segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Quando as coisas desandam e quando voltam a andar de novo e um biscoito de aveia para uma criança de três anos fazer


Tudo vai bem. Quando chove e faz frio, calçamos galochas e vestimos casacos impermeáveis e saímos a pular nas poças e passear o cachorro na rua molhada, e nos enfiar nos terrenos vazios para brincarmos de pega-pega, para atirarmos pinhas uns nos outros, para brincar de só poder caminhar pisando em raízes de árvores. Então o Matador de Dragões para ao lado de um formigueiro para fuçar com um galho no que os minúsculos bichinhos fazem lá dentro (apesar de eu dizer repetidamente que é maldade desmanchar o formigueiro). E Madame Bochechas se demora sob a última amoreira ainda com frutas na vizinhança. E eu observo o cão a cheirar o mato, sinto a chuva fina como agulhinhas na ponta do meu nariz, encharcando alguma mecha de cabelo que escapou ao capuz. E tudo vai absolutamente bem.

Até que de repente não vai mais.

E eu me pego irritada na hora do café porque Thomas está - de novo - brincando com a comida e pensando na vida, e berro com Laura que, ao invés de escovar os dentes, está - de novo - apertando todo o tubo de pasta pela pia, esfregando a meleca azul em brinquedos e nos cabelos. E eu sinto o sangue ferver na cabeça quando peço pela oitava vez para que vistam as meias e calcem os sapatos, e para que larguem a poça de lama e entrem no carro, e para que parem de se provocar durante todo o caminho até a escola, e para que desçam do carro sem fazer manha, e para que entrem nas salas sem jogar as mochilas no meio do corredor.

E quando volto pra casa, não sinto vontade de treinar, nem de meditar, nem de pintar, nem de passear o pobre cão que esperou toda essa pataquada, e, à tarde, quando as crianças estão de volta, irrito-me com Thomas brincando com a comida - de novo - e com Laura usando as mãos para comer o arroz - de novo - e eu não quero fazer biscoitos nem quero passear na chuva, nem quero brincar de pega-pega, e quando eles me pedem para ler uma história, me ressinto do fato de que queria sentar e ler um livro meu. Mas a verdade é que a cabeça dói e o que quero mesmo fazer é dormir.

Então eu paro.

O que diabos aconteceu?

Como se passa de um estado tão positivo para outro tão negativo de forma tão rápida sem ter a desculpa de sofrer de algum transtorno de personalidade?

Eu paro e penso. E respiro. E tiro um dia inteiro só para arrumar a casa. Tarefa mecânica e necessária, que permite que minha mente se acalme e organize no mesmo passo que o ambiente. Livre da irritação da bagunça e da sujeira externa, consigo olhar para bagunça e para a sujeira interna. E percebo que normalmente esse desandar não vem de repente. Você não acorda de uma boa noite de sono imediatamente imerso num mau humor imutável. Acontece como alguém que caminha numa linda floresta, absorto com o movimento das folhas, encantado com um passarinho inquieto que voa de galho em galho cantarolando. E você cantarola junto, e tudo vai bem. E o passarinho pousa num arbusto mais para o canto do caminho, e você percebe que depois daquele arbusto tem uma florzinha que você nunca viu. E você, distraído, vai lá ver aquela florzinha. E, ainda distraído, acaba se embrenhando cada vez mais na mata escura até o ponto em que não se lembra mais onde era o caminho ou mesmo por que caminhava por ele.

Desta vez, ao contrário de tantas outras vezes em que me senti perdida numa floresta escura por tanto tempo a ponto de precisar ser resgatada, eu me lembrei do caminho. Sabia onde ele estava e lembrava dos motivos de seguir por ele. E fui galgando novamente cada galho e pedra que me distraíra até estar com os pés plantados outra vez em solo fértil e ensolarado.

