quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma não muito breve explicação

O caminho da simplificação é um caminho sem volta. Quanto mais você simplifica sua vida, mais simples quer torná-la, mais coisas e hábitos você descobre que não são necessários para você. E, conforme vai ficando mais leve, de casa, de corpo, de rotina, de espírito, mais se pergunta o por quê de ter escolhido complicar por tanto tempo.

Esse post não é um desabafo, nem mesmo um "guia prático da simplicidade", mas o único modo que encontrei de fazer com que vocês, que aparecem por aqui há tantos anos, compreendam um pouco do que anda acontecendo em minha mente e em minha vida.

Desde que meu filho nasceu, meu bem mais preciso tem sido o tempo. Quem têm filhos e os cria sem ajuda especializada 24 horas por dia sabe do que estou falando. Assim que o bebê nasce você se dá conta de forma desesperadora de como o tempo passa rápido. De verdade. E, quando a primeira roupinha de recém-nascido vai para a gaveta do "não cabe mais", você se dá conta de que seu filho nunca mais será aquele bebezinho minúsculo de novo, e nunca, nunca em sua vida, você terá uma noção tão exata e dolorosa de que o tempo que passou simplesmente não volta mais.

Simultaneamente, você se vê enroscada numa rotina rígida e louca, completamente à mercê daquele serzinho cor-de-rosa, e, quando ele finalmente resolve dormir, você se vê num empasse: o que eu faço agora? Tomo banho? Entrego aquele trabalho atrasado? Pinto? Leio? Pego email? Durmo? Faço o jantar? Lavo a cozinha? Você terá uma hora exata para fazer algo. O quê, eu não sei. Algo. E depois dessa uma hora, o bebê requererá sua atenção total, então é bom que escolha a coisa certa. O que você precisa fazer primeiro? O que é mais importante para você?

Nesse momento, em que o tempo tão precioso não pode ser gasto levianamente, poderia ter enveredado por caminhos obscuros. Deus sabe que eles passaram pela minha cabeça. Quando, cansada demais, olhei no espelho, deprimida, e pensei: "F*da-se. F*da-se que eu estou gorda. Eu tive filho. Eu posso. Ninguém está me obrigando a ficar magra de novo, e eu estou simplesmente tão cansada. Eu posso. Eu quero ficar na cama e dormir mais meia hora. Ninguém pode me obrigar a ir correr. Eu nem lembro por que que eu gostava de correr, de qualquer forma. Então f*da-se." E imediatamente aquilo me assustou muito. Eu conseguia sentir o momento da virada. O instante trágico em que você desiste. E a roda gira. Para o lado errado.

Eu estava prestes a desistir. Exausta, quis abrir mão de tudo o que era importante para mim. Do meu trabalho, no qual estava quase impossível focar, da minha saúde, pois parecia difícil voltar ao pique que eu tinha antes, da minha cozinha, pois eu não tinha paciência nem para lavar alface, em suma, de mim.

Naquele momento, no espelho, vi nos meus olhos macilentos um lampejo do futuro, e não gostei do que vi. Eu não podia desistir. Mas também não podia continuar dando murro em ponta de faca, tentando uma rotina impossível com variáveis de difícil manipulação. Eu precisava mudar a base das coisas. Precisava simplificar o coração de cada atividade, para que pudesse executar uma manutenção mais rápida e fácil.

A COZINHA

Mudei minha forma de cozinhar. Continuei comprando a cesta orgânica, cerca de 2-3 vezes por mês, e voltando ao supermercado apenas para os básicos, como leite fresco, queijo parmesão, manteiga, café, farinha e algum grão. Mantive minha despensa minimamente estocada. Um cereal por vez. Um feijão por vez. Uma massa por vez. Se havia quinua, não comprava arroz. Se havia arroz, não comprava cevada. Se há spaghetti, nada de lasagne. Mantive a meta de tentar fazer o maior número de pratos sem precisar ir ao supermercado para novos ingredientes, o que acabou se tornando, ao invés de estressante, um interessante processo criativo, gerando pad thai vegetariano de repolho, stir fry de 7 grãos com talos de espinafre, arroz de forno com pepino refogado, e uma miríade de combinações bizarras mas que resultaram em jantares gostosos, baratos e nutritivos.

A restrição de ingredientes, que parecia opressora quando comecei, tornou-se libertadora, pois ainda me rendeu mais tempo, economizando as idas ao supermercado. Sem falar na economia financeira, uma vez que tenho conseguido alimentar 2 adultos e 3/4 (Thomas come 3/4 de porção de adulto) por menos do que antes eu gastava apenas com meu marido e eu.

Além disso, revi minha rotina. Vi-me muito tentada a voltar aos feijões em lata, caldo em cubo e outras praticidades, até inventar o "dia do processamento". Terça-feira, o dia em que a cesta chega, é oficialmente o dia de processar alimentos. Lavo tudo o que tem que ser lavado, separo raízes de folhas comestíveis, acondiciono tudo em potes devidamente fechados na geladeira, e separo as aparas. As aparas vão imediatamente para a panela com água e temperos para virarem caldo de legumes. Pouco, assim, 1 litro, que será congelado em 2 potes de 500ml, o suficiente para umas duas sopinhas ou um risotto da semana. Ao lado da panela do caldo, borbulha a panela do feijão. Qualquer feijão cujo saco inteiro eu tenha deixado de molho na noite anterior e agora cozinha por 1h30 com alguns temperos básicos. Todo o feijão será também congelado em potes equivalentes às latas de feijão, para serem usados quando der vontade. Maços de manjericão viram pesto congelado em potinhos pequenos. Frutas já maduras são descascadas e cortadas e acondicionadas em potes para os lanches do bebê. Abóbora vai para o forno e vira purê, também no freezer, para uso em doces, sopas, pães, o que for.

E assim que em uma manhã eu resolvo boa parte da cozinha da semana, se não do mês, em alguns casos. Dia do Processamento é intenso, mas vale a pena, pois tudo fica à mão, e minha família não perde em qualidade. Desta forma, sobra tempo para preparar um macarrão caseiro, pães (feitos sempre em dobro, para um deles ir ao freezer), bolos, e a pizza de sexta-feira.

A LIMPEZA

Quando Thomas começou a engatinhar, ficou claro, pelas manchas cinzentas de suas roupas, que não seria mais possível deixar a limpeza pesada apenas para o fim de semana. Mas o aspirador de pó me irritava um bocado, por seu peso, seu barulho, seus tubos desencaixando em baixo do sofá, seu fio enroscando nas pernas das cadeiras, seu plug precisando ser mudado de tomada três, quatro vezes. Aposentei-o, então. Troquei o aspirador pela boa e velha vassoura, silenciosa, rápida, não-dependente de energia elétrica, e vi que levava muito menos tempo para varrer a casa do que para aspirá-la. Além de tudo, economizava nos sacos de aspirador, sempre entupidos de pêlos de cachorro.

Mas apenas isso não bastava. Era chato tirar o pó. Era chato mover os objetos para passar pano no chão e nos móveis. Por quê? Porque as coisas estavam fora de lugar, e porque havia simplesmente... coisas demais.

Comecei um processo longo de limpeza dos armários e estantes, dentro e fora, doando e jogando fora sem dó itens sem uso, coisas que guardávamos para eventualidades ou porque alguém nos havia dado, papelada, livros, cds e dvds, materiais de arte, roupas, revistas, objetos decorativos, louças, produtos de limpeza, toalhas, o que fosse. Não foram poucas as vezes em que me deparei com objetos e pensei "Nossa, não sabia que eu tinha isso!". Aos poucos fui conseguindo mais superfícies limpas, ao guardar objetos importante dentro dos armários antes ocupados por tralha.

Esvaziei os arquivos de toda a papelada velha, de mais de 5 anos, e todos os manuais, notas e garantias de equipamentos que nem temos mais, ou cujas garantias já expiraram, tornando os arquivos da casa mais leves, limpos e organizados, facilitando seu uso.

Deixei no meu armário apenas minhas peças de roupa favoritas, em bom estado e que me servem. Hoje não tenho mais do que umas 10 blusas para o ano inteiro, 1 calça jeans, 2 vestidos de inverno e 2 de verão, 1 short jeans, 3 saias, 1 jaqueta e 2 casacos, 1 sapatilha, 1 sandália, 2 saltos altos, 1 coturno, 1 bota de trilha, 1 tênis de passeio e 2 tênis de corrida. Roupa de ginástica, que seca rápido, só o bastante para 1 semana. O armário ficou fácil de organizar, todas as roupas cabem dobradas com folga nas gavetas, eu sei exatamente o que tenho e visto minhas peças favoritas todos os dias. O processo de lavar roupa, pendurar, tirar do varal, dobrar e guardar, ficou mais simples agora que há menos peças. Eu já havia feito isso com toalhas e lençóis quando nos mudamos: apenas 2 peças; enquanto usamos uma, a outra está lavando.

Minha escrivaninha, agora, é uma bancada limpa, apenas com o computador, o scanner e três canecas com pincéis. Mal tenho de mover nada para limpá-la, o que torna o processo muito mais rápido. Isso foi acontecendo, devagar, com toda a casa. Para facilitar, antes de dormir, guardo os poucos brinquedos do Thomas dentro do chiqueirinho, recolho sapatos espalhados, levo copos para a cozinha, papéis no reciclável, enfim, guardo tudo o que deve ser guardado, para que no dia seguinte seja simples varrer e limpar em não mais que cinco minutos.

Minha casa nunca esteve tão limpa.

E minha mente nunca esteve tão leve.

A TECNOLOGIA

Quando Thomas dorme, corro para o computador para trabalhar enlouquecidamente. Com apenas dois cochilos por dia, é esse o tempo que tenho para trabalho focado: 2 horas. E é bom que eu aproveite esse tempo. Para não me distrair, desliguei o aviso sonoro de chegada de emails e nem abro meu navegador, Twitter incluso. Desligo meu celulgar. Deixo a secretária eletrônica atender os telefonemas de casa (que quase não existem, uma vez que as pessoas parecem só usar mensagens de texto de celulares para se comunicarem agora). E essas duas horas são mais produtivas do que dias inteiros de trabalho meu em outras épocas. E minha mente é focada e calma. E quando Thomas acorda, eu não me sinto exausta, mas pronta para lhe dar atenção, um lanche, um carinho, ensinar uma brincadeira e deixá-lo explorar o mundo de nosso apartamento enquanto faço o almoço ou penduro a roupa.

Então, enquanto ele saracoteia ao meu lado no quarto, derrubando meus livros da estante, eu ligo o email, o Twitter, o celular. E o que começa divertido fica irritante. Quero escrever um texto para o blog, e o celular toca. Levanto para apanhá-lo na sala. Número que eu não conheço. Não atendo. É sempre telemarketing. Volto para tentar escrever. Uma janelinha do Twitter aparece, com o update de alguém. Clico. Alguém comentando que está chovendo. Conversa de elevador. Um link para uma petição que as pessoas vão assinar sem ler, apenas para se sentirem engajadas. Uma foto de um gatinho de chapéu. Onde eu estava mesmo? Ah, é, escrevendo um texto. Deixe-me ler do começo, porque perdi minha linha de raciocínio. Mas antes, peraí, vou ver se o cliente mandou email. "Receber emails". Nada. "Receber emails". Nada. Deixe-me clicar de novo, vai que ele mandou agora. "Receber emails". Opa! Chegou um! Propaganda de relógio falsificado. Falando em relógio, deixa eu ver aquele outro blog tinha aquele texto que eu não terminei de ler ontem. Ó, interessante. Tem esse link aqui para outro texto de referência. Deixa eu abrir em outra aba. Ah, tem um video, também. Enquanto ele carrega, deixa eu ler esse outro. O que é que eu estava fazendo mesmo?

Chega.

Basta.

Se eu não consigo mais fazer meu trabalho sem um computador, que ele seja um mecanismo de produção, de criação, e não de distração. Distração sem sentido, sem foco. Meu tempo é precioso demais, e enquanto eu vejo fotos de gatinhos de chapéu, poderia estar lendo um livro, escrevendo um, pintando, cozinhando, brincando com meu filho, fazendo cafuné no cachorro. Todas atividades mais edificantes e satisfatórias do que comentar sobre a chuva no Twitter.

Voltei para o Twitter pois percebi que só tinha contato com determinadas pessoas através dele, e hoje me dou conta de que caí na mesma pegadinha do Facebook. Se você só tem contato com essas pessoas pelo Twitter, então elas NÃO SÃO SUAS AMIGAS. Amigo telefona. Amigo chama para uma pizza em casa. Amigo sai pra tomar cerveja. Amigo que mora fora visita quando vem pro Brasil. SEM EXCEÇÕES.

Fiquei preocupada quando uma amiga saiu de férias e twittou suas férias inteiras, com fotos e filmes. Não acredito que ela tenha relaxado, tão preocupada em mostrar para os outros o que estava fazendo o tempo todo. E fiquei preocupada quando me peguei em vários momentos do dia pensando "uau, preciso tuitar isso!"

Estou, novamente, e definitivamente, desativando o Twitter. Ele ocupa de forma besta um tempo que não volta. E faz você acreditar que está conectado a pessoas quando tudo o que você está fazendo é ficar sozinho olhando para uma tela luminosa, falando para o vazio, esperando aprovação alheia. Assim como todas as redes sociais. 

