quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu adoro pão velho

Parece ridículo publicar uma receita para french-toast, ou rabanada, considerando que 90% das famílias brasileiras têm sua própria receita da mesma, que por algum motivo que desconheço, virou comida de Natal. Mas a danada está aqui porque eu mesma reneguei essa delícia simples por muito tempo.

Na mesa de Natal de meus tios sempre havia rabanada. Mas meu cérebro infantil sempre confundiu as coisas, e quando me perguntava se queria rabanada, torcia o nariz, fugia correndo, achando que me ofereciam algo feito de rabo. Vai entender. Se alguém sabe por que diabos o pobre pãozinho ganhou nome tão infeliz, por favor me dê uma luz.

Quando mais velha, ouvia em filmes e seriados sobre a tal French Toast, mas nunca me interessei muito. Foi apenas quando casei e comecei a cozinhar e produzir pães em casa que a possibilidade de transformar pão amanhecido em coisas deliciosas me trouxe essa gostosura. Afinal, tanto trabalho e bons ingredientes haviam sido colocados naquele pãozinho, que parecia sacrilégio jogá-lo no lixo só por ter ficado duro. Parecia, não: é. [Agora pense naquele pão bizarro de supermercado, que não amanhece, não resseca, não estraga, tem para sempre aquela textura gelatinosa e não se presta a mais nada a não ser grudar na parte detrás dos seus incisivos quando você os morde.]

Toda semana alguém me escreve a respeito de pães caseiros e comenta algo como "pena que fica duro de um dia para o outro" ou "pena que não dura como o de supermercado". Isso sempre me surpreende um bocado, por vários motivos. Primeiro, que meus pães duram bem uma semana, frescos, ressecando muito devagarinho, e raramente eles de fato endurecem antes de terem sido completamente consumidos. (No fim da semana, já não tão macios, mas pouco ressecados, vão para a torradeira logo de uma vez.)

Se você deixar um pão caseiro, que não tem nenhum conservante, estabilizante, anti-umectante ou qualquer "ante" nojento, descoberto na bandeja da cozinha, como se fosse decoração, de fato ele estará uma pedra no dia seguinte. Para que isso não aconteça, assim que seu pão (qualquer pão: rústico, de forma, brioche, o que for, salvo aqueles bem doces, com coberturas e caldinhas) estiver completamente frio, embrulhe-o muito bem em um pano de prato grande e limpo, sem deixar nenhuma frestinha à vista, e deixe-o assim na sua cesta de pão, num canto da bancada que não tome sol e seja fresquinho. O pano de prato deixa o pão respirar o bastante para que sua umidade não condense e ele não mofe (ao contrário de plástico) e retém suficiente umidade para que ele não resseque de um dia para o outro (ao contrário de sacos de papel). Sempre que cortar um pedacinho, embrulhe o pão muito bem novamente. E pronto. Pãozinho perfeitamente macio por dias.

Agora, e se não der tempo de comer e o pão de fato ficar duro? Ai, que desperdício de pão? Não, de jeito nenhum. Não foi uma só vez que fiz dois pães com o intuito de deixar que um deles amanhecesse, ou que apanhei uma metade de um pão, cortei em pedaços e deixei exposto numa bandeja, especificamente para que ressecasse mais rápido. Já vi sites de culinária com gente perguntando o que fazer com ponta de baguette, que o transeunte simplesmente jogava fora. Hein?? Não, pelamor!

