segunda-feira, 1 de abril de 2013

Financiers de avelã, chocolate e amaranto

Tenho boas memórias das Páscoas passadas. Ok, talvez menos uma, em que, com o olho maior que a barriga, comi todo o meu chocolate de uma vez e passei mal. Mas ainda assim, as boas memórias superam as ruins. Lembro do bacalhau da Sexta-Feira Santa, coisa mesmo de uma vez ao ano, pois bacalhau era caro, lembro de acordar cedo para encontrar a cestinha de vime com meu nome e com os chocolatinhos do Coelho da Páscoa e de levar pedacinhos do ovo embrulhados em papel alumínio no lanche da escola.

Os eventos religiosos na escola de freiras foram integralmente apagados da minha mente.

O caso é que, assim como aconteceu com o Natal, percebi que minhas memórias mais gostosas e persistentes tinham a ver com a comida. E, por consequência, as pessoas que haviam preparado aquela comida e dividido ela comigo. Mas se eu ganhei um ovo ao leite ou crocante, não sei. A não ser pelos ovinhos que meus pais nos davam todos os anos, pequenos, cobertos de açúcar para parecerem ovos de galinha, e que precisavam ser quebrados com um martelo de cozinha, não me lembro de nenhum outro. Mas esses, talvez pelo inusitado e pelo modo divertido com os comíamos, ficaram marcados.

Essa foi a segunda Páscoa do Thomas. E a segunda Páscoa em que ele não ganhou ovo e eu fiquei, confesso, sem saber o que fazer a respeito. A coisa toda do ovo de chocolate parece ter saído de controle. O que me parecia uma diversão inocente naquela época virou mais um exemplo de excessos. Fui criada como católica, mas hoje me considero muito mais uma pessoa espiritualizada do que pertencendo a qualquer religião organizada. Nesse ínterim, meu marido e eu sabemos exatamente como explicar Natal a nossos filhos, e como incorporar Papai Noel na jogada sem deixar que o feriado seja uma mera questão de soterrar crianças com brinquedos (já pedimos aos familiares que dêem apenas lembrancinhas – qualquer presente grande ou mais caro é pai e mãe que dão). Agora Páscoa... por algum motivo parece mais difícil. Pelo menos por enquanto, em que é complicado explicar o feriado a uma criança de 2 anos, e que, uma vez permitidos os ovos, a coisa foge ao controle. A escola mesma do meu filho distribuiu coelhos de chocolate, que, sem saber o que era, ele simplesmente levou na mochila. Uma vez longe do pimpolho, ele já tendo esquecido do coelho na mala, apanhei o coelho da Lacta para ler os ingredientes. Nada que prestasse. Ainda querendo dar uma chance, abri um pedacinho do papel e tirei um naquinho da orelha do bicho. Gosto de m*rda. Lixo.

Mas eu também não posso exigir que a família saia por aí gastando os tubos para comprar chocolate belga para o menino. Não é justo e também não é o objetivo. Prefiro pedir que não dêem nada a ficar dando uma lista de regras chatas.

O que fazer?

Esse ano, o domingo de Páscoa foi também festinha de aniversário, pois Thomas faz 2 anos na quarta-feira. Daí que seu chocolate de Páscoa foi um enorme pedaço de bolo de brigadeiro e financiers de avelã, chocolate e amaranto, ambos feitos pela mamãe. Ano que vem, no entanto, ele talvez se pergunte a respeito dessa história de coelho, já que a própria escola (que é laica) fica dando liçõezinhas sobre o lado consumista do feriado: fala-se de coelho e chocolate, mas nada sobre a parte religiosa.

Daí que ando pensando em outras atividades para fazer com o pimpolho. Se ano que vem chamo a família para uma caça aos ovos (de verdade, pintados) no jardim, para depois serem trocados por coisinhas gostosas de chocolate, por exemplo. Bom... tenho um ano para matutar. Mas adoraria saber se vocês têm alternativas ao safado do ovo de chocolate, e se as crianças (e o resto da família) abraçam ou não a ideia.

Pois o mais difícil até agora não tem sido educar meus filhos a não relacionarem feriados a consumismo desenfreado. Isso parece fácil. O difícil é convencer os outros. Família e amigos parecem ficar ofendidos quando você explica que não precisa de presente de aniversário, Natal ou o que seja, porque a criança (ou mesmo nós, os pais) não precisa de nada, já tem bastante roupa, brinquedo, o que for, e que a companhia e a brincadeira é melhor do que um objeto. (E sim, eu fico chateada quando vejo que minha irmã, meus pais ou minha sogra ficaram tristes por eu "não deixar" dar presente.) Estamos, como sociedade, tão acostumados a medir nosso amor por uma pessoa pela quantidade de objetos que damos a ela, que nos perdemos um pouco, e nossa boa intenção e nosso amor vira dinheiro que não precisava ser gasto e acúmulo de objetos dos quais não precisamos.

Nessa Páscoa, Thomas não ganhou nenhum ovo. De ninguém. Brincou loucamente com toda a família, e foi dormir feliz e exausto. Os financiers que ele surrupiou da bandeja sem que mamãe visse foram chocolate o bastante pra entretê-lo entre uma brincadeira e outra. ;)

A receita, ótima, é do La Tartine Gourmande, mas ao invés de 8 formas de muffin normal, assei por 5 minutos a menos, na mesma temperatura indicada, 24 financiers em forma de mini-muffin. O perfume de avelã e chocolate que o forno exala é delicioso, e o amaranto se sente muito pouco, mas aplaca aquele pânico materno de nutricionismo. hehehe... (Se não tiver farinha de avelã no supermercado, basta pulsar avelãs no processador até ficar com textura de areia grossa – usei farinha feita com a avelã inteira, com casca e tudo, e ficou uma delícia).

De quebra, Thomas não tinha pedaço de ovo para levar de lanche, mas levou com gosto dois financiers, cujo papelzinho ele aprendeu a tirar com relativo cuidado.

Receita AQUI.

[Em tempo: os pimpolhos eventualmente começarão a ganhar ovos de chocolate. Só estou deixando para quando forem um pouquinho mais velhos. Não tem porque entuchar de chocolate uma criança tão pequena. E essa é minha decisão. Não quer dizer que vá fazer de fato bem para os meus filhos, e com certeza não quer dizer que tem que ser feito assim para todo mundo.]

57 comentários:

Anônimo disse...

Olá,

Leio sempre mas comento pouco.

Educação é muitíssimo pessoal e é claro que cada família tem o direito e deve estabelecer suas próprias regras.

Na minha casa não curto a exclusão, prefiro a palavra moderação.

Sinceramente não acredito que o presentinho que a vovó, o vovô, tios e amigos escolheram com tanto carinho sejam prejudiciais aos nossos pequenos.

Claro que a presença e o 'compartilhar' devem ser mais importantes que os presentes mas acho que vale pensar que a gente cria parâmetros à partir de experiências diferentes e permitindo que os filhos as vivam, aumentamos o repertório e a capacidade de análise deles.

Por isso o termo 'moderação'...não precisa ser o presente mais caro, nem o maior ovo, mas precisa que quem presenteie brinque junto e que muitas conversas ocorram no meio do caminho.

Abraços,
Cláudia

Anônimo disse...