Às vezes esqueço meu celular desligado. Por dias. Algumas pessoas costumavam reclamar disso, mas hoje percebo que as pessoas não telefonam mais. Meus amigos me ligam em casa, porque conhecem minha rotina. Nem cliente liga em celular; apenas emails. Fui ao parquinho com meu filho, pois ele gosta do balanço. Enquanto empurrava-o para frente e para trás, divertida com sua risada, vi um pai alguns balanços à direita, empurrando sua filha com uma mão, enquanto digitava em seu iPhone com a outra. Durante todo o tempo em que ele esteve com sua filha, o telefone recebeu mais atenção do que a criança. Enquanto eu estava no parquinho do clube, meu celular jazia imóvel no meu criado-mudo. Sua principal função, ultimamente, tem sido como meu despertador.

Desliguei minha TV a cabo. Era cara, os programas eram todos repetidos, e frequentemente eu me via abandonada no sofá, vendo o que eu não queria ver, e pensando "não tem nada passando na tv". Substituí a TV a cabo por uma assinatura de filmes entregues em casa. Assim, só assisto ao que eu de fato quero assistir. O resto do tempo, salvo alguma bobagem na MTV, a TV fica desligada. Economizando energia e tornando meu dia mais silencioso.

Menos tecnologia na minha vida tem sido equivalente a mais tempo de qualidade, tanto sozinha, quanto com minha família e meus amigos de verdade. Menos tralha tem tornado o trabalho da casa mais fácil. Menos ingredientes tem tornado a cozinha mais prazerosa. Escolher o "caminho analógico" e supostamente mais longo, na verdade, tem sido o segredo para uma semana mais tranquila e uma rotina menos estressante. E de repente eu tenho tempo novamente. Precioso tempo, para fazer o que é importante para mim.

Não sei onde o blog se encaixa nisso tudo. Ainda não. Tem sido complicado pensar nisso. Por um lado, às vezes me pego querendo dividir com alguém algo gostoso, uma técnica, uma dica. Por outro, não tenho tido vontade de fotografar, transcrever receitas, e tenho tido muito pouca inspiração para os textos. E quando me pego com tempo para escrever no blog, quase sempre acabo escolhendo usar esse tempo para outra coisa.

Se por um lado o feedback positivo é uma delícia e faz bem para o ego, por outro, a cobrança de gente com dedo em riste dizendo que devo me comportar assim ou assado na internet me faz pensar na exposição e no fato de que ninguém me obriga a aturar esse tipo de coisa. Para não ter essa encheção, basta parar o blog, ou bloquear os comentários. Então pego-me pensando que não posso parar o blog, pois tenho muita coisa a falar ainda. Então percebo que não. Não há nenhuma tecla a bater que não tenha sido exaustivamente esmurrada ao longo desses anos. Nas palavras de Michael Pollan: coma comida; coma pouco; principalmente vegetais. E não dá para ir muito além disso. Simplesmente falar da minha vida, do meu filho, do meu cachorro, e reproduzir receitas ipsis literis começou a parecer um mero exercício de exibicionismo e infração de direitos autorais. Não sei mais exatamente qual é o ponto disso tudo, uma vez que eu mesma parei de ler a maior parte dos blogs. Minha lista não tem mais de cinco, entre nacionais (um), internacionais, incluindo de cozinha, cinema e amenidades. Cansei de ler blogs com fotografias fantásticas de pessoas lindas morando em lugares incríveis, que só me fazem lembrar do fato de que a vista da minha janela é cinza e eu não posso comprar pão sourdough numa padaria à beira mar ou colher cerejas no quintal. Ou tentar me atualizar no último meme da semana, para poder rir junto no Twitter quando alguém fizer uma referência a ele.

Não faz sentido.

Tenho escolhido passar a maior parte do meu tempo desconectada, produzindo, observando, ensinando meu pequeno matador de dragões a andar, colocando a leitura em dia, fazendo pão e picolé de manga. Desacelerar minha vida tem sido minha prioridade e a melhor escolha que fiz nos últimos tempos. Correr, passear o cachorro, trabalhar, cuidar do pimpolho, ler, pintar, cozinhar, ver um filme, passar tempo com meu marido. Nenhuma atividade virtual é mais importante do que estas. E não deveria ser para ninguém.

Não quer dizer o fim do blog. Quer dizer uma pausa para reflexão. Minha, de vocês, o que for. Pode ser que alguns de vocês fiquem com raiva de mim e apaguem o blog de seus leitores RSS, de seus favoritos, e o que for. Façam isso. Não tem problema. Não fico ofendida. Podem ser que alguns de vocês se sintam traídos, abandonados. Também não tem problema. Se vocês estão aqui desde o começo e acompanharam toda a trajetória do blog, provavelmente aprenderam junto comigo, evoluíram junto comigo dentro da cozinha, desde o pão do homem elefante até hoje. Então já valeu a pena. Se o blog tinha alguma função, pelos emails e comentários que recebo de vocês, acho que ele já a cumpriu e com orgulho. Podem continuar mandando emails, que tentarei responder a eles da melhor forma possível.

De qualquer forma, recomendo a experiência de se desconectar um pouco a todos vocês. Dêem umas férias às redes sociais. Desligue o celular de vez em quando. Principalmente se for um smart phone ou um tablet, que não passam de mecanismos de stress constante. Não ligue o computador de fim de semana. Leia um livro ao invés de ver TV, mesmo que seja um bem porcaria. Dê um passeio à pé ao invés de pegar o carro. Faça sua massa de torta. Desligue o email enquanto trabalha. Olhe para fora. Olhe para cima. Procure um passarinho numa árvore. Leia menos blogs.

Ou não. Cada um sabe de si.

Caso prefira continuar mais um pouco na rede antes de fazer um chá, fiquem com boas referências para simplificar as coisas:

www.mnmlst.com
www.thezerowastehome.com

E este post específico:
http://inthelittleredhouse.blogspot.com/2012/01/small-start.html

Caso desejem se desconectar e ler um livro, recomendo qualquer um dos quatro (ou os quatro):

The Shallows - What The Internet Is Doing To Our Brains
Alone Together - Why We Expect More FRom Technology And Less From Each Other
The Omnivore's Dilemma - A Natural History Of Four Meals
In Defense Of Food - An Eater's Manifesto



Obrigada a todos. ^_^

157 comentários:

Sabrina disse...

Nossa, Ana, suspirei fundo durante toda a leitura do seu texto, pois você transcreveu, mais uma vez, algo que venho tentando colocar em prática há algum tempo, desde fazer pão em dobro ou uma grande focaccia -que sai do freezer e rapidamente se transforma em uma deliciosa pizza-, até estabelecer um dia da semana para fazer tudo; cortar a TV a cabo, ouvir mais música e ler mais livros. Estou muito mais feliz, apesar de ter de ouvir reclamações constantes de familiares, que não entendem porque não uso celular ou facebook. Oras, quando éramos pequenos, saíamos de casa e nossos pais não pensavam estávamos mortos se não nos comunicássemos a cada dez minutos! Enfim, independentemente de você continuar escrevendo ou não, gostaria que soubesse o quanto foi importante na minha vida, o quanto, muitas vezes, seu exemplo foi a força para não me deixar apertar o botão do f*oda-se. Muito, muito obrigada por tudo. Grande abraço, Sabrina

J. disse...

Obrigada Ana, por me fazer repensar a maioria dos meus hábitos. Alguns já estava tentando aplicar, ainda que inconscientemente (como desligar a TV, ver menos porcariada, voltar a minhas leituras preferidas). Outros começarei a dar mais valor a partir de agora. Com certeza o tempo é nosso item mais valioso. Parabéns por conseguir bem manejá-lo.

Lua disse...

Ana, você é minha heroina! Se um dia uma pessoa meio doida te encontrar na rua e te der um abraço fui eu. Divirta-se muito com esse jeito lindo de levar a vida. Um grande abraço, Lua

DricaPeixoto disse...

O mundo virtual por vezes sufoca e afasta. Essa reflexão é válida.

Um beijo, um bom retorno as corridas (se é que já não voltou :) e parabéns pelo tempo recuperado!

Eu atualmente perco um pouco de tempo com o blog em que relatamos nossas corridas. Viramos maratonistas durante as férias de janeiro!

Um beijo!

Luana disse...

Você está certissima. Tenho tentado direcionar minha vida cada vez mais pra esse caminho, onde as pessoas dão valor àquilo que verdadeiramente importa.

Tenho pensado muito nisso ultimamente. Em como eu distribuo melhor meu tempo. Pensei diversas vezes em sair do facebook, mas pra mim é uma fonte de trabalho, pesquisa e onde tenho os meus contatos. Eu odeio telefone e não tenho contato de ninguem, só dos meus pais, melhores amigos, chefe e namorado. Se eu encerrar minha conta, eu perderei a possibilidade de entrar em contato com varias pessoas. Que não são meus melhores amigos, apesar de, como você disse, melhores amigos telefonam. Eu não: eu odeio telefone.

Tenho levado uma vida cada vez mais simples e estou feliz assim.

Mas não acabe com o blog. Ele é uma interessantissima fonte de consulta de receitas.


bjs, bom descanso.

Ju disse...

Ana! Também suspirei profundamente lendo seu texto. Escrevo pra te dizer que sinto a mesmíssima coisa, desde que minha filhota nasceu também me sinto assim. O tempo realmente voa.
Ainda lembro do susto quando vi o exame positivo como se fosse ontem... mas já se passaram 2 anos. E também 24 horas sendo mãe sem ajuda especializada. Nossa, haja fôlego... mas é a maior alegria do mundo, não é?
Adorei tudo o que sempre li no seu blog, receitas, textos, tudo.
Obrigada
July Y T

Mariana Klein disse...

Nunca tinha comentado antes, mas o farei agora:

Que texto lindo! No momento em que eu mesma decidi me desvencilhar do emprego 9h-18h, para poder viver mais e me aventurar em projetos realmente legais de trabalho, pisca o aviso de que você tinha feito um novo post.

E eu, que sempre espero ansiosa pelos novos posts, quase chorei ao ler algo que realmente tocou meu coração.

Obrigada pela sinceridade. Feliz vida nova!

Luciana disse...

Parece que você descobriu um caminho para a simplicidade. Muito bacana que você tenha feito suas escolhas - realmente pessoais - de verdade.

Seu blog virou vade mecum pra mim: foi aqui que minha vontade de cozinhar a minha comida e levar uma vida mais saudável pode adquirir forma, através do seu conhecimento e de suas experiências compartilhadas. Por isso, muito obrigada!

Só por isso valeria a pena vir aqui sempre (e eu peço que o blog continue no ar, pelo menos, para futuras buscas), mas descobri alguém que ainda pensa a vida de maneira muito semelhante e ainda me desafiou a rever minhas metas de simplicidade. Então, obrigada de novo.

Agora, se o livro de receitas não sair, quem sabe você não escreve um livro de 'time management at home'? Porque você parece estar se saindo muito bem! (isso foi só uma brincadeira, mas é verdade que os livros desse jeito são muito focados apenas no mundo corporativo). rs

Grande abraço e curta a pausa - e a família!

CRISTIANE LARA disse...

Oi Ana, bom dia ! Ri, chorei e pensei muito com seu post. Aquela famosa frase : "O menos é mais" faz muito sentido para mim também. Menos roupas, menos papéis e menos tralhas guardadas que só servirão para juntar pó e nada mais. Eu também ando bem cansada dessas tais redes sociais e da tal tecnologia. Só sei de uma coisa:
As pessoas estão ficando cada vez mais distantes umas das outras. Estão solitárias por detrás de um computador, tablet ou celular procurando por algo que possa preencher esse vazio. É uma pena ver toda essa situação. Mas, ainda bem que podemos mudar isso e como você disse : " Olhe para fora. Procure um passarinho numa árvore. Leia menos blogs." De uma coisa estou certa: Sempre procuro passarinhos numa árvore, ou leio menos blogs, mas deixar de ler seu blog, JAMAIS ! :) Um beijo

Grazi disse...

Li o imenso post balançando a cabeça positivamente. Seu blog me conectou à comida de forma prazerosa e, me orgulho de ter comida congelada que saiu do meu forno, da minha sova, da minha pesquisa aqui e em livros. Não pare o blog!! Tudo na vida tem seus 5% ruins, ou 95%, mas a parte boa sempre haverá e vc certamente olha a metade do copo meio cheia. Minhas resolucoes de ano novo sao como as suas, meu guarda roupa e gavetas foram minhas ultimas metas... contas pagas em dia, impostos, listas e mais listas em ordem, e uma vida leve, desconectada, com celular a mao somente para registrar minha filha. sábado chamei amigas em casa e cozinhei pra elas, pq amizade nao é curtir, compartilhar ou cutucar!! corajoso post pq quem vive uma vida diferente certamente irá criticá-la aoo menos em pensamento, mas imagino que nao farao diferença no seu modo de pensar, pq valores e principios maiores quando entram na nossa rotina nao nos fazem perder o foco, e achar um proposito na vida é o maior anseio do ser humano, e quem nao acha sofre, e critica, e é infeliz... agora desligo aqui pois tenho um encontro com pessoas reais, depois de almocar minha quinua e graos de bico preparadas por mim, para uma vida saudável e consciente e autosustentável! muito inspirada por ti, e agradeço-te com esse singelo e simples comentário. Deus os abençoe :)

Raquel disse...

Nossa. Esse post poderia ser um livro...o segundo! Risos...

Sempre leio seu blog, mas comentei ou tirei dúvidas pouquíssimas vezes.

Nem sempre concordei ou me identifiquei com o que você falou ou com o seu momento, mas nunca deixei de acompanhá-la.

Esta foi a primeira vez em que tudo se encaixou! Tenho uma filha de exatos 3 meses e os primeiros parágrafos me caíram como uma luva.

