quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

London Cheesecake, dando o braço a torcer

Aí eu estou na cozinha ralando queijo para o macarrão e ouço passinhos saracoteando à minha volta. Na tentativa de não ralar as pontas dos dedos, continuei olhando para o queijo, ignorando a movimentação atrás de mim, envolta de mim, o puxar de mãozinhas na barra do meu vestido. É então que me surpreendo com um sonzinho doce e inconformado vindo debaixo de mim:

"mmm...M-Ma-maaaaaaaaa!!"

E eis que o pequeno devorador de qualquer espécie de queijo finalmente resolveu começar a falar (pouco, mas começou). Numa fase em que ele anda incrivelmente birrento e voluntarioso, com mudanças de humor dignas de Dr. Jeckyll e Mr. Hyde, dando todos os sinais de que já desenvolveu ciúmes da irmã que nem nasceu [isso é possível?? Você que teve o segundo filho enquanto o primeiro tinha menos de 2 anos, por favor me elucide se isso é possível], jamais esperaria que ele resolvesse dar um passinho para frente. Quando muito, sua preguiça vocal era para mim mais um sinal de revolta pelas mudanças por vir, além daquelas que já haviam ocorrido. Afinal, mudar de casa, de cidade, ver menos gente, ver menos a avó, mudar do berço para a cama, e agora ficar sem chupeta (que ele rasgou com os dentes) apesar de todas as coisas boas de sol e quintal e silêncio, foi um baque tão grande que até o penico, que ele usava diariamente no apartamento, ele recusou e ainda não aceitou de volta, até hoje.

O pai que anda ressabiado, pois o moleque entra na cozinha, aponta a geladeira, o cadeirão, o prato de bolo ou qualquer comida que eu esteja preparando para o almoço e solta sonoros "pa-pa! pa-pa!"O que é engraçado, pois nunca nos referimos à comer como "papar", mas já antes de nos mudarmos, ele andava usando essas sílabas sempre que lhe mostrava comida.

Mas a coisa vem em ondas. Há dias falantes e dias de grunhido. Mas a birra, especificamente na hora da soneca da manhã, está sempre lá (falta da chupeta nessa hora, certeza). E quem tem filho que faz birra das feias sabe como isso drena sua energia. Como quando finalmente a criança acalma, você quer dormir, se isolar, recompor os nervos.

Some a isso o barrigão gigante. Gigante, porque a pequena futura justiceira não é tão pequena assim: tudo indica que ela puxou a mãe e pretende nascer já grandalhona e espevitada. Junte mais uma pitada de calor de 31ºC desde as 8 da manhã lá fora.

Não dá. É preciso dar o braço a torcer. É preciso olhar o jardim lá fora, com mato batendo no meu joelho e admitir que não consigo mais podar aquilo com a tesoura, e chamar um tiozinho para fazê-lo por mim. É preciso admitir que entrei na fase grávida-dondoca e chamar minha mãe para vir me ajudar um pouco, com o Thomas, com os passeios do cão, enquanto boto para cima os pés querendo começar a inchar.

É preciso olhar para aquela ladeira até o supermercado, embaixo do sol, e desistir da possibilidade de ir até a loja apenas para um ingrediente faltante. É preciso fazer o que dá, do melhor jeito possível e admitir que não dá para fazer tudo sozinha agora, e não dá para fazer qualquer cheesecake. É preciso fazer o cheesecake que dá, com o que tenho.

E assim busquei alucinadamente uma receita que levasse "apenas" 600g de cream cheese, pois era o que eu tinha, e deus me livre ir até o mercado comprar mais naquele calorão. A limitação, no entanto, mais uma vez mostrou-se frutífera, pois me levou a esse London Cheesecake da Nigella, de um livro que tenho há séculos, mas que vez ou outra acaba esquecido. E agora me pergunto o por quê de nunca tê-lo preparado antes, pois ele é incrivelmente cremoso e delicioso, leva metade do cream cheese das receitas americanas, e ainda por cima converteu o marido, que nunca gostou de cheesecake (razão pela qual não preparo o tempo todo – haja ancas para acomodar um cheesecake inteiro sozinha).

