quinta-feira, 2 de março de 2017

Um mês de Dorie Greenspan, a bizarrice do Hygge, livros e coisas que se vão

 

Daí que num dia desses caí num artigo bizarro sobre um livro dinamarquês sobre HYGGE. O artigo dizia que o tal livro seria tão influenciador de comportamento quanto o livro da japonesa que ensina a dobrar roupa havia sido no ano passado. Curiosa que sou com relação a comportamento de massa e estilo de vida de outros povos, fui atrás para saber do que se tratava, e... fiquei preocupada com a humanidade.

O livro fala sobre o estilo de vida dinamarquês, e como esse povo cercado de inverno por todos os lados faz para ser (segundo aqueles pseudo-estudos que surgem do nada), o povo mais feliz do mundo. O livro vende que o segredo para a felicidade eterna é uma vida caseira, cercada de gente da qual você gosta, em momentos gostosos em que você de fato está com essas pessoas e não com seus celulares, e, principalmente, o habito de chegar em casa, colocar uma roupa confortável, fazer um chá, acender umas velas e ficar aconchegadinho num canto gostoso do sofá, à meia luz, lendo um bom livro.

Oi.

Prazer.

Meu nome é Obviedade.

Fiquei em choque ao ver quanta gente está escrevendo a respeito, fazendo videos a respeito, como se o ato de ficar gostoso no sofá, com uma calça de moletom, um chá, um livro e uma luz aconchegante fosse uma grande novidade no reino do bem-estar.

Brinquei com o marido que eu sou a pessoa mais Hygge do mundo. Porque eu faço isso toda santa noite desde que me conheço por gente. Que mundo bizarro é esse, em que você precisa de um livro pra ensiná-lo a simplesmente relaxar a bisteca e curtir um momento em paz num cantinho aconchegante? O povo está assim TÃO alucinado que não sabe mais relaxar?  o_O

Bom.

Ainda bem, eu ainda sei relaxar, então não devo estar tão louca assim. Naquela foto ali em cima, eu tinha acendido uma velinha perfumada que minha mãe me deu de Natal, e estava aconchegadinha em uma de suas mantas. Acho que aprendi a arte do aconchego com ela. Ela que continua produzindo mantas de sofá e xales de bebê, feitos à mão, cheias de amor, de uma tal forma que eu não conheço uma pessoa que, tendo uma de suas mantas, não sinta ciúmes da mesma quando outra pessoa resolve usá-la. O exemplo mais próximo que tenho é meu marido: morre de ciúmes da manta verde que ganhou da sogra há quinze anos, quando ela a tricoutou para que ele se enrolasse para jogar video-game no inverno. Tá vendo? Hygge. Minha mãe é dinamarquesa e nem sabe. ;)

Quem tiver curiosidade, pode fuçar no Instagram da mamãe, cheia de mantas uma mais linda que a outra, todas à venda (ela envia pelo correio!): @ceciliagaiarsa

E foi num dia destes, aconchegadinha no sofá, que resolvi fuçar nos livros parados na estante. 

Depois das semanas de janeiro em que consegui alimentar a família (muito bem) por quase meio mês usando só o freezer e a despensa, sem ter que ir à feira ou ao mercado, resolvi unir o útil ao agradável e testar um livro do qual cozinhara pouco, E AO MESMO TEMPO, testar um outro jeito de planejar as refeições. Eu sempre fui de fuçar nos livros, escolher algumas receitas para fazer e meio que girar em torno delas durante a semana, mas sempre depois de ir à feira e comprar o que eu bem quisesse. Daí que sempre apareciam receitas interessantes às quais faltavam dois ou três ingredientes, e eu saía para comprar os tais itens, o que acabava estourando meu orçamento no fim do mês.

E manter-se no orçamento tem sido uma coisa muito importante aqui em casa.

Eu já tinha decidido vender os livros da Dorie Greenspan sobre comida francesa e mais outros aqui de casa, mas resolvi que antes eu queria cozinhar deles algumas coisas que nunca tinha preparado, para desencargo de consciência. Abri o danado e selecionei umas doze receitas com ingredientes mais ou menos em comum e que não envolvessem nada exorbitantemente caro, fiz a lista de compras, e prometi a mim mesma tentar não fugir daquilo até o fim do mês, e ver o que eu conseguiria produzir na cozinha com as sobras daquelas receitas feitas inteiras e se isso me faria economizar algumas patacas.

A lista das receitas selecionadas do livro, em princípio, foi essa:
- Tourteau de Chèvre (que eu não fiz)
- Gougères (que eu não fiz ainda)
- Pissaladière
- Corn soup
- Côte d´Azur Cure All Soup (que não fiz)
- Orange Scented Lentil Soup
- Chuncky Beats and Icy Red Onions
- Couscous Salad
- Eggplant "Tartine"
- Roast Chicken for the Paresseux (que eu não fiz)
- Fresh Orange Pork Tenderloin
- Boeuf à la Mode
- Roasted Salmon and Lentils
- Swiss Chard Pancakes (Farçous)
- Salted Butter Breakups
- Honey Spiced Madeleines