Os outros me serviram para processar algumas questões, pois as SUAS palavras traduziram os MEUS sentimentos em relação a esse modo de viver de hoje, essa "plugação" maluca.

Você é mesmo uma filósofa. Você fez ótimas reflexões nesses anos de blog, e elas me agregaram muito mais do que qualquer receita.

Aliás, confesso que venho aqui menos pelas receitas (que são ótimas) e mais por posts e desabafos como esse.

Pense nisso.

Um abraço.

Luciana Leal disse...

Poxa, vamos sentir sua falta e de suas receitas. Mas o blog continuará nos meus favoritos sim!!
Obrigada pelos textos sempre deliciosos de serem lidos e pelas receitas maravilhosas que vc nos presenteou!!
Até mais!!
Luciana

Izabel disse...

Caramba Ana que texto ótimo, com certeza faz a gente pensar nas escolhas que fazemos na nossa vida muitas vezes sem nem pensar no que estamos fazendo, acabamos vivendo no automático.
Com certeza vou sentir muito sua falta, seus textos e suas receitas fizeram muita diferença na minha vida.
Aproveite muito o seu tempo da maneira que te fizer mais feliz!
Seu blog vai continuar na minha lista e quem sabe um dia não tenho uma feliz surpresa de ser presenteada novamente com seus textos.
Até um dia desses...
Beijos, pra você e para o pequeno.

Letrícia disse...

Sempre inspirada e inspiradora. Mais do que apreciar os pratos que você prepara, gosto de vir aqui para refletir sobre a minha vida e aprender com uma moça tão jovem, mas tão madura.

Um beijo cheio de admiração.

Carla S disse...

Escreves melhor do q muitos "ditos" escritores por aí... pões alma no teu texto porque a tens, e ela é grande.

Acompanho este blog a pouco tempo mas, desde q o vi, resolvi adicioná-lo porque quero le-lo desde o início, assim q minha vida de mãe, trabalhadora e esposa (em terras sem empregada) me permita.

Há muito aqui para mim :)

Identifico-me em muitas, muitas mesmo, das tuas atividades praticas, mentais e operacionais.
É um prazer encontrar aqui pensamentos que validam aquilo q tb defendo e busco pra mim.

Acho que, desde que não o apagues, este blog nunca será (ou estará) abandonado.

Quéroul disse...

bonito texto.
tô numa vibe tão similar que não pude deixar de me animar lendo.

feliz tudo novo, tudo desacelerado, tudo bom.
apertões no seu 3/4, jájá ele tá correndo e você vai se divertir mais ainda.
;)

Anônimo disse...

É por isso que gosto tanto do seu blog e admiro vc!! (mas quase nunca comento)
parabéns... parabéns por ir contra a corrente, por questionar o óbvio, por ter coragem de dar valor ao que tem valor!
Uma dica, leia Sangue, Ossos e Manteiga (de Gabrielle Hamilton). Eu amei, espero q vc goste!
Bjs e td de bom!
Lala.

Paul disse...

Obrigado a você Ana, por tudo.

Silvana disse...

Ana, Obrigada.
Por todos os textos, receitas e principalmente pelas reflexões. Um imenso abraço.
Silvana

J disse...

Ana, nem sei por onde começar. Mas me vi neste seu post, não na parte do filho pq ainda não tenho, mas em todo o resto.
Percebi que a qto tempo não ligo para pessoas q gosto, q valem a pena e q fazem falta. Como cada dia q passa estou mais solitária, fazendo coisas inúteis e como a vida sem essa tecnologia toda só nos tornou mais e mais distantes de tudo e todos.
Como, às vezes, passo o fim de semana inteiro vendo TV ou na internet e nem converso com meu marido q está ali a meu lado. Como me esqueço dele e sou esquecida.
Nossa!!!! Qta inutilidade, qto tempo perdido, momentos q não retornam.
Mas parece que é preciso alguém dizer para vc parar e pensar.
Muito obrigada por tudo, pelas receitas, pelos ensinamentos, pelas reflexões e pelo seu tempo.
Grande beijo, Júlia.

Claudia disse...

Faz pouco tempo que conheci o seu blog (mais ou menos duas semanas). Li o seu blog de cabo a rabo. Foi um dos blogs de experimentos na cozinha de que mais gostei (cliquei em trocentos quando descobri esse mundo de foodbloggers), afinal ele tem um diferencial em relação aos outros, pois não se trata da comida em sua forma pura, com fotos espetaculares e ingredientes inusitados. Ele tem um quê de intimidade e honestidade. Quando você compartilha as suas receitas, sua vida e filosofia, vemos uma pessoa de verdade, com problemas e dilemas como todas nós. E foi esse ingrediente que me encantou em seus textos. Aprendi umas receitas, mas muitas vezes parei para pensar e consequentemente agir, depois que li em seus textos sobre vida simples, rotina, reciclagem, resoluções, metas... Eu, como leitora, espero que não finalize o blog e que não permaneça muito tempo afastada, mas, como pessoa, espero que encontre o seu equilíbrio e, quem sabe, nos deixar a par através dos seus textos. Um grande abraço,

Lylia disse...

Oi Ana,
Sempre venho aqui e me encanto com a delicadeza da sua culinária e da sua escrita.
Sei bem o que vc está passando, pois vivi isso intensamente há 30 anos, quando nasceu minha primeira filha. Pensei que nunca mais teria meu tempo de volta.
E, hoje, posso te dizer que tudo passa e tudo volta para a gente de forma mágica.
O segredo você já descobriu, é simplificar. Ser simples assim. Daí porque escolhi até esse nome para nomear meu blog.
Hoje faço mil coisas: sou jornalista, escritora, blogueira,mãe, mulher, amiga, filha e cozinheira nas horas vagas e tudo isso porque disse sim a vida deixando de lado tudo que não valia a pena.
O que seí, por aprender, é que a vida é boa demais e traz surpresas inesperáveis em cada curva da esquina.
Vale a pena!
Torço por voê,
Lyla

Melissa disse...

Oi Ana!
Admiro sua forma de escrever e de refletir sobre a vida. Nos faz questionar nossas próprias escolhas e sacode nossas idéias, o que é muito bom! O blog é uma delícia de ler, e uma fonte maravilhosa de conhecimento, por isso, se puder, deixe que ele permaneça por aí, mesmo sem atualizações. E venha nos avisar se escrever um livro, eu compro!
Um abraço e parabéns!

simone wajnman disse...

Ana, é sempre um prazer tão grande ler o que voce escreve...Sejam receitas, impressões sobre o dia-a-dia, ou sobre a vida em geral. Vai fazer muita falta!
Embora eu, assim como todo mundo que deixou comentário aqui até agora, entenda perfeitamente as suas motivações e aprenda com elas, ainda assim, faço uma sugestão:
Não deixe orfã essa legião de admiradores e aprendizes. Poste de vez em quando, bem de vez em quando mesmo, breves comentários e noticias, assim como quem dá sinal de vida para amigos queridos, que é como nos sentimos em relação a voce. Sem grandes expectativas e sem ser um compromisso tedioso. Só pra manter o contato e continuar presenteando (a medida de sua possibilidade) um tantao de amigos desconhecidos. Pense nisso.
Seja como for, desejo a voce ( e a todos nós) a vida cheia de sentido que voce persegue.
Um grande e carinhoso abraço, Simone

Cris Carneiro disse...

Adorei Ana. Simples assim. Abs Cris Carneiro

Marcelo disse...

Ana, bem vinda à sua vida. Não a nova, nem a velha, mas a sua! Parabéns pelas palavras, pela coragem, pela dedicação e atenção com que nos transmitiu isso. Da sabedoria então, nem vou falar nada. Você está soterrada de razão. Tratar do que é importante é o que nos garante a verdadeira qualidade de vida.
Você falou na vista cinzenta que você tem de seu apartamento, mas eu estou aqui quase a apostar que em breve, muito em breve, até o cinza deixará de lhe parecer ruim e revelar-se-á o que é e sempre foi, uma cor como todas as outras, a iluminar nosso caminho. E se for pra ser assim, agora que você descobriu isso tudo, estou certo de que você mesma se encarregará de trocar o cinza por outras cores que lhe satisfaçam mais, seja como for.
Seu texto emanou tanta luz que iluminou meu dia. Obrigado.

Se acontecer do blog continuar, esteja certa de que estaremos todos aqui para acompanhá-lo.

Luciana disse...

Ana, coragem é pra quem tem. Vá fundo nas suas resoluções e as mude, se achar que não te servem mais. Vou te dar uma dica, se você ainda não conhece: entre no site do procon e faça um cadastro para proibir telemarketing (serve para fixo e celular). Dentro de 30 dias, ninguém mais te liga - e se ligar, fica sujeito à denúncia e multa. Estou em paz com isso há muito tempo. Ah, se achar difícil encontrar no site, coloque no google, vai direto. Bjs e força sempre!

Vanessa disse...

Ana, faço minhas as palavras da Lua. Também te dou um abraço se um dia a vir por aí.
Um dos meus projetos de vida é fazer um Julie & Julia do seu blog :)
Por último, uma curiosidade: por que Thomas com "h"?
Beijocas.

eme bê, maria disse...

ana, você tem toda razão quando diz que o texto de hoje não foi um desabafo. ele foi sim um presente, um compartilhamento generoso, um empréstimo de palavras ao sentimento de tantos.. uma inspiração!

tenho repensado a minha vida nos últimos anos. um pouquinho todo dia. hoje, depois do seu texto, repensei um ponto importante: as coisas não são absolutamente boas ou ruins, elas o são em relação a outras coisas, tempos, situações. hoje joguei fora algo que em algum momento passou a me fazer mais mal do que bem. foi preciso coragem. e inspiração.

obrigada!
e me junto ao coro dos que pedem a permanência do blog. mas sem obrigação, sem peso. enquanto te fizer bem.

. disse...

Coerência , seu nome é Ana .Delícia de texto , interessante reflexão .Insisto para que continue ... por mero egoísmo .Diminua o ritmo ,como fez com todo o resto .Afinal ,o caminho do meio é quase sempre a melhor escolha . Abraços

Livia Luzete disse...

Ana querida! Eu apagar seu blog dos meus feeds? Nem por decreto! Já faz um bom tempo que parei,desacelerei. Morando ha quase 20 anos no interior do Ceará, tive que abrir mão de muito luxos tecnológicos e com seu blog pude exercitar mais a qualidade de comida,já que não tenho pizzarias,restaurantes legais e outros "point" para ir me deliciar. Se eu queria comer um cheesecake eu mesma tinha(e ainda hoje tenho) que fazer. E também por não ter supermercados,mas somente mercadinhos com poucas opções, a vida era,fazer uma boa compra na capital e fazer o meu dia do processamento e ficar feliz até a próxima compra.E pude ver pelas leituras em blogs a vida do mundo correndo loucamente com síndromes do pânico, bipolaridades e outras doenças tão mais em evidência nessa virada de século e eu...tão mais calma do que já fui.Eu não tenho televisão,tenho um pc que para mim resolve um mundo de coisas e uma delas é ver filmes com meus filhos. Ou seja,só vejo o que quero. Gostei da ideia da Vanessa,fazer um "Julie et Julia" do seu blog. Quem sabe um dia depois do doutorado,já no meu ranchozinho com mais sossego do que já tenho. Ana,mas não abandona a gente de tudo não tá? pleeaseee!

Duda Lima disse...

Ana,
tenho um bebê e entendo exatamente o que você diz, eles nos fazem rever as prioridades na nossas vidas!
Aproveite seu novo estilo de vida, e tudo de bom para sua família!

Anônimo disse...

Ana,

Tenho comentado muito pouco o seu blog e de outros, ultimamente acesso bem pouco a internet, aliás tenho preferido pensar "Mmmmm estou com vontade de fazer uma receita assim assim assado, quem vou consultar?" Vou direto neles e vou ao search.
Apoio todo o seu pensamento, vou confessar que desde que meu primeiro filho chegou não temos televisão, mas me sinto mais "atualizada" do que nunca estive antes, meu celular passa mais de uma semana no silencioso, pq esqueço de mudar para o sonoro.
Só quero dizer que eu a entendo perfeitamente. Embora vá sentir saudades suas desejo boas férias.

Gleyse Campos disse...

Querida Ana, uma das últimas frases da minha avó foi: Há tempo prá tudo na vida. A grande sabedoria está em saber: É tempo de que agora?... como as estações do ano, as frutas da época... Nunca havia comentado no seu blog, mas este seu post cheio desta sabedoria e discernimento!! ah não resisti... fique desconectada sim, pq cada vez que vc postar como hoje valerá a pena todas as ausências. Felicidades prá vc e um grande abraços...

Jô Bibas disse...

Esse texto dá vontade de parar e comentar a cada parágrafo. Um desabafo que faz a gente refletir, pois você está coberta de razão. Agora mesmo, enquanto dava "só uma lidinha" no teu post, a frigideira que coloquei na chama de fogão virou algo incandescente e assustador...
E é isso que você está vivendo mesmo: com filho pequeno, é como viver nos braços de um polvo doméstico, que nos aperta, empurra, não dá folga. Sobra aquilo que você sabiamente está fazendo: priorizar. Tentar fazer o que gosta no meio do que precisa ser feito. Ponto.
Se o blog perde, ganha o pequeno matador de dragões por ter uma mãe mais feliz.

www.arteamiga.wordpress.com

Ulysses Borges disse...

