segunda-feira, 23 de março de 2015

Uma sopa de quiabo e como eu reduzi minha conta de supermercado comendo melhor


á escrevi duzentas vezes ao longo desses anos o modo como organizava minhas compras, minha despensa, minha rotina na cozinha. Mas nada culminou tanto em uma melhora na minha alimentação e na minha conta bancária quanto meus hábitos mais recentes.

Como mencionei no post anterior, o ambiente me influenciou um bocado. Quando você tem acesso a frutas e legumes orgânicos de qualidade mas não tem a mesma sorte com laticínios e carnes, você começa a comprar mais de um do que do outro. De repente, o centro do seu prato vira o legume ao invés da proteína, de qualquer espécie. E para dar mais força a esses legumes, você se mune de grãos e cereais e castanhas e sementes, que servem de coadjuvantes para que o legume possa ter uma performance brilhante. O arroz, o feijão, a quinua, a cevada, viram veículo para transportar melhor o sabor dos legumes, ao invés de tratar o brócolis como acompanhamento do arroz. Inverti tudo.

Daí que, ao contrário de outras épocas em que tentei me alimentar mais de grãos integrais, mas deixei estragar sacos inteiros de cevadinha, parei de usar os grãos e farinhas integrais apenas em pratos especiais para isso e os incorporei de vez ao meu dia-a-dia. Comecei a tentar usar a maior quantidade de legumes por refeição e a maior quantidade de grãos e farinhas integrais por semana possíveis. E evitar usar a farinha branca como se a guardasse para uma ocasião especial – ou seja, o contrário.

E a comida no supermercado ficou tão cara, que parei de comprar enlatados e comecei a fazer tudo em casa. O tomate orgânico da feira de fato ficou o mesmo preço do italiano enlatado. Nunca mais comprei tomate em lata. Ou feijões. Iogurte é feito em casa. Queijo cottage é feito em casa. Pão é feito em casa, a não ser pelo ocarional pão francês, quando não deu tempo de fazer mais. Não compro sucos, mas também não faço. Fruta é pra comer de dentada, não pra beber. Quando é pra beber, vira vitamina, que é lanche ou café da manhã, e não acompanhamento pra mais comida. Suco, só limonada. Limonada rende e não estufa a barriga durante a refeição. De resto, só água. Ou chá. Feito em casa, com pouco ou nenhum açúcar. Chá gelado dá pra fazer de litro, e dura uma semana na geladeira. As crianças levam pra escola. De hibisco, de erva-doce, de chá-verde com laranja, preto com limão, de hortelã, de casca de abacaxi...

Comecei a ler livros sobre como as pessoas se alimentavam durante a guerra e tive vergonha de deixar comida estragar. Pirei com a possibilidade de usar mais dos alimentos do que eu usava. E comecei a usar cascas de vegetais e aparas para fazer caldo de legumes, comecei a congelar a água do cozimento de feijões e grãos e verduras para usar em sopas, ensopados, para cozinhar arroz, e assim economizar água da torneira e consumir mais sabores e nutrientes. Comecei a cozinhar com partes de alimentos que eu não sabia que podiam ser consumidos, como a casca da manga, da banana, talos de espinafre e de couve, folhas de cenoura, de beterraba, de nabo, de rabanete... Isso transforma a cenoura que você compra em dois ingredientes diferentes, e vai fazendo render suas refeições e cortando sua conta do mercado. Não precisa comprar espinafre quando as folhas de beterraba estão bonitas, por exemplo.

Ao mesmo tempo em que voltei a comer carne, me interessei pela cozinha vegan, macrobiótica, sem glúten, natureba em geral. E comecei a ver boas substituições e opções. E, ao invés de ir ao mercado comprar leite, comecei a suar as amêndoas que tinha em casa para fazer leite de amêndoas, e ao invés de comprar farinha de trigo, comecei a usar outras farinhas diferentes. Essa gama de opções em casa me fez ir menos ao supermercado. Indo menos ao supermercado para comprar um item que faltava, comprei menos por impulso daquilo de que minha despensa não precisava. De quebra, tornei minha comida ainda mais variada.