E a lista de compras de ingredientes, esta aqui, considerando alguns poucos itens que eu já tinha em casa, como grão de bico no freezer, por exemplo:
- Queijo Gruyère (um nacional qualquer)
- Cebolas (um monte, por causa da Pissaladière)
- Cenouras
- Salsão
- Batatas
- Pepinos
- Berinjelas
- Beterrabas
- Tomates Cereja
- Pimentões coloridos
- Azeitonas Pretas
- Azeitonas Verdes
- Anchovas
- Laranjas
- Extrato de tomate (que eu fiz ao invés de comprar)
- Lentilhas
- Couscous marroquino
- Farinha de trigo
- Tomilho (o meu morreu)
- Milho verde
- Coentro
- Lombo de porco
- Frango (acabei não comprando)
- Salmão
- Acém (acabei comprando músculo de novilho orgânico)
- Folhas de salada

Fui às compras, então, e resisti bravamente à tentação de comprar qualquer item fora da lista que não fossem os básicos leite, manteiga, ovos e farinha. Confesso que senti dificuldade na banca de orgânicos da feira. Como resistir a lindos chuchus e abobrinhas? Só que não estavam na lista e eu não escolhera fazer nada do livro que levasse chuchu ou abobrinha. Mordi o dedo, contive a tremedeira e consegui me ater à lista. Ufa.

Ter a lista das receitas colada ali na geladeira e todos os itens necessários já comprados tornou minha rotina de cozinha muito mais fácil. Escolhia já no dia anterior o que fazer de almoço e jantar de acordo com o tempo que eu teria para cozinhar, e já pensava se as sobras poderiam ser congeladas ou reaproveitadas de outra forma já no dia seguinte. Nisso, o livro ajudou bastante, tendo pequenas notas sobre a conservação do prato ou quais partes poderiam ser feitas com antecedência. Todos os ingredientes estavam ali, dos principais aos temperinhos, e não ter de ir outra vez ao supermercado já foi grande fator de economia.

No dia das compras me planejei para "processar" tudo o que podia e que sabia que estragaria mais rápido, ou mesmo preparar pratos inteiros para ir direto ao freezer, como foi o caso da sopa de milho. Fiz a sopa no momento que as espigas estavam mais frescas e ela foi inteira direto para o freezer, em porções suficientes para dois diferentes jantares para dois adultos e duas crianças. A sopa só foi consumida no meio e no fim do mês, e foi muito prático ter aquilo ali já pronto. Ela era deliciosa, cremosa, adocicada, e a farofinha de bacon por cima ficou muito boa. Super diferente de outras sopas de milho? De fato não, mas muito boa.

CORN SOUP
Rendimento: diz 4 porções, mas somos em 4 e comemos duas vezes. Nossas porções de sopa são pequenas, no entanto, nunca comemos mais que 2 conchas cada um.

Ingredientes: 
  • 3 espigas de milho, debulhadas (reserve a espiga)
  • 3 xic. leite
  • 2 colh (sopa) manteiga
  • 1 cebola grande, picada
  • 1 talo médio de salsão, fatiado fino
  • 1 cenoura média, descascada e fatiada fino
  • 1 dente de alho, picado
  • 2 xic. água
  • 2 ramos de tomilho
  • 2 ramos de alecrim
  • 1 folha de louro
  • Pimenta-do-reino branca moída na hora
(guarnição)
  • cebolinha picada
  • 1 pitada de pimenta caiena 
  • 2 tiras de bacon cozido até ficar crocante e picadinho

Preparo:
  1. Coloque as espigas reservadas no leite e leve à fervura. Desligue, cubra a panela e deixe em infusão enquanto prepara o resto da sopa. 
  2. Em outra panela grande, derreta a manteiga. Junte a cebola, uma pitada de sal e cozinhe em fogo baixo, por 5 minutos, até que a cebola amacie bem mas não doure. Junte o salsão, a cenouta, grãos de milho, alho e sal e cozinhe até que os legumes estejam macios. 
  3. Junte a água, o leite com as espigas, as ervas, e 1 colh (chá) de sal. Leve à fervura, abaixe o fogo e e cozinhe por 20 minutos. 
  4. Retire as espigas, o louro e quaisquer ervas que você consiga pescar fora e descarte. Bata a sopa no liquidificador com cuidado. Acerte o tempero e sirva com a guarnição. Sem a guarnição, a sopa congela maravilhosamente.

Em seguida, apanhei os tomates ultra-maduros que eu comprara mais baratos na banquinha de orgânicos e pelei, tirei as sementes, cortei e joguei na panela com sal na proporção de 1 colh.(sopa) de sal para cada 1kg de tomate. É muito? Claro que é. Mas o objetivo é conservar meu extrato de tomate por 1 ano. Cozinhei até os tomates desmancharem, até o molho reduzir a um terço de seu volume, e então bati no liquidificador para ficar bem liso. Espalhei numa assadeira o mais uniformemente possível e levei ao forno bem baixo por meia hora. Nesse tempo, espalhei novamente, juntando o molho reduzido un pouco mais pro canto, limpando a parte exposta da assadeira com um papel-toalha, e voltando ao forno. E assim, de meia em meia hora, juntando, limpando, juntando limpando, até aqueles 4kg de tomates iniciais virarem um potinho de 3/4xic. Espesso, brilhante, de um impressionante vermelho escuro. Coloquei num pote esterilizado, cobri de azeite e levei à geladeira, onde meu extratinho vai durar um ano, desde que eu cubra de azeite sempre que pegar umas colheres.

Essa receita não era da Dorie, mas de um livro de cozinha calabresa que eu já vendi. Mas como a carne assada dela pedia extrato de tomate, achei que valia a pena fazer o meu, delicioso, orgânico, sem porcarias, antes da carne.