Querida Ana
Sou um pessoa que acredita que todo ser humano tem uma única missão nesse conturbado mundo - evoluir. Para mim, que sou cristão, esse modo de ver a vida é um imperativo em minhas atitudes e escolhas. Vejo isso claramente em seus posts. Acompanho seu blog a pouco mais de um ano e em tão pouco tempo você conseguiu acordar o verdadeiro Ulysses que estava sufocado dentro de mim. Em seus posts descobri que não sou o único no mundo que pensa de um modo racional . Hoje sou mais verdadeiro, mais sincero comigo mesmo e desse modo, não me arrependo mais das minha escolhas.
Obrigado por me aperfeiçoar como ser humano! Obrigado a Deus por ter utilizado Ana como instrumento em minha vida e na vida de tantas outras pessoas. Abraços

Deda disse...

Puxa, nem sei o que dizer... Descobri esse blog em outubro do ano passado, em meio a um turbilhão de acontecimentos na minha vida - muito doente e sem perspectivas, odiando meu emprego, me alimentando super mal. Eu, que somente procurava receitas de doces para passar o tempo e me entupir de açúcar, me vi mergulhada em uma leitura deliciosa de suas aventuras! Me identifiquei com seu jeito, sua atitude diante da loucura que esse mundo está hoje, não somente com relação à comida.
O que posso e quero te dizer é MUITO OBRIGADA por ter feito esse espaço. Vc tem algo valioso dentro de si e é sempre muito bom saber que existem pessoas íntegras, verdadeiras nesse mundo.
Posso afirmar, sem exageros, que a leitura do seu blog me fez refletir minhas escolhas, meus hábitos e hoje estou caminhando levemente para uma vida mais saudável em todos os sentidos.
Desejo que tenha uma vida plena com sua família e manterei com certeza o La Cucinetta nos meus favoritos, pois há ainda muitas receitas que quero testar e outras tantas a repetir.
E caso volte a escrever, será obviamente uma agradável surpresa!
:)

Victor disse...

Ana, o que você deve estar sentindo deve ser muito difícil, e embora eu vá ficar um pouco triste com a "pausa para reflexão" te dou o maior apoio.
Quando estiver pronta e quiser voltar a compartilhar suas experiências, ou mesmo desabafar, não se esqueça de me chamar.

disse...

Coincidentemente desativei meu blog principal hoje, depois de uma reflexão parecida com essa sua. Nem me dei muito ao trabalho de explicar, só fui ao Facebook e disse que estava recolhendo. Acabei ficando só com um outro, de costuras, onde posto e postarei simplesmente pelo prazer de expor um trabalho que fiz, se e quando fizer. Há muito mais vida fora do que dentro das redes sociais e, como vc disse, com sabedoria, tempo gasto com isso é um tempo que não volta. Parabéns e obrigada. Não me sinto mais um ET achado que estava "por fora" em pensar assim.
Bjs.

Quel disse...

Olha, eu acompanho seu blog há cerca de um ano, e o encontrei enquanto buscava alguma receita ( casei faz pouco tempo e não sou uma maravilhava na cozinha, como você). Adoro ler seus textos e admiro a sua determinação.
Agora você é mãe e isso é incrivel! Eu trabalhei num berçario e lembro que quando os bebes não iam a creche por alguns dias, quando voltavam haviam crescido muito, aprendido um monte de coisas. Por isso sei que cada minuto nesses próximos anos será precioso, e que você e seu marido devem curtir ao máximo!
Fotografe seu bebe, não tenha vergonha nem culpa por deixar de fazer algo para aproveitar o tempo ao lado dele. Passa muito rápido.
Quanto ao blog, deixa ele aqui. Quando você puder/ quiser você posta! Esse espaço tem tanta coisa boa de se ler e são textos atemporais. Muita gente vai deixar de seguir mesmo, mas isso pouco importa, afinal, o que você ganha ou perde com isso. Outros tantos leitores cairão aqui de paraquedas como um dia eu cai e para alguns, será bastante proveitoso!
Seja feliz com sua familia que agora aumentou e aproveite ao máximo, pois logo ele vira um menininho e por mais que seja maravilhoso ele crescer, você vai sentir saudades de quando ele era um pedacinho de gente que sugava todo seu tempo.

Beijos

Nara disse...

Demorei a desistir da faxineira mas uma coisa que você escreveu ficou martelando na minha caneça até eu me convencer: precisamos ser capazes de limpar a nossa própria sujeira. Ao dispensar a faxineira e tomar as rédeas da limpeza da minha casa, me dei conta, como você, de que tenho tralha demais e que isto dificulta horrores o trabalho. Ainda não consegui me livrar de praticamente nada porque sou bem devagar e preguiçosa, mas uma hora a coisa vai. Já te vi na rua e quis falar com você mas sei bem como este tipo de coisa é estranha e constrangedora, guardei a vontade. Obrigada por compartilhar dicas, experiências, desabafos! Felicidades!

Lucas disse...

Ana, primeiramente, você como sempre escrevendo lindamente e de peito aberto, mostrando a sua humanidade. Provavelmente você não lembra-se de mim, mas há um 1 ano e meio mandei um email desesperado, pedindo conselhos para um jantar que faria para a minha namorada da época e você humildemente me respondeu e ajudou. Há uns 3 anos acompanho seu blog, nunca comento, mas tem uma lei aqui em casa: Se precisamos de receita para algo, só faço se você já tiver postado, senão fico ressabiado.Você nunca esconde a manha que o prato possui. Gosto muito de tudo que você posta, novamente, seus textos são incríveis, tudo é feito com muito carinho e dedicação. Compreendo todos os seus motivos, porém gostaria que, mesmo que esporadicamente, você continuasse a alegrar os meus dias, com um texto bem escrito ou uma bela receita, ambos difícies de serem encontrados atualmente. Desculpe se pareceu egoísta da minha parte, até porque não o sou, entretanto há muito penso assim: Eu gostaria de fazer algo tão legal quanto a Ana, escrevendo minhas experiências e compartilhando uma ótima gastronomia.

Anônimo disse...

adorei o teu texto. para viver precisamos de muito menos do que imaginamos. no início do ano fiz uma limpa de roupas e livros, mas meu apê continua entulhado... vou pensar sempre no que tu escreveu, e me inspirar e continuar na luta para simplificar a vida, aproveitar mais o tempo, mudar os hábitos, me desapegar de tudo e (quase) todos. e a internet, na mesma medida em que nos abre as portas para o mundo, nos suga e não nos damos conta que vivemos para ela... obrigada por dividir esse momento. carine de florianópolis/sc.

Marcela Reis. disse...

A vontade de chorar lendo esse texto veio porque, desde semana passada, eu venho desvendando teu blog desde o primeiro post. Me apeguei. Quando chega agora, eu vejo esse post novo e penso: não pode ser.

E na verdade, quando acabei de ler, eu vejo que sim, pode ser. Seja mt feliz Ana :)

Dricka disse...

Apoiadissima, nunca tive orkut, twiter ou facebook e sempre me pergunto onde essas pessoas arranjam tanto tempo para a internet, se viver já consome boa parte do nosso.
Curta essa fase. A vida é assim cheia de fases, umas fases não passam nunca. O importante é estar bem no seu lugarzinho de mundo, no seu eu interior. Deixe o blog por ai e quando sentir falta, mate saudades, escreva, leia. Mas uma coisa é certa ele já fez diferença na vida de muita gente e pode fazer na de muitas outras, que fique como material de estudo e exemplo de vida.
Muito amor, paz, saude e equilibrio para vc e sua FAMILIA.( Não é linda essa palavra?
Bjs

Ana Paula Legey disse...

Oi Ana,

Já leio seu blog a um bom tempo e ele sempre foi uma fonte de inspiração magnifica. Cresci muito dentro da cozinha e tb fora dela, no meu olhar crítico c/ o que como e compro. Apesar disso tudo nunca havia comentado... Hj depois desse seu post não consegui evitar...
Vc expressou com coração tudo que venho pensando a algum tempo... Eu nunca tive twitter, a moda não me pegou pq quando estourou aqui estava andando c/ uma mochila nas costas, fazendo o caminho de santiago, quando voltei fui bombardeada com perguntas do tipo: "como assim vc não tem twitter!!" Pensei e pensei e decidi que não havia a menor necessidade daquilo pra mim... Alias foi assustador ver como alguns peregrinos no caminho saiam desesperados em busca de um pc... Eu passei 48 dias no caminho e fui decidida a não abrir um computador enquanto estivesse lá... Tava lá para me conectar a mim mesma e não a internet. E assim o fiz... E é algo profundamente libertador!! Sem essa necessidade, que parece ter contagiado o mundo, de expressar cada pensamento q passa pela sua cabeça... Infelizmente parece que curtir posts é muito mais comum do q se juntar aos amigos para bater um papo ou curtir, de verdade a vida, de compartilha-la como deve ser... De preferencia com uma boa comida à mesa... Enfim... Tenho medo, do mundo q meus filhos vão viver, de sua infancia quiçá meus netos... Mas, é isso depois q voltei do caminho até voltei a tecnologia, mas c/ um outro olhar, ela deve me servir e não eu a ela... E não muito raramente faço como vc sumo pro mundo, meu cel fica desligado e minha internet tb... Quem realmente quiser e precisar me achar sabe como e onde... Mas ler posts como o seu me fazem ter mais esperança... Esperança q as proximas gerações não vão se perder num mundo robotizado, que as relações humanas não se perderão em 144 caracteres e que meus filhos e netos ainda vão descer pro play ou para a rua pra encontrar os amigos só para passar o dia fazendo "nada". Parabéns pelo seu trabalho... E obrigada por compartilha-lo conosco... Ele certamente é muito mais q ctrl c ctrl v de receitas e é por isso q gosto tanto dele...

Abs, da sua xará
Ana

Unknown disse...

Olá,Ana, tenha boas férias, e não vou tirar seu blog dos Favoritos. Tenho muuito o que aprender aqui! Quando se empolgar, não se reprima em compartilhar o que for conosco. Você me inspira a cozinhar melhor, a viver melhor, questionar e tomar atitudes por um mundo melhor. Obrigada por tudo e eu também quero abraçá-la se esbarrar em você algum dia em São Paulo! Um beijão ^^ Serena Katzumata

Cristina Gaia disse...

Menina, que fantástico tudo isso!! Confesso que senti preguiça de ler tudo a princípio, mas me empolguei e quero te dizer o seguinte: já era muito fã de seus posts, embora sem comentar nada, mas depois deste te acho a pessoa mais lúcida que conheço ultimamente, tirando meu marido... Parabéns, estou feliz por você ter chegado às conclusões que cheguei só depois que fiz 40, e você, tão mais jovem, já sacou que é isso mesmo, o simples é o essencial!! Ana, beijos, querida. Curta sua família, seu cão e sua vida!! Em tempo: cortei a TV a cabo semana passada e tenho lido alguns livros que estavam na fila de espera há anos.
Beijos e felicidades!!!

Unknown disse...

Ana, Seria egoísta se pedisse para continuar escrevendo. Seu texto me inspirou muito e como vou mudar para minha casa nova, vou começar as mudanças agora mesmo. Com uma filha de 1ano e 10 meses não dá para viver do jeito que vivemos hj. A gnt se escreveu enquanto eu morei na Alemanha. Vc me deu dicas sobre uma viagem pra Itália. Eu ia comemorar 11 anos de casada, mas aí veio a gravidez e qdo a Anabella tinha 2 meses nós fomos celebrar com ela "A Vida" na Itália. Melhor viagem da minha vida graças as suas dicas!
Peço permissão para compartilhar seu texto com alguns amigos. Acho que eles tb vão se sentir inspirados! Como os alemães dizem: Gute Pause!
Eles sempre fazem 2 pausas no dia para que a correria não controle suas vidas. Obrigada!

Ana Luiza disse...

Ana, vamos sentir saudades! Curta bem o seu pimpolho e.. enquanto isso vou testando as receitas que já estao aqui. :D

Obrigada por nos inspirar.

Eloisa Vidal Rosas disse...

Querida Ana, você me proporciona minutos de prazer com seus textos e receitas divinas... acompanhei contente a gravidez, o crescimento do pequeno matador de dragões e as suas reflexões. Espero que seja um até breve, coincido 100% com as suas decisões! Um beijo, Eloisa.

Fer Ayer disse...

Ana, você sabe que te acompanho há muito tempo e também sabe que eu não comento nenhum post seu há muito tempo, porque tb andava meio cansada desta obrigação de ler tudo e comentar tudo, para ser querida e conhecida dentro do mundo blogueiro, não era este meu objetivo, então parei.
Já havia lido dois dos livros que vc sugeriu no final do seus post, do Pollan, e só os li depois que comecei a frequentar seu espaço, então quero que vc saiba que se vc tem alguma dúvida de que atinge positivamente algumas pessoas, saiba que atingiu a mim, e com este post mais ainda. Pois me divorciei há um ano, tenho passado vários perrengues e tenho uma filha de 9 anos e não tenho achado tempo pra quase nada a não ser trabalhar e seu post me fez pensar muito.
Obrigada e boa sorte de coração.

Paula disse...

Estou consigo. Beijos.
Paula

Mônica L. Costa disse...

Oi, Ana!
Fico feliz com sua volta aos livros, bem mais reais do que a tv e o computador. Espero que um dia você escreva um, pois leva jeito e tem o que dizer. Estarei às ordens, o dia que precisar.
Um beijo carinhoso,
Monique

Marcia Cunha disse...

Querida Ana, uma coisa é certa vc escreve muito bem, aproveite esse dom. Os filhos são maravilhosos, mas quando realmente cuidamos deles temos muito trabalho. Posso te garantir que essa fase mais dura passa e depois tudo fica mais fácil. Tomara que vc continue com o blog na minha opinião ele é sensacional e se vc é mãe tal como se dedica ao blog seu filho tem muita sorte, vc deve ser uma mãe excelente. Boa Sorte!!
Marcia

Igor Campos Leal disse...

