segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pão de cerveja que ninguém bebeu e mudanças de hábitos


Não sei se foi saudável a leitura dinâmica que fiz no blog Zero Waste Home. Por um lado, fez com que me sentisse menos alien. Porque você há de convir... aqui em São Paulo, parece que ainda não "pegou" isso de voltar ao esquema antigo de se fazer as coisas. Aliás, parece que não pegou nem o esquema "ecológico" de se fazer as coisas. Fala-se muito, vendem-se muitas "eco-bags", mas no fim das contas, eu nunca vi mais ninguém a não ser minha mãe e eu levando nossas próprias sacolas ao Santa Luzia. Muita gente ainda me olha torto quando digo o que como e o que não como, o que faço ou deixo de fazer em termos de ter a qualidade de vida que nossos avós tiveram, e eu tenho certeza absoluta de que essa sensação de solidão alienígena num mundo de ações automáticas não pensadas não acontece só comigo. E qualquer esforço em direção a mais mudanças de hábitos não condizentes com a conveniência moderna corre o risco de aumentar ainda mais essa sensação de ostracismo. Porque quem tenta uma vida mais natural é "ecochato", é "extremista", é "do-contra". 

Ler o blog me fez ver o quanto ainda me falta fazer. Senti-me muito idiota em alguns aspectos, e percebi quão mal-informados podemos ser. Sempre achei que reciclando aquela embalagem plástica onde colocam meu queijo, tudo estaria bem. Até descobrir que a maior parte dos plásticos só pode ser reciclada uma ou duas vezes, e então vai para o lixo com todas as outras porcarias não biodegradáveis. Fiquei em choque, confesso.

Pensei no quanto ainda trago embalagens para casa. Apesar de prestar muita atenção a isso, ainda coloco na reciclagem um saco grande de embalagens toda semana. De lixo orgânico, são um ou dois saquinhos pequenos por semana, do tamanho de lixinhos de banheiro, mas bem que eu gostaria de ter uma lata de compostagem para dar cabo disso. Um dia, quando tiver mais espaço.

O hábito da mocinha do blog de comprar coisas a granel e levar seus próprios potes me pareceu, em princípio, difícil de executar aqui. Mas eu já vinha há algum tempo levando de volta os saquinhos das frutas (as que não são vendidas em bandejas de isopor) para reutilizá-los, ou pedindo para o rapaz que as pesa colar a etiqueta de preço diretamente nas bananas ou no abacaxi. Na feira, há já muitos meses o pessoal sabe: direto na sacola, nada de saquinhos (mas eles ainda riem de mim e da minha "mania"). Meus chás já são todos soltos, sem saquinhos individuais, e o café, agora que pretendo começar a comprá-lo recém-moído, num café aqui perto, será posto direto no meu potinho. Então me pus a pensar... Poderia voltar a comprar minhas nozes e queijos no Mercadão, e alguns ingredientes de confeitaria em lojas do centro. Mas e os grãos? Prefiro meus feijões orgânicos sempre que possível, e não imagino que a zona cerealista os tenha. Tenho de escolher entre orgânico com embalagem ou não-orgânico sem embalagem. O que me pareceu bizarro e contraditório.

Então, hoje, no supermercado, lembrei-me de que eles vendem manteiga por quilo. Poderia bem economizar naquele montaréu de papéis metalizados que vão para o lixo com frequência aqui em casa. Enquanto o rapaz pesava 600g de manteiga sem sal para mim (que ainda saiu mais barata do que comprada em porções de 200g com embalagem), perguntei-lhe, meio sem graça, meio envergonhada, se seria possível que eu trouxesse meu próprio pote da próxima vez que eu quisesse comprar, por exemplo, ricotta ou cream cheese ou qualquer outro queijo, mesmo os fatiados. "Claro que não tem problema!", ele respondeu. "Jura?" Fiquei em êxtase. "Pode trazer!", confirmou ele.

Confesso que ainda não sei bem como operacionalizar isso. Qual pote eu vou levar, e se vou manter algum sempre dentro da minha sacola. Se vai ser de vidro ou de inox. Sei que vou fazer a mesma pergunta prá mocinha das frutas secas da próxima vez. E já sei que esse novo hábito eliminará muitas das compras por impulso, uma vez que precisarei planejar e levar o pote de acordo. Ótimo, vai ser bom para economizar uns trocados além de tudo.

Nesse espírito, quando fui comprar mais fermento ativo seco, deparei-me com um pacote de 500g. O preço era ótimo em relação aos envelopinhos de 10g, e, claro, era muito menos matéria-prima de embalagem do que para 50 envelopinhos individuais. Mas fiquei pensando se ele duraria tempo o bastante para usá-lo todo. Costumo abrir os envelopinhos, usar uma parte e fechá-los bem com pregadores de roupa, e eles duram muitos meses. Nunca nenhum deles estragou. Como o pacote expirava no fim de 2012, resolvi arriscar. Levei o pacotão comigo, abri-o e já despejei-o em um pote muito bem fechado, guardando-o no escuro, para que não estrague. Esse meio quilo de fermento é minha promessa de não comprar pão nem em emergências, para não deixar o fermento estragar, e economizando em embalagens de papel ou celofane. ;)

O fermento novo foi estreado justamente num dia de reaproveitamento. O marido abrira uma garrafa de cerveja grande, mas desistira dela na metade. Sem minha companhia para beber (cerveja, pra mim, só sem álcool por enquanto), ele ficou sem saber o que fazer com o que sobrara da cerveja, com dó de jogá-la fora. Tranquilizei-o, então, dizendo que transformaria aquela cerveja em pão.

