quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sopa de cenoura com castanha de caju e raiz de coentro, para vegans ou não

Amarelinha, ao invés de laranja, por conta da castanha e do caldo.
No fim das contas, ter deixado oficialmente a categoria de vegetariana mudou pouca coisa na minha cozinha. Pelo menos em termos de ingredientes. Primeiro porque vegetariana de verdade fui apenas por uns dois anos da minha vida, em que realmente ficava sem comer nada se fosse a um lugar e só tivesse peixe, que seja. Ah, quantos churrascos de dia inteiro à base de pão e vinagrete...(e cerveja, ok.)

É claro que quando resolvi voltar a comer carne, primeiro de vez em quando, meio escondida, cheia de uma culpinha besta, durante o finzinho da gravidez do Thomas, e depois enfiando o pé na jaca durante a viagem à Itália, já grávida da Laura sem saber, me empaturrei, me esbaldei, fui à forra como quem sai de dieta e teve um dia difícil.

Depois de uns meses de esbórnia culinária, a coisa sossegou. O corpo reclamou. Quase dez anos à base de legumes, o corpo sentiu a vinda daquele monte de mortadela como se eu estivesse comendo tijolos. Deliciosos tijolos. Dei um tempo. Voltei à cozinha vegetariana.

Aí assisti aos programas da Bela Gil, que me trouxeram de volta a vontade de reincorporar umas naturebices que andavam meio largadas. Coisa normal. Pois sou muito influenciável na cozinha. Num dia fico saudosa da Itália e passo um mês cozinhando italiano. Aí compro um gengibre e me jogo no indiano. Lembro de um livro que não usava havia tempos, e me esbaldo nele e só nele. Assisto ao Tales from the River Cottage, e tenho vontade de voltar a comer carne só para preparar partes estranhas de um bicho. o_O

Daí a esquizofrenia gastronômica.

Porém, contudo, entretanto... Houve um episódio da dona Bela, sobre leite, em que ela mencionou sobre os poderes inflamatórios e geradores de muco do mesmo, e tive uma epifania. Fui conferir com minhas fontesinhas ayurvédicas e era isso mesmo. De repente me dei conta da profusão de laticínios que vinha usando na cozinha. Quando você não come carne todo dia, acaba abusando deles mesmo. E dos ovos. Meu deus, quantas fritatas: quando Thomas estava comendo quase nada, eu transformava seu almoço recusado numa frittata à noite, e ele comia no jantar sem problemas. Mas tanto, tanto ovo.

Parei para pensar no tanto que meus pimpolhos andavam fungando; eles que, com sua constituição ayurvédica já têm tendência a isso, quanto mais com o tanto de leite que andavam tomando. Daí que eu, que sempre torci o nariz injustamente para cozinha vegan, me peguei passeando por ela, muito interessada em, de vez em quando, substituir leite por outra coisa.

Bom... funcionou. O funga-funga parou.

E agora paro para pensar o quanto essa trajetória maluca foi libertadora. Isso de comer carne mas fazer sopa vegan. De não ser celíaca mas fazer qualquer coisa sem glúten. Libertadora no sentido de que aquela culpinha besta de vegetariano com vontade de comer frango assado, assim, do nada, sumiu. A polícia alimentícia também desapareceu (aquele povo chato que odeia o fato de você não comer qualquer grupo alimentar e fica só esperando você escorregar para te encher os pacová a respeito). Libertadora também porque se me pego sem ovo para empanar meu chuchu, posso usar uma massinha vegan de água e farinha. Se acabou a farinha de trigo, tem sempre mais um monte de outras para adaptar e criar outra coisa. E, principalmente, libertadora no sentido de que, enfiada numa situação em que só tem carne para comer, eu não passo mais fome nem deixo meu anfitrião desavisado constrangido, como tantas vezes já aconteceu. (Não que todo anfitrião de vegetariano fique constrangido, mas sempre tem aquela situação em que a mãe de alguém fez lasanha de presunto, "já que você não come carne". ¬_¬ )

O caso é que minha visão dos ingredientes e suas combinações de ampliou maravilhosamente. As possibilidades são imensas. E isso tem me deixado mais alegre na cozinha. Como vocês bem puderam notar. ;) Claro, o fato de, por enquanto, a pimpolhada estar comendo bem, ajuda. Muito.

