quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Salada picadinha de desentralhamento

Ok, talvez eu tenha ficado um pouco... alarmada (alucinada? aterrorizada?) com a quantidade de tralha que os lojistas e os médicos sem noção (além de algumas mães malucas) dizem que um bebê precisa. Na minha inocente concepção, acreditava que, contanto que eu mantivesse meu filho quentinho, alimentado e limpo, tudo estaria bem. Mas ai de mim se não tiver as tralhas máximas da modinha que o último psicopedagogo disse que são primordiais para o desenvolvimento "correto" do meu pequeno. Bastou uma visita a uma grande loja de tralhas de bebê para sair de lá com alergia de tanto plástico rosa e azul claro.

Em tempo: não é falta de amor, e não é uma crítica a quem montou o enxoval todo no primeiro mês de gravidez. Cada um na sua. Tem gente que compra roupinha porque gosta de roupinha. Eu, que poderia vestir um saco de batatas, ando colecionando receitas de papinha e juntando meus brinquedos antigos [aleluia! eu guardei minha coleção do He-Man e todo o meu Lego] e todos os meus livros de infância, louca para lê-los para o pequeno. O caso é que sou uma pessoa essencialmente prática. E não vi muita (ou qualquer) utilidade na maioria dos objetos vendidos na loja. O que vai tornar a lista do chá de bebê pequena e estranha.

Desde a fatídica visita à loja, tenho olhado em torno e, pensando já numa mudança de casa e na vinda das inevitáveis tralhas infantis, tenho sentido necessidade de "desentralhar" meu lar. Ou, como diria a Oprah, "unclutter". Vira e mexe me dá um siricotico de arrumação e, quando não posso resolver algum problema maior imediatamente, saio organizando aquilo que está ao meu alcance. É um processo catártico, no mínimo.

Semana passada foi meu armário: eu, que não sou lá muito ligada em moda, fiquei surpresa de ver quanta roupa havia no meu armário que não usava há mais de um ano. Encontrei um casaco que estava no cabide há mais de 6 anos. Foi tudo passado para frente, para quem puder aproveitar melhor as peças. Sem dó. Desapego total.

Depois, veio o banheiro. Mesmo não tomando mais do que um Tylenol a cada morte de papa, fiquei besta com a quantidade de remédios vencidos embaixo da pia. E creminhos que nunca usei nem nunca vou usar. E amostras grátis de perfume que já perderam o cheiro. Consegui até abrir espaço para minha caixinha de laços e papéis de presente. [A exemplo da minha cunhada, eu tento reaproveitar os papéis de presente, quando não embrulho presentes em páginas coloridas das revistas que não quero mais. Uma vez dei a um amigo um livro embrulhado em uma entrevista da Fergie, com uma foto sua de lingerie. Ele guardou o embrulho.]

Depois, os livros. Apesar de ter feito uma rapa há uns 6 meses, ainda consegui encontrar livros que nunca mais vou ler de novo ou mesmo alguns de culinária que simplesmente não uso e SEI que não vou usar.

E a cozinha. Surpreendentemente, uso toda a louça que tenho. A falta de espaço não me permite ficar colecionando muitos pratos e potes diferentes. As coisas já estão perigosamente empilhadas do jeito que estão. O que vai embora é o miniprocessador, que nunca mais usei depois de ganhar o grande no último Natal, dois potes de plástico impossíveis de desengordurar e que já estavam me enervando, e a cafeteira Bialetti, inutilizada depois do advento da máquina de espresso. O que me surpreendeu sim foram os ingredientes vencidos (REALMENTE vencidos, e não o velho "ainda dá pra comer") e aqueles escondidos no fundo da geladeira, sem uso nenhum por falta de conhecimento de sua existência.