E a carne ficou muito boa. Usei músculo de novilho, orgânico, que estava num preço muito bom, e essa foi a carne braseada que fiz que ficou mais saborosa e macia. Não era quase em nada diferente das outras receitas básicas de carne braseada no vinho, a não ser pelo fato de ela marinar no vinho e com todos os legumes durante a noite e depois ser cozida por umas 2-3 horas no forno nesse caldo. Também as anchovas e o extrato de tomate contribuem bem para o umami do prato. Muito bom. Muito mesmo. Mas dado que o resto do processo é o mesmo das receitas mais clássicas francesas e italianas, apenas pensei que da próxima vez que fizer qualquer uma delas, vou mariná-la no vinho antes de cortá-la em pedaços e incluir na refoga dos legumes as tais anchovinhas. As fotos que achei internet afora, procurando um link para a receita, mostram uma linda carne fatiada. A minha se desmanchou inteira ao tentar cortá-la, o que eu não considero de modo algum um defeito. :)

Achei besta ficar usando uma frigideira para fazer tudo e transferir para o panelão, coisa que eu só faria se minha caçarola não pudesse ir direto no fogo. Como podia, selei tudo na caçarola mesmo. Não usei conhaque, pois n~~ao tinha (deglacei com água mesmo) e não usei caldo de carne, pois acho um pleonasmo usar caldo de carne numa carne que já vai cozinhar com os legumes e ervas que dariam sabor ao caldo. 

BOEUF À LA MODE
Rendimento: de novo, diz que serve 6 pessoas, mas aqui em casa deu 1 refeição para os 4 e mais dois almoços só eu e as crianças. Pratos pequenos. Segredo da vida longa e da cintura estreita. ;)

Ingredientes:
  • 1 pedaço inteiro de acém com 1,7-2kg, limpo mas não totalmente sem gordura
  • sal e pimenta-do-reino
  • 1 cebola, em meias-luas finas
  • 1 cenoura. descascada e em pedaços
  • 1 talo de salsão, em pedaços
  • um bouquet garni com 1 folha de louro, as folhas do salsão, 2 ramos de salsinha, 1 ramo de alecrim, 2 ramos de tomilho, amarrados
  • 1 garrafa de vinho tinto (750ml)
  • 1 colh (sopa) azeite
  • 4 xic de caldo de carne (usei água e o caldo ficou muito saboroso assim)
  • 3 colh (sopa) óleo (usei azeite de novo)
  • 3 colh (sopa) conhaque (omiti)
  • 4 anchovas
  • 2 colh (sopa) extrato de tomate

Preparo: 


  1. Massageie a carne com sal e pimenta e coloque numa tigela bem grande ou ziploc bem grande. Junte os legumes, as ervas e o vinho, o azeite, misture e feche bem o ziploc ou cubra a tigela com filme. Leve à geladeira por toda a noite. 
  2. No dia seguinte, remova a carne da marinada e seque com papel-toalha. Deixe voltar à temperatura ambiente.
  3. Coe a marinada, reservando os legumes e ervas e colocando o líquido numa panela. Leve essa panela ao fogo alto e reduza pela metade, cerca de 10 minutos. Junte o caldo (ou água), leve à fervura novamente, desligue e reserve.
  4. Aqueça o forno a 180oC. Coloque a caçarola de ferro em fogo alto com 2 colh (sopa) de óleo. Sele bem a carne, dourando de todos os lados. Retire para um prato grande e tempere com sal e pimenta. 
  5. Coloque mais uma colher de óleo na e junte os legumes coados. Cozinhe por uns 10 minutos. Como eles estão úmidos, não vão pegar muita cor, mas vão pegar gosto. Tempere com sal e pimenta, junte o conhaque se estiver usando, raspando o fundo com uma colher de pau, e junte o conteúdo da panela à carne. 
  6. Volte o panelão para o fogo e misture 1/2 xic. do caldo reservado ao extrato de tomate e anchovas, amassando para dissolver tudo muito bem. Junte o restante do caldo, as ervas, sal e pimenta, coloque de volta a carne e os legumes e leve à fervura. 
  7. Desligue, cubra com papel alumínio, coloque a tampa por cima e leve ao forno por 1 hora. Você pode ou não abrir tudo pra ver como estão as coisas e virar a carne de quiser. Mas não precisa. Cozinhe por mais 1h30 ou 2h, (tempo total 2h30-3h) ou até que a carne esteja macia. 
  8. Experimente o molho. Retire a carne e reduza mais, se preferir. Descarte o bouquet-garni. Sirva a carne fatiada com purê de batatas.



A salada de beterrabas com cebolas era simples e não tinha nada de muito diferente a não ser o mel no vinaigrette de mostarda. Confesso que o mel de fato arredondou os sabores, trazendo a mostarda e a cebola mais para o universo adocicado da beterraba assada. Fez muito sucesso com as crianças, e prometi a mim mesma lembrar sempre do mel nas próximas vezes. Mas é só isso. Um vinaigrete de mostarda que leva uma colherinha de mel, em cima de beterrabas assadas e cebolas fatiadas e geladas. Outra que fez sucesso foram essas panquecas de espinafre, Farçous. Meramente uma panqueca de espinafre, feita nas mesmas proporções de uma panqueca americana, mas batida com algumas ervas, cebola e alho, e um pouco de espinafre (já que não havia swiss chard), que você meio que frita ao invés de fazer de só dourar. Apesar de não ter ficado convencida pela fritura, as panquecas ficam saborosas e de fato congelam fantasicamente bem. A receita inteira faz umas 40 unidades, e vão do freezer para uma assadeira e em menos de 5 minutos estão quentinhas para o almoço. MUITO práticas e renderam 3 refeições diferentes, com salada verde, com a tal salada de beterraba e com salada de tomates. Mas não acredito que vá usar de novo a receita do livro (porque faço panquecas assim sem receita) ou mesmo fritá-las, que achei que deu mais trabalho que o necessário.


