terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um surpreendente bolo de aniversário de maçãs

"Você vai querer bolo de quê?", perguntei inocentemente à minha irmã, acreditando que ela seria como a maioria, que responde sem graça um "não sei, do que você quiser, por que se incomodar..."
"De maçãs", respondeu ela, na ponta da língua, como se tivesse pensado no assunto durante um ano inteiro.
"Maçã??? Mas bolo de maçã é de café da manhã, de chá, não de aniversário...", argumentei, ligeiramente decepcionada, pensando em toda a lista de bolos de chocolate, morangos e doce-de-leite que havia em meu repertório ainda não testado.
"Ah, mas eu quero. Você perguntou."

Bom... eu perguntei.

Corri para meu arsenal bibliográfico e me pus a procurar loucamente por um bolo, senão de maçãs, que pudesse ser adaptado para tal. E qual não foi minha surpresa ao me deparar com um bolo de aniversário de maçã justamente no livro da Magnolia Bakery??? Lá estava ele: Apple Cake with Butterscotch Cream Cheese Icing. Um bolo de dois andares, com recheio e cobertura, totalmente de aniversário, e de maçã.

Pensei com meus botões se gostaria de me arriscar de novo com esse livro em uma semana durante a qual eu não teria tempo de preparar um segundo bolo caso um desastre bolístico acontecesse. Afinal, aquele bolo de maçã para o chá ficara surpreendentemente bom, mas eu tivera bem minhas desavenças com o bendito livro. Um rápido "Google" no nome da receita me devolveu vários polegares para cima e comentários positivos, no entanto, pondo um fim à minha agonia. O que mais me atraiu na receita, além de ser exatamente o que eu procurava, era o fato de o bolo de maçã não levar canela e o de que a cobertura não era mais um gorduroso e excessivamente doce Buttercream, mas uma cobertura de cream cheese, que eu ainda não testara.

O bolo foi muito fácil de preparar e assou lindamente. A receita pedia por formas de 23cm, mas eu só tenho de 21 ou de 25cm, então optei pelas de 21cm, pois elas são bem altas, e o bolo teria para onde crescer. Bem... ele cresceu. As duas camadas inflaram uniformemente até a beiradinha da forma, e ficaram com cerca de 3 dedos gordinhos de altura cada uma.

A cobertura causou-me desconfiança num primeiro momento. Quando juntei o açúcar demerara ao creme de queijo e manteiga, imediatamente me arrependi. "Isso não vai dissolver nunca, vai ser meio quilo de cream cheese salgado pontilhado de marrom", pensei. Mas insisti. Bati por alguns minutos em velocidade média e vi os pontinhos crocantes de açúcar desaparecerem aos poucos no creme e tingirem-no de um suave tom caramelado. Experimentei. Estava uma delícia. Doce, salgado, azedinho.

Meu momento lambança foi na hora de montar o bolo. Posicionei a parte debaixo na minha gradinha redonda, mais fácil de girar na bancada, e pensei: "vou passar a cobertura na gradinha, para o excesso pingar na bancada, e depois, com o salva-bolos, vou transferir para o prato". Lindo na teoria. Espalhei o recheio, assentei a segunda camada de bolo e recobri de creme, deixando as laterais lisas e a parte de cima adoravelmente bagunçada. "Coisa linda", pensei. Apanhei o salva-bolos.

Problema 1: o bolo estava muito pesado, e eu não consegui deslizar o salva-bolos totalmente por baixo do bolo, porque eu me esquecera de calçá-lo com um disco de papelão. O salva-bolos começou a empurrar o bolo para fora da grade.
Problema 2: apanhei a grade e inclinei-a, na expectativa de que o bolo fosse deslizar inteiro para o restante do salva-bolos, mas o que aconteceu foi que a parte de baixo permaneceu inerte e foi a parte de cima que começou a deslizar.
Problema 3: nesse ponto, a cobertura lisinha já estava arruinada. Meti os dedos no bolo para alinhá-lo novamente e empurrei a parte debaixo para o salva-bolos, pensando em corrigir a cobertura uma vez que o bolo estivesse no prato.
Problema 4: O salva-bolos era maior que o prato, que batia em suas beiradas, deixando o bolo 5cm acima da superfície para onde deveria deslizar. E, claro, a parte de cima, apressadinha, quis deslizar primeiro. Tive de meter a mão de novo e fazer um serviço-lambança para colocar o bolo em um pedaço só no prato... e claro que ficou descentralizado.
Problema 5: alinha o bolo de novo, cata a espátula e tenta arrumar a cobertura, boa parte já molenga de toda a movimentação e se espalhando no prato. Volta 1 hora para a geladeira, até firmar de novo, para então corrigir a cobertura com a espátula.