Dei-me conta de que o que me distraíra primariamente fora o fato de Gnocchi, meu cãozinho do coração, ter ficado doente. Foi toda uma situação esquisita, que teminou com ele sendo castrado e tendo todas as possíveis complicações. Foi um mês tenso. Mas desta vez me dei conta de que é sempre isso, gente que eu gosto doente (cachorro também é gente!) o estopim para o meu desandar emocional. E perceber isso foi ótimo.

Vi que ao sentir o descontrole da vida, tentei controlar - de novo - outras esferas. Voltei a estressar com horários. Voltei a estressar com o andar da minha carreira. Voltei a estressar com a minha rotina e a das crianças. Voltei mesmo a estressar com a comida - isso tem legumes o bastante? tem fibras o suficiente? será que tem glúten demais? será que eles estão comendo muita sobremesa?

Parei. Parei tudo.

Respira.

Número 1: vá lavar o cabelo, use aquela máscara que sua amiga te deu e que dá aquela sensação maravilhosa de ter uma pele de nenê no rosto, mesmo que só por quinze minutos, vá deitar cedo e ler um livro bom na cama. Amanhã você pensa na vida. O cão está bem agora e você de fato não tem nenhum problema grave. Agradeça por isso.

Número 2: volte a treinar. Em algum momento do dia, mesmo que de noite antes de dormir, cate aquele kettlebell e faça alguma coisa. Vá fazer turkish get up, vá gastar energia e fazer força, e seu corpo vai agradecer por isso. É bom se sentir forte. Olha só! Você conseguiu fazer TGU com 16kg. Nunca tinha feito isso. Não é bom se sentir forte? É sim.

Número 3: vá meditar. Cinco minutinhos. Cinco minutinhos para relaxar a mente e fazer as coisas mais devagar. Largue a mão da preguiça. Cinco minutos não matam ninguém. Pronto. Melhor, né?

Número 4: pergunte o que as crianças querem comer de jantar e faça. Pão com queijo? Faça. Quem se importa? Eles vão ficar felizes, vão se sentir ouvidos, vão comer sem problemas. Amanhã você faz sua polenta com ratattouille. Hoje é pão com queijo. Spaghetti? Mas ontem já teve macarrão? E daí? O molho é feito em casa, vocês são de família italiana e na Itália se come massa todo dia e ninguém morre por isso. Ai, o glúten! Ninguém em casa é celíaco, enfia o pé no glúten e seja feliz.

Número 5: trabalhe com afinco e dê o braço a torcer. Você odeia Facebook, mas sua irmã e seu marido há tempos te enchem para criar uma conta no Instagram. "É ótimo para divulgar seu trabalho, Ana", diz sua irmã. "Você não precisa passar o dia fuçando nele como o Facebook", diz seu marido. "As pessoas raramente vão a sites para ver se tem material novo", dizem os dois, quando rebato que já tenho um portfólio online (www.anaelisagg.com e http://desenhoque.blogspot.com - sim, voltou a se chamar Desenhoquê). Respiro fundo e crio a danada da conta. Ok, de fato, é mais tranquilo que Facebook e não me deixa presa ao celular ou ao computador. A perspectiva de mais gente conhecer e comprar meu trabalho por conta disso me anima um bocado. Mergulho no trabalho. Entro num ritmo de produção que me deixa incrivelmente contente. Vendo dois quadros na abertura de uma exposição num clube. :)

Chove lá fora. A cântaros. Não dá pra passear lá fora nem brincar de pega-pega. Thomas pede para ler livros com ele. Um após o outro. Então paramos para fazer biscoitos de aveia da Tessa Kiros, tão fáceis que Laura faz sozinha. Fico orgulhosa em vê-la quebrar ovos sem romper a gema. Ela constantemente enfia o dedo dentro da massa para experimentar duas, três vezes a cada adição de ingrediente. Duas semanas atrás eu teria ficado irritada. Desta vez me contenho. Dou uma bronca quando a sujeira passa dos limites. Ela me ajuda a amassar as bolinhas de biscoito na assadeira enquanto Thomas está jogando um jogo da Lego no video-game. Direito dele, por ter se comportado bem e ter ganhado uma estrelinha no dia anterior. Quando os biscoitos ficam prontos, Laura come um leva vários para o irmão. Como sempre acontece, aquele um biscoito será o único que Laura provará. Ela adora fazer biscoitos mas prefere lanchar cenouras e morangos. Thomas, biscoiteiro, terá todo o fruto de nosso trabalho para ele.

