quarta-feira, 1 de abril de 2009

Olha o título de livro de auto-ajuda: "Como cortei meus gastos e fiquei mais saudável" ;)

Finalmente, depois de analisar um bocado os hábitos aqui de casa e de ficar esmiuçando cada notinha de supermercado, consegui reduzir em 17% meus gastos com supermercado. Não é muito, mas já é um começo.

Meus dois grandes problemas em tentar diminuir esse gasto quando primeiro notei o valor que andava saindo de minha conta eram:
  1. Eu já comprava pouco ou nenhum alimento industrializado.
  2. Os preços em si haviam aumentado ao longo dos anos, e não a quantidade de comida que eu comprava.
Tendo isso em vista, onde diabos eu poderia fazer cortes???

A primeira coisa que fiz foi continuar comprando e comendo da mesma forma por uns dois meses, para que pudesse anotar tudo o que era comprado, em que quantidade e seu preço, e comparar isso com o que restava na despensa no fim do mês. Assim eu saberia se aquilo que eu comprava estava de fato sendo consumido ou se estava apenas ocupando lugar na prateleira de casa, esperando um dia de inspiração. E vamos lá, confessem: todo mundo tem no armário da cozinha algum item comprado para "ter quando precisar", e do qual você só lembra perto da data de vencimento. O resultado é sempre igual: acabamos preparando o tal item completamente sem vontade, só para não jogar no lixo... :P

Tendo a lista pronta, defini o que ali era de fato necessário e o que não era. Dentre os necessários, identifiquei os "estocáveis" (leite longa vida, farinha, açúcar, café, alguns grãos, tomate pelado em lata, macarrão, etc...). Fiz minha lista, fui até a loja de atacado mais próxima e comprei APENAS os itens da lista que estavam disponíveis, sem abrir mão da qualidade das marcas de que gosto.

Resistir às ofertas de coisas de que não precisamos num atacado é bem mais fácil quando você busca apenas alimentos mais próximos de seu estado natural. Você simplesmente pula todo o corredor de bolachas e doces, pula a geladeira dos congelados, e continua focado não em comida pronta, mas comida-ingrediente, que você usa para produzir sua comida de fato. Quanto aos "estocáveis", fico satisfeita se nada no carrinho de compras puder ser comido, por exemplo, na fila do caixa.

Manter-me presa à lista evitou (na maioria das vezes) que eu cometesse o erro do "tá tão barato!". "Noooossa! O coco ralado tá tão barato!" E eu coloco 1kg de coco ralado no carrinho. Convenhamos, eu uso coco ralado uma vez por ano, e nunca mais de 100 ou 200g. Ao invés de pensar "um dia eu posso precisar de coco ralado", comecei a lembrar que eu moro perto de dois ou três supermercados, e que comprar um saquinho de 100g de coco ralado quando eu de fato precisar não vai ser um problema nem um gasto exorbitante.

Foi preciso também esmiuçar mais meus hábitos. Você vê aquele paredão de massas italianas em embalagens de 1,5kg e pensa "ah, eu quero três ou quatro tipos de massa". Já cometi esse erro. Hoje em dia, não comemos massa mais do que umas cinco vezes por mês. Há coisas que não valem a pena serem compradas em quantidade, pois ou elas vão vencer antes que você consiga consumi-las [se for sozinho ou casal, como eu], ou você entrará num frenesi de "acabou o fusilli, então preciso comprar mais", apesar de ainda ter outros dois tipos de massa na despensa.

O interessante é que há dois anos atrás eu já tentara economizar planejando dessa forma, mas não dera certo. Em parte pelo frenesi do fusilli, em parte por causa de nosso estilo de alimentação na época. Depois dos meses de reeducaçnao, é minha geladeira que vê mais rotatividade de produtos, e não minha despensa, que deixou de ser uma base para alimentos frescos, para virar acompanhamento. E isso foi crucial para cortar os gastos.

Saio normalmente com muito pouca coisa do atacadão: leite integral, açúcar orgânico, alguma massa se for preciso, tomate em lata, atum. Então passo no supermercado ao lado de casa e compro itens como o café de que gosto, farinha orgânica branca e 1kg de qualquer outra que esteja acabando (centeio, integral, milho, sarraceno...), arroz integral orgânico (1kg dura meses para nós) e um pacote de meio quilo de algum outro grão (feijão, cevada, quinua...), para se unir aos outros pacotes de meio quilo que compõem minha despensa [vivendo em casal é impossível comprar grãos em mais de meio quilo, a menos que você goste ou não se importe de comer o mesmo tipo de feijão todo dia, ou não se importe em jogar fora. Eu não gosto de nenhuma das alternativas.]

Então chegou a hora dos perecíveis. Ainda no supermercado, compro ovos, manteiga, fermento fresco, um belo pedaço de meio quilo de parmesão e algum queijo fresco. Então, a não ser que seja uma emergência de geladeira vazia, espero o dia da feira e levo comigo a lista dos produtos da estação. Compro comida suficiente para duas semanas, levando sempre mais legumes do que folhas, para que nada seja jogado fora. Como vou sempre à mesma banca, o cheiro verde sai sempre de graça. Aproveito e já compro minhas frutas na banca de trás. Volto para casa carregada, tendo gasto 1/5 do que gastaria em qualquer dos supermercados da região, e só entro de novo no supermercado para comprar um vinho, algum item especial (como cacau em pó ou creme de leite fresco) ou para repor queijos e ovos.

