terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sorvete de morango e a decrescente fé em fornecedores e fabricantes de qualquer coisa

(Já nem me lembro se a placa é do café chique ou do meleta.)


Noutro dia precisei da ajuda de um fornecedor meu. Coisa simples. Fazia parte do escopo do trabalho dele, não ia tomar nada de seu tempo e só manteria seu cliente (eu) feliz. Ao invés de simplesmente realizar a tarefa, ele enrolou, desconversou, engambelou e, quando finalmente deu o braço a torcer, ainda me enviou um e-mail recheado do mais puro sarcasmo.

Se eu tratasse meus clientes assim, estaria morrendo de fome.

Estou trocando de fornecedor.

Noutro dia ainda, fui ao banco tentar trocar minha cesta de serviços por uma mais barata, depois de aumento abusivo (e autorizado pelo gorverno) efetuado nos últimos meses. Sem problemas, uma vez que não uso quase nada daquilo que eles me oferecem. Sou cliente do mesmo banco há dez anos, e eles também têm a conta da minha empresa. Depois de cerca de 45 minutos de engambelação, não consegui mudar minha cesta, porque o gerente disse que eu deixaria de ter o benefício X. Dias depois, olhando a tabela de serviços na internet, descubro que o gerente mentira.

Estou trocando de banco.

Desde o começo do ano, já tive tantos problemas com meu provedor de banda larga, que acho que conheço nome e sobrenome de todo funcionário de atendimento ao consumidor da empresa. Vou trocar de provedor? Não, porque a alternativa é ainda pior.

Notamos também, aqui em casa, uma diminuição vertiginosa e contínua da qualidade da imagem da TV a cabo, e concluímos que, nessa onda de HDTV, a empresa só pode estar fazendo de propósito para incentivar a compra do pacote "digital", com imagem melhor. Sem nem entrar no mérito da cobrança por ponto extra (agora ilegal) que as empresas conseguiram distorcer, codificando o sinal e cobrando pelo "aluguel" de um aparelho extra, quando antes o cabo podia ser ligado diretamente na tv.

Houve um mês, neste ano, em que passei todos os dias ao telefone reclamando cada dia com um pobre coitado diferente, que só sabe ler apostilas e não daria uma informação de fato relevante se sua vida dependesse disso. Eita mês lascado.

E me pergunto: sou apenas eu que me sinto constantemente passada para trás?

Sinto às vezes que não há uma única empresa nesse país (ou no mundo) que tenha como missão REAL atender seu consumidor ou usuário da melhor forma possível, já que, afinal, ele está pagando por isso. Não parece justo que você receba por aquilo que pagou? Levante a mão quem puder citar uma empresa pela qual você nunca tenha sido ludibriado. Eu não consigo. Em um momento ou outro, todas me decepcionaram.

Eu pago por serviços e sou tratada pelas empresas como se elas estivessem me fazendo um favor, e não o contrário.

Compro produtos, e descubro que eles não têm a qualidade prometida por sua propaganda, por seu preço, ou mesmo pela brochura que acompanha o produto.

Pago caro em restaurantes por pratos requentados e ingredientes de terceira.

Compro bandejas de frutas na feira para descobrir que as frutas de baixo estão podres.

Minha fé na humanidade está por um fio. Queria uma vez na vida sentar numa mesa com os amigos e, ao invés de reclamar do golpe da empresa X, poder contar a respeito do brinde inesperado que a empresa Y me enviou, simplesmente por eu ser uma cliente antiga. Ah, e eles também vão me dar desconto, e eu nem pedi! Não é ótimo?

Por essa falta de fé em empresas de qualquer tamanho é que me pego tão surpresa quando descubro que o produto ou o serviço não é apenas tão bom quanto o que estou pagando, mas melhor. Se existe um tipo de situação em que qualquer um se sente enganado e muita gente já sabe evitar, são as armadilhas pega-turista. Em especial restaurantes e similares.

Sutter Creek é uma cidadezinha histórica da época da corrida do ouro na Califórnia. Ela é recheada de lojinhas de antigüidades; metade delas, interessante, a outra metade, pega-turista. Numa tarde agradável, depois de um longo passeio à pé pelas ruas laterais, observando os jardins floridos e incrivelmente bem cuidados das casas da cidade, resolvemos, minha tia e eu, tomar um sorvete. Nossa primeira opção, um pequeno e charmoso café espremido entre um restaurante e uma loja, estava fechado.

