sexta-feira, 30 de julho de 2010

Spaghetti integral com salmão e espinafre e uma despensa revigorada

Quem passa por aqui há tempos sabe que o blog, assim como eu, caminhou em evolução constante, desde seu primeiro post até hoje. Não sou quem eu era há alguns anos atrás. Minha comida não é a mesma. Bem, apenas o que eu queria que tivesse mudado é o que continua: minha cozinhazinha pequena. O primeiro prato que preparei depois de casada, e pela primeira vez morando fora da casa de meus pais e me vendo na missão de não apenas cozinhar de domingo, ocasião especial, mas todos os dias, duas, até três vezes por dia, foi uma sopa japonesa simples, com macarrão, acelga chinesa, cogumelos shiimeji e cebolinhas. Aquela sopa foi feita com Miojo (sem o saquinho de tempero) e caldo de legumes em cubos.

Naquela época, eu já era um bocado frustrada com o desaparecimento de alguns gostos de infância, como o sorvete de morangos da Kibon, que costumava ter pedacinhos de morango e gosto... bem... de alguma coisa. A frustração do sorvete, aliada à viagem que eu acabara de fazer à Itália, onde pudera experimentar sorvete de verdade, com gosto dos da infância, fez com que eu começasse, muito devagar, a prestar atenção a ingredientes e buscar a relação qualidade/preço ao invés de quantidade/preço

Eu comprara minha primeira faca de chef [sem pretensões, o nome é esse mesmo], e passava um bom tempo prestando atenção aos movimentos das mãos de Jamie Oliver, num dos ainda pouco frequentes programas de culinária na TV. Não queria cortar cebolas como Nigella (ou minha mãe, meu deus!), devagar, com uma faquinha de frutas, quase cortando os dedos fora com a força desnecessária aplicada graças a um instrumento e técnica incorretos. Sabia que cozinhar me tomava mais tempo do que deveria, simplesmente porque algumas tarefas se arrastavam mais do o normal. Devagarinho, como quem aprende um instrumento musical, pratiquei. Adagio, para não cortar os dedos. E conforme acelerava o andamento, conforme a música se tornava familiar e eu já podia ler vários compassos à frente, o ato de preparar uma refeição foi se tornando mais prazeiroso, mais simples, mais fácil.

O tempo ganho na velocidade do mis-en-place diário me possibilitou, eventualmente, começar a abandonar alguns atalhos. Eu poderia preparar meus próprios quibes vegetarianos, ao invés de comprá-los prontos. Pois picar as cebolas, o alho, os cogumelos, a salsinha, não requereria de mim mais que poucos minutos. Mas preparar aqueles quibes todos os dias me parecia dar as costas a uma miríade de outros sabores apenas esperando para se revelarem a mim, e comecei a comprar e devorar livros de culinária como algumas mulheres compram sapatos. Era delicioso descobrir que mesmo alguns clássicos poderiam ser feitos de formas diferentes, e comecei a testá-los, um por um, buscando meus brownies favoritos, meus chocolate chip cookies favoritos, minha panna cotta, meu minestrone, minha polenta (a versão com leite, veneziana, é a favorita aqui em casa)...

Quanto mais lia e praticava, mais compreendia a ciência da cozinha e como as coisas funcionavam. Isso fez com que eu entendesse quais ingredientes devem ou não devem estar em um prato e por quê. E percebi que iogurte que não seja leite e fermento lácteo não é iogurte. Que queijos não devem ter corantes urucum e massas de sêmola de grano duro não devem ter mais absolutamente nenhum outro ingrediente a não ser... sêmolda de grano duro. A curiosidade que me levou aos livros, levou-me aos rótulos, e de repente minha frustração estava explicada, ao passo que me chocava ao me dar conta de que pagamos por comida mas não recebemos comida em troca.

Minha reação, ao contrário do que muitos pensam, não foi racional, mas visceral. Eu tinha verdadeiro nojo de determinados produtos vendidos como alimento, assim como deixara de comer nuggets de frango ainda na adolescência, quando eles começaram a apresentar pedaços de cartilagem não moída. Eu não escolhi parar de comer Bis. Eu não conseguia mais comer Bis. Não me parecia comida. Não era apetitoso.