Dito e feito.

Procurei por alguma receita que usasse cerveja e encontrei várias, mas todas usando cerveja escura, que não era o caso da pobre Original abandonada na porta da geladeira. Então me lembrei de uma de Jamie Oliver, de um de seus primeiros livros, que simplesmente trocava a água de sua "massa básica" por cerveja. O pão da foto era muito bonito, bolinhas de pão dourado em círculo dentro de uma forma de metal. No entanto, eu me lembrava bem do gosto dos pães de Jamie. Por mais que o adore e adore suas receitas, as de pão deixam um pouco a desejar em termos de sabor e textura em relação a outros pães que já fiz de outros livros.

Apanhei então uma receita que já preparara algumas vezes, com base em uma proporção básica do Professional Chef, e inventei em cima. O pão ficou muito saboroso e macio, com a casca fina e levemente crocante. O sabor da cerveja não é perceptível, mas conferiu algo de ligeiramente caramelizado ao gosto do pão que ficou muito bom.


PÃO DE CERVEJA CLARA
Tempo de preparo: 3 horas
Rendimento: 1 pão de cerca de 22cm

Ingredientes:
  • 275g cerveja pilsen
  • 1g fermento ativo seco instantâneo (ou 3g de fermento fresco)
  • 360g farinha de trigo orgânica
  • 65g farinha de trigo orgânica integral
  • 1g sal

Preparo:
  1. Se tiver uma batedeira planetária com gancho, coloque todos os ingredientes na tigela e ligue em velocidade baixa por 1 minuto, até que a massa esteja razoavelmente misturada. Aumente a velocidade um pouco e sove por 10 minutos, até que a massa esteja elástica, a tigela esteja limpa, mas a massa esteja ainda ligeiramente pegajosa ao toque. Se estiver muito seca, acrescente mais uma colher de cerveja. 
  2. Se não tiver a batedeira, dissolva o fermento na cerveja, misture ao restante dos ingredientes numa tigela grande, e quando a massa começar a se formar, sove numa bancada por 10 minutos, tentando não acrescentar mais farinha, até que a massa esteja elástica, a tigela esteja limpa, mas a massa esteja ainda ligeiramente pegajosa ao toque. Se estiver muito seca, acrescente mais uma colher de cerveja. 
  3. Forme uma bola e coloque a massa numa tigela ligeiramente untada com óleo. Cubra com um pano e deixe fermentar por cerca de 1h30, até que a massa tenha crescido e seu dedo deixe uma marca que não volta ao pressioná-lo ligeiramente na massa. 
  4. Afunde a massa, transforme-a novamente numa bola e divida-a em 8 pedaços iguais, rolando-os em formato de bolas. Unte com óleo uma forma alta de bolo de cerca de 21-22cm de diâmetro, e disponha as bolas em formato de flor. Cubra com um pano e deixe fermentar por 25-30 minutos, até que ao pressionar o dedo na massa, ela volte devagar para o lugar.
  5. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 190ºC. Se tiver uma pedra de forno na grade inferior, pode deixá-la. No meu forno, a grade inferior é sempre melhor para assar pães. Mas pode assá-lo na grade do meio, se lhe parecer mais confiável.
  6. Quando tiver fermentado, abra o forno quente e pulverize- com água, umas 15 espirradelas. Coloque a forma com a massa no forno e pulverize mais duas vezes com água, rapidamente. Feche e asse por 5 minutos. Abra o forno rapidamente e pulverize mais duas vezes com água. Feche novamente, sem bater a porta, e termine de assar por mais cerca de 30-35 minutos, ou até que o pão esteja dourado e soe oco ao bater no fundo com os nós dos dedos. Se tiver desenformado e ainda não estiver pronto, volte-o para a forma e termine de assá-lo. 
  7. Desenforme e deixe esfriar completamente sobre uma grade antes de comê-lo.

53 comentários:

Anônimo disse...

Pode ter certeza que depois que nascer seu bebê, vc não vai ter nem tempo nem disposição para sequer pensar nisso tudo e muito menos operacionalizar essa paranóia de potes, economia milimétrica de embalagens etc. Quando muito vai continuar separando o lixo orgânico do reciclável e levando sua ecobags às compras (isso quando não tiver que sair com o bebê e levar toda a "mudança" junto!). Sinto muito, mas isso não é praga, é a realidade.
E agora, cá entre nós, esse post estava meio ... ecochato, sim, rsrs.
Bjs.

Ana Odette disse...

