terça-feira, 20 de setembro de 2016

TV quebrada e soufflé de chocolate

Foto tirada às pressas antes de o soufflé desinflar...
A cabeça anda fervilhando como nunca e tem sido difícil sentar em frente ao computador por tempo bastante para organizar todos os pensamentos. (Acho que há meses começo posts assim.)

As férias escolares foram maravilhosas. Jamais pensei que diria isso, mas sem uma viagem sequer, foram de fato maravilhosas.

Todos tiraram férias juntos: crianças, mamãe e papai, e juntos gozamos da total e completa ausência de compromissos e horários, podendo aproveitar ao máximo o silêncio das manhãs, o sol da tarde, o vento à noite, a grama nos pés, os abraços, os cafunés, as brincadeiras no quintal, as leituras na rede, o fogo crepitando na lareira, as sonecas ocasionais sem hora para acabar.

Foram dias de almoços sem pressa, de explorar trilhas, de aprender a escalar barrancos íngremes, subir em árvores, dias de parquinho, de se pendurar de ponta cabeça, de se escalavrar no asfalto em quedas de bicicleta, de sentar no tapete da sala para ler O Hobbit.

A televisão quebrou no primeiro dia de férias. E o que pareceu um castigo celeste a todos aqueles a quem contei o evento ("Como você vai fazer com as crianças, as férias inteiras sem tv???") revelou-se providencial e transformador.

As crianças aceitaram muito rapidamente a ausência da tv. E entendi que os verdadeiros dependentes necessitados de desintoxicação eram os adultos. Dei-me conta do quanto me apoiava na televisão, Santo Netflix da Paz Duradoura, nos momentos em que julgava que a presença das crianças pudesse ser um estorvo. "Como você vai fazer o jantar com eles correndo em volta?", perguntavam minhas caraminholas. E ficou claro que o único estorvo era a ansiedade que eu cultivava ao ficar presumindo possibilidades de incômodo. Na hora de preparar o jantar, eles sentavam-se à mesa para observar e muitas vezes ajudar. Picavam legumes, rasgavam alfaces, quebravam ovos, mexiam panelas, apanhavam na geladeira os ingredientes que eu requisitava, colocavam os pratos à mesa, os talheres sobre o guardanapo dobrado. Seu interesse era encantador, e enquanto eu não pretendesse ter pressa em terminar o processo, tudo fluía divertidamente como um comercial da tv quebrada. Em outras ocasiões, eu me via cozinhando em silêncio ou conversava com meu marido e as crianças permaneciam desaparecidas em algum canto da casa, imersas em suas brincadeiras e completamente alheias à nossa presença e o que quer que estivéssemos fazendo.

Não havia estorvo nenhum e rapidamente a ansiedade foi substituída por calma e a certeza de que meus filhos não precisavam ser "distraídos" da minha rotina, mas sim, precisavam participar dela.

Essa calma foi como uma chuva lenta de fim de tarde lavando a sujeira das janelas, e aos poucos meus olhos pareceram começar a enxergar os eventos como eles eram de fato, sem os velhos padrões maculando meu julgamento. Comecei a observar. E ao observar mais, passei a reagir menos.

Num fim de tarde, nos jardins do clube, após nosso piquenique, as crianças chapiscavam os dedos numa pequena fonte de água cristalina com pedras lisas ao fundo. Alguns passantes lançavam olhares de reprovação para aquela interação com o patrimônio do clube, mas eu apenas olhava em silêncio, lembrando-me de como também eu na mesma idade adorava brincar com fontes, e pensando na falta que faz um riacho. Como seria se houvesse um trecho de mato com um riacho limpo, um córrego que fosse, que eles pudessem explorar, enfiar os pés, cutucar as pedras, acariciar o limo, entender a água, fazer experiências e usar toda aquela curiosidade para desenvolver o potencial de seu espírito. Pensei nos parques públicos. Pensei nos lagos sujos. Deixei que enfiassem as mãos na água limpa da fonte até alcançar as pedras do fundo, pois aquele era seu riacho, o riacho de quem vive na cidade.