Não me deixem começar a falar no trauma que foi embalar o bolo para levar à casa de minha irmã, uma vez que nenhuma redoma era alta o suficiente para cobri-lo sem arruinar o que fora consertado da cobertura.

O ponto positivo é: o bolo é uma delícia e fez muito sucesso. O bolo de maçã é surpreendentemente leve e suave, uma massa macia de baunilha pontilhada de maçãs. E a cobertura é doce e intrigante, sem ser enjoativa. Dois grandes e satisfeitos polegares para cima! É uma excelente opção de bolo de aniversário para quem cansou das opções tradicionais.

Ao sair da casa de minha irmã, ela me pediu para que viesse depois buscar um pedaço do bolo, pois ele era de fato enorme e talvez meus pais e ela não conseguissem comê-lo todo. No dia seguinte, no entanto, ele já estava pela metade. ;)

BOLO DE MAÇÃ COM COBERTURA DE CREAM CHEESE E "CARAMELO"
(do livro More From Magnolia, de Allysa Torey)
Tempo de preparo: 1h30 + 1h para esfriar + 20 min. para montar
Rendimento: 1 bolo grande de 2 camadas, de 21-23cm de diâmetro

Ingredientes:
  • 3 xic. farinha de trigo
  • 2 colh. (chá) fermento químico em pó
  • 1/2 colh. (chá) sal
  • 1 xic. de manteiga sem sal em temperatura ambiente (cerca de 230g)
  • 2 xic. açúcar cristal orgânico
  • 5 ovos grandes, orgânicos, em temperatura ambiente
  • 1 xic. leite integral, em temperatura ambiente
  • 1 1/2 colh. (chá) essência de baunilha
  • 3 1/2 xic. maçãs ácidas descascadas e picadas grosseiramente (usei Granny Smith)
(cobertura)
  • 450g cream cheese, em temperatura ambiente
  • 6 colh. (sopa) manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 1 xic. açúcar demerara orgânico, apertado na xícara
  • 2 colh. (sopa) xarope de glucose
  • 1 colh. (chá) essência de baunilha

Preparo:
  1. Pr´é-aqueça o forno a 160ºC. Unte e enfarinhe duas formas redondas de 23cm de diâmetro (ou de 21cm, se elas tiverem não menos que 5cm de altura), e então forre os fundos com papel-manteiga.
  2. Numa tigela, peneire a farinha, o sal e o fermento. Reserve. 
  3. Na batedeira, em velocidade média, bata a manteiga mole até que se torne um creme. Junte o açúcar gradualmente, e bata até que fique fofo, cerca de 3 minutos. 
  4. Junte os ovos, um por um, batendo até que o ovo esteja bem incorporado antes de acrescentar o próximo. Adicione os ingredientes secos em 3 partes, alterando com o leite e a baunilha, começando e terminando com os secos. Não bata em excesso, apenas até que tudo esteja incorporado. 
  5. Com uma espátula, raspe as laterais da tigela, tendo certeza de que tudo está bem misturado e junte as maçãs picadas.
  6. Divida a massa igualmente entre as formas, alisando a superfície com a espátula. Leve ao forno por 40-50 minutos, ou até que um palito inserido no meio dos bolos saia limpo. Retire do forno, coloque em uma grade e deixe esfriar ainda nas formas por 1 hora. Então desenforme, retire os papéis do fundo e deixe terminar de esfriar nas grades. 
  7. Enquanto isso, faça a cobertura. Na batedeira, em velocidade média, bata a manteiga e o cream cheese até que fique cremoso e homogêneo, cerca de 3 minutos. Junte o açúcar, o xarope e a baunilha e bata até que o açúcar tenha dissolvido totalmente (tenha paciência). Cubra e refrigere por 1 hora para que firme antes de usar. 
  8. Posicione a parte debaixo do bolo no prato. Espalhe uma camada do creme por cima, deixando 1cm de borda, e coloque a segunda camada, apertando um pouco para firmá-la. Espalhe a cobertura na parte de cima do bolo, em direção às beiradas, puxando o excesso com a espátula para as laterais, e espalhando o creme pelas laterais. Se o creme começar a ficar mole, volte tudo para a geladeira por alguns minutos até firmar de novo e continue depois. Depois de pronto, mantenha o bolo na geladeira, até a hora de servir. Cuidado com odores fortes na geladeira, pois o cream cheese os absorverá.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pudinzinho de baunilha e morangos