Isso trouxe à luz um péssimo hábito meu, e grande responsável por, vira e mexe, eu estourar o orçamento do supermercado: comprar ingredientes específicos para uma receita só. Aquilo de ter um pé de alface e sair para comprar o queijo, o pão, o ovo e a anchova para fazer salada Ceaser, ao invés de combinar o alface com o que tem na despensa. Quando me dei conta, além de gastar mais dinheiro, estava com uma despensa abarrotada de itens que uso a cada morte de papa e que ocupam precioso espaço na minha geladeira pequena e em minhas diminutas prateleiras. Tenho certeza de que não sou a única a levar um pacote de sagu pra casa para "o dia em que quiser fazer tapioca pudding". Preciso dizer que o sagu estragou e eu nunca fiz tapioca pudding na vida? Bom...

Basta.

Trouxe à frente todos os "itens especiais" dentro das datas de validade, e estabeleci a meta de usá-los todos em detrimento de qualquer novo item. E se acabou o leite, voltar do mercado apenas com leite. E se não tem queijo para o soufflé, fazer uma omelete. Parece muito, muito óbvio, mas eu NUNCA havia me dado conta do meu erro, tão absorta no prazer de cozinhar e de testar novas receitas.  

O almoço de hoje foi nesse espírito. Numa revista do Jamie Oliver, havia uma reportagem sobre "Chopped Salads", e vi uma que levava quatro coisinhas viventes em minha geladeira: alface romana, erva-doce, cenouras e rabanetes. Meu primeiro impulso foi sair para comprar o salmão defumado e as endívias que faltavam, mas me estapeei mentalmente. Nein, nein. Bad Ana.

Piquei a cenoura, alguns rabanetes e um pouco de erva-doce, em pedacinhos pequenos. Então apanhei uma mistura de alfaces romana, roxa e frisée e piquei com um pouco de rúcula. Misturei tudo a cubos de um queijo Feta que precisava ser terminado, e temperei com uma espremida de limão siciliano, sal, pimenta-do-reino e uma bela quantidade de azeite. Ficou ótimo e leve, com diferentes texturas, e me esqueci completamente do salmão e das endívias.

Estrelinha dourada na testa.

35 comentários:

Andreia disse...

Adoro seu texto! E entendo beeeem, sua ansiedade. Pq, sim, isso chama ansiedade, a gente fica gravida, é uma espera longa, todo mundo tem uma boa estoria pra contar e vc doida pra começar a viver a sua, mas são 9 [longos] meses e ai rola ansiedade mesmo. Mas, vc reage produtivamente, promovendo arrumação e cozinhando, isso é LINDO! Agora, respira e continua escrevendo q seu texto é muito bom! bjks, Andreia

Anônimo disse...

É... Hj moro no interior e fui forçada a deixar este hábito de comprar o q faltava, fui praticando a criatividade nas substituições qdo não há supermercados abertos ou simplesmente o ingrediente não existe em cidades pequenas. Mas valeu o toque, tb já fiz muito isso. E o bebê, ah, com o tempo vc vai ver o q vcs precisam... A coisa mais útil q tive foi um esterilizador de mamadeira para microondas (se vc não tem um, tvz repense o caso) e sim, era de plástico!! Desejo q vc curta mto sua gravidez :-)

Cris Murachco disse...

Oi Ana, dentro do espírito "chegada do bebê" e medo do monte de tralhas oferecido pelas lojas, quero compartilhar uma experiência. Meu filho é adotivo e chegou de surpresa. Ele tinha 5 meses e eu não tinha nada além de muito amor e de um quarto vazio. E daí eu me surpreendi com a "rede bebê": não é uma lenda urbana, ela existe. Em dois dias ele tinha roupas até os 2 anos de idade, brinquedos, roupa de cama, cadeirão, berço, etc. Comprei apenas aqueles itens que não podem ser passados de um para o outro, como mamadeiras e fraldas. Talvez esteja na hora de acionar a rede. A experiência das outras mães é valiosa... e todo o resto também! Afinal, um dos 4Rs é Re-utilize. Um grande abraço, Cris

Andreia T. Farias Britez disse...

Rsrsrsrs!! Me diverti muito com esse post, parece a minha descrição nos últimos meses de gravidez! Era um impulso absurdo por organizer, limpar , reutilizar, reciclar... Me disseram que é um fenômeno absolutamente natural das mamães chamada "nesting". Queremos preparar o ninho pra chegada do filhote!! Que bom que a gravidez não alterou seu senso de humor! Beijos pros dois!!