Como Cláudia comentou, também penso que educação é muito pessoal e tem a ver com os valores da família. Mas já que você pediu opinião sobre os ovos...
Minha família é evangélica e não comemora(va) absolutamente nada além de aniversário.
E no começo era uma coisa xiita e NUNCA ganhei um ovo de páscoa ou presente de natal dos meus pais. Quando a gente começou a fazer perguntas explicaram a (falta da) parte genuinamente religiosa e a questão do consumismo. Daí que, claro, rolou uma birrinha infantil porque os amigos ganhavam presentes e tal... mas depois entendemos e pudemos fazer nossas própria escolhas.
Com meu primeiro namoradinho paguei o micão de chegar na semana de natal, ganhar presente da família dele toda (e inclusive de uma tia distante) e não ter comprado nada nem pra ele, coitado!
Hj sou mais light e tento entrar em equilíbrio com as pessoas do meu coração. Gosto das luzinhas de natal, vou de bom grado pras festas, levo um prato e tá tudo bem! Adoro uma festa de São João (meu corpo mexe sozinho ao som da sanfona), mas dou um jeito de nem escandalizar meus pais, nem deixar passar os quitutes de milho e o quentão delícia. A família do noivo é mega católica... ok... ficar sem carne uns dias na semana santa não mata...
Ganhar presente (principalmente quando é de alguém de fora) quando está de castigo ou se comportou mal pode dar um nó na cabeça da criança. Os avós/tios se metendo na educação tb não dá... mas...
... acho que, como Cláudia comentou, a chave do sucesso é moderação. Dá pra ser fiel aos seus princípios sem se isolar numa concha ou magoar os seus!
(e no fim, aproveitar o melhor da festa!)

Se cuida!
Tata

Ana E.G. Granziera disse...

Tata e Claudia,
Moderação, com certeza. É que as avós são exageradas dos dois lados da família. hehe... e se vc diz pra trazer um ovinho, trazem um MONTE. Então é mais fácil dizer "não traga". E não é que as duas conseguiram burlar a política da casa? Cada uma trouxe uma "lembrancinha" pro Thomas, com a desculpa de que não era nem de Páscoa nem de aniversário... ¬_¬ No fim todo mundo vai se entendendo. Obrigada por suas opiniões.

bjs

Anônimo disse...

Na minha casa a tradição envolvia mais ovos de verdade do que chocolate; ficávamos meses guardando os ovos para umas semanas antes da páscoa pintar e decorar.
Fazíamos o ninho com cesta de vime e papel picado e deixávamos para o o coelho encher com os ovos recheados com carapinhas.
Na manhã de domingo procurávamos nossas cestinhas e comíamos amendoim até cansar.
Acho legal pois foge do ovo/chocolate/brinquedo. E ainda dá pra ter vários momentos de trabalhos manuais e interação com as crianças.

Abraço,

Lis

Anônimo disse...

Ana,


Leio há muito tempo o seu blog e acho interessantíssimo o seu ponto de vista naturalista. Gosto, não aplico com rigidez em casa, comemos carne, mas faço questão de preparar as refeições de fim de semana e os lanchinhos da escola, sempre que possível. Tb oriento a secretária do lar, e temos o dia da "porcaria", sábado, depois do almoço, se almoçarem tudo. Tudo e mais um pouco que os avós trazem de "porcarias" e mimos passam pela minha alfândega e a maioria, fica confiscada para ser consumida no dia certo, isto quando não vai parar no meu serviço para diluir os danos. Os brinquedos, bem, são trocados quando acho que não são adequados ou ficam para quando atingirem a faixa etária. O coelhinho da páscoa tb não passou por aqui, não perguntaram por ele e tb não entrei no assunto; ninguém sentiu falta. Como? Não assistem tv...nunca pediram e nunca coloquei-os em frente à babá eletrônica. Quando começaram a pedir, dia e hora marcada, os DVDs da prateleira...não faltam tb bons livros. Assim, a gente vai levando, cada um a sua maneira, tentando formar seres humanos de carater, que possam fazer suas próprias escolhas . Abçs

Dny disse...

Ana, sempre apareço por aqui e, devo confessar, que acho o máximo o tipo de educação e alimentação que vc oferece aos seus filhos.
Esse ano completo 4 anos de casada e ainda n tenho filhos, não por falta de vontade (estou concluindo a faculdade). Enfim, espero ,quando chegar a hora, oferecer a menor quantidade, ou nada, de produtos industrializados cheios de açúcar, gordura, conservantes, sódio...
Quanto ao consumismo desenfreado que se aprende desde cedo, acho que vc está fazendo um bem enorme ao seu filho.

Anônimo disse...

Olá Ana, tudo bem??
Eu gosto muito o seu blog, e, por isso,espero não ofende-la com este comentário. É apenas a minha história.
Quando eu nasci há 25 anos, o pediatra disse aos meus pais que se quisessem que eu me alimentasse bem, eles deveriam se alimentar bem. Desde então, meu pai tem a alimentação mais saudável que eu conheço.
Eu só fui experimentar refrigerantes aos 4 anos na escolinha (sem que meu pai soubesse, é claro), pois a única coisa porcaria que eu comia era geleia de mocotó caseira.
Durante a minha infância, eu sofri bastante com as restrições alimentares que meu pai impunha, a combinação de frutas, sucos, saladas e sopas não me trazem boas lembranças, apesar do esforço para torna-las interessantes. Pelo contrário, as restrições tornaram a convivência com ele difícil por muito tempo.
No colégio, quando maior, além da lancheira meu pai dava algumas "fichas" para o caso de alguma emergência, sempre com a recomendação de pegar algo mais natural, assado. Sem exceção, eu comprava risoles e coca cola.
Já as melhores lembranças gastronômicas foram quebrando as regras do meu pai quando eu e minha irmã íamos ficar na casa da minha vó. Me lembro dos meus pais saírem sempre recitando uma lista de proibições e assim que a porta se fechava minha vó me entregava uma chave que ficava pendurada num cordão. Era mágico. No armário sempre tinha um saco gigante (para uma criança) de sonho de valsa, caixas de tortuguitas e ainda uma caderneta para ir na padaria (ela morava numa cidade pequena) e comprar o quanto de sorvete quiséssemos. Sem a minha vó e essas porcarias eu não teria vivenciado o que quase toda criança vivenciou. Quem nunca comeu aquele chocolate em formato de guarda-chuvinha que tem gosto de parafina? E é tão legal comer o coelhinho de chocolate, tem todo um ritual diferenciado hehe
Quanto aos ovos de páscoa, especificamente, uma das melhores experiências que eu tive, foi numa pascoa eu tinha ganhado dois ovos (o que meus pais não gostaram nada) e quando retornávamos para casa uma criança veio pedir no sinal e eu com uns 9 anos dei espontaneamente um dos ovos extras para a outra criança. Isso na minha cabeça fez muito sentido, me fez entender que na verdade nós procuramos motivos para nos conectar uns com os outros, para nos sentir menos sozinhos, e transcender da nossa existência individual.
Para mim essas tradições (pascoa, natal etc) tem esse fim, me fazem sentir um pouquinho mais próxima dos outros.
Hoje eu sei e valorizo meu pai por toda a preocupação e melhores intenções, mas tentarei fazer diferente com os meus filhos…

Abraço,
Sofia

simone arrais disse...