Desliga-se o jogo e eles começam a correr loucamente pela casa. Não consigo entender as regras da brincadeira inventada. Dão cambalhotas na minha cama, escondem-se embaixo da mesa, jogam bola no corredor, e eu me sento no sofá junto do Gnocchi, que finalmente está livre do Cone da Vergonha. Abro meu livro à meia luz prateada do dia chuvoso e leio boas trinta páginas do Modernidade Líquida, de Zigmut Bauman. Excelente livro. Percebo que não lera nada direito durante aquele mês estranho. Faço um cafuné no cão. "Você precisa de um banho", digo, sentindo seu pelo empoeirado e grosso sob os dedos.

E tudo vai bem.

E no que tudo vai bem, me dou conta de que o estar relaxada na cozinha contribui e muito para o meu relaxamento no restante do dia. Produzir um biscoito simples (e gostoso) de aveia ao invés de grandes empreitadas. Servir um simples arroz integral com igualmente simples brócolis refogado em alho e coberto de molho de tomate, também do livro da Tessa e chamar de refeição. E não ficar me desgastando demais com grandes planejamentos e grandes expectativas gastronômicas e grandes pressões nutricionais. Simplesmente produzir uma refeição gostosa. Ganhei um abraço imenso do meu pimpolho mais velho quando apanhei um punhado de morangos já querendo passar, misturei duas colherinhas de açúcar e processei com meio tablete de manteiga sem sal: manteiga de morango para passar no pão no café da manhã. Foi um daqueles sucessos estrondosos que eu sei que gerarão lembranças de infância calorosas. E no fim, é isso o que eu quero.

A foto da manteiga de morangos está no meu Instagram, ou "a nova geladeira de mãe", como eu costumo chamar: @anaelisagg.

Com menos livros, pude parar de assinar o Eat Your Books, apesar de adorar o serviço, e voltei a fazer o que eu amava fazer quando comecei minha coleção de culinária: sentar-me no sofá ao lado da janela e folhear meus livros acompanhada de uma xícara de chá, decidir o que fazer durante a semana de forma relaxada.

Por isso estou refazendo aqui a lista dos livros que estou tirando da estante. Os que são bons, já usei muito, mas não preciso mais. Podem ser infinitamente mais úteis na estante e na cozinha de outra pessoa. Acrescentei alguns outros itens à lista anterior.

Se alguém se interessar, mande um email para lacucinetta@gmail.com com seu endereço completo. :)


LIVROS 

R$50,00 + frete
-Sunday Suppers at Lucques - Suzanne Goin
-One Good Dish - David Tanis
-Green Kitchen Travels - David Frenkiel & Luise Vindahl
-The Self-Sufficient Life And How to Live It - John Seymour
-House Industries (livro completamente ilustradio sobre design de tipografia)
-Aquarela (a cor da memória) - Cla Editora
-Cozinhando para Amigos - Heloísa Bacelar
-Cozinhando para Amigos 2 - Entre Panelas e Tigelas (1a edição) - Heloísa Bacelar
-The Greens Cookbook - Deborah Madison
-Vegetarian Everyday - David Frenkiel & Luise Vindahl
-A Change of Appetite - Diana Henry

R$35,00 + frete
-Baked Explorations  - Matt Lewis e Renato Poliafito 
-In Tuscany - Frances Mayes
-O Poder de Cura deVitaminas, Minerais e Outros Suplementos - Editora Seleções 
The Homemade Flour Cookbook -Milk - The Surprising Story of Milk Through the Ages - Anne Mendelson
My Bread - Jim Lahey
Complete Indian Cooking - Editora Hamlyn
Bill's Everyday Asian - Bill Granger