Que bom que descobri que não sou ecochata sozinha.As pessoas pensam que sou louca, vendi o apto e comprei uma casa com terreno enorme, fiz horta, pomar, galinheiro etc.Transformo todo o lixo orgânico em adubo para a horta.As galinhas capinam o mato e botam ovos deliciosos (eu e meu marido não admitimos que ninguém pense em comê-las um dia, não somos assassinos).Minhas verduras são muito melhores que as compradas. Faço queijo uma vez por semana (copiei a sua receita, só que faço com leite cru).Há muitos anos não compro pão, faço em casa. Me presenteei com uma panificadora Philco e ninguém me segura mais (tenho LER e sofria algumas restriçoes, o marido tinha que sovar o pão etc) Agora uso a máquina para sovar e modelo a meu gosto.Faço iogurte, suco das frutas do quintal, portanto na estação certa de cada uma.A vida passa a ter um valor mais verdadeiro.
Abraços e obrigada pelas dicas tão importantes.

gasparzinha disse...

Eu fiz há pouco tempo um pão com cerveja, com farinha de espelta e farinha de soja. Ficou booom!
Tb não senti o sabor dela, apenas a diferença que adicionou à côdea e a fofura do miolo.
Beijinhos

Anônimo disse...

Oi Ana,

Só queria lhe agradecer, pois também me sinto um alien, pois faço um montão de coisas q ninguém faria, raramente compro presentes, em questão de comida raramente compro processados, e dizem q sou radical. Por isso lendo o seu blog me sinto normal (rsrs)

Beijos

Talula disse...

Ana, tu moras em São Paulo. Imaginas mudar os hábitos no interior... É muito complicado. Em Porto Alegre conseguiamos ter uma vida bem mais condizente com o que nós acreditamos, mas aqui é uma luta. Eles adoram embalagens plásticas, ninguém ta nem aí pra nada e os comerciantes não facilitam minha vida em nada.
Não fosse a minha teimosia...

Beijo :)

Dani disse...

Ana, tenho este mesmo problema que vc de ser taxada de ecochata e de querer viver de subsistência. Saí de SP fazem dois anos, fui para o interior, fundão de SP, e sabe que eu descobri? As pessoas de SP são bem mais informadas que o interior. É tenebroso ver as pessoas roubando saquinhos de mercado para levar para casa e a consciência de plantar é pífia, só querem plantar cana e matar boi, não existem orgânicos em cidades que não tenha Pão de açúcar. Mas outro dia, fui com meu marido para um bairro de Botucatu, chama Demétria, parece que ali, minha fé transbordou, todos os produtos são biodinâmicos e ôrganicos, eles vivem de troca de alimentos e todas as casas são feitas com materiais de demolição, vale a pena visitar, são 2 horas de SP e eles tem um site ótimo. Desculpe o comentário mega longo, mas senti necessidade de falar que vc não está sozinha!
Um grande beijo para vc e para o baby.
Dani

Patricia Scarpin disse...

Ana, você é uma inspiração!

O pão ficou lindo, mas lá em casa não rola de sobrar cerveja, não... :D

Jacqueline disse...

Também me sinto alien as vezes, mas fico feliz em saber que ainda existem pessoas que pensam assim como você e várias outras que comentaram aqui. Meu sonho é ter uma casa igual a da Ana Odette que comentou aqui em cima :)
Também vivo com sacolas retornáveis (deixo uma dentro da bolsa). Gostei da idéia da manteiga, realmente aquela embalagem metálica me irrita deveras!

Thanks for sharing!
Beijos
Ps.: Fiz um bolo de maçã que você postou aqui no blog para evitar o desperdício de 2 maças murchinhas e digo pra vc que ficou um dos melhores bolos que já fiz na vida!

duda lima disse...

Ana,
adorei o post, gostaria de conseguir mudar alguns hábitos aqui em casa, mas é um trabalho de formiguinha.
Outro dia vi uma senhora no mercado, que fez compras de mês, sem levar nem um saquinho de frutas, todas as compras foram acondicionadas em egobags resistentes e grandes!
Um dia chego lá!
bjo

Marisa disse...

Ana, venho aqui há muito tempo e nunca comentei. Já fiz muita coisa na cozinha inspirada pelo seu blog.
Obrigada por escrever sobre essa mudança de hábitos. Eu também passo pelas mesmas situações e sou tida como super radical.

Acho que você adoraria fazer suas compras nessa lojinha foférrima em Londres:
http://beunpackaged.com/

Frequentei muito essa loja quando morava por lá. Aliás, vi muitas mães com filhos pequenos fazendo suas compras na Unpackaged, então acho que o anônimo aí em cima está enganado :-)

Beijos

Ligia disse...

Ana, fiquei super curiosa pra saber em que supermercado eles vendem manteiga a granel...E olha, discordo totalmente do primeiro comentário. Mesmo com um recém nascido em casa, não parei de reciclar embalagens e papéis e fazer de tudo pra evitar desperdícios. Vou à feira toda semana com meu bebê, o carrinho dele e minhas sacolas de pano e dá tudo certo. Agora, um conselho: faça um estoque de sacos plásticos de supermercado, porque você vai precisar de muitos pra descartar as fraldas sujas(a não ser que você opte pelas de pano!).

Drianis disse...

Ana, adorei o post! E não desanime com o que o anônimo do 1o comentário disse, quando minhas filhas nasceram eu fiquei a mais preocupada do mundo com o destino de todas aquelas 9827492742 "necessidades" infantis (desde o plástico enorme q revestia o carrinho de bebê, e virou um acessório indispensável para quarar as fraldas de pano, até os potinhos de papinhas prontas q viraram um lindo jogo de porta-temperos, apesar das tampas serem uma droga).