Naquele instante em que eu parabenizava a mim mesma por ser uma mãe legal (porque a gente sempre faz isso), os dois se viraram para o jardim, apanharam algumas folhas secas e retorcidas e jogaram na fonte. Meu corpo todo retesou-se e ergui um dedo acusador em sua direção, mas por algum motivo minha boca permaneceu aberta, as palavras duras de repreensão flutuando entre a língua e a garganta, sem soarem moralismos, vergonhas, lições de bom comportamento. E por um segundo, um micro segundo, observei. E naquele micro segundo meus filhos abriram sorrisos largos e ergueram seus olhos grandes e incandescentes de alegria para mim, e disseram: "Olha, mamãe! São barcos!!" E aqueles barcos carregaram sementes que eram bichos e flores que eram pessoas, através de um oceano vasto e cheio de perigos, enfrentando ondas e dragões marinhos, naquele espelho d´água de noventa centímetros, o grande oceano da cidade grande, o portal mágico para um mundo fantástico que poderia ter se arruinado e fechado para sempre ao mero soar de um retumbante "NÃO!".

Meu corpo relaxou, recolhi meu dedo, engoli meu julgamento e minha boca aberta sorriu, enquanto acompanhava a brincadeira. Houve mais olhares reprovadores em volta, mas não me importei. Quando outro elemento aleatório atraiu seu interesse, suas mãozinhas recolheram as folhas molhadas e as devolveram ao jardim sem que eu precisasse dizer nada, e enquanto corriam para longe, observei o oceano infinito retornado ao seu estado original de fontezinha de jardim, sem qualquer prejuízo ao patrimônio e, principalmente, sem nenhum prejuízo à imaginação das crianças.

Depois desse episódio, comecei a prestar mais atenção. A quebra da tv, que nos desintoxicou do hábito de ficar assistindo a bobagens no YouTube à noite, me jogou de volta aos livros com tamanha força que hoje me orgulho em ter novamente o mesmo ritmo de leitura de dez anos atrás, quando celulares só faziam ligações telefônicas, e uma hora de internet ligada custava uma fortuna. "Aqui e Agora! Atenção!", dizem os pássaros do Aldous Huxley, no excelente livro A Ilha. E é com atenção no Aqui e no Agora que você permanece, às vezes naturalmente, outras vezes, com algum esforço, quando tenta acompanhar as crianças com a mente despida dos antigos padrões e diretrizes que normalmente criam essa verborragia de NÃOs e PAREs.

Ao parar de presumir que as crianças sujarão a fonte, quebrarão os copos, matarão as joaninhas, cairão das cadeiras, cortarão os cabelos das bonecas, ao interromper essa torrente de preocupações e julgamentos, muitas das quais foram incutidas sem razão em nossas mentes por toda uma vida, podemos quebrar o hábito do NÃO irracional, o NÃO e o PARE cuspido sem dar chances à experiência, e de repente damos oportunidade às crianças de navegar barcos, de criar música com uma colher e dois copos com água, de sentir uma joaninha lhes fazer cócegas ao subir por seu braço, de ter a autonomia de pegar uma banana sobre a mesa ficando em pé na cadeira, de aprender a recortar formas sem nome em papéis e explorar a resistência de materiais (inclusive os cabelos da boneca), e colar tudo de volta para criar algo completamente novo. Sua alegria, sua curiosidade, seu olhar refrescante sobre aquilo que para nós é já maçante, torna-se nossa alegria e nossa curiosidade, e rejuvenesce nossa relação com o mundo.

Meu NÃO ficou mais ocasional e ganhou força por conta disso. Minha disciplina tornou-se uma educação mais tranquila e amorosa. Aos poucos tento deixar para trás alguns moldes que me engessavam e engessavam meu relacionamento com meus filhos. Tirei-os da natação depois de uma conversa em que me dei conta de que eles ansiavam pela piscina livre do clube, para brincar, e não queriam mais um adulto lhes dizendo como se mexer na água. Eles já sabem o que fazer se forem jogados dentro d´água, e por enquanto isso basta. Sem ir tanto a São Paulo, agora suas tardes são longas e seu tempo é vasto, e depois da escola não há mais pressa para almoçar nem horário para sair do parquinho.