Acostumada a acreditar que tudo na vida deve ser "super fácil" e "super rápido", porque todo mundo é "super ocupado", não foi fácil começar a encaixar em minha rotina alguns preparos que exigiam mais planejamento, como fazer meu próprio pão toda semana, ou lembrar de deixar os feijões de molho na noite anterior. Durante muito tempo, ainda apelava para produtos prontos, ainda que sem glutamato monossódico [que eventualmente descobri que me causava dores de cabeça], gomas e conservantes.

É difícil incorporar um novo hábito, mas uma vez instalado, ele se torna natural e parte de sua vida. E depois de quase cinco anos, num dia em que resolvi organizar minha despensa e rotular de caneta branca todos os potes de vidro, dei-me conta de que finalmente conseguira. Alcançara meu objetivo. Olhei para aquelas duas prateleiras de vidros rabiscados, e não pude deixar de sorrir orgulhosa. Na prateleira inferior, à esquerda, meu cesto de temperos, repleto de especiarias, ervas secas e pimentas. À direita, vidros com massas de sêmola de grano duro e algumas massas japonesas de que gosto, milho de pipoca orgânico, diferentes tipos de feijões, lentilhas, arroz basmati e arbóreo, cevada, aveia em grão, quinua, couscous marroquino, flocos de amaranto, mel, melaço de cana, tomates italianos em lata e açúcar orgânico. Na prateleira de cima, à esquerda, meu baú de confeitaria, com chocolate orgânico 60%, chocolate 99% de cacau, cacau em pó, bicarbonato de sódio, fermento químico e biológico seco, extrato natural de baunilha, matcha, lavanda, amido de milho, agar-agar, açúcar mascavo e tapioca. Ao lado, vidros com farinha de trigo orgânica, açúcar demerara e baunilhado, polenta, farinha de trigo sarraceno, farinha de farro, centeio e cevada.
Encantada com aquela despensa que jamais, durante toda a sua existência, fora tão absolutamente natural, abri a geladeira. Legumes e frutas frescas, leite, iogurte caseiro, queijos, anchovas, alcaparras, picles, mostarda de Dijon, pimentas variadas, shoyu, mirin, nam pla, maple syrup, óleo de nozes, manteiga de amendoim orgânica, geleia de laranja, gengibre em calda, farinha de castanha portuguesa, uvas passas, cramberries secas, castanha de cacau torrada e picada, ovos, manteiga, nozes, amêndoas, amendoim cru e castanhas de caju. Ali, escondido, meu pote de aparas, para o caldo de legumes da próxima semana. No freezer, caldo de legumes em porções de 500ml, gengibre, capim cidreira, alguns restos de vinho para usar em cozidos, sorvete de castanha portuguesa caseiro, biscoitos caseiros moídos esperando para virar base de torta, claras de ovos, caldo de kombu, framboesas e blueberries. Embaixo da pia, junto das panelas e protegidas da luz, garrafas de diversos vinagres, óleo de amendoim prensado a frio e gergelim, azeite extra-virgem, rum, conhaque e Marsala.

Olhei em volta. Para minha cozinha sem microondas, estranhamente silenciosa àquela hora do dia, o sol entrenuvens daquela tarde refletindo ligeiramente dourado. Pensei em minhas duas avós que já se foram. Que me inspiram tanto. Que me educaram tanto, sem saber, na arte de cozinhar com gosto, comida de verdade, para pessoas com quem me importo. Elas provavelmente ficariam curiosas ao dar de cara com quinua, nam pla ou masa harina. Mas saberiam preparar alguma boa gororoba com qualquer coisa que encontrassem aqui. A despeito do ketchup Heinz e do Toddy que meu marido não larga nem por decreto, estou orgulhosa e tenho certeza de que elas também ficariam.

É absolutamente possível viver sem depender dos produtos industrializados e de baixa qualidade de grandes multinacionais. Não só possível, como muito, muito melhor. O jantar de ontem foi uma coincidência, pois havia na despensa e na geladeira [e no vaso plantado na área de serviço, no caso do manjericão] todos os ingredientes para esta receita simplíssima de Giada di Laurentiis. E eu recomendo. Use spaghetti comum se não tiver o integral, e, se o espinafre estiver já muito adulto, de folhas grandes e espessas, como é no inverno [espinafre é melhor no outono e na primavera, quando é jovem e suas folhas são mais delicadas, melhores para serem comidas cruas], substitua por outra verdura crua semelhante, verde-escura e ligeiramente amarga. O spaghetti não é para ser comido como acompanhamento do salmão, mas sim, esse último deve ser gradualmente despedaçado durante a refeição e incorporado a cada garfada de massa e espinafre. Você pode mesmo despedaçar o salmão já grelhado e misturá-lo à massa antes de servir (nesse caso, retire a pele).

