sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Dadinho" o car*lho! Meu nome é "Peanut Butter Fudge"!

Ainda posso usar essa piada do título ou está datada demais? Hmmm... a outra opção era "Dadinho. Só que não." Mas é muito da modinha. Então fica assim. Consegui enfiar um palavrão pesado no título e, teoricamente, me safar dessa. ;)

Palavrão é o que às vezes tenho vontade de berrar no ouvido de quem entra no blog dos outros para trolar gratuitamente. Já falei e fui (de novo) trolada por isso: não gosta, não lê. Mas tem gente que não entende. De qualquer forma, ando tentando (sem sucesso) controlar a quantidade de palavrões que falo perto do meu filho, para que a primeira frase dele não seja "vá tomar no c*". Confesso que é difícil e agora entendo as expressões engraçadas que ouvi meu pai dizer a vida toda: "Carambola!" e "Os que for da família!" hehe...

O caso é que um comentário extremamente grosseiro no post anterior, ao invés de sucitar em mim a vontade de viver na Idade Média e poder carregar comigo e fazer uso indiscriminado de um mangual, fez com que eu me lembrasse de toda uma categoria de coisas gostosas que eu andava negligenciando.

COMO ASSIM eu tenho uma criança em casa e nunca preparei bombons, caramelos e pirulitos??? o_O

Saí loucamente fuçando em meus livros atrás de docinhos tipo "candy". Afinal, Thomas já está muito bem familiarizado com bolos, biscoitos, pudins e sorvetes (última compra por impulso foi um conjuntinho para picolé pequenininho, perfeito para o tamanho dele). Delícia é ter em casa uma criança que não foi educada na base do "sabor chocolate" e "sabor morango", e que por isso explora de peito aberto a miríade de gostos possíveis numa sobremesa. Vê-lo comendo panna cotta de açafrão e cardamomo, com pistache e canela, foi para mim a prova cabal de que não existe isso de "paladar infantil". O que existe é "paladar estragado". Para ser justa, acho que o moleque comeria até um tablete de manteiga enfiado no açúcar, no melhor estilo Homer Simpson. :P

Daí que quero muito explorar gostos diferentes em docinhos mais porqueira, desses carregados de açúcar, que você serve assim, em bocadinhos bem pequenos. E esse peanut butter fudge é para ser comido com parcimônia. Mesmo por que, se alguém conseguir comer um prato cheio disso de uma sentada, ganha um belo troféu trasheira. Confesso, no entanto, que toda vez que abro a geladeira, roubo um quadradinho. Perigo. Perigo.

Para uma ex-viciada em Dadinhos – já falei quão roliça fui na infância? – esses quadradinhos são nostálgicos, ainda que não exatamente iguais. Usei açúcar cristal ao invés do de confeiteiro, o que deixou a textura um pouco granulosa. Recomendo usar o de confeiteiro mesmo, para que fique bem homogêneo. Também usei manteiga de amendoim natural (amendoim sem pele, torrado no forno e batido no processador até virar manteiga). Provavelmente o resultado com manteiga de amendoim convencional encontrada aqui no Brasil seja completamente diferente, e provavelmente ainda mais doce. O gosto dos quadradinhos é bem esse, manteiga de amendoim doce, como uma paçoca úmida. Não tem a complexidade de sabor que um fudge de chocolate pode ter. mas é viciante para quem gosta de amendoim. Começo os docinhos com algo simples e fácil, mas já ando muito de olho em técnica de temperar chocolate e forminhas de pirulito. A louca.

Só para constar, e em resposta à trolagem gratuita... Thomas foi num bufê infantil e, espontaneamente (para minha franca surpresa), esticou o braço para cima da mesa dos adultos e roubou... um palito de cenoura. Toma essa.

:P

PEANUT BUTTER FUDGE
(Da revista Donna Hay)

Ingredientes:
  • 150g manteiga sem sal, cortada em cubos
  • 1/3 xic (80ml) creme de leite (usei o fresco, mas acho que pode ser o comum)
  • 1 1/2 xic. (390g) manteiga de amendoim
  • 1 colh. (chá) extrato de baunilha
  • 2 1/2 xic. (400g) açúcar de confeiteiro, peneirado

Preparo:
  1. Unte ligeiramente uma forma quadrada de 20cm e forre com papel-manteiga. Coloque o açúcar numa tigela grande e reserve.
  2. Coloque a manteiga, creme, manteiga de amendoim e baunilha numa panela e leve ao fogo médio, mexendo sempre até que esteja homogêneo e começando a borbulhar.
  3. Tire do fogo e imediatamente misture ao açúcar, mexendo rapidamente para incorporar e obter uma mistura lisa.
  4. Derrame a mistura na forma preparada e alise a superfície.Coloque uma folha de papel manteiga por cima, terminando de alisar, e leve à geladeira até que esteja firme o bastante (mínimo de 1 hora). Corte em quadradinhos pequenos e guarde em pote fechado na geladeira por até 2 semanas. 

41 comentários:

Suse Portes disse...

Ana, e por falar em processador, me lembro de um post seu falando justamente que estava se preparando pra comprar um e estava escolhendo. Qual afinal você comprou e o que tem acho dele? Estou querendo comprar o meu. Obrigada.