E no parquinho, enquanto eles brincam na areia, cutucam flores e escalam a rampa do escorregador, eu leio, sem pressa. Mais um livro que me esperou por anos na estante, esperou que eu perdesse o interesse pela internet, pelo celular, pela expectativa dos outros, pela norma imposta de fora. E num dia de parquinho, já passando das cinco, pensei naquele conceito que ouço repetido à exaustão, de que para quem tem filhos o fim de tarde é o pior, pois estamos exaustos e as crianças começam a fazer birra. Conheço isso por experiência, pois foi o que vivi nos últimos cinco anos. Mas não nos últimos meses. Eram cinco e meia e as crianças brincavam, e eu lia meu livro, e havíamos feito uma infinidade de coisas àquela tarde depois da escola, e ainda assim sentia em minha veias uma energia vibrante que me propelia a voltar para casa e fazer o jantar, e ler para as crianças, e brincar mais um pouco e, ao invés de cair moribunda no sofá depois de eles dormirem, continuar produzindo, pintando, conversando, lendo mais. Está claro para mim que a exaustão que senti nos últimos cinco anos partiu de mim mesma e do modo com tentei controlar as coisas à minha volta. Do modo como deixei meus velhos padrões impulsionarem minhas ações e reações sem de fato me permitir estar presente e atenta. Sem me permitir desfrutar de fato da companhia de meus filhos e de tudo o que eles têm a oferecer. Até então eu estava "criando" meus filhos. Agora estamos vivendo juntos.

Naquela tarde, voltando para casa, comecei a preparar as vagens branqueadas e temperadas de muito azeite que acompanhariam um soufflé de queijo. Thomas se aproxima e me diz, como ele sempre diz, escandindo sílabas e colocando toda a tonicidade no início da frase, num tom de novidade e maravilhamento: "VOCÊ NUN-CA FEZ um soufflé de chocolate, mamãe!" Respondi que de fato nunca fizera. "Faz soufflé de chocolate, mamãe? Faz hoje?"

Eu pretendia dizer NÃO. Que faria outro dia. Que o jantar já era soufflé e que não fazia sentido. Mas novamente as palavras se dissolveram na minha boca antes de formarem som. Por que não?

POR QUE NÃO?

É a pergunta que mais figura em minha mente. E quase nunca a resposta se forma. E até minha filha de três anos sabe e repete aos quatro ventos que Porque Não e Porque Sim não são respostas.

Então separei mais ovos e preparei soufflé de chocolate pela primeira vez na vida, assim, de supetão. E descobri que soufflé de chocolate pode ser feito com antecedência, então fiz uma receita inteira e sobrou sofflé de chocolate para comer no dia seguinte também. Também descobri que soufflé de chocolate é perigosamente fácil de fazer e mais ainda de comer, principalmente essa receita da titia Alice Medrich, o que comprova que foi muito certeira a decisão de colocar esse livro de sobremesas fáceis dela na minha lista de Livros Para Levar Para uma Ilha Deserta.

E foi assim que uma tv quebrada nas férias produziu meu primeiro soufflé de chocolate e uma vida mais feliz.

E para quem já me perguntou sobre livros de "Parenting", indico de coração cheio de alegria o livro Calidad de Vida, da alemã Rebeca Wild. Sobre ritmos de desenvolvimento e qualidade de vida. Mudou meu jeito de ver meus filhos, a escola, e mesmo minha infância e minha vida adulta. Se quiser depois ler Vigiar e Punir, do Michel Foucault, será um ótimo contraponto.

SOUFFLÉ DE CACAO
(do sempre ótimo Sinfully Easy Delicious Desserts, da Alice Medrich)
Rendimento: 8 porções em ramequins de 150-180ml.

Ingredientes:
  • Manteiga amolecida e açúcar para os ramequins
  • 1/2 xic + 3 colh (sopa) açúcar
  • 2 colh. (sopa) farinha de trigo
  • 1/8 colh (cha) sal
  • 2/3 xic leite
  • 1/2 xic cacao em pó (sem açucar)
  • 3 colh. (sopa) água
  • 2 ovos grandes, separados + 2 claras
  • 1 colh (chá) extrato de baunilha
  • 1/8 colh (chá) cremor tártaro (se não tiver, 1/2 colh (cha) suco de limão ou vinagre bastam - só é preciso algo ácido para estabilizar as claras)
  • 75g chocolate meio-amargo ou amargo picado finamente ou 1/2 xic chips de chocolate