Se está sem criatividade, pode terminar de secar o pão no forno e moer no processador (ou no moedor de carne, de manivela, como fazia minha mãe, pacientemente) para transformar em farinha de rosca, que deixo num pote fechado na geladeira e dura horrores (e fica uma delícia, assim com vários tipos de pães misturados). Num próximo nível, o pão duro pode ser cortado em cubos menores e passado no azeite na frigiedeira, para virar croûtons na salada do almoço. Se estiver se sentindo italiano, pode deixar os nacos do pão duro macerando com tomates, azeite e vinagre até ficarem macios, e misturá-los a várias outras coisas gostosas, produzindo uma panzanella. Ou, deixe os nacos macerando em leite até que absorvam o líquido, exprema com as mãos para tirar o excesso e misture à carne das almôndegas. Ou faça as deliciosas almôndegas de pão e queijo, os canederli italianos. Ou ainda use em sopas de pão como pappa al pomodoro, ou outras versões que a cozinha mediterrânea (portuguesa, espanhola, francesa) tem de monte. O pão duro, em nacos ou fatias, pode também virar bread pudding, versão doce ou salgada, com variações infinitas, ajudando a usar toda a sorte de restos de queijos e legumes que houver na geladeira. Ou, enfim, rabanadas, french toast, ou, meu nome favorito, francês, Pain Perdu.

Sempre faço meio no olho, de acordo com a secura do pão e a quantidade dele. E nunca fiz no Natal. Pain Perdu, French Toast ou Rabanada, aqui em casa é comida de café da manhã, quando o pão ficou duro e ninguém lembrou de fazer pão ou ir à padaria. Bato com um garfo 1 ovo e 1 xic. ou mais de leite integral e tempero com uma pitada de sal e uma colherinha de açúcar, comum ou baunilhado. Às vezes junto um splashezinho de extrato de baunilha, às vezes não. Cubro as fatias grossas de pão duro (pense numa quantidade como 2 pães franceses em fatias de 1,5cm) com a mistura e deixo que absorvam rapidamente o líquido enquanto derreto uma colher generosa de manteiga numa frigideira grande, em fogo baixo, para que a manteiga não queime. Retiro as fatias de pão da tigela com um garfo, escorro o excesso de líquido e douro as fatias dos dois lados. No prato, ainda quentes, polvilho com açúcar baunilhado, ou açúcar e canela, ou açúcar e noz moscada. Ou deixo sem o açúcar e rego com um pouco de mapple syrup e sirvo com ovos mexidos, quando a fome é grande.

Adoro o exterior douradinho, quase crocante, bem adocicado, e o interior das fatias grossas ainda úmidas do leite, com textura de pudim. Tem coisa melhor para começar o dia do que pain perdu e uma xícara de café?

28 comentários:

carol vannier disse...

Na minha casa rabanadas sempre foram tradicao no natal, mas antes eu as associava a uma coisa muito trabalhosa, provavelmente culpa das quantidades exageradas que eram produzidas pela minha mae. De uns tempos pra ca consegui perceber que fazer uma pequena quantidade nao da tanto trabalho assim, e eh mesmo o melhor uso que posso pensar para um 'pao perdido' ;)

Clarissa disse...

Oi Ana!
Sou a Clarissa que te perguntou várias vezes do sorvete de limão e pão de aveia...rsrsrs
Bom, nem voltei aqui para te falar, mas insisti no pão de aveia (4ª receita...rsrsrs) e pelo menos na quantidade agora deu certo!! Nossa, duas formas de bolo inglês bem altas...ficou lindo! Quebrei a cabeça e vi que além de matar o fermento coitado, eu estava usando uma xícara medidora menor, muito menor do que a sua! Incrível isso...como uma quantidade menor de farinha pode fazer o fermento simplesmente não crescer, é isso?
Eu congelei o segundo pão no sábado e tirei ontem do congelador para comê-lo hoje de manhã e ele ficou bem sequinho mesmo, mas não menos gostoso!
Beijinhos.

Andreia T. Farias Britez disse...

Fala sério, Ana!! Vc quase me matou de vontade!! Minha filhotinha deu umas duas viradinhas na minha barriga! Vou ser obrigada a "esquecer" um pãozinho na bancada... rsrsrs.

Gabriel Rozin disse...

