terça-feira, 4 de setembro de 2012

Adaptação e molho Blue Cheese para batatas

Minha cozinha está em fase de adaptação.

Adaptação ao fogão, pois o gás de butijão é mais forte e acabei de descobrir que o rapaz que fez a conversão do meu fogão instalou o botão do forno torto, de modo que as temperaturas marcadas ali não são mais confiáveis; além disso, não sei se meu termômetro quebrou, ou se de fato, mesmo na temperatura mínima, meu forno está chegando a 200ºC depois de pré-aquecer por meia hora. Há um bolo no forno nesse momento que deveria estar pronto, mas fez um movimento de gelatina quando abri a porta e movimentei a grade. Not good.

Adaptação também aos ingredientes. Já que perguntaram, aqui vai: não estou num fim de mundo, em que o que considero mais básico é difícil de achar. Há um supermercado de uma rede pseudo-chique perto de casa onde consigo encontrar alguns queijos especiais (maioria versão nacional) e coisas como mirtilos secos e groselhas frescas. Mas não minha farinha orgânica favorita. Aquela que virou item essencial na minha despensa, principalmente para fazer pães. Porque, sim, depois de alguns testes com pães de fermentação natural, concluí que farinhas orgânicas produzem pães melhores, principalmente os de fermentação longa. Algo a ver com o fato de a farinha não ter sido quimicamente branqueada e ter mais "comida" para o fermento do que a farinha comum. Também meu café em grão favorito não se acha por aqui. Ou pasta de curry tailandês. A seleção asiática é bem diminuta e inconsistente. Não consigo comprar manteiga por quilo nem cream cheese sem gomas. Qualquer chocolate que não tenha gordura hidrogenada é do tipo para comer, e não para cozinhar, e custa um bocado. Meu creme de leite favorito, que era espesso e durava uma eternidade pelo teor de gordura, também deixa saudades. Pior, produtos que eram considerados "meio-termo" no meu antigo supermercado, são considerados "premium" aqui, e têm os preços do que era o "premium" em São Paulo. O que quer dizer pagar mais do que eu pagava por um pedaço de parmesão e um litro de azeite inferior ao que eu usava antes.

Confesso que tive uma pequena crise de pânico culinário.

Mas nem tudo está perdido. A banca de orgânicos da feira de quinta é boa e os produtos são frescos e em conta. Meu marido trabalha ao lado de um desses atacados e que têm num bom preço muitos dos produtos estocáveis que eu uso, como massas secas italianas, tomate em lata e açúcar orgânico. Há lojas especializadas online que entregam em casa meu chocolate belga, e alguns dias depois de pedir, recebi 2,5kg de chocolate 70% e 2,5kg de 53%, os que mais uso, e que devem durar um belo tempinho. Quando minha mãe vem visitar, traz farinha e café e alguma especiaria que não se encontra aqui. O supermercado tem o tofu orgânico de que gosto, o que já me deixa mais tranquila. E quando for à Liberdade almoçar com os amigos, passo nos mercadinhos e me estoco de delícias chinesas, japonesas e tailandesas.

O prognóstico é simplificação e adaptação. Não tem o queijo especial? Escolha outra receita. No dia em que o tal queijo cair em suas mãos, você pode testar a bendita. No restante do tempo, não adianta se martirizar porque na sua cidade não tem farinha de castanha portuguesa. Vou voltar a usar o cream cheese com goma, fazer o quê? Nunca mais vou fazer cheesecake? Dificilmente.

A comida tem sido simples e fresca. Mas sinto que ainda não entrei completamente nos eixos. A movimentação na cozinha ainda não é natural. Ainda não sei de cor o que há na minha despensa. Ter abdicado do hábito de "dar um pulo" no mercado para um ingrediente faltante ainda me deixa perdida na hora de preparar o jantar na última hora."É o que temos" é uma frase que vem muito em mente, quando abro a geladeira para tentar descobrir o que cozinhar.

A churrasqueira, no entanto, tem sido um item bem-vindo. Ela é rasa e não exatamente bem construída, e por isso ainda estamos nos adaptando. Mas quem a comanda é o Allex, o que acaba me dando uma merecida folga. Nosso "churrasco vegetariano" na verdade é uma mera desculpa para comer do lado de fora em dias bonitos. A espiga de milho feita rapidamente no fogo alto, apenas para chamuscar de preto as pontinhas dos grãos, virou favorita do Thomas, que sai andando por aí carregando a espiga do tamanho de seu braço e a devora inteira, às dentadas, sem sal nem nada.