Ana,

Como vários escreveram, esse será meu primeiro comentário aqui e não poderia deixar de fazê-lo!

Como bem disse o Marcelo mais acima, seu texto iluminou meu dia e me ajudou a entender o que tem passado comigo, meu trabalho, minha família de duas crianças pequenas e um blog!

Aproveito para dizer que tive que postar hoje uma referência ao seu grande e ótimo texto!

Parabéns pela decisão! Espero estar também no caminho certo!

Anônimo disse...

Ana, sigo o blog há alguns anos já. Comentei duas ou três vezes apenas.

Obrigada por dividir com a gente um pedacinho do teu mundo. Espero que tenhas uma feliz vida nova.

Cada um sabe exatamente do que precisa pra ser feliz, mas poucos agem em prol da própria felicidade. Parabéns pela iniciativa.

Bisous, Julie Garcia
jugarcia@ymail.com

Mariane disse...

Oi Ana..
Não sei como vim parar no seu blog, sei que foi um pouco antes da sua gravidez e foi uma ótima experiência! Te admiro muito! A forma de vc pensar, de viver, de criar seu filho..
E depois desse texto, eu não poderia pensar outra coisa que não fosse: Você falou tudo!
Tenho 20 anos, outro dia fui no aniversário da mãe de uma 'amiga'(a 'amiga' estudou comigo durante uns 5 anos) e a única coisa que essa 'amiga' falou comigo durante toda a noite foi 'vc tem que fazer um facebook pra voce!'...
Eu não importo de as pessoas participarem de redes sociais, eu só não quero participar e não quero que as pessoas coloquem isso em primeiro lugar! Pra que?! Pra através da internet conseguir reunir aqueeela turma da escola com quem vc viveu os melhores anos da sua vida e no reencontro os únicos assuntos serem 'o que fulano postou' e 'o que beltrano comentou'? Isso não é pra mim!
Acho que você está certa de se dar esse espaço, esse tempo.. Afinal é muito mais louvável passar o tempo arrumando as coisas que seu filho derrubou enquanto dava os primeiros passos apoiando nos móveis do que ficar lendo o que as pessoas estão fazendo/pensando..

Faça o que está em sua mente, por que daqui a algum tempo, vc vai ver que valeu a pena todas as escolhas que você fez!
E daqui a alguns anos, seu filho vai falar com vc 'quando eu tiver filhos, quero criá-los igual eu fui criado'
Os seus valores devem ser mantidos,e eu sei que vão! E vc deve se orgulhar disso!

Se der pra voltar, quando der, algum dia vc volta nem que seja pra deixar um 'oi' aqui no blog, pq mesmo avisando que sua vida vai ser mais off do que on line, tenho certeza de que muita gente, assim como eu, vai continuar visitando o La Cucinetta pra ver se algum dia, quem sabe, aparece um post novo..

Amo seus textos, seu jeito de ser (apesar de não te conhecer pessoalmente) e suas atitudes sempre nobres.. Parabéns por ser quem voce é!

Um Beijo
Mariane

Olga disse...

Oi, Ana!
Você provavelmente nem imagina quantas pessoas você inspirou a largar os velhos hábitos e migrar para o sabor puro e de qualidade, para uma estante só de coisas que realmente serão utilizadas, para um tempo melhor aproveitado. E eu me sinto feliz por estar nesse grupo!
Obrigada!

Mariana disse...

Olá, Ana. Achava que eu era uma das poucas pessoas que acreditam na simplificação da vida mas, depois do seu post e dos inúmeros comentários em seu favor, sinto-me menos ET. Sempre pensei que não tenho obrigação de estar conectada, antenada o tempo inteiro. Passo semana sem acessar a conta do facebook e, se saio sem celular, muitas vezes nem faz diferença para mim. Meu namorado acha o cúmulo da distração, mas acho que assim não me deixo contaminar pelos vícios do mundo moderno. Identifiquei-me muito com suas palavras, exatamente o que penso que deva ser a vida, principalmente a criação dos filhos - que não os tenho. Ensiná-lo a passear no parque, e não passar horas no vídeo-game é heróico atualmente, mas é o que falta nas crianças e adolescentes de hoje, que são estúpidos e mal criados, justamente porque não têm em casa o exemplo de valorizar maias as coisas que se tem em casa, principalmente o carinho da família. Sempre achei fantástica a forma de você encarar a cozinha, a busca de nutrientes e sua maneira artesanal, coisa que introduzi na vida aos poucos - é de vez em quando que consigo fazer um caldo de legumes, pois moro sozinha, e o que vou fazer com tanta comida??, mas digo que isso é, simplesmente, delicioso. Assim como o blog e todos os seus posts, que renderiam um lindo livro de memórias. Parabéns por tudo. Acho você ótima, e depois de sempre lê-la sinto um carinho especial, como alguém que conheço há muito e que partilha das mesmas opiniões que eu. Obrigada.

carol vannier disse...

Ana,
acho que você não precisa mesmo de mais textos de aprovação e massagens no ego, está bem estabelecido que você tem muuuitos leitores que te admiram (nem consegui ler todos os comentários empolgados a esse post!)

Só queria te dizer que, na minha opinião, esse blog já vale como um livro, e um dos bons, sobre culinária saudável e vida "zero waste". O bom do blog, ao contrário dos livros, é que ele é uma obra aberta, onde você sempre pode voltar, mesmo que esporadicamente, para compartilhar novos aprendizados. E quem continuar com a assinatura do blog vai receber, mesmo que raramente, aquele aviso feliz ;)
(By the way, apesar dos feeds serem mais um gadget, eles tem o dom de me fazer perder menos tempo no garimpo da internet. Todos os outros citados são mesmo pragas cosnumidoras de tempo e que não trazem quase nada de bom.)
Um exemplo de como essa obra em andamento é positiva foram as mudanças desde que o baby chegou. Foram-se as belas receitas cheias de ingredientes, mas vieram as dicas de praticidade, ainda assim deliciosas.
Espero que você saiba como é precioso todo esse aprendizado repassado. Já me peguei mil vezes pensando, quando me deparo com algum empasse, como vc teria resolvido o pepino!

Enfim, já que dos emails você não vai poder abrir mão, espero que de vez em quando, se uma leitora desesperada te escrever pra saber sua opinião sobre algum assunto esdrúxulo, você considere dar alguma resposta pra a pobre órfã ;)

um grande abraço!

Jacqueline Bezerra disse...

Ana,
Descobri seu blog depois de ter meu 1º filho, há cinco anos, justamente porque queria cozinhar de forma mais saudavel para ele. Comecei a te acompanhar por aqui e virei sua fã!
Semprei entrarei aqui para pegar receitas, ler seus texto, que sempre são inspiradores.
Pode ter certeza que seu blog cumpriu seu dever!
Beijos, e boa sorte na nova vida!
Jacqueline

Jacqueline disse...

Ana...MUITO obrigada!Seja feliz!:)

Pri Portugal disse...

Chorei. Só não tira o blog do ar, por favor. beijo

Anna Paula. disse...

Ana,
sentirei falta de procurar uma receita saudável, aprender a ser simples com vc e curtir o melhor que a vida pode proporcionar como fazer um pão para família ou adorar dar um passeio com o cachorro.
Um blog também tem que ser prazeroso e não uma obrigação. Pena de nós que ficaremos orfãos de acompanhar seu modo de vida que tanto nos inspira.
Boa Sorte...

Anna Paula.

Anônimo disse...

Ana,

Muitos de nós devem estar se vendo como num espelho ao ler este post. Pelo menos falo por mim, e olha que trabalho com tecnologia. Mas ainda sinto as críticas de não ter facebook, não usar meu twitter. Sempre pensei que meus amigos tinham o meu telefone, e que os verdadeiros ligariam e encontraríamos para cozinhar, papear, beber uma cerveja.

Sobre o entulho em casa, o meu também acabou. Muitas "caçambas" saíram dos armários para doação e para o lixo. O uso de alimentos foi racionalizado e nunca gastei tão pouco e nunca faltou nada realmente gostoso para comer ou cozinhar.

Não sei se você possui alguma espiritualidade, mas uma das melhores definições de Simplicidade foi a que eu estudei recentemente, apenas traduzindo o seu post em pequenas palavras:

"Simplicidade é valorizar as coisas certas."

Isso vai depender muito de quem você é, sua história, valores e circunstâncias de vida.

Um filósofo disse: "Eu sou eu e minhas circunstâncias".

Não abandone o blog, é um dos poucos blogs que admiro e leio. Ficaria muito contente em comprar um livro seu, caso chegue a publicar algum dia.

No mais, uma boa sexta frugal para você, o marido e o caçador de dragões.

Abraços,

Guilherme.

Anônimo disse...

Muito bom. Parabéns.Conheci a deliciosa Burro soresina!Obbaaaa!Quem vive sem ela agora??

Fábio disse...

Ana
Como leitor recente do seu blog, ainda não o aproveitei o suficiente! Então, quando no meio da leitura do post fui percebendo (lentamente) a sua intenção, foi me dando uma agonia... Posso pedir, de forma meio egoísta? Não pára não! É muito bom!

Gilda disse...

Ana
Tire para você e sua família todo o tempo de que precisar. Descubra todas as possibilidades de melhorar o dia a dia, de acompanhar o crescimento do Pequeno Matador de Dragões, enquanto ele tanto precisa de você, de cobrir o marido e também o cachorro de todo carinho que eles merecem. Seja sempre assumida e seja muito feliz. E, se puder, vamos ficar esperando que compartilhe conosco as coisas que você descobrir e das que gostar. Parabéns por sua firmeza.

Luciana Betenson disse...

Ana querida (porque você é querida, sim),
Cada um é cada um. Já estive na sua situação. Quase igual, com algumas variações. Mudei para o interior, parei de trabalhar, tive filho e achei que porque não trabalhava "fora" não devia ter empregada e nem babá. Mas, ao contrário de você, detestei ter que cozinhar todo dia, ter que lavar, limpar, etc. E me senti EXTREMAMENTE sozinha. Principalmente porque não tinha família e amigos para, pelo menos nos finais de semana, conversar, trocar ideias, interagir com um adulto que não fosse só o meu marido. Tenho uma necessidade enorme de interagir. E não tenho metade da sua energia para trabalhar. E percebi que a internet começou a ser uma grande aliada. Através dela, podia ter amigos que me entendiam, que eram como eu, que sabiam o que eu estava falando. E isto ainda é, depois de 12 anos no interior, uma benção pra mim. Te digo que meus grandes amigos são pessoas reais. Pouquíssimos em Ribeirão Preto, e outros poucos em Araraquara e em SP. E eles estão em primeiro lugar. Mas conheci gente (poucas pessoas) muito bacana no Twitter! Gente que, aos poucos, vou ficando mais amiga.
Tudo isto pra dizer que admiro e respeito suas convicções. Mas sou muito diferente :-D E ainda assim gosto de conversar com você, adoro ler o que você escreve, tenho carinho pelos poucos encontros que tivemos. Se voltar ao mundo das redes sociais, estarei aqui. E vou mantar seu blog no GReader é lógico! Moro longe, vou pouco a SP, e quando vou a família e os amigos antigos são prioridade. Mas estou aberta a que novas e enriquecedoras amizades apareçam! Vamos tentar não perder o contato. Um beijo neste fofo do Thomas.
Lu

Silvia disse...

Puxa Ana, concordei com toda sua filosofia da simplificação, é o que realmente precisamos nesta época em que a falta de tempo impera.E esta falta de tempo está bem relacionada com esse nosso vício com a tecnologia.
Acho que você está certa, devemos viver a vida, a verdadeira; mas ainda assim, se vocÊ parar de postar vou sentir muita falta do que escreve, pois você pode não perceber, mas seu blog é muito cultural e informativo, ela realmente possui vida.
Decida o que decidir, obrigada!

Sandra Peres disse...

Embora comente pouco, leio sempre seu blog, muito me inspira, gosto da forma de como você simplifica tudo e me inspira muito. Essa leitura de hoje foi o empurrãozinho que me faltava pra dar inicio ao mesmo projeto de cuidar dos meus filhos, do meu trabalho e de mim, deixando um de lado o consumismo e essa vibe internética.

Obrigada por compartilhar conosco esse manual de simplicidade!

Wind Zackie disse...

Só não deleta o blog ._. quando eu não sei o que cozinhar ele é minha referência principal i.i acho completamente entendivel e natural q diminua (ou até pare) as postagens e tudo, mas só não deleta ._.

Anônimo disse...

Simplesmente INSPIRADOR como tudo no blog. Sentirei saudades!

Anônimo disse...

Ana,

Você sempre me surpreende. Belíssimo estilo de vida, sensato e coerente! Ser sua leitora fez com que eu me tornasse uma pessoa melhor, sem sombra de dúvida. Seu blog com certeza continuará no meu RSS. Muito obrigada!

Um forte abraço!

Jana.

Alcina disse...

Quem me dera conseguir fazer essa limpeza, pois ando á beira de um ataque de nervos, com 13 portas de roupeiro cá em casa atulhadas de coisas sem fim, do tipo se abrimos de repente caem as coisas mais esquisitas, desde a mochila do menino dos escuteiros a cadeira de praia.....a solução mais fácil que encontrei foi procurar uma casa maior, porque já não agento, principalmente porque o marido adora gurdar tudo até os papeis que não t~em qualquer utilidade...
Obrigado pelo texto, pode ser que tire daí algumas ideias :-)

Débora Beyer disse...