Ana E.G. Granziera disse...

Andreia,
na verdade a ansiedade é porque SÓ FALTAM 4 meses... :P

Anônimo,
como não tenho microondas, as coisas serão como minha mãe fez: ferver, esterilizar no forno ou no vaporizador da máquina de espresso. ;)

Cris,
pensei na "rede bebê", mas a única pessoa da família que já tem filhos acabou de ter o 3º, então está reaproveitando tudo com a própria prole. Os filhos das amigas ainda são pequenos e suas tralhas continuam em uso. Logo, quem vai se aproveitar das tralhas do meu filho são minha irmã e minha cunhada, quando chegar a vez delas. ;) Nada de rede bebê pra mim... Fué. :P

Andreia T.,
há! eu não tinha lembrado do "nesting". Pra mim sempre foi normal sair organizando e limpando quando tenho algum problema "irresolvível", então nem tinha passado pela minha cabeça. Mas agora que você falou, faz sentido... :)

Bjs

ila fox disse...

Mesmo eu e meu marido não querendo filhos, tenho certeza que faria a mesma coisa que você neste sentido.

O que importa é o bebê estar alimentado, feliz e confortável, e não um guarda-roupa que combine com o lençol e o porta algodão. :-P

Lílian disse...

Oi Ana
Vc pode recorrer a loja de produtos usados para itens como carrinho, berço, banheira e etc. (o que é essencial). Eu nunca fui na Repeteco, mas minha irmã disse que é possível encontrar muita coisa boa (http://www.repeteco.com.br/)Sobre enxoval, minha dica é: compre o suficiente, ou seja, o necessário para o fluxo (usar - lavar - tempo de secar - armário). Avalie como é o tempo de secagem no inverno aí na sua casa, pois eu sempre sofri muito. Minha dica de enxoval básico: body é importante comprar, principalmente com meninos, pois o risco da fralda vazar é maior. O Gu sujava uns 3 por dia nos primeiros meses. Macacão compre uns 5, o resto você ganha. Não compre tamanho recém-nascido. Perde em 1 semana. Como seu filho nascerá próximo do inverno é bom ter uns dois ou 3 conjuntos de lã. Jogo de lençol uns 2. Se você conhecer alguém que costura, o melhor é comprar o tecido em lojas como Fernando Maluhy, pois qualquer jogo de lençol é uma fortuna, e nem sempre são bem costurados, além de terem uma porção de fru-frus que só incomodam o bebê. PS: fiquei com inveja da sua coleção de Lego. Abs

miosotiis disse...

Ahahahaah!

Concordo com tudo, mas tudinho!, que escreveste! ;D

Tenho medo (quase pavor!) de, se um dia engravidar, me render a tralhas para crianças; arrumações em momentos de aflição? Funcionam sempre! :D

Quanto a comprar de propósito para fazer uma receita, aconteceu quando casei, mas fiz inversão de marcha e decidi pelo caminho que leva àquilo que existe na despensa. :D

Mesmo assim, ainda esta semana, apercebi-me que era "coleccionadora" de formas...aiaiai Afinal, cada qual com o seu vício! :D

Ana E.G. Granziera disse...

Ila,
exato, nada me convence que um lençol com ursinho bordado vai deixar meu filho mais feliz que um lençol branco. :P

Lílian,
obrigada pela dica. Vou dar uma olhada na loja sim! :)

Miosotis,
eu sempre acho que aprendi a lição e vou lá e enfio o pé na jaca começando com um "mas é só dessa vez..." ;)

Bjs

Jana Oliveira disse...

Adorei o texto e me vi um pouco nele...rsrs Na parte do gasto com alimentos, pq não estou grávida. E tenho a mais absoluta certeza que seu filho(a) será muito feliz com lego, he-man e principalmente ouvindo as historinhas que você vai ler pra ele, pq certamente vai ter muito mais significado do que qualquer brinquedo pós moderno!!!
Bejão

Augusto Amato Neto disse...