SPAGHETTI INTEGRAL COM SALMÃO E ESPINAFRE
(do livro Giada's Kitchen, de Giada di Laurentiis)
Tempo de preparo: 20 minutos
Rendimento: 4 porções

Ingredientes:
  • 400g spaghetti integral
  • 1 dente de alho, picado fino
  • 3 colh. (sopa) azeite extra-virgem
  • 1/2 colh. (chá) sal
  • 1/2 colh. (chá) pimenta do reino moída na hora
  • 4 filés de salmão de cerca de 120g cada
  • 1/4 xíc. manjericão fresco, rasgado com as mãos
  • 3 colh. (sopa) alcaparras
  • raspas de 1 limão (tahiti ou siciliano)
  • 2 colh. (sopa) suco de limão
  • 2 xic. espinafre baby/precoce (ou as menores folhas do maço)

Preparo:
  1. Coloque bastante água para ferver em uma panela grande. Quando ferver, salgue e coloque o spaghetti para cozinhar durante o tempo indicado na embalagem. Enquanto isso, coloque o alho, 2 colh. (sopa) do azeite, sal e pimenta em uma tigela grande.
  2. Tempere o salmão com sal, pimenta-do-reino e esfregue a colher de azeite restante nos filés. Coloque os filés uma frigideira grande, bem quente (cozinhe dois por vez, se a frigideira não for grande, para que eles não fiquem amontoados), pele para baixo, e cozinhe em fogo médio-alto até que o salmão mude de cor até a metade da altura. Reduza o fogo se a pele estiver queimando. O tempo vai depender da espessura do salmão (2-4 minutos, mais ou menos, mas guie-se sempre pela cor e não pelo tempo). Vire e cozinhe o outro lado. Remova da frigideira.
  3. Escorra o spaghetti e misture-o ao conteúdo da tigela. Junte o manjericão, o espinafre, as alcaparras, raspa e suco de limão e misture bem com a ajuda de dois garfos. Distribua em quatro pratos e coloque os filés de salmão em cima. Sirva imediatamente.

43 comentários:

Gourmandise disse...

Que gostoso ler sobre o seu início na cozinha. Todas as descobertas....
Um post que me deixou feliz!
Bom findi!
Nina.

Guiga disse...

Pelo menos agora tem Toddy Orgânico! Avisa o marido que é igual ao Toddy comum! ;)

Sara disse...

Essa sua história muito bem contada faz com que a gente se inspire em cada vez mais procurar o que a gente gosta que é comer bem, saber o que come e estar mais ainda na cozinha, que no meu caso, é onde gosto de estar.
Um beijo.

Renata F. disse...

Ana, apesar de acompanhar sempre o seu blog, essa é a primeira vez que escrevo. Antes de mais nada, PARABÉNS! Vc. escreve super bem (coisa rara de se ver hoje em dia), suas fotos são lindas e suas preparações culinárias parecem maravilhosas!!! Lendo o seu post de hoje, vi que vc. conseguiu retratar tudo o que ando pensando sobre a minha própria vida e tudo o que desejo fazer em termos de cozinha e alimentação. Antes de abrir a internet, estava eu aqui pensando em como gostaria de estar em casa, preparando um delicioso bolo de iogurte e bluberries para comer com meu filho, junto com uma xícara de café...Quem sabe um dia chego lá e, de quebra, consigo organizar minha despensa como vc...!!! Parabéns! Beijo, Renata F.

Anônimo disse...

Absolutamente emocionante o seu depoimento, especialmente àqueles que dedicam à comida uma relação de afeto. Com certeza só com mta dedicação e perseverança isso foi possível, vc está de parabéns. Tento, na medida do possível, opções mais saudáveis - difícil pq nem sempre tenho o apoio da família. Tenho uma sorveteira e já ouvi: porque vc não usa um pouco de emulsificante p/ o sorvete ficar mais fofo?? (Dá vontade de responder que p/ isso não preciso de sorveteira, a Kibon já faz...)Minha formação em engenharia de alimentos (leia-se industrializar comida) me tornou ainda mais crítica. (Concordo que margarina nem pode ser chamada de comida, pois nem fungo cresce, nem dá bicho). Hoje não trabalho na área e acho que não me adaptaria. Mas vou perseverar!! Ah, se vou!!
Tenho certeza q vc já ganhou mto em bem estar, saúde, pele, cabelos - sem falar na prevenção de doenças. Esse é o futuro!
Bjs,
Lala.