Hoje, meio atarantada pelos afazeres do dia, quis uma sopinha rápida. Sopinha de cenoura, que era tudo o que tinha em mente. Dei uma busca rápida nos meus livros, mas nada me apeteceu completamente. Era dia de feira, o caldo com as aparas de vegetais e água de feijão cozinhava, e resolvi inventar alguma coisa eu mesma. Cortei cebola. Fui jogar manteiga na panela, mas me refreei. Apanhei o óleo de coco, que parece que ele dá uma cremosidade boa à comida refogada nele. Óleo de coco me fez pensar em coentro. Ao invés de picar coentro fresco por cima, resolvi apanhar as raízes com talos que eu tinha acabado de jogar no freezer. Porque eu sempre congelo os talos com raízes de coentro, na esperança de um dia fazer minha própria pasta de curry tailandês. Mas isso nunca acontece. Resolvi picar umas raízes e refogar junto com a cebola. Bom, já que estamos falando de pasta de curry, então jogo gengibre junto. E pimenta? Pimentinha vai bem. Apanhei também do freezer uma única pimentinha vermelha e arredondada, pequenina, que eu comprara na viagem à Belém. Joguei as cenouras lá dentro para refogar tudo junto, com uma pitada de sal. Daí pensei: hmmm... mas talvez não fique muito cremosa. Queria uma sopa cremosa, pois Laura consegue comer sozinha as sopas que meio que se equilibram na colher. Creme? Não queria usar. Leite de coco? Não tinha. Juntei castanhas de caju sem sal, que meu pai sempre traz de Fortaleza. Refoguei tudo, juntei o caldo de legumes que cozinhava ao lado, e quando as cenouras estavam macias, bati tudo no liquidificador.

Ficou uma delícia. DE-LÍ-CIA.

Amarelinha por conta das castanhas e também do caldo, que tinha água de feijão e água de cozimento de folha de beterraba. Mas o sabor era todo cenoura, gengibre, coentro e castanha. (Aliás, nem precisa de folha de coentro por cima). Mas aquela pimentinha danada ficou forte pra chuchu. Laura comeu. Repetiu. Eu também. Thomas experimentou. E comeu assim, feito molho, mergulhando os chips de batata-doce na sopa ante de botar na boca. Porque eu não nasci ontem, e, para evitar problemas no caso de a criançada não gostar da sopa de jeito nenhum, sempre faço algo que acompanhe: torradinhas com queijo, bolinhos de algum grão ou alguma folha, chips de batata-doce, no caso. Sempre algo que possa ser mergulhado na sopa, para incentivá-los a experimentar.

Ah, mas é claro que tem outro benefício na minha vida essa coisa de "como de tudo de novo": viagens de avião. Porque se tinha um negócio que me deixava louca da vida era pedir refeição OVO-LACTO-vegetariana numa viagem de avião e receber comida vegan no lugar. Todo mundo comendo pão com manteiga e iogurte de morango no café da manhã, e você mastigando salada de alface e cenoura ralada. E uma saladinha de frutas que é igual em toda a companhia aérea: melão duro, maçã ácida e uma uva. UMA. UVA. [No vôo de volta de Amsterdam, o povo se confundiu e embarcou pra mim uma refeição comum. Dividi meu sorvete de chocolate e stroopwaffle com o marido triste, comendo a sua uva.]