Preparo:
  1. Coloque a grade do forno no terço inferior e pré-aqueça a 190oC. 
  2. Unte com manteiga todos os ramequins e polvilhe açúcar no interior para recobrir e o fundo e as paredes, descartando o excesso.Posicione os ramequins sobre uma assadeira grande. 
  3. Com um fouet, misture 1/2 xic do açúcar com a farinha e o sal em uma panela pequena. Junte um pouco do leite para formar uma pasta grossa. Então continue adicionando o restante do leite, mexendo para não empelotar.
  4. Ligue o fogo médio-baixo, mexendo com uma colher de pau até que surjam bolhas nas laterais. Então continue cozinhando, mexendo sempre para não pegar no fundo, até que engrosse um pouco, cerca de 2 minutos. 
  5. Despeje a mistura numa tigela grande. Junte o cacau, água, GEMAS de ovo e baunilha e misture para formar uma pasta grossa. Reserve.
  6. Numa batedeira, bata as quatro claras com o cremor tártaro em velocidade média até que picos moles apareçam ao se levantar o batedor. Gradualmente junte as 3 colheres de açúcar restantes, batendo em velocidade alta até que as claras estejam firmes, mas não ressecadas.
  7. Incorpore cerca de 1/4 das claras na pasta de cacau de forma grosseira, para tornar a massa mais leve. Junte o restante das claras e então incorpore rápida e delicadamente com a espátula. Junte o chocolate picado. 
  8. Divida a massa entre os ramequins, até que estejam quase completamente cheios. Nesse ponto, os soufflés podem ser refrigerados por até 24 horas, cobertos com filme plástico. Para assar, basta retirar o filme e ir direto ao forno, deixando uns 3 minutos a mais. 
  9. Asse os soufflés por 12 minutos até que inflem (eles podem rachar no topo)e um palito inserido no meio saia com apenas um pouquinho de massa espessa grudada. Sirva imediatamente. 

23 comentários:

Fernanda Germano disse...

Ainda bem que você não parou de compartilhar suas experiências (culinárias e pessoais) com quem segue o blog - estava sentindo falta de suas reflexões inspiradoras e que me fazem refletir também sobre minha vida! Não duvido que o soufflé tenha ficado ótimo, uma pena minha intolerância a lactose não me permitir comer um pote desse inteirinho sem medo!

Roberta Vasconcelos disse...

Ana,
Obrigada. Obrigada. Obrigada. Por tudo. Você não tem ideia do bem que já me fez e continua fazendo. Que a luz que generosamente você compartilha lhe retorne em dobro.
Abraço grande, Roberta

Stéphanie disse...

Oi Ana!
Que bom que você voltou! Nas últimas semanas me peguei entrando no blog várias vezes, anotando e fazendo receitas antigas (estou tentando virar uma pessoa 80% vegetariana, e as receitas que você tem aqui são sempre gostosas. Ok, talvez não sempre. Aquele soba da Nigella não me agradou xD. Em compensação, comi uma travessa inteira de abobrinhas ao forno com azeitona e farinha de rosca... Sozinha hahaha).
É possível sentir saudade de quem a gente nunca encontrou? Sei que sim. Estava com saudade de ler seus textos, inspirar-me a cozinhar melhor (melhores ingredientes e melhores opções) e saber como anda sua cozinha e seus filhinhos fofos! ^_^
Obrigada por mais um texto maravilhoso e por estar de volta!
Um beijo!

Carol disse...

:)

Sergio disse...

Lindo texto, ótimas reflexões!
Vc é uma pessoa de sorte, porque normalmente as pessoas só terão essa consciência com 70 anos, quando será impossível corrigir o rumo das coisas!
Sorte de todos também, marido, filhos, parentes e amigos, pois foi um salto de 'qualidade'!!! kkk
Espero que nunca consiga consertar a TV! rsss
Há instituições que cuidam de desfavorecidos, que aceitam doação de objetos, que são vendidos em bazares para arrecadarem fundos. Aceitam TVs inclusive.
BOM DIA!!
Sergio

Unknown disse...

Obrigada, obrigada, obrigada, Ana. Por tudo. Seu modo de compartilhar experiências é luz nesse mundo louco! Abraço, Priscila

Eloisa Vidal Rosas disse...

Querida Ana, tomei a liberdade de postar no face. Não pela receita - que parece ótima - mas pela reflexão sobre o que chamei de slow education. Dando os devidos créditos. Adorei. <3

Fernanda Martins disse...

Ana, te ler é um bálsamo para a alma. Me identifiquei muito em tudo que você escreveu, alias, venho me identificando texto após texto com essa sua onda de simplificação e desconexão (com aquilo que pouco acrescenta). Obrigada por vir compartilhar esses processos todos e fica um pedido: venha mais!!!

Alias, baixei a amostra deste livro que vc indicou e amei. Em breve compro ele.

Ulysses Borges disse...

Devo confessar que nesses tempos de YouTube só tenho prazer em ler seu blog e....de vez em quando, dá uma bisbilhotada no do David Lebovitz. E o mais interessante de tudo é que a parte antes mais me atraía em seu blog -culinária- é hoje um mero acessório. Abraço

Natália disse...