Como lá em casa só se toma cerveja sem álcool, gostaria de saber se a receita desse pão de hoje pode ser feita com esse tipo de cerveja, ou se vc acha que o álcool fará alguma diferença... Achei o pão muito lindinho, tenho certeza q fará sucesso com meu pessoal!

Parabéns pelo blog, amo muito o que vc escreve!

Ana E.G. Granziera disse...

Drianis,
questão de testar com a cerveja sem álcool... você me pegou nessa.

Pessoas,
obrigada pelo apoio. Fiquei em choque nas lojas de bebê com a quantidade de tranqueira de plástico. Nem existe alternativa para mães naturebas. Então já estou planejando uma visita a lojas do centro para comprar potinhos de conserva (de vidro) pequenininhos para fazer, guardar e transportar as papinhas caseiras. :) Ah, em alguns meses esse blog vai ficar engraçado... hehehe... ;)

Beijos a todos!

Amanda Scapini disse...

Concordo com os últimos comentários. Assim que o bebê nascer, toda sua dedicação vai aumentar. E além de olho torto pelas sacolas de pano e embalagens próprias, você vai ter que convencer todo mundo de que: SIM, você faz a comida do seu filho, SIM, você leva ela até mesmo em viagens de avião e SIM, isso te faz imensamente feliz :)

E por falar nisso, pra minha bebê, comprei os potinhos de comida N****e vazios do pessoal que vende para fazer lembrancinhas de aniversário. O preço valeu super a pena e são bons até para congelar. Agora que ela come mais quantidade, eles viraram potes para guardar meus temperos e potinhos de geléia que faço em pequena quantidade!

Beijos!!

Serena disse...

Ana,

Gosto muito do seu blog e quero lhe dizer que eu também com frequência sou rotulada de eco-chata e de radical, por pessoas que muitas vezes não querem sequer dar-se ao trabalho de reciclar seu lixo, ou por outras que não parecem se preocupar se aquilo que comem é lixo atômico ou alimento de verdade. Foi muito bom ter lido seu post, pois me fez sentir um pouquinho menos maluca. Hoje em dia parece que a maioria das pessoas simplesmente não quer abrir mão do próprio conforto, mesmo sabendo que está prejudicando a saúde e/ou o meio ambiente. Incrível, não? A propósito, meus parabéns pela sua gravidez.

Maria Luiza disse...

Olá Ana,
A maior guerra na reciclagem é com a gente mesmo. Até tornar um habito, demora. Tenho minhas sacolas que frequentemente esqueço no porta mala do carro ou esqueça de levá-las. Um dia consigo!
Oba! Fiquei feliz de saber que você comprou o pacote de 500g de fermento. Vamos ter mais receitas de pão. Abraços, Maria Luiza

Anônimo disse...

Ana, leio seu blog há tempos, pouco comento mas gosto demais de suas ideias, além das receitas. tento ser o mais ecochata possível. infelizmente ainda estamos engatinhando no Brasil (eu moro na Paraíba, perto de SP ainda estamos nos arrastando), vide o blog da californiana... mas dá para fazer alguma coisa sim, evitar o saco do pão, as sacolas inúteis do mercado, minhocário pro lixo orgânico (eu moro em ap e tenho um), reaproveitar a água de lavar verduras nas plantas, etc. na verdade resolvi comentar pra perguntar se vc conhece o seguinte blog: http://www.marcinha.co.uk/cgi-bin/movabletype/mt-comments.cgi?entry_id=12683
Já coloquei logo o link pro post sobre as fraldas, muito legal! tem uma pessoa (no mínimo, deve ter mais) que vende no Brasil. Se vc tiver alguém viajando, também dá pra encomendar. Minha filha tem 14 anos, eu usei muita fralda de pano (normal, não essas fofas e super sofisticadas), não só por questões maiores mas porque acho horrível o bebê ficar o tempo todo com a pele em contato com plástico. mas usei descartáveis também... vamos dosando as coisas. seu bebê será sortudo, com certeza até as papinhas vão nos deixar com água na boca, ehehhe.

Surya

Anônimo disse...

Oi Ana
Sabe uma coisa que me incomoda muito é que quem não tem fibra para perseverar quando chegam as dificuldades acredita que todos serão iguais. Parte do problema do nosso mundo é a imensa preguiça de fazer o que é certo (e mais trabalhoso) seja reciclar, seja não desperdiçar, seja ensinar ética aos filhos...
Acredito que você já se mostrou capaz de seguir seus princípios e será uma mãe conscienciosa, até porque temos obrigação de não deixar para nossos filhos um mundo pior do que encontramos.
Quanto às papinhas de bebê, de que todos falam, deixa eu te contar uma coisa. Eu trabalhava o dia todo, deixava meu filho na creche e enviada todos os dias as papinhas preparadas com cuidado, separando os legumes como uma "roda de alimentos", para que ele aprendesse a diferenciar sabores desde pequeno: os potinhos redondos eram separados por fatias, como as de pizza: de creme de cenoura, de espinafre, de mandioquinha, arroz ou macarrão, carne (na época tinha voltado a comer carne, senti desejos dela na gravidez, mas depois voltei a ser vegetariana). Hoje meu filho, já grandão, come carne de vez em quando, mas de-tes-ta macdonalds, refrigerantes e outros que tais. Comemos legumes, frutas e verduras orgânicas que planto na chácara e faz anos que ninguém tem uma gripe aqui em casa...
Não desanime, tem muita gente que pensa (e age) como você.
Grande beijo

miosotiis disse...