Ana E.G. Granziera disse...

Suse,
depois de muito pesquisar, descobri que, fora potência e tamanho da tigela, todos são mais ou menos a mesma coisa, inclusive nos problemas. Então optei por um nacional, que pelo menos tem assistência técnica fácil. O meu é Philips-Walita, e até agora, fora o fato de acumular sujeira na trava de segurança, que é um lugar inlimpável (aparentemente, o da Cuisinart faz o mesmo), tem me servido bem.

bjs

ila fox disse...

Sobre doces na infância e paladar estragado, lembrei de uma postagem ótima da minha amiga Zel. Que na manhã de páscoa se surpreendeu ao ver que o filho preferiu as cenouras decorativas aos ovos de chocolate (que ela mesma fez, diga-se de passagem). X-D

Silvana disse...

Thomas fofo!

Cintya Maria Pedroso Ferrari disse...

Oi Ana!

Acompanho e admiro seu blog já há algum tempo.
Hoje, senti que deveria lhe escrever.
Adoro a sua maneira de escrever, suas receitas deliciosas e, principalmente as receitas da vida, as quais são passadas muito sinceramente através de seus textos impecáveis. Confesso que os seus posts me afetaram... positivamente! Os seus questionamentos, quando compartilhados, passam a ser também os nossos, quer dizer, de quem os querem, obviamente.
Lembro-me de suas palavras sobre o leite condensado, sobre o desapego nas roupas e calçados, na educação de seus filhos, na sua mudança de casa e estilo de vida, no consumismo exacerbado etc. Todos eles me fizeram pensar... pensar... e pensar! E assim, refletir sobre o meu modo de viver. E como isso é bom!
Por isso, deixe de lado os comentários maldosos, escondidos através do anonimato. Eles não valem a pena e merecem ser ignorados. Sei que é fácil falar, pois ao ler um comentário negativo ficamos bem chateados, mas não gaste o seu precioso tempo com quem não merece!
Toda a sua dedicação e empenho em tornar a sua vida (e a dos seus) melhor já está mostrando resultado! E viva o Thomas!!!
Gostaria de deixar registrado aqui o meu agradecimento à você por tudo o que você compartilha. As suas palavras e o seu pensar enriquecem as nossas vidas!

Muito, muito obrigada!
Desejo-lhe um ótimo final-de-semana!!!

Beijocas...

Mafalda disse...

Nham...nham... muitos bosn para tentar este fim de semana... devem ficar uma verdadeira delicia.. :)
beijinhos e bom fim de semana

Liv Baum disse...

"Não existe essa de "paladar infantil" e sim "paladar estragado". PERFEITO! Criança segue exemplos... por isso q eu quero me esforçar ao máximo pra criar variedade no cardápio do meu futuro pimpolho (a). Vc está certíssima.
E Ana, como estou me aventurando nesse novo mundo chamado maternidade, e lembro-me de um post seu qdo vc estava grávida do Thomas que constatou quantas tralhas infantis existem... assim, de "apetrechos essenciais" como carrinho, trocador, cadeirinha de carro etc o que vc comprou que realmente é essencial pra enxugar a lista? Nossa tem listas com 6 mamadeiras, 500 coisinhas... Assim, mais ou menos, por cima, pq eu não sei o q se usa realmente e o que é supérfluo (sinônimo de balde "ofurô" de se dar banho na criança rsrs)
Se vc puder dar um help... agradeço!
Beijocas!

Fulana disse...

Ana! Tentei mandar um e-mail para você pelo contato@lacucinetta.com.br e voltou com erro!
(apenas para avisar)
Vou resumir minha mensagem aqui para caber nos comentários!

Flavia R. disse...

Ana, que coincidência. Também entrei numa fase de docinhos. A minha última arte foram whoopie pies. Sempre que posso derreto chocolate callebaut e coloco em forminhas. Recentemente comprei uma cópia de Miss Hope's Chocolate Box (na amazon britânica) e uma cópia usada do livro Candymaking de Ruth Kendrick (sem contar o Marshamllow Madness que tenho há alguns meses). Também coloquei vários livros sobre o assunto na minha wish list privada da Amazon!

Um livro que tenho faz tempo sobre chocolates é o do Andrew G. Shotts, recomendadíssimo (porém, admito que ainda não consegui dominar totalmente a técnica de temperar o chocolate... vira e mexe eu erro)

O mais engraçado de tudo: sou louca por dadinhos, é o único doce industrializado que costumo comprar #quevergonha... ainda bem que você mais uma vez chegou com uma receita que é a solução.

Quanto ao seu post anterior, sim, sempre haverá pessoas escrotas fazendo comentários abusivos. Mas saiba que me identifiquei muito com o que você disse e admiro a sua iniciativa de proteger o seu filho dos padrões consumistas da sociedade. Eu pretendo ter filhos e sempre achei um absurdo entupir uma criança pequena de chocolate. Ainda mais o chocolate brasileiro popular, que, como saiu na Veja São Paulo uma vez, é muita vezes feito com cacau estragado pela vassoura de bruxa. Eles colocam um monte de açúcar e essências para disfarçar o gosto ruim do cacau, já que o mercado brasileiro é o destino favorito dos produtores para desovar as remessas de cacau ruim e de má qualidade. :-(

g.marian disse...

