terça-feira, 29 de julho de 2008

Cookies, muffins e torta de maçã... Talvez eu não tenha paciência para ser mãe um dia...


Eu não sei lidar com crianças. Mesmo. Não faço idéia do que fazer com elas. E elas não fazem idéia do que fazer comigo. Não consigo me lembrar do modo como os adultos conversavam comigo quando tinha 5 anos, e talvez por isso seja incapaz de interagir com qualquer um que precise dar a mão para atravessar a rua. Colocar um bebê no meu colo [coisa que mães parecem gostar de fazer, principalmente se eu digo "não, por favor, vou derrubar o bebê de cabeça no chão!"] é pedir para a criança abrir o berreiro: ela com certeza consegue sentir que estou prestes a derrubá-la de cabeça no chão, exatamente como avisara à mãe que faria. Costumo brincar sempre com meu marido, dizendo que não quero ser mãe, quero ser avó. Engraçadinho, ele chegou a sugerir que adotássemos um casal já de seus 25 anos. Seria uma excelente solução.


No entanto, isso de ter filhos está em minha mente o tempo todo. Não porque os queira agora, mas porque fico pensando se seria minimamente boa no assunto. Pego-me assistindo a Super Nanny (no GNT) vez ou outra, fazendo anotações mentais do que fazer ou não fazer quando minha hora chegar. Pergunto-me se conseguirei impor alguma disciplina aos moleques, ou se serei uma dessas mães que trata a criança como um rei, ajudando a inserir na sociedade mais um adulto sociopata. Principalmente, imagino se serei capaz de ensinar um filho meu a comer direito [considerando que ensinar marido a comer direito já é um parto...]. Tenho um milhão de dúvidas a respeito, a começar por toda a coisa de não comer carne. Até que ponto é saudável e até que ponto é simplesmente uma tirania não permitir que seu filho coma carne (pelo menos até ele poder ir sozinho a algum lugar e pedir um hambúrguer por sua conta e risco)? Ou mesmo açúcar? Vi um estudo certa vez que dizia que crianças não expostas a açúcar (leia-se açúcar adicionado, não frutose) até os dois primeiros anos de vida não apresentam o mesmo "vício" em doces que crianças normais; elas tendem a escolher frutas em lugar de bolos. Isso é ótimo, não? Mas você conseguiria convencer sua mãe ou sua sogra a não dar aquele biscoitinho de chocolate para seu filho? E se ele fica numa creche? Como impedir que dêem de lanche ao seu filho alimentos industrializados de baixa qualidade?

Paranóia.

E eu nem tenho filhos ainda.

Por isso achei que o último domingo foi, no mínimo, educativo.



Chamamos alguns amigos com filhas pequenas para jogar video-game, bater papo e comer quitutes. Sabendo da vinda das crianças, tratei logo de pensar em guloseimas que atraíssem tanto adultos quanto a molecada. Para nós crescidinhos, preparei uma boa torta de maçãs aromatizada com pimenta-da-jamaica, muito fácil, muito saborosa, feita na mesma manhã e servida em temperatura ambiente. Para as meninas, todas abaixo de 5 anos, muffins de milho, que são mais salgadinhos, muito fofos, pontilhados de grãozinhos amarelos de milho cozido estalando na boca, e, claro, cookies de chocolate, crocantes por fora, derretendo por dentro.

Os dois últimos preparei no dia anterior e guardei em potes herméticos. Os muffins foram estupidamente fáceis, receita de Dorie Greenspan (de quem gosto cada vez mais), apenas susbtindo óleo de milho por azeite de oliva e buttermilk por iogurte e leite. Eles ficaram incrivelmente macios, salgados mas com um delicado adocicado no fundo, e os que sobraram tenho comido com manteiga, no café-da-manhã.


Os cookies, bem, eles são um feliz acidente. A intenção original era reproduzir os cookies de chocolate do livro da Ghirardelli. Eu já havia mexido nas medidas de açúcar, pois queria incorporar açúcar demerara para um toque suave de caramelo no sabor. Também acrescentara baunilha, a meu bel prazer. No entanto, a receita pedia por chocolate em pastilhas, que eu quase nunca tenho, e a medida era em volume ao invés de peso. Sem pensar muito a respeito, decidi que picaria uma quantidade X de chocolate e mediria seu volume como se fossem pastilhas. Ledo engano. Chocolate picado em tamanhos variados ocupa um volume diferente de chocolate em pastilhas uniformes e idênticas, de modo que acabei derretendo e incorporando à massa cerca de (acredito) duas vezes mais chocolate do que o necessário.