Belíssima crônica. Há tempos mantenho o link do seu blog no meu. Muito bom: receitas, textos em primeira pessoa, comidas em fotos...
O que mais precisamos?
Beijos, Augusto.
www.observatoriodecomportamentos.blogspot.com

Livia Luzete disse...

Parabéns menina! De novo aprendo com você.
Como eu moro numa cidade de interior no nordeste que não oferece muita variação nem nas folhosas,nem nos cereais, laticínios...piora mais ainda. Faço pequenas compras num mercado na capital todos os dias que vou a faculdade. Como vou e volto de ônibus e que não me deixa na porta de casa...compro o que dá para carregar com todo o resto da minha tralha de desenho, então compro só o necessário para o dia e no máximo o dia seguinte. E isso melhorou muito essa situação de ver comida estrando. #sofro.
É, a indústria dos bebês, se vc for se render por ela...tome plástico!
Na verdade o que um bebê precisa é de muitas fraldas de pano e roupas para o inverno, caso vc nao tenha uma secadora de roupa.
Beijo e tudo de bom para vcs!

marina disse...

oi ana!parabens pela gravidez!
adoro o seu blog e já fiz várias receitas que deram super certos (sem contar o desastre do panetone haha)e há um bom tempo que nao como carne vermelha e de porco e recentemante eu cortei as aves também então eu estava querendo mais opções de receitas vegetarianas e me interessei por um livro que voce falou que nesta receita aqui (http://www.lacucinetta.com.br/2008/04/panquecas-de-polenta-com-guacamole.html),mas eu não consegui acessar o link com o nome do livro então se voce puder me falar o nome seria maravilhoso.Obrigada, bjs.

Carolina disse...

Olá Ana, realmente mta coisa para vender nas lojas de bebés não são necessárias... E já não ajuda o facto deles usarem 8 fraldas (no mín) por dia nos primeiros tempos... Já é uma pegada ecológica suficiente para a família toda... Eu tentei usar fraldas de pano mas é mto complicado no início. Qdo eles ficam mais "controlados" é melhor. Afinal, lavar mil vezes tb consome água, detergente, energia... E confesso que nos 1os meses depois do nascimento da minha filha fiquei tão maluca q nem conseguia reciclar, jogava tudo junto... Tô tentando compensar agora... Em relação às outras tralhas, para mim foi útil uma bomba de tirar leite e uns potinhos pra guardá-lo, pq dei de mamar até a fofinha fazer um ano. Depois eles viraram potes de papa. E para limpar o bumbum a pediatra dizia pra usar água morna e sabonete neutro e secar com uma toalhinha. Mas agora útil mesmo é fazer um curso de prep para o parto. Aqui em Lisboa fiz pelo centro de saúde do bairro, e foi mto importante para aprender as respirações, posições, e tb desabafar as ansiedades... Desejo-te mtas felicidades! Gosto muito de visitar o teu blog, me ajuda a matar as saudades de SP. Bj,
Carol.

Inez disse...

Não há como não me identificar com o texto, em especial, no que toca ao gasto com os alimentos, pois já se vão 21 anos de minha gravidez...
A propósito, também guardei bonecas, a coleção de Monteiro Lobato, quebra-cabeças, etc.. Tudo para curtir com o bebê.. Não fique triste se ele/ela, de repente, não se interessarem tanto por eles... Mantenha-os guardados, porque os netos os acharão incríveis, super diferentes....
Bjs

disse...

Olá!
ponto 1: enxoval do bebé- o mais importante é, na minha opinião, FAZERES AQUILO QUE ACHAS CERTO! Um bebé ( e a nossa transformação em mães) é uma "work in progress"... vais descobrir a cada minuto, exactamente, quais os items materiais que o bebé precisa. O resto tu própria disseste: amor, carinho, conforto!

ponto 2: poupanças e aproveitamento de recursos- depois de ter lido o teu post acerca das embalagens e de retroceder nos hábitos ditos modernos, algo mudou e, para além de ter decidido que na minha casa vamos passar a ser (mais) ecológicos, biológicos, e orgânicos, vamos tb passar a ser mais poupados (sim Portugal está em recessão, ai...!). Não há sobras no lixo! Há é muita criatividade para transformar restos em petiscos!