Na hora de acrescentar o sour cream, ao fim do cozimento, a superfície do cheesecake rachou (provavelmente pelo choque térmico, pois o creme estava gelado), fazendo com que o sour cream vazasse para dentro. O bichinho ficou feio, mas o universo é bom comigo e o "acidente" criou bolsões de creme dentro da massa cozida, deixando tudo ainda mais gostoso. Então, se acontecer com você, não se preocupe e não peça desculpas.

Ah, melhor de tudo, esse cheesecake não precisa ficar gelando de um dia para o outro ou por horas a fio para firmar. Pegou temperatura de geladeira, pode comer. Ótimo para grávidas com desejo imediato de cheesecake. ;)

LONDON CHEESECAKE
(Do "antigo" mas sempre excelente How To Be a Domestic Goddess, de Nigella Lawson)
Tempo de preparo: 1h30 + tempo de esfriar e gelar
Rendimento: 1 cheesecake de 20cm (8 porções)

Ingredientes:
(base)
  • 1/2 xic. + 2 colh. (sopa) biscoitos digestivos ou maizena (cerca de 140g)
  • 6 colh. (sopa) manteiga sem sal, derretida ou muito mole
(recheio)
  • 600g cream cheese
  • 1/2 xic. + 2 colh. (sopa) açúcar cristal orgânico
  • 3 ovos grandes, orgânicos
  • 3 gemas grandes, orgânicas (congele as claras para outro uso)
  • 1 1/2  colh. (sopa) extrato natural de baunilha
  • 1 1/2 colh. (sopa) suco de limão (siciliano ou tahiti)
(cobertura)
  • 3/4 xic. sour cream (coloque quase os 3/4 xic. de creme de leite e complete o restante com um splash de vinagre branco ou suco de limão e deixe em temperatura ambiente por pelo menos meia hora)
  • 1 colh. (sopa) açúcar cristal orgânico
  • 1/2 colh. (chá) extrato natural de baunilha

Preparo:
  1. Pulse os biscoitos no processador (ou coloque dentro de um saco fechado e amasse com o rolo de madeira, transferindo depois para uma tigela) até que virem uma farofa fina. Junte a manteiga e misture (no processador ou com um garfo) até que os biscoitos estejam umedecidos.
  2. Transfira a mistura para uma forma de mola ou fundo removível de 20cm e aperte a farofa contra o fundo da forma, usando os dedos ou o fundo de um copo. Leve à geladeira enquanto você pré-aquece o forno a 180ºC e prepara o recheio.
  3. Na batedeira (com a pá, se for planetária), bata o cream cheese até que fique molinho e junte o açúcar. Misture mais um pouco e então junte os ovos e as gemas, batendo mais um pouco e por fim, a baunilha e o limão. Evite bater por muito tempo, para não incorporar ar demais à massa. Você quer apenas que a mistura fique homogênea. 
  4. Retire a forma da geladeira e forre por fora com duas camadas de papel-alumínio, subindo pelas laterais até as bordas. Isso vai evitar que a água do banho-maria entre na forma.
  5. Transfira o recheio para dentro da forma e disponha a forma forrada em uma assadeira de bordas altas. Encha de água fervente a assadeira, chegando até metade da altura da forma e leve ao forno por 50 minutos. 
  6. O cheesecake deve estar com aparência de firme por cima, mas não duro (sequinho ao toque leve do dedo, por exemplo). Apenas o bastante para que você tenha certeza de que a cobertura não vá simplesmente afundar na massa. 
  7. Misture com um batedor de arame o sour cream, o açúcar e a baunilha. Retire a assadeira com o cheesecake do forno e derrame o sour cream por cima. Volte o conjunto ao forno por mais 10 minutos. 
  8. Retire a assadeira do forno e, com cuidado, retire a forma de dentro da água, colocando-a numa grade para esfriar. Quando tiver esfriado completamente, leve à geladeira. Quando estiver gelado, pode desenformar.


30 comentários:

ila fox disse...

Meu irmão nasceu quando eu tinha 1 ano e 6 meses. Minha mãe disse que eu não tive ciúmes, acho que nesta idade é meio difícil ter algum sentimento assim já que mal percebemos o mundo.