O livro avisava que a massa seria um pouco molenga, mas impossível ir para o próximo passo com aquela massa líquida. Era preciso então enrolar a massa em filme plástico, no formato de pequenas toras, e levá-la à geladeira para firmar. No entanto, a massa era tão mole que escorria para fora do plástico antes mesmo que eu pudesse colocar a quantidade necessária. Vi-me jogando tudo de volta na tigela e proferindo um enorme e sonoro "M*RDA!".

Não era possível que eu houvesse desperdiçado todos aqueles ingredientes.


Algumas imprecações e chutes na parede depois, resolvi que tentaria salvar a lambança. Analisei a receita. Pensei nas proporções de outros cookies que já fizera. E resolvi que duplicaria a quantidade de farinha, assim, sem mais nem menos. E, milagrosamente, assim que incorporei a farinha extra, a massa tomou corpo e sorriu para mim, de forma promissora. Ela tinha agora a mesma textura, talvez um pouco mais úmida, dos cookies colocados às colheradas na assadeira. Cobri a tigela com filme plástico e levei à geladeira enquanto o forno aquecia.

Quando tirei os cookies do forno, eles estavam lindos, cobertos com uma finíssima película craquelada e brilhante. Pressionando um deles suavemente com a ponta do dedo, podia sentir que eles ainda estavam incrivelmente moles por dentro. Era exatamente isso que eu queria. Deixei que esfriassem na assadeira, guardei-os cuidadosamente num pote e deixei que descansassem até o dia seguinte, quando então, por algum misterioso motivo, eles estavam mais saborosos do que na tarde anterior.

Fiquei orgulhosa da mesa posta, e achei que as crianças se esbaldariam com os quitutes. A primeira a provar os cookies foi a mais nova, e fiquei contente quando o pai me contou que ela não comia nada que não achasse de fato saboroso. Antes que pudesse, no entanto, cantar vitória, a mais velha me puxou de canto, perguntando o que mais havia para comer.

"Tem tudo aquilo, tem biscoito de chocolate, tem bolinho de milho e tem torta de maçã!", respondi.
"Ah, mas eu não gosto de nada disso", resmungou, fazendo bico.
"Você não gosta de biscoito de chocolate????", perguntei, incrédula.
"Desse, não."
"Por que não?"
"Porque não."
"Ah, mas se você não me explicar direito porque você não gosta, como é que eu vou poder fazer um que você goste na próxima vez que vier aqui?"
"Ele não é recheado. Eu gosto de biscoito recheado."
"Mas você já experimentou esse?"
"Não e eu não gosto."
"Mas não tem mais nada."
"Tem sim, você disse que o tio é que compra bolacha. Então tem sim."

E tem gente que diz que criança não presta atenção no que você sai falando por aí...


Arrasada, fui perguntar à mãe da menina o que diabos eu deveria fazer, uma vez que não sei como as meninas estão sendo educadas. Ela prontamente mandou a filha parar de ser cricri e comer o que tinha. Menos mal. Mas meus sonhos de crianças contentes comendo cookies de chocolate feitos em casa foi por água abaixo. Como explicar a uma criança de 5 anos que é melhor um biscoito feito de chocolate belga, ovos orgânicos e manteiga de verdade do que aquele que vem com uma carinha desenhada? Decepcionada, vi as crianças contentes comendo um pacote de bolachas industrializadas e danoninhos, que uma das mães trouxera de casa.

E fiquei quieta, imaginando o horror que serão as festas de aniversário dos meus filhos, com salgadinhos vegetarianos e doces caseiros. Meus filhos vão apanhar no colégio... Com certeza...


COOKIES
CROCANTES E MACIOS DE DOIS CHOCOLATES E CASTANHAS DE CAJU
(livremente inspirado pelo livro The Ghirardelli Chocolate CookBook)