Muitas felicidades! Beijo

Shaiala disse...

Ana!
Amo teus posts....sempre bem humorados, delicados, suaves!
Eu aprendi a fazer o que há na despensa na época em que ainda morava com meus pais - durante o verão, minha mãe ficava no apartamento da praia enquanto eu e meu pai passavamos a semana na cidade, trabalhando. Mas, como íamos para a praia nos finais de semana, eu tinha de aproveitar tudo o que tinha de fresco na geladeira para não estragar...grande aprendizado!

Mas confesso que também compro alguns ingredientes para determinadas receitas. Alguns até me incentivam a, de fato, fazer a receita...outros não. O meu maior problema ainda está nas receitas que levam a gema e não o ovo - guardava a gema para uso futuro e ela acabava indo fora. Minha solução agora é cozinhar e comer, assim rapidinho.

Sobre o desentrulhamento, ele foi um grande exercício há um ano atrás, quando terminava de trazer minhas coisas para a casa nova. Casar me fez bem!

E sobre o miniprocessador...ei, se precisar dar para alguém que o ame e use, estamos aí! ;D

lidiafbarros disse...

Oi Ana!
Fico sempre esperando seus textos, que são ótimos...
Como vc disse que se desfez de sua antiga cafeteira pois comprou uma máquina de espresso, gostaria, se não for incômodo, de perguntar qual máquina vc comprou (de espresso), pq estou querendo comprar uma também (e não tenho muita ideia de qual comprar)...
Obrigada, abraços e felicidades nessa nova fase!

claudia disse...

Oi Ana,
Quanto aos ingredientes, sempre que compro algo muito específico, fico à procura de alguma outra receita para empregar o resto do danado. Se não encontro, invento. Adoro cozinhar e comer na mesma proporção que odeio desperdício.
Quanto as tralhas de bebê, infelizmente algumas são bem úteis e apesar de compartilhar de sua aversão aos rosas e azuis, digo que até necessárias.
De qualquer forma, hoje, que você tem seu bebezinho bem guardadinho, fica fácil introduzir ou não alguma quiquilharia. Duro é depois, quando eles estão mais crescidinhos e passam a reinvidicar. A vida passa a uma constante negociação e inicia-se um processo desgastante de ensinar aos pequenos a diferença entre necessidade e prazer de ter.
Transformar as crianças em adultos conscientes é tarefa de longo prazo.
Abraços,
Cláudia

Liv Baum disse...

Adorei o texto querida! Com 3 sobrinhos, sei do q vc fala bem de tralhas pra criança. Quero só ver qdo eu engravidar. Só uma coisa: se vc ainda não deu o mini processador, minha cunhada disse q ajuda pra picar porções pequenas pros pequenos. Não sei se justifica, pq ela tb tem o grande, mas de repente... Bjus e boa sorte!

Liv Baum disse...

Ah esqueci. Morri de inveja da coleção do He-man, dos livros infantis... e tb morri de rir com a "rede do bebê" eu sei q deve ser parecido com a "rede do casamento" pq vc tem q ter TUDO pra fazer sua festa mais bonita... é semelhante!

Anônimo disse...

Ana, a indústria quer empurrar muita besteira pra gente, e até os médicos caem nessa baboseira - só ver alguns que dão receita de leite NAN assim que a mulher sai da maternidade!

Pense mais nas mães européias, que ao invés de terem carrinhos GIGANTES pra levar seus bebês, disquinhos baby mozart e brinquedos fischer-price como as americanas, usam aquelas mochilinhas-canguru pra levar seus filhotes, que tem alguns poucos brinquedos favoritos e não um monte de quinquilharia. Criar um filho não precisa de muitos objetos, e sim de muito amor.