HAHAH essa do Thomas roubando cenourinha da meda dos adultos foi oteemaaa...Ana pra mim vc é um exemplo de equilibrio...por tua causa viciei em tomates pelados e em pizza caseira com a melhor receita de massa de pizza do mundo aquela sua de margherita.. :)Dá bola não pra esse povo que adora se ocupar com coisas q nao valem a pena..

Anônimo disse...

"Expontaneamente" é com S, Madame Perfeição. E agora, rápido, deleta este comentário!

Ana E.G. Granziera disse...

Liv Baum,
catei uma lista de 4 páginas de sugestão de chá de bebê e dei na mão da minha mãe para que assinalasse apenas aquilo que ela usava nos anos 70 e que foi de fato útil. A lista resumiu-se a roupas confortáveis (e fáceis de tirar e por e de lavar), fraldas, pano de boca, tesoura de unha, carrinho (um que dê pra usar por bastante tempo), bebê-conforto, sling, chupeta (tem quem seja contra, mas acho que é gostar de sofrer lutar contra o impulso do bebê de sugar ou ficar dando peito o dia todo), mamadeira para a fase das papinhas e uma mantinha para enrolar o bebê bem apertadinho na hora de dormir. Tinha uma coisa que eu achava tralha mas que foi útil pra burro, principalmente agora com o segundo bebê, que eu não consigo por no sling porque o Thomas quer colo: uma dessas cadeirinhas simples que balançam com o movimento do próprio bebê. Ah, e super útil, que eu ganhei: um trocador portátil, desses que você dobra e leva fralda dentro. Enfiava na minha bolsa normal junto com uma troca de roupa, botava o Thomas no sling e saía por aí, a mãe com menos tralha do mundo. De resto, peguei uma poltrona da casa dos meus pais, uma cômoda antiga minha, e a escrivaninha velha do meu marido virou trocador, só com uma almofadinha plastificada por cima. Uso qualquer sacola como "bolsa do bebê. "Esterilizador" de mamadeira chama-se "panela", e "escorredor de mamadeira" chama-se "escorredor de prato". ;) E é isso. Não me lembro de mais nada. Ah. O berço. hehe...

Anônimo,
obrigada pela correção! Às vezes escapa! hehe...

bjs

Rose disse...

Parei de falar palavrão quando meu menino, com cerca de 10 anos na época, perguntou por que razão ficava feio para ele falar e não para mim. Aí ficou muito feio para mim. E eu parei. Sobre os que não concordam com você e vem ao seu blog para agredí-la, é sinal dos tristes tempos em que vivemos aqui no Brasil. Quando a patrulha não concorda com alguém, esse alguém tem de ser destruído. A liberdade anda sendo caçada em toda parte. Até em um blog sobre culinária e experiências pessoais.

Anônimo disse...

E isso aí garota. Isso e' que 'e progresso, de chocochata já assumiu preparar uns "dadinhos" . Isso mesmo vamos chamar de dadinhos , e não esse arrogante nome estrangeiro. Alias, meu filho leva de lanche para a escola pimentão, cenoura, pepino, e adora comprar na cantina "dadinhos"... Viva a moderação. E blog ' e para ser lido por quem concorda e por quem não concorda. E 'e muito nazista só admitir como leitor os seus pares. Alias se você diz o que quer para o mundo ouvir, ou ler, não devia se ofender quando não concordam com você. A propósito, você mora no Brasil?

Ana E.G. Granziera disse...

Querido Anônimo,

Fico muito feliz que seu filho coma pimentões e dadinhos. O arrogante nome estrangeiro é o nome da receita impressa na revista australiana, publicada em inglês. "Dadinho" é marca registrada de um produto que, provavelmente, tem uma receita diferente, que é propriedade industrial. Não é chatice exigir que meu chocolate seja feito de massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar, ao invés da miríade de porcarias encontrados nos chocolates destinados a crianças. Na verdade, trata-se de ser esperta com meu dinheiro. Estou sempre aberta a opiniões diferentes das minhas, desde que expostas de forma racional, coerente e, principalmente, educada. Não entendo o intuito de um ser humano em começar uma discussão com agressão. "Nazista" é o seguidor de uma filosofia que prega supremacia racial. Eu posso ser imensamente chata, mas não tolero que, sob o véu do anonimato, adentrem no meu espaço para me dar nomes cujo significado o anônimo obviamente não conhece. Quando você ou qualquer outro leitor quiser ter um DIÁLOGO COM RESPEITO, estarei aqui esperando para conversar.

Abraços.

Ana Lucia disse...

Engraçado que eu estava escutando uma noticia no radio ainda nesta semana sobre o comportamento das pessoas na internet Dizia que elas estão se tornando mais agressivas, até com os próprios amigos.
Se a coisa está assim imagine certas pessoas que eu duvido teriam coragem de, não somente expressar sua opinião sem ofensas mas,falar esse mesmo texto tido como corajoso e democrático cara a cara. Faz parte da inteligencia emocional discordar com educação e não apelar para ofensas que a principio podem parecer inofensivas mas são ditas para atacar e agredir. Comentem, discordem, eu tenho certeza que isso é esperado de quem coloca a sua opinião em jogo, mas por favor não percam a elegância.
Um beijo da para todas sem exceção e paz no coração.
Da xará, Ana Lucia

Carla Gonçalves disse...