Tempo de preparo: 1h30

Rendimento: 24-30 cookies medianos


Ingredientes:
  • 150g de chocolate amargo (mínimo de 50% de cacau)
  • 90g de manteiga
  • 3 ovos orgânicos
  • 3/4 xíc. de açúcar cristal orgânico
  • 1/4 xíc. de açúcar demerara orgânico
  • 1/2 colh. (chá) de essência de baunilha
  • 1/2 colh. (chá) de fermento químico em pó
  • 2/3 xíc. de farinha de trigo
  • 100g de chocolate branco de qualidade
  • 3/4 xíc. de castanhas de caju torradas SEM sal
Preparo:
  1. Pique o chocolate amargo e coloque numa tigela com a manteiga, derretendo em banho-maria e misturando de vez em quando com uma colher de pau para que fique homogêneo.
  2. Na batedeira, bata os ovos até que fiquem homogêneos. Junte aos poucos os dois tipos de açúcar, e continue batendo em velocidade alta até que eles fiquem muito brancos e fofos (foto), o que deve levar cerca de 10 minutos. Não se preocupe se ainda conseguir enxergar pontos de açúcar demerara. Junte a baunillha e misture mais.
  3. Diminua a velocidade da batedeira e junte o chocolate derretido com a manteiga. Misture até ficar homogêneo.
  4. Desligue a batedeira. Peneire a farinha e o fermento e junte-os aos poucos à tigela da batedeira, misturando com uma colher de pau até que fique esteja tudo bem incorporado.
  5. Pique o chocolate branco e as castanhas de caju e junte à massa, misturando com cuidado. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por cerca de 30 minutos. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 190ºC.
  6. Forre uma assadeira com papel vegetal ou silpat. Distribua bolotas altas de massa (cerca de 1 1/2 colher de sopa), deixando um espaço de pelo menos 4cm entre elas. (Alternativamente, você pode formar com a massa - que ainda é meio mole - dois rolos de 5cm de altura e 20cm de comprimento, embrulhar em filme plástico e levar à geladeira para firmar. Na hora de distribuir na assadeira, corte em fatias de 2cm de largura.) Volte a massa que sobrar à geladeira. Leve a assadeira ao forno e asse por 12-14 minutos, até que os biscoitos tenham se esparramado um pouco e estejam com uma película fina, quebradiça e brilhante por cima. Retire e deixe esfriar na própria assadeira. Repita o procedimento com o restante da massa. Guarde em pote hermético em temperatura ambiente por até 1 semana.
P.S.: eu sei que já postei aqui outra receita de cookie com chocolate e castanhas de caju, mas elas não tem nada a ver uma com a outra. Entretanto, ambas são deliciosas!

38 comentários:

Anônimo disse...

Cara Ana Elisa, descobri seu blog há pouco e tenho gostado muito... Ainda não tive tempo de testar suas receitas, mas pretendo tentar este final de semana. Vida de profissional, mãe, dona de um border hiperativo e rainha do lar! Decidi postar hoje porque achei divertida sua experiência de cozinhar para crianças. Deixe lhe dizer um segredo: meu filho não comeu açúcar até os dois anos (talvez uma outra vez por mãos alheias). Adora chocolate meio amargo, não gosta de chocolates industrializados (!), e prefere mil vezes um morango orgânico a um biscoito recheado. Por outro lado, adora carne, camarão a provençal, "lulinha", peixe de todo tipo, etc. Come salada todo dia (ele tem três anos) - inclusive alface! Não desista: ser mãe é bárbaro e a educação do paladar começa em casa... Beijo e sucesso! Cris

Karina disse...

Menina, que saga... kkkk, mas é assim mesmo. Minha filha tem dois anos e adora comer porcaria. Não se alimenta direito, não gosta de almoçar, não gosta de jantar e os médicos disseram que é fase, que vai passar. Sempre preparo um almoço legal, saudável e colorido, ela usa as duas mãozinhas minúsculas para empurrar o prato pra frente e pára na porta da geladeira para pedir danoninho.. tem sido uma luta diária. Bjos

Michelle Müller disse...

Báh guria conheci o blog esses dias e tô amando... adoro abrir o bloglines e ver que tem post! Mas esse de hoje falou ao meu coração, porque eu tinhas estas mesmas inquietações que tu antes de ser mãe! E sabe meu guri não comeu açúcar, nem provou "porcariozitos" antes dos 3 anos, agora ele tem 4 e tá começando a ser influenciado pela turma na escola e também pelo marido que lamento dizer é um desastre no quesito gastronomia, mas em casa só come direito mesmo, salada, produtos naturais e ele adora cookies e muffins, detesta açúcar e refrigerante não adianta nem oferecer que ele não pode nem com o cheiro!, Ah! ele amou o teu "brownie assinatura" que fiz semana passada! Sabe isso da festinha é relativo, porque eu faço tudo em casa e a turminha dele adora!
estrelinhas coloridas pra ti...

Laurinha disse...

:DDD

meus filhos só foram apresentados ao açúcar lá pelos 5 anos de idade (nem na gestação, eu não tinha vontade de doces...), quando começaram os aniversários dos amiguinhos de escola, e o brigadeiro foi o primeiro....
A mais velha hj devora chocolate e é exagerada nos doces - vai entender, acho que são os hormônios - dela...
O mais novo, de vez em qdo é 1/2 col de chá de nescau no leite e olha lá... nadica de doces/bolos/bolachas etc

Lembro-me da 1ª consulta no pediatra, qdo ele disse que os bebês não vinham com bula....