A pissaladière foi uma receita que escolhi para criar base de comparação com outras que já fiz. E essa, acredito, foi a melhor de todas. Pequena, alimentou bem acompanhada de salada verde dois adultos e duas crianças numa única refeição. A massa é crocante e delicada, bem fina, e a cobertura de cebolas, ainda que clássica, estava bem temperada e numa boa proporção. Pode ser também que eu finalmente tenha aprendido a caramelizar cebolas, coisa que eu não tinha coragem de levar a cabo há dez anos atrás, quando morria de medo de queimá-las. ;) Fico sem saber, então. Thomas, que não é muito fã de cebolas, adorou e repetiu a pissaladière e decidiu que agora  não tem mais cisma com elas.

O lombo com laranja ficou delicioso, apesar de um prato feio, daí a não ter fotografia. Não sei se me convenceu aquele monte de casca e polpa de laranja no molho, mas o sabor estava muito bom e todos rasparam o prato. Talvez não Thomas, que achou a coisa toda meio esquisita. "Garçom, derrubaram suco no meu prato!", disse Allex, engraçadinho. Mas a verdade é o que sabor era muito bom e o prato é muito fácil e razoavelmente rápido. Ficou ótimo com arroz. Faria de novo? Acho que sim, mas talvez adaptando para aquele jeito que a Rita Lobo fez, na TV, só com o suco. A receita é bem parecida, a não ser pelas cascas e gomos que a Dorie usa e pelo fato de a Rita usar bacon e legumes.

Mas o que faria de novo mesmo é o curry basicão da página seguinte do livro, no qual usei a outra metade do lombo que sobrara. Esse sim ninguém estranhou e todo mundo lambeu a tigela. Mas curry é curry. É sempre bom e é sempre igual. O tipo de curry que faço a olho e com os pés nas costas, uma mão segurando a Laura e um olho no Thomas embaixo da mesa. O porco ficou muito bom mas confesso que sumiu um pouco ali: podia ser carne, podia ser frango, podia ser peixe, podia ser tofu, meio que o sabor continuaria o mesmo. Mas seria sempre delicioso. É curry, afinal. Acho que uma excelente receita-base para quem nunca faz curry.


E com o que sobrou de laranjas veio essa sopa de lentilhas, maravilhosa, diferente. Pimpolhada adorou o iogurte na sopa, e o desenho bonito do branco sobre o marrom austero dela. De novo, pense numa sopa de lentilhas com azeite, cebola, salsão, cenoura, caldo de legumes e lentilhas. Basicona. A única diferença foi colocar um pedaço de casca de laranja de 3x6cm, sem a parte branca, 6 grãos de pimenta-do-reino, 1 cravo e um pedaço de gengibre de uns 3cm, picado. (Isso para uma sopa usando 1 xic de lentilha). O pulo do gato é bater tudo no liquidificador junto, especiarias, casca e tudo. Ficou muito bom. O coentro para finalizar foi adição minha.



Para dar um tempo nas carnes, fiz a salada de couscous com pimentão, grão de bico e frutas secas, que ficou muito saborosa. Mas, novamente, tive a sensação de que não precisava de fato de uma receita de livro para executar aquele prato. Depois de tanto tempo cozinhando, aquela mistura de sabores era meio intuitiva. Ao menos Dorie não esconde isso e ela mesma menciona na nota o fato de a receita nunca ser feita da mesma forma, sendo constantemente improvisada. Ainda assim, um bom almoço, com direito a repeteco, pois faz muitas sobras.

Agora essa berinjela assada coberta de uma salada/vinaigrette de tomate, pepino, azeitonas e alcaparras me surpreendeu um bocado. Todos adoraram e o que eu acreditei que renderia sobras para o jantar, foi devorado imediatamente numa só refeição. Merece infinitos repetecos com infinitas variações. Só pincelar com azeite fatias grossas de berinjela e levar ao forno até dourar e ficar macia. E cobrir com essa saladinha de tudo isso aí picado: pepino, tomate-cereja, salsão, cebola, alho, azeitona verde, alcaparra, orégano, sal pimenta e vinagre. Fácil.

E outra que será repetida à exaustão foi essa misturebinha de fígado de frango. Não é patê, não é terrine, é só uma coisinha rápida para comer com o pão. Servi no almoço com uma salada de tomates mas depois me vi assaltando a geladeira tarde da noite para acabar com o que estava no potinho, tão, tão, tão bom. Não sei se foram as cebolas caramelizadas, se a pimenta-da-jamaica ou a mera sugestão de servir com maionese. Mas eu amei esse negócio e vou fazer pelo resto da vida. É só esquentar numa frigideira 1/2 xic. de azeite e fritar 2 cebolas picadas. Drene as cebolas e então doure 450g de fígados de frango limpos e cortados ao meio no óleo restante na frigideira, por uns 2 minutos cada lado, para que cozinhem mas ainda fiquem rosinha por dentro. Seque em papel toalha, deixe descansar um minutinho, pique grosseiramente e junte à cebola. Reserve o óleo da frigideira. Tempere o fígado e a cebola com sal e pimenta, 1/4 colh (chá) de pimenta-da-jamaica e 1-2 ovos cozidos picados. Se parecer muito seco, junte o óleo da frigideira. Aperte bem numa terrine ou potinho, cubra bem e gele por algumas horas. Sirva no pão com maionese caseira. Nham!