Addicted disse...

Que maravilha! Adorei :)
beijinhos,
Addicted
http://cookaddiction.blogspot.pt/

Anna disse...

Ana,

sou nova por aqui e a cada postagem sua agradeço à minha prima, que me apresentou o blog.

Bom, sou mãe de dois, com diferença de 2a4m.

Meu palpite é que não há ciúme não. Tenho pra mim que a ranhetice, as birras estão relacionadas à idade. Essa fase é assim mesmo... (chamam de terrible two. porque será??!!)

beijos,
Anna

Carolina Frîncu disse...

Ana, escrevi, mas ficou longo... mandei por e-mail. Bjo!

Anônimo disse...

Oi, Ana!
Outro dia deixei um comentário sobre colocar o pequeno na escola, postei como anonima e esqueci de assinar. Engravidei da Sophia no mes em que a Valentina fez 1 ano. Antes mesmo de a barriga aparecer, a pequena ficou muito agarrada, eu não podia nem fazer xixi de porta fechada q ela ficava lá, batendo na porta e me chamando sem parar. Perguntei pro pediatra se ele achava q podia ser por causa da gravidez. Nunca esqueci da resposta. Ele me disse q não havia nenhuma explicaçao cientifica, mas nos muitos anos de experiencia dele, simplesmente havia crianças com uma sensibilidade maior para perceber certas coisas. Mas eu deixei a minha de chupeta até ela se adaptar à irmãzinha (aliás, ela decidiu sozinha q ía jogar fora s chupeta no dia do niver de 1 ano da irmã). Bj
Vanessa

Victória disse...

Que delícia a receita Ana, vou tentar! Nesta semana fiz a receita de blueberry muffins que você postou uma vez, do mesmo livro, e ficou ótimo :)

Uma pergunta: o cream cheese que você usou é caseiro?

Ana E.G. Granziera disse...

Oi, Victoria,
não, como disse, dando o braço a torcer. Não tinha nem iogurte o bastante pra sorar e usar essa colhada como substituto de cream cheese, nem acesso ao cream cheese fabricado no Sta Luzia, que não tem porcarias. Então foi do industrial mesmo. Respirei fundo e pensei: não vai me matar uma vez, porque todo o resto é natureba, orgânico, etc. É o que temos. :)

bj

Raquel disse...

Engravidei pela segunda vez qdo minha filha tinha 9 meses...desde então todo mundo pergunta se ela já está ciumando!
Agora ela tem 01 ano, nem fala, não tem noção do que tem na minha barriga, nem o que sejam "irmãos"...

Nunca entendi como ter ciúmes nessa idade pode ser possível!

Sobre a receita, só digo uma coisa: Nigella sabe das coisas.

Bjs.

OBS: sua pequena justiceira já tem nome?

disse...

Parece delicioso, preciso tentar! O meu caso é o contrario, um marido que adora cheesecake e eu tentando acertar!

Minha segundinha nasceu quando a mais velha tinha um ano e 11 meses. Passei por essas fases de muitas birras. Deu uma melhorada com a aquisição de mais vocabulário. A minha também demorou a falar, e meio que começou de repente. Eu imagino que a agústia de não conseguir se comunicar melhor piora as tais birras.

Ela não chegou a ter ciúmes durante a gravidez, mas tivemos episódios interessantes. Enquanto eu arrumava as roupinhas, o berço, ela ficava muito interessada. Queria vestir todas as roupas, mesmo os minúsculos bodies de 3 meses...hehehe. Alguma coisa ela tava sacando.

O ciúme veio forte assim que a pequena nasceu, mas hoje, 5 meses depois, está tudo ótimo. Já existe uma relação entre elas. Você vai ver que é bacana de ver os dois juntos. É uma emoção toda diferente!

Hoje até conseguimos fazer uns bolinhos todas três! A cozinha é que fica uma beleza :)

Stéphanie disse...

Oii Ana!
A cheesecake parece maravilhosa! Nigella é minha diva, comecei a querer aprender a cozinhar por causa dela!