Enfim, é uma delícia, uma benção, que de vez em qdo dá vontade de trancá-los no armário e jogar a chave fora...depois do desespero, bronca, beijos, abraços ... tudo de novo!

E qdo eles TEM de assistir uma vez o tal desenho que todos assistem, mesmo que vc achar um terror de ruim? pois se não, ficam/são excluídos pelos outros amigos...

Enfim, amor, conversa e jogo de cintura são os ingredientes básicos, infalíveis!

Beijinhos!

Vitor Hugo disse...

"imaginando o horror que serão as festas de aniversário dos meus filhos, com salgadinhos vegetarianos e doces caseiros. Meus filhos vão apanhar no colégio... Com certeza..." - UHAUHAUAHUAHUAHAUHAUH

Ou vai que os coleguinhas acabam gostando daquela mãe que cozinha 'umas coisas estranhas', mas gostosas, não? heheheh

Michelle Müller disse...

Báh esquewi de comentar a maldade que foi o simples fato de tu colocar fotos da torta e dos muffins e não colocar receita, isso não se faz não guria, vou dormir sonhando com os dois rsrsrsrsrsr
mais estrelinhas coloridas

Stéfano disse...

O filho da Cris é d+ eehehe

É preciso acabar com essa história de que prato infantil é arroz, bife e batata frita!

Garanto que seu filho, Ana, vai ser um gourmet dos melhores! Saberá o que é bom! Vai ficar feliz de comer pão com manteiga, ahh vai... Que nem eu: acabei de comprar um pão integral caseiro, comi com manteiga e flor de sal e vou dormir feliz! Mas isso veio pq eu descobri a gastronomia.. Isso seu filho vai nascer sabendo

Mas tem um porém... Tenho dúvida se seu filho, acostumado com o melhor, não irá dar o devido valor à essas coisas. Exemplo:
Se eu entro em um hotel luxuoso, vou achar tudo lindo e ficar babando por causa de sua beleza. Se meu filho foi criado no luxo, ele vai entrar e nem vai reparar.. Capisce?

Acho que se ele comer do melhor ENTENDO o que está comendo, valorizando cada pão FEITO EM CASA, ele vai dar valor.. Meio que se emocionando com a comida..

Quanto a carne.. Você é vegetariana por questões ambientais? Gosto? Pena dos bichos? Energia?

Oferece carne e quem sabe ele mesmo escolhe o caminho, sozinho, ao inves de aos 13 anos virar rebelde, só pra ser diferente de vc, e só comer picanha.
Por outro lado, é muito raro, mas possível, matar um animal sem dor. Quem sabe daqui a 10 anos, as coisas não são outras, com mais respeito? Eu só como ovo caipira, pelo gosto e pq é muito mais ético..

Em termos de paladar e nutrição, ACHO (quase sem embasamento cientifico) melhor assim.. Melhor ainda se for só peixe, e um pouco de frango (isso sim.. dieta do mediterraneo tem todo embasamento do mundo). E garanta o ferro com folhas escuras. Uma carne vermelha por quinzena... Não sou vegetariano, mas pretendo viver assim... E ser "carnivoro' socialmente.. Quantos churrascos seu filho vai ter no colégio? Faculdade?
A discussão é looonga =p

E seu marido é carnívoro... Vai legar o filho pro Outback, né?!

Mas como a Cris falou, vc é publicitária e cozinheira. Isso é admirável mesmo! Parabéns
Beijos,
Stéfano

Dricka disse...

Ana as crianças aprendem a gostar daquilo que lhe dão para comer.Hoje em dia vivemos a cultura do fast food, então comida gostosa é aquela cheia de conservantes, glumatos e o escambau.E dp as pessoas se perguntam por que tanta obesidade, problemas cardiacos, etc.
Na minha infancia nunca rolou fast food, chocolate era raridade.Eu cresci comendo frutas, verduras, legumes.Meus pais nunca encheram a despensa com besteira.Acho que a maior besteira que eu costumava comer era banana com leite condensado e coco (eu não sei de onde tirei isso, mas ate hj adoro).Eu me alimento super bem, não porque faz bem, mas porque meu paladar saliva por um brocoli.Então não precisa se preocupar pq com certeza seu bacurizinho vai se alimentar muito bem e pra ele não será sacrificio e sim prazer.Bjs

Elyana disse...