Desejo o melhor pra vocês,

Mariana

Quéroul disse...

eu vou ler o post todo agora, mas vim aqui antes porque... VOCÊ TINHA O CASTELO DE GREYSKULL?????

ai meu deus, sonho da vida. brinquei muito com os bonecos do he man dos meus primos, e tô aqui já INVEJANDO a criaturinha que vai nascer e ter o prazer de brincar com eles.

posso ir brincar com ele, pliiiiis?

Patricia Scarpin disse...

Eu preciso dar uma dessas lá em casa, Ana, e tenho pensado em pegar um dia das férias no mês que vem pra isso. Se quiser ajudar... ;)

Adoro salada assim, e a foto ficou linda, tb.

leiloca disse...

oi Ana, se vc tiver alguém para te comprar roupinha nos EUA, aproveite pq é muito mais barato. quanto aos bodies, gosto muito dos da Carter's, que são feitos de uma malhinha muito gostosa e maleável. Fuja dos bodies com fio espesso e duro, mesmo que seja de algodão, pq eles esquentam muito o bebê e são difíceis de passar pela cabecinha. E discordo quanto ao tamanho RN: usei muito e meu filho cresceu muito rápido, passei quase direito para o tamánho médio... bjk

Anderson disse...

Ana, posta uma foto sua... Vc deve estar linda !

karla disse...

ana, mt mt boa a reflexao.
só pra ajudar, os livros velhos que nao for ler mais e n quiser, pode anunciar aqui pra vender ou doar,não?
além da cozinha, tem gente aqui que tem mt mt mt interesse em literatuura!
huehuehe

beeijao e parabens

Anônimo disse...

Ana,
vc agora fechou meu pacote"adoroisso"!comida e filhos!!!!!
Olha, vou te mandar uns links, não sei se vc já conhece, mas vale a pena explorar:
www.criancasnacozinha.com.br
http://neonatologiakk.blogspot.com/
http://correcotia.com/mamae/index.html
www.eoutlet4u.com
Neste ultimo, vou te contar, vale a pena comprar uns kits de body, mesmo com frete sai mais barato do que aqui!E são infinitamente melhores!(a não ser que vc tenha AQUELE amigo nos EUA que possa trazer um pacote prá vc!)
Vai fazer chá de bebe?querida, eu conheço familias lixo zero, que sucumbiram: pede fralda e roupinha.
(sempre a partir do tam.M!)as roupinhas p duram 1 mes, neste periodo vc estará em resguardo,usou lavou!perde muuuito rápido!
Mamadeiras?esterelização?humm, compra nada disso não, só se precisar!caso extremo para uma mãe, que acredita no poder do colinho e do peito!
Nunca comprei chupeta,mamadeira,lenços umedecidos, hipoglos...
Ter um bebe, só custa caro (neste sentido!) prá quem quer!
bjs!

Dadi

Ana Rita disse...

Aqui em Portugal a rede bébé também não tem muita saída, acho que as pessoas gostam de guardar as coisas mesmo que já não queiram ter mais filhos. eu tenho 3 e a última usa ainda coisas que forma do mano mais velho. Neste Inverno pouca roupa comprei pois tinha da minha filha do meio as roupas ainda em muito bom estado. é o que dá ter 2 raparigas seguidas.
Espero que esteja tudo a correr bem com a sua gravidez e que como se diz aqui :" que a sua hora seja pequenina!"

Bjinhos,


Rita

http://bembons.blogspot.com

Anônimo disse...

Ana Adoro sua página, sempre que posso estou a ler.
Para s criar um filho não há necessidade de tantas tralhas. Pense bem antes de adquirir qualquer objeto.
Ah! uma coisa que foi muito legal quando tive meus filhos foi o empréstimo de berço, carrinho, cadeirão é que também na epoca quase todas as mulheres da fam´lia tinham tido filhos proximos dos meus. Foi muito bom, hoje estão criados e felizes. Um grande abraço e que seu filho ou filha venha com muita saúde e paz. Silvana

Aline disse...