Quanto ao pequeno, minha mãe teve minha irmã 1 mês antes de eu completar 2 anos, mas eu só fui ter ciúmes 4 meses depois quando me matricularam na escola (aparentemente eu achava que meus pais estavam me abandonando por causa do novo bebê! haha), então talvez não seja ciúmes ainda, mas só as mudanças mesmo...
Sobre ele não falar muito, peço perdão se for intromissão, mas a minha irmã tbm demorou a falar, porque nós entendíamos tudo o que ela queria por sinais, então ela não falava por "preguiça" mesmo! Então talvez seja isso, quem sabe? A gente teve que fingir que não entendia para que ela começasse a se esforçar, imagina! ;)

Beijinhos!

Aretha Castro disse...

Ana,
Depois de escrever o e-mail, vim aqui comentar - acho que finalmente algo á dizer. Tenho 2 pequenas com diferença de 1 ano e 10 meses. Acho dificil ser o ciume... tem um texto ótimo da Laura Guttman sobre isso, que a gente tem sempre que observar - como vc sempre parece fazer - pois crian.a tem um mundo muito complexo pra desvendar Agora, minha mais velha travou a fala, parou de desenvolver mesmo, na época. Foi a forma dela elaborar, eu acho. Qdo a bebê fez 3 meses, viajamos e então ela voltou a falar. Hj é um espetáculo ver as duas juntas. Adoro.

Renata disse...

Ana,
Minha mãe sempre diz que morria de medo de eu ter ciúme da minha irmã, como viu acontecer com meus primos. Então ela falava, falava muito, que dentro da barriga dela estava crescendo minha irmãzinha, que eu teria que ser bondosa com ela, que ela era alguém muito importante pra mim e essas coisas. Mesmo eu sendo tão pequena que mal falava, ela me deixava até escolher as coisas da minha irmã (por isso ela só tinha roupas verdes, azuis e amarelas, já que eu não quis rosa). Ela insistia também que eu deveria colaborar mais, pois minha irmã era menor e precisava de maior ajuda que eu. Não sei se foi por isso, se eu realmente entendi o recado, mas o resultado foi que, ao invés de querer mais e mais atenção dos pais quando minha irmã nasceu (eu tinha 2 anos e 3 meses), eu queria é ficar o máximo de tempo possível próxima da bebezinha...

Fábio disse...

Ana
Bom dia! Sou pai de 3 meninas, hoje com 11, 9 e 5 anos. É lógico que um ciuminho "fraternal" de vez em quando rola, mas elas se dão muito bem! Acho que o segredo foi sempre tentar envolver as mais velhas na rotina das mais novas. Deixar elas curtirem a barriga, ajudar na hora do banho, brincar com o bebê. Afinal, eles são bem mais resistentes do que a gente imagina!
E parabéns pelo blog!

Roberta disse...

Ana, meus filhos tem uma diferença de 1 ano e 9 meses, não rolou nem rola ciúmes até hoje, provavelmente as birras são pela falta de comunicação (normal até porque minha mais velha começou a falar somente aos 2a4m - ou seja depois do mais novo nascer) ou ele está dando sinais de que entendeu que é uma pessoinha e quer aquilo que ele quer agoraaomesmotempo. Não vou ser legal e dizer que melhora, pois só melhora após os 3 anos. É chato? Demais, mas faz parte. Você acha que vai enlouquecer? Sim, mas passa, como tudo nessa vida. Aliás, esse é meu mantra. Tudo passa, até uva passa!
Então a solução é respirar 100 vezes e abstrair. Tem funcionado bem por aqui. E sobre a receita, marido é louco por cheesecake, acho que farei pra ele. Beijos e força na peruca!

Juliana disse...

oi Ana!
estes dias, apesar de não grávida, me deu desejo de cheesecake igual.
fiz a tentativa de substituir o creamcheese pela coalhada seca, na verdade a coalhada seca do kefir. lembra que tivemos essa "conversa" tempo atrás.?
pois, tudo perfeito divino maravilhoso, inclusive com um azedinho bem suave que deu todo o tchans.
o creamcheese da casa santa luzia é incrível, mas estou preferindo fazer tudo que usa creamcheese com o meu.

por fim, adorei a história da família.
apoio seus pequenos confortos e desejo bons dias.

um abraço

Ju

Ju disse...