Essa história de não dar açúcar pra criança acho que procede. Diz a lenda que meu pai natureba só deixava eu consumir açúcar orgânico quando era pequena e até hoje não sou muito fã de doce, principalmente de chocolate, tenho até agora metade do ovo de páscoa que ganhei :P
Agora sobre crianças, vc esqueceu a velha máxima do "não provei e não gostei". Criança rejeita sempre tudo oq é novo, e pode até parar de gostar de uma coisa de uma hora pra outra, principalmente se os amiguinhos falarem "eca".

abstract lady disse...

Oi Ana,
Concordo com a Cris. Sou mãe de três (14, 5, 4), e nenhum deles comia açúcar antes dos dois anos (nem mesmo na escola). Os três adoram cookies, muffins, pães, e qq coisa que saia do forno de casa (melhor ainda se eles viram/participaram do processo criativo). Iogurte feito em casa, com mel, fruta, ou cereal. E comem de tudo, salmão, lula, quinua, legumes, verduras (mesmo aquelas que eu não sou muito fã - o do meio adora salada de acelga). O paladar, como todo o resto, somos nós que educamos. Um beijo. Fernanda

Fer Ayer disse...

Minha filha tem exatamente 5 anos e sempre conviveu com a minha comida, que apesar de ser o mais orgânica possível, ainda é uma dieta carnívora, mas posso te garantir que ela is comer tudo o que estava na sua mesa e ia amar...aliás ia dizer que este cookie é melhor que o industrializado porque não tem gordura trans...isso mesmo, ela sabe o que, pois como você mesma constatou elas ouvem tudo o que a gente fala.
Tudo depende do que você ensina...

clau disse...

Ana...nao se deve nunca pensar poder estar preparada para afrontar, com antecedencia, todos os eventos desta nossa vida.
Fique tranquila que, na hora certa, vc saberà o que fazer.
E se nao(... e serà sempre cheio de "senao"), terà a nossa boa intençao para amenizar um pouco a nossa preocupaçao.
E filhos, bem... filhoa nao nascem com manual de intruçao e nem nòs temos laureas para educar-los, pelo contrario.
E cada "bichinho" destes é diferente um do outro e é dificil poder se repetir uma receita vincente.
Vc usarà a sua intuiçao e o seu bom senso, mas sempre existirà a emoçao para melar tudo, irremediavelmente: afinal...somos humanos!
E ser um humano nao significa ser perfeito pq, em verdade, estamos em um percurso pleno de tentativas. Assim como ser um genitor significa, tb,aprender a ter compaixao por nòs mms e por qq atitude torta que possamos ter cometido, para podermos nos perdoar, continuamente, por isto.
E darà tudo certo, no fim! Veja que eu até consegui, por um periodo limitadissimo, fazer uma coisa impossivel, dentro dos meus conceitos e da minha nausea, que foi trocar fralda de criança.Que, momentaneamente e pelo periodo necessario, me vi capacitada para isto.Pq...hum... Bah!Argh!
Se lembre que tanto vc qto o seu filho estarao sempre em um continuo e rico processo de aprendizado e colaboraçao, mesmo que as vzs isto nao apareça minimamente.
E a melhor coisa que tem, sempre, é ter alguém ao nosso lado, num mutuo intercambio de experiencias, onde um aprende com o outro.
E em ultimo caso, a frase que eu dizia pro meus filhos sera sempre MUITO valida: "aqui em casa nao é restauramte, nao!"
Bjs!

caosnacozinha disse...

Ana, estou a rir e quase triste ao mesmo tempo. Eu tenho as mesmas angústias que tu sobre os filhos. O que lhes dar de comer, como os ensinar a comer, como convencer os outros (avós, tios) que fazemos isto para o bem deles e não porque somos uns tiranos maníacos. Ainda não tenho filhos, mas também já penso muito nisso.
E quer saber? Se for por aí, acho que os meus também vão apanhar no colégio.

Beijo *
Mariana

Marizé disse...

Olá Ana, a minha filha até aos dois anos e meio não comeu açucar nem sal nem carnes vermelhas.
Hoje com quase 14 anos é uma "foodie" com um paladar eclético e com preocupações de alimentação saudável sem manias exageradas tipicas de adolescente.
Claro que adora chocolate e coisas doces, mas de boa qualidade nada de industrializados.
Vale a pena, e dá prazer transmitir os nossos valores.

Um bj

carladuc disse...