E, impulsionada pela condição árida da minha conta bancária de ilustradora no ano passado, quando, por conta da Copa do Mundo, quase nada de trabalho apareceu, comecei a passar uma semana por mês sem ir ao mercado ou à feira. Nesta uma semana sem compras, dou-me a missão de dar fim a tudo que permanece abandonado no freezer ou na despensa. Seja uma sopa de legumes esquecida, seja aqueles últimos 50g de macarrão de arroz que não dá nem pra uma porção, seja o vidrinho de pasta de trufas que minha irmã me trouxe de viagem e que estava fadado a ser guardado para uma ocasião especial até enfim estragar. Esse hábito diminui muito seu desperdício, pois você de fato faz a rapa no armário e na geladeira, estimula sua criatividade e evita que você compre itens supérfluos, duplicados, caros, desnecessários. Faz você olhar para aquele vidro de qualquer coisa em conserva que você comprou há quatro anos e julgava suuuuuper importante para a sua cozinha e descobrir que não, você nunca mais precisa comprar aquilo de novo. Faz você parar de ficar economizando ingrediente especial para uma ocasião especial pra convidados especiais, e começa a transformar o almoço de terça feira em algo especial por causa daquele ingrediente diferente. Mesmo que seja só pra você.

Certo dia, resolvi fazer as contas e descobri que andava gastando 30% menos em comida, apesar de comprar quase tudo orgânico e de qualidade. Quase caí sentada de espanto.

30% é muita coisa. Principalmente quando você lembra que alimenta duas bocas a mais.

A verdade é que cozinhar em casa é mais barato. E cozinhar legumes é mais barato. E cozinhar saudável é mais barato. A verdade é que você não precisa comprar um pacote de 20 reais de quinua pra comer bem. Arroz integral tá mais que bom e é mais em conta. Não precisa de queijo importado. Um cottage feito em casa sai o preço de um litro de leite. Infinitamente mais em conta do que a porcaria cheia de goma vendida em potes plásticos. E melhor pro seu corpinho lindo e da sua família.

De vez em quando me dou um presente. Saí e comprei um salame artesanal de porquinhos felizes. Bem mais caro que um da grande indústria. Mas bem mais gostoso. Bem melhor para meu corpinho, para o da minha família e, claro, para os porquinhos que viraram salame.

Continuo comprando macarrão de grano duro italiano. Mas faço menos macarrão.

Gasto uma fábula em cacau orgânico. Mas cozinho menos doces.

Dá trabalho? Bom, trabalhar para ganhar dinheiro também dá. Se é para ter trabalho, prefiro um que me dê saúde. Trabalhar mais para pagar por conveniências que te deixam, no fim, doente... hmmm... prefiro não. Ganho menos mas faço leite de coco em casa.

Houve gente no facebook que me perguntou sobre minha rotina de compras. Então lá vai: uma vez por mês, mais ou menos, dou uma abastecida nos grãos, leguminosas, castanhas e sementes. Se puder, já cozinho pacotes inteiros de feijões e congelo em porções de 500ml. Só me abasteço de novo quando realmente estou sem opções. Enquanto houver mais de duas variedades de grãos ou feijões, não compro mais nenhum. O objetivo é sempre limpar a despensa e o freezer. Acabo indo ao mercado para compras mais pontuais durante a semana, como para comprar leite, manteiga ou café, itens que não podem esperar eu acabar com a geladeira para sair para comprar. Mas tento não comprar mais nada além do item faltante, a não ser que seja uma promoção fenomenal, como quando encontrei bom chocolate orgânico por metade do preço de um belga. Mas minha regra é só ceder a essas promoções quando são itens que duram bastante. Vou à feira, na banca de orgânicos, uma vez por semana. E compro verduras e frutas e ervas para um batalhão. Quanto mais variedade, melhor. Lá também compro ovos. No mesmo dia já "processo" tudo o que dura mais assim: lavo e seco todas as ervas e verduras, já boto aparas no saco do caldo de legumes no freezer, asso beterrabas, separo folhas de espinafre dos talos (que, assim como as cenouras e outras raízes, duram mais sem as folhas), pelo e congelo tomates muito maduros.