Esse ano resolvemos abolir os famigerados e caríssimos ovos de chocolate ruim. Conversamos com os meninos (8 e 5 anos) e propus que, ao invés de comprarmos ovos para presenteá-los, usássemos o dinheiro para um passeio em família, à escolha deles. Eles toparam e ficou tudo certo. Bjs!

carol vannier disse...

Oi Ana,
essa questão do consumismo também me incomoda bastante, e é bem delicada quando toca na questão dos presentes.

Eu fico impressionada de ver como tem gente que, estando apertado de grana, ainda se desdobra pra comprar bugiganga. Eu mesma não sei se teria a visão que tenho caso tivesse uns trocados a mais sobrando, mas o fato é que, por uma razão ou por outra, penso muito bem antes de gastar, e fico doente quando vejo que alguém gastou uma nota pra me presentear com algo que eu nem preciso, nem gosto.

Por outro lado, saber presentear é uma arte, e quando bem feita, traz sim muita alegria, tanto pra quem dá como pra quem recebe. Mas nem todos tem esse dom...

Acho que o melhor que vc pode fazer é mesmo dar indicações de que não quer exagerar nos brinquedos, dar dicas de coisa que as crianças precisam, e por aí vai. Eu gosto tb da idéia de presentes em conjunto, quando se trata de algo caro que a criança quer muito. Assim a família inteira se junta, ninguém gasta muito, e no final, em vez de uma profusão de presentinhos, temos um único presentão que será mais valorizado.

Sobre a Páscoa, acho bonita a interpretação mais 'pagã' de chegada da primavera, só que fazer parte do hemisfério sul atrapalha tudo nesse caso! hehehe

De qualquer jeito, gosto muito da idéia das brincadeiras de caça aos ovos, e também da idéia de fazer algo de chocolate, só que em casa. Eu quero tentar um dia rechear a casca de um ovo de verdade, lavadinha, com chocolate. Já comi um assim comprado pronto e adorei morder aquele ovo maciço! Claro que pra ter graça tem que ser chocolate do bom, mas a quantidade é diminuta ;)

O que eu comi há anos atrás era da Kopenhagen, mas eu vi que a marca Carolina Sales tá fazendo:
http://www.carolinasales.com.br/menu/?term_slug=pascoa-carolina-sales

Desculpe o texto longo, mas cada dia vc escolhe um assunto melhor que o outro pra falar! =)

Mi disse...

Ana,
não tem mesmo como saber se as nossas decisões serão boas para eles, mas como mães... seguimos tentando. Lembro que na minha família, de 4 filhos, ganhávamos 1 ovo maior ou vários pequeninos para dividir, e sempre dava. Hoje me espanto que cada criança ganhe 4, 5 ovos, além dos coelhinhos de chocolates, e barras e sei lá mais o quê. É um descontrole, além da enrolação dos brinquedinhos. Com minha filha, nos primeiros anos, era uma loucura de ovos, que claro, ela não comia. Fui abrindo os olhos e abrindo os olhos da família. A minha família não dá mais, a sogra este ano deu um ovo pequeno e fino (embora doce demais para mim), sem brinquedo - achei uma ótima saída. A pequena, de 6 anos, nem sentiu falta, e está comendo o doce devagarzinho, sem pressa.
Não sou das mais radicais, mas estou conseguindo bons resultados conversando e explicando meus motivos. No dia das crianças do ano passado foi lindo: ela trocou brinquedos usados com meus sobrinhos e ganhou uma tarde com cinema, pipoca e sorvete com a avó. Eu e o pai compramos tinta, argila, papéis coloridos e outros e fiz a "Caixa Maluca" de onde saíram mil artes no feriado, que passamos numa casa de praia com amigos.
Sei lá se vai fazer bem, mas do meu jeito eu estou tentando...
bjs e boa sorte,
Mi

Sarah disse...

Oi! Eu gosto muito do seu modo de pensar. Agora que estou pensando em ter filhos, cada vez mais me identifico. Mas claro, sofremos sempre as interferências e os ecos da nossa criação. Como não tenho filhos ainda, conto como era na minha casa.
Somos seis irmãos. Comprar ovo de chocolate pra toda essa criançada era impossível. Então, fazíamos nossos ovos. Como minha mãe cozinhava tudo em casa, tínhamos uma grande horta e pomar, era normal não ter coisas industrializadas, então juntávamos ovos de galinha, que ela ia usando nas receitas do dia a dia, esvaziando por um a das pontas. Depois as cascas limpas e secas iam para o forno para secar completamente. Um domingo antes da Páscoa, enchíamos com chocolate e amendoim torrado moído e pitávamos as cascas. E tínhamos que esperar até o outro domingo pra comer (tortura! rsrs!).
Fazíamos dois ou três para cada um. MInha mãe colocava numa cesta com laço. E eu ficava uma semana roendo aquilo. Até hoje me lembro do gosto. Não era belga, mas tinha amor.

No Natal minha avó dava livros. Era a caravana infantil na livraria, hahaha! Cada um escolhia o seu e só ganhava no Natal. O livro tinha o sabor da espera.

Acho que tudo o que fazemos com amor e criatividade fica marcado.

Beijos,
Sarah

Como Melhor Logo Emagreço disse...

oi querida, eu não vejo problema nenhum em consumir ovos de chocolates e meus filhos ganharem (aqui cada um ganhou 8). Nem mesmo pelas porcarias que são e pelo consumismo. Afinal a economia tem que rodar...rs...agora o que acho péssimo é que as pessoas esquecem que a festa é de ressurreição de Cristo, e que isso tem que comemorar. Todo Cristão acredita que Cristo veio para nos salvar e que viemos aqui para viver a vida por Ele e seguir os seus mandamentos (simples assim), e se quer ver o seu filho longe das maldades do mundo, a única solução é vc colocar Deus no coração dele. Li todos os comentários, e queria fazer uma obs. com relação a esse comentário dessa moça Evangélica que está namorando um católico, é uma pena isso, pois ou o casamento não vai dar certo, ou ela vai ter que mudar de religião...é bem bom as pessoas conhecerem as crenças uma das outras, antes de casar, pois com o casamento um acha que pode mandar no outro e daí as coisas se complicam. O que hoje ela tolera, quando casar não vai mais. E ele também não vai aceitar que o deixe, no sábado, à noite, sozinho para ir a Igreja (e ela não vai querer ficar indo na Igreja sozinha, sem o marido), tenho certeza que os pais dela, assim com os Pastores já a orientaram ela...bom pensar nisso antes...acho muito triste como as pessoas vão se relacionando, levando...e se separando com a maior facilidade. No entanto, acredito que cada um tem sua formação, e que passam por sacrifícios que fazem com suas próprias mãos...ah, eu mesma comprei o meu ovo de páscoa, como não gosto mais chocolate ao leite, e sei que é muito difícil acreditar nisso, e não iria ganhar, eu comprei um 70% da cacau show, mas porque gosto... um forte abraço e uma semana maravilhosa.

Viviane disse...

Concordo com você. Aqui em casa estão todos proibidos de dar chocolate para o Igor (1 ano e 8 meses) também. Uma criança tão pequena não precisa de tanto chocolate e principalmente estes, em formato de ovo, que custam uma grande fortuna. Fiz uns muffins de chocolate com banana, escondi pela casa, mas ele não deu muita confiança.