Ando paquerando a ideia de fazer pizza na grelha.

Mas a grande "descoberta" foram as batatas. Havíamos preparado batatas assadas no alumínio, como eu vira no livro da Heloísa Bacellar, quando minha sogra veio nos visitar. Mas elas queimaram em baixo, e achei incrivelmente difícil acertar o ponto de algo que não estou vendo, ou mesmo remexer as batatas num papel-alumínio sobre uma grelha sem rasgar tudo e fazer uma lambança. E elas ficam com gosto de batatas assadas no forno, o que não era o que queríamos. Quando meu pai veio, então, sequer pensamos em repetir as batatinhas.

Foi ele quem, no entanto, perguntou se havia batatas em casa. Respondi que sim, e apanhei as batatas orgânicas cheias de terra e lavei-as para ele, que prontamente apanhou um espeto e atravessou as batatas inteiras, colocando-as nuas sobre o fogo. As batatas ficaram ali por um bom tempo, e suas cascas foram enrugando e escurecendo, até ficarem quase quebradiças, cor da terra de onde saíram.

Quando meu pai tirou-as do espeto, amassou-as com um garfo, mostrando-me que haviam virado praticamente um purê por dentro. Um pouco de sal e manteiga e lá estavam as batatas que eu comera na chácara por toda a minha infância, e cujo preparo ou existência minha memória apagara.

Aquilo foi uma revelação, e repetimos as batatas no espeto já uma três vezes desde então. Das últimas vezes, com o molhinho Blue Cheese da Heloísa Bacellar. A combinação fez sucesso absoluto, e virou um clássico instantâneo. Tão bom, não deu tempo de fotografar nenhuma batatinha com molho, rapidamente devoradas.

MOLHO BLUE CHEESE PARA BATATAS ASSADAS (no forno ou no espeto)
(Ligeiramente adaptado do livro Cozinhando Para Amigos, de Heloísa Bacellar)

Ingredientes:
  • 150g queijo Gorgonzola ou Roquefort
  • 1 cebola pequena, picadinha
  • 1 1/2 colh. (sopa) mostarda de Dijon
  • 1 1/2 xic. creme de leite fresco
  • 1 punhado de salsinha picada
  • 1/4 xic. azeite de oliva extravirgem
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora

Preparo:
  • Numa tigela, amasse o queijo com um garfo. Junte os outros ingredientes, misture bem e tempere com sal e pimenta a gosto. Guarde na geladeira até a hora de servir. Pode ser feito um dia antes. 


22 comentários:

Rose disse...

Batata assada (aliás, batatas de qualquer jeito) com blue cheese é muito, muito bom! Você não é amante de carnes, mas uma sobrecoxa de frango, bem grelhada e depois servida com um generoso pedaço de blue cheese por cima... Um bom pão, uma salada e um vinho. Dá para viver disso! Também já me senti perdida como você. Chegava a ir a São Paulo apenas para comprar os pães que não encontrava aqui. Daí descobri as compras online e por fim montei uma "rede de abastecimento" local. A gente aprende, se acostuma e acaba dando tudo certo.

Anônimo disse...

Ana, lendo seu post fiquei curiosa em saber aonde você costumava comprar manteiga por kilo e qual marca de creme de leite fresco é o seu favorito.
Faço muitos doces e tendo algumas dicas de ingredientes melhores realmente faria uma grande diferença na qualidade dos mesmos.

Ju e Júlio disse...

Ana, tenho me aventurado com alguns pães, mas uso farinha normal (essas que encontramos em mercado). Orgânica só encontro aqui a integral e nunca vi farinha especial para pães como pede a maioria das receitas. Alguma sugestão de marca para farinha que possa melhorar meus pães? Obrigada

Ana E.G. Granziera disse...

Anônimo,
comprava manteiga por quilo no Sta. Luzia, e eu gostava de um creme chamado Campos de Vacaria.

"Ju e Júlio",
eu gosto da farinha Mirella, que tenho usado desde que a Cotrimaio sumiu. A Via Pax é boa para pães, mas muito cara. Quando não encontro nem uma nem outra, compro EcoBio. Se não me engano, você consegue comprar no próprio site dos caras e eles entregam via sedex ou algo assim. É uma opção, se você não encontra no seu supermercado.

Bjs

Dani Hoffmam disse...