E aí vai a dica: assim que tenho tudo organizado, faço uma lista de todos os itens frescos na cozinha (legumes, verduras, frutas, laticínios ou outros produtos que estragam rápido) e deixo na porta da geladeira. Isso me ajuda a visualizar melhor o que tenho para o almoço sem precisar abrir a geladeira e, de repente, esquecer a berinjela que ficou embaixo do alface. Também corro para o Eat Your Books, ou a internet, e tento encontrar alguns pratos que usem uma boa variedade daquilo que comprei, começando a procurar sempre pelos itens que estragam mais rápido ou que são mais especiais. Escolho alguns pratos para fazer durante a semana e anoto embaixo da lista de produtos na porta da geladeira. Assim, num dia mais atrapalhado, eu consigo em lembrar do que planejara cozinhar e consigo me manter organizada, preparar partes com antecedência, etc.

Quando fui à feira semana passada e vi os quiabos, pequenos e bonitos, lembrei do espinafre que estava na geladeira e precisava ser usado A.S.A.P. Imediatamente pensei na sopa que tomara na viagem a Trinidad e Tobago. Aproveitei que tinha de passar no mercado para comprar leite, e comprei também um coco seco para fazer leite de coco. Chegando em casa, apanhei o livro de cozinha Trini que comprara lá e descobri que a receita levava carne de porco e caranguejo e fiz o que mais tem me ajudado a economizar hoje em dia: adaptei com o que tinha em casa. Isso é novo para mim. Morei a vida toda a dez passos de bons mercados e, se faltasse um ingrediente super específico, frufru e caro, eu corria para comprar. Hoje, não mais. Se só faltou UM ingrediente para o almoço, e dá pra adaptar, eu NÃO SAIO para comprar. É o único momento da minha vida em que acho a preguiça um benefício.

Transformei a sopa num caldo vegan. Usei óleo de coco no lugar de manteiga, refoguei tudo (coisa que não se faz em cozinha africana normalmente, descobri, e a sopa original faz parte da origem africana em Trinidad), mudei proporções segundo o que eu tinha (mais quiabo do que espinafre), e o resultado foi uma sopa deliciosa, que Madame Bochechas repetiu e repetiu e repetiu (ela adora quiabo, e come inclusive cru). Meu Matador de Dragões gostou e queria comer mais, mas a pimenta que coloquei por engano era mais forte do que eu previa, e o pouco que ele conseguiu comer foi acompanhado de um grande copo de leite. O único que comeu mas não gostou foi o marido. Pudera, ele odeia quiabo. E essa é uma sopa para adoradores de quiabo. Sua textura tem uma ligeira viscosidade e seu sabor é um equilíbrio delicioso entre o quiabo, o espinafre e o coco. Pretendo fazê-la muitas vezes mais. Desta vez foi acompanhada de pão sueco caseiro. Outra coisa infinitamente mais barata de fazer em casa (e fácil). Pagar 9 reais em meia dúzia de lascas de pão sueco ninguém merece.


SOPA DE QUIABO E ESPINAFRE
Rendimento: 4 porções pequenas, como entrada ou para ter um acompanhamento

Ingredientes:

  • 1 colh. (sopa) óleo de coco
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1/2 pimenta fresca, picada (com ou sem sementes, variedade à sua escolha)
  • 2-3 ramos de tomilho fresco, só as folhas
  • 250-300g de quiabo, cortado em rodelas, cabinhos descartados
  • 2 xícaras de folhas frescas e espinafre, apertadas na xícara para medir
  • 1 xic. leite de coco (de preferência caseiro)
  • 1 xic. água
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • um punhado de cebolinha picada


Preparo:

  1. Aqueça o óleo de coco numa panela média, em fogo médio e junte o alho, a cebola, a pimenta e o tomilho. Misture bem e polvilhe uma pitada de sal. Refogue, mexendo às vezes, até a cebola murchar um pouco. 
  2. Junte o quiabo em rodelas e misture bem por um minuto ou dois, até que o quiabo esteja bem encoberto de tempero.'
  3. Junte o espinafre, misture uma ou duas vezes, e acrescente o leite de coco e a água. Misture, deixe levantar fervura, abaixe o fogo e tampe. Cozinhe por cerca de 15-20 minutos, até que o quiabo esteja bem macio e a sopa mais encorpada. 
  4. Junte metade da cebolinha e bata no liquidificador até que fique homogêneo. Volte à panela, acerte o tempero de sal e pimenta, aqueça novamente e sirva, quente, polvilhada com cebolinha.  