Parece que não há nada de novo em relação ao que eu já fazia, mas a diferença está na quantidade de perecíveis versus estocáveis. Quanto mais legumes e frutas fui colocando em meu cardápio, menos fui gastando com o restante. Comprando sazonais, evito também de comprar importados, bem mais caros. Não parei de tomar meu café gourmet ou de comprar meu queijo Feta, mas comecei a manter minha lista de compras muito, muito simples. Parei de comprar, inclusive, sucos. A única bebida que entra pronta na minha cozinha é alcoólica (hehehe). Um litro de suco custa uma barbaridade, e você tem muito mais nutrientes se comer uma fruta fresca de sobremesa ao invés de um copo de suco de caixinha na hora do almoço.

Claro, um estressadinho dirá: "Aaaah, mas você tem tempo para preparar tudo do zero. Imagina se eu vou fazer massa fresca de macarrão numa terça-feira ou se vou fazer pão toda semana!" E digo: terça-feira levei 35 minutos entre misturar farinha com ovo, abrir e cortar o pappardelle, preparar o molho e cozinhar a massa. Há seis anos atrás eu provavelmente demoraria 2 horas e daria errado. Enquanto escrevo esse post, meu pão, que demorou dez minutos para ser sovado, está crescendo, sozinho na cozinha. Meu iogurte, preparo-o em cinco minutos às 22h, vou dormir e às 6h, quando acordo para correr, coloco-o na geladeira. Nenhum trabalho. Lavo e seco todas as folhas assim que chego da feira, e as envolvo com papel-toalha e acondiciono em potes fechados. Isso me poupa tempo depois, quando só preciso abrir o pote, pegar as folhas e colocar no prato. Costumava demorar uma eternidade para picar uma cebola bem fininho, e hoje em dia meu marido acha divertido me ver picando coisas. PRÁTICA. E prática só se consegue se você fizer todo dia.

Por ter prática em preparar tudo do zero, cozinhar não dá trabalho e não consome tempo. Por isso, pude simplificar muito minha lista de compras e diminuir um bocado meus gastos. De quebra, sinto que comer assim está me tornando muito mais leve e enérgica.

Mas acho que ainda é possível aparar algumas arestas.

Antes que eu receba mais e-mails insandescidos de gente com o dedo em riste na minha cara, deixo MUITO CLARO que não acho que eu estou certa e todo mundo, errado. Esse foi o MEU modo de cortar gastos. Como funcionou para mim, acredito que pode funcionar para outra pessoa. E é claro que eu não sei como é para quem compra carne, por exemplo. Ou para quem tem 10 filhos e trabalha 18 horas por dia. É um desabafo. Relaxe. :D

48 comentários:

gasparzinha disse...

Elisa,
Eu vivo em Portugal, tb sou uma jovem dona de casa e somos apenas eu eo meu Esparguete (magrinho...). :)

Não tenho essa disciplina na hora do supermercado, mas tbsempre vou mais nas verduras e legumes do que nos estocaveis.
Preparo em casa sumo, iogurte, pão, massa fresca, que nem você, e nem é pelo dinheiro só, mas pelo sbor que tudo ganha e pelo prazer de ter as coisas feitas por mim, bem saudáveis e saborosas.

Gosto muito do seu blog e adorei o post!
E as fotos anteriores. :)

Estou dando os primeiros passos com o meu blog, mas gostaria muito se vosse você conhecer:
http://nosoup-foryou.blogspot.com/

Um beijo. :)

Dani disse...

Olá Elisa,
Tive que aprender isso na raça tbm, pois como vc, vivo em 2.
Sei o quanto é triste ter que jogar fora produtos que raramente consumimos ou que não dá tempo de consumir por falta de conhecimento em técnicas de armazenamento.
O ideal é fazer o que vc fez e faz, ver a real necessidade e aplicar no dia a dia de maneira prática e saudável, sem estresse.
ótimo post, amo seu blog e sua maneira de se expressar.
Obs.Assim como vc tbm adoraria viver de subsistência rs.O mundo seria bem melhor sem indústria alimentícia, gorduras trans corantes, agrotóxicos...
Bjokas da Daniella

Ana Lúcia disse...

Olá Elisa, frequente seu blog a meses rsrs

Gostei muito do seu último post, e fiquei pensando nas minhas compras, moro sozinha, sou estudante e não me sobra muito tempo para cozinhar e muito menos habilidades (faço o básico)

Estou tentando uma alimentação mais saudável e vi no seu blog que é possível.

Adoro as suas receitas.

Bejo grande

Maurício disse...

Olá....bem qto as gastos(ou necessidades).Acho legal vc tocar neste tema por que o "custo' do que se come é na verdade a relação(ou o respeito) que se tem pela comida. Acho que se comprássemos só o necesário isso já seria econômico.Ou seja,os supéfulos, os"vamos comer porque vai vencer", os"vou levar por que esta barato" e etc que são o problema e o olho grande tb.....rs.As vezes fico reparando dentro de um supermercado o espaço reservado para o que é comida de verdade(frutas,verdauras,cereais,carne, latcíneos..) e o espaço e o apelo visual para os "produtos alimentícios" com seus suplementos e valores agregados.Já tem um bom tempo que estamos nos afastando dos alimentos e passando a comer "produtos alimentìcios"(pode-se chamá-los de ração tb....rs).Só para n esticar demais repare nisso: calcule qto custa o kg de batata da elma chips ou o quilo do polenguinho, o valor dos sucos prontos e por ai vai....bem.....acho q na verdade temos que primeiro decidir o que e como comer.Por que senão, vamos pagar para encherem nossas barrigas(depois paga-se para diminuí-la.....rs)só n sabemos com o que e,o pior, por que.Comida passa pelos olhos, nariz ...tem sons.....e entra na boca....é prazer antes de tudo mas tem q ser um prazer verdadeiro e não um "não sei o que sensações".....bem...acho q já estou panfletário demais....fico por aqui....abração

Alessandra disse...