SOPA CREMOSA DE CENOURA E CASTANHA DE CAJU
Rendimento: 2 porções de adulto (ou 1 porção de adulto e 2 de criança pequena)

Ingredientes:

  • 1 colh. (sopa) óleo de coco
  • 1 cebola pequena, picada
  • 2-3 raízes de coentro, com uns 5-7cm de talos verdes, sem folhas, picado
  • um pedaço de 2cm de gengibre fresco, descascado e picado
  • pimenta fresca (à sua escolha e gosto), picada, com ou sem sementes
  • 1/2 xic. castanha de caju sem sal
  • 2 cenouras médias, fatiadas
  • 500ml caldo de legumes
  • sal a gosto


Preparo:

  1. Aqueça o óleo de coco numa panela pequena. Junte a cebola, as raízes de coentro, o gengibre e a pimenta, e refogue em fogo médio até que a cebola esteja macia e tudo comece a dourar. 
  2. Junte a cenoura e as castanhas e refogue por mais uns minutos, recobrindo tudo com os temperos. 
  3. Junte o caldo de legumes, tampe e leve à fervura. Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 10-20 minutos, dependendo da idade e do tamanho dos pedaços da cenoura.
  4. Quando a cenoura estiver macia, desligue o fogo e bata tudo no liquidificador até que fique completamente homogêneo. Caso fique muito grosso, acrescente mais meia xícara a 1 xícara de água. Acerte o tempero. Volte para a panela para reaquecer e servir. Fica ótimo com chips de batata-doce (batata doce fatiada bem fina e frita em óleo bem quente). 


18 comentários:

Anônimo disse...

Ana, leio seu blog há anos e tenho gostado muito de suas receitas mais recentes.
Sou cozinheira e talvez por cozinhar demais no trabalho, acabo não me dedicando muito em casa e sempre apelo para refeições mais rápidas. Ultimamente tenho percebido que não como legumes e verduras como antigamente, então está sendo ótimo ver receitas simples e saudáveis para mudar meus hábitos!
Eu me interessei pela dieta ayurvédica que você mencionou no seu post, tem algum livro ou site que você recomende sobre o assunto?

Junji Takeda disse...

Ultimamente eu não tenho cozinhado muito. Mudei-me pra uma casa nova, mas a vontade de cozinhar ficou na casa velha, hahaha. Outro dia eu vi um vídeo sobre a vencedora do Masterchef de 2012. Gente, ela é uma fonte de inspiração! E falando em inspiração, quando quero me divertir lendo e me inspirar ao mesmo tempo (mesmo que seja só pra inspirar o paladar, se é que isso existe) eu venho aqui ler, haha :D

A ideia do caju pra engrossar a sopa foi ótima :) Quem sabe, quando voltar a cozinhar comida de verdade (que não seja omelete de ovos com vegetais e grãos cozidos em água), eu teste algo mais elaborado.

Abraços!

Anônimo disse...

Que sopa linda!! Deu uma vontaaade... Desculpa perfeita pra comprar um gengibre gigante! Estou tão feliz de entrar aqui e sempre ter um post novo para ler! Dá pra ver como você está "reenergizada" na cozinha! Bom para nós!
Ana, essa pimenta que você congelou, como fez? Eu tentei uma vez congelar pimentão, e ficou tão ruim! Mole, ressecado, aguado e meio queimado de frio. Imaginei que com meu punhadinho de dedo-de-moça que compro, tão de vez em quando, na feira aconteceria o mesmo.
Morro de rir com a sua filha! Me lembra o filho (acho que da Kátia), do falecido "rainhas do lar", ainda nas fraldas com um moedor de pimenta gigante tascando no prato.

isabel seabra disse...

D-e-l-i-c-i-o-s-a!

Laura Bicas disse...

Oi Ana,
Eu penso bem assim. Já fui vegetariana, agora não sou mais, mas adoro passar um tempo sem comer carne. E apesar de discordar desta onde de tirar glúten e leite de tudo, me aproveito das receitas diferentes e diversifico ainda mais minhas refeiçoes com farinhas e leites diferentes. Ao invés de eliminar um grupo, eu somo!
Abraço, Laura

Ana Granziera disse...