Ana,

Passei muito por aqui, mas nunca comentei (vergonhoso...).

Mas hoje, quero te dizer que também concordo com tudo o que você falou e "super" me identifiquei já que tenho um filho de 1 ano e 8 meses.

Estou nesse caminho de simplificação há poucos meses e nunca fui tão feliz. Menos é mais, certamente.

O blog é uma delícia e as receitas são maravilhosas (o brownie de cacau e o pão de painço são algumas das preferidas aqui em casa).
Mas, é de um extremo egoísmo pedir para você continuar com o blog só por que algumas pessoas querem ver "o próximo capítulo da novela".

Como blogueira (que já foi e voltou muitas vezes) te entendo perfeitamente.

Seja muito muito feliz e faça aquilo que é melhor para você e sua família. É só isso que importa. É a SUA vida, como já disseram aqui.

Beijos e felicidades!

Anônimo disse...

Bom dia! Ana, seu desabafo, ou melhor, reflexão, me motivou a escrever: Fico muito feliz quando encontro (mesmo que de forma virtual) pensamentos e atitudes simples. Também compartilho da simplicidade... Apesar de ver algumas carrancas quando respondo que não tenho Facebook, nem Twitter, pois meu tempo é precioso. Trabalho com o computador, assim, quando estou em casa, raramente ligo. Não tenho TV a cabo, apesar da insistência do marido (ficamos muito pouco tempo lagarteando em frente à TV), então, para que jogar dinheiro fora? Adoro ficar com a família. Também cozinho em casa (apesar de trabalhar fora 8h/dia)e evito o desperdício. Admiro você pela coragem em relatar tudo isso, e ler elogios e críticas (creio que provocou muita dor de cotovelo em alguns). Um ótimo domingo junto à sua família. Abraços, Luciana

Luciana disse...

Ana, OBRIGADA por tudo. O tempo em que acompanhei seu blog foi uma inspiração para mim e acho que esse foi o seu intento.
Desejo muita felicidade nessa fase nova de sua vida, com muitas realizações e alegria.
Quem sabe não nos reencontraremos no futuro?
A vida dá tantas voltas...

Anônimo disse...

Ana,
Terminei de ler e fiquei olhando para a tela em silêncio, pensando, sentido.

Acompanho o blog há anos, leio vírgula por vírgula com entusiasmo, embora nem te conheça.

Sentirei caso seja o fim definitivo do blog (a primeira despedida não durou tanto tempo, me lembro!), mas COM CERTEZA compreendo, respeito e admiro suas escolhas!

Sorte, saúde e alegria!!

Obrigada por todas as palavras deixadas aqui, durante este tempo.

Anônimo disse...

Texto maravilhoso, Ana. Mas por favor, não desista do blog. Mesmo que você só apareça aqui bem de vez enquando. :) Fico imaginando, sabe? Acho que você deveria escrever um livro. Te acho muito inspiradora, obrigada por compartilhar suas experiências.
Beijos, Bia

Edna disse...

Adorei, Ana Elisa! É um caminho que estou um pouco a trilhar tb... posso aprender com suas resoluções! Nada como mais e mais simplicidade! Valeu! bjos

jack disse...

oi ana fiquei triste em pensar que voce pode acabar com blog, seus escritos nao sao so receitas sao liçoes de vida voce e muito especial com certeza abraços.

Haydee disse...

Sempre fico feliz ao perceber que mais alguém está encontrando seu caminho da felicidade!
Divirta-se muito com seu matador de dragões :)

Rafaella disse...

Ana, esse foi o melhor relato de uma "mulher moderna" que já li. Realmente, perdemos muito tempo com bobagens e aproveitamos pouco aquilo que realmente interessa. Suas palavras despertaram algo muito bom dentro de mim! Deus abençoe você e o pequeno Thomas Caçador de Dragões. Beijo grande.

Lígia disse...

Ana, leio seu blog desde muito perto do início, quando comecei a me interessar pela cozinha, e muitas vezes me identifiquei com as coisas que propõe a si mesma. Muitas vezes não.
Atualmente eu não conseguiria desacelerar da forma como você está fazendo, mas tenho certeza de que o seu post não é uma exortação para que todos a sigam, como uma espécie de guru. Além do desabafo acho que o que você quer é fazer pensar, plantar a sementinha da dúvida. E você ralemnte me instigou a pensar sobre isso. Li o seu texto há dois dias e há dois dias que estou com ele na cabeça.
Tenho me sentido tão consumida pelo tempo, e talvez seja a hora de fazer algo a respeito. Com baby steps, mas mudanças são necessárias.
Desde o início do ano que tenho tentado fazer minha lista de resoluções, mas me sentia sem inspiração. Bom, a inspiração eu já achei no seu post, o resto é fácil.
Boa sorte com as suas mudanças. E divirta-se com elas!

Cacau disse...

Ana, obrigada por tudo.
Um grande beijo!!

Fúlvia e Suzie disse...

Ana, você não está sozinha nessa! Também me desliguei do twitter, facebook vejo 1x por semana, respondo alguns e-mails de amigos e de trabalho, não fico horas na frente do computador (quando muito, leio um ou outro blog), mesmo os meus blogs estão meio parados.

Tenho feito coisas mais reais, digamos assim: idas com minha pequena à biblioteca; passeios com ela e a peluda; ouvir música; cozinhar; brincar com as duas; trabalhar; cuidar de mim; passar um tempo com o marido. Nada melhor que isso, né?!

Te entendo muito bem! E não sei como as pessoas conseguem viver no virtual... conversando com amigos somente por messengers, nunca ao telefone ou ao vivo. Tenho amigos que moram longe, e nos comunicamos por e-mail - por messenger perde-se tempo demais e nunca se fala o realmente necessário.

Beijos pra vcs todos! E que mais pessoas resolvam simplificar =)

Paula Neves disse...

Ana, passei a acompanhar o blog quando me casei, em dezembro de 2010. Desde então revirei o La Cucinetta ao avesso procurando por receitas e dicas da vida. Compartilho com a antiga você as angústias de não saber se quero ter filhos e admiro a atual você que é uma mãe tão dedicada e que ao mesmo tempo aprendeu a viver a própria vida COM o Thomas e não só PARA ele. Esse seu último post foi uma inspiração muito importante pro meu momento, uma síntese da antítese que venho buscando. O La Cucinetta mereceu o fim em grande estilo que vc deu. Parabéns por todos esses anos e um abraço apertado diretamente de Pernambuco :)

Cenourit@ disse...

Excelente exposição do que é a "vida virtual"! Eu própria tenho vindo a constatar tudo o que referes aqui e estou plenamente de acordo. O real é aquilo que vivemos dia-a-dia e que para nosso bem e para o bem de quem está connosco deve ser organizado, racionalizado e livre de dependências, sobretudo das que nos fazem perder o tempo e a qualidade de vida.
Do Twitter, já nem ligo. Do Facebook, ando farta e não acho piada. Dos blogs, vou lendo o que me interessa e escrevendo no meu sem obrigação e sim só quando tenho inspiração.
Há vida para além da tecnologia!

Adorei o que escreveste :)))

Beijocas***

Anônimo disse...

Sou mae, trabalho feito maluca... adoro cozinhar e passei pelo mesmo processo q vc! Parabéns! Nossa qualidade de vida depende destas atitudes que muitas vezes são vistas como drásticas!
Mas, definitivamente, sao nossa salvaçao!

heleni disse...

Oi Ana!Q pessoa linda vc é!Ja te escrevi 1, 2 vezes, eu acho. Mas tenho sua pg nos meus favoritos e sempre q me conecto dou uma olhada em vc. Entendo muito bem como vc se sente. Tenho 3 filhas,a mais velha tem 22 anos,este ano se forma em Psicologia; a do meio 18 ta no segundo ano de Administraçao e a caçula tem 13, ta no nono ano (oitava Serie). Sou casada há quase 24 anos e vou te dizer tomei essa mesma atitude q vc desde q tive minha primeira filha ( ha pelo menos 23 anos atras, qdo alias não existia internet, mas diminui todo meu ritmo estressante de uma carreira promissora de futura tradutora e interprete e ingles). Hoje sou uma mulher feliz e realizada, pq escolhi ser eu mesma,deixei de ser escrava de quase tudo o q vc mencionou, menos das mensagens dos celulares, pois com elas consigo manter contato com minhas filhas naquelas horas em q bate a preocupação de saber a q horas vao voltar, entende. Seja feliz pra sempre na sua vida,viu! Beijos, querida! Vc deve mesmo ser um doce, uma filha muito querida. Beijo nos seus pais.

Sra. N disse...

Fiz uma boa reflexão, já havia feito outras no blog parecidas. Acho que vc esta certa em suas escolhas, e o blog tem q ser com inspiração e diversão.

Sei q não esta esperando aprovações nos comentários pelas suas escolhas, mas acho q vc esta muito certa em suas escolhas. Viver a vida plenamente e sem perdas desnecessárias nesse processo é o melhor a ser feito.

Isso é muito legal e produtivo pra vc e sua familia. Aproveite, tudo! e volte aqui quando e se achar que deve. Garanto que tem muita gente que gosta da sua sinceridade.

Agradeço pelas receitas postadas até hoje, pois sempre gostei de muitas delas e as repeti em casa.

Anônimo disse...

AH Ana!!!!!!!!!!! Faz favor!!!!! Olha ai esse bando de pessoas que voce esta ajudando a melhorar (eu incluida), esta inspirando..

Isso não é cobrança.. mas não pode ser que compartilhar e sentir o bem que essa partilha provoca, não seja intenso e importante pra voce!

Aha um tempinho ao...
Não sei se sua intencao inicial ao criar o blog era exibicionista. Se era ele também evoluiu..

Agora que fique o partilhar para transformar..

Um beijo e não vá embora!

Lygia

Anônimo disse...

Li o seu texto e meus olhos se encheram de lágrimas. Não sei exatamente porque, talvez porque vou sentir saudades dos seus textos e de sua maneira de cozinhar, que sempre me inspirou. Ou porque o que vc está fazendo seja exatamente o que preciso fazer na minha vida. Tenho um bebê de 2 meses e ligue o batão do foda-se depois que ele nasceu. E ta na hora de retomar a vida, mas de maneira mais saudável.
Parabéns por ser como é, uma pessoa inspiradora!
Aproveite todo tempo do mundo pra ser feliz com sua família. Abraço. Priscilla.

Karina disse...

Ana, é por essas e outras que amo seu blog.
Engraçado como minha vida anda caminhando da mesma forma, eu ando eliminando todos os pesos que estavam me trancando numa rotina exaustiva!
Quanto ao blog, está ótimo como está! Eu me acostumei tanto com os posts menos frequentes, e acredito que uma grande parcela dos seus seguidores tb. Isso confere um quê de surpresa quando tem algo novo, sempre prazeroso de se ler.
Me surpreendi com os 3/4 de comida do Thomas, comilãozinho!
Aprendi muito com vc Ana, e seja qual for o rumo do seu blog, obrigada por tudo que compratilhou.
Um beijo, desejo cada dia mais leveza!

Jéssica disse...

Oi ana! primeira vez no seu blog e tenho q comentar. cada mudança, cada passo p simplicidade, me deram novas energias. vc sem saber esta ajudando outras pessoas além de mim, só por simplificar. tenho um bebe, q depende mto de mim tbm, minha mae esta fora e eu tomei as redeas de casa a 5 dias, to tentando ainda me achar, mas se sempre lembrar das suas dicas, sei q vou conseguir.
nao é impossivel, só é qestao de hábito.
lindo seu texto, lindo e possivel...

Brisa Muanis disse...

parabéns pela atitude! Faça da sua família o seu templo e o amor o seu destino. Felicidades eternas e a você e a todos que te cercam.
Beijo. Brisa.

Livia Luzete disse...

...só não exclui o blog...please...

beth lourenço disse...

ana,
acompanho seu blog ha mais ou menos um ano, mas nunca comentei como vc é especial. vc manja muuuito de cozinha, e nesse ultimo ano (no qual me propus a aprender a cozinhar direito) fiz inumeras consultas. alem disso, seus posts muitas vezes me deram uma força quando eu precisava (em especial aquele do bolo que vc decorou e que teve varios "problemas"). sempre admirei seu bom humor, sua autenticidade e integridade; e compartilho de suas opniões quanto a rede sociais e consumismo. nesse ultimo ano tambem mudei os meus habitos e de minha familia (sou casada e tenho duas filhas de 5 e 7 anos), e passei a oferecer uma alimentação mais natural possivel.
amei esse seu último post, e acho que vc esta num daqueles momentos especias da vida, quando a gente dá uma virada mesmo. fico triste se não tivermos mais suas mensagens e receitas maravilhosas, mas fico feliz por vc estar seguindo por um caminho tão bonito.
por favor, não tire o blog do ar, ele é quase uma bíblia gastronomica para mim!
eu vou entrar sempre que puder para ver se vc não deu um alôzinho pra nós...
beijinhos
beth

Leila disse...

Ana, eu passei por essa fase alguns anos atras com o blog. Ainda nao tenho filhos mas tenho uma vida super agitada com dois trabalhos, casa, etc etc e antoigamente ficava me sentindo obrigada a visitar blogs ou postar algo com frequencia e dei uma basta. hoje as coisas andam no meu ritmo, do jeito que eu quero e se der tempo eu visito e se nao der, paciencia. Boa sorte e parabens pelo baby. adorei a terca feira, dia de processamento.

Bia Betini disse...

Ana, obrigada por fazer parte da minha vida! Voce transformou a minha forma de ver a cozinha, fez com que eu tivesse um maior interesse em cozinhar. Voce está certa, curta esse momento com sua família, e principalmente aproveite a vida.
Um grande abraço Dani.