Oi, Ana!
Muito legal o seu blog!
E este teu texto é genial, traduziu exatamente o que estou sentindo: grávida de quase 15 semanas, estou chocada com a quantidade de coisas "essenciais" que as pessoas me indicam por aí. Chega a ser engraçado! Esterilizadores para micro-ondas, carrinhos (mais de um?), joelheiras para quando o bebê engatinhar...
Mas também não estou dando bola, minha lista de chá, se eu fizer, vai ser bem reduzida também.
O grande lance é preparar o ninho, como estás fazendo. Isso é que é amor e atenção para com o bebê.

Grande beijo

Claudia Mara disse...

Tive que repensar o consumo com a minha filha, depois de uma crise nervosa com a arrumação de seu quarto. Sempre incentivei minha filha a arrumar suas coisas deste pequena, mas não conseguia, ela logo se cansava. Fui perguntar para minha mãe (6 filhos) como ela conseguia manter a casa tão arrumada: "filha, cada um tinha só uma gavetinha de roupa e vcs só ganhavam 2 brinquedos por ano". Eles preferiram, ao invés de gastar o dinheiro com futilidade, economizar e comprar bens duráveis, viajar conosco todo ano e nos fazer felizes. Aliás, as melhores lembranças de minha infância são as viajens e também da sua deliciosa e simples comida. bjos

Cynthia disse...

Oi Ana,
Tenho uma filha com sete meses de nascida e, por enquanto, não me preocupo com receitas de papinha. Uma prima nutricionista me aconselhou a, por enquanto, não misturar os alimentos. Assim cozinho, por exemplo, batata, cenoura, abóbora e chuchu junto a um pedaço de músculo. Depois amasso com um garfo os legumes separadamente e misturo com um pouquinho do caldo para ficar mais pastoso. Vou dando com paciência um por um para ela. Dessa forma ela aprende os sabores e a texturas de cada alimento e eu sei quais as preferências dela. Amasso com um garfo porque assim não perde as fibras. E tenho o cuidado de não dar cenoura e beterraba (que são mais docinhas) em uma mesma refeição.
Beijos,
Cynthia

Ticiana disse...

Não jogue seu mini prcessador fora, não!!! Quando seu filho tiver 6 meses e começar a comer papinhas este utensílio vai ser uma mão na roda!!!
Boa sorte.

Silvana disse...

Olha, Ana, parabéns pelo blog, pelo bebê e pela brilhante idéia de guardar seus brinquedos... Tenho 2 filhos, Anna hoje com 14(passam suuuper rápido, acredite, ainda vejo aquela gorduchinha minúscula andando pela casa...)e Pedro com 10, já não são mais tão pequenos, mas conservam a criança e o bebê que foram dentro deles, graças a Deus! Eu não tive LEGO na minha infância (tô com 48), mas sempre colecionei miniaturas (de séries de tv, de bonequinhos etc.) e uma vez tinha um brinde qualquer que era de LEGO, resultado: comprava e colecionava, acho que eram bonequinhos com profissões e seus apetrechos... Muitos anos depois, tive meus filhos e a brincadeira de LEGO já começou gigante, eles amavam e não existia ainda no Brasil!!! Bom, até agora é muito usado e todas as idades brincam, desde os adolescentes (quando querem interagir, é claro) até os primos mais novos... Tenho a satisfação de ter criado meus filhos SEM doses cavalares de industrializados, sou de família italiana, daquelas que gostam de feira e produtos frescos (você conhece bem, acho...)então os filhotes COMEM MUITA VERDURA E FRUTA, o que deixa TODAS as minhas amigas boquiabertas, mas foi com muita vontade, crença na natureza e perseverança que estou colhendo estes resultados e eles hoje gostam e comem super saudável! O que posso te dizer é: siga sua intuição e quanto mais natural, melhor... Boa sorte e para você se sentir totalmente à vontade nas suas escolhas, mesmo remando contra a maré: meus filhos NUNCA viram XUXA, não sabem quem é, viram muito discovery kids quando não tinha comercial, castelo rá-tim-bum, sítio do picapau amarelo, ouviam histórias lidas por mim TODAS as noites, amam ler, escrever, cantar, conversar, brincar... Um grande beijo.

Cozinhe isso também!

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