Oi Ana, tudo bem?
Eu estou sempre por aqui, embora comente muito pouco... Eu amo esse blog, a maneira com vc escreve, sua maneira de viver me inspira. Já abdiquei de algumas coisas que antes achava insubstituivel!
Bom, vim aqui te contar que fiz a pizza em casa. Sempre gosto de cozinhar nos fins de semana e depois de quase cair dura para traz com o preço das coisas, cheguei a conclusão que o valor de minha hora de trabalho não é compatível com uma pizza de R$50,00. E fiz em casa, com R$20,00 assei 6 pizzas!!! E ficaram deliciosas, o que me deixou com um novo sonho de consumo: uma pedra para assar pizza no meu forno! Também não posso deixar de falar que fiquei indignada com alguns comentários que vi naquele post. É um absurdo uma pessoa que nem te conhece, chegar no seu espaço e falar o que quer e o que bem entende. Achei ridiculo por parte desses que se dizem leitores... Não sei como a cara não queima! Mas muito mais são os que te admiram do que os que não tem nada para fazer!!!
Bjos e obrigada por nos enriquecer com suas deliciosas receitas e palavras.
Dani

Janaina disse...

Ana, sigo seu blog há um tempão mas nunca comentei... Eu tb sou fã da farinha Mirella e na região onde moro (Cotia) eu não encontro. Meu pai tem um comércio q a revende e mesmo não sendo um item disponível na loja virtual, sei que ele pode postar por correio. Claro que a mãe trazer é mais fácil (além de sempre ser um ótimo motivo para a visita...rsrsrs) mas se tiver dificuldades pode me contatar que eu te passo o contato para pedir. Abraço, Janaina

léia freitas disse...

Olá, Ana.
Descobri teu blog por acaso no ultimo domingo e já o devorei quase inteiro e, melhor que isso, já pus em pratica algumas receitas. Bom, a primeira fo o yogurte, mas confesso que ficou mais líquido do que o esperado. Só fui entender o que houve depois de me dar conta de que usei creme de caixinha(!!!), o pecado dos pecados. Mas o sabor ficou ótimo e agora estou Saboreando ele com um pouquinho de geléia de morango que, apesar de Nao ter encontrado a receita por aqui, foi você que me inspirou a fazer. Nesse momento tem meio abacaxi que iria pro lixo sendo transformado em geléia no meu fogão e o pão, aquele de converter maridos, esta descansando no forno, enquanto espera a hora de assa-lo.
Teu blog foi um alivio para mim num momento em que estava me cansando de tudo o que já conhecia de culinária e nada parecia ser fácil ou acessível a mim.
Beijo grande e obrigada por compartilhar isso tudo.

Gabi disse...

Ana,

já fiz muitos legumes na churrasqueira:

Cebolas - colocar num espeto, com casca e tudo (que funciona como o papel alumínio) e deixar na churrasqueira. Tirar, descascar e colocar um azeite por cima.

Abobrinhas e Berinjelas - cortar em rodelas grossas, com a faca bater os dois lados (fica meio xadrez, dos cortes não muito fundos), colocar sal, azeite, pimenta do reino e muita salsinha e cebolinha. Assar na grelha, por uns 10 min de cada lado.

Quanto à pizza, já usei minha pedra na churrasqueira e é fantástica! Ela esquenta mais por causa do carvão, então quando a massa encosta na pedra, cria aquelas bolhas deliciosas, fica crocante! Só coloque uma assadeira em cima da pizza, para abafar e derreter o queijo, se tiver!

Aproveite muito essa churrasqueira! Comer ao ar livre é uma das melhores coisas da vida!

Beijos,

Gabi.

Cristina disse...

Olá, tudo bem? Ainda ontem pensei em você e que faz um tempo que não recebia sua newsletter. Estava com saudades, embora vc não saiba que eu sou sua leitora e admiradora há bastante tempo... Que delícia morar numa cidade menor. 2.a feira estive em São Paulo e tive um ataque de pãnico, pode? Justamente eu que amava ir passear em SP me estressei com o barulho, a agitação, o trÂnsito etc... Voltei prá casa - moro no meio da Praia Grande, onde há um silêncio delicioso e necessário - ao menos para mim - e meu centro veio junto. Bem, queria dizer que AMO vir aqui me inspirar em você e sua saga culinária, e me divirto com seu marido que gosta de pão branco. Querida, parabéns pela 2.a gestação, que tudo lhe corra bem e felicidades prá ti e tua família na nova cidade. Quando forem finalmente "pro mato" você nunca mais vai querer outra vida... Beijão.