Ana, faço separação do lixo desde que se ouviu falar disso, mas só quando casei e mudei de casa, tive a percepção real da quantidade de lixo que fazia...

E foi nesse exacto momento que decidi mudar alguns hábitos. Troquei, a muito custo, o gel de banho pelo sabonete, compro a maior parte das frutas e legumes sem usar saquinhos, levo saca para as compras, e comprou
sempre em quantidades grandes. Embalagens? Só as necessárias.

Quanto às lojas de bebés, não sei se por aí existe, mas por cá, começam a haver lojas em segunda mão, com tudo aquilo que é necessário a um preço muito mais apelativo.

Carolina disse...

Ana,

Eu também me sinto meio "alien" quando coloco frutas direto na eco-bag, sem saquinhos, ou quando entro em lojas que vendem produtos à granel com potes para não usar saquinhos plásticos, ou quando comento que faço compras a pé, em mercados perto de casa... Mas é bom saber que eu não sou a única! :)

Se para você não for muito longe fazer compras em Pinheiros, abriu recentemente na Rua dos Pinheiros (entre a Virgílio e a Mateus Grou) uma loja de produtos naturais que vende farinhas, macarrão, castanhas e frutas secas, tudo à graneu. E não estranham clientes que levam seus potes para fazer compras!;)

Ana Paula disse...

Oi, Ana

Acho muito bacana essa conscientização toda, mas ao mesmo tempo creio que é impraticável fazer tudo isso no mundo de hoje...acho que cada um, fazendo um pouquinho que seja, já está ajudando o meio ambiente - ou fazendo como tu fazes e pensas...aí seria bem melhor! Não sei se eu conseguiria!

Leo Beraldo disse...

É difícil ser marginal, pensar diferente, mas vale a pena. Parabéns por sempre inspirar as pessoas a ter uma vida melhor e mais sincera.

Cecilia disse...

Tudo é uma questão de mudança de hábito. O argumento de que dá trabalho não me convence.

E o bacana é que a gente vai percebendo cada vez mais oportunidades de ser ecologicamente correta.

Se o empacotador do supermercado estranhar as frutas e legumes irem direto da cesta à sacola de pano, procuro pensar que estou na vanguarda, uai! Azar dos outros!

Anônimo disse...

Ana,então existe uma invasão alien acontecendo!rsrsrsrs
olha, tbm sou taxada de estranha, e sabe o que eu percebi nas pessoas que me questionam?que elas tem uma relação infantil e de compensação com a comida.
Comem porcarias pq isso as remete á um passado, comem porcarias pq estão insatisfeitas por bater ponto, aguentar o chefe, suportar o mundo.
Mas não estão interessadas em mudar nada disso, então não largam o junkie,fast,industrializado,antiecologico.
Acreditam, que alguem limpará a sujeira do mundo por elas!
Ana, nunca comprei papinha pronta pros meus filhos,não dei açucar até fazerem um ano,não comeram carne vermelha até decidirem experimentar sem qqr influencia externa, a de 5a, já come umas porcarias, mas enfim, está vivendo a experiencia dela e eu acredito na experiencia como forma de crescimento!
Depois que os filhos nascem, salvo um periodo de adaptação, é perfeitamente possivel ter uma vida "bio", e vc vai perceber que a preocupação de deixar um mundo razoavel para as crianças, te deixará mais ligada ainda.
Pq vivemos num mundo mimado, tudo é uma questão de hábito.
ADOREI ESTE POST!
(bom, sempre adoro todos...)
bjs
Dadi

Anônimo disse...

Ah, esqueci de comentar,olha, não precisa daquele moonte de coisas pro enxoval do bebe não.As lojas continuam abertas depois que ele nascer,e tem delivery! então vc compra conforme a necessidade.
E prá fazer a higiene diária: alcool 70% pro umbigo, algodão e agua (com temperatura adaptada ao clima) pro n.1 e 2, e agua termal se aparecer um vermelinho qualquer!
Aqui, comprei um bau de vime, e ficava tudo lá dentro!nada de potinhos e garrafa térmica...e balangandans...rsrssr
menos é mais!!!!!
bjs
Dadi

luhh disse...

Ana, aproveito esse post para dizer que, desde que eu descobri teu blog, eu me senti muito inspirada a levar uma vida um pouco menos... pronta. Aos poucos eu estou tentando mudar as coisas aqui em casa: fazer meus próprios pães e massas, não usar sacolinhas, evitar embalagens individuais, essas coisas. Pode parecer que estou puxando saco, mas não é isso. Só queria te agradecer por ter mostrado um estilo de vida muito mais agradável para mim.

angela disse...