Ana,

Eu não tenho filhos então não sou a melhor pessoa pra opinar a respeito. Mas, como todo mundo, tenho meu próprio jeito de ver as coisas e pra mim é claro que as crianças estavam comendo bolachas industrializadas e danoninho porque foi assim que os pais as criaram, tanto que carregavam esse tipo de coisa com eles.
A Cris que comentou acima é um exemplo de como isso não é uma regra e que tudo depende de como cada um educa a alimentação do seu filho.
Claro que a criança tem sua participação também, nem todas reagem da mesma maneira, mas enfim, acho que a educação tem um peso fortíssimo.

Abraço,

Ludmila Carvalho disse...

Ana, eles podem até apanhar na escola, mas terão o resto da vida para te agradecer depois...
Beijos! :-)
Lud

Márcia disse...

Ai, Ana... estou morrendo de rir aqui!
Primeiro, pq imagino a sua cara de decepção, ao ouvir a pirralhinha dizendo que prefere as gororobas... E segundo pq eu MORRO de medo de que Zé Guilherme seja como eu, chatíssima para comer!!! Nãqo chego a ser como a menininha que foi à sua casa, pois se eu não gostasse de algo na casa dos outros, apenas comia pouco, fingindo q estava gostando, pois tinha vergonha de dizer q não gostava. mas se tivesse a opção de poder não gostar de algo (ou seja, se houvesse mais de um tipo de comida na mesa), eu negava na boa aquilo de que não gostava, e pior: era daquelas que dizia "não comi, e não gostei"!!!
A alimentaçào de meu filho me tira o sossego às vezes, pois acho até traquilo evitar doce pelo menos no primeiro ano, ou nos primeiros anos de vida. Agora me diga como uma pessoa que não come brócolis e afins vai convencer o filho a gostar disso, hein, hein??? E de rabanete, rúcula, espinafre, etc, etc...?????
Muuuito medo!
Beijos, e da próxima vez, pode me mandar os cookies por sedex, que esses eu não comi, mas JÁ GOSTEI!
:)

ruivo! disse...

hahaha. ana, vc é muito figura.
se te serve de consolo, eu tb não sei lidar com crianças, e meu sobrinho nasceu só pra esfregar isso na minha cara. nunca consigo ficar com o moleque no colo sem ele chorar...

Anônimo disse...

olá Ana! será q poderia postar a receita do muffin? fiquei com água na boca, heheh!!
obrigada!!

Karen disse...

Ana,
Muito saudável sua preocupação com a alimentação do(a) pimpolho(a) que está por vir. Eu tb tenho sou da opinião que tem que manter a criança afastada dessas porcarias o máximo possível. Costumo brincar aqui em casa que nossos filhos só vão saber o que é refrigerante qdo forem para a escola, afinal, espero não pretendo deixá-los assistir TV tb... ehehe
Mas senti uma falta imensa da receita da torta de maçã... nossa!! ela está tão linda e apettosa!!! Por favor divida conosco!! Eu preciso me redimir comigo mesma depois de ter errado a mão no bolo de laranja, quem sabe não seja com essa torta maravilhosa.
Bjins

Nora disse...

Ana
sou leitora do blog e apaixonada pelos textos e receitas há algum tempo. Obrigado por ambos.
Daria para postar as receitas da torta de maçã (que eu vidrei!) e dos muffins (que afinal eu também anseio e mereço um bom café da manhã acompanhado com dos mesmo, é ou não é?)
Ah, sim...voce é ótima!
Araços

Luciana Macêdo disse...

Nâo se preocupe tanto, tudo se resolve com amor e carinho.
Penso que as crianças não comeram as delícias que preparou, porque não estão acostumadas, os pais não oferecem quitandas e quitutes feitos em casa.
Para terminar você ficou devendo as outras duas receitas, as dos cookies já anotei.
Bjs!

Clarissa Fondevila disse...

Oi Ana,
Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Quando os pimpolhos chegarem você saberá exatamente o que fazer, acredite nisso!
Bjs

Ivette Raymunda disse...

Oi Ana, de novo não li otods os posts, mas acredito que tem mais gente do que vc imagina se esforçando por dar uma boa educação alimentar aos filhos. O meu filho tb não conheceu o açúcar até os dois anos, e isso foi só pq tive que viajar e a vovó pus açúcar no chá que ele ia tomar. O meu filho gosta de chocolate amargo, adora frutas, verduras, mas tb uma que outar vez come uma balinha e os bolos que faço em casa. Não gosta de comida industrializada, e no máximo consegue comer uma bala não muito doçe, logo pede uma banana ou iogurte natural (sem açúcar) com pedaços de morango. Qquer suco de caixa ele simplesmente copse pois tudo o que é industrializado lamentávelmente vem com muito açúcar. Por isso que eu prefiro fazer tudo em casa, e até o pai, que num começo só gostava de molho de tomate de lata, agora torce o nariz pra ele e diz "humm ... tem algo diferente neste molho, não?" e ahi começa a torcer o nariz, o qual claro, me deixa muito feliz, pois agora ele tb prefere o molho caseiro ao industrial, prefere o bolo caseiro ao pronto, prefere o pão que faço em casa (com as suas dicas claro), etc