R$25,00 + frete
-The Multi-Cultural Cuisine of Trinidad e Tobago
-Medium Raw - Anthony Bourdain
-Augustin Skecthbook - reprodução do sketchbook de Virginie Augustin
-Mamãe e Eu Na Cozinha - Publifolhinha
-Pâtes a tartiner - Rachel Khoo (em francês)
-Tart & Sweet - Jessie Knaddler
-O Homem que Comeu de Tudo - Jeffrey Steingarten

OUTROS LIVROS DE TEMAS VARIADOS - R$15,00 + frete
-All Natural - A Skeptic's Quest to Discover if the Natural Approach do Diet, Childbirth, Healing and the Environment Rea;;y Keep Us Healthy and Happier - Nathanael Johnson
-Cleaving - Julie Powell
-A place of my own - Michael Pollan (sobre arquitetura)
-Vampire Stories - Penguin Publishers (uma coletânea bem legal)
-The Vampire Enciclopedia - Mathew Bunson
-Vampires Are - Kaplan
-Not that kind of girl - Lena Dunhan
-Celtic Design - A Beginner's Manual - Aidan Meehan
-Structural Package Designs  (livro com facas variadas para embalagens - acompanha cd's com pdf's)

EQUIPAMENTO DE COZINHA
-Moedor de grãos de ferro Botini - R$75,00 + frete
-Canudos de alumínio para cannoli pequenos (10cm), 12 unidades - R$25,00 + frete

COLEÇÃO DE REVISTAS

-DONNA HAY (do número 52 ao 76, sem interrupção, total de 25 revistas em excelente estado) - R$50,00 + frete

-GOURMET MAGAZINE  (de Novembro 2008 a Novembro 2009, sem interrupção, sendo esse o ÚLTIMO ANO de existência da revista, + os números de Setembro 2008, Março 2008 e Agosto 2007, total de 16 revistas com sinais de uso) - R$25,00 + frete

-LA CUCINA ITALIANA (Revista EM ITALIANO - Números Janeiro 2005, Setembro 2009, Fevereiro 2007, Março 2007, Junho 2007 e as duas edições comemorativas Piatti Freddi Per L´Estate e Dolci, Torte e Dessert, totalizando 7 revistas em ótimo estado) - R$15,00 + frete






BISCOITOS DE AVEIA PARA QUALQUER CRIANÇA DE 3 ANOS FAZER
(Do meu livro favorito, Apples for Jam, de Tessa Kiros)
Rendimento: 25 - 30 biscoitos, dependendo do tamanho

Ingredientes:

  • 1 ovo
  • 2/3 xic açúcar mascavo apertado no medidor
  • 1 colh (chá) extrato natural de baunilha
  • 5 1/2 colh (sopa) manteiga em temperatura ambiente, amolecida
  • 1/2 xic. farinha de trigo
  • 1/3 xic. farinha de trigo integral
  • 1 colh (chá) fermento químico em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xic. aveia em flocos (se só tiver em lâminas, como era o meu caso, basta bater no processador ou liquidificador até obter flocos mais finos)
  • 1 1/2 colh (sopa) leite


Preparo:

  1. Pré-aqueça o forno a 180oC. Forre uma assadeira grande com papel manteiga ou silpat. 
  2. Numa tigela, bata o ovo, o açúcar e a baunilha com um fouet até que o açúcar esteja dissolvido. 
  3. Junte a manteiga, misturando, e então as farinhas, o fermento e o sal, misturando com uma colher de pau. 
  4. Junte a aveia e então o leite. 
  5. Com mãos úmidas, faça bolinhas do tamanho de nozes (cerca de 25 delas) e coloque na assadeira com espaço para que espalhem. Achate-as para que pareçam mini-hamburguerzinhos.
  6. Leve ao forno por cerca de 15 minutos, ou até que estejam com as beiradas douradas. Podem ainda estar um pouco molinhos no centro, desde que secos ao toque. 
  7. Deixe que esfriem sobre uma grade antes de guardá-los num pote fechado. Duram bem uns 5 dias e são ótimos para o lanche da escola.