Ana,
sei muito bem como se sente, depois de morar 25 anos em SP mudei para o interior onde nem farol tem, moro onde posso ter horta e pomar, planto minhas verduras, tento usar tudo organico, apesar de esquecer de mencionar isto muitas vezes, na horta uso composto organico gerado pelas cascas de frutas , legumes, folhas etc, reclico tudo que posso, fazemos compostagem e ainda assim me vejo -far way do ideal-, meus filhos, hj universitarios, nasceram na capital, não tomaram nada doce, sempre levaram cookies e bolos caseiros no lanche do colegios,sempre que possivel embrulhados em guardanapos de tecidos, fiz papinhas em casa levei em potes, fiz papinhas em hoteis e aqui e no resto do mundo, sempre trabalhei muitas horas e dei conta de tudo. com programação e dedicão tudo dará certo.
ah sim o pão é maravilhoso. desculpe o post tão longo. bjs

Alice disse...

Oi Ana, eu também comprei um saco grande fermento e estava guardando na despesa, em um vidro fechadinho, mas meu pai disse que era pra guardar na geladeira pra conservar melhor. Eu quase não acreditei (pela umidade e talz) e fui atrás da embalagem e dizia isso mesmo, pra guardar na geladeira. Ele até já acabou, e nunca estragou. Dá uma olhada no seu saquinho (ou no saquinho de outro quando vc for no supermercado...)
Alice

dcportiz disse...

Ana,

Moro numa cidade que fica a 120 km de Paris, chamada Saint Jean de Braye com 16 mil habitantes e aqui como em qualquer outra cidade temos a feira 3 vezes por semana, sendo domingo o melhor dia. Mas por aqui se vc não tiver suas sacolinhas de pano ou seu cestinho de vime vc vai ter dificuldades, pois os vendedores não tem saco plasticos e regulam muito no papel. E isso não vem dos jovens, vem em primeiro dos idosos, é hábito, sempre foi assim. Na feira tem os produtores BIO (organicos) e os que não tem o selo nós conhecemos muito bem e sabemos como procedem. A maioria leva seus potes para a manteiga e os queijos (nesse caso o queijeiro te dá um pedaço de papel se vc não tiver pote), as pessoas levam suas caixinhas para os ovos e seus saquinhos para os grãos, que são higienizados e reutilizados na próxima semana. O lixo tem dia certo para cada tipo ser recolhido, ex vidros são retirados as quartas, e se tiver coisa que não pertence ao lixo do dia eles não retiram e mandam um representante conversar com vc para saber se precisa ser dado palestras sobre reciclagem e como fazer. Não é questão de primeiro mundo ou não, é habito já que vem dos idosos. Então quando vou ao Brasil eu estranho. Tem gente que ri quando na feira eu recuso o saco e peço para colocar na sacola direto, ou não quero o isopor dos ovos mas eu não ligo, por isso continue a fazer o que vc acha certo e não abra mão dos seus principios.

Beijos

Daniella

Anônimo disse...

Olá Ana, eu sou uma seguidora do seu blog. A sua maneira de expressar é muito genuína, simples. Mas em relação a se achar um alien, confesso que felizmente descobri não ser única. Eu deixei de comer carne há 3 anos e qdo as pessoas sabem, ficam chocadas. Acho isso o máximo. Parece que alguém lhes ofende...
E igualmente em relação à minha alimentação. Mas fico contente por ter mais pessoas que pensa como eu. Obgda. Tudo de bom!

Livia Luzete disse...

Preciso dizer que amei esse post? Onde sempre ao ler os post da Ana me sinto normal!!!???
Eu levo a minha ecobag que fiz na aula de Ecodsign e os caixas do mercado de rede nacional onde compro todos os dias que tenho aula já sabem, o único saquinho que uso é o dos legumes, então eles sabem que está aberto pq contém diversos tipo dentro, eles pesam cada qual com seu preço e os põe de volta. Sinto por receber o queijo e alguns doces nas bandejas com aqueles plastiquinhos, mas ainda não deu para me programar e levar minhas vasilhas. Sabe que já tinha pensado nisso, mas cadê operacionalizar?

Também discordo que os hábitos bons serão perdidos com a vinda do bebê. Hábito é hábito.
Não vamos salvar o mundo, somos poucos contra milhões, mas é bom dormir com a consciência tranquila!!! Eu durmo!

wenddi disse...

ANA, vc nao tà sozinha!!! :-D
VIVA A "DECRESCITA FELICE"!!! ;-)
espero q pelo menos um pouquinho da sua "eco-chatice" tenha sido influencia da cu-nhada, hehehe!
Tem um bilhao de coisas pra aprender e fazer, mas nao serve se angustiar. A consciencia (consapevolezza, HA!) e vontade de mudar sao os motores q pouco a pouco vao ajudando a mostrar as possibilidades ;-)
Um beijo enorme!!!

Lílian disse...

Ana, foi seu melhor post ! Desejo muita energia para os próximos meses !

Aqui em casa já acondicionamos os queijos fatiados em embalagens próprias faz tempo. Levo um pote, tipo "tupperware", com uma divisória dentro, pois sempre compramos dois tipos de queijo. Daí o povo da padaria cola as duas etiquetas na tampa. E fica bem mais barato do que comprá-los fatiados.