Olá Ana Elisa, gostei bastante da sua tática de economizar porque, como diz o meu marido, "é preciso economizar dinheiro e não qualidade". E da forma como você colocou, não apenas há uma economia no preço, mas um aumento da qualidade... como dona de casa eu andei tomando várias surras, mas é como você mesma frisou, é uma questão de prática, mesmo para quem tem um dia cheio de compromissos.É algo que deve ser copiado. Acompanho seu blog há alguns meses e bons exemplos servem exatamente para isso.Parabéns. Seus textos ajudam bastante as pessoas, até como um "desabafo",como você colocou. Beijos. Boa noite.

Dani disse...

Deveríamos viver agora como as pessoas viviam antigamente né? uma horta ali na porta da cozinha, garantiam uma alimentação mais saudável.

Estava lendo sobre seu iogurte e me lembrando de quanto tempo não faço coalhada seca, tão bom para passar no pão né? Mas eu sou favorável a todas as comidas que se faça em casa. Mas a modernidade deixou as pessoas mais preguiçosas.

Um pena isso, tento imaginar como será a alimentação da futura geração baseada em lanches e outras porcarias e o bolso terá que fornecer muitos tustões.

Bjs

Raquel disse...

Oi Ana Elisa,
Vc sempre comenta que prepara o seu iogurte...gostaria de saber COMO!
Que tal um post com o passo a passo, daquele jeito que só vc sabe fazer?
Grata!

Amanda Scapini disse...

Produtos industrializados compro muito pouco, apesar de ainda ter coisas de que "quem sabe talvez um dia na vida" possa precisar. Mas meu problema mesmo é no sacolão. Praticamente não comemos carne em casa (tb somos dois), a não ser um pouquinho de frango e peixe, mas no sacolão não consigo me controlar. Quero levar todos os tipos de legumes possíveis e imagináveis... Estou tentando montar um cardápio semanal, pra ter idéia do que comprar e não voltar pra casa com fama de a tarada dos legumes...

A DONA DO MUNDO disse...

MUITO BACANA SUA INICIATIVA DE CORTAR CUSTOS
EU SEMPRE FAÇO PORÇÕES NA QUANTIDADE CERTA, PRA EVITAR SOBRAS Q ACABAM NO LIXO
UM BEIJO

Jun.~ disse...

Aqui em casa, a minha mãe cozinha pra sete pessoas (tem as duas secretárias que trabalham aqui), vai ao supermercado toda semana, pois, mesmo com duas geladeiras cheias e uma despensa igualmente cheia, elas são esvaziadas semanalmente. Pois é, a gente come pra caramba :/ *gordo*

Enfim, deixando gordices de lado (aka eu mesmo LOL ok, não exagera, hehe :D) eu gostei do modo que você cortou seus gastos com a comida. Talvez dê certo quando eu sair de casa e morar sozinho... Ou talvez não, dependendo do tempo que o trabalho irá me permitir!

Agora abandonando o tópico de despensas e economias... Hoje eu comprei kombu e lembrei de você! Pensei "Putz, a Ana não gosta disso...". Já eu, sou viciado, tem até uns cortados em tirinhas e guardados num pote aqui em casa (que são para serem comidos assim). Mas eu sou suspeito, uma vez que sou descendente de japoneses e já sou acostumado com tais comidas :D

Abraços,

Junji.

Tania disse...

Oi Ana Elisa,

Adorei o seu post. Eu tambem venho tentando comer mais produtos locais e da estacao. Como moro num lugar frio, passei esse inverno comendo muita abobora. As vezes fica dificil qd vc vai ao supermercado e vc ve aqueles tomates lindos no meio do inverno, mas eu me controlo e penso que os tomates no verao vao estar melhores ainda. Aprendi com o tempo que fazer compras com fome nao da certo. Sempre acabo comprando mais do que devo. Outro dia vi um trailer de um filme no YouTube e achei que tem tudo a ver com sua filosofia. O filme se chama Food Inc. Adoro o seu blog e ja estou tentando fazer pao em casa, pq eh muito mais barato e muito mais saudavel. Ainda levo algumas horas para fazer o pao, mas vc me encorajou a continuar tentando ate eu me aperfeicoar. Parabens pelo blog. Vc eh uma inspiracao.
Tania

Cucchiaio pieno disse...

Cara Ana Elisa, me senti muito mal ao ler teu post (mal comigo mesma, é claro). Fiquei com a consciencia pesada, porque como em 34 anos de vida comecei a cozinhar somente a 1 ano, ainda nao tenho 10% da tua pratica e infelizmente ja' joguei muita coisa fora por inexperiencia. Hoje me esforço muito em comprar pouco em dia de feira e, graças a Deus, estou iniciando a me organizar melhor. Voce me fez refletir muito e com tuas dicas pretendo conseguir maior disciplina. Obrigada e um abraço.

Neda disse...

Elisa
Moro em Cabo Verde (África, não interior de Minas) e por aqui a ida ao supermercado é um pouco diferente. A lista serve para não esquecermos de comprar algo, mas um passeio pelas gondolas é inevitável uma vez que nada aqui tem regularidade e por vezes deixamos de colocar na lista itens que achamos que não tem e ... um dia lá está. Claro que também é divertido ver produtos doferentes e como aqui TUDO é importado fica melhor ainda. No começo, eu via as coisas nas pratelerias e fazia a anotação mental de que tinha, quando ia para comprar, não tinha mais e algumas coisas ainda não voltaram. Para mim, seu metodo está mais que correto. Para quem consome carne é fazer um levantamento de quanto usa e ver o que mais vale a pena ir no açougue ou comprar congelado no supermercado. Com filhos muda muito pouco, se como nós, os pais fazem a linha de que filho tem que comer de tudo e há muito já não faz comidinha especial para i pimpolho.

Flávia J. F. Solís disse...