Anônimo,
ayurveda não é uma dieta, é um tipo de medicina, das mais antigas do mundo (muitos hospitais na Índia são ayurvédicos). Ela usa princípios muito básicos, mas que, relacionados de acordo com cada indivíduo, tormam-se um bocado complexos e super personalizados (o que funciona para mim, funciona só para mim, porque a minha constituição e o meu estado são diferentes dos seus). O legal do ayurveda é que ele usa muito da comida para tratamento, e, ao contrário da medicina ocidental, reconhece tendências às doenças antes delas se manifestarem (manifestação de doença seria um estágio muito avançado de desequilíbrio). Uma passeadinha na internet já te dá muita informação legal a respeito. O que sei, sei por conta do meu marido, que é terapeuta formado (de uma época distante em que pensou em mudar de profissão). Mas se você quiser mesmo, posso perguntar a ele sobre algum bom livro. :)


Junji,
só você pra achar que fazer ovos com legumes e grãos não é cozinhar! ;)

Outro anônimo,
Congelo as pimentas inteiras, dentro de um saquinho fechado. Quando quero usar, passo embaixo da água da torneira, apenas para descongelar o bastante para que eu consiga cortá-la. E uso ainda assim, congeladinha. Acho que se deixar descongelar completamente deve ficar com a textura zoada mesmo. O único problema é que, congelada, você não sente tanto o ardido. Então eu vivo apimentando demais a comida, porque experimento a pimenta congelada e acho que é levinha, e na hora que o bicho cozinha, vira um monstro-ardido. o_O Já congelei dedo-de-moça nesse esquema sem problemas. :)

bjs

Patricia Scarpin disse...

Eu adoro uma gordice (ha, que não sabe disso, não é mesmo?), e mesmo assim estou amando as receitas naturebas. Eta sopa linda!

Débora disse...

Oi Ana! Te sigo sempre por aqui e já aprendi bastante com você. Agora quero compartilhar algumas coisas que aprendi nas duas últimas semanas.

Já que comentou a respeito do leite, gostaria de compartilhar esse link que achei do nada na net. É de um médico que fala abertamente sobre todos os PERIGOS reais do leite que consumimos hoje. Ele explica em detalhes e dá evidências de estudos científicos não patrocinados, então, tornam-se fontes mais confiáveis. Pode ser até que você já tenha lido em outra ocasião, mas não custa eu compartilhar. O link é:

http://drvictorsorrentino.com.br/a-verdade-sobre-o-mito-do-leite/


Não se trata de intolerância à lactose, se trata de verdadeiros "venenos" que ingerimos sem nem ao menos pensar a respeito. Muita indústria por trás para acobertar as evidências aqui no Brasil. Por isso, ficamos tão alienados. O que estou tentando fazer é sustituir o leite, e usar, moderadamente, laticínios como queijos e iogurtes. Mas bem moderadamente.

Aí vc me pergunta, substituir o leite? Tenho tentado também, com algum sucesso para os primeiros dias, fazer com que meu marido, que toma leite todo dia na vitamina do café da manhã, substitua por leite vegetal. Leite de Amêndoas, Castanha do pará, leite de côco, leite de aveia, etc... Mas claro que existem as versões industrializadas, porém são bem caras, não são fáceis de achar e tem conservantes. Então, pequei na net várias dicas de como fazer, e estou levando o plano adiante. É bem fácil, consiste basicamente em deixar a oleaginosa de molho por 8 horas, bater com água e coar com coador de pano. O melhor, é que sobra o resíduo que coloco no forno para secar. Assim, tenho sempre farelo de aveia, farinha de amêndoa, farinha de castanha do pará, farinha de coco, etc... Faço biscoitos e bolo com essas farinhas e ficam ótimos, e sem glúten. Não tenho intolerância, mas está comprovado que a farinha de trigo, principalmente a branca, não faz nada bem para o organismo. E tem gente que come em todas as refeições do dia, do pão do café da manhã, passando pelo macarrão do almoço, e terminando com pão ou mais massa no jantar. E a maioria das doenças que enfrentamos nesse século está relacionada à essas duas coisas tão simples: leite de vaca e farinha de trigo transgênica. (não vou nem comentar dos óleos vegetais, como de canola, soja, milho e girassol e a margarina. No site desse médico, tem um ótimo artigo explicando porque devemos optar pela gordura animal, ou pelo azeite, em vez das primeiras gorduras citadas.