Abs

.jenni disse...

Ana

Tu não é eco-chata não. Tu és normal, as demais pessoas, que não são. Pq gente que rouba, mata e só pensa no próprio umbigo não pode ser normal.

Estou ansiosa para teu pequeno(a) nascer. Tenho certeza que teus posts serão valiosos quando, daqui há alguns anos, eu tiver o meu.
Continue assim ;)

Beijo grande

comida diversão e arte disse...

tenho ate medo de testar e viciar!!!
dois grandes vicios como pao e cerveja juntos, um grande pecado!!!
amei!

Pedro disse...

Olá Ana

Olha, se a pessoa quer doutrinar a outra, ela é uma ecochata. Mas se ela quer viver de uma maneira mais digna e fazer a coisa certa, e contar para os outros (como você está fazendo) é uma pessoa digna. Ecodigna.

Acho improvável que se possa chegar a sustentabilidade total. A cidade não permite isso. Nós todos estamos aqui usando nossos computadores de plástico, sem contar a rede de cabos, por exemplo.

A cidade é uma anomalia que o ser humano criou, temos que conviver com isso. O negócio é tentar ser o melhor possível. E muita, muita coisa pode melhorar.

Abraço, ecodigna =)

Lígia disse...

Oi Ana,

Sou engenheira, estudei processamento de plásticos por alguns bons meses, trabalho em uma indústria que, entre outras coisas, processa materiais plásticos e preciso perguntar: de onde surgiu a informação que o plástico só é reciclado uma ou duas vezes? Isso varia muito do tipo do plástico. Os materiais utilizados em embalagens suportam muito mais do que isso.

Ana E.G. Granziera disse...

Ligia,
por isso mesmo não disse "todos os plásticos". Sei que isso varia. Mas o que quis dizer, é que pensei que o processo fosse "infinito", e daí meu choque. De qualquer forma, foi importante para mim me dar conta de que preciso reduzir a quantidade de lixo, mesmo reciclável, uma vez que reciclar também consome recursos. Se você tiver informações relevantes e atualizadas a esse respeito, que considere interessante para mim e para os outros leitores, adoraria saber mais a respeito.

Bjs

Julie Sabag disse...

Olá Ana, tudo bem? Acompanho seu blog há algum tempo e gosto bastante das receitas. Eu também sou bastante preocupada com a questao da reciclagem, preservaçao, etc.. mas com certeza estou longe do seu engajamento.
Uma curiosidade, vc pretende usar fraldas de pano? Eu me sentia tremendamente incomodada com os quilos de fraldas descartáveis que eu joguei fora quando meu filho era bebe porém a praticidade falou mais alto e calou a culpa.

Camila disse...

Não sabia que se vendia manteiga a quilo. Por incrível que pareça, acho que é mais fácil ser eco friendly em SP, por causa da variedade. Aqui no Rio é difícil, mas um dia chego lá!

Valentina disse...

Ana querida, estou atrasada nas minhas leituras. É a falta e desorganizacao de tempo. Mas sempre gosto de vir aqui com tempo. Tempo para fazer uma boa leitura. E este post é prazeroso. Acho que a tua cerveja também tivesse ido bem num soda bread. Olha, parabéns atrasado pela gravidez. Que ela seja bem saudavel. Adorei esta leitura, a tua imensa sinceridade e originalidade são tão refrescantes. Leva tudo mesmo, todos os potinhos que podes. Fica aqui um super abračoe votos de que tenhas uma ótima semana.

Nicole disse...

Se cada um fizer o que pode - e o que cada um pode envolve não só o que a cidade permite, mas aquilo suas próprias circunstâncias viabilizam -, já é um grande passo. Agora, cá para nós, de tudo, de tudo mesmo, duas coisas fazem muita diferença para quem vive na cidade e na correria: fralda descartável e lenço umedecido. Boa sorte :))

Mayla disse...

Engraçado... como a gente se sente tão próxima de você mesmo não tendo trocado nem meia dúzia de mensagens! E eu estou aqui delirando com uma coincidência: vc eh cunhada da Wenddi?!? Da Wenddi que foi pra Alemanha encontrar um argentino, casar e morar na Itália?!?! E vc que fez o lindo "convite" de casamento deles???!!! :-) E eu sou uma amiga de São Carlos da Wenddi! hehehe Será que eh a mesma??? :-)

Bom, além de confirmar essa informação queria dizer que a gente não deve se sentir alien nem nada. Devemos nos sentir orgulhosas de conseguirmos fazer algo pelo que acreditamos! Mas penso também que devemos ser compreensivas quando não conseguimos. Com a gente e com as outras pessoas também. É claro que algumas coisas exigem um mínimo de esforço e é um absurdo que não se faça, mas nós vivemos em um ambiente que incentiva a todo momento a sermos práticas, rápidas, eficazes... e lutar contra isso realmente não é nenhum pouco fácil. Mas conseguir fazer alguma coisa é muito bom! E convencer outras pessoas a, ao menos prestarem mais atenção a isso, como você faz, é melhor ainda! :-)

Só pra terminar: meu sonho tb é ter uma casa igual a da Ana Odette!!

marina_barros disse...