Nossa me irrito tanto com essa gente que quer dar pitaco na vida dos outros. O filho é seu vc quem deve decidir o que acha melhor para ele.

Mas fiquei interessada mesmo foi nessa panna cotta de açafrão, vc já postou a receita dela?

Ainda não achei o ponto certo na minha panna cotta, fica uma capa de gordura em cima, achei que pudesse estar quente demais mudei a temperatura mas continua a gordura lá. Uso creme de leite com 49% de gordura. Será que é muito gordo Ana?

Não quero desistir, o sabor fica perfeito mas aquela camada amarela de gordura me irrita!

bjs

Kátia disse...

Não alimente os trolls. eles só são humanos (?) inseguros querendo atenção.

Anônimo disse...

inspiracao para docinhos http://vimeo.com/49481605
bjo, renata

Beatriz Guimaraes disse...

Oi, Ana,
Leio o seu blog há muito tempo e decidi finalmente comentar, me senti meio egoísta por usar suas palavras e receitas como inspiração e nem ao menos parar um minutinho para agradecer. Acho o blog incrível, não só as receitas e fotos, mas também o modo como você escreve, fala de coisas importantes sem deixar o bom humor de lado. Já perdi as contas de quantas receitas eu testei e adorei, muitas delas já se tornaram definitivas para mim, já são parte do cotidiano da família.
Fico feliz de saber que ainda existem pessoas como você, buscando simplificar a vida ao invés de complicar, te admiro muito.
Ah, também adoro seus desenhos!
Obrigada por manter o blog com tanta dedicação, te desejo muita paz.
Beijos

Kati Monteiro disse...

Ana,
primeiramente parabéns pelo blog, pela sua forma de educar seu filho, pelas dicas e receitas que você posta no seu blog, que é sempre muito informativo (adorei a informação sobre os grãos, sobre o tamanho das porções). Ainda não tenho filhos (não sei se um dia vou tê-los), mas a minha alimentação está tomando um rumo mais saudável a cada semana, e concordo plenamente com sua maneira de lidar com o consumismo e com a alimentação.
Nunca comentei aqui, descobri seu blog faz pouco tempo, e de lá para cá fico revirando os posts antigos e comentários em buscar de informação e (não leve a mal) de boas risadas.
Adoro as historias que surgem dos comentários, as respostas das respostas e assim por diante, sem a menor interferência sua. Deu para notar que você tem fãs que são a favor do seu modo de agir e de escrever. Mas de qualquer forma, a vida é sua, o filho é seu, e ninguém tem nada com isso.
Mas saiba que fico feliz e aliviada em ver que existem criança felizes que roubam palitos de cenoura da mesa dos adultos. E que não esperneiam quando não tem batata frita no lanche. Assim como você, eu fico horrorizada com o tal "menu infantil" de alguns restaurantes que só propõe batata frita, nuggets, salsicha e coisas do tipo.
Confesso que ter saído do Brasil (moro na França) me fez ver algumas coisas de forma diferente, como o consumismo, a moda (que vai muito além do vestuário), etc. Vi um comentário sobre ovos de páscoa na Alemanha. Aqui na França também, o ovo de Páscoa é representado na alimentação, cozido, frito, em cocotte. Vai muito além do chocolate.
Desejo muito sucesso ao seu blog, e fique certa que a informação que você deseja passar através dele chega perfeitamente aos ouvidos (e olhos) das pessoas capazes de entender.
Beijos

Anônimo disse...

Oi Ana,
Já faz um bom tempo que acompanho teu blog, mas nunca tinha comentado. Sou mãe de dois meninos de 5 e 2 anos. Aqui na Alemanha onde moramos, existe uma tradição forte de pintar os ovos. As crianças adoram e também ganham um chocolatinho pequeno junto. Meus filhos sempre comeram verduras e a nossa alimentação sempre foi balanceada. Acho que o exemplo vem de casa. O meu filho mais velho é um apaixonado por tomates e acho que se pudesse comeria duzias por dia! No lanchinho da tarde eles sempre tem direito a uma guloseima: chocolate ou bolo ou sorvete... Um pedacinho e já ficam satisfeitos! Alias, o bolo favorito do meu maior é o Tiger Cake, que aprendemos com voce e que ele já faz quase sozinho!
Anonimo, apenas um recado para voce: não utilize palavras que não conhece o significado: chamar uma pessoa de nazista na Alemanha pode dar cadeia. Isso é uma ofensa, uma vergonha que a humanidade sofreu no passado. Voce tem direito de ter uma opinião diferente da Ana, ninguem concorda com todas as opiniões de uma pessoa e a tarefa de uma mãe é escolher o melhor caminho para seu filho e educá-los da melhor maneira que pudermos. Ofender uma pessoa sem ao menos conhece-la é vergonhoso e chamar uma pessoa de nazista é desumano! Ana, abraços carinhosos da Alemanha para você! Ass Marcela

Cynthia Nogueira disse...