Enfim, fiquei pensando, será que estamos num beco sem saída. Até que decidi experimentar substituir os ingredientes e tenho me sentido muito mais leve, em termos de saúde!

Desculpe o longo comentário, mas como me identifico bastante com o seu modo de encara a vida, e este está sendo um momento de descoberta para mim, fiquei com vontade de compartilhar. E assim, os outros leitores também podem conferir tudo o que eu disse acima.

Abraços a todos,
Débora

Ana Granziera disse...

Débora,
o livro Milk, que eu já mencionei aqui no blog, fala de toda a história do consumo de leite, e porque na verdade o consumo de leite fresco (não azedado) é super recente, e que sim, a maior parte da humanidade não digere muito bem a lactose. Nem entrando no mérito de como o leite é produzido e que hoje leite tem conservante e coisas estranhas ou qualquer reportagem alarmista (como as que fizeram as pessoas simplesmente cortarem gluten sem saberem por quê), mas sim, nosso organismo trabalha melhor com leite que tenha sido azedado ou coalhado (iogurte, sour cream, cultured buttermilk, queijos frescos e maturados). Tô longe de cortar leite e creme de leite da minha dieta, nem é meu objetivo. Mas reduzir um tantinho é sempre bom. A gente vai se informando e descobrindo que, no fim, bom mesmo é variedade. :)

bjs

Helena disse...

Oi, Ana, e a história de deixar a castanha crua de molho para tirar o fitado? True or false? Bjs

Ana Granziera disse...

Helena,
menor ideia. o_O A que eu tenho aqui em casa ACHO que não é crua. Talvez torrada sem sal. Meu pai sempre traz de fortaleza, e eu tenho sempre um mooooooonte de castanha de caju. Tivesse tido tempo, teria deixado de molho só... porque sim. Vou pesquisar isso do fitato, que eu não sabia. Obrigada pelo toque.
bj

Juliana disse...

oi Ana,

acabei tentando hoje mesmo essa sopa, sem coentro porque não tinha, com umas folhas de curry... uma cremosidade, o cheiro do coco com o doce da cenoura, e apimentadinho.... uma delícia! adorei!

a medicina chinesa tem teorias bem parecidas a respeito do consumo de leite, e sempre percebi que quando fico sem nada acontece bem uma limpeza geral... meio uma fluidez melhor das coisas. mas é duro, né, ficar sem um queijinho(sou mineira, não dá!!). como você tem dito em vários momentos, um pouquinho de cada coisa não mata ninguém!

Se puder mesmo perguntar para o seu marido algum livro legal agradeço, é algo que sempre me interessou e sempre busco, mas nunca adquiri nenhuma literatura por falta de referência.
Mesmo se for em inglês, seria interessante.

Muito obrigada, pela receita e tudo o mais!

Ju

DANIELA WAGNER WASEM GONZAGA disse...