A receita do pão sueco vai de brinde, depois do povo pedir pelo facebook. As crianças adoraram levar de lanche na escola, pois é salgado e crocante. Perfeito com queijos e maçãs. Se seus filhos não estão acostumados aos sabores fortes de especiarias, omita ou diminua o cominho, que tem um gosto bastante assertivo nesse pão.

PÃO SUECO DE CENTEIO
(Quase nada adaptado do EXCELENTE Vegetarian Everyday, de David Frenkiel e Luise Vindahl, do blog Green Kitchen Stories)
Rendimento: 12 pães

Ingredientes: 

  • 1 xic. água morna
  • 2 colh. (chá) sal marinho
  • 3 colh. (chá) fermento ativo seco
  • 2 colh. (sopa) sementes de cominho
  • 1/2 xic. buttermilk (os autores dizem que pode-se usar kefir, mas usei soro do queijo cottage, e você pode juntar leite com uma colherinha de vinagre, ou afinar iogurte natural com água)
  • 1 2/3 xic. farinha integral de centeio
  • 1 1/2 xic. farinha integral de trigo (original era spelta, que não se encontra por aqui)
  • 1/4 xic. sementes de linhaça, esmagadas num pilão
  • 2 colh. (sopa) flor de sal ou qualquer sal de grânulos maiores


Preparo:

  1. Numa tigela média, coloque a água, o sal, o fermento, metade das sementes de cominho e misture. Junte o buttermilk. 
  2. Numa outra tigela, misture as farinhas. Junte metade delas à mistura líquida. Gradualmente junte mais das farinhas, misturando até que você consiga sovar. Dependendo da textura das suas farinhas, ou da umidade do ar no dia, talvez seja preciso colocar mais farinha de trigo integral. Acrescente bem aos poucos. A massa não pode grudar nas mãos, mas também não pode ficar seca como massa de macarrão. 
  3. Sove por alguns minutos dentro da tigela. Então divida em 12 bolinhas iguais, coloque numa superfície enfarinhada e cubra com um pano úmido. Deixe descansar por 1 hora.
  4. Pré-aqueça o forno a 205ºC. Coloque uma das bolinhas numa folha de papel-manteiga e abra com um rolo, até virar um disco de 20cm. Os discos devem ficar BEM finos. Corte um circulozinho no dentro, para garantir que vai ficar crocante por igual (não jogue fora, você pode assar todos os circulozinhos no final, como biscoitinhos). Polvilhe com a linhaça moída, sementes de cominho e sal. Espete o disco com um garfo, por toda a superfície, e transfira para a assadeira. Repita com o restante. 
  5. Dependendo da assadeira, podem caber de 2-3 pães por vez. Asse cada assadeira por 8-10 minutos, até que estejam castanhos e crocantes. Fique de olho, pois queimam muito rápido
  6. Transfira para uma grade para que esfriem. Frios, guardados em pote hermético, duram meses. 

18 comentários:

Monica Hering disse...

Olá Ana! Concordo plenamente com você!
Mas acabamos fazendo estas mudanças ou adaptações, quando nossa vida de alguma maneira nos leva a isso. Mudei a quase um ano para São Luis (Maranhão) e tenho a maior dificuldade em encontrar muitos (mas muitos mesmo!) dos ingredientes que me acostumei a comprar em SP durante toda minha vida...!
E apesar das dificuldades em alguns momentos, acabamos sendo muito gratos pelos novos hábitos adquiridos, e pela mudança da nossa forma de pensar o comer e o cozinhar!
Um grande abraço
Monica

Juliana disse...

Amei o post, Ana. Estou com um bebê em casa e lutando pra cozinhar melhor. Amei as dicas, obrigada.
Uma dúvida: comecei há fazer iogurte em cada há algumas semanas. O soro dele é igual ao de queijo? ambos são buttermilk? Obrigada!

Ana Elisa Granziera disse...