Aliás, essa receita não estava na minha lista. Mas quando fui visitar minha mãe, ela me deu uma bandejinha fígado congelado, e resolvi que aproveitaria para testá-la, ao invés de fazer o clássico patê de sempre ou o crostini de fígado à toscana de sempre. Esse aliás, foi um ponto incrivelmente positivo do livro: ele é muito coerente, e me vi cozinhando cem por cento do tempo dele, mesmo na hora de improvisar com as sobras.

E assim de improviso saiu esse "cake" salgado de bacon, gruyére e figo seco, acompanhado de uma salada de tomate com molhinho de mostarda e iogurte. Um Cake Salé comum no preparo. O que sobrou virou piquenique na piscina do clube, cortado em cubinhos e acompanhado com tomatinhos cerejas e pepinos, e fatias grossas foram levadas de lanche da escola. As crianças adoraram e Laura AMOU comer "bolo" no almoço, sem ser de sobremesa. :)

Também rolou Spaetzle com ervas num domingo em que as crianças pediram linguiças na churrasqueira. E na lista de pratos para fazer no fim do mês, quando tudo o que é fresco já acabou na gaveta de legumes, sobrou ainda Gnocchi à la parisienne e gougère para acompanhar uma sopinha simples. Ainda não fiz nenhum dos dois, mas pretendo.

Até nos doces acabei me enveredando. O quatre-quarts, aquele bolo clássico francês, em que todos os ingredientes têm o mesmo peso, é muito fácil e foi devorado em duas sentadas. Achei confuso apenas Dorie mencionar que o topo fica bem dourado, quando o meu dourou apenas nas laterais, e todas as fotos que encontrei internet afora mostravam o mesmo domo pálido. Depois do quatre-quarts, fiz também sablés de chocolate e croquants, biscoitos que Thomas e Allex adoraram.  Menciono isso porque Laura, como sempre, preferiu comer bananas a biscoitos. Não há um único biscoito que eu tenha feito até hoje que ela de fato goste. Ela morde uma vez ou outra, diz que está satisfeita, que não gostou muito e vai pegar uma fruta. Essa é a única frescura alimentar dos meus filhos da qual eu não reclamo. ;)

Os sablés são os mesmos de sempre, ficaram bons mas iguais a quaisquer outros sablés de chocolate. Os croquants são bons para quando se quer usar claras congeladas: Basta misturar 2 claras a 1 1/4xic de açúcar, 1 xic. de castanhas picadas grosseiramente (usei avelãs e amêndoas) e 1/2 xic. + 1 colh(sopa) de farinha. Vai ficar uma massaroca nada ver com massa de biscoito. Coloque numa assadeira com silpat em porções de 1 colh (chá ) com espaço de 5cm entre elas. Tente deixar montinhos com forma de bolinhas. Leve ao forno a 205oC por 8 minutos ou até dourarem.

Foi um mês que correu muito fácil em matéria de culinária. O salmão feito num pedaço inteiro por 12 minutos no forno ficou no ponto perfeito, e as lentilhas que acompanhavam... bom, ficaram lentilhas. Os butter breakups ficaram maravilhosos, e depois vou fazê-los de novo para poder fotografar e colocá-los aqui no blog direitinho. As madeleines são madeleines comuns, mas com deliciosas especiarias e um gostinho de mel. Mas decidi que não faço madeleines com tanta frequência a ponto de querer manter aquela imensa forma de 36 madeleines. Então quem quiser comprá-la, está à venda.

O mês terminou e o resultado foi uma economia gigantesca no mercado, onde comprei apenas os itens da lista acima e mais leite, ovos, farinha e manteiga. Comemos muito bem, não gastamos muito, e agora posso mandar o livro de consciência limpa.

Mas Ana, por que diabos você vai vender o livro se você gostou dele?????

Porque apesar de tudo ter ficado muito bom, o livro é bem grande para o espaço que tenho para ele no momento, e ocorre que fora algumas ideias de sabores diferentes, a base das receitas é clássica e, de novo, já tenho meus livros clássicos de coração. Anoto as receitas que quero fazer de novo e desapego. Quando fizer uma carne braseada da Marcella Hazan, vou marinar a carne e juntar anchovas. O chopped liver eu já decorei na minha cabeça. Há ainda muitas outras receitas no livro que me interessaram, mas também há nos livros que escolhi manter, e agora estou numa fase em que realmente, de verdade, quero zerar, gabaritar, arrasar com os poucos livros que escolhi para serem meus livros clássicos da vida toda. O que não quer dizer que não pretenda continuar cozinhando de outras fontes e passando essas dicas a vocês também. Vocês, essas três pessoas queridas que ainda lêem o blog, depois que o youtube bombou e todo mundo parou de ler. ;) hahah

Se ainda resta alguém querendo pegar um livro usado mas muito bom, fica aqui a lista dos livros e tranqueiras que não tenho usado mesmo. Desapego monstro. Rumo à etapa final. ;)
As tranqueiras de cozinha Le Creuset estão todas fantasticamente excelentes, nem parece que usei tanto. Embalo tudo maravilhosamente bem para que nada quebre e faço reza brava. Hahaha.
Se alguém se interessar por alguma coisa, mande-me um email para lacucinetta@gmail.com com seu endereço completo para cálculo de frete, ok?