Ana, sou fã do seu blog mas nunca escrevi aqui...no entanto, ontem mesmo li um post no blog da Zel sobre os "terrible twos", e achei que pela coincidência vinha a calhar compartilhar aqui com você.
http://www.zel.com.br/fabricando/2012/09/dialetica-aos-2-anos.html


♥ Nat ♥ disse...

Também adoro cheesecake, mas o marido tb não curte muito não... Vou testar essa receita, quem sabe ele aprende a gostar aos poucos...risos!! Adoro seus post, sempre super divertidos de ler!!!

Sil disse...

Olá Ana,
ô delícia, me deu saudades do tempo que minha menininha (hoje com 24 anos)vinha atrás de mim chamando mamamã... Quanto ao papá relacionado à comida, pode ser q ele tenha aprendido com as avós, quem sabe? Em relação aos ciúmes, lembro-me de um menininho com seus 2 aninhos que não queria sair do meu colo quando estava grávida... Delícia de tempo, curta bastante! Tenho certeza q vc também vai sentir saudades!!
bjs

Bruno disse...

Ana, já aconteceu do meu cheesecake rachar e eu achei uma solução na internet. É só pegar uma espátula, ir molhando na água morna e passando sobre a superfície do cheesecake para corrigir as falhas, fica certinho.

Anônimo disse...

Oi Ana,

Amo cheesecake e o seu blog, quero compartilhar uma receita para dias como esse. Faço um receita que leva bem menos cream cheese, é do livro : receitas preferidas do chef claude troisgrous. O livro é fantástico e a receita é muito simples. O livro é baratinho, foi 28 reais na saraiva. Vou copiar aqui pra você, não precisa aceitar o comentário, mas guarda a receita....

Massa de farinha láctea : 200 gramas de farinha láctea, 50 gramas de farinha de trigo, 110 g de manteiga temp ambiente, sal. Mistura tudo entre as duas mãos até ficar uma areia, molda com os dedos na forma, forno 180 g por 10 minutos.

Creme: 160 g de cream cheese , 40 g de açúcar, 1 ovo, 150 ml de creme de leite, gotas limao siciliano.

Sempre dobro a receita, é uso forma de 25 cent. Se fizer só uma receita terá um cheesecake bem pequeno.

Mistura cream cheese com açucar, acrescenta os demais ingredientes e leva a geladeira por duas horas.

Leva ao forno 90 graus por 1 hora e 20 minutos.

Guarde pelo menos a massa, é de comer rezando, e serve para qualquer torta, ninguém descobre do que é feito. No livro o chef conta que a receita é de um restaurante famoso em nyc.

Já fiz essa receita com menos cream cheese e com mais creme de leite, e funciona, se faltar 20 gramas não tem problema.

Bom, espero que um dia você esperimente, é fácil e só precisa de umas 320 gramas de cream cheese.

Beijos e feliz Natal! Ah ! Obrigada por ter respondido uma dúvida minha no post dos cookies, eu queria por gotas, vou fazer pro Natal.

Flávia Vaz

Brasília, Df.

Lorena Rak disse...

ola ana!!!

ja acompanho seu blog desde junho de 2008, sempre dou uma passadinha por aqui sempre que me bate o desejo de cozinhar algo diferente! entao... nesse meio tempo nasceram minhas duas filhas, com a diferenca de 1 ano e 3 meses!!! alguem comentou por aqui o quanto e importante envolver o mais velho nas atividades e na rotina do mais novo e foi esse o conselho que recebi de muitos casais que tiveram filhos com tao pouco espaco entre eles. e, por mais que pareca impossivel, os pequenos entendem muito as coisas que conversamos com eles e com a gente funcionou. hj minha mais velha tem 3a7m e a mais nova 2a3m. vc precisa ver como elas se entendem, brincam e se curtem.

Anônimo disse...

Ana,
Fiz esse final de semana, ficou muito boa.
Deixei o creme de leite fora da geladeira um pouco antes pra não rachar e deu certo.
Beijos
Nina

Patricia Scarpin disse...