Nisso de ficar esperando a época certa dos morangos aqui em São Paulo (agora, Agosto!), é claro que enfiei o pé na jaca. Ao ver os moranguinhos orgânicos sendo vendidos pela metade do preço do que estavam no fim de Junho, levei caixas e caixas para minha cozinha. Acho que já comi sozinha uns 3kg dos benditos. In natura, com chantilly fresquinho, com iogurte depois da corrida, com a panna cotta da Pat. Estava na esperança de que este fosse ser mais um mês de Agosto quente, para produzir aquele sorvete de morangos, mas a onda de frio paralisou meus planos. Não há santo que me faça botar sorvete na boca esses dias.

Então tive uma ideia. Assim, querendo algo cremosinho e gostoso para comer de colher, mas ao mesmo tempo sabendo que se fizesse outra sobremesa meu excesso de morangos iria acabar estragando, resolvi pegar aquela minha receitinha básica de pudim (livremente adaptada de um livro da Alice Medrich) e incorporar uma compotinha rápida de morangos. Vou misturar tudo? Fazer um pudim DE morangos? Neh. Vou deixar mal misturado, para ter um pouco de morango, um pouco de baunilha, os pedacinhos de fruta no meio daquele creme todo, como uma variação cozida de morangos com chantilly.

Testei. Deu tão certo que o marido comeu um em seguida do outro e eu mesma tive de me beliscar para conter a caminhada da vergonha em direção à geladeira. Não vejo a hora da época dos damascos, para fazer um pudinzim de baunilha e damasco. Ou pêssegos. Ou amoras. Ou.. ou...

Se seus morangos estiverem incrivelmente doces... bem, primeiro, sorte sua. ;) Se eles estiverem muito doces, use menos açúcar, até cerca de metade da quantidade (a gosto) para a compotinha. Se não, se estiverem com aquele zing! azedinho no fundo, ficarão na medida com o açúcar, principalmente porque o pudim não é excessivamente doce. Desta vez, não usei favas. Usei o extrato natural de baunilha que trouxe de viagem [enquanto o feito em casa não fica pronto, porque FINALMENTE aquele monte de fava e vodka estão descansando embaixo da pia]. Mas você pode muito bem ir na receita original e usar favas se quiser.


PUDINZINHO DE BAUNILHA E MORANGOS
Rendimento: 8 potinhos de cerca de 90ml
Tempo de preparo: 40 minutos + 1 hora de geladeira