Como sempre, agradeço imensamente a todos que por todos esses anos acompanharam o meu acúmulo de livros e utensílios, e que agora estão ajudando na libertação dos mesmos. :D
Antes que alguém ache ruim, só posto isso aqui porque sei que aqui tem muita gente que gosta de cozinha, de livros, de formas, e que "me conhece" o bastante para saber que não estou sacaneando ninguém. O que não sair por aqui vai acabar sim no Mercado Livre e afins, mas acho sempre meio chateação vender e comprar de gente que a gente não conhece... :(

Novamente, obrigada! :D

Vou ali ficar toda "Hygge" com os livrinhos que sobraram, lendo um José de Alencar emprestado da mamãe e tomando um chazinho de erva-doce. ;)

R$50,00 + frete
SUZANNE GOIN - Sunday Suppers at Lucques (sobrecapa com sinais de uso, interior em excelente estado)
DAVID FRENKIEL & LOUISE VINDAHL - Green Kitchen Travels (excelente estado) 
DARINA ALLEN - Forgotten Skills of Cooking (capa rasgada na lombada, interior como novo)
STEPHANIE ALEXANDER &  MAGGIE BEER - Sabores da Toscana (em português de portugal) - pouquíssimos sinais de uso e excelene estado
KIM BOYCE - Good to the Grain (excelente estado)
NIGEL SLATER - Notes from the Larder (capa ligeiramente gasta, interior perfeito) 

R$35,00 + frete
FRANCINE SEGAN - Dolci - Italy´s Desserts (excelente estado)
FRANCES MAYES -In Tuscany (excelente estado)
JOHn SEYMOUR - The SElf Sufficient Life and How to Live It

R$25,00 + frete
MARC VEYRAT & GÉRARD GILBERT - La cuisine paysanne   (excelente - tamanho pocket, mas lindo, cheio de fotos)
THE MULTI-CULTURAL CUISINE OF TRINIDAD & TOBAGO & THE CARIBBEAN (novo)
MICHAEL POLLAN - Cooked 
THE ABC OF COOKERY (Livro produzido pelo governo britânico para educar as pessoas a cozinhar durante a primeira guerra)

TRANQUEIRAS:
MOEDOR de grãos de ferro Botini - R$65,00 + frete 
CANUDOS de alumínio para cannoli pequenos (10cm), 12 unidades - R$15,00 + frete
Forma de MUFFIN MINI com 24 cavidades, da Wilton - R$35,00 + frete
LE CREUSET - Cj de 6 ramequins com capacidade de 1xic, vermelhos, perfeito estado, como novos - R$270,00 + frete
LE CREUSET - Cj. de 8 ramequins com capacidade de 1/2xic, vermelhos, perfeito estado, como novos - R$240,00 + frete (R$30,00 cada)
LE CREUSET - 1 mini-cocotte com tampa, cor de laranja, capacidade de 1 xic., perfeito estado, como nova - R$55,00 + frete 

41 comentários:

Thais disse...

Eu leio! sou fã do blog há muito tempo, que me ensinou a receita de risotto ("se está de dieta, não faça risotto") e massa de torta há... uns quase 10 anos? (CHOCADA que faz tanto tempo)
Nunca comento muito em blogs, mas como você comentou que fomos todos para o Youtube... não fomos, continuo aqui!

Camila Pedrini Marques Vieira disse...

Também continuo aqui! :) Prefiro muito mais ler a ver vídeos!!!!!!

Camila Pedrini Marques Vieira disse...

Também continuo aqui! Prefiro a leitura aos vídeos ;)

Daniela Assumpção disse...

Nossa, venho aqui há uns 10 anos, tudo por causa da melhor receita de iogurte que a internet já me ensinou. Sou maluca por iogurte e pelo seu blog. Adorei as receitas acima. Ah e só para constar também sou Dinamarquesa e não sabia!

Andreza disse...

Também vim dizer q continuo aqui! Rs
Sinto até uma alegria profunda quando vejo o e-mail!

luiza menezes disse...

Nós ainda estamos aqui! =)))

Renata Lima disse...

Continuo aqui, desde 2008 e da receita de pesto.
Amo este prato para bolo, sou louca pelas tranqueiras Le Creuset, mas com exceção das panelas, eu finalmente me dei conta que não preciso de (mais um) prato para bolo.
Sua receita de muttar panner já virou minha confort food, e os brownies de banho de bebê também.
Seu blog foi o primeiro de culinária que conheci e realmente me inspirou, então, obrigada por continuar conosco!
Eu também prefiro a leitura, ainda mais que seus posts não são só sobre comida, e você tem uma crônica muito legal.

Suzana Quintino Soares disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk
Morri com "as três pessoas que continuam aqui".
Sabe, conheci seu blog tem um ano mais ou menos, procurando nem sei mais o quê.
Sempre me delicio com os seus textos, sua vida cotidiana tão normal, longe da fama e glamour da blogosfera e dos youtubers profissionais.
Sobrando um tempinho, escreve que eu SEMPRE leio você. Perdoe o silêncio. Vou sempre comentar!!!

Eu comprei um sítio, onde estamos fazendo muita coisa no momento (incluindo uma horta e um pomar orgânico,e uma criação de peixes). Moro em SC. Assim que eu me recuperar da falência temporária, meu sonho de consumo é uma compra de suas artes. Amo todos que você pinta.