Oi Ana,
Você não imagina a minha alegria em ver aqui uma receita que imite os famigerados, industrializados, tóxicos e deliciosos Dadinhos. Sou viciada naquele bagulho até hoje e o meu marido sempre que vê deles em uma carrocinha de doceiro, compra logo uns 20 e traz pra casa pra cooperar com o alargamento dos meus quadris.
Quanto aos QBU, doidos, mal amados, estúpidos e sem noção mesmo, não perde seu tempo dando explicações sobre terminologias ideológicas, nem sobre composição de ovo de cera, isso é igual discutir com bêbado. Esse tipo de ataque é fruto da MID, infelizmente seremos obrigados a conviver com isso.
Aqui em casa a molecada ganhou ovo industrializado e ovo de chocolate de verdade. Quebraram a cara porque queriam os brinquedinhos do ovo ruim e depois não queriam comer a cera. Claro que como mãe psicótica que sou obriguei a comer o ovo ruim primeiro pra aprender a dar valor no dinheiro gasto e descobrir que comer bem é algo que se gratifica o corpo.
No mais a páscoa aqui foi morna, minha vida anda tão bagunçada com um pé aqui e outro na mudança que o máximo que fiz foi um moqueca de peixe com camarão, pirão de banana terra e chessecake (o seu!!!) de sobremesa. Foi bom demais, matei a vontade comer peixe no molho e encontrei desculpa pra comprar uma panela de barro nova!
Aliás, quer uma de presente?

Lali disse...

Ana, haters gonna hate!
pelo pouquinho que leio aqui sobre a criação do pequeno devorador de cenouras, sei que é a melhor possível. sensacional. e imagino a frustração que deve crescer no coração dessas mães de filhos-comedores-de-lixo ao perceber a burrada que fizeram.
enfim, keep doing your own thing!

ah.. 'nazista' foi f*da! to rindo aqui kkkkkkkkk

Mari disse...

Ana,
O parto do Thomas também foi normal? Meu primeiro filho nasceu de cesariana (tentei esperar até o último momento mas a possibilidade de uma cesariana de emergência por causa de circular de cordão me fez optar pela cirurgia)

Débora disse...

Oi Ana, ótima receita, vou testar! Obrigada por compartilhar!

Esse anônimo é muito chato (ou chata!
Provavelmente mais uma pessoa frustrada que deve apenas cortar pepinos para o filho, porque não dá trabalho, e se recusa a preparar um doce em casa. E "viva à moderação" dos invejosos, que utilizam a "praticidade" da modernidade chamando de moderação para não assumirem responsabilidades que os levariam à vidas mais saudáveis, simples e felizes! Ah, mas ter trabalho pra que, né??

Muitos leitores te admiram! Enquanto alguns poucos entram na sua casa, se serve do melhor café com bolo que já provaram, usam suas receitas, mas fazem questão de "cagar" na saída!! Desculpe a palavra feia, mas é o que o tal anônimo(a) merece!!

Beijos e um ótimo dia para você!

Liv Baum disse...

Ana, obrigada! Foi de mta utilidade! Vou usar o seu esterilizador de mamadeiras e o escorredor tb - até pq onde eu moro não tem mto espaço. Tb quero vaga no "mãe com menos tralhas do mundo" pq aqui em casa o povo exagera... e sempre acham q estão com a razão! "Qdo vc for ter o seu vc vai ver" é o q eu mais ouço. Pelo amor, pra sair de casa com qq criança são umas 2 bolsas com: todas as mamadeiras/ garrafas térmicas com água quente/ fraldas etc E roupa se o dia está quente e esfriar (esfriar de mto frio como se nevasse em Campinas), ou está quente e o tempo ficar ameno, ou se está frio e vai esquentar. E mais umas 2 trocas se o rebento vomitar/molhar/se sujar. Ano passado fomos pra Sampa no Zoológico e socorro... fora todas as tralhas de criança (carrinho etc) eram sacolas e sacolas e sacolas de coisas pra passar o dia inteiro passeando! Eu só com minha máquina profissa no pescoço já cansei imagina sair com uma mudança? Aff. Outro post q tb me foi mto útil foi o de como vc organiza seu tempo. Isso foi fantástico!!! E foi o seu jeitinho de dizer: sim, dá certo sem empregada/babá. Ah se todo mundo da minha família lesse seu blog rsrsr o mundo seria outro! Beijos!

Ana E.G. Granziera disse...

Liv Baum,
dica da minha mãe: no que se refere a crianças, quanto mais coisas você tiver, mais difícil é pra se organizar. É mais fácil você se virar com meia dúzia de roupinhas do que com um armário cheio. (Thomas tem só 1 par de tênis – em compensação, ganhou tantos pares de meias, de tudo quanto é cor de tamanho, que desisti de pôr meia nele ou na Laura, porque é impossível achar o par da mesma cor e do mesmo tamanho, ainda mais elas sendo tão minúsculas. Exemplo de porque um monte de coisa te atrapalha.)Menos objetos na hora de trocar a criança, menos objetos na hora de levar criança na rua. Hoje em dia eu levo sim uma bolsinha, bem pequena, com o trocador, um agasalho e uma troca de roupa de cada um, só porque não cabe na minha bolsa pessoal. Mas quase sempre enfio minha carteira nessa bolsa das crianças e pronto. Facilita horrores dar peito, porque não tem que levar mamadeira. E mais ainda facilitou ensinar o Thomas a beber em copo de adulto, aí não tem que levar aqueles copos com bico pra lá e pra cá. Ele bebe em copo de vidro numa boa, sozinho. Nunca levo guloseimas, a não ser que de fato passemos o tempo de uma das refeições fora de casa e não tenha o que comer no lugar onde vamos (guloseima = banana). E desencanei de levar brinquedo porque ele sempre se interessa pelos objetos novos à disposição no lugar onde estamos e quero mais é que ele aprenda a se distrair sozinho. Logo, bolsa de criança do tamanho de uma bolsa de ombro. Fosse de couro, ninguém saberia das fraldas dentro. ;)

