sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

VÍTIMAS CULINÁRIAS 3: Beignets Soufflés (Updated)







Apesar do nome muito bonitinho e difícil de pronunciar para alguns (diz-se "benhês"), nada mais são que círculos de pâte à choux imersos em óleo quente. A não ser pela parte do bico de confeiteiro, o processo é muito MUITO simples. Mas sim, ainda estamos no tão temido reino da fritura, e continuaremos nele por mais algum tempinho ainda. Resolvi fazê-los hoje porque vamos receber a visita de meus sogros, e é sempre bom compartilhar gordura. Hehehe... Brincadeiras à parte, eles ficaram divinos, perfeitos para acompanhar sorvete (como sugere o livro) ou um simples café, como será o caso hoje.

Tecnicamente, você não precisa do bico de confeitar. Acredito que não haja problemas em derramar a massa às colheradas pequenas no óleo. Mas quis tentar deixá-los mais simpáticos e segui o método mais complexo. Estendi uma folha de papel-manteiga sobre uma assadeira e, com a ajuda de um cortador de biscoitos de 5cm, desenhei à lápis alguns círculos para que me servissem de guia na hora de formar os anéis de massa. Então levei ao congelador por 1 hora, para que firmassem e pudessem ser manipulados em direção ao óleo quente sem que se desmanchassem no caminho. No entanto, quando virei o primeiro beignet no óleo, pensei ter avistado um fio de cabelo grudado à massa e entrei em pânico. Quando me aproximei para olhar, porém, dei-me conta de que se tratava do traçado a lápis que eu fizera no papel e que se transferira para a o anel. F*ck. Saibam desde já: virem o papel do avesso antes de seguir as linhas com o bico de confeitar.

Como a receita que usei é exatamente a do livro, não a colocarei aqui. Mas se quiser produzir os beignets (também chamados de doughnuts franceses), use sua receita favorita de pâte à choux, mas, se a receita pedir água, troque por leite integral. Dobre a quantidade de sal e use o mesmo peso em açúcar. Coloque a massa fria no saco de confeitar com bico em forma de estrela e trace os círculos no papel vegetal. Congele por 1 hora. Frite em óleo vegetal a 170ºC até que inflem e dourem, e deixe que esfriem sobre papel absorvente. Quando frios, role-os em açúcar cristal.

[UPDATE: Frite, passe no açúcar e coma o quanto antes, pois eles logo ficam murchinhos. Ao contrário dos doughnuts que podem ser guardados na geladeira por um ou dois dias, os beignets não se conservam bem, perdendo toda a sua consistência firme. Segundo Allex, os que ele comeu ainda quentes estavam sensacionais. Mas isso não nos impediu de acabar com todos, mesmo murchinhos...]

5 comentários:

Anônimo disse...

Oi!

Poderias colocar a receitar completa?

Gosto muito do ritmo do teu texto!

Abraço
Mayte

Ana Elisa disse...

Oi, Mayte!
Muito obrigada!
Como disse, não vou colocar a receita porque ela não foi adaptada. Direitos autorais, sabe como é. Já coloquei muita coisa desse livro por aqui.
Mas se você não tem uma receita de pâte à choux, pode pegar essa receita (http://lacucinetta.blogspot.com/2007/11/bombas.html)
e fazer as adaptações que mencionei no post.

Ok?
Abraços!

Lílian disse...

Oi Ana,
Isto me causa curiosidade. Desde que comecei o blog, discuti com o marido esta questão do respeito aos direitos autorais. Era da opinião que não devia publicar nenhuma receita, já que os livros pedem para que mesmo publicações parciais não sejam feitas. Daí o marido falou que se eu publicasse 1 ou 2 receitas, não haveria problema desde que citasse a fonte. Será? E penso: mesmo que eu adapte uma receita, será uma publicação "parcial da parcial", certo? Então, tb não deveria ser feita...
O que você sabe sobre isto?
Há blogs que publicam quase livros inteiros.
Abraço

Ana Elisa disse...

Oi, Lílian.

Na verdade eu conheço mais legislação de direitos autorais para artes visuais, pois sou ilustradora. No começo do blog, eu publicava receitas indiscriminadamente. Mas então me deparei com esse texto desse blog:
http://www.deliciousdays.com/ archives/2007/03/07/howto-foodblog/
que fala sobre a etiqueta nos blogs de comida e sobre direitos autorais de receitas, e resolvi que só publicaria coisas adaptadas ou originais, mesmo que as adaptações fossem mínimas. E não publicaria mais de uma receita literal de um livro. As editoras não devem se importar com isso, pois incentiva a compra dos livros (já conheci muita gente que comprou o Professional Baking, de tanto que eu indiquei). Mas é bem complicado mesmo assim. É difícil dizer que uma fórmula X para determinada receita-base seja dessa ou daquela pessoa, pois elas quase sempre são iguais para todo mundo. Altera-se seis por meia dúzia. E há ainda casos como os do Jamie Oliver, cujas receitas são clássicas italianas com duas ervas a mais. Se eu disser que faço um pão com 500g de farinha, 30g de fermento fresco e 625ml de água, você provavelmente vai achar essa receita em 800 livros diferentes. Porque ela é muito básica. Uma torta de maçãs será igual a muitas outras, e é difícil reivindicar autoria de algo que, francamente, os chefs só alteram noz-moscada por allspice, amêndoa por nozes, maçã Fuji por Granny Smith. Trocar morangos por amoras numa torta faz dela uma torta original?? Então, para manter a qualidade do blog, prefiro não infringir MUITO os direitos autorais de ninguém. Acho meio feio sair publicando livros inteiros. Como ilustradora, ficaria muito fula se saíssem reproduzindo minhas ilustrações por aí, sem nem dar crédito. Por isso também eliminei todas as fotos do blog que não eram minhas. Mesmo em outros blogs, acho que prefiro ver uma foto fora de foco dum bolo desmilinguido que a pessoa fez e que tem uma história por trás do que uma foto impessoal do Getty Images. Mas, isso sou eu, e espero que ninguém se ofenda.
Nossa, que comentário comprido...
Afe!

Beijos!

Richie disse...

Ana, que legal!
Aqui chamamos isso de Samanthas, e fazemos assadas, ao invés de fritas. É delicioso!

Cozinhe isso também!

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