Que texto maaaaais lindo e inspirador. Quando acho que você não poderá mais me inspirar, você se supera e me sacode e como é bom. Obrigada pelo texto, pela sugestão de livro e pela receita. Amo perigosamente suflê de chocolate.

Alessandra Vasco Ribeiro disse...

Estou inclinada a adaptar suas resoluções para a minha rotina. Não tenho filhos, mas entendi o conceito de ~ simplificar ~. Tenho passado por uma fase bem difícil, e focar no que realmente importa sem cobranças ou expectativas mirabolantes ajudaria bastante a sair deste buraco.
São muitos estímulos e energias que podem tirar a gente do rumo se não estivermos atentos ao que passa por dentro. Que bom que você voltou. Mais que a comida, seus textos são para a vida.
Beijos e continue assim, mas não suma do blog e do Youtube ;)

Diarista disse...

Caramba, Ana! Gosto demais e me identifico um monte com as suas reflexões - não tenho filhos, mas fui (ainda não sei se continuo sendo) educadora infantil por quase (ou há?) cinco anos. E me pegava com as mesmas pulgas atrás da orelha, os mesmos incômodos, olhares similares de julgamento e reprovação alheios, rsrs... Lendo o texto e percebendo o seu engajamento nesse processo (quase uma missão, chorei de rir quando você escreveu sobre isso em um post!), me veio à mente outra Ana - Ana Thomaz, figura geralmente associada a um palavrão: desescolarização. Mas o que eu acho mais legal dela é isso que eu também percebo em você: a maternidade como uma espécie de oportunidade, sabe? De rever várias coisas, ressignificar-se, ter mais carinho e compaixão consigo mesma - parafraseando meu professor de yoga, esforçando-se, mas sem forçar. Gosto muito da presença que você cultiva - sinta-se abraçada e profundamente agradecida, por tanta inspiração!

marília disse...

Realmente esse post é tão cheio de imagens e detalhes que fica difícil para a leitora aqui não se identificar. Ainda mais sendo mãe de duas meninas de 5 e 4, e muitas vezes vivendo coisas paralelas às suas. Não é a primeira vez que leio um texto e penso, "nossa que momento parecido estamos vivendo." Parabéns e obrigada.

Edu Piloni disse...

Coisa linda, Ana! Este post me encheu de felicidade!
Como busca a meditação budista, a felicidade é inerente de todos nós... precisamos conseguir dar um passo atrás e nos afetar menos com as influências externas, enxergar o nosso interior e assim, encontrar nosso caminho para sermos felizes. Parabéns!

Caio Cézar disse...

Eu Amo seu blog! Ah, voltei a fazer pãesde fermentação natural. Estão cada vez mais lindos :)

jack disse...

Confesso q entrava todos os dias para ver se tinha texto novo nao some nao rs um abraço

Karina barbosa dos santos disse...

Simplesmente perfeito

Fernanda disse...

<3 <3 <3 ...

Sem mais.

Marcela Santos disse...

Esse texto me fez mais feliz! ❤

Ana Carolina disse...

Tb me senti mais feliz!!!

Adriana Mendonça disse...

Oi Ana, como vai?
Belo texto, inspirador. Tem dias em que estou bastante desanimada com o curso da vida, outros não, sobretudo quando olho para a minha filha, ela já tem 18 anos, e é uma pessoa muito melhor que eu. Seus filhos deverão ser também.
Seu blog, tantas ideias, devem ser partilhadas para reforçarem a corrente do bem, quem sabe a Vida ainda tem chance, quem sabe a Natureza consiga sobreviver conosco. Te indico um grande inspirador e revolucionador de costumes, veja o que esse homem está fazendo! Ernst Götsch.
Um beijo, siga firme em frente, tem muita gente pensando o bem.
Adriana

Jenni disse...

Ana, obrigada por compartilhar um pouco das tuas reflexões conosco. Tenho uma filha de 1a5m e muitas vezes me pego exausta e dividida entre ela, casa e trabalho. Aí vem um texto seu pra lembrar do que eu já sei, mas esqueci no meio das preocupações bobas. Anseio o dia em que ela e o irmão, que está na barriga, iremos fazer um bolo e comer juntos depois. Ou qualquer outra coisa na cozinha. Ás vezes Alice ajuda a misturar a massa das panquecas. :)
Beijo em você e na sua família e obrigada novamente :*

Danielle disse...

Olá Ana conheci seu blog hoje e estou adorando ler as suas experiências. Me identifiquei muito com esse texto sobre a criação de nossos filhos, estou aqui pensativa...

Cozinhe isso também!

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