Eu já desisti de algumas receitas de cheesecake justamente por causa da quantidade enorme de cream cheese, que nunca tenho na geladeira. Adorei essa receita, Ana - seu cheesecake ficou com uma cara mega apetitosa e esse livro realmente é muito bom!
xx

Cynthia disse...

Ana, eu acho que pode rolar ciúme da irmã, sim, mas talvez mais por perceber que sua atenção está indo pro bebê e ele está sendo deixado de lado (mesmo que não tenha nascido, já muda a sua rotina e a dele, né?)

Minha diferença pra minha irmã é de 1 ano e 9 meses. Durante a gravidez a minha mãe fez que nem a mãe da Renata, falando todo dia que ia trazer uma irmãzinha pra brincar comigo e tal. Mas só ficava na conversa, certamente não foi como o pessoal descreveu (que ajudaram no enxoval e se envolveram ativamente na gestação e nos cuidados).

E minha mãe conta que teve um problemão quando foi visitar uma amiga que teve filhote um mês antes da minha irmã nascer. Ela me mostrou o berçário e falou que a minha irmãzinha ia sair da barriga dela e ir praqueles bercinhos. Perguntou se eu queria que isso acontecesse. Eu respondi que não. Até minha irmã nascer eu fiquei amuada, birrenta e machuquei meu rosto com as unhas.

Eu não sei como lidei/lidaram com a situação depois que minha irmã nasceu, mas parece que foi um pouco tenso nos primeiros dias, e passou aos poucos. E parece que minha avó (que cuidou de mim na época do parto) ficava falando que minha mãe tinha me abandonado, que preferia o bebê. Acho que monitorar amigos e parentes pra não falarem esse tipo de coisa durante a gravidez ou parto é importante para evitar problemas futuros...

Dani disse...

Ana, o meu mais velho tinha um ano e dez meses quando o pequeno nasceu (que tem dois meses). Só sei que durante a gravidez, e especialmente no final, quando eu estava bem barriguda, o menino grudou em mim, queria tudo comigo, e passou até a acordar de noite me chamando. Mesmo a gente falando do irmãozinho na barriga, ele ignorava, se fazia de desentendido. Quando começamos a aproveitar a ajuda dele (ele ama ajudar a fazer ou consertar coisas) pra arrumar o quarto do irmão, é que ele começou a entrar lá, pra mostrar pras pessoas a árvore de contact que ele tinha feito. Não sei o que era, mas me pareceu ciúme adiantado mesmo. Depois do nascimento, ele sossegou um pouco, com a ajuda dos avós que passaram a ficar bem mais tempo com ele. De vez em quando encrenca, mas os dois são fofos juntos. Obviamente que a frustração por não se fazer entender aumenta muito as birras (o daqui de casa só fala por monossílabos, tem preguiça de falar a palavra toda, então temos que ficar adivinhando - mas houve uma explosão de vocabulário nesse último mês). Não sei falar a longo prazo, mas me parece que, com jeito e bastaaaaaaante paciência com o mais velho, tudo se ajeita. Boa sorte nesse final de gravidez (e aproveita pra dormir, hehe).

Ana E.G. Granziera disse...

Dani,
engraçado você ter deixado esse comentário hoje, porque o Thomas justamente começou a acordar de madrugada pedindo colo, coisa que nunca fez, e esta noite quis inclusive dormir EM CIMA de mim, montado na minha barriga. o_O No fim acho que é a mistureba dos Terrible 2's com o ciúme mesmo. Tenho pegado ele mais no colo ANTES do chorinho virar birra incontrolável, e as coisas têm sido mais calmas. Mas dormir que é bom, necas. Com ele acordando 3-4 vezes, calor e barrigão, tô vendo que vou dormir só daqui a uns 4 anos. ¬_¬

bjs

Carolina Frîncu disse...

Ana, tinha escrito uma mensagem enooorme, daí perdi..rs...
Bom, gostaria de dizer que não, mas entendo perfeitamente. A birra, o calor e o barrigão.