bjs

Anônimo disse...

Ana
Vc está no caminho certo, seguindo a sua verdarde. Tive uma mãe como você e sobrevivi. Rsrs. Agora que sou mãe também faço um esforço sobrehumano para manter meus filhos longe de tantas porcarias. Eu e meus irmãos tivemos uma cultura da alimentação saudável e acho que isto é uma coisa muito importante na educação. Ana

Carol disse...

Tadinho do Thomas, esse menino que não tem sapatos... Rsss... Desculpe, Ana, não resisti à piadinha boba. Conheço seu blog há um ano e gosto muito, mas nunca comento. Agora não resisti, porque às vezes tenho a impressão de que as pessoas olham minhas práticas com minha filha e pensam “Tadinha dessa criança, que não pode comer pudim, veste roupas usadas e não ganha brinquedos!”. Boa sorte pra quem quiser convencer a menina de que o brinquedo colorido da Fischer Price é mais legal que meu espremedor de alho, o tupperware da casa da avó ou a colher do restaurante... Realmente, o interesse é sempre pelos objetos novos que surgem à volta.
Posso dar uns pitacos na história do enxoval? Quando estava grávida, descobri que tudo que é “de grávida” custa uma fortuna. Depois veio o “de bebê”, que custa duas fortunas. Fui adaptando e não comprei quase nada. Roupa e sapato minha filha ganhou e ainda ganha o suficiente pra viver muito bem, tem prima e amiga que repassam, então comprei pouquíssimo. Cômoda seria uma piada no quarto minúsculo; o trocador foi improvisado dentro do guarda-roupa; e banheira a gente esperou pra ver se precisava, porque atravancaria legal o banheiro, e acabamos achando ótimo dar banho de chuveiro mesmo. O balde (cá entre nós, “ofurô” é marketing, pode ser até balde de faxina, se for novo e estável) a gente acabou comprando justamente por ser uma alternativa pequena à banheira, e é bem legal, em geral as crianças gostam, relaxam – minha filha usa até hoje, com um ano e dois meses.
Dar o peito realmente é o must da praticidade. E eu não senti necessidade de mamadeira, passei direto pro copo. Também não dei papinha, optei por introduzir os alimentos à medida que ela fosse conseguindo comer “normalmente” – pegando pedaços de frutas, coisas mais molinhas e tal. E não senti falta de louça ou talheres infantis. No apê pequeno, a ideia do cadeirão me assombrava, então pesquisamos e descobrimos uma cadeirinha chamada bumbo ou bebé pod que você coloca em cima de uma cadeira normal e a criança fica bem encaixadinha – é meio caro, mas acho a melhor baby tralha de todas (depois do sling, que uso todo santo dia, ou quase, até hoje). Coloco a tal cadeirinha em cima da pia, e minha filha fica vendo fazer o almoço, na maior atenção...
Parabéns pelo blog, Ana. Não desanime por conta dos malas. E desculpe o comentário monstro...

Delicioso Equilíbrio disse...

Hehehehehe.... Pode usar o título sim, essa frase é um clássico. Mas o título do seu blog que eu mais gostei (e ri) é um bem das antigas, aquele do "Cookie é bom ninguém quer dar"...risos.

Sobre o tema do post, semana passada viajei com meu namorado para um resort no nordeste, e fiquei horrorizada com o buffet infantil: todo santo dia tinha nuggets e batata frita, mais salsicha e hamburger, em dias alternados. A maior parte dos pais entupia os filhos com aquilo, e muitos se serviam também no buffet infantil (provavelmente pq só comiam aquilo quando crianças), ignorando vários pratos infinitamente mais saborosos no outro buffet, principalmente os com peixe, sempre tão frescos e variados...

Não ligue para esses comentários. Gente invejosa, escrota, frustrada e de mal com a vida!

Um abraço,

Samantha

Liv Baum disse...