Vi um vídeo no youtube que ensina a fazer um buraco pequeno num ovo de galinha, retirar o conteúdo, lavar a casca com vinagre e rechear com chocolate derretido. Não sei se dá certo, mas parece ser uma boa ideia. Ano que vem vou tentar.

Em tempo, adoro seu blog!

Viviane disse...

Concordo com você, Ana. Aqui também estão proibidos de dar ovos de chocolate que custam uma fortuna para o Igor (1 ano e 8 meses).
Vi um vídeo no youtube que ensina a tirar a clara e a gema e usar a casca do ovo para rechear com chocolate derretido. Parece bem legal, acho que vou tentar ano que vem.
Adoro seu blog!

Anônimo disse...

Hahaha... essas avós!!
Sensacional!!

abraço,
Tata

disse...

Oi Ana, sempre visito o blog mas acho que essa é a primeira vez que comento. Me identifico completamente com sua forma de educar em relação à comida, e sinto a mesma dificuldade que você na hora de esclarecer as coisas para família e amigos. Nessa Páscoa minha pequena de 1 ano e 2 meses ganhou uns 4 ovos de chocolate, nenhum dado por mim ou pelo pai, mas mesmo deixando claro que ela não comeria o doce, vó, tia, vô e amigos insistiram no presente. Todos tinham brinquedo dentro, mas nem isso se salvou, as pecinhas são muito pequenas e recomendadas para maiores de 3 anos. O chocolate, que é de péssima qualidade, está lá guardado não sei pra que/quem. É tão difícil explicar as preferências e escolhas que fazemos na educação das crianças, aliás, porque é que devemos explicar? Acho na tentativa de não ser rude ou desagradável acabo engolindo alguns sapos. Não sou contra dar alguma guloseima para os pequenos vez ou outra, mas penso que esse agrado deve ser feito com ingredientes de qualidade, carinho e consciência. Uma porcaria industrializada, ao me ver, não traz benefício algum. Parabéns pelo blog, adoro suas receitas e textos. Beijo.

Débora disse...

Oi Ana,
Concordo com você sobre a questão do consumismo. Está se tornando desenfreado. Não tenho filhos ainda, mas tenho certeza absoluta que moderação traz muito mais valores do que o excesso.

Não sei como as pessoas passaram a achar normal se endividar para "cumprir o papel social". É ovo de páscoa, presente de dia das mães, dos pais, do professor, da criança, dos namorados, aniversário, natal, de casamento, socorrooooooooo!!

Quem precisa de tanta bugiganga???
Abçs!!
Débora

Júlia Caires disse...

kkkkkkkk
Acho tão engraçado vc sempre ficar dando explicações sobre seu estilo de vida. Claro, é bem diferente da maioria das famílias, mas é o SEU estilo.
Parentes, às vezes, são tão complicados né? E a gente tem que ficar convencendo todo mundo de tudo. Como se a gente tivesse obrigação de viver como os outros vivem. Ai ai.
Acho que não vou conseguir "livrar" meus filhos de tantas coisas inúteis e fúteis, pq marido adoooooora. Mas acho vc o máximo.
Bjs.

Fúlvia e Suzie disse...

Aqui em casa não damos ovo de páscoa também. Letícia nem faz questão disso, e olha que já tem 5 anos e tem a festinha na escola.

Meus pais deram para ela um ovo de páscoa e ela ainda nem se interessou em abri-lo: tá guardadinho.

O que a gente faz é comemorar com uma comidinha gostosa, passar um tempo juntos em família... afinal, é isso que ela vai lembrar das Páscoas, Natais etc quando ela for maior.

E o que ela mais gosta mesmo é de ficar junto, brincar, ver um filme, ir ao parque... o convívio.

Com nossa mais nova pimpolha será o mesmo: Laura ainda é pequena, tem 7 meses, mas já vai aprendendo desde cedo tambem.

Sarah Faria disse...

Oi Ana,

a muito tempo não lia o seu blog, mas confesso que o deveria fazer mais, não sei se você realmente escreve com mais poesia do que vive ou se realmente você é como descreve. Sei que todas as vezes que paro para revirar um pouquinho da sua cozinha descubro cada vez que sua vida me inspira, sempre quis uma vida assim, mas calma, numa boa e em paz comigo mesma. Apesar de também ser um aventureira n cozinha e de ainda não ter filhos (mas que um dia farão parte da minha rotina) sinto que pretendo ter algo em casa assim como você, tempo para a família, tempo para mim e aprender a cultivar as coisas sem muito estresse, ficar tranquila com o simples fato de ver o dia passar. Você me passa essa inspiração! E eu até imagino sua casinha! Espero que tudo seja sempre assim na sua vida poético! Se puder acessa o meu blog e vamos compartilhar as cozinhas! Boa sorte na vida! www.tricotandonacozinha.blogspot.com

beijos

sarah

Thais disse...

Oi Ana,

Sou leitora há muito tempo e sempre curti, cozinhei e me identifiquei com vc.
Na época que vc deu um tempo, passei a gostar ainda mais pois me sentia do mesmo jeito...
Agora, que você é mãe, me surpreendo com tua desenvoltura em cuidar dos dois pequenos sem parar de cozinhar, trabalhar e ainda passar por aqui de vez em quando! Enfim... me inspira e me faz refletir.
Tenho dois filhos, um casal também. E estou sempre com a mesma dificuldade em tentar ser moderada num mundo como o nosso e com família tão voraz.
Mas procuro não ser radical.
A Páscoa, de uns anos para cá tem sido mais curtida. Percebo que, com o tempo, o paladar deles vai ficando mais seletivo e a dedicação e atenção para brincar, pintar ovos e procurar pelo jardim é imbatível! São sempre mais legais!
Os outros ovos eles ganham, pegam o brinquedo porcaria, se distraem um pouco e pronto. NO dia seguinte, eu mesma faço a triagem (como vc fez com o coelho da escola) e eles nem reparam. Mas percebo, ano após ano, que a espera pela Páscoa é a espera dos ovos pintados, do momento em família e da caça aos ovos. Uma coisa percebo cada vez mais nessa aventura da maternidade: criança não é boba, sabe o que é bom e onde existe verdade. E ritual.
Beijão para você e bom recomeço!
Thais

Thais disse...

Oi Ana,

Sou leitora há muito tempo e sempre curti, cozinhei e me identifiquei com vc. Na época que vc deu um tempo, passei a gostar ainda mais pois me sentia do mesmo jeito...
Agora, que você é mãe, me surpreendo com tua desenvoltura em cuidar dos dois pequenos sem parar de cozinhar, trabalhar e ainda passar por aqui de vez em quando! Enfim... me inspira e me faz refletir.
Tenho dois filhos, um casal também. E estou sempre com a mesma dificuldade em tentar ser moderada num mundo como o nosso e com família tão voraz.
Mas procuro não ser radical.
A Páscoa, de uns anos para cá têm sido mais curtida. Percebo que, com o tempo, o paladar deles vai ficando mais seletivo e a dedicação e atenção para brincar, pintar ovos e procurar pelo jardim é imbatível! São sempre mais legais!
Os outros ovos eles ganham, pegam o brinquedo porcaria, se distraem um pouco e pronto. NO dia seguinte, eu mesma faço a triagem (como vc fez com o coelho da escola) e eles nem reparam. Mas percebo, ano após ano, que a espera pela Páscoa é a espera dos ovos pintados, do momento em família e da caça aos ovos. Uma coisa percebo cada vez mais nessa aventura da maternidade: criança não é boba, sabe o que é bom e onde existe verdade. E ritual.
Beijão para você e bom recomeço!
Thais

Anônimo disse...