Acabamos entrando então em um outro café com cara de boteco velho, parte loja de souvenirs, parte sorveteria, parte lanchonete, mal iluminado mesmo às cinco da tarde num fim de primavera. Fomos atendidas por um casal de adolescentes franzinos e desinteressados, que prosseguiam rindo de piadas internas e olhando de soslaio para seus amigos do outro lado da loja. Não me lembro quanto foi o sorvete, mas me lembro que foi muito barato. Desestimulada pela cor verde-incandescente do sorvete de pistache, acabei pedindo o de morangos, rosa pálido e simples.

Frustrei-me novamente ao ver o moleque empilhando uma bola de sorvete do tamanho de minha cabeça em uma casquinha fina e quebradiça, e pensei: "pronto, esse sorvete deve ser uma m*rda. Nada tão grande e tão barato pode ser remotamente bom."

No entanto, após a primeira mordida, decidi que aquele sorvete gigantesco precisava ser fotografado e mencionado no blog. O melhor sorvete de morango do mundo. Talvez fosse o fato de os morangos estarem na estação e serem tão doces. Aquele sorvete tinha gosto de morangos com chantilly, e não duvidei que fossem apenas esses seus ingredientes: fruta, creme de leite e açúcar. Ele se tornou meu ideal no quesito sorvetes de morango, e mesmo o que produzi essa semana, de David Lebovitz, não chega a seus pés. Apesar de sua linda cor rosa-choque, seu "excesso" de fruta conferiu-lhe textura e gosto de sorbet, o que não era o objetivo, e nada tinha a ver com aquela sensacional massa gelada e rosa-parede-de-vó, com dulcíssimos e generosos pedaços de morango fresco surgindo mordida-sim, mordida-não.

Senti-me envergonhada por meu preconceito (coisa que aconteceu vezes demais durante a viagem), e fiquei preocupada por estar já tão programada para esperar o pior, uma vez que coisas boas a preços justos são tão raras. Ai, ai, ai, Ana. Má menina.

Vamos lá, alguém me conte uma história de empresas legais que fazem com que vocês mantenham sua fé na humanidade.

30 comentários:

Grubi1 disse...

Oi Ana.

Realmente deve ser muito dificil viver sem ter servicos bons.
Vivo ha muitos anos fora do Brasil e posso te afirmar que as coisas sao bem diferentes no mundo (quase) civilizado.
Fora do Brasil a maioria dos fornecedores fazem de tudo para te agradar e te servir cada vez melhor.
Uso banda larga ha 6 anos e NUNCA tive o menor problema de atendimento e de funcionamento.
Ha 2 meses recebi um comunicado do meu provedor avisando que seus custos tiveram uma reducao de 20%, devido a novos equipamentos e que a partir do proximo mes seus precos, para os clientes, teriam uma reducao de 17%.
Falo muito, por telefone, com o Brasil e os EUA. Com a abertura do mercado de telecomunicacao aqui em Israel, fui procurado por uma empresa nova que me ofereceu tarifas inacreditaveis e ainda um presente a minha escolha: Uma maquina fotografica digital ou um monitor flat para o computador ou uma televisao LCD de 21 polegada.
Nao consigo entender como um pais com um mercado tao grande como o Brasil ainda nao acordou para a realidade: O Consumidor eh o rei.
(Quando conto para os meus amigos que no Brasil as pessoas tem que pagar pelo modem para poderem usar a internet ninguem acredita)
Abs,
Gilberto.

espressa-mente! disse...

infelizmente, a unica "instituição" que ainda acredito é a materna e so!

Karen disse...