Vc é muito disciplinada. Eu tento lá usar meus métodos para não abusar do orçamento, mas confesso que eles são mais na raça. Espero aparecer as promoções dos itens estocáveis e invisto, assim como invisto nas embalagens ecônomicas (grandes) de coisas que uso muito e itens de limpeza: sai muuuito mais barato. Mas vez ou outra compro importados e itens fora da estação. Onde moro só tem abacate importado e meu marido é consumidor pesado deles, então nem penso muito e compro.

Ah, tb vou desabafar uma coisa: eu acho muito besta essa cultura que desvaloriza o trabalho de casa, o trabalho braçal. Tá cheio de gente por aí que se orgulha de não fazer nada e para tudo na vida precisa de 3 empregadas. Vá lá que não goste de fazer uma coisa ou outra, mas ter orgulho disso já acho besteira demais, rs. É muito limitante. É bom demais ver que nem todo mundo é assim.

miosotiis disse...

Cá em casa também somos dois. E também há o hábito de tentar fazer ao máximo em vez de comprar (pão, iogurtes, biscoitos e bolos,...). As pessoas tendem a pensar assim - tudo o que é "caseiro" leva uma eternidade!

A verdade é que só "perde" tempo na cozinha quem realmente se sente bem lá. E para mim, continua a ser um prazer cozinhar. :)

LAIS G. disse...

Sem palavras.. semelhantes apenas semelhantes, em gostos, aspirações, descendência e profissão.

ADOREI!

Ana S. disse...

Elisa,
acompanho seu blog há bastante tempo, faz parte do meu Google Reader. :)

Adorei esse último post e acho que tem tudo a ver com minha condição atual pós reeducação alimentar. Meu gasto mensal com supermercado foi reduzido drásticamente porque compro mais alimentos frescos do que estocáveis e o desperdício também teve uma redução expressiva, já que só compro o que vou consumir durante a semana.

Lavo frutas e verduras logo que chego em casa para ter tudo à mão quando estou com pressa e sem tempo disponível. A partir da semana que vem começarei a preparar meu próprio iogurte e em breve farei pães e massas de pizza em casa. Cozinha pra mim é alegria, doação e também um gesto de carinho para os outros e para mim mesma.

Ah, só pra constar: namoro, trabalho todos os dias, curso faculdade de arquitetura, estagio, danço jazz e cuido de dois gatos. Tempo a gente consegue com organização.

Conhece essas campanhas? Vale a pena:
http://www.akatu.org.br/sites/desperdicio/
http://www.lovefoodhatewaste.com/

Fabrícia disse...

Ana tambm reduzi meus gastos .... planejando a semana. É tão bom... Menina me passa receita do seu iogurte.... fiquei interessada. O maridoco faz com buttermilk mas haja calorias .... E quanto à carne, como o marido é carnivoro, compro no dia, fresquinha...e claro..quantidade certa, nada de jogar comida no lixo. Agora Aninha me conta o segredo para cortar a massa....aqui em casa comemos toda semana, um pecado.
Bjs para ti.

yaralucas disse...

Você tem toda a razão. Também estou fazendo isso e meus gastos com comida reduziram loucamente (ainda não calculei a porcentagem, mas acho que é mais que 17% :o) ).

Para o pão, eu tenho uma máquina de fazer pão que me poupa o trabalho de sovar. Não fica tão lindo quanto seus pães, mas dá pra comer :o) fica a dica para quem não tem tempo de sovar pão...

Patricia Scarpin disse...

Ana, eu e o marido almoçamos na rua, cada um perto do trabalho, mas à noite e aos finais de semana tenho tentado dar uma economizada me baseando nos textos que você já postou a respeito.
Esse agora, então, vai me ajudar demais! Obrigada por tirar um tempinho do seu dia e nos contar sobre as suas compras. A mim, será extremamente útil.

Ah, btw, acabei de procurar no blog a receita do seu iogurte, salvei e farei no final de semana mesmo.

Um beijo!

Nina disse...

Ana,
Quero ser como você quando eu crescer!
Tenho pensado bastante sobre minha alimentação.
Ainda sou pega pela tentação com mais frequencia do que gostaria de assumir.
Obrigada por suas dicas de como tentar caminhar para uma cozinha mais pura e original. Vou tentar produzir minha própria massa hoje...se puder deixar sua receita por aqui tento a sua!
Obrigada mais uma vez!
Nina

Cristiane disse...

Ana, claro que vai ajudar muita gente!!! Outro dia estava pensando na mesma coisa... ops, MAIS OU MENOS a mesma coisa. Acho que teria que passar pelo processo de reeducaçao alimentar que fez com que muitas pessoas mudassem, melhorando a alimentaçao.
Gostei muito deste tòpico!!

Tatoo disse...

Parabéns,

admirável. No meu caso (não trabalho 18 horas por dia ou tenho filhors :-)) tem dias que simplesmente não tenho a menor paciência para entra na cozinha. Tenho que ter algo pra comer nesses dias.
Pra mim, tb, fazer compras já sacrifício suficiente pra ter que chegar em casa e lavar folhas :-).

De qualquer forma é inspirador saber que tem quem faça.

Outro comentário sobre carne. Na boa? não é justificativa. Em quase todos os supermercados hoje em dia tem açougue de alguma qualidade.

Já peixe...

Alberto Neto aka FEIJÃO MARAVILHA disse...

legal a info... temos um blog tambem www.clubedascomidas.blogspot.com
vai la e diga nos o que achou bjzzz alberto aka feijao maravilha !!

Raquel disse...

Oi Ana Elisa
Já encontrei no blog a tua receita de iogurte natural...agora me explica uma coisa: no meu caso, sendo a primeira vez, vou partir de uma colher de iogurte industrializado. Vc conhece outra receita de iogurte caseiro? Vc acrescenta lactobacilos ou outro tipo de "pozinho"?
Valeu!