Rabanada é o máximo!
Gosto muito do jeito que aprendi no livro Tartine Bread:
Funciona bem com um pão um pouco mais cascudo e uma fatia maior.
Depois de um tempinho na frigideira a parte inferior já está mais seca, meio que impermeável, e vou regando devagar com um pouco mais da mistura leite+ovo+baunilha.
O resultado é maios ou menos um pão-pudim, mais cremoso!
Perdição...

Gabrielle disse...

Oi, Ana!

Juro que vc leu meus pensamentos hoje!
Estava, justamente, me perguntando como fazer uma rabanada gostosa, que lembrasse, ainda que de longe, a da avó do meu noivo(a dela tem uma calda maravilhosa e insuperável, perfeita para comer com sorvete).
Obrigada por compartilhar tb a simplicidade da cozinha.
Bjs!

Patrícia disse...

Rabanadas, por aqui, são obrigatórias no Natal!
A minha mãe faz as tradicionais, faz no forno e faz de vinho. Eu, confesso: não como nem uma... :)

Mas este ano ando com vontade de experimentar umas variações...depois conto como correram!

Agora, claro que o pão aqui vai sempre parar a qualquer receita, sobretudo à sertã, com azeite e ervas aromáticas; no Verão, à panzanella...divinal!

Abraço!

Anônimo disse...

Oi Ana,
Amei as dicas, principalmente a do pano de prato!
Eu sempre deixava em um saquinho de papel com um de plástico por fora...
Quanto a rabanada sempre imaginei que tinha alguma coisa de porco no meio e nuuuuunca nem cheguei perto. Nesse Natal, se eu nao fizer antes, eu provo.
Bj
Thatiana Bandeira

Fernanda Amarante disse...

Ana, na minha família (nem na extendida) nunca comemos rabanadas. Pra mim não é uma coisa muito mineira, sei lá, apesar de atualmente eu ver vendendo em algumas padarias por aqui... Mas quando eu era criança, assim como você, via na casa dos vizinhos cariocas de tradção portuga e achava q tinha a ver com rabo! E aí, de tanto ler sobre french toast, um dia experimentei e apaixonei. Gosto mesmo é de fazer com buttermilk ou creme de leite e alguma rosca bem gostosa!

Guilhermino disse...

Ana vem do espanhol Rebanada = fatias, são fatias de pão. Uma delicia

NineMaia disse...

Cara Ana Elisa,

sempre adorei seu blog, já comentei anteriormente rapidamente, e agora minha mãe está viciada também. Ela está aprendendo como faz pra manter a salada fresquinha e a fazer caldo de legumes com você.

Ela e a família dela toda são de Pernambuco e chamam a rabanada de Fatia Dourada, um nome que sempre achei lindo e me remete a boca cheia de açucar e pão macio.

Obrigada pelo seu blog.
Aline

Eloisa Vidal Rosas disse...

Oi Ana, também fiquei curiosa e fui procurar a origem do nome rabanada, mas só encontrei esse besteirol aí abaixo (Yahoo respostas)que você não precisa postar se não quiser:

O vocábulo RABANADA tem origem árabe e surgiu na Turquia, quando o Mustafá faleceu, deixando considerável herança. Como sempre em família soe acontecer, não deu outra. As brigas pela partilha dos bens foi iniciada durante as exéquias. Dividiram ali mesmo aos tapas e beijos a fortuna, para que um filho bastardo do "de cujos" não fosse aquinhoado. Como o bastardo morava no Egito, portanto um pouco distante, chegou atrasado e já não havia mais um ceitil para abocar. Nervoso e chorando, não pelo fato de seu pai natural haver passado para a outra, mas por não participar do rateio, começou a lastimar-se, como os muçulmanos, batendo nos joelhos, encurvando-se para a frente e dizendo: "Bur Alá, eu nun raba nada, num raba nada". Como ninguém estava nem aí para o defunto, todos começaram a rir do Edmonzinho e o apelidaram de EDMOND RABANADA. Depois ele com muito sacrifício colocou "un badaria" no Cairo e começou a fabricar um pão passado na gema do ovo, misturada com farianha de trigo, com canela em pó por cima, que pegou igual carro velho no tranco, e ficou conhecida como RABANADA do Edmond, igual o PANE TONE (pão do Tone na Itália). A rabanada é o panetone dos árabes.

