizar sua horta em breve.Beijos e bom final de semana.

Sophia disse...

Ana, não foi você não: perderam mesmo a noção do valor das coisas. Especialmente os restaurantes.

Não me incomoda gastar dinheiro - o que me incomoda é gastar MUITO dinheiro com coisa PORCARIA. Que ódiiiio!

Tive que ir a um shopping "chique" por causa de um trabalho e tive que esperar meu marido me buscar porque era rodízio. Sentei na mesinha de uma loja de doces para ficar trabalhando no meu computador e pedi um bule de chá e um bolinho de banana. O chá estava espetacular e o bolinho estava ok. A conta? 45 f*cking reais!!!!! Com serviço (o lugar é mínimo e a mesinha ficava colada no balcão - eu pedi no balcão e o moço me trouxe os dois na mesa e só). Era um chá exótico e muito bom, mas não um exótico-muito-bom-de-30-reais, sabe?

Raiva de lugar metido a besta!

Júlia P P P disse...

Oi, Ana!

Estou sempre por aqui lendo seus textos e quando vi este canal no youtube na hora me lembrei de você! Você conhece o do Campo a Mesa?



Vale a pena conferir!
Abraços!
Júlia

Cecília disse...

O pior de tudo é que a maioria das pessoas acha normal gastar R$150 em um par de shorts jeans, R$200 em uma pulseira de bijuteria, R$400 (!!!!!) em biquini + saíde de praia (histórias reais!! Rs)
Eu acho tudo um absurdo de caro! Compro meus shorts em "fast fashion" (cada vez mais caras!), calças jeans qdo viajo pra fora, sapato qdo tô precisando mesmo... Podem me chamar de muquirana, mas na verdade eu sou desapegada mesmo! E valorizo muito o dinheiro que eu ganho com muito suor e trabalho!!

Bjos!

♠ Ana Teles | Telita ♠ disse...

Que bolo lindo.

Milena disse...

Oi, Ana! Tudo bem??? Adoro o seu blog! Por favor, em qual site compra o chocolate??? Obrigada, Milena

Anônimo disse...

Ana faz tempo que eu só entro e fico sem falar nada mais dei muita risada com tudo você é fabulosa com seus textos na maneira de levar a vida parabéns, você pode fazer suas hortas em garrafas pete, colocadas na parede. eu ando nos brechós para comprar roupas pro meu neto boa e barata.e me diga uma coisa a muda de Karil vingou, se não me avise te mando outra. beijos (Diulza)

Irma Bicalho disse...

A sua indignação é minha também. Moro em Curitiba e, outro dia, morrendo de vontade de comer um pedaço de torta da Amor aos Pedaços, mas sem vontade de pagar dez reais por ele, convenci a minha amiga a tomar um cafezinho no café da livraria mesmo. Por um café puro médio, um chocolate pequeno e uma torta alemã repleta de amido de milho, pagamos 22 reais. Semana passada, em outro shopping, paguei 48 reais por quilo em um buffet China Food, para degustar fatias cruas de tilápia passada. Deixei 1/3 da comida no prato, já que as rebarbas do sashimi de tilápia velha também foram utilizadas em um ceviche. Fiquei sentada naquela mesa da praça de alimentação, pensando no quanto eu estava insatisfeita com meus gastos e com os produtos que levaram o meu dinheiro tão suado. E tá decidido: não como mais em shopping, nem em lugar nenhum que não me provoque um orgasmo gastronômico. Quem quiser o meu dinheiro vai ter que se desdobrar para oferecer um produto pelo menos honesto. Conheço algumas poucas biroscas aqui na cidade, que há anos trabalham com suas especialidades e vendem a preços justos. Comidinhas que são receitas de família, gente simpática que nos atende bem, sorriem e olham na nossa cara. Temos que prestigiar esses sobreviventes.
Abs,boa sorte.

N. disse...

Amei seu texto! Também me assusto com os preços no Brasil. Preço de Suiça no terceiro mundo.

Ana Paula Camargo Lazzarotto disse...