Gaby Willig disse...

Ana Elisa, este teu post foi uma verdadeira luz no meu caminho...rsssss...Me mudei há pouco tempo com o meu namorado e pela primeira vez estou tendo que pensar em supermercado, orçamento, economia, etc. E como gosto muito de cozinhar, cada vez que vou ao super acabo comprando um moooonte de coisas, bem como você falou, na esperança de usá-las em algum dia de inspiração. Ultimamente tive que começar a me organizar. Estávamos gastando muito em comida e muita coisa desnecessária estava sendo estocada ou indo parar no lixo. Hoje só vou ao mercado com uma lista, depois de planejar os cardápios dos próximos 15-20 dias (é claro que muitas vezes fujo desse planejamento, mas procuro usar os produtos que tenho em casa). Frutas e verduras compro uma vez por semana mas, infelizmente, aqui em Foz do Iguaçu não encontrei nenhuma feira e por isso acabo comprando no supermercado também, sempre dando preferência aos da estação.

Obrigada pelas dicas! Vão me ajudar ainda mais. Beijos

Marcia H disse...

minha mae sempre disse que quem economiza com comida gasta na farmácia.

O bom é fazer como vc fez, reeducacao alimentar, poucos industrializados e comprar o necessário, sazonal.
sucesso

Silvia Fochesato disse...

Ana , é como você diz , prática é tudo nessa vida e você só aprende com o tempo . E para cozinhar precisa
de tempo .... Quando eu trabalhava fora, mal entrava na cozinha , hoje como sou mãe em tempo integral, posso me dar ao luxo de escolher o que minha família vai comer e assim programar bem meu cardapio e minhas contas , se bem que com filho de 13 anos meu cardapio tem que ter um pouquinho mais de sustância , tem que ter carne , embora eu mesma não coma mas meu filho sim .
Mas como você muito bem colocou é possivel sim viver sem produtos industrializados , cheios de corantes , aditivos , sal e gorduras , só que precisa um pouquinho mais de dedicação e boa vontade .
Como já te falei , gosto muito como você escreve , permite sempre uma reflexão !
Valeu mais uma vez ,
beijo

patinet disse...

Ana
tbm adoro cortar custos.
Molho de tomate eu mesma faço em casa, além de ser mais gostoso, ainda sai mais barato.
Eu moro com meus pais, nem todo dia comemos feijão, mas mesmo assim nós fazemos 1 kg, dividimos em porções e congelamos, não estraga e quando quiser é só descongelar.
Ah! E tenho uma mini horta no meu quintal com algumas ervas.
bjo

Danielle disse...

ola Elisa,
adorei seu post...
estou morando na Suiça e estou com muita dificuldade em fazer economias com comida e principalmente comer de forma saldavel.. tudo aqui é diferente e ainda nao me habituei com as coisas...
tb fiqieu curiosa quanto ao seu yogurte.. como vc faz?
bjs dani

Licsk disse...

...simplesmente 10 esse post...!!!!

Anônimo disse...

Oi Ana,
Cheguei aqui procurando outra coisa e me encantei! Parabéns pelo capricho na escrita e nos "causos", como dizem no Rio Grande do Sul.Agora virei fã!
Bom finde,
Anita

Anônimo disse...

Oi ana! Adoro teu blog, sempre leio, mas pela primeira vez resolvi "participar", pq esse post foi em cheio ao q penso aqui em casa...tb somos um casal e faz tempo q tento ter uma alimentação mais saudavel, mas infelizmente minha mulher é "mc donald's generation"...então tem verdadeira adoração pelas "caixinhas"...gostaria de saber como se faz para estocar legumes, folhas, etc...sem desperdício...o q vai de comida fora na minha casa é de uma quantidade absurda, o q me deixa fulo pq, além de gastar muita grana, ajudo a emporcalhar mais ainda nosso já combalido meio ambiente...

Grande abraço!

Ana Elisa disse...

Gasparzinha,
adorei a idéia do iogurte de coco!

Dani,
ih, mas é difícil, não? ESpera só o dia que eu tiver um quintal! Ah, aí sim! Enquanto isso a gente faz o que pode. :)

Ana Lúcia,
é possível sim! :D

Maurício,
vc tem toda a razão. Eu estou gostando de observar tudo isso e tentar melhorar. Vamos ver que outras arestas consigo aparar.

Alessandra,
pois é, a gente tem que aprender de algum jeito, né? Se eu contasse as porcarias que costumava comprar... :P

Dani,
como um amigo meu que me pediu para ensinar alguns pratos "rápidos" e quando falei que demoraria 15 minutos, ele achou que era muito, e esperava algo em torno de 5 minutos... Fala sério... a que ponto chegamos...

Raquel,
a receita está aqui:
http://www.lacucinetta.com.br/2008/10/pr-qu-complicar-quando-d-para-ser.html

Amanda,
acho que só depois de alguns meses tendo mais legumes do que minha geladeira comporta é que comecei a me conter um pouco. Imagina, vou à feira e fico louca com tanta cor! A listinha dos sazonais em mãos me ajuda porque me limita um pouco, e dentre o que está na lista eu vejo "o que eu estou afim de comer". Esta semana consegui voltar para casa com 1 sacolona cheia ao invés de duas!!! Hehehe... Mas estava já indo embora quando cruzei com um maço de flor de abóbora e um repolho crespo LINDO e não agüentei. :P

Dona do mundo,
isso eu também faço. É uma nhaca, porque quando quero comer aqueles "pratos de restos", como arancini, tenho de fazer a mais para sobrar de propósito! Hehehe...