Oi Ana, quando eu era crianca minha mae guardava cascas dos ovos de galinha, ela fazia um buraco na parte de baixo e depois os deixava secar, ela os enchia de amendoim acucarado e fechava com uma forminha de brigadeiro, os pintava com carinha de coelhinho e nós íamos a caca pelo jardim, comecamos a ganhar ovos de chocolate lá pelos 8-9 anos, era super divertido a busca pelo jardim. Aqui na Alemanha eles cozinham ovos de galinha, pintam e fazem essa caca pelo jardim na manha de páscoa. Acho que a busca pelos ovos acaba sendo bem legal, e sem contar que o que marca sao esses momentos, e nao se ganhou ovo tal de número X. Até hj lembro com carinho dos ovos com amendoim acucarado....
Eloise

Cecy disse...

Que misto de delícia e alívio ler o seu post. Sou professora e concordo totalmente com sua opinião a respeito de uma sociedade de consumos e excessos onde as crianças acabam sendo "usadas" para estimular ainda mais essa postura.
Ainda não tenho filhos, mas tenho sobrinho que como o Thomas tem 2 anos. Meu sobrinho não ganhou ovo e nem come chocolate, sua sobremesa de páscoa foi uma travessa de uva sem caroço, que ele adora. Nós sabemos que daqui a pouco, quando ele ficar maior vai sofrer as influências dos colegas, mas por enquanto vamos tentando contornar e educar.


Lígia disse...

Na minha casa também se faziam coelhinhos caseiros de chocolate (minha mãe é contadora e fazia o estudo economico, valia mais a pena e era mais divertido) e recheávamos as casquinhas de ovo com cri-ri ou carrapinha (aquele amendoinzinho crocante). Ficávamos diiiias pintando e decorando os ovinhos. Era muito legal. Depois fazíamos a cestinha do coelho com papel crepom e caixa de sapato. Era bem tosco mas são as minha melhores lembranças de páscoa. Lembro também que o chocolate tinha gosto de parafina (é uma contadora muito muquirana, é verdade) mas eu daria tudo para comer a parafina deste jeito de novo.

Eu aprecio e respeito sua maneira de criar as crianças, Ana. Entendo perfeitamente todos os motivos. São bem racionais mas acho que pode ter um risco muito alto na privação. As vezes, mesmo quando a gente é criança, precisamos experimentar algo ruim para ver que é ruim mesmo.

Abraço e ótima semana!
Lígia

Anônimo disse...

Oi Ana, não tenho filhos ainda, mas já penso nessa questão. Sempre ganhei dúzias de ovos, até que quando adolescente, em tempo de vacas magras só dava para ganhar um. Descobri assistindo à programas de culinária que era possível fazer em casa e que era mais barato. Fiz vários, e passei a presentear a família com recheios personalizados ao gosto de cada um. Não quero que meus filhos se concentrem no número de ovos, mas também não quero acabar com os ovos.

Nessa última páscoa, já adulta resolvi voltar a fazer ovos caseiros para presentear meu marido. Conversei muito com meu marido e decidimos que quando tivermos nossos filhos vamos fazer oficinas e todos vão ajudar a fazer os ovos para presentear a família. Assim, vamos usar esse momento para explicar o que é a páscoa.

´Provar chocolate belga pode parecer frescura mais para mim foi uma mudança irreversível de paladar. Calculei que comprando dois ovos ( de 125 gramas de uma marca famosa para ovos de criança com muito leite e brinquedos dentro), gastaria quase o mesmo que comprando 2 kg e meio do belga. Fiz um ovo de 500 gramas com muita avelã, um embrulho lindo em celofane com motivos de páscoa, e um laço bonito.

Existem formas ótimas em camadas e de silicone,você coloca o chocolate até uma marca e pressiona outra camada de forma por cima. O processo todo de derreter, fazer, embrulhar e lavar a louça levou 20 minutos. E o melhor é que você pode misturar o que quiser ( pistache, avelã..), além de poder rechear ou colocar brinquedos pequenos. O material você vai reutilizar por décadas e é muito fácil de achar, além de barato. Acho legal fazer uma semana antes e ficar namorando o ovo até a páscoa.

Acho que é mais fácil a criança lidar com a páscoa não consumista se o ovo caseiro dela for bem parecido com os vendidos. Assim ela pode quando crescer conversar com os amigos da escola, e terá tido uma experiência próxima da deles. E você pode controlar a qualidade do chocolate e tb fazer algo em família.

Como sua leitora e fã, espero que você não pare de escrever sobre assuntos pessoais em razão dos comentários que vão muito além da sua pergunta.

Abraços.

Flávia Vaz.
Brasília- DF.

Adriana Mendonça disse...

Olá Ana,
Sou mãe de uma filha de 14 anos e vivi durante toda a infância dela esse impasse entre os excessos de presentes e a consciência frente ao consumismo. Todas as vezes que a dúvida me assaltava de forma cruel eu apelava para uma máxima que sempre me guiou: o amor e a verdade nos salvam. Aqueles que entendem sem se magoarem, ótimo, ficava tudo resolvido. Com aqueles que se negavam a entender, deixa pra lá! Ensinei minha filha a repassar os presentes. Há muito tempo a coisa se tornou natural, ganhou dois três ovos...ficamos com apenas um. Os outros doamos, o mesmo para os brinquedos. E o melhor, todos sabem disso, inclusive quem os deu. Sem mágoas, aos poucos as coisas se harmonizaram.
Muitas coisas são importantes nessa vida, a educação está entre elas. Mas hoje, aos 40 anos e mãe de uma adolescente nada consumista, percebo que as relações humanas, e o amor, são as coisas mais importantes da vida da gente. Boa sorte para vc. bj
Adriana

Susana Souza disse...

Concordo com vc no que diz respeito ao consumismo. Com relação ao chocolate, acho que encher a criança de doce é irresponsável, mas privá-la totalmente pode causar o efeito contrário: ao invés de causar desinteresse, acaba despertando mais a curiosidade. Comer com consciência do que está sendo ingerido é o mais importante. Eu e meu namorido decidimos que no Natal vamos doar o valor que gastaríamos com presentes. Depois vamos mandar cartões às pessoas que receberiam os presentes, dizendo que o presente dela vai fazer alguém muito feliz. E vamos pedir que doem os nossos presentes para a mesma instituição. Nossa vida é completa e abundante, e compartilhar com pessoas que realmente precisam faz muito mais sentido do que comprar um monte de cacareco desnecessário. Gosto muito do seu blog e do seu jeito de ver a vida. Beijo.

Mônica Gusmão disse...