Flora disse...

Ana! Que lindo! Emocionante te ler assim, tão plena :)

Ainda chego aí viu... na mesma prática e bagagem.

Fiquei curiosa pra saber como vc descobriu do glutamato...as minhas enxaquecas são infernais. Faz meses que eu tento localizar o que as melhora/piora...

E, por último, QUE BOM que vc está por aqui, dividindo conosco tudo isso!

Beijos!

Letrícia disse...

Seu post de hoje é especialmente inspirador. Estou tentando trilhar este caminho, apesar da resistência que vez ou outra encontro.

Beijo e obrigada por dividir sua experiência.

Natália de Oliveira disse...

Ana, acompanho de perto seu blog há bastante tempo. Acho que só faltam alguns poucos textos, lá do início, que ainda não li. Adoro o visual, o seu texto, seus desenhos, suas fotos e, claro, suas receitas. Recomendo seu blog para várias pessoas que considero especiais e vão saber apreciar. Há alguns dias estava entrando e estranhando que não tinha nenhum texto novo e percebi que sentia falta de novidade na Cucinetta. Nunca tinha escrito porque nunca escrevo comentários mesmo. Só que hoje não resisti. Este seu texto está perfeito. Vai ao encontro de muito do que acredito, eu e minha família. Michael Pollan, que você também já citou, soube traduzir em livro. O livro dele é tema de muitas conversas que tenho, mas não volto a ele com freqüência. Mas ao seu blog posso voltar todos os dias. E é nele que quero buscar inspiração e força de vontade para ir para a cozinha e tornar mais e mais concreto aquilo em acredito. Obrigada pelo seu blog. Saiba que você tem leitores/as cativos/as ainda que não se manifestem nem estejam entre seguidores etc. Muito obrigada pela inspiração!

Jean Y. disse...

anaaaa!

nossa, que inspirador o seu texto.
realmente, eu que moro numa cidadezinha pacata tenho hábitos de uma vida metropolitana, sempre comendo o que é mais prático...
Olha, é de se admirar a sua história.
É realmente incrível como com o passar dos anos agente realmente entende a "mágica" que é a cozinha.
Aprendemos também, que cozinha não é arte, e sim, uma ciência!

parabéns ana!
beijao!

Denise Cardoso disse...

Olá Ana,
Voce está me ensinando aos poucos, cuidar da alimentação, escolher os produtos que entram aqui em casa.Não chego nem aos seus pés,mas tirei muitos produtos industrializados de minha lista. Adoro seus pratos "simples",lindos, substanciais e com tanta qualidade.
Mas na verdade hoje estou postando por causa do seu texto: voce nos leva a viajar junto com voce.Parece que conhecemos muito bem a sua cozinha, seu apê, sua dispensa....Nesse texto eu vi tudo junto com voce...lembrei de quando eu também comecei a ir para a cozinha todos os dias.
Adoro seu humor,me divirto quando voce conta suas "tragédias culinarias".
Parabéns Ana, seu texto de hoje está uma delicia( assim como devia estar seu prato ).
Um beijo
Denise

Quéroul disse...

eu quero suas prateleiras. não quero 'iguais às suas'. quero as suas.

:)


vou aproveitar que minha 'nova vida' se estenderá por três meses e vou tentar incorporar a maioria das suas ideias de maneira prática. porque desde que leio seu blog, eu te sigo teoricamente...

obrigada. de novo.

Camila disse...

Ana, quero ser igual a vc quando crescer :P Eu tb não consigo mais comer certas coisas, parece que o paladar vai se apurando com o costume de fazer receitas boas e com bons ingredientes. O mais gratificante é saber que seu brownie é mais gostoso que o da maioria dos restaurantes.

P.S.: vc faz seu extrato de baunilha?

Anônimo disse...

Oi Ana,

Lendo este texto sentí uma ternura muito grande em meu coração, fiquei muito emocionada. Em parte pela maneira linda que vc escreveu e em outra pq me lembrei de como comecei na cozinha, também há 6 anos tentanto fazer pão, biscoitos e etc.