Monica, isso mesmo. Durante muito tempo tentei forçar essas mudanças e só consegui ficar frustrada. Engraçado como o ambiente me ajudou a mudar sem que eu quase percebesse. :)

Juliana,
na verdade, nenhum deles é buttermilk. Originalmente, o buttermilk era o soro que restava da fabricação da manteiga (leitelho), mas feita a partir de creme de leite azedado por fermentos naturais, acabava sendo um leitelho ácido. Por isso reagia a agentes como bicarbonato para levedar bolos, por exemplo. Hoje em dia, nos EUA, o buttermilk é apenas leite desnatado azedado por essas mesmas culturas. Mas não se encontra dele aqui. Você pode substituir por qualquer laticínio ralo e ácido. No caso, o soro do queijo, do iogurte, leite com vinagre ou limão, iogurte afinado com água... o efeito é o mesmo. :)

bjs

Luciana disse...

Oi, Ana! Estou na mesma vibe por aqui. Bebê pequena em casa, pouco dindim (saí da multinacional onde trabalhava para trabalhar de casa e ficar com a bebê) e uma vontade cada vez maior de fazer as coisas em casa, sem desperdício. Meu maior desafio, hoje, ainda é o tempo. A bebê quase não dorme de dia e é MUITO exigente, chora por qualquer coisa. Que dicas vc me daria para dar conta de tudo sem pirar? :)

Edu Piloni disse...

Cara, sou mto fã seu... queria ter 10% da sua força de vontade p fazer tudo isso! Parabéns demais Ana! :)

Maria disse...

Ana Elisa, adorei seu texto e tenho chegado às mesmas conclusões. Amanhã compartilharei seu post e, em breve, experimentarei a sopa de quiabo. :)

Beijo e obrigada pelo conteúdo.

Ana Elisa Granziera disse...

Luciana,
não se cobre muito nessa fase não. Se você não estiver descansada, não vai conseguir curtir essa fase do bebê. Em dias que estiver um pouco mais tranquila, faça um monte de feijão, um monte de arroz, congela tudo em porções pequenas. Bota um monte de legume no forno, e deixa pronto pra bater uma sopa ou misturar com o arroz e feijão. Com o Thomas eu me estressei muito com isso de ir pra cozinha e cuidar de nenê pequeno, mas depois percebi que podia simplesmente deixar um minestrone pronto, ou um cozido, desses com raízes, verduras amargas, feijões, grãos, queijo, legumes, e comer aquilo todo dia. Cozidos e minestrone melhoram com o tempo. Ou simplesmente fazia um arroz integral com nozes picadas, refogava uma couve, botava um ovo frito no meio e boa noite. Faça o que você puder fazer com antecedência nos momentos tranquilos, para ter o que comer naqueles dias em que o nenê não colabora. Mas pense simples. Esqueça receitas. Pense em grãos, leguminosas, verduras/legumes. E tenha frutas à mão para os lanches. O importante é não se complicar. :) Boa sorte!

bjs

Héllen Pereira disse...

Olá Ana! Acompanho seu blog praticamente desde o início, mas nunca comentei aqui. Me identifico muito com esse jeito "faça você mesmo" e por isso gosto muito do blog da Neide Rigo, o "Come-se". Você conhece? Ela é reaproveita ou aproveita tudo que é possível. Parabéns pelo blog, é bom saber que tem mais gente que divide do mesmo pensamento que nós.

Luciana disse...

Oi, Ana!

Obrigada pelas dicas. Realmente, essa fase dos bebês é difícil, eu ainda patino bastante. Como sempre cozinhei muito, de repente me vi com fome (amamentação, você sabe) e sem um pingo de tempo para fazer nada. Até pratos congelados mais caseiros eu comprei, porque realmente tem dia que é impossível lavar uma folha de alface. Mas acho que o segredo é isso que você falou: não me cobrar tanto. Isso é o mais difícil pra mim, a gente sempre acha que pode tudo, né? Hehhe! Daí chegam os pequenos para colocar a gente no lugar. :P Depois te conto do desenrolar dessa empreitada! beijão e obrigada de novo, sucesso pra gente.

Flor de Pelle disse...