Ingredientes:
(compota)
  • cerca de 20 morangos orgânicos, cortados em quartos
  • 1/4 xic. açúcar cristal orgânico
(pudim)
  • 1 1/2 xic. creme de leite fresco
  • 1 1/2 xic. leite integral
  • 1 colh. (chá) extrato natural de baunilha
  • 1/2 xic. açúcar cristal orgânico
  • 1/4 xic. menos 1 colh. (chá) amido de milho
  • 1/4 colh. (chá) rasa de sal
Preparo:
  1. Coloque os morangos e o açúcar em uma panela pequena e leve a fogo médio, mexendo de vez em quando com uma colher de pau para que o açúcar não grude no fundo. Quando os morangos começarem a soltar líquido, abaixe o fogo para mínimo e deixe cozinhando, destampado, por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando, até que os morangos estejam se desmanchando e o líquido em torno deles esteja vermelho-vivo e quase tão espesso quanto geleia. Desligue o fogo e reserve.
  2. Em uma tigela, misture o creme de leite e o leite. Reserve. Em uma panela de fundo grosso, misture o amido, o açúcar, a baunilha e o sal.
  3. Junte 1/3 xic. da mistura de creme de leite e leite e misture até formar uma pasta homogênea.
  4. Junte o restante do creme e ligue o fogo médio, mexendo sempre com uma colher de pau até que comece a ferver e engrossar. Reduza o fogo e deixe ferver, mexendo, por 1 minuto.
  5. Divida o pudim entre os potinhos. Pegue a compota de morangos e distribua cerca de 1 1/2 colh. (sopa) de compota em cada potinho. Com o cabo de uma colherzinha de café, misture ligeiramente a compota ao pudim. Leve à geladeira por no mínimo 1 hora antes de servir.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Que Marravilha! Eu, você e Claude Troigros!



Pois é, quem conhece o La Cucinetta e meus rompantes justiceiros no Twitter, sabe bem que sou difícil (ou impossível) de participar de ações envolvendo blogs. Sou a favor de transparência total, e jamais conseguiria escrever um post que não fosse sincero ou incentivá-los a consumir um produto que não consumo. Isso garante que vocês saibam que tudo aquilo que endosso seja genuíno e mantém nosso bom relacionamento.

No entanto, quando o pessoal do Que Marravilha! entrou em contato, confesso que fiquei contente. Eu realmente adoro esse programa e sou fã do Claude. Como não ser? Fico no sofá, me esborrachando de rir com as trapalhadas de quem ainda não tem prática na cozinha, lembrando-me da época em que ainda eu cortava cebolas com faca de fruta, arriscando retalhar as palmas das mãos. É o único programa brasileiro de culinária que considero verdadeiramente BOM. E quero que ele continue por muitas e muitas temporadas.

Por isso, e porque esta ação não incentiva meus dedicados leitores a consumir produto nenhum, aceitei de cara participar. Então vá lá, você que, não importa o quanto leia o blog ou cozinhe, ainda acha que tem algo a melhorar [sempre há o que melhorar], você que tem um prato que seria um sonho preparar, mas que nunca sai direito ou nunca teve coragem de tentar, você que ainda corta cebolas nas mãos ou que tem fé de que o toque mágico de Claude Troisgros seria o impulso que faltava para convencê-lo de que dá sim para cozinhar todo dia e bem; vá lá e mande seu video para o programa, se inscreva. Adoraria ver sua carinha atrapalhada preparando soufflé. ;)

Ah, e o que EU ganho ficando aqui de animadora de torcida para que você participe do programa? Se um dos meus leitores for escolhido para participar, eu vou junto ver as filmagens e conhecer você e o Claude! Iêeei! Dá prá imaginar como seria essa conversa? :D

Então vá lá. Para participar, faça um video com uma camerazinha digital, dizendo por que você gostaria de participar do programa; entre no site do Que Marravilha! envie o video aqui e, para a pergunta "Como ficou sabendo do envio de vídeos para o programa?" indique o La Cucinetta. Vocês têm até dia 31 de agosto para se inscreverem! E não se esqueçam de dizer que souberam disso aqui, hein? Ajude uma blogueira deslumbrada a conhecer o Claude Troisgros. :)
E boa sorte!

Mais informações sobre o programa, aqui: http://gnt.globo.com/Que-Marravilha-/
E se você nunca assistiu, não sabe o que está perdendo! ;)
 (Se não conseguir visualizar o video, assista AQUI.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PADARIA DE DOMINGO (nem sei mais que número): Pão integral com painço e um sanduíche

Não consigo superar o som estranho do nome desse grão: painço. Pã-in-ço. O nome em inglês, millet, é tão mais delicado, tão mais condizente com esses pontinhos amarelos, saborosos e super nutritivos... Pensemos em "millet bread", se "pão de painço" não soar muito promissor. Porque independente do nome, esse é um pão a ser feito. Principalmente se você é fã de pães integrais com grãos macios no miolo e crocantes na casca, daqueles fofos porém densos, uma refeição em si mesmos. Um sanduíche feito com fatias desse pão não deve ser tomado levianamente, pois ele vai, de fato, preencher cada espacinho vazio de fome de seu corpo e deixá-lo satisfeito por um bom tempo.