Ana,
Difícil ler este post e não se identificar com alguma das situações. Eu mesma já me vi em várias delas. E o pior é que a maioria das pessoas que conheço tb vivenciam isso diariamente e sempre têm um fato revoltante desse tipo pra contar. Mas eu recordo um episódio interessante, há cerca de uns dois anos eu comprei um pão integral de uma determinada marca (não sei se posso citar aqui) no mercado. O pão que estava no prazo de validade apresentou sinais de mofo e assim que constatei isso liguei para o sac da empresa. Fui super bem atendida e eles ficaram de trocar o pão dizendo que provavelmente a embalagem tivesse alguma ruptura (que eu não encontrei, mas enfim), e que isso provavelmente fizera com que o pão mofasse. Dias depois ao chegar em casa, me deparei com uma caixa enorme enviada pela tal empresa. Dentro da caixa não apenas havia um novo pão integral, mas tb vários outros tipos de pães, biscoitos, bolos e uma carta de desculpas pelo ocorrido. Não contentes eles ficarm ligando em casa de tempos em tempos para saber se tinhamos constatado mais alguma irregularidade nos produtos e pedindo que voltássemos a ligar caso isso ocorresse novamente. Continuei comprando os produtos da marca e contei essa história para muitas pessoas. É claro que tinham obrigação de me atender bem trocar o pão. Mas fizeram mais que isso, se mostraram realmente preocupados. E não foi a enorme caixa de guloseimas que sossegou a formiguinha aqui, mas sim a atenção da carta deles e as ligações que vieram depois da troca.
Bem não sei mais se há alguma esperança para esse país, mas acho que esse é um bom exemplo de como as coisas deveriam ser. E é simples assim, é so RESPEITO! Será que é pedir demais?!
Bjus

clau disse...

Oi Ana.
Concordo com vc que a decepçao é uma coisa que acontece muito, qdo adquirimos qq produto ou serviço...
Mas tb temos retornos muito bons de algumas empresas, qdo reclamamos ou sugerimos. E vc acabou de ler, logo acima um ex.
Eu tb teria alguns para contar, tanto negativos qto positivos, como todo mundo, dentro deste ambito das empresas privadas.
Mas a coisa que irrita, mas irrita mm, é ser mal atendido ou maltratado em empresas publicas! Onde aqueles funcionarios seriam pagos pelo erario publico que existe pq alimentado das taxas que pagamos. Em resumo: com o NOSSO suado dinheirinho.
Estas pessoas, que sao previlegiadas até, deveriam tratar os outros com mais respeito. E nao falo sò de um pouco mais de educaçao...
Mas nao fique chateada nao, que um dia vc vai receber um atendimento desses exemplares e ficarà tanto mais contente, pq serà uma exceçao à regra. Algo assim como ganhar na loteria!
Bjs!

Elena sem H disse...

De tempos em tempos ligavam aqui no trabalho para falar com uma pessoa que trabalha comigo. Um belo dia ela não estava e, de tão insistente que era a pessoa que ligava, acabei eu atendendo a ligação para pegar recado. Ouvi um monte da atendente do outro lado da linha, assim, como se o assunto fosse comigo. Como essa tal de empresa que ligava falava em nome de uma rede de supermercados não tive dúvida: entrei no site do supermercado para reclamar. Recebi resposta prontíssima e mais que um pedido de desculpas: a explicação que a empresa (terceirizada) de tanto criar-lhes problemas havia sido trocada e que o assunto com a pessoa que comigo trabalha seria resolvido de outra forma. E assim foi. Gostei, era isso que esperava do supermercado.

Giuliana disse...

Ana, te entendo perfeitamente.Só pra te animar: comprei um telefone sem fio e depois de uns meses vi que ele não funcionava direito se ligado a outro aparelho. Liguei pro fabricante, disse que não estava satisfeita com o produto e eles me devolveram o valor pago corrigido. Pena que muitas empresas por aqui ainda não entenderam o significado de "cliente". E o atendimento então? parece que o pessoal contratado veio de outro planeta e não consome e utiliza os mesmos produtos e serviços que nós. Para eles tudo funciona, os clientes é que não sabem usar. bjs.

Bella disse...

Oi Ana!

Atendimento ao consumidor é sempre uma coisa meio frustrante neh?
Mas eu tenho uma experiencia boa pra contar!
Quando fazia faculdade de publicidade um professor de marketing pediu para testarmos o sac de qualquer empresa. Pois bem. Mandei um email para a empresa do leite condesado (aquele da tia com o balde) dizendo que um a das latas que eu tinha comprado tinha virado doce de leite. (Classico no nordeste por causa do calor).
Fui super bem atendida e em menos de 4 dias tinha uma caixa com 6 latas de leite condesado, 3 livrinhos de receita e uma cartinha de desculpas.
Uma raridade acontecer. Mas nao podemos perder a esperanca na humanidade! Forca!! :)

Anônimo disse...