Tudo é questão de uma boa e esforçada educação alimentar (esforçada por parte de que prepara os alimentos e se mantém firme), e no caso dos adultos, de uma re-educação do paladar, a qual geralmente leva mais tempo pois os vicios já estão marcados. Pra vc ver, o meu filho de 4 anos come mais verduras e frutas, e menos açúcar e doces que o pai!! Ahhh, tb detesta refrigerante e água com gás, pois prefere uma água com limão (citron?).

Com relação a ser uma boa mãe ou não, vc somente vai descobrir qdo chegar a sua hora, mas se vc já está se preocupando desde agora, é já um sintoma de que vc vai ser ótima. E não se preocupe em ir contra a maré, somos muitas as que estamos com vc! Caso vc tenha interesse, tem um blog de comida saudável para crianças e adultos, se vc pesquisar no google por " pat feldman" , vc vi encontrar muitos sites que falam do assunto.

AHH sim, e outras dicas, criança é super simples, honesta e antenada a tudo o que acontece e se fala ao seu redor. Então, com vc diz, não adianta vc fazer nada elaborado, e tb não adianta dar muitos detalhes. E se eles não gostam simplesmente vão te falar na cara.

Bjs

Iv.

Rosangela disse...

Deveria começa o post assim ....kkkkkkkkk, qto a sua neura em ser mãe , alias li seu post no blog Mixirica e fiquei me perguntando , como assim uma pessoa sem ter filhos ,já fala que não quer ( parece o seu caso das meninas x cookies ), só posso te4 dizer uma coisa é muitooooooooo bom ser mãe , como já li por aí a sensação é que o seu coração bate fora do seu corpo . Vou continuar acessando seu blog lógico pra pegar receitinhas , mas 1 dia encontro outras novidades ...rsss
Bjkss

Anônimo disse...

Muito bem Ana...criança é isso mesmo!!! um mistério constante.
Quanto aos teus futuros guris, não se preocupe...O primeiro filho a gente quer fazer tudo direitinho (como se isso fosse possível), aí eles crescem e fazem tudo erradinho...Os meus filhos também conheceram açúcar depois dos 2 anos, sempre comeram papinha feita por mim (comida de potinho era uma ofensa) arroz sempre integral, carne só depois de 2 anos, frutas?! todas, enfim, hoje eles têm 20 e 18 anos, sabem o que é comer com responsabilidade mas, muitas vezes, principalmente o mais velho, comem com irresponsabilidade.
Tenho certeza de que, quando eles tiverem seus filhos, vão alimentá-los responsavelmente.
Quanto a sua falta de habilidade com crianças,nem perca o sono por isso...sempre que nasce uma criança, nasce uma mãe. Isso é inerente ao ser humano, não tem como fugir. Imagine o amor e a responsabilidade que você tem pelo seu simpático cão!! Eleve isso a uma potência que vc não pode calcular. Isso é ser mãe. Graças a Deus que eles não tem manual, pois cada um é de um jeito e nós é que aprendemos com eles, lembre-se disso.
Adoro suas receitas, já fiz várias delas e você cozinha de um jeito que eu gosto muito, com capricho mas sem frescura. Respeita os alimentos e quem os come.
Parabéns, e boa sorte( com guris ou sem!!)
Abraço
Rogéria

Ana Elisa disse...

Gente,
não esperava que esse post tivesse tanta repercussão. E, principalmente, não esperava tantas mães e pais que realmente tentam não dar danoninhos à ninhada. É muito bom e um alívio saber que não estou sozinha, e que, provavelmente, meus filhos (futuros) terão amigos tão naturebas quanto eles. É mais gente prá comer esfiha de escarola na festinha de aniversário! heheheh...

Muito obrigada pelo incentivo de todos. Prometo que um dia terei de fato filhos para poder entuchar esse blog de receitas de papinhas! ;)

Beijos a todos! E aos que pediram, as receitas da torta e dos muffins já foram publicadas!

lunalestrie disse...