Ana, aqui em casa meu pequeno de 1ano e meio tem alergia a proteína do leite de vaca. Foram meses de problemas respiratórios e muita diarréia até que finalmente descobrimos. Desde então, estamos nos adaptando a fazer substituições, ele e eu, pq ainda amamento. Virei super adepta dos leites vegetais caseiros que a Débora citou, faço tb de quinoa e as vezes coloco baunilha em fava para dar sabor. No lugar da manteiga no pão tenho usado pasta de amèndoas, de castanhas, de macadâmia feitas em casa, maionese caseira, oléo de coco extra virgem batido com ervas (esse uso tb para cozinha) e até banha de porco (na massa da quirche por exemplo). O mais difícil de substituir foi o creme de leite. Em receitas doces tenho usado biomassa de banana verde e as vezes até abacate. Tem coisas que nem se comparam ao original com leite, mas outras são uma verdadeira surpresa e me fazem perceber que várias receitas dispensam o leite e derivados, como essa deliciosa sopa que vc postou. Obrigada pela receita!

Leila Figueiredo disse...

Oi Ana, fiz uma receita de sopa de abobora , lentilha, leite de coco e curry da ultima revista Casa e Comida, achei deliciosa a combinacao. Talvez vc ja conheca, talvez nao. Bjus

Carolina Corrêa disse...

Oi Ana, sempre te leio, quase nunca comento. Queria falar um pouquinho da minha experiência com culinária vegetariana e vegana, e leite.

Sou asmática e tenho rinite alérgica. Na época que fiz tratamento homeopático (não faço mais) fui orientada a parar de beber leite. Não falaram nada dos derivados, então só parei de tomar o leite mesmo. Já senti uma melhora grande, aliada ao tratamento. Na mesma época cortei o açúcar do café, chá, sempre que possível de sucos. Eu consumia derivados de leite mas não era nada exagerado, bem equilibrado.
Quando vim morar com o namorido, decidimos ter no dia a dia uma alimentação vegetariana, deixar carnes só pra de vez em quando. E eu entrei na culinária vegetariana, lendo, improvisando bastante.

Mas senti que algo não ia bem. Além da asma estar voltando e piorando, digestão não tava muito boa e frequentes dores de cabeça. Fui parar pra analisar e percebi que apesar de ter aumentado o consumo de vegetais, estava consumindo muito queijo e creme de leite, na falta de ideias pra cozinhar sempre usava um dos ingredientes. E meus pais já tem uma certa intolerância com a gordura do leite, eu percebi que o excesso de queijo principalmente estava me causando os mesmos maus efeitos que eles sofriam

Comecei a pesquisar sobre culinária vegan e descobri um site incrível, que me inspira demais. Assim como por aqui, dificilmente consigo me programar pra seguir suas receitas ao pé da letra, mas a inspiração é muito valiosa.

O site é http://www.papacapimveg.com/ e mesmo estando meio parado seu arquivo é rico. Aprendi muita coisa por lá. Seu site e o da Sandra são meus dois sites favoritos, referência na hora de buscar alguma receita ou inspiração.

A sopa parece estar deliciosa! O lance de engrossar com castanhas também achei ótimo. No site Papacapim a autora faz um creme com castanhas pra substituir creme de leite, mas eu nunca tinha pensado em usar as castanhas diretamente na comida pra esse fim. Vou testar!

Grande abraço pra vc e sua família! =)

Fulana disse...

oi Ana! fiquei encasquetada com uma coisa: os ovos também geram problemas? Porque você falou 'tantos ovos..' como se eles também fossem tipo o leite, e desses eu não sabia! Aliás, se falta ovo em casa eu entro em depressão. hehehe

beijos

Ana Granziera disse...

Fulana,
na verdade não, é nóia minha porque caí numa rotina. Muito de uma coisa só nunca é bom, né? E eu tava meio na frittata dia sim, dia não, e quando não tinha frittata, tinha ovo ali em algum lugar. Variar é sempre bom. :)

bjs

Laís de Gênova Claudino disse...

Ana relendo suas postagens fiquei com uma duvida: seu marido é vegetariano? Como ele esta reagindo agora que você deixou de ser vegetariana?

Desculpa a pergunta, mas eh que nunca vi você comentar sobre ele comer carne ou nao.

Bjs!!

Cozinhe isso também!

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