Oi Ana .

Você tem toda razão , faço minha suas palavras ! Quem nunca teve algum problema com alguma empresa? Nós consumidores somos tratados como meros pagadores de contas ,não temos o direito de reclamar e quando o fazemos não temos respostas ou soluções, só nos resta o PROCON que por sinal a demora na solução de um caso é simplesmente inacreditável. A falta de respeito é algo de revoltante que me tira do sério e muitas vezes já me fez perder a razão ! Será que este país tem solução !!!!

beijos

Dricka disse...

Ai Ana eu adoraria ter uma história boa pra te contar, mas o negócio é que hj mesmo eu estou faiscando por causa do descaso das nossas empresas, os bancos então, olha vou te contar.Hj eu estava pensando exatamente isso, estamos perdendo a fé na humanidade pq hj em dia há pouquissimas pessoas que sabem o que significa essa palavra, substuim-na pela outra:lucro.Eu brigo, me estresso, não aceito qualquer resposta e só me dou satisfeita qdo soluciono ou pelo menos tenho uma explicação plausivel.Mas amiga isso cansa.Hj fiquei imaginando como seria bom se os gerentes bancários se importassem só um pouquinho com o cliente, não seria o paraiso?

Anônimo disse...

Ana
Eu descobri seu blog há cerca de 1 mês e li todos os posts. Entro aqui sempre e já me identifiquei diversas vezes com vc - principalmente qdo vc fala do seu marido e o gosto dele por sobremesas "creminho".
Sempre que vc fala dele, eu leio em voz alta aqui em casa, caímos na gargalhada, pq aqui é igualzinho.

Hj ao ler essas suas reclamações-desabafo cheguei a me perguntar se escrevo este blog qdo estou dormindo. Pq é exatamente o que acontece comigo tb.

Mas aí eu lembro que não seria capaz de escrever essas tentadoras experiências gastronômicas. :)
Bjs, Lavínia

brisak disse...

Oi Ana, primeira resposta depois de muito ler e apagar ha pelo menos um ano. Tanto em comum - embora voce nunca tenha ouvido falar de mim. A saber: Paes, Sao Paulo, designer (na verdade, developer tb), vegetariana, healthy, California, caes, familia, "pissed off mood", fotografia, livros, comidinhas and blablabla. Tanto que cada vez desanimo, pois after all, nao vem ao caso :))

Mas eu nao blogo e assim, voce nao sabe de mim.

Toda essa apresentacao, pra dizer que temos mais em comum do que voce poderia imaginar E eu uso a receita que veio com minha ice cream maker (Cuisinart) adaptada por mim pra fazer (o que me falaram) the best Strawberry Ice Cream. :))

Claro que eh tudo relativo e vai do dia, afinal, ateh a melhor receita da errado no dia de Murphy:))

De qquer forma, ofereco minha receita, eh soh avisar!!:))

Abs e Hello from Sunny San Diego,

Brisa

PS: Eu sempre type muito mal. So you know:))

brisak disse...

Ahh..e tive que voltar, porque minha receita deixa pedacos de morango e a cor super rosa no sorvete. Leva: heavy cream, acucar, limao, morangos, leite e (acho) uma pitada de essencia de baunilha:))

abs

Bri

Mari Rezende disse...

Ah, Ana... Eu queria muito te dar apoio e mostrar que o mundo ainda tem jeito, mas eu mesma venho passando por umas dessas aí que não dá nem pra falar. Só de lembrar me dá raiva...
Eu fiquei indignada com o gerente do seu (ex) banco... Mentir assim pro cliente é inadmissível! (tá vendo? eu me revolto só de pensar nas situações dos outros...)

Como disse o colega aqui em cima: só dá pra confiar na mãe.


Beijinhos

Ivette Raymunda disse...

Bom dia!!