Beijos Miti

Pérola disse...

Ana, acompanho aos poucos o blog e o Desenhoquê. Gosto muito de ambos. Me identifico muito com seu trajeto. Aqui começamos devagar há quase 4 anos atrás modificando gradualmente os nossos hábitos alimentares e hj muitos nos consideram "e.t´s" pq nossos filhos não consomem danoninho, nem chocolates cheio de açúcar, etc. Não sinto desejo de comer nada industrializado e tenho essa mesma sensação visceral de nojo desses produtos. Comida caseira, natural, feita com bons ingredientes é saúde, responsabilidade com nosso planeta e com nosso corpo. Adorei seu post e adoro seu blog. Vira e mexe me pego lendo e estudando aqui...
Beijo grande!
Pérola
www.penacozinha.com

Anônimo disse...

Não duvido das suas capacidades culinárias, mas o texto é patético e lacrimoso. Está bem escrito, mas isso não é motivo para elogios, pois é uma obrigação.
Não entendo estes comentários aduladores que não proporcionam nada, não dizem nada útil, só servem para inflar ainda mais o seu ego gigantesco. Cuidado, um dia explode! Você é só mais uma entre milhões pessoas com blog culinário.

RIcota disse...

Ana, que receita linda! quer dizer, mais uma receita linda, né?
e a despensa, então? toda organizada... toda saudável...
parabéns!
Beijos

Anônimo disse...

só passei para lhe dar Parabéns, pelo blog, parabens pelas receitas,parabens pela sinceridade nas palavras...e lhe dizer....cozinhar é uma arte, e arte e tudo que fazemos com amor.....então logo....cozinhar é dar e receber amor....!

simone wajnman disse...

Lindo, lindo seu post!!! Saboreando-o me dei conta de que eu também tenho transformado os meus habitos, minha cozinha e a alimentação de minha família nos ultimos tempos e certamente grande parte dessas mudanças eu certamente devo a voce e a inspiração que vem de seu blog. Cozinhar e comer nunca foi tão gostoso e gregário quanto é hoje pra mim e a cozinha inteligente e saudável só contribui para isso.
Obrigada!!!
Por fim, uma perguntinha besta: onde se compra essa canetinha branca de escrever em vidros? Quero imitar e fazer igualzinho, se vc permite.
Um abraço!

Valentina disse...

Ana,amei este teu post.Ele é gostoso de ler, bem escrito, sincero. E a receita ..adorei. sou louca por salmão. Sempre estou comendo.

Anônimo disse...

Ana.

voce nao poderia postar algumas dicas mais como essa do glutamato, a de usar cacau em po (que adotei e amei), e outras coisas que devemos evitar/substituir?

Parabéns pelo seu blog, acompanho a tempo e AMO!

Beijo
Ligia

HTTP//:ESPAGUETENAMANTEIGA.BLOGSPOT.COM disse...

OI, ANA!
ACOMPANHO SEU BLOG HÁ CERCA DE DOIS ANOS, E NUNCA COMENTEI, APESAR DE LER E CONSULTÁ-LO DIARIAMENTE. HOJE, TOMADA DE GRANDE EMOÇÃO NÃO PUDE DEIXAR DE ESCREVER...E TE AGRADECER.
TENHO CAMINHADO NESTE MESMO CAMINHO, INICIADA TAMBÉM PELA MINHA AVÓ, QUE JÁ SE FOI, MAS DEIXOU TANTAS SAUDADES E LEMBRANÇAS DOS ALMOÇOS DE DOMINGOS, SEGUNDAS, TERÇAS.... E AGORA SEGUINDO SUAS DICAS.
OBRIGADA ANA!
AH! ESTOU TERMINADO DE ASSAR UM PÃO DE MIE RS RS.
ABRAÇO GRANDE E SIGA EM FRENTE, PORQUE ATR'S VEM MUITA GENTE!!!! RS
MARTA

Inês Fontes disse...

Ana,

Que maravilha!!!Sua conquista me inspira a insistir na tentativa de melhorar a qualidade da comida que ingerimos aqui em casa.Meu sonho de consumo, que venho construindo pouco a pouco, apesar das resistências dos filhos adolescentes e da cozinheira.Um dia chego lá. Obrigada por nos mostrar que é possível.

Parabéns!!!

Bjs.


" O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você".

Simone Arrais disse...