Ana, na escola da minha filha (ela tem 3 anos), nós levamos casca de ovos com apenas um buraquinho (ou para mães menos habilidosas, uma pequena craterinha...rs). Lá, foram pintadas lindamente com a ajuda da professora. Na véspera do feriado, os ovos foram escondidos na sala, para que as crianças procurassem. Qual não foi minha (grata) surpresa ao buscá-la e vê-la trazendo uma cestinha feita com galhos, um coelhinho simples confeccionado de feltro e os 3 ovinhos recheados com ...uvas passas e um mix de castanhas! Que foram devidamente devorados por ela no caminho de casa e eu não precisei me preocupar que ela estaria de empanturrando de chocolate (ou melhor, gordura e açúcar de péssima qualidade).
Fica a dica!
E que o "espírito da coisa" seja mais importante para nós e nossas crianças do que ganhar chocolates da Barbie ou do Bob Sponja...Que a verdadeira mensagem de transformação, de renascimento de nós mesmos, da lagarta que vira borboleta seja mais relevante do que as filas enormes nos mercados pra comprar um ovo de chocolate!
Bjs

Nina disse...

Oi Ana! Eu super entendo essa sua relação com presentes, eu só gostaria de compartilhar minha visão sobre isso.

Eu gosto de presentear coisas que tenham um significado especial, sabe? Teve uma páscoa que passei longe da família e dei a cada um um bombom caseiro, feito por mim. Tenho um afilhadinho de 2 anos que faz aniversário dia 25 de dezembro, e como eu ia me mudar pra longe antes da data, quis dar uma coisa especial. Dei a ele um álbum artesanal (não feito por mim, mas encomendado de uma pessoa super honesta e caprichosa) com fotos dele relacionadas a música - com a mãe tocando baixo, comigo ao piano, etc. Sou professora de música e queria que ele e a mãe tivessem uma recordação bonita, da forma que ele se diverte e encanta com a música. Enfim, presente pra mim tem esse sentido de "doar" um pedacinho de mim.

As lembranças mais gostosas que tenho com meus primos é da caça aos ovos de páscoa, que acontecia na casa da minha avó. Acho que a ideia de fazer a caça e depois trocar por quitutes feitos por você é linda!

Beijos pra você e toda a família! (=

Dricka disse...

Ana, acho que você está certissima! É consumismo puro, e está tão arraigado em nossa forma de pensar que nos sentimos culpadas quando incutimos valores reais (e não monetarios) em nossa forma de viver, precisamos urgentemente mudar nossa forma de pensamento em relação ao consumo ou o planeta pifa, ecologicamente e economicamente! É mesmo dificil mudar a cabeça dos que já tem opinião formada, mas com uma criança é bem mais facil. Em minha opinião vocês devem ser firmes, com o tempo os familiares acabarão entendendo que não há presente no mundo que equivalha a um abraço cheio de carinho, um beijo cheio de amor, uma tarde de brincadeiras, porque o que as crianças mais querem no mundo e serem amadas, se sentirem importantes e queridas, o resto é resto, Um presente desperta a atenção da criança por um tempo bem curto, mas amor, carinho,atenção formam laços e eternos.
Bjs

Anônimo disse...

Olá Ana,

Qto a receita posso dizer que não só a receita é boa mas o blog é muito fofo tbém.

Hj já deixo meus filhos comerem os ovos de chocolate da família o quanto quiserem, mas só no domingo. Bem nem é preciso esclarecer que temos chocolates até a próxima páscoa. Depois todo o domingo deixo comer um pedacinho....

Eu costumo esconder os ovinhos de chocolate, acho muito divertido isso e meus filhos esperam muito por isso também. Mas também acredito que a expectativa onde os ovos estão escondidos é maior que o comer o chocolate. E, pensando nisso que este ano eu resolví pegar ovos de codorna e colorir com anilina. E daí que constatei que o mais importante pra eles é a ação de procurar os ovos do que, e nem se decepcionaram que não havia chocolate.

Beijo Miti

Nanna disse...

Ana, tá de boa viu! Concordo com você sem pestanejar.

Anônimo disse...

Oi Ana

Eu sempre comprei chocolates para meus filhos mas com moderação,(tenho uma moça de 21 e um moço de 18).Eu sou a cozinheira na minha casa e gostamos de comer de maneira saudável mas também gostamos de doces e eu sempre procuro fazer muffins,bolos,de todas as maneiras, com farinha branca, farinha de amendoas, farinha integral (que hoje em dia não fica uma pedra) e até sem farinha!(Outro dia achei uma receita de muffin da que não usa farinha e ficou uma delicia, eles amaram). Não importa o formato do doce, o importante é não excluir, eu acredito que por eu fazer com regularidade, eles são mais controlados e comedidos. Eu me lembrei de uma amiguinha da minha filha quando ela estava na 1a série que vinha em casa e parecia que ela nunca tinha acesso a chocolate por que ela comia bastante e ainda levava embora! Eu concordo que nós devemos celebrar o significado das datas sem valorizar o consumismo, mas existem lembranças nesses eventos que serão para toda a vida. Talvez o ideal não seja excluir totalmente os presentes mas um equilibrio, sugerindo um pequeno presente e a participação da familia numa atividade em conjunto(porque afinal de contas sejamos realistas:qual avó não adora estragar neto?Não tire, principalmente da sua mãe e sogra, o prazer de ver a carinha dos seus filhos ganhando um presente,seja qual for).
O meu filho de 18 fala até hoje de uma vez que eu fiz patinhas de coelho com meus dedos sujos de talco pela casa que ele e minha filha seguiram até achar o chocolate. No Natal,eu tenho um calendário de feltro com o Papai Noel no topo e do dia 01/12 até 25/12 existe um bolsinho onde eu ia colocando todo dia um chocolatinho.São essas lembranças que vão acompanhá-los pela vida.
Eu acredito que no final das contas com ovo ou sem ovo ele vai se lembrar da postura de vocês pais e escolher a dele.
Ultima coisa: os meus cookies de chocolate são feitos com gotas de chocolate Calebaut e se vc comprar um saco de 3kg(com o vencimento legal) vai sair mais em conta do que ficar comprando barras da Lacta ou Nestle, fora que vc escolhe a porcentagem de cacau.Eu garanto que seus filhos vão se acostumar com o que é bom e saber distinguir porcarias.Eu já subverti muitos amigos dos meus filhos com esse chocolate!
Continue no caminho dessa maravilhosa evolução,vc com certeza vai colher os frutos e como disse Dalai Lama: Seja a mudança que vc deseja ver no mundo.
Bjos da sua xará

Ana Lucia

Ligia disse...

Ana, lá em casa pensei em fazer ovos de chocolate com meu filho de 2 anos e 9m (ele adora me ajudar na cozinha), mas acabei optando por não fazer nem dar. Eu sabia que ele iria ganhar bombonzinhos de algum parente e não quero que ele associe Páscoa a quilos de chocolate - prefiro que associe a brincadeiras com ovos, o coelho, estar com a família e eventualmente um chocolatinho. Comprei um ovo de metal pintado com um desenho super fofo e com um coelho de pelúcia dentro (custou 10 reais numa loja de cacarecos). Meu filho está feliz da vida com o novo amigo e conta pra todo mundo que ganhou de páscoa. No feriado ele dormiu na avó, encontrou as tias, a bisavó, visitou o tio-bisavô, o vô....e hoje ele me perguntou: mamãe, páscoa é quando a gente vê a bisa? Não sei como vai ser quando ele for maior (não acho que vai ser tão diferente disso, talvez eu me anime a fazer ovos com ele)mas acho que nessa idade, quando eles são pequeninhos, o importante é que possam experimentar o afeto dos familiares e se divertir com bichos.