Bom, eu tb não teria mais do que uma experiência boa com serviços, pois tooodos já me decepcionaram e continuam fazendo-o: tv a cabo, banda larga, bancos, e mil e uma ligações oferecendo serviços que não quero. Eu já até ameacei de procesar por acoso familiar, e já me declarei como que deixei o pais para sempre, ou que não moro mais no lugar, só para que parassem de ligar. Pior é qdo eles ficam bravos pq vc não quer o que eles oferecem, como se vc tivesse a obrigação. Parece que eles não se tocam. A única empresa que ainda não me desapontou (fora a mãe como alguém já comentou aqui) foi de uma empresa de cartões de crédito, uma que vem nas cores green, platinum e outras gold. Só eles que respeitam as suas escolhas, não te roubam, não te forçam a pegar serviços não desejados, e não te enrolam ou prendem ao telefone qdo vc não quer. Para mim, do jeito que vão as coisas, isso já é bastante, embora saiba que na verdade é o mínimo que todas as empresas deveriam fazer.

Se a gente perde a esperança, ahi sim que as coisas não tem chance de mudar, né?

Iv.

carolina disse...

Ana, eu também gostaria de ter uma boa história pra contar, mas não dá. A coisa mais próxima de 'boa' que me aconteceu foi ter conseguido cancelar uma linha de celular em poucos minutos. Eu deixei de lado educação e boas maneiras e disse (enquanto a atendente insistentemente dava mil razões pra eu não cancelar e me enchia de brindes e oportunidades imperdíveis) e disse: - olha, eu estou realmente decidida a cancelar, então não vamos desperdiçar o meu tempo nem o seu, atenda o meu pedido, por favor. Do outro lado da linha: - pois não, senhora, já estou realizando o seu cancelamento, só mais um minuto, por favor... :o)
Em compensação, o último acontecimento desastroso aconteceu a uma amiga na festa de 4 anos de sua filha. Ela contratou um serviço caro e descobriu que os docinhos e salgadinhos que sobraram foram levados pelo buffet. Ora, se eu pago por mil docinhos, quero os mil, consumidos na festa ou não. Ela assistiu atônita à arrumação final-de-festa, onde a 'moça' fechava caixas e caixas dos tantos docinhos e salgadinhos que sobraram e dizia: - fulano, coloque no meu carro. Vez por outra olhava para a cliente minha amiga e perguntava: - você vai querer brigadeiro? E separava um punhado deles e guardava o resto. No outro dia ela foi à casa da tal moça deixar o restante do dinheiro e se deparou com várias bombonieres espalhadas pela sala cheias dos docinhos da festa! Fiquei revoltada por ela não ter feito nem dito nada... ela disse que ficou tão impressionada e constrangida que não conseguiu tomar qualquer atitude. Isso não existe!!!

Giuliana disse...

Ana, acho que o Presidente também cansou de esperar para cancelar o celular ou a tv a cabo. Foram aprovadas novas regras para o serviço 0800. A ligação só poderá ser transferida 1 vez, a opção de cancelamento terá que aparecer logo no início da chamada, enfim, o mundo não está assim, tão ruim. Estão tentando melhorar. Bjs.

Patricia Scarpin disse...

Ana, a única que me respeita como cliente é a Amazon... Que nem brasileira é. Portanto... Também vou perdendo a esperança, como você.

Ligia disse...

Ana,
Eu ainda tenho fé nos feirantes. Frequento a feira de domingo da praça Roosevelt e sempre sou bem tratada, ganho presentinhos e dicas...Na barraca de carne me oferecem até café e trocamos receitas.
Acho que lá fora os serviços são melhores porque as pessoas reclamam mais, vão atrás dos seus direitos. Dá trabalho, mas vale a pena.

Glau disse...

Não vim aqui contar nenhuma história pq no final sao todas muito parecidas...falta de respeito, telefonistas super mal preparados, falsas promessas enfim... mas queria dizer que a marca do seu dente no sorvete está mto ótima!

Bjo, Glau

Karin disse...

Oi Ana, é sempre um prazer visitar seu blog, agora site! Muito bem escrito, divertido, receitas tentadoras e fotos lindíssimas! Parabéns e muito sucesso!
Beijo!