Ana;
Estou querendo comprar uma kitchenaid, e estou em dúvida a respeito do modelo. Ouvi falar que a menor delas (parece com a sua) não bate pães integrais ou massas mais pesadas... achei meio lorota... O que vc acha?
Obrigada;
Marina

Ana E.G. Granziera disse...

Marina,
nem imagino onde você possa ter ouvido isso. A menor Kitchen Aid do mercado é a Artisan, que é a minha. Maior que isso, só pra uso profissional, que são aquelas com a tigela suspensa. A minha bate massas pesadas e muito bem, como nenhuma versão nacional de plástico consegue. ;) Vai fundo! Brinquedo prá vida toda! :D

Bjs

Leila disse...

- quando vc começar a comprar as coisas para o seu bebê, vai se apavorar com a quantidade de papel, plástico, embalagens, etiquetas etc. que vai para o lixo.
- e as 8 fraldas por dia???
- em compensação, não tem papinha em potinho, é muito legal fazer a comidinha em casa!!!
- adoro ecochatice, e vamos concordar numa coisa: td bem, os gringos estão mais adiantados.MAS foram eles, os dos países superdesenvolvidos, que f**eram grandão o meio ambiente, esgotaram os recursos naturais... não é?

Karen disse...

Como assim: "a não ser que você opte pelas de pano!)"... havia alguma dúvida sobre isso??... rsrsr... olha o peso da responsa da Ana. Bem eu ia linkar algo sobre as fraldas de pano mas vi que já o fizeram, e certamente vc como uma boa ecochata e mãe zelosa que já é, deve estar por dentro do assunto. Desse e de outros tão ligados à qualidade de vida e bem estar de mãe e bebê como parto natural humanizado, amamentação exclusiva e em livre demanda, muito colo e aconchego durante os primeiros meses... aff... Dizem que a ignorância é uma benção... É incrivel como quando a gente passa a ter consciência de algumas coisas, abre os olhos pra tantas outra e dai já não dá pra voltar atrás. Vamos nos tornando cada vez mais chatos e radicais em vários aspectos. Acho que esse blog vai ficar muito interessante nós próximos meses... :)
Bjus

Laís Fraga disse...

Oi Anaa!! :)

Tenho certeza que você conseguirá adaptar o seu estilo de vida com a chegada do bebê!! Na realidade, acho que o seu desejo por um planeta melhor, vai só aumentar, afinal, além de mãe, tenho certeza que você quer ser uma Nonna, sendo assim, é imprescindível que o planeta estaja guardadinho pros seus filhos e netos!! :)
É claro que tudo é adaptação... mas vamos ser sinceras: qual é o trabalho de levar seus potes pro supermercado?? Nenhum, né?? Se voc^conseguir organizar tudo, com certeza, continuará tendo todos esse hábitos!! com o bebê, provavelmente vão surgir situações em que terá que comprar algum em cima da hora, no plástico mesmo... mas essas serão excessões!!
Boa sorte, e continue sendo uma ecochata (afinal, melhor ser uma ecochata que uma chata que ainda por cima, não é eco!!) :)

Maristelli Camargo disse...

Ana, não estou coseguindo acessar o Formspring La Cucinetta. Está realmente desativado?

Sabrina disse...

Desculpe-me pela indiscrição, mas você já descobriu uma forma ideal de recolher o n.º 2 do Gnocchi na rua? Tenho levado PH para recolher e uma folha de jornal para embrulhar; quando chego em casa jogo-o na privada e o jornal, no lixo. Não é impraticável, mas quando não vou voltar imediatamente para casa fica um pouco difícil... Como você faz?

Renata disse...

Fiz esse pão mas ele cresceu MUITO pouco :( pq será? Foi minha primeira tentativa de fazer... deve ser por isso.
Beijooos

eli mariana disse...

Oi Ana,

Identifiquei-me contigo plenamente!!! Já usaram até a expressão "ortoréxica" prá me definir... MAs não tem crise.
Não precisa responder nem publicar minha mensagem, mas gostaria de te perguntar se vc já coonhece uma máquina chamada Thermomix 31 ou Bimby como é carinhosamente conhecida em Portugal e Itália??
A Gasparzinha, que já deixou um recadinho nesse post,tem um blog cheio de receitinhas e dicas para essa máquina que é um espanto! Tenho a minha a mais de 5 anos e nunca pifou e já está sendo vendida no Brasil!
Tenho uma amiga da filha que decidiu ter o primeiro bebê dela em casa e como vive em cidade pequena e teria que vir para Curitiba para ter o neném, minha casa virou casa de parto da moça!!! Uma emoção sem tamanho!!!! E essa moça está maravilhada com o uso de fraldas de pano na filha dela que agora está com 6 meses...
Então, qdo se sentir um ET, lembre-se das pessoas que são ET, ortoréxicas, malucas, loucas, piradas e tudo o mais que vc já deve ter ouvido!!!!
Grande abraço e pode apostar que qdo o segundo neném nascer, vai tirar de letra e fazer ainda outras coisas...

thatiana Bandeira disse...

Oi Ana,
Com apenas 1g de sal esse pão ficou com pouco sal... Acabei usando para fazer brusqueta.
Bj

Cozinhe isso também!

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