Super beijo!

Idb disse...

Continuo a postos, também! Acompanho desde antes do nascimento do Thomas e é minha primeira fonte de pesquisa sempre! Comento pouco, mas uso muito, adoro, sou super grata pelo trabalhão que você teve para por toda essa informação disponível para nós. YouTube nenhum vai substituir isso.

nayarac. disse...

Eu continuo aqui sempre!!

Heleni disse...

Eu tb continuo aqui, e acabei de me dar conta que te acompanho desde sempre. Meu Deus,como o tempo passa! Amo seu blog, ja comentei algumas vezes,todos os dias venho olhar se tem novidades. Ana Elisa, vc faz parte da minha vida,adoro vc! Bjssssss

Karina barbosa dos santos disse...

De tempos em tempos venho ver teus textos. Sempre me identifico, e fico felizona quando sai texto novo. Me interessei pelas revistas do Jamie mandarei email. Bjos

Heleni disse...

Eu tb continuo aqui, e acabei de me dar conta que te acompanho desde sempre. Meu Deus,como o tempo passa! Amo seu blog, ja comentei algumas vezes,todos os dias venho olhar se tem novidades. Ana Elisa, vc faz parte da minha vida,adoro vc! Bjssssss

ScolAstika'S Crochê disse...

Acho que são mais que três... rs Textos > Vídeos :p
Caramba, seus textos são SEUS textos.
Fico impressionada com a sua administração de tempo e organização ao produzir tanta coisa, é uma inspiração.

Patricia Figueiredo disse...

Acompanho o blog há muitos anos e sempre me enche de alegria entrar aqui e encontrar um post novo. Quando finalmente tiver dinheiro para tranqueiras da Le Creuset, vou procurar aqui, para levar panelas que além de lindas já cozinharam esses pratos lindos que vemos nas fotos. Um beijo!

Amanda disse...

Passando pra dizer que também faço parte das "três" pessoas que estão sempre por aqui! o/
Acompanho o blog desde um pouco antes do nascimento do matador de dragões e provavelmente cheguei procurando por alguma receita, mas a sua escrita cativante me fez voltar sempre pelas histórias. Sou do tipo de pessoa que tem aquelas poucas receitas do coração que repete sempre, e devo confessar que o bolo amor de chocolate, brownie definitivo, muffins aventureiros (ganhou esse nome pq andei mudando a receita e achei que ia desandar haha), bolo de laranja com chocolate, entre outras, foram tiradas daqui, replicadas pelos meus parentes e amigos que me pediram a receita e já viraram "receita de família"! hehehehe
Inclusive, essa semana finalmente encomendei a -paquerada há anos- sorveteira graças às inúmeras receitas de sorvete que me deixaram babando ao longo de tempo acompanhando o blog. Estava louca atrás de uma Hamilton Beach, mas é praticamente impossível encontrar no Brasil e pouca gente trás de fora por conta do volume, acabei me conformando com a Cuisinart Ice 21 (e já estou com uma lista IMENSA de receitas de sorvete aqui do blog pra testar, obesidade batendo na porta e procurando um cantinho no sofá pra ficar pra sempre hahaha). Não estivesse tão descapitalizada agora depois da compra, certamente estaria organizando as prateleiras pra comportar o Perfect Scoop que figura na sua lista de desapego :P
Enfim, esse blog tem um cantinho especial no meu coração, e embora eu não comente quase nunca, sinto como se tivesse uma amiga distante a quem posso acompanhar as histórias de vez em quando! ^^

Alessandra Vasco Ribeiro disse...

Haha Leio seu blog desde sempre. Vc nem tinha filhos e nem comia carne (Eu como desde sempre)!
Nenhum YouTube substitui uma boa leitura.
Beijos,Ana.Continue conosco (não siga a luuuuuz).

Unknown disse...

Eu te leio sempre que você posta. Não recebo email me avisando porque acho mais emocionante checar eventualmente e ter uma boa surpresa (ou não) rs....
Não sei se estou ficando velha, mas sou daquelas que já bloqueou pessoas no Whatsapp porque fica mandando vídeos. Não sou dessas, sabe... Não sou das que manda áudio, e também não gosto de vídeos.
Gosto de ler, de descobrir a próxima linha no meu tempo, de acelerar o ritmo da leitura quando o assunto está interessante, de pular pedaços pra ver o que acontece no fim... Não sei se isso é um problema, mas acredite: ainda há muitas de nós por aí.
Enfim... Estou aqui desde a sopa de cenoura com castanha de caju (que sempre que posso repito) e sempre voltarei, enquanto você escrever...
Compartilho dos teus sentimentos, das angústias que nos assombra de vez em quando e de alguns hobbies, como ler quietinha numa luz gostosa... Ah! E tem as receitas também, a pintura...
Resumindo: (desculpa o textão) sou sua fã, sempre leio e nunca escrevo porque não sei se devo. Vai ver que você quer paz e eu fico aqui fingindo que nos conhecemos a vida toda... Rsrs
Um abraço e não pare de escrever, por favor!

Evelin

Luciana disse...

Ainda aqui também - desde que tive de entender os diferentes laticínios ou a massa de torta? Mudei de país, o youtube veio, mas ainda prefiro ler seus textos, que gastar meu tempo com os videos histéricos que tem por aí.

Continue escrevendo e postando, por favor! :D

Paulo Werneck disse...