Ana, muito obrigada de novo!
Vou aproveitar e me juntar a conversa da Carol - pode? rs. Como disse, aqui a casa é cheia (diga-se minha família/a família "do marido" q tem 3 irmãos e com isso já tenho 6 sobrinhos) então o PRINCIPAL como do enxoval como várias roupinhas, acredito q já está garantido tanto se for menino como se for menina (já ganhei berço, bebê conforto e até já tenho um cadeirão, só não vou conseguir aproveitar nenhum carrinho pq a segunda leva do povo nasceu faz alguns meses). Ontem mesmo conversando com meu marido chegamos à essa conclusão: tudo o q é de bebê é mais caro do q se fosse "pra adulto". É igual casamento. Sei lá, a coxinha pra sua festa de aniversário custa ex. R$ 100,00 o cento, se for pra casamento custa R$ 300,00. A sua bolsa de couro custa X, mas se for bolsa de neném com 500 divisórias custa XXX. O carrinho normal custa R$ 400,00, mas não, vc "tem q ter" o carrinho q vc aperta o botão e vira um "Transformers" q custa R$ 3.000. Aaaah. Respira. Respira. Aqui a filosofia é ao contrário. Vc não pode ter 1/2 dúzia de peças de roupa pq vc não vai lavar roupa de bebê todo dia. E é difícil correr contra a maré... Eu vou dar de mamar até qdo der, e minha intenção é 1 ano. Por isso q eu não quero um monte de mamadeiras e copinhos e pratinhos na lista do meu chá pq vai aprender a usar o q é meu, de adulto. Vai comer o q eu comer. E isso vai ser o mais difícil pois como moro com a sogra, eu como o que ela faz, sem mta variedade, mas isso vai mudar logo, logo. E meu sonho é fazer Muttar Paneer. ;) Beijocas!

Guilhermino disse...

Ana, grato pela receita, fiz com manteiga de amendoim e ficou muito bom, rendeu bem e o pessoal do meu trabalho "matou" rapidinho!

Anônimo disse...

Ana
será que dá pra congelar?
obrigado!
bju

Karin disse...

Ana, GENIAL! "Dadinhos"! Meu marido é louco pelos industrializados - não tanto pelo sabor, que ele concorda que não é lá essas coisas, mas pela recordação de infância.
Vou fazer, embrulhar no papel laminado e dar de presente para ele.

Wind Zackie disse...

Trolls gona troll, haters gona hate. Quando eu vejo comentário troll eu fico pensando que merda de vida que a pessoa tem pra ficar torrando os bagos de gente que não conhece pela internet =X

Aí eu fico com pena.

Campanha abrace um troll , por que eles precisam de carinho XD

Mas anyway.

Seu blog é massa. Eu não gosto de dadinhos, por que sempre achei que os industrializados tinham um gosto esquisito pra caralho =X E também porque eu não gosto de doce muito doce... só quando é em muito pequena quantidade mesmo xD

Mas marido gosta desses doces assim, então acho que vou tentar fazer esse =3

Obrigada /o/


Anônimo disse...

kkkkk li esse seu post e me lembrei muito da minha infância! Minha mãe é endocrinologista neurótica e nunca na minha memória me permitiu levar na merendeira algo que não fosse natural e saudável! E ela sempre diz uma coisa que é muito verdade: "Mãe de paciente semi-obeso chega lá no consultório falando: doutora, mas o fulaninho não come nada de fruta nem verdura, não adianta, eu tento, mas ele só gosta de passatempo e sucrilhos! E eu respondo: Ah tá, quer dizer então que Deus me abençoou com duas filhas santas??? As minhas filhas comem porque nunca tiveram outra opção em casa, minha senhora! Nunca souberam o que é sucrilhos nem passatempo!! Criança não nasce sabendo não, tem que ensinar, e tem mais! Tem que dar o exemplo também!!" kkk e foi assim sempre e hoje eu agradeço por isso, pois comotudo de verde imaginável rs e quero criar meus filhos do mesmo jeitinho!! Ignora quem te troilla, alma pequena, mente menor ainda! Você arrasa!! Bjss

Laura

Dona Lilian disse...

Vamos por partes, como diria nosso amigolino Jack. :P
Conter palavrão é FERA pra CARAMBA, ainda mais que tenho uma sobrinha na fase do papagaio. Ela tb prefere cenoura do que fritura, coisa da minha irmã. hahahaha

Mas vamos aos trolls?
Querida, leio seu blog tem um tempo. Já usei inúmeras receitas, elas melhoram os meus dias e um bolo seu fez o aniversário de 35 anos de uma amiga minha recheado de delícias. Quem reclama é besta e desocupado, que ao invés de procurar algo que agrade, fica enchendo a paciência dos outros.

Espero que você não desanime de postar por causa disso.

thatiana Bandeira disse...

Ana,
Amei as dicas praticas sobre o enxoval!
Beijos

Ana Flor disse...