Ana, adorei este post, me fez muito feliz. Saber que apesar de tantos mil quilômetros de distância você existe aí do outro lado do computador e se digna a escrever e compartilhar suas experiências de vida é muito estimulante (me ajuda a não desanimar do meu blog...). Aproveito para te dizer que fiz o bolo invertido de pêras, mas como estava sem açúcar demerara e melado de cana, tive que fazer algumas substituições: o demerara troquei por açúcar cristal misturado ao mascavo e o melado de cana por um mel de abelhas bem cítrico que tinha na despensa. O resultado foi muito interessante. Apenas uma consideração: achei que o caramelo ficou um pouco demais pro meu paladar e vou diminuí-lo na próxima vez. Beijo carinhoso.

Eloise disse...

Oi Ana, descobri seu blog há pouco tempo e estou adorando, além de estar me identificando com seus hábitos. Moro na Alemanha, e como vc sabe somos bombardeados com comidas industrializadas, mas há alguns meses decidi que iria me esforcar para uma vida mais saudável. E realmente concordo contigo, nao consigo mais tomar sorvete industrializado, é muita gordura trans e emulsificador.... Pagamos por água e ar, contudo nao há quase nenhum sabor.... Quando eu for ao Brasil quero ir trocar receitas contigo.
Bjs

Leo Beraldo disse...

Andar contra a corrente é às vezes doloroso, mas libertador. Seus textos são sempre inspiradores.
Parabéns pelas decisões que tomou, comigo foi mais ou menos assim e não me arrependo.

.jenni disse...

Oi Ana!
Sou uma nutri aprendendo a cozinhar e sempre leio teu blog. Tem informações preciosas, tanto de culinária quanto de alimentação e sobre ser feliz! :D Gostaria de te propor um desafio: um pão livre de glúten decente. Será que dá/existe?
Beijo!

Anônimo disse...

Comecei a ler o blog há duas semanas e achei muito bom. A paixão com que você fala da comida é o máximo! Agora, lendo este post sobre os ingredientes, os produtos na geladeira, as frutas, os legumes... fiquei pensando em cmo é possível consumir tudo antes que o prazo de validade se acabe e tudo vire "colônia" na geladeira! Digo isso porque com a vida tão atribulada, trabalhando fora, estudando duas vezes por semana e chegando em casa após as 20h nos dias em que não tenho aula, não consigo pensar em chegar perto do fogão e acabo recorrendo ao pão-com-alguma-coisa... rs... às vezes até tento, mas não damos conta de consumir tudo o que compro na maioria das vezes e fico com o coração apertado cada vez que jogo fora uma verdura murcha!

Patricia Scarpin disse...

Ana, li este post delicioso na sexta, mas não deu tempo de comentar.
Todos nós aprendemos um pouquinho contigo nesta sua caminhada, e me sinto muito privilegiada de ter a tua companhia além deste blog lindo.
Te admiro muito.

xx

Dani Etoile disse...

Ana, relato emocionante... Quem sabe até, prólogo de um livro!!! :)
Beijinhos,
Dani

Anônimo disse...

É por isso que adoro e acompanho seu blog!

Texto bastante inspirador... quem sabe um dia eu consiga ao menos um tantinho da sua organização com a alimentação!

Sucesso!

Sally Owens disse...

Ana, parabéns. Já acompanho seu blog há mais de um ano e sempre me inspiro com as suas receitas. Mas queria te fazer uma pergunta: vendo essa descrição tão linda da sua despensa/geladeira, onde é que vc costuma fazer compras? bj!

Anônimo disse...

Minha despensa é parecida com a sua...
joguei fora os potes de plástico,comprei zilhões de temperos qndo fui no mercado municipal ai de SP (moro no RJ),
alimentos processados são (quase) proibidos e não fosse a fraqueza que a amamentação exclusiva me impoe tbm não haveria carne por aqui...
o mais engraçado são as pessoas que não compreendem...criticam...mas se lambuzam com a minha comida...
Parabéns por compartilhar tão honesta e humildemente!
Dadi

Mônica disse...

Simplesmente,INSPIRADOR este post!Amei, deu quase pra sentir o cheiro da sua cozinha! Confesso que fiquei esperançosa com o futuro alimentar aqui de casa, que não é dos piores, mas longe de ser tão saudável e com menos industrializados. Continue sempre, sempre alimentando nossos olhos com seu blog e nossa boca com suas receitas!

amanda disse...

