terça-feira, 7 de agosto de 2007

Bolinhos de folha de cenoura


Eu já havia mencionado esses bolinhos num outro post sobre feiras. Eles não são lá muito bonitos, mas são com certeza gostosos e dummy proof. Como, no entanto, esta é a única receita que eu conheço para os ramos de cenoura, acabo sempre preparando uma quantidade abissal, muito maior do que Allex e eu poderíamos comer numa refeição. E mesmo que reduzisse a quantidade, só poderia fazer metade da batelada, por causa dos indivisíveis ovos.

Para mim isso não é realmente um problema, pois desde criança sempre gostei de comê-los frios no dia seguinte, quando minha mãe fritava dezenas de bolinhos de espinafre ou de arroz — bolinhos que sempre foram sinônimo de comida caseira, mas pelos quais alguns bares cobram mais caro simplesmente por chamá-los de arancini, os bolinhos sicilianos de sobras de risotto.

É claro que a receita é muito básica e você pode mesmo substituir as folhas de cenoura por espinafre ou qualquer outra folha que esteja murchando na sua gaveta de legumes. Já pensei em assá-los para deixá-los um pouco mais saudáveis, mas, sinceramente, dou de ombros e os frito mesmo, pois nunca faço fritura nenhuma e me recuso a sentir culpa por causa disso.

BOLINHOS DE FOLHAS DE CENOURA
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 30-35 bolinhos, mais ou menos


Ingredientes:
  • 2 xícaras de folhas de cenoura muito bem picadas
  • 1 punhado de salsinha picada
  • 1/2 cebola picada
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 2 ovos
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colh. (sopa) fermento químico em pó
  • 1 xícara de leite
  • 1 punhado de parmesão ralado
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • óleo vegetal para fritar

Preparo:
  1. Misture em uma tigela a farinha, o queijo, o fermento, uma pitada de sal e pimenta. Reserve.
  2. Em outra tigela, bata bem os ovos com um garfo. Misture as folhas, a salsinha, alho e cebola.
  3. Junte um pouco da mistura de farinha e misture bem. Acrescente um pouco do leite e misture mais, até começar a dar liga. Vá alternando a farinha e o leite até que acabem e a "massa" fique consistente. Experimente e acerte o sal e a pimenta.
  4. Aqueça 1 ou 2 dedos de óleo em uma frigideira pequena e coloque com cuidado porções de massa no óleo quente, do tamanho de uma colher de sobremesa. Se forem muito grandes, queimarão por fora e ficarão crus por dentro. Quando dourar embaixo, vire com uma espátula ou escumadeira. Não frite mais de 4 bolinhos por vez, para que a temperatura do óleo não baixe demais, ou os bolinhos ficarão encharcados.
  5. Retire os bolinhos que forem ficando prontos e coloque em uma tigela forrada com papel absorvente. Sirva o quanto antes. (Muito bom ficar na cozinha, comendo aqueles ainda quentinhos com um pouco de ketchup).

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Baguettes


Acho que já falei de minha relação de amor e ódio com esse livro, Professional Baking. Sou neurótica e filha de engenheiro, então é muito difícil eu me meter a fazer qualquer receita nova sem antes buscar sua técnica específica em alguma fonte confiável e ler, entender, aprender. Adoro saber os "como acontece" das reações entre os ingredientes, e acredito que isso me faz cometer menos erros. Lógico, de modo algum estou sugerindo que todos devam comportar-se da mesma forma. Afinal, como já disse, EU SOU NEURÓTICA. Ninguém mais tem que ser. Como esse livro é inteiro repleto de explicações minuciosas sobre cada técnica e processo, sua leitura foi para mim um prato cheio. Mas me irritam suas matemáticas malucas para saber quantos pães uma receita produz, ou o fato de muitas receitas não dizerem o tamanho que eles devem ter para que assem no tempo certo.

Hoje na hora do almoço, saí correndo para preparar essas baguettes para o café de amanhã. O novo espaço anda me inspirando a tentar todas as receitas de pães disponíveis (faço qualquer coisa para não comprar pão de forma industrializado). As baguettes são muito simples, mais uma vez feitas apenas de farinha, sal, água e fermento (nem mesmo açúcar elas levam), e com o gancho da batedeira, levaram 15 minutos para serem feitas e mais 10 minutos para serem moldadas. Enquanto elas fermentavam, eu almocei (1 hora), e enquanto assavam, chochilei um pouquinho (20 minutos).

Depois da aquisição do termômetro, meu ódio pelo livro diminuiu consideravelmente, já que agora o tempo de forno é absolutamente exato. Não levaram nem 30 segundos a mais para que os pães ficassem prontos e dourados. O único problema é que, como o livro foi escrito para padeiros profissionais, eles indicam que se "programe o forno para liberar vapor pelos 10 primeiros minutos", o que obviamente meu forno convencional não faz... Pela falta de vapor, a casca endureceu muito cedo e rasgou nas laterais, o que não compromete o sabor, mas com certeza enfeia o pão um pouquinho.

Ainda falta muito para que minhas baguettes fiquem com cara de padaria, mas estou louca para prová-las amanhã com meu queijinho cottage (parece coisa de dieta, mas eu realmente gosto de cottage no pão quentinho) e um cafézinho antes de sair para correr.

Cozinhe isso também!

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