Ainda bem que o Guilhermino já respondeu...
Um beijo, Eloisa.
(e para o domador de dragões e para a pequena futura arrebatadora de corações!)

Ana E.G. Granziera disse...

Hahaha! Quanta bobagem! ;)

Jacqueline disse...

hahahaha tive que rir....eu tbem não comia quando era pequena pois achava que era algo feito com rabo...
hj adoro!yummy!o nome fatia dourada mencionado pela ninemaia soa muito melhor, fato!

Livia Luzete disse...

Por ver tantos bichos na ceia de Natal eu também tinha essa impressão de ser uma receita com rabo de algum bicho!!...hahaha Pelo visto não era só eu. Até que um dia ví minha mãe fazer. Comi e adoro até hoje. Fiz no natal passado com ovos caipiras e ficou um delicioso dourado por fora, um amarelo que pulava aos olhos. Aqui em casa nunca joguei pão fora, na verdade o que compramos ou fazemos não supre a voracidade da minha família por pães. Também vou ter que "esquecer" algum pão para fazer rabanadas.
Com tantas dicas que vc deu, duvido que as pessoas percam pão novamente.

Eu acho tão engraçado...as pessoas quererem que os produtos caseiros durem tanto quanto os industrializados...

E por falar em pão, farei o de aveia e mel,agora substituindo a manteiga por azeite. Por enquanto que não encontro meu fornecedor de manteiga de leite NÃO-industrializado.Depois volto para contar o resultado.
Beijos a todos por aí!

Anônimo disse...

Ana,
Eu vivo numa correria louca, mas nunca deixo de fazer pão. Faço uma vez por semana e tem de durar a semana toda, então, o que faço é simples. Deixo o pão todo fatiado e congelo dentro de sacos plásticos bem fechados. Assim, logo de manhã, é só colocar as fatias que vou comer no forninho elétrico e daí a alguns minutos é como se saíssem do forno. Rápido, prático e delicioso. Mas, claro, rabanada é outra estória... Aí, vale a pena "esquecer" uns pãezinhos e deixar ressecar...
Bjs,
Su

Camila Oliveira disse...

Ana,
Em Portugal rabanada se chama fatia de parida, pq dão pras mulheres no resguardo... Engraçado né?
Adoro e sempre adorei!

Helena Schutz disse...

Oi Ana,
Fazia mais de uma ano que não fazia pão. Mas ao ver a receita do pão de aveia e me animei a fazer p/ minha filha de 1 ano e 3 meses que adora pão. Ela adorou o pão e nós também. Mas o que levou a escrever mesmo foi a dica do pano de prato, vai "revolucionar" minha vida, pois deixa meus pães fora e sempre ressecam muito rápido.
Obrigada por compartilhar tantas dicas conosco!

Juliana disse...

oi Ana!

tenho dois comentários:
1 você já viu a receita de french toast do smitten kitchen? ainda não fiz, mas desde que foi postado está nos meus planos. olha como deve ser bom:
http://smittenkitchen.com/blog/2012/04/cinnamon-toast-french-toast-cookbook-preview/

2 o pain perdu(o nome é demais, mesmo, né) eu conheço sendo um pouco diferente da rabanada. no caso, pão fatiado numa travessa, coberto com creme inglês e levado por algum tempo no forno - até que o pão absorva bem o líquido e fique quase um pudim com a casca crocante.

mas enfim, tudo muito bom, a rabanada, o pain perdu, a french toast...
e obrigada, ana elisa, muito obrigada por ter me apresentado essa sua receita incrivel incrivel incrivel de pappa al pomodoro. é das melhores coisas que já comi, top 3 comidas-aconchegantes-para-dias-desesperadores.

obrigada e um beijo
ju

Cynthia Nogueira disse...