15 comentários:

Wilka França disse...

Olá, Ana! nunca comentei as suas postagens, mas sempre estou aqui esperando novas partilhas e muitas vezes releio outras mais antigas. Gosto muito da sua narrativa e ler as suas partilhas é um grande prazer.

Sobre esses livros, eu teria interesse pelo o da Rachel Khoo, mas dependeria de quando sairia o frete. Tem como você saber? eu Moro em Vitória - ES.

Um abraço,

Wilka

Renata Lima disse...

Bom dia!
O dia em que abro o email e lá tem um texto novo no La Cucinetta é um dia feliz.
Mesmo que eu ainda não vá fazer o cookie com a filhota.
Estou desapegando de livros também, senão seria tentada a comprar alguns.
Boa semana para vocês!

Ione disse...

Oi, Ana!
Adoro teu blog, tenho dois filhos, uma menina de sete e um menino de quase três, e a tua escrita me inspira sempre!
Me identifiquei muito com o texto, mas sabe o que acontece comigo? Foi entrar na segunda metade do ciclo e a mãe paciente e brincalhona dá lugar à mãe extremamente impaciente e irritada. Tô procurando meios alternativos pra lidar com isso, pq é um saco. Tanto pra eles quanto pra mim.
Beijos!

Ana Elisa Granziera disse...

Wilka! Tem que me mandar pelo email. Esse já está aguardando pagamento, mas me mande o endereço completo no email lacucinetta@gmail.com que se liberar, te aviso.

bjs

Ana Elisa Granziera disse...

Ione,

ainda bem que não sou só eu. Acho super cliché botar a culpa na TPM, mas não tem jeito. Tem um dia específico que eu viro um bicho, sem paciência pra nada. E é tão sem motivo que até já aprendi a identificar. Começo o dia com uma angústia totalmente inexplicável e sem propósito, como se alguém que eu gosto estivesse morrendo, e daí é só ladeira abaixo. O bom de saber quando isso acontece é que dá pra respirar fundo e tentar evitar desastres. Quando percebo que é um dia destes, evito o máximo que posso qualquer conflito. É dia de macarrão com queijo e arroz com ovo frito, dia de ir pra escola sem pentear cabelo e levando brinquedo, dia de ver desenho a tarde toda. E é isso. Melhor do que sair fazendo a louca desvairada gritando porque sobrou uma peça de lego no chão ou porque alguém derrubou água na mesa. :P

Seu comentário foi excelente, porque eu achei que era só comigo essa bizarrice. :)

Bjs

Ione disse...

Nossa, fiz um comentário enorme e a bateria do laptop acabou antes de postar. :-(
Eu queria dizer que te entendo demais, aqui é a mesma coisa, com o agravante de que o meu filho só entra na escolinha em dezembro (contagem regressiva!) e eu tenho que passar a manhã brincando e respondendo a milhares de por quês por minuto, quando tudo o que eu queria era ficar sozinha, em silêncio. É tão impressionante! Na fase boa eu brinco e faço palhaçada, conto histórias, invento um monte de coisa. Na segunda fase do ciclo eu fico feliz quando o dia chega ao fim e eu não dei um grito de estremecer as paredes. Eu me arrasto pra dar conta das coisas e os gritos de brincadeira deles me doem fisicamente!
O que tem me ajudado imenso são cápsulas de inhame que eu compro na farmácia. Eu moro na Áustria e aqui não vende o legume nos mercados normais, além disso eu acho que a cápsula é mais concentrada. O inhame contem um hormônio natural que equilibra essa descompensação na TPM. Eu acho inclusive que TPM é um assunto sério, que tem um impacto tão negativo na vida de tanta gente e é tratado de forma tão jocosa. Deveria ser levado mais a sério. Tipo depressão; hoje as pessoas estão se abrindo mais e está havendo mais conscientização. Espero que o próximo tema seja TPM.
http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2015/05/inhame-reduz-efeito-da-tpm-e-eleva-fertilidade-na-mulher-diz-nutricionista.html
Boa sorte pra você!