Levi nasceu dia 03/01/2010 e Clara dia 05/01/2012. Ele ficou um bb doidão no fim da minha gestação. E foi tudo difícil, na verdade, não só isso. Eu tenho pré-eclâmpsia, embora normalmente tenha pressão de bb, super baixinha. Na primeira gestação fui internada às pressas para uma cesárea, depois de 3 dias sem conseguir sair do pico hipertensivo... Da segunda ia tudo bem, mas no fim desandou, justamente quando o Levi começou com o ciúmes. Às vezes eu chorava, às vezes tinha raiva, às vezes entrava no banho e ignorava o bb chorante, a barriga crescente e a família ausente (todos em SP, eu na PB).

A diferença é que o Levi falava tudo e bem. Ele dizia que queria bater em mim, bater na barriga, bater na irmã (que ficou sem nome até dois dias depois de nascida). Teve alguns episódios assustadores de terror noturno, quis muito ficar no meu colo e entrou numa de dormir sobre minha barriga. Quando a Clara nasceu piorou muito. Ele, que já estava chorão, ficou pior e ainda queria meu colo para dormir, mas foi outra cesárea, infelizmente, então eu sentava na cadeira de balanço, meu marido o colocava em meu colo e assim ficávamos até adormecer.

Ele também deixou de usar o redutor de assento. Não queria saber de penico, redutor, nada e estava tudo tão bem antes... Confesso que foi uma frustração (mães e as expectativas desnecessárias). Durante a noite a Clara ficava num bercinho de camping no meu quarto, só por segurança, nos primeiros dias. Mas, os dias foram passando, Levi viu que eu ainda era a mamãe dele... Passou. De repente passou, nem sei dizer exatamente quando e como. Quando olho as fotos da festinha de aniversário dele, vejo um menininho meio triste, perdido, coisa que ele não é. Agora vejo os dois brincando juntos, ele ensinando coisas para ela, ambos andando conosco de mãos dadas na rua... Eles brigam, como irmãos fazem, mas aquela crise ficou lá atrás.

Nessa fase que disse a ele que só ele é meu filho primogênito. Ele achou o máximo ter uma palavra exclusiva (já que fofo, lindo, querido estavam sendo ditas à irmã tb).

Ó, piora um pouquinho ainda, mas passa! Não custa repetir, né? Era meu mantra...

Quando à soneca do dia, pelo que vc conta, Thomas é bem ativo. Será que ele não quer abandonar a soneca da manhã e ter só uma à tarde? Foi o que funcionou para nós, porque estava muito cansativo tentar colocar o Levi para dormir de manhã. Era muito choro e muita energia empregada e, no fim, não achava que tinha valido, por causa do desgaste.

Quando ao penico, quando a Clara fez um mês e eu me senti mais segura (por causa da cirurgia), tirei a fralda do Levi, conversei com ele e disse que ele não a usaria mais. Ele pareceu entender. Em um mês resolvemos tudo (diurno e noturno), sendo que depois de um tempinho ele teve uma recaída, pedindo fraldas sempre. Negociamos - história longa - e deu certo.

Mãe se intromete naturalmente e vc pediu!!

Paciência aí, não é nada novo sobre essa terra e vai dar certo! Vai se derreter com os dois se amando em breve.

Bjão prá vcs, bom fim de gestação, descanse, sabe que vai precisar.
P.S. Tinha mandado para seu e-mail do blog, mas deu erro, então tô colocando aqui, só que não rpecisa publicar.

Amando Cozinhar disse...

huuuuuuuuum.
ficou muito lindo
e parece uma delícia :9

Seguindo :}
http://www.amandocozinhar.com

Anônimo disse...

Querida, fiz esta receita e a farei mil outras vezes. Que cheesecake maravilhosa, sublime. Será que pode susbstituir o creamcheese industrializado pelo seu também divino "O melhor iogurte do mundo"?
Beijos e ótima maternidade.

Giovanna disse...

Nossa que delícia. Parece ótima a receita. Estava procurando uma receita que parecesse a de um cheesecake que experimentei no P.J Clarke's (http://www.locamob.com.br/p.j.-clarkes/details) e amei. Acho que a sua está bem parecida. Obrigada

Cozinhe isso também!

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