Vixe,como eu amo french toast! Eu também cresci só vendo rabanada em festa de natal, mas a minha mãe nos servia com sorvete de creme e uvas glaçadas e a minha gula me fazia esquecer completamente qualquer possível associação com rabos! Hoje em dia eu faço muito no café da manhã e até no jantar quando estou mega cansada e não quero cozinhar. O pessoal aqui come com mel ou geléia. Não desperdiço pão de jeito nenhum e se não vira french toast, vira farinha de rosca sem aditivos.
PS: Pelo amor de Deus, eu te rogo, suplico, imploro, passa essa receita de almondegas de queijo e pão. Eu comi há uns 12 ou 13 anos atrás e nunca esqueci, mas não tinha como pedir a receita para a ex sogra italiana. Manda, please!!!

Lígia disse...

Hmm.. pão velho.. ótimo para fazer pudim de pão também!!!

Adoro pão caseiro mas moro sozinha e uma meta a ser cumprida com a balança. Sempre que faço pão, faço porçõezinhas. Pãezinhos pequenos para congelar e, todos os dias, descongelo uma porção que é para ser consumida naquele momento. Não é a mesma coisa que pão fresquinho todo dia, mas engana muito bem e eu não troco por nenhum pão "artificial".

Dricka disse...

Aqui em casa pão caseiro nunca sobra, por mais que eu faça sempre é pouco, porque cada um dos meus irmãos quer levar um inteiro para casa, Quando faço rabanada tem que ser com o pãozinho da padoca mesmo.
Bjs

dri disse...

Oi Ana uma curiosidade o que vc faz na ceia de natal?

Anônimo disse...


oi Ana!
nunca comi rabanada no natal... minha mãe fazia no lanche da tarde, assim como os bolinhos de chuva... ela chamava de roupa velha... ela fazia como você... já eu, nunca consegui fazer como as dela...
lendo o seu texto, voltei no tempo...


Camila disse...

Tenho o meu método de conservação de pães caseiros. Costumo fazer uma receita que rende dois pães de forma médios. O que vou consumir primeiro fica na geladeira e o outro vai para o freezer. Corto as fatias no momento de comer. Isso faz com que tenham uma durabilidade maior.

The Red Death disse...

Meninaaaaa, olha essa receita! Só lemrei de vc :)

http://www.cantinhovegetariano.com.br/2012/10/gelato-de-chocolate.html

Beijo.

Érika Rebane Gabriel Berocan Veiga disse...

Minha primeira visita ao seu blog e simplesmente AMEI!
Estou horas à fio lendo cada post como se ele fosse sair do ar a qualquer momento. kkk

Certeza que aquele pãozinho esquecido lá de casa vai virar pain perdu amanhã mesmo!
Parabéns.
Beijocas.

Mafalda disse...

que aspecto delicioso... nunca fiz mas acho que vai ser este domingo para o pequeno almoço da familia.. :) +parece-me uma boa ideia.
bjs e bom fim de semana

Clara Villarinho disse...

Na minha casa, o leite é temperado (com baunilha, açúcar, noz moscada ou até leite condensado) e os ovos são batidos separadamente: após embeber o pão na mistura de leite, ele é passado apenas na espuminha dos ovos batidos, o que dá uma crocância extra às rabanadas! Ah, e fazemos no forno, com um pouco de manteiga (que é mais saudável que fritá-las, como é feito tradicionalmente)..
Mas, pra mim, desde pequena, "torradas francesas" são as primas salgadas das rabanadas! E eu gosto ainda mais das salgadas! Aí é só temperar o leite à gosto (só com um pouco de sal e pimenta do reino já fica perfeito!), e, nos ovos batidos, adicionar um pouquinho de sal. Assar com manteiga e voilà! meu café da manhã (ou lanche) preferido! ;) RECOMENDO!

Cozinhe isso também!

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