Juliana disse...

oi Ana.
é um verdadeiro prazer acessar meu email e ver que você postou alguma coisa. realmente me delicio. e me identifico bastante...
enfim, já falei isso tudo.
já perguntaram e você já respondeu algumas coisas que me vieram enquanto lia este post, só fiquei com uma perguntinha:
cream cheese sem goma? qual? tenho um preconceito doloroso com cream cheese, pelo preço e por todos os ingredientes estranhos dos rótulos. nunca consegui comprar e usar um sem culpa.
por vezes me lembro daquele post que você escreveu sobre não radicalizar demais, sabe? mas o creamcheese é algo muito estranho pra mim.
que marca você usa?

enfim, nunca tinha procurado e encontrei isso aqui:
http://www.grouprecipes.com/59027/best-homemade-cream-cheese.html
tem outras versões online, mas é tudo mais ou menos esse processo, que, até onde eu sei, é exatamente uma coalhada seca. procede?

e agora, pensei: uma coalhada seca bem seca... poderia entrar no lugar de um cream cheese, né. mas não é a mesma coisa.

rs, comentários?

um beijão, e sempre vários obrigadas.

ju

Ana E.G. Granziera disse...

Juliana,
como tudo o que eu comprava, comprava o cream cheese que o próprio Santa Luzia faz. Era muito bom e não tinha nenhuma porcaria. Agora vou comprar o que tiver, mas só de vez em quando, porque eu também quando coloco essas coisas na boca, só fico pensando nas gomas e me estraga o apetite. Mas esses dias mesmo comi coalhada seca e fiquei pensando na mesma coisa que você. É ácida, salgada e praticamente tão firme quanto cream cheese. Fiquei com muita vontade de usar um no lugar do outro e ver o que acontece. Já fiz essa receita de cream cheese da net que é coalhada, mas confesso que só usei pra passar no pão, e não para um cheesecake.

bjs

Juliana disse...

certo, agradeço os palpites.
e fica a dica, o "queijo" do kefir, que é a coalhada seca do iogurte que o kefir faz, fica com uma textura maravilhosa, e um ácido diferente. não sei se você tem kefir por aí, mas o método é mais fácil até, do que ter de fazer o iogurte e tudo.
mas, daquele iogurte de verdade, de ficar horas no fogo, fazer uma coalhada seca... deus, deve ficar divino.
quem experimentar primeiro conta, combinado?

abraço

ju

Clarissa disse...

Olá Ana,
adoro seus posts e fiquei muito feliz de saber que voltou com o blog, mesmo! A maioria das suas receitas eu apenas namoro, porque estou numa fase de estudo muito intensa, e realmente sem tempo para ir a cozinha com dedicação e mente livre...

Bom, mas me dei um tempo rapidinho para te perguntar como você administra as maravilhosas receitas que faz com o peso.
Eu, como você, amo manteiga e um bom creme de leite fresco, queijos, então....mas cortei tudo isso em prol de uma dieta que está chegando ao fim (faltam apenas 500g) e venho me perguntando se serei capaz de reintroduzir certos alimentos que adoro sem prejudicar a balança.

Desculpa se parece uma pergunta pessoal, mas é que admiro muito seu jeito de cozinhar e especialmente de comer.

Além disso, estou em vias de fazer o beta HCG semana que vem e mais questionamentos me vêem: como comer o que gosto sem engordar loucamente na gravidez? Se ainda não for esse mês, tenho mais 30 dias para pensar nisso...rsrsrs

Um abraço e parabéns pelo novo bebê, que venha com tanta saúde como o Thomas!

Ana E.G. Granziera disse...

Clarissa,
não estou na minha melhor forma. Principalmente porque cometi um erro de principiante: enquanto não podia fazer exercícios, continuei comendo como se ainda corresse 7km por dia. :( Mas vc fez bem de perder peso ANTES de engravidar. Porque os primeiros 3 meses dão uma fome de leão. Escolha bem o que come nessa hora. Depois, o bebê começa a te consumir loucamente, e se você mantiver uma alimentação boa, não vai ganhar peso não. Via de regra, pense porções pequenas, mais variedade de legumes do que qualquer outra coisa, água ao invés de sucos e quando fizer doces, distribua-os, não fique com tudo em casa. :)

bjs

Vania brasiliensis disse...