Junji,
caramba! Sete pessoas! Haja fôlego! Ainda não desisti do kombu. Me deixa tomar coragem de novo e eu tento comer do jeito certo.

Tania,
obrigada pela indicação, vou procurar o filme!

Leia,
Não é para se sentir mal, porque todo mundo tem que começar de algum lugar, e demora para a gente descobrir o ritmo da nossa cozinha.É normal. Não fique chateada não!

Neda,
nossa, deve ser bem diferente por aí! :D

Flávia,
como eu disse, cada um encontra seu método. É que eu sou filha de engenheiro (hahahaha) e acho que peguei o gene das listas e tabelas de Excel. Hehehe... Mas nem me faça começar a falar do pessoal que me olha feio porque eu cozinho. E tem um monte! Já ouvi até um "tadinha de você, ter todo esse trabalho!" Vai entender... Quando eu falo para pessoas da minha idade que eu não tenho empregada, que eu e meu marido é que limpamos a casa, todo mundo me olha como se eu fosse um alien.

Miosotiis,
taí uma diferença de visão entre nós e os outros: nenhum tempo usado na cozinha é uma "perda" de tempo. Certo? :)

Lais,
que bom! :)

Ana S.,
que bom!! Conheço sim as campanhas e as acho ótimas!! :D

Fabrícia,
a receita está aqui:
http://www.lacucinetta.com.br/2008/10/pr-qu-complicar-quando-d-para-ser.html
Agora sobre o macarrão... Durante a dieta eu não podia comer, a não ser de sexta-feira à noite, porque sábado de manhã tinha um treino longo, de 12-16km. Depois de oito meses, acostumamos a só comer macarrão de sexta, e sexta virou "o dia do macarrão". Ainda acabou virando uma tradição legal. Eu fico doida esperando sexta-feira! :D

Yara,
fiquei feliz com a redução, ainda que pequena, pois achei que não havia muito de onde tirar, e descobri que havia sim! :) Com certeza, máquina de pão é uma mão na roda para quem não tem tempo.

Patrícia,
Fico feliz em poder ajudar! Ah, se puder, use um leite premium, com mais gordura, pois o iogurte fica sensacional, com um gostinho suavemente adocicado por causa da gordura, e a textura fica um veludo. Com leite integral comum ele costuma ficar mais ralinho. Se quiser mais firme, é só deixar um tempo sobre uma gaze numa peneira, na geladeira, para sorar um pouco. E o iogurte que melhor funcionou como "starter" para mim foi o integral da Batavo. Outros, como o da parmalat, parecem não ter bactérias suficientes e apenas talharam o leite.

Nina,
adorei essa! Heheh! Prá mim é fácil porque tenho de fato NOJINHO das porcarias. Enjoada, eu? Hehehe... Minha massa é a basicona: 100g de farinha para cada ovo extragrande (NÃO leva sal: o sal vai na água do cozimento, uma colherona imensa). Eu abro a massa na máquina até espessura 7 e corto na mão. Essa quantidade deu uma porção generosa de pappardelle para um, com um molho bem leve.

Cristiane,
que bom que gostou. Na verdade, vc não precisa de um "processo" de reeducação. Basta começar! :D

Tatoo,
ah, manda a preguiça embora! Ok, eu também tenho dias infernais e as vezes não quero cozinhar. Acontece. Nesses dias costumo pedir uma pizza ou comer pão com o que tiver na geladeira. Lavar as folhas é chatinho, mas se vc fizer tudo de uma vez, pronto, passou, foi só uma picadinha! Hehehe... E aí vc de fato tem algo pronto prá comer na geladeira pros dias sem paciência! :D

Alberto,
vou dar uma olhada sim.

Raquel,
existem pozinhos para comprar, e eles vêm com a receita atrás. É fácil e funciona, fiz seguindo a receita do pacote e tudo. Mas custam 5 vezes mais que um pote de iogurte nhaca e o resultado é exatamente o mesmo. O melhor resultado até hoje consegui usando o integral da Batavo como "starter". Acho que ele tem menos "espessantes" que os outros. Tem iogurte sendo vendido por aí que até AMIDO tem!!! Esses não funcionam. Se não achar o da Batavo, compre o que tiver menos itens na lista de ingredientes e que seja integral, mesmo que você vá fazer iogurte com leite desnatado (ainda que com integral fique MUITO melhor).

Gaby,
a feira foi uma alternativa mais barata aqui na minha região. Sei de muito lugar em que supermercado é mais barato que feira, então não se sinta mal por isso! :)

Marcia H,
concordo plenamente com sua mãe! Mulher esperta!! :D

Silvia,
muito obrigada! Dedicação, pelo que vejo nos comentários, é o que não falta por aqui! Fico muito contente de ver que não estou só no mundo!! :D

Patinet,
No dia em que meu marido provou seu primeiro molho de tomates caseiro, o homem ficou louco. É o primeiro a torcer o nariz para qualquer molho pronto. E é TÃO rápido de fazer, que dá até nervoso quando vemos um amigo abrindo uma lata e tacando na panela... Hehehe... :)

Dani,
a receita está aqui:
http://www.lacucinetta.com.br/2008/10/pr-qu-complicar-quando-d-para-ser.html
Deve ser mesmo difícil se habituar com a disponibilidade de alimentos de outro país. Mas você acaba acostumando, tenho certeza! :)

Licsk,
obrigada!

Anita,
obrigada!

Bjos

Ana Elisa disse...