Anônimo disse...

gente, isso é incrível, mas acabei de me aborrecer com 4 atendentes da empresa de gás do Rio porque ontem teve um funcionário que foi até meu prédio e disse ao porteiro que eu estava com uma pendência na troca do gás natural. simplesmente a quarta atendente que me atendeu decentemente ficou espantada pq eu disse que o gás já foi convertido há mais de 1 ano e que não havia pendência nenhuma. ela me disse que os dados da CEG dizem que estou com o registro fechado há mais de ano. e as contas que pago todo mês, são presumidas? e o certificado de conversão q eles mesmos me deram, não vale nada? a cada pergunta que fazia, ela (certamente lendo a sua apostila) dizia que não sabia responder e que eu tinha que agendar uma visita para checagem. fiquei tão p... que disse que não paro em casa e não tinha como marcar revisão... infelizmente não tenho nenhuma história bacana pra contar, só esse desabafo.

Marcia H disse...

já tive experiências boas e ruins tanto aqui como no BR, sou uma eterna reclamante, insatisfeita e exigente. A última boa foi no Makro, onde comprei um panetone em janeiro. Ao abrí-lo em casa o panetone estava mofado. Duas semanas depois, ao visitar o mercado, vi que a pilha de panetones ainda estava do mesmo tamanho de quando eu comprei o meu. Falei com o gerente, dizendo a ele que queria somente informá-lo. Na saída, um funcionário me entregou um panetone enorme, com pedido de desculpas. Tudo bem informal, sem nota fiscal, sem discussoes. Achei bem legal a atitude dele.

Leila disse...

Pô Ana, aqui no Paraná a TV a cabo tá uma m... também... e eu não tinha me tocado que é para comprar o tal pacote digital... ÊÊÊÊ Brasilzão!

Dani disse...

Eu já perdi a fé no Brasil, e faz tempo.

cynthia disse...

já teve manteiga que eu comprei no supermercado, e estava com trechos verde/azulados. liguei pra itambé, eles foram super gentis, mandaram um funcionário aqui em casa trocar os pacotes, e me deram mais algum brinde (nem lembro o que foi). e parece que puxaram a orelha do supermercado, porque o acondicionamento dos produtos melhorou muito.

Mudando de assunto: está sabendo do Luluzinha Camp? É um encontro de mulheres que têm blogs. Tem mais informações no blog oficial: luluzinhacamp.com. Adoraria te encontrar lá!

Danielle disse...

Oi Ana!!

Nossa, me identifique MUITO quando li esse seu post... e às vezes acho que esse tipo de situação acontece simplesmente pq nós deixamos que aconteça (sem reclamarmos, sem tentarmos a situação de alguma). Ao mesmo tempo vejo que muitas pessoas se surpreendem quando agradeço por um serviço (bem prestado, claro), parece que elas mesmas não acreditam que o consumidor possa agradecer por algo.
Acho sim que as empresas (multinacionais ou não) no Brasil tratam o consumidor de forma totalmente errada. Espero que no futuro próximo isso mude... :(

Bjos e ótimo dia a vc!

Dani

Anônimo disse...

Oi Ana, complicada essa situação, mas sabe que reclamo e muitoooo (sou advogada ehehe) e sempre fui muito bem atendida pelas empresas de alimentos, ja troquei lasanha da Sadia, coca-cola, Perdigão, mas vc tem razão nós não temos a cultura do direito ao consumidor.
AH! adoro seu blog
e vc tem essa receita de sorvete?
bj

brisak disse...

hmm..mas pensando bem, nao temos tanto em comum assim:)) Hello From California - ainda bem:))

Ana Elisa disse...

É, pessoas, é fogo.
Acho que o negócio é continuar reclamando, mesmo. :(
Ou mudar de país. Sei lá, ir para a Noruega.
Mas obrigada por dividirem suas dores comigo! Bom saber que não estou sozinha!

Em tempo: aparentemente uns comentários andaram sumido daqui. Não sei o que aconteceu. Eles estão no meu e-mail, mas sumiram do servidor, e não consigo republicá-los. Bizarrice...

Beijos!

Amanda disse...

Esse é definitivamente o post que mais gosto no seu blog.
Talvez pq eu tambem me sinta desestimulada pela maneira que caminha a humanidade... Ou talvez porque eu goste mesmo de sorvete de morangos!!
Abraços

Cozinhe isso também!

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