Cristina disse...

O mais importante é tomar suas próprias decisões e escolher aquilo que te completa!

Unknown disse...

Querida Ana
Sigo seu blog há quase três anos. Amo suas receitas culinárias e também suas receitinhas de vida. Seu ótimo texto evoca uma voz serena (sim, vc tem uma voz), que informa, diverte e me faz companhia. E neste momento quero lhe desejar sorte e muita alegria. Desconecte-se com a paz da menina franca e objetiva que sempre foi. Curta ao máximo seu matador de dragões e aproveite seus minutos, pois eles passam mesmo mais rápido que os segundos,ás vezes. Sou mãe de quatro filhos e sei do que vc está falando. Este ano parei de trabalhar para poder encenar o papel de mãe por inteiro, pelo menos por uma temporada. Um direito meu que resolvi exercer. Sejamos felizes. Continue essa menina doce e encantadora, mesmo que não nos brinde com a sua presença. Foi incrível conhecê-la e saiba, que a minha cozinha tem hoje muito da sua cara. Um carinhoso abraço,
Irma

Ana Ligia disse...

Ao mesmo tempo que fico triste em saber que talvez desative o blog e/ou pare de escrever, fico feliz por você estar se sentindo bem e feliz! Boa sorte Ana. Muito obrigada por compartilhar seu talento e tempo. Beijo grande! Ana Ligia

Djeisan disse...

Digo sempre que "quem não muda com a chegada de um filho, não muda com mais nada na vida". E é isso: você mudou porque sua vida mudou e eu sei o que é isso porque também mudei com a chegada da minha filha. A vida é assim mesmo, siga o ritmo e você não se arrependerá, cada ciclo tem suas particularidades. Boa sorte querida

Anônimo disse...

Ana,
o tempo passa, vamos amadurecendo e as prioridades mudando. E, pelo visto, você tem amadurecido muito bem, pois está conseguindo identificar as verdadeiras fontes de felicidade, que , tudo bem, parece um "clichezão", mas é fato estarem nas coisas mais simples. Parabéns!

Ps: Acompanho teu blog faz muito tempo e sou "fãzão" dos teus estilos culinário e literário. Se o blog acabar, sei que será por um motivo mais do que nobre e agradeço muito por toda a oportunidade de aprendizado e entretenimento oferecidos por todos esses anos. 'Brigadão mesmo!

Erik Balestrini

Ticcia disse...

Ana, vou imprimir o teu post e relê-lo, várias vezes. Muito obrigada.
Beijo

Ticcia

mirelarscosta disse...

Acompanho o blog e estava sentindo falta de novos posts. Não tenho muita paciência para ler textos grandes, mas esse eu li inteirinho, sem pular uma vírgula e me vi um pouco em determinadas situações. Não tenho filho ainda, mas o tempo anda escasso. Imagine quando o bebê chegar? Adorei tudo e preciso jogar algumas coisas fora também. Já comecei pelas roupas, mas ainda há muito mais! Um grande abraço, Mirela.

Norma Soncini disse...

Ana,

Desde 2006 você tem me dado a alegria de saber que eu não sou a única pessoa nesse planeta que aprecia cozinhar e tirar de cada ingrediente o prazer para fazer de nossas vidas o melhor que podemos. Todos precisamos de tempo para rever nossos feitos e projetar nosso futuro. Não demore, sei que você voltará em breve porque existe em você esse "bichinho" talentoso que nunca irá te abandonar.
Auguri!

Rninguem disse...

Obrigada por me ensinar a fazer cookies. Isso faz um bem para minha família e amigos que você não imagina. E só com você eu consegui aprender algo que hoje considero tão simples :). Espero que seja feliz com as novas resoluções.

Sil disse...

Ana,

acompanho seu blog há um bom tempo e posso dizer algumas das melhores receitas que hoje faço são suas. Já escrevi aqui em uma ou duas oportunidades, mas hoje sinto essa necessidade porque me vi surpresa com a possibilidade de ver seu blog desativado...
Sinceramente, gostaria que vc não parasse com o blog. Como várias pessoas aqui postaram, não o visito somente pelas receitas, mas também pela tua sensibilidade, pelos "teus infortúnios" (;D), pela tua experiência de vida apesar da pouca idade, pela tua "rebeldia", enfim, por muitos motivos que sempre enriquecem sua leitura. Mas preciso também dizer que vc, melhor do que ninguém, sabe o momento pelo qual está passando, o que vc está sentindo, como isto tudo está fazendo sentido prá vc. Seja feliz, Ana; isto é o que realmente levamos; é a única coisa que realmente importa nesta vida.
Fico feliz que vc esteja realizada com a vida que optou por viver, muito mais plena de sentido. Só não esqueça de nós...

Com muito carinho,
Sil

Fê E.B. disse...

Sabe, de certa forma, compreendo o que você sente. Apesar de não ser mãe (ainda :), confesso que vivenciei a mesma frustração. Deletei Twitter, Orkut, MSN, Facebook e Tumblr há um ano mais ou menos, joguei dois sacos de lixos repletos de anotações e folhetos antigos do meu armário, entre outras coisas. Hoje, penso o seguinte: não uso, logo não guardo. Nunca fui apegada ao celular, troquei a TV pela música (o que me permite fazer outras coisas em vez de ficar plantada no sofá), enfim...
De qualquer modo, obrigada por tudo! Desejo à você toda a sorte do mundo nesta nova fase de sua vida! Bjoo

Kasa de Alice Torta e Cia. disse...

Oi Ana,abri seu blog por acaso, lágrimas rolam no meu rosto agora, não porque li seu texto e concordo em muitas coisas que ali estão, estou pra baixo, nostálgica, a procura já não sei de que, e a sua leitura me fez lembrar de quando meus filhotes eram pequenos e minha rotina bem parecida com a sua, só que não tinha tempo e nem necessidade de estar conectada,foi um outro momento, dois filhos pequenos não me permitiam.Sinto falta dos telefonemas dos amigos e família, me sinto cada vez mais off-line da vida das pessoas, infelizmente parece um avanço sem volta,as pessoas conectadas com o que mesmo???? Sentirei falta de suas novas postagens,espero que mantenha o blog pra gente matar as saudades das receitas deliciosas, tua maneira de escrever tão agradável e das crônicas do teu dia a dia.Obrigadooooo!!!!
Um abraço carinhoso!!!Alice.

Anônimo disse...

Oi Ana,abri seu blog por acaso, lágrimas rolam no meu rosto agora, não porque li seu texto e concordo em muitas coisas que ali estão, estou pra baixo, nostálgica, a procura já não sei de que, e a sua leitura me fez lembrar de quando meus filhotes eram pequenos e minha rotina bem parecida com a sua, só que não tinha tempo e nem necessidade de estar conectada,foi um outro momento, dois filhos pequenos não me permitiam.Sinto falta dos telefonemas dos amigos e família, me sinto cada vez mais off-line da vida das pessoas, infelizmente parece um avanço sem volta,as pessoas conectadas com o que mesmo???? Sentirei falta de suas novas postagens,espero que mantenha o blog pra gente matar as saudades das receitas deliciosas, tua maneira de escrever tão agradável e das crônicas do teu dia a dia.Obrigadooooo!!!!
Um abraço carinhoso!!!Alice.

Patricia disse...

Querida Ana,
Li com tristeza a sua despedida ou parada. Seu blog é um dos pouquissimo que leio e seus posts foram inspirados para mim, principalmente os de bolos. Espero que vc volte logo. Sentirei saudades e esperarei ansiosa.
Bjs e boa sorte.

Patricia disse...

Querida Ana,
Li com tristeza a sua despedida ou parada. Seu blog é um dos pouquissimo que leio e seus posts foram inspirados para mim, principalmente os de bolos. Espero que vc volte logo. Sentirei saudades e esperarei ansiosa.
Bjs e boa sorte.

Seja o meu céu disse...

Querida Ana,
Li com tristeza a sua despedida ou parada. Seu blog é um dos pouquissimo que leio e seus posts foram inspirados para mim, principalmente os de bolos. Espero que vc volte logo. Sentirei saudades e esperarei ansiosa.
Bjs e boa sorte.

Anônimo disse...

Oi Ana, tudo bem? Olha, apoio sua decisão e fico feliz pelo que você já fez e podemos desfrutar! Sou mãe de seres que já tiveram 1 ano e hoje têm 16 e 11 anos, durante os quais me multipliquei e me dividi como você está fazendo e nunca me arrependi de eleger prioridades na vida, como vc faz agora. Há muito tempo tenho a satisfação de lidar com a tecnologia no seu exato lugar e tamanho, para que me seja útil e jamais substitua minhas risadas reais, meus amigos reais e minha dimensão real. Muitas e muitas vezes desliguei o computador e fui ler um livro e ensinei isto a meus filhos também... Ana, sei também que o nosso tempo aperta e desaperta ao longo dos anos então saiba que ali na frente você pode descobrir que tem tempo, quando o pimpolho estiver na escola, ou outra mudança qualquer, mas nunca abra mão de usar esse tempo naquilo que você elegeu como prioritário naquele momento de sua vida! Um beijo carinhoso. Silvana

Letras Saltitando disse...

NOSSA!

sou leitora anonima há um ano, já fiz muitas das tuas receitas, e esse texto... meu Deus... esse texto foi como ir a um psicologo sem precisar pagar.

Realmente é disso que preciso, me desconectar um pouco, e aquele facebook... meu Deus.... cancelar pra ontem, porque é realmente isso que tu disse...

Um grande bjo.

Letras Saltitando disse...

Mas por favor, nao exclui o blog! Porque eu tô sempre aqui a procura de receitas novas! Algumas eu já sei o link direto, então não exclui, hehehe!

bjos

Café Vinil Poá Regis e Julia disse...

Adorei, me emocionei tenho 4 filhos passo o dia na cozinha , na loja gritando esperniando a agora estou leve mesmo...Acho que vou fazer o teste.Obrigada Ana bjs

Madry disse...

D&: Madry
Para: Anna

Antes de tudo... saiba que voltarei o eschrever-lhe novamente mais e mais comentários porque, afinal um texto tão imenso, profundo e intimista precisa de bastante atenção.
Bem,quando conheci o La cucinetta todos os dias até agora queria comer cada página ilustrada... (imagine como quiser!)Daí, descobri o Desenhoquê, Daí então o AnEgg... Depois passei a perseguí-la e persegui-la imensuravelmente. Meu primusco , que passara férias aqui recentemente (em janeiro)já estava de saco cheio e resmungava assim:" já sei ja sei La cucinetta! que saco (nana, meu apelido)vira o disco ou vai acabar enlouquecendo".
Amo, Amo mesmo O la cucinetta, o desenhoquê- eles são meus livros virtuais e por enquanto meus livros de papel por enquanto que não tenho condições de comprar( o frete é um absurdo aqui em Petrolina-PE. Enquanto deixar ou não de escrever..."És responsável por tudo aquilo que tu cativas" (clichê? pode parecer, mas não deixa de ser verdade)lhe dou o tempo que for preciso até 10 anos se for o caso. Respire, leia corra, esqueça, abandone,curta o maridão, o bebê, o cachorro, a casa, a viagem, outros blogs enfim...
Aqui vai a minha sincera atenção e um pouco, um pouco mesmo de tudo o que eu precisava dizer.

Nathália Vieira disse...

Ana, Estou com o mesmo objetivo. Tenho uma baby de 1 ano, larguei o emprego que só me fazia gastar 2 horas para ir e 2 horas para ir, enquanto isso em casa a baby aprendendo a andar, falar, e eu no engarrafamento. Estou saindo da capital e indo para o interior. Eu escolhi desacelerar também. Celular, quase não uso. Quero olhar para cima, para os lados, para minha filha, para a vida... Que você não escreva mais, mas deixa o blog aqui que mesmo "desativado" teremos ótimas receitas para aquela tarde chuvosa ou para fazer um agrado ao marido, para ensinar a filha que legumes são bons demais. Sucesso Ana!!!

Line disse...

BRAVO! :)

Anelize disse...

Ana, há um bom tempo eu me inspirei na sua maneira de viver, e com isso fiz a minha "fórmula para uma vida melhor". Já não assisto televisão, uso poucas vezes o facebook (geralmente para promover encontros), e com isso percebi o que realmente importa.

Na época tinha em mente voltar a ter um blog, mas confesso que não achei compatível com o novo estilo de vida que queria para mim. Começamos de forma despretensiosa, mas no final parece que há um compromisso marcado e que se você deixar de cumpri-lo vai ofender aos seus leitores. Mas ao mesmo tempo é tão bom compartilhar coisas boas com as outras pessoas, e os desabafos também, por que não? :)

Eu quase não comento em blog nenhum, mas senti uma grande necessidade de desabafar para você. Te dizer que você me inspira e que desejo tudo de melhor que há na vida para você, seu filho, sua família toda. Quero te dizer também que seu blog é uma fonte de inspiração para mim, desde os tempos em que eu fazia faculdade de gastronomia.

Por último, quero te pedir algo que nem sei se eu tenho tal direito: não tire o seu blog do ar, deixe-o aí como um registro de uma fase de sua vida. Bem vivida, a meu ver, diga-se de passagem.
Muito obrigada por esses bons momentos, e felicidade (e tempo, rs) nessa nova fase da sua vida! ;)

Marina disse...