Olá Ana! Estou no mesmo dilema que você, me mudei para a Aldeia da Serra e logo me vi sem muitas opções saudáveis por aqui, principalmente carnes.
Queria saber onde você compra suas carnes, pois ainda não encontrei um local decente para comprar.
Um grande abraço
Elaine

Ana Elisa Granziera disse...

Elaine,
então... eu não compro. HOJE mesmo descobri que a loja de orgânicos na frente do posto de gasolina tem sempre frango orgânico. Já fiquei feliz, apesar de quase nunca preparar frango (meu marido não come e as crianças não são muito fãs). Parei de comprar peixe na feira. Me falaram de uma peixaria no centrinho que vende tudo congelado de qualidade. Mas pra mim peixe congelado muda a textura. Preferiria comprar mais fresco. Compro uma linguiça da Cancian no St. Marché (que descobri no sta luzia, em SP), que é a que tem menos aditivos. Às vezes compro prosciutto italiano lá tbm. Salame, só lá na Queijaria, em SP. Carne de boi mesmo, confesso que ainda não comprei desde que voltei a comer carne, justamente por não saber onde comprar. Adoraria conhecer um produtor pequeno que cuida dos boizinhos com jeito. Mas... fazer o quê.

bjs

feLiS disse...

Ana, adoro os seus posts, estou aprendendo muito, sempre gostei de cozinhar, mas não sei como inovar mto sem estar sempre comprando o que "falta" no supermercado, vou tentar seguir as suas dicas e improvisar com o que tem na geladeira ou na despesa. No momento estou na vibe de limpar a geladeira e a despensa e começar a colocar em prática as suas dicas de compras. A conta do supermercado esta ficando cada vez maior, então vms ver se com essas dicas consigo tb reduzí-la. Obrigadão por compartilhar conosco, bjs

Valentina disse...

Ana, amei este teu texto. Amo esta tua dedicacao à escrita. LInda, bem precisa, detalhada. Estava com saudades deste tipo de leitura. E estou muito mas muito mesmo desatualizada com relação as tuas coisas. Dois meninos ja, e que vão a escola.Vc nao esta mais em SP... Nas próximas semanas tenho muito catch up reading to do. Um grande abraço.

Anônimo disse...

Ana, obrigada pela aulinha de buttermilk, perfeitamente elucidativa. E desculpe pela demora pra agradecer. Dias loucos aqui na vida, mas voltando a cozinhar agora ( e a ler seus posts):)

Juliana

Anônimo disse...

Depois que fiquei com uma doença degenerativa mudei meu modo de me alimentar,tenho tomar remédios mais melhorou muito minha qualidade de vida.E seu blog me ajuda a fazer comidas diferentes e saborosas.(Diulza)

Aline disse...

É basicamente a história da minha vida, ao menos eu to na metade da sua, rsrs. E há aqueles que ainda pensam que comer vegetais sai caro... é cada uma que tenho que ouvir! Cozinhar em casa não é trabalhoooooso, é apenas mais uma terapia: o tempo gasto falando mal da vizinha pode muito bem ser melhor usado. Eu gosto de cozinhar porque consigo pronunciar a maioria dos nomes dos ingredientes e porque o gosto é muito superior. Espero que chegue logo o dia em que plantarei tomates em casa. Amei seu blogue.

NinaAlvarenga disse...

A uns oito anos atrás comecei a viver desta maneira e desde então foi a melhor decisão de nossa família. As vezes as coisas não ficam tão gostosas e em outras nos surpreendem, e todos entendem.
Não sou tão organizada como você, mas sempre sei de cabeça o que tenho em casa, e agora que moro longe de tudo, procuro ter um pouco de tudo abastecido.
Adorei seu espaço.
Att,
Nina

Marina Rodrigues disse...

Olá Ana,

Adoro seu blog e também busco fazer os alimentos em casa. Há muito tempo eu procurava onde compras a farinha de espelta. No dia 12/03/16 encontrei na Casa de Saron que fica na Zona Cerealista. Pois sempre vou lá comprar farinhas especiais como 00 italiana que uso para fazer pão.Eles vendem várias farinhas especiais.
Endereço: Av. Mercúrio, 146 do lado oposto do Museu Catavento, ao lado do Palácio das Industrias.
Parabéns pelo blog.

Cozinhe isso também!

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