 Quando seu pãozinho estiver pronto e tiver esfriado, corte duas fatias bonitonas dele, passe um pouquinho de manteiga em um lado de cada um e toste na frigideira quente, manteiga p/ baixo. Em uma das fatias, coloque queijo gruyère. Pegue a fatia vazia de volta, coloque no prato, passe um pouco de mostarda de Dijon, arranje fatias de maçã com casca e um punhado de agrião. Espirre um pouco de água na frigideira ainda com o pão com queijo e tampe, para que o vapor derreta o queijo. Termine de montar o sanduíche e nham! Coma quentinho. O sanduíche vem do esplêndido livro Vegetarian Cooking for Everyone, de Deborah Madison, mas o original era um sanduíche frio, com maionese ao invés de mostarda.

O pão também é da senhora Madison, mas de seu outro livro, The Greens Cookbook. Ambos altamente recomendados a todos os vegetarianos ou predominantemente vegetarianos como essa que vos fala, sendo que o primeiro é maior e de receitas de preparo mais simples, enquanto o The Greens é mais laborioso e não tem nenhuma foto (mas nunca me decepcionou).

PÃO INTEGRAL COM PAINÇO
(do livro The Greens Cookbook, de Deborah Madison)
Tempo de preparo: 3h30
Rendimento: 2 pães de forma

Ingredientes:
  • 2 xic. painço em grão
  • 1 1/4 xic. água quente, para deixar os grãos de molho
  • 2 colh. (sopa) fermento ativo seco (ou 3 quadrados de fermento fresco)
  • 2 xic. água morna
  • 2 colh. (sopa) mel
  • 1 xic. farinha de trigo orgânica
  • 6-7 xic. farinha de trigo integral
  • 3 colh. (sopa) óleo de milho (usei azeite)
  • 1 colh. (sopa) sal
  • 1 ovo + 1 colh. (sopa) leite ou água para pincelar

Preparo:
  1. Deixe o painço de molho na água quente (bem quente, mas não fervente, que deixaria o grão muito mole). 
  2. Dissolva o fermento na água morna, em uma tigela BEM grande. Misture o mel, a farinha branca e 1 1/2 xic. da farinha integral. Bata vigorosamente com uma colher até obter uma massa homogênea e bem líquida. Cubra com um pano e deixe fermentar até que dobre de tamanho, uns 40 minutos. 
  3. Passado esse tempo, misture o óleo, sal e painço, mais qualquer água que tenha restado na tigelinha dos grãos. Com uma espátula, incorpore a farinha integral, meia xícara por vez, girando a tigela como você faria ao misturar claras em neve a uma massa de bolo. Quando a massa estiver espessa demais para usar a espátula, despeje em uma bancada e sove, incorporando o restante da farinha apenas até que a massa pare de grudar em suas mãos.
  4. Quando a massa estiver mais elástica e macia, cerca de 5-8 minutos de sova, coloque em uma tigela bem grande, untada de óleo, e gire a massa para que ela fique untada. Cubra com um pano e deixe fermentar por 45 minutos, até que dobre de tamanho. Afunde o punho na massa e deixe que cresça mais uma vez, por 35 minutos.
  5. Divida a massa em 2 porções iguais, molde e coloque em duas formas de pão untadas. Deixe que cresçam por 25 minutos, até que dobrem de tamanho. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180ºC. Pincele a superfície dos pães com ovo batido com leite ou água e leve ao forno por 50-60 minutos, até que estejam bem dourados em cima e dos lados. Na dúvida, tire-os da forma e bata os nós dos dedos na parte debaixo. Se o som for oco, estão prontos, senão, volte-os para o forno. Deixe que esfriem completamente antes de comê-los.

Mantenha-os em sacos bem fechados, para que conservem a maciez por até 1 semana. Eu fiz os dois e congelei um, já pronto e frio, para semanas apressadas.

Cozinhe isso também!

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