Oi Ana! Eu sou leitora do seu blog desde 2009, adoro-o, é meu blog de culinária favorito....(nunca havia deixado um comentário aqui antes) e como comentaram ali em cima, também me sinto inspirada pelo seu estilo de vida... quando comecei a ler seus posts, eu morava em Portugal e tinha mais facilidade de encontrar todo tipo de ingrediente "chique" e me aventurei a fazer várias receitas suas. Porém há 1 ano e 10 meses atrás me mudei para o interior do Amazonas :) por isso achei engraçado quando li este post onde vc fala sobre a dificuldade de encontrar ingredientes e de como o que era meio-termo passou a ser o "premium" e bem mais caro - nossa, só não te digo que aqui é igual porque com certeza é ainda pior nesse aspecto, hehehe. Claro que estar próxima da floresta mais exuberante do mundo tem suas vantagens, mas achar uma receita maravilhosa e não poder fazê-la pela falta de ingredientes é bem frustrante :-( sem contar na pouca variedade de coisas frescas... mas enfim, o jeito é adaptar e inovar :) Parabéns pela segunda gravidez e te desejo tudo de bom nesta nova fase e uma ótima adaptação ao novo local. um grande abraço!

Luciana disse...

Uai, moça, mudou pra Belo Horizonte? Esse papo de "produto porcaria" a preço de arrancar os olhos era uma coisa que eu conheço bem. [rsrs]

E morar no Reino do Leite, e fazer queijo Minas na roça quando criança, e só encontrar creme de leite freco cheio de conservante... Enfim, a gente suspira e fecha os olhos e adapta. :)

Noemia Vida disse...

Olá Ana,
Quando li o seu post me identifiquei, mas de uma maneira inversa. Pode? É que eu, que sempre morei no norte - atualmente em Macapá (AP), a vida inteira convivi com as dificuldades, sempre tendo que me adaptar ao "kit" - que tiver... rsrs, estou de mudança para Mogi Guaçu. Imagina minha felicidade? Próximo a Campinas e a SP capital - quando precisar de algo mais mais gourmet... Estou nas nuvens!!
Ah, vc poderia me tirar uma dúvida? Vc sempre cozinhava em forno elétrico e agora está no a gás? Qual o melhor na sua opinião? Obrigada!!
Noemia Lázari
noemiavida@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Oi Ana,

Já tentei escrever para vc um comentário, mas sem sucesso, mas vamos tentar novamente.
Vc já preparou coalhada seca em casa?
Aqui, acabo substituindo o cream cheese para o cheesecake por coalhada seca preparada em casa... Se tiver interesse, me envia um e-mail que passo a receita...
Identifico-me sobremaneira com vc e suas lutas culinárias, maternas ( já criei 6 filhas e luto por coisas orgânicas já há mais de 26 anos!)
Estou a sua disposição!

Eli Mariana

Clarissa disse...

Oi Ana!
Obrigada pelas dicas e por compartilhar um pouco da sua experiência. Estou precisando mesmo de parâmetros. Emagreci uns 6 kg, e agora estou esperando a natureza fazer sua parte...rssrsrs. Um dos pontos que percebo, mas não sei se estou enganada, é que você se permite comer bem, itens saudáveis, e sem rigor? por exemplo, por causa da minha nutri, não sei o que é pão branco há muitos meses e salivo naquele pão de sour cream que você fez e outros tantos...açúcar também não apenas sucralose e pelo que percebi você não cortou e nem cortará esses ingredientes por causa da gravidez, né?
Estou correndo 5km por enquanto, ainda não cheguei aos 7km, mas já chego lá. Outro detalhe que talvez faça a diferença é que eu ainda como carne com alguma frequência...talvez aí more o segredo?
Ah...e esse pão de várias farinhas certamente eu farei e volto no post dele para te contar como foi!
Beijão e desculpa pela "carta"!
Clarissa

Ana E.G. Granziera disse...

Clarissa,
você pode voltar a uns posts no blog (durou acho que quase um ano e meio) sobre quando eu estava de dieta com nutricionista. Eu não comi nada light e não cortei o pão branco, mas tentava fazer muito mais coisas integrais, porque elas saciam por mais tempo. Na verdade pra quem come carne dieta é mais fácil, porque um bifinho te deixa saciado por mais tempo que um prato de abobrinhas.

bjs

Eli Mariana disse...

Oi Ana, já pensou ou já se aventurou a preparar massa fresca em casa? É muito mais rápido do que imagina... Enquanto a água ferve, vc prepara a massa... E pode acrescentar aveia e usar farinha integral, que dá um super toque no prato!!!

thatiana Bandeira disse...

Sempre amei a batata de papel alumínio, eu apenas vou virando e furando com o garfo para ver se já está pronta!
Bj

Cozinhe isso também!

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