Ana, eu andei longe do meu blog então só vi seu comentário hoje. Ainda não tenho filhos mas seu post me tocou muito, porque estou num momento da minha vida em que sinto um desejo tão grande de engravidar que chega a ser uma coisa visceral.. e eu abriria mão de muito do que eu tenho e das minhas noites tranquilas onde eu faço exercício, cozinho, vejo tv, me cuido, etc. para ter um bichinho pequenininho no meu colo... A vida não é uma coisa fácil, a gente vive mesmo por heroísmo, por insistência e porque a gente se maravilha com certas coisas lindas que acontecem e que existem no meio do caos. De alguma forma a gente é feliz. O tempo passa sim muito rápido e acho que as coisas correm de tal forma que a gente a cada ano tem mais atividades, mais coisas pra fazer, mais, mais, mais... e de alguma forma vamos dando conta. O que importa é manter o essencial girando e não esquecer que no meio de tanta correria é preciso ter prazer de vez em quando. Grande abraço!

Carolina Frîncu disse...

Ana!! Quando li seu post pensei "caramba! preciso copiar a receita do sorvete de doce de leite!"... Mentira, parcialmente.
Somo minha voz às outras: vc nos faz sentir menos ETs. É gostoso, inspirador e até um alívio encontrar, ainda que virtualmente, gente como vc, que é como a gente.
Tenho 2 filhotinhos (menino de 2 anos, menina de 1 mês) e há 10 anos venho trabalhando em meu estilo de vida, num caminho parecido com o seuem diversos aspectos. Os filhos foram o empurrão que precisava para continuar mudando, crescendo. Assim como o Thomas te faz querer mais e melhor, Levi e Clara são a grande motivação da minha vida e do meu marido.
Mas tenho um pedido egoísta: continue conosco. Vc sabe, o problema maior é quando os bons se calam... Um beijão, meu e da minha família. Deus te ilumine e abençoe.

Erika Dias da Silva disse...

Ana, agradeço em nome da minha família os ensinamentos que aprendi e sempre que necessário aprendo com vc. A gente sabe que pra cozinhar tem que ter 'as manha' e essas devo muito á vc. Boa sorte e sucesso! Um abc agradecido de uma de suas muitas alunas virtuais. Erika

Anônimo disse...

Ai Ana,Ana...
Já tou com saudades menina...
Espero que estejas bem e a tua família também.
Um beijo com saudades dos seus textos e do teu humor...
Lisboa
Patricia

Paulo Werneck disse...

Sabe aquele filme "Nunca te vi, sempre te amei"? É um pouco como me sinto com relação a você. Não receber mais postagens vai me dar tempo para ler tudo desde o início. Então pessoalmente não estou sendo prejudicado... De qualquer forma estou indo numa direção paralela à sua, diminuindo coisas e procurando viver mais intensamente. O celular está com os dias contados. TV não tenho. Carro idem. Boa sorte e quando for o tempo, volte a escrever, pois a sua escrita não é uma um ode ao próprio ego, mas é muito inspiradora, um tijolinho para um mundo melhor.
Muito agradecido por tudo.

Paula disse...

Desejo-lhe as maiores felicidades, e à sua linda família. Vou ter muitas, muitas saudades!... Beijos. Paula

Eloisa Vidal Rosas disse...

só passei para dizer que sinto falta... e o pequeno metaleiro domador de dragões, crescendo lindo e saudável?! beijo, Eloisa

Anônimo disse...

Ana, nunca nos falamos mas leio o seu blog com frequência, confesso que apesar da admiração que senti por você ao ler as suas palavra, temia por chegar ao fim do texto com a notícia de que o blog seria encerrado. Entendi o seu momento e aprendi com o seu aprendizado.

Muito Obrigado, pelas receitas, dicas e também por dividir o seu momento.

Um abraço,

Marco Antonio

Maria Eugênia disse...

Perfeito...serviu para mim como uma luva, pois trabalho em casa, cuido da filha, da casa e a internet tem mais atrapalhado que ajudado. Tentarei te copiar assim como faço com suas receitas!Uma pena sua pausa (espero que seja apenas pausa!)pois seu blog, para mim, é como aquela coluna favorita do jornal que só é comprado para lê-la. Nunca li nada que não tivesse total afinidade comigo. Horas eu pensava,por que ela não abre um restaurante? Em outras eu não entendia como você não escrevia profissionalmente...Super obrigada!

Ninha Andrade disse...

E aqui estou eu. Após vários meses, o que não chega a um ano, me atrevendo a lhe escrever. Em outros tempos cheguei a fazer um comentário acerca de algo que você tinha cozinhado. Por que demorei tanto? Vergonha, receio, mas acima de tudo respeito por alguém que tem uma profissão muito parecida com a minha (ilustradora). Sigo seus dois blogs, mas nunca me senti digna o suficiente pra dizer: "Ei, passa lá no meu!". Sinto-me como aquela personagem do filme Julie and Julia, inspirando-me em ti, e sentindo-me na obrigação de dar o melhor de mim, não pra chegar ao considero o melhor, mas, ao menos não envergonhar os que admiro. Eu venho aqui, humildimente, dizer: "Obrigada por ter sido minha inspiração nos meus momentos mais difíceis e por continuar sendo".
Sentindo-me um pouco mais à vontade, desejo-lhe tudo que há de melhor pra que continue nos deleitando com suas palavras, suas fotos e ilustrações.
Um beijo
De outra Ana
Esta conhecida como Ninha...rss

Maria Gabriela disse...

Ana, não era sua leitora assídua, mas recentemente em busca de alguma receita, acabei caindo aqui e por algum motivo, coloquei seu link nos meus favoritos... Hoje, em busca de algo para fazer, acabei lendo estr seu post... E qual não foi minha surpresa, ao perceber que era EXATAMENTE disto qe estava precisando... Chorei muito ao ler cada uma de suas palavras! Chorei porque estou em siuação muito parecida: cansada com 2 filhos pequenos (4 anos e 9 meses), muito trabalho (que amo, por sinal), sem ajuda constante para o cuidado dos filhos (nenhuma babá por aqui), e com muita distração por aí que andam roubando o meu tempo... Chorei por que não acho que tenha sido sorte ler seu post justamente hoje! Estes últimos dias tém sido especialmente difíceis, muito trabalho, muita correria e ando descobrindo que estou sem energia para estar com meus filhos... Passei a semana me perguntando como poderia recuperar a vontade de brincar com eles, sem precisar abrir mão do meu trabalho, do meu marido, dos meus amigos, das coisas que gosto de fazer... A resposta veio do seu post! Simplificar as coisas! Por isso, MUITO OBRIGADA por caa uma de suas palavras! Um grande beijo. Gabi

Lígia disse...

Que pena que você vai parar um tempo (indeterminado) de escrever aqui, mas fico feliz que acredite estar vivendo sua vida melhor. A vontade de pedir pra você voltar a escrever receitinhas é grande mas se você está melhor assim..tudo bem! É bom diminuir o ritmo..
Boa sorte! e não apague o blog.. ainda tem muitas receitinhas valiosas que eu não copiei.. ;)

Anônimo disse...

Ana.. como assim o blog q mais leio simplesmente acabou?
Estou em luto. :~(

Gourmet Literário disse...

Nossa, que texto lindo...acompanho seu blog e estava há tempos sem dar uma passada por estar doente...mas sinceramente, li de um golpe só, sem quase respirar. Obrigada pelas palavras, você está certa. Beijos e me sinto agora muito mais próxima de vocÊ.

Anônimo disse...

Oi Ama. meu nome é Sandra Tô contigo e não abro. Pelo que li o afastamento se fez necessário e pronto!! Agora que eu vou morrer de saudades dos seus textos e receitas vou. Hoje mesmo tô fazendo o iogurte batural com caldinha de morango. Enfim, tô triste. Com muito carinho, sinta-se abraçada. Seja feliz!
Sandra

ana maria disse...

Bacana, seu texto, minha xará, e com mais coisas em comum do que apenas o nome: também trabalho na área, sou designer, e gosto de culinária.
Seu texto vem justamente quando acabo de escrever um texto de abertura de um livro que pretendo fazer para Ipad com receitas simples para o dia a dia das mulheres super ultra hiper mega ocupadas dos dias atuais.
Meu texto falava justamente sobre isso, sobre a necessidade de simplificar, de priorizar e simplesmente descartar o que só ocupa tempo e espaço e não acrescenta nada.
Gostei muito. Veio de encontro a tudo que penso. Temos mesmo muitas coisas em comum, apesar de não nos conhecermos. Bjs

Tina disse...

Fiz uma conta mais ou menos de quanto tempo gastei em 2011 na frente do computador: aproximadamente 12250h no ano passado. To vivendo um novo tempo também, já me desconectei da TV há 1 mês e consegui fazer muita coisa que não tinha nem previsto. Vale a pena. No final, sentimos uma leveza inexplicável e nada de arrependimentos, pois a produtividade só aumenta. Abraços.

Anônimo disse...

Que saudade de você, dos seus posts, dos seus textos inteligentes e da suas receitas. Mas desejo boa sorte a você e a tudo que fizer na vida...

Eloisa Vidal Rosas disse...

Oi Ana, bateu saudade dos seus posts, das receitas, de saber como vai o pequeno metaleiro domador de dragões, o Nhoque... espero que estejam todos muito bem, tocando a vida que anda, e com alegria!
Um beijo, Eloisa.

Anônimo disse...

De luto e ao mesmo tempo feliz por sua SAUDÁVEL opção e mais feliz ainda ao ver tanto carinho compartilhado por suas leitoras, vc mais que merece.

Anônimo disse...

Sabe estou morrendo de saudades de voce!
Nossa acompanhei o seu bliog desde o nascimento dele,morrendo de saudades.Mais vc tem razao,muito sucesso para vocce!

Sil disse...

Ana,
puxa, bateu uma saudade dos teus posts... Saudade de notícias suas, do filhão, do Gnocchi...
Vc estão bem? Creio que a nova rotina deve estar fazendo muito bem a todos!

Bjs com carinho,
Sil

Marcello Acerbi disse...

Olá Ana, so descobri vc hj mas gostei muito do seu blog e tb da sua não muito breve explicação. Gostei muito de tudo o que disse e me indentifico com sua situação. Estou passando pelo mesmo processo a um tempinho e sei bem o que sente, especialmente o back to basics! rsss li alguns livros sobre isso tb e gostaria de deixar a indicaçao caso não tenha lido ainda: lifehacker de Adam Pash, The house that cleans itself de Mindy Clark e Living in the Land of Enough de Courtney Carver. espero que goste! ahh e eu tb tenho um blog rsss www.arteemmassa.wordpress.com - Um grande abraço

APC disse...

Estive a ler. Cheguei aqui, entrei e comecei a ler, e fui lendo, e continuei a ler, e li-te. É... Estive a ler-te. Eu, ao contrário do que já percebi que vem sendo a maiora do povo blogueiro, gosto de textos suficientemente longos para percebermos se gostámos de o ler porque nos valeu a pena, ou apenas porque foi curto. Gosto, e também escrevo assim, de forma corrida, sem pensar em parar tão depressa. O meu blog foi até mero exercício de contenção; mas exercício falhado, sem por isso criar muita frustração em quem o escreveu! ;-) Mas não era isso que te queria dizer, quando comecei por afirmar que te li... E sim que gostei bastante... Da tua forma de escrever, de pensar, de processar as coisas, de as descreveres como que vivendo e dando a viver; de uma forma tão real quanto bem posta em palavra. Gosto da tua forma de estar nesta coisa estranha de alguém "anónimo" escrever para mil outros alguéns anónimos, ficando talvez um pouco menos anónimo para os anónimos, mas sem perder o pé... Sem perder o pé numa vida que realmente corre depressa e onde tudo passa-passa...
Estive por aqui e li... Este post e todos os outros, até ao fim da página que se me apresentou pelas 6 da matina de Portugal. E Parabéns!
:-)

See ya,
APC

Anônimo disse...

Feliz Aniversário, ao pequeno grande Thomas!!!

Um dia venha nos contar como ficou os olhinhos desse rapazinho com seu primeiro bolo de aniversário!

Livia Luzete

Carol disse...

Estou com saudades...

Anônimo disse...

volta ! Volta ! Volta !

Isadora disse...

saudades!!!!!!!!!!!!!!!!

acompanhava todos os dias seu blog de terras cariocas! adorooooo!!

http://deliciasdaisa.blogspot.com.br/

flprado disse...

Saudades! Muitas, mesmo!

Anônimo disse...

Ana, então foi assim: estou mais ou menos de repouso com uma dor muscular e nessa vagabundagem forçada procuro receitas e entrei aqui de manhã. Ao ler seu desabafo me senti muito triste. Passei o dia chateada porque nesses meus sessenta e seis anos já curti muito do que vocês jovens sofrem. Sou mãe e avó. Mas, olhei em minha volta e vi quanto tralha acumulei na vida.E muitas delas espiriuais. Bem, vou procurar me reciclar também. meus melhores votos para você, seu menininho e seu meninão. Beijos.
Débora

Sayonara disse...

Hoje, digitei no google "almoço de domingo com os amigos" e a sua matéria foi o primeiro resultado. Adoro cozinha e não cozinho; adoro receber os amigos em casa e não os recebo. Desde segunda-feira estou com desejo de recebê-los no próximo domingo e preparar algo feito por mim, por isso a busca de tal assunto. Por sinal, adorei a matéria. Aproveitei para dar uma olhada no blog e estou simplesmente encantada com essa matéria. Já fiz essa "reforma" em mim mesma muitas vezes, no entanto, nunca tinha lido um relato sobre. Gostei muito e estou de acordo com tudo, tudo que foi dito. Continue nos presenteando com seus textos. Abraços

Cozinhe isso também!

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