Oi, Ana! Segunda feira ( 23/09), lembrei muito de ti, pois fiz uma postagem no meu blog e quando coloquei o título da postagem, de repente parecia que eu estava lendo o título de um dos teus posts e não dos meus!!!!! E outra coisa que me fez lembrar de ti, é que como estou participando de um concurso para p Encontro Gourmet deste ano, no qual tínhamos que criar algo com FEIJÃO, eu criei uma receita de "Bolo de Feijão" que ficou, no frigir dos ovos, delicioso!!!!! Antes tentei fazer pé de moleque...pensa numa coisa hor-ro-ro-sa!!!!! Foi tudinho para o lixo!!!! Adoro os teus posts! Um abraço!

Deda disse...

Ana, li seu post e fiquei triste demais com o conteúdo... O texto está parecendo um desabafo de um desistente...
Sim, os preços estão absurdamente abusivos, mas aqui no Brasil as coisas sempre foram assim. Provavelmente quando uma blusa de qualidade custava R$30,00, o salário de um trabalhador de classe média não sustentaria duas ou três aquisições desse tipo sem um plano parcelado.
Não, não está ok em sair por aí com uma calça em que cabem duas pessoas de seu tamanho, assim como não está ok em usar uma calça surrada, desbotada simplesmente porque ela não possui buracos. Vestimentas adequadas são sinônimo, antes de tudo, de higiene pessoal.
Não estou levantando a bandeira do consumismo. Acho essencial reutilizar o que se tem e de pensar muito bem antes de qualquer nova aquisição, mas chega uma hora em que ela é inevitável.
Um guarda-roupa inapropriado é diferente de um inteligente, com poucas, mas boas peças, que valorizam seu biotipo, nas cores e cortes que gosta. Um guarda-roupa inapropriado, antes de fazer com que a pessoa perca a credibilidade pessoal e profissional perante a sociedade (o que acontece, obviamente), mexe demais com a autoestima.
Acho que o que está realmente acontecendo é o aperto típico de uma família com nova casa e filhos. Muitos gastos, novas prioridades, etc. Mas antes de ser mãe e dona de casa, você é mulher: ser que, queira ou não, é social, e como tal se afeta e influencia o meio.
Não direcione toda sua atenção para a maternidade e casa, esquecendo-se de si. Ter criança é gostoso demais, mas caríssimo e te obriga a fazer sacrifícios. Numa primeira fase, o desespero parece ser um vizinho bem próximo, e de repente, abrir mão de algo saudável como manter-se asseada parece ser inevitável e astuto. Mas vc tem que reconhecer esses momentos e lutar contra.
Lembro de um post seu, quando Thomas havia nascido há pouco tempo e seu espelho refletia uma mulher estafada, com cabelos desgrenhados, roupa amassada e manchada. Naquele momento vc percebeu o quanto seria fácil desistir de tudo e tornar-se uma mãe-balão-que-veste-o-que-cabe. Mas, contra todas as previsões, deu a volta por cima e aquilo foi inspirador! 
Portanto, Ana, decida não sucumbir às lojas mequetrefes, nem andar por aí com as peças que já tem, porque elas “ainda estão boas para o uso”. Queira algo bom, bonito, que dure bastante. Bata perna, gaste no que vale a pena. Os preços obviamente serão brasileiros e abusivos, mas tenho certeza de as aquisições te acompanharão por anos.
Procure bem e achará boas peças de roupa, com preços justos. Da mesma forma, tenho certeza de que, se procurar, você desviará seus passos dos sempre existentes restaurantes “pega o besta” e achará um bom local para ir sozinha ou com amigos, curtir um momento longe da rotina, como sempre.
Boa sorte!

Anônimo disse...

Oi Ana! O seu site já me fez engordar váaaarios kilos! Quero te retribuir o favor de passar vontades incriveis: Eu trabalho com Fotografia de Alimentos e adoraria que você desse uma passadinha pelo site para dar um oi!

Beijo!
Gui

Juliana disse...

oi Ana.
fiz esta receita de bolo no final de semana, vim aqui agradecer.
por me apresentar essa receita(agora) e o Nigel Slater(há algum tempo).

um beijo

Ju

Dani Franken disse...