Ana Elisa Granziera disse...

Bom saber, Ione! Vou começar a procurar inhame nessa época! :) Obrigada pela dica.
Bjs!

Lili Marlene disse...

TGU com 16 Kg??? Uau! Eu adorava fazer treinos de KB, porém, em 2014 fiz uma luxação no ombro fazendo exatamente TGU. A luxação evoluiu para uma capsulite adesiva e foram 13 meses de fisioterapia para recuperar os movimentos... Hoje, KB apenas para swing... :(

Ana Elisa Granziera disse...

Lili,
Caramba! Que zica! Tenho feito um treino progressivo para aumentar a carga do TGU, mas confesso que pulo os treinos em dias em que me sinto aérea, sem atenção. Porque já vi que é só a cabeça ir longe e você prestar atenção em outra coisa que não seja o peso lá em cima para seu braço dar aquela bambeada e você se machucar. Não coloco nem música pra treinar. Só atençao mesmo. :)
Espero que você melhore.
Bjs

Fernanda disse...

Oi Ana! Tenho uma pergunta: você já fez torrone sardo? Se fez, deu certo? Qual a consistência dele, fica melequento, quanto tempo dura? Tentei fazer uma vez, não pelo método do torrone sardo, mas achei que não deu muito certo e queria saber sua opinião sobre esse. Obrigada!

Ana Elisa Granziera disse...

Fernanda,
do que eu vi num site da Sardegna, parece torrone normal (mel, claras, castanhas). Já fiz torrone com esses ingredientes (tem receita aqui, acho que é da Martha Stewart). A textura vai depender da temperatura do mel quando adicionado às claras. Pode ficar fofo como marshmallow, puxa-puxa, esfarelento ou duro feito pé-de-moleque. A temperatura na sua cozinha também parece influenciar. Nunca consegui acertar aqui nessa minha cozinha, só quando morava no apartamento, que a cozinha era super fresquinha. Eu sempre tenho esperanças de conseguir um torrone que seja firme e meio puxa-puxa nos primeiros dias e então vá envelhecendo pra parecer um pé-de-moleque. Os últimos, no entanto, ficaram moles e esfarelentos. :/ Mas nada se perde. Você pica e mistura numa base de semifreddo e tudo dá certo. :)

Bjs

Fernanda disse...

Obrigada pela resposta! Eu tentei fazer e ficou duro pra burro, hahah. Queria aquela consistência macia e firme ao mesmo tempo, mas acho que passou do ponto no cozimento.. O jeito vai ser testar de novo, ai que sacrifício. Beijo!

Stéphanie disse...

Oi Ana!
Amo, amo, amo seus textos!
E as receitas também!
Sempre digo as mesmas coisas hahah
Mas, afora a admiração de sempre, eu li os comentários e...
Não sou mãe ainda, mas me identifico com a questão de ficar REALMENTE irritada na TPM. Sabe o que me ajudou? Óleo de prímula. Mandei manipular e agora quase não tenho enxaqueca, cólica ou irritabilidade por essa sina feminina. Se quiser testar, fica como dica ^_^
(Ah, tô louca curtindo e comentando nas suas fotos do Instagram hahah)
Um beijo!

Luciana disse...

Ana, o moedor de café ainda está contigo? e o livro do Michel Pollan sobre arquitetura?
Beijos, Luciana

Ana Elisa Granziera disse...

Luciana, está sim. Me manda um email e a gente combina, porque o moedor acho muito pesado para o correio.

Cozinhe isso também!

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