Ana, eu também sempre penso tudo isso, tanto que às vezes acho melhor nem ter filhos (dizem que os melhores pais são aqueles que não tem filhos de tanto que se preocupam!). Mas tenho a impressão que crianças em geral não têm muita noção de paladar, é como se a comida fosse só mais um produto a ser consumido e portanto só tem graça o que "passa na propaganda", o que tem marca, o que tem no shopping etc. Mas eu me pus no teu lugar vendo a cena da mãe tirando os biscoitos da bolsa, nossa, eu ficaria com ódio mortal se alguém se recusasse a comer o que eu passei horas fazendo e ainda comesse outra coisa! Beijos! :D

Anônimo disse...

Ana Elisa, adorei! se vc não exis-
tisse teria que ser inventada...!
Estou numa situação melhor: não tenho filhos, mas adoro fazer coisas gostosas para meus sobrinhos...da última vez que os encontrei preparei massa de pão e tartelete aos 4 quijos e pedi que me ajudassem. Ficaram felizes da vida, cada um modelava pães ao seu
jeito e recheiavam e na hora do lanche comeram muito e falaram: Tá
bom porque 'FOI NÓIS QUE FEZ'...e eu fiquei muinto orgulhosa! Adoro
seu blog. Beijos de luz!

Anônimo disse...

Adorei teu blog menina, tb sou vegetariana e sempre ensinei meus filhos a comerem bem e eles são super acostumados, jamais aceitariam trocar muffins ou cookies por biscoitos cheios de gordura trans, que graças a Deus, eles detestam, e eu não dou, é claro! Tenha fé, se tu educar teus filhos vai se normal para eles não comer porcarias, e eles não vão apanhar na escola rsrsrs, mas serão um ótimo exemplo. Boa Sorte. Rashmi.

*Kokoro♥ disse...

Ana, das duas receitas que postou de cookies com castanha de caju e chocolate, qual você indica para eu fazer um presentinho de arrasar?

Mãe do Dudu e do Guigui disse...

Seu blog é um encanto. Estou deliciando-me, literalmente com seus posts. Sei que vou levar uma data para lê-los (já sou mãe, e como tal resta-me menos tempo ainda...) e para fazer suas receitas então... Estou doida para experimentá-las.
Adoro cozinhar também.
Adorei o seu trabalho como designer. Visitei o anegg.
Ah, fiquei chocada com a foto da montagem do "strudel" ou coisa parecida... já saí do post e esqueci o nome correto que estava lá. Uma mesa inteira forrada com uma massa fina e gigante. Coisa de doido aquilo não!? Mas deve ter ficado maravilhoso de gostoso!!!
Amei encontrar seu blog. Fã assídua agora!
Abraço no coração

Thássia disse...

Ana, eu já estou ficando maluca tentando reproduzir esses cookies! o gosto fica ótimo, mas a aparência...

miosotiis disse...

Achei um doce ler este post hoje.

Embora já o tivesse lido na altura, lê-lo agora, neste momento, foi mesmo um doce! :)

Raíssa Hardt disse...

Olá Ana Elisa, tudo bom?

Estou amando seu blog e adoro seus posts. Tem cada receita tãão incrível!

Percebi que tenho algumas coisas em comum com você:
- Minha mãe tem seu segundo nome :D
- Sou de família alemã, como a do seu marido (né?).

Sobre a descendência, aproveito para te perguntar se conhece o nome de um bolo alemão que tem uma massa branca deliciosa - bem leve - e uma farofa crocante por cima. Parece Cuca, mas não é.
Nossa família pronuncia o nome, mas ninguém sabe como se escreve. É algo como: Stroiff. (A única que sabia falar alemão era minha bisa.)
Não sei a receita de cor, mas não é nada complicada.

Ah, além disso... também sou vegetariana; um dos motivos de eu ter apreciado seu blog.

Parabéns pelo excelente trabalho.

Beijos,
Obrigada! =)

Sil disse...

Ana, estava passeando pelo blog e vi este post! Será que vc se lembra dele? rsrs
Foi divertido lê-lo e ver como vc está agora, mãe do Thomas e esperando outro bebê!!
Adorei!

Bjs,
Sil

Érika Viana disse...

Ana, tudo bom?

Meu cookie ao receber calor do forno ficou bem líquido!!! Ele ainda está lá, aliás! Ele acabou triplicando seu comprimento, isso que coloquei apenas 1 colher!! Ai, meu Cookie Shrek!rs O que fiz de errado? Deveria também ter duplicado a medida de farinha?

Obrigada!

Érika Viana disse...

Olá Ana!

Meu cookie não deu certo! Ele ficou com textura de mousse, quando colova as colheradas, ao entrar no forno ficou bem líquido e não cresceu...Ah...O que fiz de errado? Deveria ter duplicado a medida de farinha?

Obrigada,
Érika

Cozinhe isso também!

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