Anônimo,
apesar dos meus esforços, de vez em quando surge um pacote de bolachas de morango na minha despensa, o que me deixa enfurecida. Meu marido também é fã de porcaria. Vai entender. A primeira dica que te dou é não comprar mais comida do que o número de refeições que vcs cozinham por semana. Eu me dou ao luxo de comprar uma boa variedade, pois almoço e janto em casa todo dia (e meu marido apenas janta durante a semana). Na hora que for comprar, compre menos verduras e mais legumes, pois as folhas estragam antes. Tente usar a maior quantidade possível de legumes ao mesmo tempo em uma refeição, pois isso impede que você fique com a quele quilo de beterraba esquecida na gaveta, e que agora vc não faz idéia do que fazer com ela. Pense nos grãos e carnes como acompanhamento dos legumes, e não o contrário. No começo dá mais trabalho, mas a maioria dos grãos vc pode deixar pronto em quantidade e reaquecer, se preocupando apenas no preparo dos legumes e verduras, que são mais rápidos. E fazendo essa proporção é que vc consegue de fato consumir maior variedade de legumes e em menos tempo, sem que nada estrague. Cuidado apenas para não aumentar a quantidade de legumes e esquecer de diminuir a quantidade de grãos e carnes, ou senão vc aumenta muito sua porção e acaba ficando rechonchudo! Hahaha! Quando compro muita coisa, lavo as folhas, envolvo em papel toalha e guardo num tupperware fechado na gaveta da geladeira. Os outros legumes aguentam melhor ficar nas prateleiras, então se o espaço for pouco, dê priridade de gaveta para as folhas. Se comprar raízes com as folhas (como cenouras, nabos, beterrabas), retire as folhas e guarde-as separado, ou elas continuarão consumindo as raizes e farão com que elas murchem mais rápido. Se planeje da seguinte forma: folhas estragam primeiro, legumes com muita água (como pepinos e abobrinhas) em seguida e por último raízes e tubérculos. Só não guarde as batatas na geladeira. O melhor lugar para guardá-las é num armário escuro, ou elas ficam verdes e ligeiramente tóxicas. Ok? Não sei se isso te ajuda...
Beijos

inês costa disse...

Olá!
Também eu me tenho introduzido, ainda que bem devagar, à aventura da cozinha. É que se espera de uma estudante a viver sozinha, creio eu. Como tal, achei este post absolutamente fantástico e inspirador.
Conto voltar.

clau disse...

Que bom que vc esta conseguindo racionalizar o seu estoque na cozinha: parabéns!
Pq para mim ainda è uma utopia, que eu uso a tatica de bunker, para uma eventual guerra mundial ou carestia braba,rss.
Nao consigo fazer menos que ter estoques...
Me sinto segura, assim: fazer o que...!?
Bom fim de semana pra vc!

Mi disse...

Oi Ana, adoro comer bem, mas tenho uma preguiça danada de cozinhar. Há algum tempo, tenho tentado melhorar isso. Há pouco tempo me separei, estou tendo que economizar e também saio menos de casa para comer em bons restaurantes. Obrigada pelas dicas, serão muito úteis nessa nova fase.

Maria Evanda disse...

Visitar o seu blog, tem sido muito enriquecedor!
Tenho aprendido muito.Conheci o Vinho Marsala,que nem sabia que existia; comprei e realmente é delicioso.Conheci o mascarpone,que nem sabia que aquí na minha cidade tinha e descobri que existe vários lugarem que vendem, embora caro vale a pena pelo menos experimentar.Provei os queijos de cabra o feta e o pecorino; muito bom.Fiz a salada com figos e foi uma experiência maravilhosa.E agora estou me aventurando a fazer pães, coisa que sempre tive vontade de fazer, mas nunca tive a coragem de me aventurar, e graças
aos seus relatos dos erros e acertos, tem me motivado a fazê-los.Enfim tem sido uma experiênci muito boa visita-la Parabéns!

Eduardo Luz disse...

Ana, vou ser a voz discordante. Quero protestar com este teu ato pois sou empresário do ramo de supermercados!! rsrs
Voltando a realidade e apesar do meu negócio, você está certa. Desperdício é ruim pro bolso e pra própria saúde!
Concordo também com a preparação da massa : acabei de fazer uma massa de pizza e ficou um espetáculo!
Parabéns pelo post ( mais uma vez!).
Abs.

Clau disse...

Ana adoro a maneira como vc escreve, sempre dando dicas maravilhosas, aqui em casa MUITA coisa mudou depois que comecei a acompanhar o blog...

Pois bem eu tb compro pouco alimento industrializado (isso tb tem um dedinho teu...) como sou do interior e na minha cidade existe apenas um único supermercado tudo fica mais complicado, a uns dois meses abriu uma fruteira, meus gastos com frutas,legumes e folhas verdes triplicaram, o que me deixou bastante feliz, pois antes ia ao supermercado, onde não encontava muitas opções. Hoje em dia nem preciso passar no supermercado, pois encontro tudo lá... lembrando que faço compras uma vez por mês...

Já sobre o iogurte, eu não consigo gostar de jeito nenhum, posso dizer que uma das únicas coisas que me faz torcer o nariz... mas quem sabe com o tempo...

Um beijo
Clau

Marcelo disse...

Oi Ana!!
Sempre leio seu blog, há bastante tempo, posso dizer.
Lembro que ano passado eu tentei fazer bagels, mas foi um desastre por completo, acho que cozinhei demais e parecia uma massa gratinada.
Esses dias estava futricando nas Padarias de Domingo, e encontrei um post sobre os malandrinhos lá(http://www.lacucinetta.com.br/2008/07/padaria-de-domingo-14-bagels.html).
E ontem, Sábado fiz outra tentativa. E adivinha?
Fivaram perfeitos, assim como tu disseste na receita, igual!
Fiquei tão feliz, porque adoro bagels, nos EUA eu adorava comer! haha
Bom, era isso.
Ah, ótimo post sobre gastos, parabéns!!
Marcelo.

DESIRÉ disse...