Ana querida, mesmo morando em SP, 14 pilas num café com aquele pão que sei bem como é e 150 numa legging, é praticamente caso de policia.
Mas de qualquer maneira me delicio lendo seus post...
E ah, sim vou na lojinha um dia desses para cotribuir com seu jeans! rsrsrsrs
beijos
Dani

Luciana M. disse...

Concordo que alguns produtos realmente estão com preços desproporcionais, mas lembro que os comerciantes repassam para os preços os custos de manter uma loja (funcionários, impostos, impostos e impostos). Não justifica completamente, mas é complicado julgar só o produto comercializado. Não dá para comparar o gasto de uma banca na praça com uma loja com funcionários e etc. Andar, pesquisar e ver o que realmente precisamos. Grata.

Mari disse...

Ana, uma dúvida...
você diz que compra chocolate em sacos grandes, como você faz para armazenar?
Moro em um apartamento pequeno, com poucos armários mas que só toma sol da mnhã, portanto não é tão quente. Mas mesmo assim, tive que colocar meu Callebaut na geladeira ou viraria um grande blodo de chocolate fundido... o que acabou acontecendo na geladeira também, só que agora éum grande bloco de chocolate fundido e esbranquiçado!
quando quero usar, tiro da geladeira alguns minutinhos antes e separo a quantidade desejada às marteladas... o_O
Com certeza guardar na geladeira não é a melhor das opções, né?

Ana E.G. Granziera disse...

Mari,
eu guardo em potes grandes de vidro, em armários que não tomam sol. O problema de guardar chocolate na geladeira é que ele começa a "suar" desse jeito, ficando esbranquiçado. Na despensa isso eventualmente acaba acontecendo também, mas demora mais. O jeito é mesmo encontrar um lugar bem fresquinho na casa. Tipo onde você deixaria uma garrafa de vinho sem medo de estragar. :)
bjs

Unknown disse...

Como sempre uma delícia de texto e uma identificação enorme!
Sou muito grata por vc compartilhar conosco suas aventuras pela vida!
Ah! O bolo ficou simplesmente DIVINO.

Mariana disse...

Oi Ana
Pelos todos posts que já li aqui que se referem à compra de chocolate de boa qualidade, infiro que vocês sempre compra os da Callebaut, mas pelo que andei pesquisando, na quantidade inferior a 5 kg, somente as gotas ou callets estão disponíveis certo? As barras são apenas de 5kg. Então minha dúvida é: vale a pena comprar os sacos dos callets e usar como se fosse de barra mesmo? É a mesma coisa?

Ana E.G. Granziera disse...

Mariana,
eu compro os sacos de callets, que me duram bastante e são versáteis. Já vi chefs de confeitaria renomados dizendo que os callets e as barras não são intercambiáveis por XYZ motivos, mas como ninguém aqui é chef e sai temperando chocolate numa terça, nunca tive problemas em usar um em lugar do outro. ;)

bjs

Alexander Van Parys disse...

Ana; adorei esse texto!
Muito bacana ver como a vida fora das cidades rapidamente nos torna mais simples. Aqui transformamos os preços das coisas nos preços dos produtos do sítio que comercializamos. O absurdo fica ainda maior!
Saudades de vocês. Beijos!

Patricia Luck disse...

Oi Ana...
Venho praticando uma tentativa de minimalismo há quase 2 anos e isso tem me trazido uma paz muito grande: não precisar comprar, não precisar estar sempre com uma roupa nova em festas, não precisar trocar de bolsa todos os dias...
Os preços estão vergonhosos, e fico imaginando se estou pobre ou há muita gente rica nesse Brasil.

Fiz esse bolo e:
1) sim, é muita massa pra assadeira. Coloquei um bocado em outra e deu tudo certo.
2) ele lembra um petit gateau (mas não tão cremoso por dentro, apenas não é o tipo de bolo fofinho). Amei! As crianças amaram! Com o sour cream e as sementes de papoula ficou uma sobremesa muito chique!
Obrigada

Cozinhe isso também!

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