Idem. Continuo aqui e não é pelas receitas, pois cozinho pouco e prefiro repisar e aperfeiçoar as que conheço, só procurando novas quando quero incorporar algo ao meu repertório. Continuo pelos textos em volta das receitas, que considero primorosos, ou seja, o leio como um blov de literatura.

Magali na escuta disse...

Querida Ana!
Tb continuo aqui! E tb adoro suas crônicas de uma vida frugal. Acho que é um dos poucos blog que ainda adoro abrir para ler pq sei que vai ser conteúdo inédito, bem escrito, sem merchan...
Ainda prefiro ler a ver vídeos. ..

Bjs

Thaty Tamara

Rita Santos disse...

Oi Ana,
Gostaria do maçarico. Ainda está disponível? Ele está com gás? É fácil repor o gás?

Ione disse...

Eu tb continuo por aqui! ��
Queria te perguntar que livro vc indicaria para inspirar uma mãe no dia a dia. Às vezes me faltam ideias porque quero fazer coisas saudáveis, evitar carne todo dia, mas meu filho de três anos é muito chato para comer. Recusar frutas e verduras já virou uma causa política, e é frustrante demais. Daí que me apego às poucas coisas que passam pelo crivo dele. E acabo fazendo coisas separadas, se não quiser que ele coma só o carboidrato da refeição. ��Vou tentar a sopa de milho, parece muito boa!
Beijos,
Ione

Unknown disse...

Olá Ana! também tô aqui na sua legião de três leitoras/es! <3
O maçarico ainda está disponível?estou interessada ;)

Unknown disse...

Oi Ana! tmabém sigo aqui, fazendo parte da sua legião de três leitoras/es. <3
Estou interessada no maçarico. Ainda está disponível? ;)

Erika disse...

Ana, quanta alegria fazer parte de suas leitoras fiéis. Como é agradável receber email com nova postagem.
Um deleite sua prosa e as receitas como sempre são feitas e postadas com tanto amor e cuidado que me sinto quase como sentada ao seu lado, tomando um chá enquanto você cozinha...

Espero que mesmo você com essa vida movimentada arranje um tempo para nos presentear com as publicações.

Abraços.

Inês disse...

Oi Ana, leio-te desde o outro lado do oceano, já há muitos anos :) Adoro suas receitas e suas histórias. Um beijinho grande

Lais Berriel disse...

Continuo aqui, fazem alguns vários anos 😉
Único blog que eu ainda acompanho.

linda Lá cava disse...

Eu tb continuo aqui, aprendi muito com vc.

Anna disse...

oi Ana, só pra registrar que continuo por aqui.

Acho que ainda tem bons seguidores à moda antiga. ;-)

Carolina Nogueira disse...

Olá!!!
Acabei de te conhecer!! Que prazer. Meu nome é Carolina, sou paulistana e há dois anos fiz a opção por uma vida mais tranquila, simples e saudável. Me mudei para MT, mais precisamente Chapada dos Guimarães, um lugar mágico. Amo cozinhar, esta é uma formas onde encontro aconchego e tranquilidade. Amei suas receitas. São muito inspiradoras. Não conseguirei reproduzi-las todas, por razões obvias, porém poderei adapta-las com o que tenho acesso por aqui.

Obrigada por me receber!

Forte abraço.

Amanda Pessoa disse...

Como imaginei, muita gente faz parte do grupo de três, Ana.
Você é muito querida e seus ensinamentos, valiosos.
Beijos

Pepa disse...

Apenas 3 leitores ?? Hãhã !!! Quem gosta de ler, se sente brindado com seus posts !
Eu pelo menos leio seeeempre. Sim, esttou me penitenciando aqui ajoelhada no milho por quase nunca, tá bom... nunca comentar e te deixar com essa sensação de que ninguém lê, srrsrsrsrs

Adoro seus posts ! Sempre !!

Bjus 1000 querida

Bruna disse...

Ana, sabe me dizer mais ou menos o frete pra mandar o livro Mamãe e eu na cozinha e o sabores da Toscana? o Cep é 89460000

Anônimo disse...

Eu sou outra que não te troca por nada!!! Você vai além das receitas, suas histórias alegram nossos dias, são comfort food para nossa alma. Fico sempre a espera de um post novo, mesmo que demore um pouquinho vale a pena a espera :)

Anderson disse...

Oi Ana
Que delícia de texto, como sempre. Menina,posta pra gente a receita desse cake salé, fiquei babando aqui!

Abração!

Flavia Ruiz disse...

Estou sempre por aqui tb! Adoro seus textos e receitas e te acompanho aqui desde antes do Thomas nascer. Já fiz várias de suas receitas e foram 100% aprovadas! Abraços :)

Mariana disse...

O seu blog é maravilhoso! E ótimo seu comentário sobre o Hyggie. Total bizarrice hj em dia tem que ter rótulo para vida normal! Um abraço!

Marcella Preta ;) disse...

3?
HAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHA
Ri muito alto!

Calcula o frete da cocotte pra mim? :D
72710-060

Beijo
Marcella

Ana Elisa Granziera disse...

Marcella, me manda um email. Senão me bagunço, sem saber se estão pedindo coisa aqui, ou por instagram, ou sabe-se lá onde. :P
Bjs

Socorro Fonteles disse...

Eu também estou na turma do "ainda estou aqui". Pra mim, seu blog sempre manteve o que me atraiu desde o começo. Um abraço!

Cozinhe isso também!

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