Oi, Ana!
Tbm vivo fazendo as minhas contas, mas ainda não encontrei o que posso cortar!! Mas não desisto!!
Hei de achar..rsrs...

Ana, há muito tempo vc é vegetariana? O que acha que melhorou em vc depois de abolir a carne vermelha? E quanto às substituições à ela? Como faz para repor as proteínas?

Cheia de dúvidas, estou pensando em parar com a carne vermelha tbm.

Ana Elisa disse...

Inês,
obrigada. O negócio é começar mesmo!

Clau,
provavelmente, se eu tivesse mais espaço, acabaria brincado de estoque mesmo, porque aí não teria problema comprar um zilhão de tipos de macarrão. Hehehe...

Mi,
não tenha preguiça não! Quanto mais vc cozinhar, mais rápido e fácil fica e menos você tem preguiça. Mas quanto menos você cozinhar, aí mais preguiça você vai ter... :P

Maria Evanda,
que bom! Nosssa, fico muito feliz de saber disso! :D

Eduardo,
eu adooooro supermercado! E quando faço qualquer comentário a respeito de um, eu falo daqueles da minha região. NUNCA é uma generalização. Mas legal saber que vc trabalha com isso! :)

Clau,
mas vc não é obrigada a gostar de iogurte! :D Hehehe... É que eu adoro.

Marcelo,
ai que bom! Fico sempre preocupada com as receitas, sem saber se funcionaram só para mim ou se dão certo também na mão dos outros! :)

Desiré,
não sei dizer exatamente há quanto tempo, mas vou chutar que faz uns 6 anos. Eu me sinto mais leve, tipo, a digestão parece mais fácil. Quando como peixe, sinto a coisa diferente, o estômago parece mais pesadinho depois de comer. O cheiro do seu suor muda: fica menos fedido. E se além de tudo você gostar de comer bem, seu colesterol e afins dá uma bela de uma baixada, mesmo comendo ovos e manteiga. Pelo menos foi assim para mim e para meu marido.
Eu não gosto de "substituições" de carne, a não ser que estejamos falando de hambúrgueres, ou algum prato que tradicionalmente leve carne, como moussaka, ragù ou strogonofe. Não gosto de soja, então pela textura, costumo substituir por cogumelos e feijões. Mas nutricionalmente falando, se você tiver um prato bem variado, consegue todas as combinações de aminoácidos necessários. E como eu como leite, ovos, manteiga, iogurte, tenho muitas proteínas daí também. No começo é difícil pensar num prato apenas cheio de "acompanhamentos". Se você quer largar a carne, sugiro que vá diminuindo a porção da mesma aos poucos, até que ela vire o acompanhamento, e então comece a comê-la bem raramente, e veja como se sente. Não é todo mundo que fica bem sem carne, e não há nada de errado nisso.

Bjos

Su disse...

Elisa,
Adorei este seu post e até recomendei a uma amiga minha ler seu blog. E acho que todos concordam que esta tarefa de economizar e evitar desperdícios é realmente necessária. Eu trabalho fora e só como em casa de noite, na janta, com meu marido. E tem dias que realmente a gente volta que é um bagaço só e não dá vontade de fazer nadinha, mas, com o tempo, a gente aprende a aproveitar melhor o pouco tempo que temos. Também tento fazer pães e iogurte em casa e não me lembro mesmo de ter comprado extrato de tomate em casa, só uso tomates frescos, é outra coisa. Gosto de comer mais verdura e legumes, o que me faz ir semanalmente ao sacolão e ao supermercado. Mas também como carne. Quase todos os dias. Sei que vc não come, mas deve ter leitores que são carnívoros também, não é? E minha dica para comer bem e sem desperdiçar é comprar sempre carnes de ótima qualidade já limpinhos e cortados do jeitinho que for usar (em filés, em cubinhos, etc) e pedir para separá-los na quantidade certa que for consumir. Sei que parece que sai mais caro, mas garanto que economiza. Peço às vezes para embalarem de 2 em 2 bifes, sempre no vácuo. Congelo tudo e deixo ou de noitinha ou de manhã na geladeira para descongelar. Faço compras a cada 3 semanas no açougue e sempre a carne lá de casa está super saborosa, com todas as propriedades conservadas.

Nina disse...

Olá!
Eu ainda não consegui atingir o nível que gostaria em não-desperdício. Toda vez que algo vai fora eu lembro do slogan da akatu "um terço de tudo que vc compra vai direto para o lixo".
Logo que eu e o namorido fomos morar juntos eu enchi e despensa, abarrotei na verdade. As coisas foram acabando/vencendo/indo para o lixo e eu me sentia culpada, aí fui parando de comprar para estocar.
Como só jantamos alguns dias da semana em casa eu passo no mercado e compro o que vou preparar naquele dia. E sempre invento a receita na hora, baseada no que está barato/bonito/fresco. Amo cozinhar!
O que ainda não consigo resistir é aos temperos... o ideal seria plantá-los, mas no apê não tem espaço e eu tenho uma gata semi-vegetariana, e ela a-do-ra cebolinha verde, come mesmo!
E penso que os temperos me ajudam a variar o cardápio mesmo repetindo ingredientes básicos.
Gosto muito do seu blog.
Beijos e parabéns!

Sonia Palma disse...

Gente... que blog mais lindo... delicioso !!!! Amei!!
Parabénsss, Elisa !!
Vou tentar fazer suas receitas, e acredito que erros serão difíceis depois de seguir a forma poética de seus relatos...
Um abraço.

Camila disse...

Elisa, há algum tempo venho procurando receita de molho de tomate. Vi que vc faz o seu a partir de tomate em lata e as receitas que encontro também fazem assim. Porque vc utiliza o tomate enlatado em vez daquele que se compra no mercado? Ele não tem a mesma qualidade?

Cozinhe isso também!

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