Anônimo disse...

Vovós lindinhas...é o amor.

Minha filha não teve o prazer de ter a companhia das avós, mas tive que conversar com as titias que traziam presentinhos todas as vezes em que vinham visitar a sobrinha...rs...resolveu, mas até hoje elas exageram um pouquinho nos presentes.

Vou te contar, no final está dando tudo certo: a menininha virou uma mocinha e não ficou estragada pelos presentinhos. Tá uma mocinha generosa que tb curte agradar os seus queridos.

Abraços,
Cláudia

DricaPeixoto disse...

E quando você pensa assim, compra uma pequena lembrancinha e um chocolate pequenino (crianças já ganham tanta porcaria nessa época), e percebe que o adulto em questão está medindo o tamanho do seu amor pelo seu afilhado por conta do "valor" gasto naquilo? Não adianta ter pensado com carinho, querer estar junto e ter momentos de qualidade. Algumas pessoas tem o potencial de tentar estragar tudo!

Ana E.G. Granziera disse...

DricaPeixoto,
eu não disse que as pessoas que deram presente para os meus filhos fizeram isso, conscientemente ou não. Tudo foi feito sempre com muito carinho, estou certa disso. Mas vejo como algo muito arraigado na nossa cultura, já, o fato de acreditar que sem um objeto em mãos, o presenteado não saberá que nos importamos com ele. É a obrigatoriedade do presente que estou questionando e não a intenção. Nunca fiz pouco do que foi presenteado a meus filhos.

abs

Anna disse...

Ana, aqui na Alemanha a tradição é pintar ovos cozidos com as crianças. Existem kits com canetinhas, tintas para diluir no vinagre e até carimbos, tudo com tinta comestível. É uma fofura só! As crianças pintam e depois brincam com os ovos, existem várias brincadeiras (rolar o ovo em uma encosta, bater dois ovos pra ver qual quebra primeiro, etc - só usar a criatividade).

Nos supermercados você também já acha os ovos cozidos pra comprar, beeeem coloridos (mas sempre penso em salmonela e nunca tive coragem de levar).

Ah, e os pais também fazem a tradicional caça aos ovos de Goethe. Mas, outra vez, com os ovos cozidos coloridos... Nada de ovo de chocolate.

Anônimo disse...

Fico aflita com tanta chocochata! Dai - me paciência!
Tenho uma conhecida tão chata quanto você. Um dia, numa festinha inocente o garoto quase se afogou com a montanha de balas que enfiou na boca pela primeira vez na vida... Para um filho comer bem não precisa ser nazista. Alias nazista e chata!

Liv Baum disse...

Oi Ana! Vira e mexe sempre posto um comentário aqui... e seu post foi muito inspirador! Inspirador pq agora tb estou com um cavaleiro montado num dragão ou uma rainha elizabethana no meu forninho rsrsr e justamente nessa Páscoa eu e meu maridón vimos o qto o povo exagera dando 4, 5 ovos pros meus sobrinhos (6 ao todo de idades variadas). Eu fiquei embasbacada de um sobrinho da idade do Thomas ganhando 5 ovos!!!!! Sendo q o q faz parte da lembrança é o momento do caça, a brincadeira... tenho essa mesma filosofia. Nada de presente grande no Natal, nada de 50 ovos na Páscoa... criança não precisa de 53 presentes de uma vez.... ;)

Nana ou Madry disse...

Olá Anna! Gostaria muito que você explicasse como fazer papinhas de bebê, passo a passo, de como armazenar, o que fazer, alimentos e dicas para as mamães de primeira viagem como eu. Baseada no Thomas, na pequena justiceira ou das coisas que você sabe. Estou desesperada, embora só esteja no sétimo mês.

Te adoramos! Que seja sempre La cucinetta.

Renata disse...

Eu sei fazer ovos de chocolate e meus primos adoravam acompanhar o processo todo. Era divertido. E depois ganhavam um pra dividir. Eles ainda são bem pequenos, mas acho que é uma boa opção para quando seus filhos crescerem um pouco mais. A ideia de dividir o ovo também é legal. É ótimo que irmãos cresçam dividindo algumas coisas, pois isso realmente cria um vínculo maior entre eles e ajuda a verem as coisas materiais de outra forma. Acredito que uma das melhores coisas que minha mãe fez na minha educação foi que minha irmã e eu tinhamos que dividir todos os doces. Ovo de páscoa, que só tinhamos quando a avó dava, também era dividido. Só comia o de uma quando o da outra acabava. Isso também foi bom para fazer comermos doce em menor quantidade. Tem como enganar a mãe e roubar doce, mas enganar o irmão é difícil.

Dayanne Guerra disse...

Ana, adoro seu blog, mas acabo não comentando tudo... enfim concordo com você na decisõe de dar um sentido melhor a estas datas do que o consumismo exagerado que temos. Seu post me fez pensar que nesta fase queremos protegê-los de doces e brinquedos em excesso, na frente queremos protege-los de coisas bem mais sérias... e ai eu penso que nosso papel é ensina-los a se sentir confiantes e seguros com aquilo que são e com o que é certo, ou podemos dizer com o que é melhor para eles... e acho que isso leva tempo.

Débora disse...

Oi Ana,
Relendo alguns posts, me deparei com esse http://www.lacucinetta.com.br/2009/02/salada-de-figos-e-queijo-de-cabra-por.html no qual você fala do amor ao ato de cozinhar. Belíssimo texto, belíssimo pensamento. Você escreve muito bem, consegue de forma simples, passar o que sente! E além de ser ótimo ler o seu blog, de quebra as receitas nos ajudam a ter ou resgatar esse amor em fazer produzir a nossa própria comida!
Obrigada por compartilhar tanto conosco! Abraços!

Carolina Frîncu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
CRISTIANE LARA disse...

Oi Ana, tudo bem ? Putz ! Fiquei chocada com alguns comentários que escreveram para você ! Você está certíssima ! Não gosta do blog, isso ou aquilo, não leia, oras bolas ! Se eu tivesse filhos também gostaria que os parentes e amigos não entupissem meus filhos com grandes presentes, ovos gigantescos, etc.
Só você e seu marido sabem o que é melhor para seus filhos, não é mesmo ?
Então, mande esses chatos lamberem sabão ! rss
É isso ! rs Abcs

Caroline Rocha disse...

Gente, quanto comentário sem noção!

Quanta gente chata!

A Ana está buscando soluções para criar os filhos da melhor forma possível, aos olhos dela. Aliás, não só buscando, mas praticando de forma afetiva. Isso não a faz uma mãe perfeita, mas "suficientemente boa" (Winnicott, oi), o que é o máximo que qualquer ser consegue.


Vai dizer que vocês são perfeitas, então?

DricaPeixoto disse...

Ana, por favor, não me entenda mal. Eu citei algo que aconteceu comigo nesta Páscoa, com base no que vc escreveu sobre o valor real das coisas.
O valor que as pessoas dão aos objetos chega a ser ofensivo e estou certa de que este não foi o seu caso.

Eu só citei o que ocorreu comigo, tive a melhor das intenções, comprei um presentinho que minha afilhada amou, e fui julgada pelos adultos presentes por aparecer com um chocolate diferente dos demais.
Não deveria ser assim!