Estou apaixonada pelo seu blog e suas palavras! Só faltei anotar tudo aqui para minha próxima lista de mercado... parabéns, você é uma inspiração!

Mônica disse...

Ana, aproveitando o tema "faça você mesmo", estou neste exato momento tentando fazer aquela geléia de maçã que vc sugeriu, com os restos "mortais" desta fruta! Só fiquei em dúvida porque vc diz pra passar na peneira, mas a casca não vai passar e foi sugerido guardar a casca tbm, não foi? Como vc fez, pode bater no liquidificador ou é pra desprezar casca e tudo mais que não passar pela peneira?

Bjss

Ana E.G. Granziera disse...

Mônica,
você joga fora o que não passar (pedaços grandes de casca, sementes, cabo...)

bj

Marcia H disse...

Ana,
sabe que muita gente me pergunta: mas vc nao tem microondas? e eu me sinto uma ET.
Inspirador e muito lindo seu texto.
Eu adoro seus cupcakes de chocolate, receita infálivel aqui em casa e em reunioes com amigas.

dodecaphonic disse...

Post muito legal, Ana. De certa maneira me lembra o capítulo final de "Kitchen Confidential", quando o Bourdain tenta analisar o porquê de um chef se interessar pela cozinha e o que é que une todo mundo em volta da mesa. Tem algo daquele calor.
Gosto muito de parar por aqui e já pincei algumas de suas receitas. Falta-me ainda aquele ponto de virada, comum a muitos do que estão aqui, em que não só cozinho melhor como contorno as vontades de minha família, que tem lá seu apreço por junk food.
Obrigado pelo relato.

Mônica disse...

A tempo: fiz isso mesmo, joguei fora o que não passou, cozinhei por uns 20 minutos e ficou...uma delícia!! Guardei com o pau da canela mesmo, espero que não dê alteração, amargor. Obrigada, Ana!

Cris disse...

Ana,
Que caneta vc usou para escrever nos potinhos?

Estou precisando de rotular os meus potinhos aqui também... mas também preciso inserir as datas de validade e não me agrada a idéia de colar etiquetas, descolar, tirar o resto de adesivo, colar nova etiqueta com nova data... (talvez isso eu resolva com registro no mural da cozinha)

Liv Baum disse...

Ana querida. Comecei a cozinhar agora, recém casada e ao acompanhar o TK da Paty e agora o seu blog montei o meu tb... Venho dizer q seu post foi inspirador! Juro q estou aqui quase em lágrimas - sem exagero! Sei q é um passo a passo, baby steps mas q orgulho da sua cozinha! E com vontade de transformar a minha pra melhor... Acredita q nunca fiz peixe em quase 1 ano de casada? Esse hábito vai mudar! Quero ter orgulho do q eu como e vou começar já. Obrigada! E mil beijos.

Ritinha disse...

Olá, Ana, sou leitora do seu blog há alguns dias, mas esses poucos dias foram suficientes para dizer que o seu blog é ótimo, você se envolve com as preparações, com a cozinha, tem sentimento, envolvimento com o que vocês escreve e descreve. Acho isso lindo, você está de parabéns. Esse post foi, até agora, o mais emocionante (quem sabe não me emociono com algum ou alguns outros que eu ler no seu blog?!).
Sou formada em Nutrição e também penso da mesma maneira que você em relação a alimentos, não por ser dessa área, pois muitos nutricionistas consomem muitos alimentos industrializados, mas por ter a consciência de que a alimentação saudável, fazer a própria comida é muito espacial, é um momento único, ver algo que a própria pessoa preparou é lindo. Tão lindo que penso em fazer Gastronomia, se Deus quiser e Ele quer, pois se não eu ficaria muito frustrada em não fazer algo que amo.
E tenho certeza de que você é assim: faz o que ama e ama o que faz.
Continue desse jeito que você é, não mude, parabéns. Espero que eu um dia consiga ter uma despensa organizada dessa maneira... ah, tenho uma "invejazinha" (inveja boa, pode deixar!) da sua fôrma de baguete, furadinha, é muuuuiiito fofa.
Bom, já escrevi demais... PARABÉNS PELO BLOG! :)
Rita Caputi.

Anônimo disse...

olá,
e o espinafre vai quando?
tou com medo de comer a hortaliça porque sempre erro o momento exato!

Cozinhe isso também!

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