Adorei seu post! Uma amiga indicou dizendo que lembrou muito de mim pela sua forma de escrever.
Infelizmente, minha filha era assim até mais ou menos os dois anos de idade. Depois não sei o que aconteceu, começou a rejeitar tudo - inclusive as frutas e verduras que comia diariamente. Eu tentei obrigá-la a continuar comendo, mas naquela idade me pareceu impossível fazer isso sem usar de violência (de qualquer tipo).
Hoje ela tem 6 anos e, para minha tristeza, seu almoço é restrito à arroz, feijão e frango. Pelo menos o arroz é integral, o frango orgânico e o feijão tem micro pedacinhos de espinafre, orgânico também. Nutrientes de outros vegetais, somente cozidos na sopa de macarrão e carne que ela come toda noite (mas tenho que tirar os vegetais antes de colocar no prato, sem que ela veja).
A única fruta que ela come, reclamando MUITO, é banana com mucilon por cima. Isso porque criei uma nova regra para a casa - como é bom ser mãe e ter o poder supremo de criar regras! - que a televisão não pode ser ligada enquanto uma fruta não tiver sido ingerida naquele dia.
Será que seus leitores trolls virão me acusar de péssima mãe também??
Bem, eu faço o que eu consigo. E não desisto nunca, mas sofro bastante com isso, porque tinha planejado tudo muito diferente. Dizer que as crianças aprendem com os exemplos não é bem verdade, porque aqui em casa não entra porcaria e ela me vê tomando suco de maçã com cenoura, couve, abacaxi e gengibre diariamente e também um pratão de salada todo almoço. Eu sempre ofereço tudo que como a ela, naturalmente, mas segue respondendo: "não, obrigada".
Pelo menos ela não identifica bolachas recheadas, refrigerantes e salgadinhos como "comida" e também não experimenta de jeito nenhum.
Não acho que usar de força para uma criança comer melhore a sua relação com os alimentos rejeitados.
A questão da banana, por exemplo, quando ela pede: "por favor, mamãe, por favor... 'só hoje' eu não quero comer banana, pode?" Eu costumo responder muito calma: "claro que pode". E ela imediatamente pergunta: "Vou poder assistir Chiquititas?" Eu respondo que ela sabe que não. E assim ela decide comer. [Meus Deus, isso é quase uma chantagem, que mãe péssima os leitores trolls acharão que eu sou!]
Mas danem-se os trolls! Ops! Quero dizer, que os trolls possam encaminhar-se para a luz - assim achei menos agressivo ;)

Ana E.G. Granziera disse...

Ana Flor,
putz, consigo imaginar sua frustração. Quando Thomas fez dois anos (se você fuçar no blog vai ver isso), aconteceu a mesma coisa: num post eu me gabando do menino comer curry de legumes, no seguinte eu xingando porque ele só come arroz e ovo frito. De tomar sopa de espinafre, ele passou a tirar cada pedacinho de salsinha do prato, ou as vezes nem comer a comida por conta da salsinha. Como ainda estava cansada porque a Laura era recém-nascida, não soube lidar com isso de um jeito muito zen. Tinha muito berro e muita choradeira. Das duas partes. E ninguém comia nada. Quando forçava ele a comer algo que não queria, ele chegava mesmo a vomitar. Foi quando isso aconteceu que percebi que ia pelo caminho errado. BEM errado. Estava tão exausta, que comecei a me render, e preparar o tal arroz com ovo e macarrão com molho de tomate quase todo dia. Mas isso também não me parecia certo. Aí saí pesquisando outras técnicas, outras abordagens. De colocar a criança pra preparar junto com você, de colocar na mesa vários pratos e deixar que ela se sirva do que quiser e o quanto quiser... Essa, aliás, funcionou pra ele perder a birra da hora de comer. Por um tempo, desapeguei e deixei que ele se servisse sozinho do que quisesse, mesmo que fosse só arroz. E fazia tudo simples, sem grandes temperos, e sem misturar muito. Isso fez com que ele perdesse o medo da hora da refeição e voltasse a comer com gosto de novo. Quando a coisa estabilizou, voltei a incrementar um pouco, diminuí as opções. Tinha muita briga aqui em casa quando ele não queria comer nada, e recentemente meu marido e eu entramos num acordo: a comida é aquela e ponto, sejam vários pratos ou um só; coloca na frente dele, as vezes até deixa que ele se sirva; quer comer, come, não quer, não come – não fazemos mais alarde; ele sabe que assim que os pais e a irmã terminarem de comer, vamos tirar o prato dele calmamente e ele só come na próxima refeição. E sobremesa, só ganha se NO MÍNIMO experimentar de tudo o que tem no prato. Não precisa comer tudo. Só precisa experimentar. A única obrigação dele é ficar sentado na mesa enquanto todo mundo come. Depois de dois ou três dias de choradeira, até ele entender a regra, começou a funcionar maravilhosamente. Na maior parte das vezes, ele acaba experimentando pelo tédio de estar lá sentado. Às vezes gosta e come tudo, às vezes não gosta e não come, o que não tem problema. As refeições tem sido infinitamente mais agradáveis e ele tem aumentado a quantidade de coisas que come outra vez. Aqui em casa, pelo menos, percebemos que o problema é que não tínhamos consistência (cada hora a regra era uma, dependendo se era com o pai, com a mãe, com a avó...) e que dávamos muita atenção quando ele não comia. Agora é o contrário: quem NÃO come, não ganha atenção. Tanto, que ele começou a botar a comida na boca e me cutucar pra eu ver que ele está comendo. :) Mas não canto mais vitória, porque já vi que esses sucessos e fracassos vem em ondas. Um livro que me ajudou MUITO foi aquele "Criança francesa não faz manha", ou algo assim. Vale a pena. Mas é aquilo: acho que a gente tem que encontrar um caminho que funcione para nossa realidade, nossos princípios, nossa família. :) Não desista não. Eu fui enjoada quando criança, e hoje como de tudo, até o que eu costumava odiar de morte, como quiabo e escarola. :D Boa sorte!
Bjs

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