Beijo grande ...

Ana E.G. Granziera disse...

DricaPeixoto,

de fato, agora vi que li seu comentário errado. Sorry. :( Mas nunca levo a mal o que falam por aqui, a não ser quando a pessoa vem xingando gratuitamente, então não se preocupe. Peço desculpas por ter interpretado errado seu texto. :) E você tem razão. Já fui acusada (de verdade) de ser uma mãe malvada por não encher meu filho de tralha, por não "achar que meu filho merece tudo novo e do melhor". ¬_¬

bjs

Paulo RT disse...

Ana , por favor, continue "chata".
É normal velhos que desperdiçaram a vida criticarem jovens que aproveitam. É normal pessoas frustradas sexualmente criticarem pessoas com vida sexual saudável e feliz. É normal pessoas hipócritas que vivem uma vida regrada criticarem quem vive plenamente a Liberdade. Não faltam exemplos, mas claro que uma pessoa que segue a medíocre conveniência do mais fácil que o mercado oferece deve sentir como um tapa na cara ler suas experiências. Pois mostra a esses preguiçosos que é possível buscar informações, pensar com a própria cabeça e como resultado, ter um filho que se desenvolve com alimentos melhores, mais saudáveis e mais naturais. Por não saberem romper essa preguiça, é mais fácil tentar calar, criticar ou trollar gratuitamente pessoas "chatas" como você.

Deixo um texto de Antonin Artaud sobre van Gogh:

"Louco é o homem que preferiu ficar louco, no sentido socialmente aceito, que trair uma determinada ideia superior de honra humana. (...) Pois o louco é o homem que a sociedade não quer ouvir, pois teme ouvir dele certas verdades intoleráveis" (Antonin Artaud em VAN GOGH, SUICIDADO PELA SOCIEDADE)

Anônimo disse...

Ana,
Sempre tivemos uma alimentação saudável aqui em casa e não me arrependo.
Moro nos Estados Unidos,vim pra cá quando meu filho tinha sete anos de idade.
Tudo ao nosso redor era completamente diferente da vida que eu vivíamos no Brasil .
Eu tinha minha familia por perto pra ajudar e também dar palpites quando não era pra dar rssss mas aos poucos nos adaptamos. A lancheira do Nicholas meu filhão sempre foi pra escola recheada de cenouras,nabo,tomate,folhas verdes e frutas. A professora dele sempre pedia pra levar uma extra pois até ela ficava encantada com a forma que ele comia.
Vai em frente flor com os teus filhotes.
Hoje meu filho está cursando o primeiro ano de medicina e pra minha alegria continua a comer de forma super saudável.
Meu marido eu converti aos poucos e agora quando faço algum prato com cara de nada tão saudável ele reclama rsssss
Ao assunto Chocolate concordo com você é consumismo puro ,alias a pergunta que sempre fiz ao Nicholas "Coelho bota ovo?
Comemos chocolate,mas sempre amargo,o bom do cacau. Mesmo sendo amargo ele aprendeu a gostar.
Seu blog é inspiração pra mim.
Vai em frente!
A bíblia nos diz
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo
1 Coríntios 6:19
Vamos cuidar do templo nos alimentando de forma saudável.

Beijinho pra você e seus filhotes.

Maria Victoria

Anônimo disse...

Ana,
Sempre tivemos uma alimentação saudável aqui em casa e não me arrependo.
Moro nos Estados Unidos,vim pra cá quando meu filho tinha sete anos de idade.
Tudo ao nosso redor era completamente diferente da vida que eu vivíamos no Brasil .
Eu tinha minha familia por perto pra ajudar e também dar palpites quando não era pra dar rssss mas aos poucos nos adaptamos. A lancheira do Nicholas meu filhão sempre foi pra escola recheada de cenouras,nabo,tomate,folhas verdes e frutas. A professora dele sempre pedia pra levar uma extra pois até ela ficava encantada com a forma que ele comia.
Vai em frente flor com os teus filhotes.
Hoje meu filho está cursando o primeiro ano de medicina e pra minha alegria continua a comer de forma super saudável.
Meu marido eu converti aos poucos e agora quando faço algum prato com cara de nada tão saudável ele reclama rsssss
Ao assunto Chocolate concordo com você é consumismo puro ,alias a pergunta que sempre fiz ao Nicholas "Coelho bota ovo?
Comemos chocolate,mas sempre amargo,o bom do cacau. Mesmo sendo amargo ele aprendeu a gostar.
Seu blog é inspiração pra mim.
Vai em frente!
A bíblia nos diz
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo
1 Coríntios 6:19
Vamos cuidar do templo nos alimentando de forma saudável.

Beijinho pra você e seus filhotes.

Maria Victoria

Heleni Silvia disse...

"É normal velhos que desperdiçaram a vida criticarem jovens que aproveitam. É normal pessoas frustradas sexualmente criticarem pessoas com vida sexual saudável e feliz. É normal pessoas hipócritas que vivem uma vida regrada criticarem quem vive plenamente a Liberdade."
Adorei isso, Paulo!
Ana, sou sua fã... segue em frente menina!
Beijocas!

Anônimo disse...

MENINA VC É SHOW DE BOLA !!!! CONTINUE EXATAMENTE COMO É, TODOS, DE ALGUMA FORMA, CRIADOS ASSIM OU ASSADO, ESTÃO AÍ BONS OU MAUS SEM QUE NENHUM DETERMINISMO OS FIZESSEM ASSIM. CUMPRA O QUE SEU CORAÇÃO DITA E ASSUMA.
CRÍTICAS? SE BEM FEITAS, PODEM ATÉEE SER CONSIDERADAS, CASO CONTRÁRIO. BEIJUUUUUUUUUUU

Paulinha disse...

Ana, gostaria de saber como vc aborda esses temas com as famílias. Pra segurar meu filho dois anos sem comer doce eu passei por INCONTÁVEIS momentos de mal estar em família. Minha família nunca se importou nem achou q meu filho morreria sem doce. Já na família do meu marido, não comer doce é como morrer de fome, de falta de amor, de tortura chinesa. TE JURO q a cada visita eu precisava repetir q não queria q dessem doce. E cheguei a tirar o doce da boca do meu filho, q o avô tinha dado.

Com relação aos presentes, não consegui barrar. Cheguei a ficar deprimida num natal em q comprei um cavalinho pro meu filho, com o maior carinho. Qdo cheguei na casa da avó ela tinha comprado uma coleção de cavalos pra ele. Não temos nem onde guardar. Cheguei a comentar com ela, um mês antes, no aniversário dele, q era pra maneirar com os presentes, pq eu e meu marido não tínhamos conseguido encontrar NENHUMA lembrancinha nem presente q ela ainda não tivesse dado. Foi tenso. E no natal.. repeteco...

Se tiver dicas, por favor, dê! eheheheh....

Anônimo disse...

Cresci em Santa Catarina e descobri há poucos dias que uma das boas tradições da páscoa que lembro da minha infância é totalmente regional. Na verdade, vem da Alemanha e consiste de pintar casca de ovos de galinha e preenchê-los de amendoim doce! Era uma delícia tanto comer, como soltar a imaginação pintando os ovinhos! :)

Cozinhe isso também!

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